quarta-feira, 26 de abril de 2017

Análise da pintura de Eugène Delacroix - Michelangelo in his Studio

Eugène Delacroix - Michelangelo in his Studio, 1849-1850 – óleo sobre tela – 40 x 32 cm - Musée Fabre, Montpellier, France


Análise da pintura de Eugène Delacroix - Michelangelo in his Studio


Eugène Delacroix usa esta pintura “Michelangelo em seu Estúdio” numa associação com Michelangelo Buonarroti Simoni (Caprese, 6 de março de 1475 — Roma, 18 de fevereiro de 1564), um artista com quem ele queria se identificar. Ele exaltava Michelangelo, como a força por trás da tradição da descrição de sentimentos sensíveis. Segundo Delacroix, a ingenuidade que é atribuída a Michelangelo é provavelmente o que o facilitou imaginar e pintar o grande mestre em seu estúdio. Eugène Delacroix inventou seu estilo de retratar sofrimento e dor através de telas coloridas. Para ele, a salvação e a paz só poderiam vir da compreensão de si mesmo.

Ferdinand Victor Eugène Delacroix (Île-de-France, 26 de abril de 1798 - Paris, 13 de agosto de 1863) foi um artista romântico francês considerado desde o início de sua carreira como o líder da escola romântica francesa. Delacroix foi um artista prolífico, produzindo mais de 9.000 obras durante sua vida, entre pinturas, aquarelas, crayons e desenhos. Inspirando-se em Peter Paul Rubens, Michelangelo e nos pintores do Renascimento Italiano, seu estilo de pintura enfatizou cores e movimento, em vez de formas cuidadosamente modeladas.

Como pintor e muralista, o uso de pinceladas expressivas por Delacroix e seu estudo dos efeitos ópticos da cor moldaram profundamente o trabalho dos impressionistas, enquanto sua paixão pelo exótico inspirou os artistas do movimento simbolista. Um excelente litógrafo, Delacroix ilustrou várias obras de William Shakespeare, do escritor escocês Walter Scott e do autor alemão Johann Wolfgang von Goethe. Suas obras giravam em torno de muitos temas, muitos dos quais foram inspirados pelas obras de Shakespeare, Goethe e Byron, e retratam temas de violência e sensualidade. Talvez sua obra mais conhecida seja “A Liberdade guiando o povo” de 1830, feita em comemoração à Revolução de Julho de 1830, com a queda de Carlos X. Ele também ajudou a fundar a Société Nationale des Beaux-Arts, juntamente com outros artistas franceses notáveis da época.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 22 de abril de 2017

Análise da pintura “Earth Mother” de Edward-Burne Jones

Edward-Burne Jones – Earth Mother (Mãe Terra), 1882 – encáustica sobre madeira – Worcester Art Museum, MA, USA


Análise da pintura “Earth Mother” de Edward-Burne Jones


Essa pintura está relacionada a uma série de vitrais que Burne-Jones fez, representando os planetas e foi inspirada pela arte de mestres da Renascença como Botticelli. Essa alegoria da “Mãe Terra”, remete ao papel de alimentadora das vidas: humana (representada pela criança), animal (representada pelo lobo), vegetal (representada pelas árvores e vegetação) e líquida (representada pela figura alegórica do jarro azul que produz nuvens, chuva e um rio, abaixo). A cobra, perto dos pés da Mãe Natureza, simboliza a fertilidade e alude à deusa Ceres, a deusa da Terra.

Nessa obra, os materiais, a textura e as cores criam um visual natural que acentua o tema da Mãe Terra. Burne-Jones usou uma paleta de cores suaves para criar tons de terra perfeitos para o tema. A encáustica utiliza cera quente, mais comumente cera de abelha, com pigmentos puros suspensos nela. Ela é espessa e levantada do painel, criando uma textura única, sobre a qual o artista aplicou em certas áreas, pequenos toques de ouro para um efeito ainda mais decorativo. O uso da encáustica também desempenha na iconografia da imagem. O simbolismo da pintura mostra que ela é sobre a natureza, mais especificamente sobre a Mãe Natureza como uma mãe nutridora, que mantém o mundo e todos os seres vivos em harmonia.

Sir Edward Coley Burne-Jones (Birmingham, 28 de agosto de 1833 – Londres, 17 de junho de 1898) foi um artista e designer inglês, envolvido no rejuvenescimento da tradição de vitrais na Inglaterra. As suas obras incluem as janelas de Birmingham Cathedral, a igreja de St Martin's, em Brampton, Cumbria, entre outras. Integrado ao movimento pré-rafaelita formado na Inglaterra em 1848, com grande influência do pintor Dante Gabriel Rossetti. Depois disso, Sir Edward Burne-Jones tornou-se um dos grandes nomes de uma nova tendência surgida na década de 1860, designada por Aestheticism. Além de pintura e vitrais, Burne-Jones trabalhou em vários tipos de arte, incluindo o design de azulejos de cerâmica, joias, tapeçarias, mosaicos e ilustrações de livros.

Esse blog possui mais artigos sobre Edward-Burne Jones. Clique sobre os links abaixo para ver:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 19 de abril de 2017

Eva Gonzalès, uma pintora Impressionista francesa

Eva Gonzalès - A Loge in the Theatre des Italiens, 1874 – óleo sobre tela – 98 x 130 cm – Musée d´Orsay, Paris


Eva Gonzalès, uma pintora Impressionista francesa


Édouard Manet – Portrait of Eva Gonzalés, 1870 – óleo sobre tela - 191.1 x 133.4 cm – National Gallery of Art, London

Eva Gonzalès ingressou no estúdio de Manet como aluna em Fevereiro de 1869. Manet teria começado esse retrato dela em Fevereiro, e finalmente o concluiu em 12 de Março de 1870. Esse retrato mostra a pintora em um vestido feminino e elegante, porém sem avental de pintora, o que a faz erroneamente parecer amadora. 


