quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pinturas de futebol

Henri Rousseau - The Football Players, 1908 – óleo sobre tela – 100,3 x 80,3 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York


Pinturas de futebol


Orlando Teruz – Futebol, 1983 - óleo sobre madeira - 80 x 100 cm – coleção particular


Inos Corradin – Gol de Bicicleta – serigrafia - 50 x 38 cm


 Cândido Portinari - Futebol em Brodowski, 1935 – óleo sobre tela – 97 x 130 cm – Museu Casa de Portinari, Brodowski, SP, Brasil


Francisco Rebolo – Futebol, 1936 – óleo sobre tela – 86 x 36 cm – coleção particular


Mario Zanini – Futebol – óleo sobre tela – 59,5 x 73 cm – coleção particular


Gustavo Rosa – Pelé, 2006 - gravura



quinta-feira, 31 de maio de 2018

Pinturas e ilustrações do mês de Junho

Alphonse Mucha - The Months – June – 1899 – ilustração


Pinturas e ilustrações do mês de Junho


Isaac Levitan - A day in June, c.1895 – óleo sobre tela – coleção particular


Sir Frederic Leighton - Flaming June - 1895 – óleo sobre tela - 120.6 x 120.6 cm - Museo de Arte de Ponce, Puerto Rico

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre esse link para ver:



Alfred Sisley - Morning in June (Saint Mammes et les Coteaux de la Celle) - 1884 – óleo sobre tela - 54 x 73 cm – coleção particular


Joseph Rodefer DeCamp – June Sunlight, 1902 – óleo sobre tela – 76,2 x 63,5 cm – coleção particular


Henri Fantin-Latour - The Rosy Wealth of June - 1886 – óleo sobre tela - 70.5 x 61.5 cm - National Gallery, London, UK


Childe Hassam - Across the Avenue in Sunlight, June, 1918 – óleo sobre tela – coleção particular

Algumas obras mais marcantes e famosas de Hassam compõem o conjunto de cerca de trinta pinturas conhecidas como a série "Flag" (Bandeira). Ele a começou em 1916 quando foi inspirado por um "Desfile de preparação", para a participação americana na Primeira Guerra Mundial, que foi realizado na Quinta Avenida em Nova York (rebatizado de "Avenida dos Aliados" durante as movimentações de 1918). Milhares de pessoas participaram desses desfiles que muitas vezes duravam mais de 12 horas.

Hassam mostra um caráter distintamente americano, mostrando as bandeiras exibidas na rua mais elegante de Nova York, com o seu próprio estilo composicional e visão artística. Na maioria das pinturas da série, as bandeiras dominam o primeiro plano, enquanto em outras as bandeiras são simplesmente parte do panorama festivo. Em algumas, as bandeiras americanas acenam sozinhas e em outras, as bandeiras dos Aliados vibram também.


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – June – 1896 – ilustração


Childe Hassam - Twenty-Six of June, Old Lyme, 1912 – óleo sobre tela – coleção particular

Nesta pintura Hassam comemorou em 26 de junho de 1912, o aniversário de cinquenta anos de sua esposa, Maud Hassam. O vaso de louros da montanha estabelece a configuração de Old Lyme, Connecticut. Flor oficial de Connecticut, o louro cresce em todo o estado, mas floresce em saliências rochosas de Old Lyme e se tornou um favorito dos artistas de lá.


Charles-Francois Daubigny - Fields in the Month of June - Herbert F. Johnson Museum of Art, USA


Frederick Carl Frieseke - Garden in June, 1911 – óleo sobre tela – 63,8 x 81,9 cm – coleção particular


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 25 de maio de 2018

A história da pintura "Veronica Veronese" de Dante Gabriel Rossetti

Dante Gabriel Rossetti – Veronica Veronese, 1872 – óleo sobre tela – 109,2 x 88,9 cm – Delaware Art Museum, Wilmington, Delaware, US


A história da pintura "Veronica Veronese" de Dante Gabriel Rossetti


Como grande parte do trabalho de Rossetti de 1860 e 1870, Veronica Veronese foi inspirada pela pintura veneziana. Acredita-se que representa "a alma artística no ato da criação". Dante Gabriel Rossetti descreveu assim a pintura Veronica Veronese: “A garota está em uma espécie de devaneio apaixonado, e está percorrendo sua mão indiferentemente ao longo das cordas de um violino que está pendurado contra a parede, enquanto ela segura o arco com a outra mão, como se ele estivesse preso pelo pensamento dela naquele momento, quando ela estava prestes a tocar. Vou fazer dessa pintura, um estudo de verdes variados.”

A modelo da pintura foi Alexa Wilding, que frequentemente posava para Rossetti. Ela estava usando um vestido verde, emprestado de Jane Morris, que também foi retratada várias vezes por Rossetti, também usando um vestido verde, provavelmente esse mesmo.

Na moldura da pintura, há uma citação, provavelmente escrita por Rossetti ou Algernon Charles Swinburne e atribuída às Cartas de Girolamo Ridolfi: “De repente, inclinando-se para a frente, a Senhora Verônica rapidamente escreveu as primeiras notas na página virgem. Então ela pegou o arco do violino para tornar realidade o seu sonho. Mas antes de começar a tocar o instrumento pendurado em sua mão, ela permaneceu quieta por alguns momentos, ouvindo o pássaro inspirador, enquanto sua mão esquerda se desviou do casamento das vozes da natureza e da alma - o alvorecer de uma criação mística."

Nessa obra, a Arte está personificada como uma mulher. Parece que a própria beleza inspirava Rossetti. Quase todas as suas obras são imagens de mulheres bonitas, mas talvez elas signifiquem algo mais profundo do que a apreciação física. É a busca de algo que ele expressou artisticamente através da forma feminina. Talvez tenha sido uma apreciação da Musa. Ou talvez fosse a noção de que o melhor modo de representar a Arte, a Alma e outros ideais era através da beleza da Mulher.

Dante Gabriel Rossetti (12 de maio de 1828 - 9 de abril 1882) foi um poeta Inglês, ilustrador, pintor e tradutor. Ele fundou a Irmandade Pré-Rafaelita em 1848 com William Holman Hunt e John Everett Millais. Rossetti foi mais tarde a principal fonte de inspiração para uma segunda geração de artistas e escritores influenciados pelo movimento, notadamente William Morris e Edward Burne-Jones. Sua obra também influenciou os simbolistas europeus e foi um importante precursor do Movimento Estético. Era filho de um imigrante italiano. Rossetti nasceu em Londres, e recebeu o nome Gabriel Charles Dante Rossetti. Sua família e amigos o chamavam de Gabriel, mas em publicações ele colocava o nome Dante primeiro (em honra de Dante Alighieri). A arte de Rossetti era caracterizada por sua sensualidade e seu revivalismo medieval. A vida pessoal de Rossetti foi intimamente ligada ao seu trabalho, especialmente suas relações com as seus modelos e musas Elizabeth Siddal, Fanny Cornforth e Jane Morris.

Esse blog possui mais um artigo sobre Dante Gabriel Rossetti. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/05/analise-de-o-devaneio-de-dante-gabriel.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 23 de maio de 2018

A história da escultura de François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”

François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


A história da escultura de François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga” (Young Neapolitan Fisherboy Playing with a Tortoise)


Embora reminiscente de escultura antiga, essa obra foi imbuída de uma sensação inédita de liberdade e frescor. Este jovem pescador com bom humor contagiante é um marco na história da arte. François rude abalou os alicerces do classicismo convencional pela ingenuidade de seu tema e sua representação não-idealizada da natureza. A graça do menino garantiu, sem dúvida, o sucesso dessa obra.

Esse garoto alegre, brincando com uma tartaruga mantida em cativeiro, causou uma polêmica acalorada no Salão de 1833. Pela primeira vez, um artista havia esculpido em mármore uma figura pitoresca, um assunto anedótico, em tamanho natural. Isso marcou uma ruptura completa com a ideologia clássica, segundo a qual as cenas de gênero eram consideradas indignas de arte estatuária, especialmente em um meio tão nobre quanto o mármore. O tema e o estilo de Rude também contradiziam os cânones clássicos.