Eva Gonzalès (19 de abril de 1849 - 6 de maio de 1883) nasceu em Paris, filha do escritor espanhol Emmanuel Gonzalès. Em 1865, ela começou sua formação profissional e teve aulas de desenho com o retratista da sociedade, Charles Joshua Chaplin, que também foi professor de Mary Cassatt. Ela se tornou aluna do artista Édouard Manet em fevereiro de 1869. Como seu professor, ela nunca expôs com os pintores impressionistas em suas exposições controversas em Paris, mas ela é considerada parte do grupo, devido ao seu estilo de pintura. Eva Gonzalès foi a única estudante formal de Manet e posava frequentemente para vários membros da escola impressionista. Até 1872, ela foi fortemente influenciada por Manet, porém mais tarde desenvolveu seu próprio estilo, mais pessoal.


Eva Gonzalès – Portrait of a Young Woman, c. 1865 – óleo sobre tela – 56,2 x 46,5 cm – coleção particular


Eva Gonzalès - Le Petit Lever, c. 1875-1876 – óleo sobre tela – 50 x 61 cm – coleção particular


Durante a Guerra Franco-Prussiana, ela se refugiou em Dieppe. Eva Gonzalès se casou com o artista gráfico (o gravador de Manet) Henri Guérard em 1879, e usou ele e sua irmã, Jeanne Gonzalès, como temas para muitas de suas pinturas. Ela faleceu durante um parto aos trinta e quatro anos, exatamente seis dias após a morte de seu professor, Manet. Mesmo tendo tido uma vida curta, Eva produziu muito. Suas obras foram reunidas e expostas em salões pela Europa, desde 1885, mas não atraíram a atenção do público e foram leiloadas pela família. A dispersão de suas obras e sua morte precoce impediram que seu nome ganhasse destaque. 


Eva Gonzalès - La Toilette – óleo sobre tela – 64,1 x 46,4 cm – coleção particular


Eva Gonzalès - Nanny and Baby, c. 1877-1878 – óleo sobre tela – 65 x 82 cm - National Gallery of Art – Washington, DC


Eva Gonzalès – Secretly, 1877-1878 – óleo sobre tela – 38,7 x 36,8 cm – coleção particular


Eva Gonzalès - Reading in the Garden, c. 1880-1882 – crayon e carvão sobre tela – 93,9 x 137,2 cm – coleção particular


Eva Gonzalès – Roses in a Glass, c. 1880-1882 – óleo sobre tela – Coleção particular


Eva Gonzalès - Awakening Girl – óleo sobre tela – 81,5 x 100 cm - Kunsthalle Bremen, Alemanha


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

A história dos Ovos Imperiais Fabergé

1908 – Alexander Palace Egg - Ouro, prata, brilhantes, rubis, nephrite, cristal de rocha, vidro, veludo, osso - State Museum of the Kremlin, Moscow, Russia


Presente para Alexandra Feodorovna. O ovo de jade é constituído por duas partes ligadas pela dobradiça, e decorado com cinco pequenos retratos em aquarela dos filhos de Nikolay II, emoldurados com diamantes. O ovo é incrustado com ouro e joias. O modelo do palácio Aleksandrovsky é executado em ouro e prata, as janelas em cristal de rocha, e o telhado é coberto por esmalte verde claro. O modelo é apoiado numa pequena mesa dourada com a inscrição gravada "TSARSKOJE RURAL PALACE". Esse palácio era a residência rural do czar Nicolau II e sua família, que raramente saiam dele e conduziam uma vida isolada o suficiente para serem apelidados "os eremitas Tsarskoje".


A história dos Ovos Imperiais Fabergé 


Os ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes, no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendadas e oferecidas na Páscoa entre os membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira. Ano após ano, os ovos de Páscoa Imperiais de Fabergé alcançaram novos patamares de invenção e extravagância, e eram expressões em miniatura da vida de privilégio imperial.

O primeiro Ovo de Páscoa de 1885 marca o vigésimo aniversário de casamento do czar Alexander III com a Czarina Maria Feodorovna. O Czar precisava de um presente especial para sua esposa e ele encomendou um Ovo muito especial ao jovem joalheiro Peter Karl Fabergé, cujas lindas criações tinham atraído a atenção de Maria. A imperatriz ficou tão impressionada com o presente, que Alexandre acabou por nomear Fabergé como o "fornecedor da corte" e passou a encomendar um ovo por ano, sob a determinação de que este fosse único e contivesse uma surpresa. Seu filho, Nicolau II, deu sequência à tradição e anualmente presenteava sua mãe, Maria Feodorovna e sua esposa, Alexandra Feodorovna (ou seja, dois ovos por ano). Cinqüenta e quatro ovos imperiais foram produzidos para os czares Alexandre III (de 1885 a 1894) e Nicolau II (de 1895 a 1917).

Além dos ovos Imperiais, 7 peças foram criadas a pedido de Alexander Ferdinandovich Kelkh durante o período de 1898 a 1905, como presentes para a sua esposa Varvara Kelkh-Bazanova, conhecidos como “Ovos Kelch”. E entre outros clientes de Fabergé, pessoas famosas como a família Rothschild, e o sobrinho de Alfred Nobel, Emmanuel Nobel. Porém apenas os ovos produzidos para os Imperadores russos são denominados “Ovos Imperiais”. Assim que um tema era escolhido, uma equipe de artesãos - dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin - começava a trabalhar no projeto.