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


A tradição de representar crianças brincando existia na escultura helenística, mas Rude enfatizou o aspecto popular e vivo de sua representação. A criança sentada na rede é um jovem pescador, cujo chapéu e escapulário (o objeto devocional em volta do pescoço) mostram que ele é de Nápoles. Sua atitude é despreocupada e todo o seu rosto (olhos enrugados, covinhas, boca aberta) está rindo.

Por volta de 1807, figuras pitorescas de camponeses e pescadores tornaram-se a personificação da natureza simples e inocente para poetas e artistas, e o sul da Itália era considerado como seu último refúgio sobrevivente. Rude, que nunca havia visitado a Itália, pode ter se inspirado em cenas do folclore italiano do pintor suíço Léopold Robert (1794-1835).


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


François Rude (4 de janeiro de 1784 - 3 de novembro de 1855) foi um escultor francês. Nascido em Dijon, ele trabalhou com seu pai como serralheiro até os 16 anos, mas recebeu treinamento em desenho de François Devosges, com quem ele aprendeu que um contorno forte e simples era um ingrediente inestimável nas artes plásticas. Depois ele morou em Paris e em Bruxelas, retornando a Paris onde permaneceu e se notabilizou. Seu grande sucesso data de 1833, quando recebeu a cruz da Legião de Honra por sua escultura do Garoto Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga (agora no Louvre), que também trouxe para ele a importante encomenda de todo o ornamento do friso escultural e de um grupo no Arco do Triunfo, em Paris. Este grupo, Départ des Volontaires de 1792 (Partida dos Voluntários de 1792), também conhecido como La Marseillaise, é uma obra cheia de energia que imortalizou o nome de Rude.


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 20 de maio de 2018

Henri-Edmond Cross – sua arte e sua história

Henri-Edmond Cross - The Artist's Garden at Saint-Clair, 1904-5 – aquarela – 26,6 x 35,8 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, US


Henri-Edmond Cross – sua arte e sua história


Henri-Edmond Cross - Self Portrait with Cigarette, 1880 – óleo sobre madeira – coleção particular


Henri-Edmond Cross, nascido Henri-Edmond-Joseph Delacroix, (20 de maio de 1856 - 16 de maio de 1910) foi um pintor e gravurista francês. Foi um dos principais pintores neoimpressionistas, um pioneiro do Pontilhismo e membro fundador do Salon des Indépendants. Nascido em Douai e criado em Lille, França. Ele foi uma influência significativa sobre Henri Matisse e muitos outros artistas. Seu trabalho foi fundamental para o desenvolvimento do fauvismo. Suas primeiras aulas de desenho foram com o pintor Carolus-Duran em 1866. Ele estudou na École des Beaux-Arts em Lille, na Écoles Académiques de Dessin et d'Architecture e depois de se mudar para Paris em 1888, continuou sua educação artística com outro artista, Douai Émile Dupont-Zipcy.


Henri-Edmond Cross - The Farm, Evening, 1893 – óleo sobre tela – coleção particular


As primeiras pinturas de Cross, retratos e naturezas-mortas, foram feitas nas cores escuras do Realismo. Para se distinguir do famoso pintor romântico Eugène Delacroix, ele mudou seu nome em 1881, encurtando e anglicizando seu nome de nascimento para "Henri Cross" (a palavra francesa croix significa cruz). O ano de 1881 também foi quando Cross realizou sua primeira exposição no Salon des Artistes Français. Ele pintou muitas paisagens em uma viagem de 1883 para os Alpes-Maritimes, acompanhado por sua família, inclusive uma pintura que Cross exibiu na Exposição Universal de Nice no final daquele ano. Durante a viagem ao Mediterrâneo, Cross conheceu Paul Signac, que se tornou um amigo próximo e influência artística.


Henri-Edmond Cross - Evening Breeze, 1893-1894 – óleo sobre tela – Musée d´Orsay, Paris, França


A mudança de seu estilo sombrio e realista, foi gradual. Sua paleta de cores tornou-se mais clara, trabalhando nas cores mais brilhantes do impressionismo. Ele também trabalhou en plein air. No final da década de 1880, ele pintou paisagens puras que mostravam a influência de Claude Monet e Camille Pissarro.