Ovo “First Hen Egg” – 1885 – altura: 6,4 cm – propriedade de The Link of Times Foundation, Russia 


Veja e leia a história do primeiro ovo Fabergé em outro artigo desse blog:

http://www.arteeblog.com/2015/04/a-historia-do-primeiro-ovo-de-pascoa.html


Maria Feodorovna (Princesa Dagmar da Dinamarca, 1847-1928) foi uma imperatriz-consorte da Rússia. Foi a segunda filha do rei Cristiano IX da Dinamarca e da sua esposa Luísa de Hesse-Cassel e, por isso, irmã mais nova da futura rainha da Inglaterra, a princesa Alexandra da Dinamarca, esposa do rei Eduardo VII. Depois do seu casamento com o futuro Imperador Alexandre III da Rússia, tornou-se Imperatriz-consorte e mudou o nome para Maria Feodorovna Romanova. Entre os seus filhos encontrava-se o último czar da Rússia, Nicolau II que acabou por ser assassinado dez anos antes de Maria morrer.

Peter Carl Fabergé (1846- 1920) foi um joalheiro russo de origem franco-dinamarquesa. Seu pai era o joalheiro Gustav Fabergé e sua mãe era a dinamarquesa Charlotte Jungstedt. Embora a Casa Fabergé seja famosa por seus ovos de Páscoa Imperiais, fez uma variedade muito maior de objetos que vão desde utensílios de mesa em prata até joias finas. A empresa de Fabergé se tornou o maior negócio de joias na Rússia, na época. Além de sua sede em Saint Petersburg, teve filiais em Moscou, Odessa, Kiev e Londres. Produziu cerca de 150.000 a 200.000 objetos, de 1882 até 1917. Produziu coroas reais e joias para pessoas famosas, e é uma das mais importantes joalherias até os dias de hoje.


1893 – Caucasus – Ouro amarelo e colorido, prata, platina, esmalte transparente, diamantes, pérolas naturais, marfim, aquarelas – Matilda Geddings Gray Foundation, The Metropolitan Museum of Art, USA


Presente para Maria Feodorovna Romanova. No estilo Louis XV, tem quatro "janelas" ovais, cada uma fechada por uma porta oval com uma borda de pérolas. No centro de cada porta, um dos números que compõem a data 1893. Por trás de cada porta, uma aquarela miniatura sobre marfim, representando vistas do palácio Abastumansky no Cáucaso. As miniaturas foram feitas pelo pintor miniaturista Krizhitskim, da corte de Constantine. Na parte superior do ovo há um pequeno retrato do Grão-duque George Alexandrovich.


1897 – Coronation Egg (Coroação) - Victor Vekselberg collection, Moscow, Russia
Ovo: ouro, esmalte amarelo transparente, diamantes. Carruagem: ouro, platina, esmalte vermelho, diamantes, rubis e cristal de rocha.


Presente para Alexandra Feodorovna. O estilo e cores do ovo foram inspirados nas roupas que a imperatriz estava usando na coroação. A surpresa é uma cópia exata da carruagem usada na coroação de Nikolay II e sua esposa em 1896. As cortinas da carruagem estão gravadas diretamente nas janelas de cristal de rocha. As maçanetas decoradas das portas, em tamanho menor do que um grão de arroz, viram, abrindo e fechando as portas em um trinco. A carruagem é completa, com rodas móveis, portas de abertura, amortecedores reais e um pequeno degrau dobrável. A carruagem precisa e altamente detalhada levou 15 meses para fabricar, e foi criada por George Stein. Na parte superior do ovo há um monograma coroado da Tsarina Alexandra Feodorovna brasonado em diamantes cor-de-rosa e rubis. A data de 1897, aparece na parte inferior do ovo. Esse é o ovo mais caro dos ovos imperiais.


 1911 – 15th Anniversary Egg - ouro, esmalte verde transparente, esmalte branco opaco, esmalte iridescente, diamantes, cristal de rocha e uma aquarela sobre um marfim - The Fabergé Museum in Saint Petersburg, Russia












Presente para Alexandra Feodorovna. Todos os elementos da história de Romanov se reúnem elegantemente no Ovo que homenageia o 15º Aniversário do reinado (1911), um álbum de família com pouco mais de cinco polegadas de altura. As pinturas requintadamente detalhadas retratam os eventos os mais notáveis do reinado de Nicholas II e de cada um dos membros da família. A casca deste ovo de ouro vermelho é dividida em dezoito painéis com 16 miniaturas, delimitadas por folhagens esmaltadas verdes embrulhadas com fitas de diamante nas intersecções e contendo dezesseis miniaturas feitas pelo pintor miniaturista da corte Vasilii Zuiev. São sete miniaturas ovais de retratos da família Imperial, dentro de bordas de diamantes, e 9 painéis maiores que retratam cenas da vida de Nicolau II. Dois painéis ovais sob as miniaturas de Nicolau e Alexandra mostram as datas de 1894, a data do casamento de Nicolau e Alexandra e 1911, o décimo quinto aniversário da coroação, cada data acima de uma fita inscrita Fabergé em cirílico.


Assista um vídeo sobre os Ovos Imperiais:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 9 de abril de 2017

Sergio Mendes & Brasil 66 – “Like a Lover” (O Cantador)



Sergio Mendes & Brasil 66 – “Like a Lover”


A canção "Like a Lover", uma versão em inglês de “O Cantador” (composta por Dori Caymmi e Nelson Motta), foi gravada por muitos vocalistas de jazz como Carmen McRae, Sarah Vaughan, Helen Merrill, Dianne Reeves, Al Jarreau, Natalie Cole, Jane Monheit e outros. “Like a Lover” foi incluída no álbum “Look Around”, o terceiro álbum de estúdio de Sérgio Mendes e Brasil '66 lançado em 1968. Este foi o último álbum da formação original do grupo Brasil '66.