Henri-Edmond Cross - Regatta in Venice, 1903-1904 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,7 cm – Museum of Fine Arts, Houston, TX, US


Henri-Edmond Cross - Cypress, April, 1904 – óleo sobre tela – coleção particular


Em 1884, Cross co-fundou a Société des Artistes Indépendants, que consistia em artistas descontentes com as práticas do Salão oficial, e apresentou exposições sem júri e sem premiação. Lá, ele conheceu e tornou-se amigo de muitos artistas envolvidos no movimento neoimpressionista, porém Cross não adotou seu estilo por muitos anos. Seu trabalho continuou a manifestar influências de Édouard Manet, assim como dos impressionistas.


Henri-Edmond Cross - The Woods, 1906-1907 – óleo sobre tela - Musée de l'Annonciade, Saint-Tropez, França


Em 1891, Cross começou a pintar no estilo neoimpressionista e mostrou sua primeira grande obra usando essa técnica em uma exposição independente. Essa pintura é um retrato pontilhista da madame Hector France, Irma Clare, que Cross conheceu em 1888 e com quem se casou em 1893.


Henri-Edmond Cross - Madame Hector France, 1891 – óleo sobre tela – 208,5 x 149,5 cm – Musée d´Orsay, Paris, França


A arte de Henri-Edmond Cross pertence aos últimos anos do neoimpressionismo. Após sua mudança para Saint-Clair em 1901, uma pequena aldeia na Côte d'Azur, perto de Saint-Tropez, ele iniciou uma fase de pinturas de paisagem em óleo e aquarela, usando uma paleta de cores saturadas e vivas. Nessa fase, Cross relaxou os rigorosos arranjos ópticos da técnica pontilhista, favorecendo um estilo de pintura em que usava marcas de pincel longas e em blocos em padrões decorativos de mosaico. Cross pintou muitas aquarelas radiantes de seu jardim semitropical em Saint-Clair, onde ele e Paul Signac costumavam recepcionar frequentemente Pierre Matisse, André Derain e Albert Marquet, artistas mais tarde associados ao movimento Fauve.


Henri-Edmond Cross - Landscape with Stars, c. 1905-1908 – aquarela – 24,4 x 32 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, US


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Pinturas de casamentos

Marc Chagall - Les Mariés de la Tour Eiffel, 1938-1939 – óleo sobre tela – 150 x 136,5 cm – Centre Pompidou, Paris


Pinturas de casamentos


Alfred Stevens (1823 – 1906) – Love and Marriage - óleo sobre tela – 105,4 x 61 cm – coleção particular


Jan Steen – A Village Wedding, 1653 - Museum Boijmans van Beuningen, Rotterdam, Holanda


Jose Ferraz de Almeida Junior – The Bride (A Noiva), 1886 – óleo sobre tela – 84 x 50 cm – coleção particular


John Duncan – The Coming of Bride, 1917 – tempera sobre tela – 152,4 x 152,4 cm - Glasgow Museums Resource Centre, Glasgow, UK


Henri Rousseau – The Wedding Party, 1905 – óleo sobre tela – 163 x 114 cm – Musée de l´Orangerie, Paris


Marc Chagall – La Mariée, 1950 – guache e lápis pastel – 68 x 53 cm – coleção particular


Pieter Bruegel the Elder – Peasant Wedding, 1567 – óleo sobre madeira – 114 x 164 cm - Vienna, Kunsthistorisches Museum, Austria


James Charles – Signing the Marriage Register, c. 1895 – óleo sobre tela – 238,5 x 184 cm - Cartwright Hall, Lister Park, Bradford, UK


Edmund Blair Leighton- The Wedding Register, 1920 – óleo sobre tela – 91,4 x 118,5 cm - Bristol City Museum and Art Gallery, UK


Frederick Morgan - Off for the Honeymoon - óleo sobre tela – 168,9 x 123 cm – coleção particular


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Análise da pintura de Tamara de Lempicka - Young Lady With Gloves

Tamara de Lempicka - Young Lady With Gloves (Garota de verde, com luvas), 1930 – óleo sobre madeira – 45,5 x 61,5 cm - Musée du Luxembourg, Paris, França


Análise da pintura de Tamara de Lempicka - Young Lady With Gloves


Nessa pintura, uma mulher jovem e bonita está com um vestido verde de tecido fluido, luvas brancas e um grande chapéu branco. A linearidade acentuada e planos fraturados, combinados com o uso arrojado da cor tornam o todo fortemente dimensional e moderno. Parece que a elegante figura feminina com linhas curvilíneas está segurando seu chapéu para evitar perdê-lo na brisa, De Lempicka domina o efeito de um vento soprando através da pintura. Há uma ligeira sensação de erotismo no vestido grudado em seu corpo, revelando seus seios e umbigo através do tecido.