Sérgio Santos Mendes (Niterói, Rio de Janeiro, 1941) é um músico e compositor brasileiro de bossa nova. Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco "Dance Moderno" em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos, gravou vários álbuns, chegando a tocar no Carnegie Hall. Mudou para os EUA em 1964. Foi nos Estados Unidos que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso. As vocalistas do grupo eram Lani Hall e Bibi Vogel. Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

A história da pintura de Gino Severini – “Red Cross Train Passing a Village”

Gino Severini - Red Cross Train Passing a Village, 1915 – óleo sobre tela - 88.9 x 116.2 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA


A história da pintura de Gino Severini – “Red Cross Train Passing a Village” 


Nesta pintura de um trem em movimento através da paisagem, Severini dividiu a paisagem, a fim de transmitir uma sensação de momentâneas imagens fragmentadas que caracterizam a nossa percepção de um objeto em excesso de velocidade. O choque de cores contrastantes intensas sugere o ruído e a potência do trem, que os futuristas admiravam como um emblema de vitalidade e potência.

Severini pintou esta tela no meio da I Guerra Mundial, enquanto morava em Igny, nos arredores de Paris. Anos mais tarde, ele recordou as circunstâncias: " Junto ao nosso casebre, os trens estavam passando dia e noite, cheios de material de guerra, ou soldados, e feridos". Durante 1915 ele criou muitas telas em que tentou evocar a guerra na pintura.


Gino Severini (7 de abril de 1883 - 26 de fevereiro de 1966) foi um pintor italiano e um dos principais membros do movimento futurista. Durante boa parte de sua vida dividiu seu tempo entre Paris e Roma. Ele foi associado com o neoclassicismo e o "retorno à ordem" na década após a Primeira Guerra Mundial. Durante sua carreira ele trabalhou em uma variedade de meios de comunicação, incluindo mosaico e afresco (mural). Ele ganhou prêmios de arte de grandes instituições.

Severini nasceu em uma família pobre em Cortona, na Itália. Seu pai era um oficial da corte e sua mãe uma costureira. Em 1899 ele se mudou para Roma com sua mãe. Foi lá que ele mostrou pela primeira vez um interesse sério na arte. Em 1900 conheceu o pintor Umberto Boccioni. Juntos visitaram o estúdio de Giacomo Balla, onde foram introduzidos à técnica do divisionismo, pintando com cores adjacentes em vez de misturadas e quebrando a superfície pintada em um campo de pontos pontilhados e listras. As ideias do Divisionismo tiveram uma grande influência no trabalho de Severini e na pintura futurista de 1910 a 1911.

Depois de se mudar de Roma para Paris em 1906, Gino Severini entrou em contato próximo com Georges Braque, Pablo Picasso, e outros artistas importantes da capital da avant-garde, enquanto permaneceu em contato com seus compatriotas que permaneceram na Itália. Em 1910, ele assinou o "Manifesto Técnico: Pintura Futurista" com outros quatro artistas italianos, Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, e Luigi Russolo, que queriam que suas pinturas expressassem a energia e velocidade da vida moderna. Ao longo de sua carreira publicou importantes ensaios teóricos e livros sobre arte. Em 1946 publicou uma autobiografia, “A Vida de um Pintor”.


Esse blog possui um artigo sobre Futurismo Italiano.  Clique sobre esse link para ver:



Esse blog possui um artigo sobre Carlo Carrà.  Clique sobre esse link para ver:



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Análise de “The Love Letter” de Jean-Honoré Fragonard

Jean-Honoré Fragonard - The Love Letter (A Carta de Amor), c. 1770 – óleo sobre tela - 83,2 X 67 cm - Metropolitan Museum of Art, New York


Análise de “The Love Letter” de Jean-Honoré Fragonard


A modelo da pintura parece ter sido surpreendida, lendo ansiosamente a carta que recebeu junto com as flores. Ela provavelmente seria a filha de François Boucher (professor de Fragonard), Marie Émilie Boucher, nascida em 1740 e que se casou em 1773, com o amigo de seu pai, o arquiteto Charles Étienne Gabriel Cuvillier. O cão pode ser uma representação de fidelidade, como em muitas pinturas daquela época. O que sobressai nessa pintura são as cores douradas e a atitude coquete da jovem. A pintura parece brilhar com paixão.

Fragonard moldou a composição em tons de marrom, desenhando e modelando com a ponta do pincel e com traços de espessura variável. As cores e o branco estão localizados sob luz forte em direção ao centro da tela: no rosto empoado da jovem, no seu vestido e touca, na mesa e no banco, nas flores e no cão. Esta pintura exemplifica a manipulação sensível de efeitos de luz e de cor de Fragonard, e sua extraordinária facilidade técnica. O vestido azul elegante, a touca de renda e o penteado da mulher sentada em sua mesa de escrever deveriam estar no auge da moda, no momento que esta pintura foi feita.

Jean-Honoré Fragonard (4 de abril de 1732 - 22 de agosto de 1806) foi um pintor francês e gravador. Um dos mais prolíficos artistas nas últimas décadas do Antigo Regime, Fragonard produziu mais de 550 pinturas (além de desenhos e gravuras), das quais apenas cinco são datadas. Entre suas obras mais populares estão as pinturas de gênero que transmitem uma atmosfera de intimidade e erotismo velado.