Tamara de Lempicka (16 de maio de 1898 - 18 de março de 1980), foi uma pintora polonesa Art Deco. Influenciada pelo cubismo, Lempicka tornou-se a principal representante do estilo Art Deco em dois continentes, uma artista favorita de muitas estrelas de Hollywood, conhecida como "a baronesa com um pincel". Ela era a mais elegante pintora de retratos de sua geração entre a alta burguesia e a aristocracia, pintando duquesas, grandes duques e socialites. Através de sua rede de amigos, ela também expôs suas pinturas nos salões mais elitistas da sua época. Lempicka esteve ativamente envolvida na cena boêmia em Paris durante a década de 1920, onde ela fez amizade com Picasso, assim como os escritores Andre Gide e Jean Cocteau. Sua vida amorosa dramática atraia comentários e escândalos.

Art Deco, o estilo de artes decorativas dos anos 1920, com seus motivos geométricos e cores brilhantes e arrojadas, foi usado por muitos designers de joias, móveis, roupas, tecidos e cerâmica. Era um estilo clássico, simétrico, retilíneo, que atingiu seu ponto alto entre 1925-1935, e se inspirou em movimentos artísticos sérios como o cubismo, o futurismo e a influência da Bauhaus. Em Paris, foi uma forma de arte dominante do período 1920-1930. De todos os artistas que seguiam o estilo "Arts Decoratifs", uma das mais memoráveis foi Tamara de Lempicka.

Esse blog possui mais um artigo sobre Tamara de Lempicka. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/05/analise-do-autorretrato-no-bugatti.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Análise da pintura de Salvador Dali – The Persistence of Memory

Salvador Dali – The Persistence of Memory, 1931 – óleo sobre tela – 24 x 33 cm – Museum of Modern Art, New York, US


Análise da pintura de Salvador Dali – The Persistence of Memory


Esta pintura é uma das obras mais famosas de Salvador Dali, com representações de relógios de bolso. O tema implícito dessa pintura é o tempo, como nos relógios se derretendo ou a decadência implícita pelas formigas em enxame. Salvador Dalí frequentemente descrevia suas pinturas como “fotografias de sonhos pintadas à mão”. Dali disse sobre essa pintura, que ele dominou “os habituais truques paralisantes de enganar os olhos”, e que pintou esse trabalho “com a fúria mais imperialista da precisão, mas apenas, para sistematizar confusão e assim ajudar a desacreditar completamente o mundo da realidade”.  

Há, no entanto, algo real: ele baseou esta paisagem à beira-mar nas falésias de sua região natal na Catalunha, Espanha. A grande criatura central, composta de nariz e olho fechado, foi retirada da imaginação de Dalí, embora tenha sido frequentemente interpretada como um autorretrato. Seus longos cílios parecem insetos. Os relógios podem simbolizar a passagem do tempo como se experimenta no sono ou a persistência do tempo aos olhos do sonhador.


Salvador Dali – The Persistence of Memory, 1931 – óleo sobre tela – 24 x 33 cm – Museum of Modern Art, New York, US - detalhe


Um possível significado autobiográfico do título da pintura, Persistência da Memória, pode ser uma referência à própria memória de Dali de seu próprio ambiente de infância. Isso poderia explicar a qualidade abandonada e desabitada da paisagem na pintura, não visitada desde a infância de Dali.

Salvador Dalí estava muito interessado nos escritos de Sigmund Freud sobre psicologia. Freud revolucionou a forma como as pessoas pensam sobre a mente com sua teoria do subconsciente: “o subconsciente é a parte da psique que pensa e sente sem que a pessoa tenha consciência desses pensamentos e sentimentos”. De acordo com Freud, os sonhos são mensagens codificadas do subconsciente, e artistas surrealistas como Dalí estavam interessados no que poderia ser revelado por seus sonhos.