Fragonard mostrou um grande talento para a arte em tenra idade, e foi enviado para estudar com o pintor rococó François Boucher. Aos 23 anos mudou-se para estudar na Academia Francesa de Arte em Roma, onde foi influenciado pelos românticos jardins, templos, grutas, terraços e fontes. Em 1765, ele não só garantiu sua posição na Academia, mas mostrou seu talento para cenas íntimas, levemente eróticas, que eram apreciadas por clientes ricos e membros da corte lasciva de Luís XV. Foi extremamente popular até a Revolução Francesa que privou Fragonard de seus clientes, muitos dos quais foram guilhotinados ou exilados. Sem patrocínio, deixou Paris em 1793. Ao retornar a Paris, descobriu que estava quase completamente esquecido, suas cenas eróticas aparentemente irrelevantes depois da revolução da Revolução Francesa. Ele morreu em 1806, e pouco foi escrito dele ou de seu trabalho até quase meio século depois. Ele é agora considerado um dos mestres da pintura francesa.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 2 de abril de 2017

Pinturas e ilustrações de Abril

Childe Hassam - April Showers, Champs Elysees Paris, 1888 – óleo sobre tela – 31.75 x 42.55 cm - Joslyn Art Museum, Omaha, NE, USA


Pinturas e ilustrações de Abril


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere, Avril, 1896 – ilustração

O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Henri-Edmond Cross - Cypress, April, 1904 – óleo sobre tela – coleção particular


Abril April Fool Girl with Shopkeeper - Norman Rockwell, 1948 – The Saturday Evening Post

Nessa ilustração, Rockwell retratou mais de 50 “erros” para brincar com o dia “April Fool” (Primeiro de Abril), como o cabelo da menina preso de um lado e solto de outro, ou com a cabeça do vendedor no lugar da cabeça da boneca.

Norman Rockwell (Nova Iorque, 3 de fevereiro de 1894 — Stockbridge, Massachusetts, 8 de novembro de 1978) era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 322 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida americana nas pequenas cidades. Pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como de outras importantes figuras mundiais. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.


Childe Hassam - April, Quai Voltaire, Paris, 1897 – óleo sobre tela - 73 x 60.4 cm – coleção particular


 Arthur Hughes - April Love - 1856 – óleo sobre tela – 89 x 49,5 cm - Tate Gallery, London, UK

"April Love" foi a primeira de uma série de composições em que Hughes representou amantes em uma paisagem. Esta é a obra mais conhecida de Hughes, e uma das mais populares pinturas pré-rafaelitas. O cenário é um caramanchão coberto de hera, com liláses fora da janela e pétalas de rosa no chão de pedra. Tal como acontece com muitas das obras do artista, a hera também é usada para decorar o quadro. Os pré-rafaelitas incluíam muitas vezes elementos simbólicos em seu trabalho. Hera significa vida eterna, rosas amor. As pétalas espalhadas pelo chão podem sugerir que o caso de amor acabou. A pintura retrata um jovem casal em um momento de crise emocional. A figura masculina é pouco visível, com a cabeça inclinada sobre a mão esquerda da jovem. A obra mostra a influência de Millais, que Hughes admirava. Os ricos azuis, verdes e roxos empregados por Hughes rapidamente se tornaram sua marca. A modelo foi provavelmente Tryphena Foord, sua esposa.

Arthur Hughes (1832-1915), foi um pintor Inglês e ilustrador associado com a Irmandade Pré-Rafaelita. Em 1846, ele entrou para a escola de arte na Somerset House, seu primeiro mestre sendo Alfred Stevens, e mais tarde entrou na Royal Academy Schools. Aqui ele conheceu John Everett Millais e Holman Hunt, e tornaram-se um dos grupos pré-rafaelita de pintores.


Alphonse Mucha - Months of the Year, Avril – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. 

Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 31 de março de 2017

Art Garfunkel - Waters of March



Art Garfunkel (da dupla Simon and Garfunkel) - Waters of March (de Tom Jobim)


"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra. Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu moto contínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.

Art Garfunkel gravou essa canção em seu álbum solo "Breakaway" (1975).

Art Garfunkel (Queens, Nova Iorque, 5 de Novembro de 1941) é um cantor conhecido por ter formado entre 1958 e 1970 com seu amigo de infância, Paul Simon, a dupla Simon & Garfunkel. Juntos, fizeram êxitos como The Boxer e Bridge over Troubled Water. Em sua carreira solo recebeu um prêmio People's Choice Award. Através de seu trabalho solo e colaborativo, Garfunkel ganhou seis Grammys, incluindo o Lifetime Achievement Award. Em 1990, ele e Simon foram introduzidos no Rock and Roll Hall of Fame.

Tom Jobim, o grande maestro, compositor e um dos criadores da Bossa Nova, nasceu em 25 de Janeiro de 1927. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 27 de março de 2017

Análise de “Charwomen in Theater” de Norman Rockwell

Norman Rockwell - Charwomen in Theater, 1946 – óleo sobre tela – 108 x 84 cm – coleção George Lucas (o cineasta)


Análise de “Charwomen in Theater” de Norman Rockwell


“Charwomen In Theatre” apareceu na capa de The Saturday Evening Post, publicada em 6 de abril de 1946. Esta pintura foi uma das 322 pinturas de Rockwell que foram publicadas na capa do Saturday Evening Post. A carreira de Rockwell no Post durou 47 anos, desde a sua primeira ilustração da capa, “Menino com Carrinho de Bebê” em 1916 até a sua última, “Retrato de John F. Kennedy”, em 1963.

Essa obra é um dos clássicos estudos da psicologia humana de Rockwell.  Uma “charwoman” (faxineira) é uma mulher contratada para fazer limpeza, geralmente em um grande edifício. As duas retratadas na pintura são senhoras mais velhas e provavelmente são funcionárias de longa data do teatro. As pessoas na década de 1940 não saltavam de um emprego para outro. Em 1946, com o afluxo de tropas retornando para casa depois da Segunda Guerra Mundial, essas senhoras provavelmente estavam contentes por terem um emprego.

“Charwomen in Theater” mostra um momento de intimidade compartilhado entre duas mulheres mais velhas que trabalham de madrugada em um lugar que elas não podem frequentar. George Lucas observou: "Para elas é mais do que apenas um trabalho. Elas estão interessadas no lugar onde elas trabalham. Você pode imaginá-las espiando e assistindo shows, observando os ensaios. Você pode imaginá-las se sentindo orgulhosas de trabalharem no teatro".

Rockwell compunha seus trabalhos da mesma maneira como um diretor de cinema configura uma filmagem, escolhendo os adereços, organizando a iluminação, até fazendo um teste com seus modelos, para se certificar de que eles iriam atuar nos papéis que deviam desempenhar em seus quadros.

Norman Rockwell (Nova Iorque, 3 de fevereiro de 1894 — Stockbridge, Massachusetts, 8 de novembro de 1978) era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 322 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida americana nas pequenas cidades. Pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como de outras importantes figuras mundiais. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.

Esse blog possui mais artigos sobre Norman Rockwell. Clique sobre esses links para ver:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Análise da pintura "Young Woman with a Water Pitcher" de Johannes Vermeer

Johannes Vermeer - Young Woman with a Water Pitcher (Jovem com uma jarra de água), c. 1662 – óleo sobre tela – 45,7 x 40,6 cm – Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Análise da pintura "Young Woman with a Water Pitcher" de Johannes Vermeer


O tema essencial deste retrato sereno é uma mulher e sua tranquilidade doméstica. Ela está abrindo uma janela com a mão direita, enquanto segura um jarro de água com a mão esquerda. A jarra e seu prato, entre outros objetos, estão sobre uma mesa coberta com uma toalha vermelha. Atrás da mesa está uma cadeira sobre a qual se encontra um pano azul. A mulher olha pela janela. Sua cabeça e seu traje elegante, um vestido azul e um colete dourado, são cobertos por lenços de linho, que com a bacia e o jarro de prata dourada e a janela aberta sugerem higiene matinal. Um colar de pérolas emerge da caixa de joias. Na parede ao fundo, um mapa está pendurado. Vermeer representa um momento de vida privada.

Formas e cores equilibradas realçam o tom harmonioso. Nessa pintura, o artista não estava usando a perspectiva linear nem a ordem geométrica, portanto, a luz era a sua única fonte de ênfase, notadamente incidindo sobre a janela, a mulher, a parede e a toalha. Apesar de Vermeer primar pelos interessantes efeitos ópticos das suas telas, o artista conferiu ao quadro uma paleta de cores tranquila. Em muitas de suas pinturas, Vermeer usava ultramarinos naturais, um pigmento feito de lápis lázuli esmagado, importado do Afeganistão, o mais nobre dos pigmentos.

Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.

Esse blog possui mais artigos sobre Vermeer. Clique sobre esses links para ver:






Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 20 de março de 2017

Pinturas de Outono - Começou o Outono no Hemisfério Sul!

Vincent Van Gogh - Alyscamps, Arles, 1888 - óleo sobre tela - 92 x 73,5 cm – coleção particular


Pinturas de Outono - Começou o Outono no Hemisfério Sul!


John William Godward – Autumn, 1900 – óleo sobre tela – 101,5 x 58,5 cm – coleção particular


Camille Pissarro - The Carrousel, Autumn, Morning, 1899 – óleo sobre tela - 92 x 73 cm – coleção particular


Claude Monet - Autumn Effect at Argenteuil, 1873 - óleo sobre tela - 74,5 x 55 cm - Samuel Courtauld Trust, The Courtauld Gallery, London, UK


James Tissot - Autumn on the Thames (Nuneham Courtney), c. 1875 - óleo sobre tela – coleção particular


Paul Gauguin - By the Stream, Autumn, 1885 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm – coleção particular


Isaac Levitan - Big road. Sunny autumn day, 1897 - óleo sobre tela - 11 x 18,7 cm – coleção particular


John Everett Millais – Autumn Leaves, 1855-1856 - óleo sobre tela - 73,7 x 104 cm - City of Manchester Art Galleries, Manchester, UK

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre esse link para ver:



 John Atkinson Grimshaw – Autumn Gold, 1880 – óleo sobre tela – 30 x 25 cm – coleção particular



Wassily Kandinsky – Autumn in Bavaria, 1908 - óleo sobre cartão - 33 x 45 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


Francisco Goya - Autumn, Or The Grape Harvest, 1786-1787 – óleo sobre tela - 190 x 275 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain


Alphonse Mucha - The Four Seasons: Fall, 1896 – litogravura pintada com têmpera sobre papel colado em madeira – 104,1 x 54,3 cm – coleção particular


domingo, 19 de março de 2017

Análise de "Fishermen at Sea" de Joseph M. W. Turner

Joseph Mallord William Turner – Fishermen at Sea, c. 1796 – óleo sobre tela – 91,4 x 122,2 cm – Tate Britain, London


Análise de "Fishermen at Sea" de Joseph M. W. Turner


A pintura “Fishermen at Sea” (Pescadores no Mar) - também conhecida como Cholmeley Sea Piece, por ter pertencido ao acervo da família Cholmeley por 150 anos - foi a primeira pintura de Turner exposta na Royal Academy em 1796, e é propriedade da Tate Gallery desde 1972. Ela representa uma vista enluarada de pescadores no mar agitado perto das rochas The Needles, ao largo da Ilha de Wight. Ela justapõe a fragilidade da vida humana, representada pelo pequeno barco com sua lâmpada tremeluzente, e o poder sublime da natureza, representado pelo céu nublado escuro, o mar amplo, e as rochas ameaçadoras no fundo. A luz fria da lua à noite contrasta com o brilho mais quente da lanterna dos pescadores.

O trabalho mostra forte influência do trabalho de artistas marinhos como Claude Joseph Vernet, Philip James de Loutherbourg, Peter Monamy e Francis Swaine, e das cenas íntimas noturnas de Joseph Wright de Derby. A obra foi elogiada por críticos e fundou a reputação de Turner, tanto como um pintor de pinturas a óleo como de um pintor de cenas marítimas.