Dalí auto induzia alucinações a fim de acessar seu subconsciente enquanto criava a arte, um processo que ele chamou de método crítico-paranoico. Sobre os resultados desse processo, ele escreveu: “Sou o primeiro a ser surpreendido e muitas vezes aterrorizado pelas imagens que vejo aparecerem na minha tela. Registro sem escolha e com toda a exatidão possível os ditames do meu subconsciente, meus sonhos”. Embora ele alegasse se surpreender com as imagens, Dalí as produziu com precisão meticulosa, criando a ilusão de que esses lugares poderiam existir no mundo real. Em sua maneira tipicamente irônica, Dali proclamou: "A única diferença entre um louco e eu é que não sou louco".

Salvador Dalí retornou ao tema desta pintura com a variação A Desintegração da Persistência da Memória (1954), mostrando seu famoso trabalho anterior fragmentando sistematicamente em elementos componentes menores, e uma série de blocos retangulares que revelam novas imagens através das lacunas entre eles, implicando algo abaixo da superfície do trabalho original. Dalí também produziu várias litografias e esculturas sobre o tema de relógios macios no final de sua carreira. Algumas dessas esculturas são a Persistência da Memória, a Nobreza do Tempo, o Perfil do Tempo e os Três Relógios Dançantes.

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença. O extenso repertório artístico de Dalí incluía cinema, escultura e fotografia, em colaboração com uma variedade de artistas em uma variedade de mídias. Ele dizia amar tudo que era dourado e excessivo, e ter uma paixão pelo luxo. Dalí era altamente imaginativo, e também gostava de se entregar a um comportamento incomum e grandioso. Sua maneira excêntrica e as ações públicas que chamavam a atenção, às vezes atraíam mais atenção do que sua arte, para consternação daqueles que mantinham seu trabalho em alta estima e para a irritação de seus críticos

Esse blog possui mais artigos sobre Salvador Dali. Clique sobre os links abaixo para ver:









Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


terça-feira, 8 de maio de 2018

Wave - Frank Sinatra de Tom Jobim



Wave - Frank Sinatra de Tom Jobim


Wave (também chamada de "Vou te Contar") é a primeira música de um álbum de mesmo nome de 1967, composta por Antônio Carlos Jobim e Milton Mendonça. Já foi interpretada por diversos artistas, tais como Elis Regina Gal Costa, Frank Sinatra, João Gilberto, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson e Renato Russo. A letra em inglês foi escrita pelo próprio Tom Jobim em 11 de novembro de 1969, e cantada por Frank Sinatra no álbum Sinatra & Company, lançado no ano seguinte.

Francis Albert "Frank" Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de maio de 1998) foi um cantor e ator norte-americano. Lançou vários álbuns com aclamação crítica, realizou tours internacionais, e foi um dos fundadores do Rat Pack, além de fraternizar com celebridades e homens de estado, incluindo John F. Kennedy. Sinatra também forjou uma bem-sucedida carreira como ator, vencendo um Óscar de melhor ator secundário, uma nomeação para Oscar de melhor ator e aclamação crítica por sua performance. Sinatra foi homenageado no Prêmio Kennedy em 1983 e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade de Ronald Reagan em 1985 e a Medalha de Ouro do Congresso em 1997. Sinatra também recebeu 11 Grammy Awards, incluindo o Grammy Trustees Award, Grammy Legend Award e o Grammy Lifetime Achievement Award. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra por seu trabalho na TV norte-americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música na década de 1950.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da Bossa Nova. Suas canções foram interpretadas por muitos cantores e instrumentistas no Brasil e internacionalmente. Em 1965 o álbum Getz / Gilberto (tendo Tom Jobim como compositor e pianista) foi o primeiro álbum de jazz a ganhar o Grammy Award para Álbum do Ano. A canção "Garota de Ipanema" foi gravada mais de 240 vezes por outros artistas, sendo uma das músicas mais gravadas de todos os tempos. Seu álbum de 1967 com Frank Sinatra, “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim”, foi nomeado para Álbum do Ano em 1968. Jobim deixou um grande número de canções que agora estão incluídas nos repertórios standard de Jazz e pop.