Joseph Mallord William Turner (1775-1851) nasceu em Londres, filho de um barbeiro. Ele entrou na Royal Academy School em 1789 aos 14 anos, antes de se tornar um membro da Royal Academy em 1802 e professor de Perspectiva em 1807. Seu trabalho foi prolífico e variado, incluindo desenhos, gravuras, aquarelas e óleos. Mesmo trazendo uma energia renovada para a exploração dos desenvolvimentos sociais, tecnológicos e científicos da vida moderna, ele manteve-se profundamente envolvido com temas religiosos, históricos ou mitológicos que o vinculavam às tradições culturais de sua época. A arte de Turner é livre e solta e embora muitos o considerem como um dos pais da arte moderna, do impressionismo e abstracionismo, sua obra pode apenas ter sido inacabada e experimental.

Nos seus últimos 25 anos de vida, profundamente afetado pela morte de seu pai, amado por uma empregada, ele teve uma relação com uma dona de casa que morava à beira-mar, com quem ele viveu incógnito. Ao longo destes anos, ele viajou, pintou, conviveu com a aristocracia do País, visitou bordéis, foi um membro popular e anárquico da Royal Academy of Arts, se amarrou ao mastro de um navio para pintar uma tempestade de neve, e foi ao mesmo tempo celebrado e insultado pelo público e pela realeza.

Os métodos de Turner pareciam menos como pintura, do que como um ataque sobre a tela, mas os resultados são nevoeiros e neblinas cercando naufrágios, locomotivas a vapor soltando fogo, tudo banhado pela mais surpreendente luz. Ao longo de seus últimos anos, ele continuou a viajar pela Europa, e fez sua última viagem em 1845. Expôs suas últimas quatro obras na Royal Academy em 1850 e morreu em 1851. Seu corpo foi sepultado na cripta da Catedral de St Paul.


Esse blog possui mais um artigo sobre J. M. W. Turner. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2014/09/late-turner-painting-set-free-exposicao.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 15 de março de 2017

Michael Buble e Nelly Furtado – “Quando Quando Quando”




Michael Buble e Nelly Furtado – “Quando Quando Quando”


"Quando, quando, quando" é uma música pop italiana de 1962, em estilo bossa nova, com música escrita por Tony Renis e letras de Alberto Testa. A canção, originalmente gravada em duas versões diferentes por Tony Renis e Emilio Pericoli, competiu no Festival de Música de Sanremo em 1962, onde ficou em quarto lugar, e mais tarde se tornou um sucesso comercial na Itália. O artista americano Pat Boone, que gravou a música em 1962, cantou as letras inglesas escritas por Ervin Drake. A canção é um dos singles mais vendidos de todos os tempos, com mais de 50 milhões de discos vendidos. A canção foi usada e remixada por muitos artistas e em muitos arranjos diferentes, como Pat Boone, o cantor inglês Engelbert Humperdinck, Connie Francis, e Michael Bublé em dueto com Nelly Furtado, em 2005.

Michael Steven Bublé (Burnaby, 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ganhou vários prêmios, incluindo quatro Grammy e dez Juno Awards. No total, Bublé já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo.

Nelly Kim Furtado (Victoria, 2 de dezembro de 1978) é uma cantora, compositora e atriz luso-canadense, filha de emigrantes portugueses. Ganhou um prêmio Grammy, um Latin Grammy Award, dez Juno Awards, um BRIT Award, um Billboard Music Award, um MTV Europe Music Award, entre outros prêmios. Furtado vendeu mais de 40 milhões de discos em todo o mundo. 


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 13 de março de 2017

William Glackens, sua arte e sua história

William Glackens - At Mouquin's (Chez Mouquin), 1905 – óleo sobre tela – 121,9 x 99,1 cm – Art Institute of Chicago, USA

Chez Mouquin, é sem dúvida a pintura mais célebre de Glackens. O cenário é o conhecido restaurante Sixth Avenue, frequentado por Glackens e muitos dos seus amigos. Esta pintura exuberante retrata um robusto James B. Moore, restaurateur e bon vivant de meia-idade, em uma mesa com uma das muitas mulheres novas que ele galanteava pela cidade. Ele está bebendo, enquanto a mulher se afasta, parecendo um pouco menos interessada na cena ao seu redor. As costas de suas cabeças refletem-se no espelho atrás deles, assim como os rostos e perfis de outros, incluindo Edith Glackens e seu cunhado, o crítico de arte Charles Fitzgerald. A pintura é muitas vezes comparada com as de Degas, mas a sensação de desespero nas pinturas de restaurantes de Degas é substituída na pintura de Glackens por uma alegria de viver.


William Glackens, sua arte e sua história


William Glackens - East River Park, c. 1902 – óleo sobre tela – 65,7 x 81,3 cm - Brooklyn Museum, New York, USA


William James Glackens (13 de março de 1870 - 22 de maio de 1938) foi um pintor realista americano e um dos fundadores da Ashcan School of American Art. Ele também é conhecido por seu trabalho em ajudar Albert C. Barnes a adquirir as pinturas europeias que formam o núcleo da famosa Barnes Foundation na Filadélfia. Suas cenas de rua de cores escuras e vibrantemente pintadas e representações da vida diária na Nova York e Paris antes da Segunda Guerra Mundial, estabeleceram sua reputação como um grande artista. Seu trabalho posterior tem um tom mais brilhante e mostra a forte influência de Renoir. Durante grande parte de sua carreira como pintor, Glackens também trabalhou como ilustrador para jornais e revistas na Filadélfia e Nova York.


William Glackens - Tugboat and Lighter, 1905 – óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - Museum of Art, Fort Lauderdale, Florida, USA


William Glackens - Under the Trees, Luxembourg Gardens, 1906 – óleo sobre tela – 49,8 x 61,4 cm - Munson-Williams-Proctor Institute, Utica, New York, USA


Glackens era aluno de aulas noturnas na Academia de Belas Artes da Pensilvânia. John Sloan também era aluno da Academia, e ele apresentou Glackens para Robert Henri, um talentoso pintor e figura carismática em círculos de arte da Filadélfia. Henri era anfitrião de encontros regulares de artistas em seu estúdio, ocasiões para socializar, beber, esboçar, conversar sobre arte e fazer críticas artísticas aos trabalhos dos outros. Henri pediu aos jovens que reuniu para pensar sobre a necessidade de criar uma nova e vigorosa arte americana que falasse do seu tempo e experiência. Estes encontros foram o início inspirador do que ficou conhecido como a escola Ashcan de arte norte-americana, um estilo que rejeitou a formalidade da arte acadêmica do século 19 e mirou a classe trabalhadora e a classe média da vida metropolitana para seus temas.


William Glackens – The Shoppers, 1907 – óleo sobre tela – 152,4 x 152,4 cm – Chrysler Museum of Art - Norfolk, Virginia, USA


Em 1895, Glackens viajou para a Europa com vários pintores, para pintar e mergulhar na arte europeia. Ele primeiro visitou a Holanda, onde estudou os mestres holandeses. Em seguida, mudou-se para Paris, onde alugou um estúdio por um ano e apreciou sua primeira exposição de arte dos impressionistas e pós-impressionistas. Essa viagem era comum para os artistas da época que desejavam estabelecer-se em um mundo de arte americana ainda considerado como provinciano pelos artistas e amantes da arte, com uma experiência mais profunda dos Antigos Mestres e os novos movimentos de arte.


William Glackens - Nude with Apple, 1910 – óleo sobre tela – 101,6 x 144,8 cm - Brooklyn Museum, New York, USA

“Nude with Apple”, é um trabalho pós-Ashcan de Glackens. Diz-se que representa o ponto de virada em seu estilo e sua divisão com o grupo The Eight. Retrata uma modelo que descansa em um sofá, segurando uma maçã. A expressão ligeiramente cansada, mas sincera da modelo, e até mesmo a fita amarrada ao redor de seu pescoço, lembram a Olimpia de Manet, uma Eva moderna. Um toque humorístico incongruente é seu chapéu, colocado no sofá ao lado de seu corpo despido, como se ela tivesse acabado de chegar ou estivesse se preparando para sair logo. A pose lânguida, o ambiente confortável e a notável atenção prestada a cores vivas e brilhantes, separam esta obra das pinturas dos pintores Ashcan.


Ao se estabelecer em Nova York em 1896, Glackens começou a trabalhar como ilustrador para várias revistas. Em 1901, ele expôs na Allen Gallery, com Henri e Sloan e daí por diante ganhou notoriedade como um artista de futuro. Em 1904, Glackens se casou com Edith Dimock, filha de uma família rica de Connecticut. Ela também era uma artista, e eles moraram em uma casa no Greenwich Village, onde criaram dois filhos.


William Glackens - The Artist's Wife and Son, 1911 – óleo sobre tela – 91,4 x 121,9 cm - Snite Museum of Art, South Bend, Indiana, USA


William Glackens - Italo-American Celebration, Washington Square, c. 1912 – óleo sobre tela – 66 x 81,3 cm – Museum of Fine Arts, Boston, USA


Em Nova York, Glackens se associou a um grupo de artistas conhecidos hoje como The Eight, cinco dos quais (Robert Henri, John Sloan, George Luks e Everett Shinn, bem como Glackens) são considerados realistas Ashcan. Os outros membros desta associação eram Arthur B. Davies, Ernest Lawson, e Maurice Prendergast. Sua exposição na Macbeth Gallery foi um pequeno sucesso escandaloso e visitou várias cidades de Newark a Chicago em uma exposição itinerante com curadoria de Sloan. Os pintores ganharam um reconhecimento mais amplo e foram convidados a expor em muitas instituições. Mais importante ainda, eles haviam iniciado um debate nacional sobre assuntos aceitáveis na arte e a necessidade de acabar com os constrangimentos da tradição na cultura americana. A maioria dos Oito também participou da "Exposição de Artistas Independentes" em 1910, uma nova tentativa de quebrar a exclusividade da Academia. Os pintores retratavam temas urbanos robustos, às vezes inelegantes e davam boas-vindas à liberdade artística. Eles não estavam preocupados com as técnicas modernistas. Seu foco era uma pintura energética e temas atuais e acessíveis.


William Glackens - Girl Roller-Skating, Washington Square, c. 1914 – óleo sobre tela – 60,9 x 45,7 cm - Brooklyn Museum, New York, USA


William Glackens, The Raft, 1915 – óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - The Barnes Foundation, Philadelphia, Pennsylvania, USA


Por volta de 1910, Glackens começou a se concentrar em um estilo colorista altamente pessoal, que representava uma ruptura com a abordagem do grupo Ashcan. Foi sua conversão ao impressionismo. Seu trabalho era frequentemente comparado com o de Renoir, ao ponto de ser chamado de "Renoir americano". A resposta de Glackens a essa crítica sempre foi a mesma: "Você pode pensar em um homem melhor para seguir do que Renoir?" Em última análise, Glackens era um pintor "puro" para quem a sensualidade da forma de arte era primordial, não um cronista social ou um artista com inclinação para a política ou provocação. Entre os artistas de Nova York, Glackens era conhecido por seu olhar sofisticado e seus gostos amplos e cosmopolitas. Em 1916, Glackens presidiu a recentemente fundada Society of Independent Artists, cuja a missão era dar oportunidades mais amplas de exposição para artistas menos conhecidos.


William Glackens, The Raft, 1915 – óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - The Barnes Foundation, Philadelphia, Pennsylvania, USA


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.