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 6 de maio de 2018

Análise da pintura The Starry Night (A Noite Estrelada) de Vincent van Gogh

Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA


Análise da pintura The Starry Night (A Noite Estrelada) de Vincent van Gogh


Van Gogh escreveu uma vez: "A visão das estrelas sempre me faz sonhar".

Essa pintura é uma das mais reconhecidas na história da cultura ocidental. Vincent van Gogh encontrou seu lugar na arte e produziu pinturas emocionais e visualmente interessantes ao longo de uma carreira que durou apenas uma década. A natureza e os camponeses sempre foram uma inspiração para a sua arte.

Van Gogh escreveu para seu irmão Theo, descrevendo sua inspiração para A Noite Estrelada: “Esta manhã vi a paisagem da minha janela muito antes do nascer do sol, com nada além da estrela da manhã, que parecia muito grande." A janela a que ele se refere estava no asilo em Saint-Rémy, no sul da França, onde ele procurava refúgio de seu sofrimento emocional enquanto continuava a fazer arte. Após o colapso de 23 de dezembro de 1888 que resultou na automutilação da orelha esquerda, Vincent Van Gogh internou-se voluntariamente no asilo psiquiátrico Saint-Paul-de-Mausole em 8 de maio de 1889, sediado num antigo mosteiro.


Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA – detalhe: montanhas e céu


Van Gogh retratou a vista de seu quarto em diferentes momentos do dia e sob várias condições climáticas, incluindo o nascer do sol, o nascer da lua, dias ensolarados, dias nublados, dias de vento e um dia de chuva. Embora a equipe do hospital não permitisse que Van Gogh pintasse em seu quarto, ele conseguiu fazer lá desenhos a tinta ou carvão no papel. E ele podia usar uma sala no térreo do edifício do asilo para pintar.

Esse blog possui um artigo sobre a importância do desenho para Vincent van Gogh. Clique no link abaixo para ver:



Em “A Noite Estrelada”, um céu noturno preenchido por lua e estrelas, predomina. Ele ocupa três quartos do plano da imagem e parece turbulento, até mesmo agitado, com formas redondas que parecem rolar pela superfície como ondas. Está repleto de orbes brilhantes, incluindo a lua crescente à direita e Vênus, a estrela da manhã, à esquerda do centro, cercada por círculos concêntricos de luz branca e amarela radiante.


Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA – detalhe: Venus

Sob esse céu expressivo, há uma aldeia silenciosa de casas humildes em torno de uma igreja, cuja torre se eleva nitidamente acima das ondulantes montanhas negro-azuladas ao fundo. Uma árvore de cipreste está no primeiro plano desta cena noturna. Como uma chama, ela atinge quase a borda superior da tela, servindo como um elo visual entre a terra e o céu. Simbolicamente, o cipreste pode ser visto como uma ponte entre a vida, representada pela terra, e a morte, representada pelo céu.

A Noite Estrelada baseia-se nas observações diretas de van Gogh, bem como em sua imaginação, memórias e emoções. O campanário da igreja, por exemplo, assemelha-se àqueles comuns em sua terra natal, a Holanda, e não na França. As formas giratórias no céu, por outro lado, combinam com observações astronômicas publicadas naquela época, de nuvens de poeira e gás conhecidas como nebulosas. Pesquisadores determinaram que Vênus estava mesmo visível ao amanhecer de Provence na primavera de 1889 e que naquele período seu brilho era quase máximo. Dessa forma, concluiu-se que a "estrela" mais brilhante da pintura, logo à direita do cipreste, é esse planeta.


Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA – detalhe: lua


Ao mesmo tempo equilibrada e expressiva, a composição é estruturada por sua colocação ordenada do cipreste, campanário e nebulosas centrais, enquanto suas incontáveis pinceladas curtas e tinta grossa aplicada colocam sua superfície em movimento.


Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA – detalhe: estrelas no céu


Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês, autodidata. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.

Esse blog possui mais artigos sobre Vincent Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:














Vincent van Gogh já havia feito outra pintura, em 1888 com um céu estrelado, numa versão mais serena, feita antes de sua internação no asilo:


Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône, 1888 – óleo sobre tela - 72.5 × 92 cm – Musée d´Orsay, Paris, França


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.