segunda-feira, 15 de julho de 2019

A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I

Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I – 1907 – óleo, prata e ouro sobre tela – 138 x 138 cm – Neue Galerie, New York


A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I


O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é o primeiro de dois retratos de Bloch-Bauer pintados por Klimt e tem sido referido como o trabalho final e mais plenamente representativo de sua fase dourada. Adele Bloch-Bauer (1881-1925) era uma requintada senhora dos salões vienenses, amante das artes, uma cliente e amiga próxima de Gustav Klimt. Klimt levou três anos para concluir a pintura. Desenhos preliminares para ela datam a partir de 1903/4. O quadro foi pintado em Viena e encomendado pelo marido de Adele, Ferdinand Bloch-Bauer. Como um rico industrial que fez fortuna na indústria do açúcar, ele patrocinou as artes e favoreceu e apoiou Gustav Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo que foi pintada duas vezes por Klimt, quando ele completou um segundo retrato dela, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912.


Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer II – 1912 – óleo sobre tela – 190 x 120 cm – Österreichische Galerie Belvedere, Viena, Áustria


Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Austrian State Gallery. Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazistas ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e na Áustria, determinou-se em 2006 que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt. Em junho de 2006 o trabalho foi vendido por US $ 135 milhões a Ronald Lauder da Neue Galerie, em Nova York, na época um preço recorde para uma pintura. A pintura está exposta na Neue Galerie desde julho de 2006. Lauder tentou por muitos anos recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazista e trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazista. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa”.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


Esse blog possui mais artigos sobre Gustav Klimt. Clique sobre esses links para ver:








Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Análise da pintura “Seaside (July: Specimen of a Portrait)” de James Tissot

James Tissot – Seaside (July: Specimen of a Portrait), c. 1878 – óleo sobre tela – 87,5 x 61 cm - Cleveland Museum of Art, Cleveland, Ohio, USA


Análise da pintura “Seaside (July: Specimen of a Portrait)” ("À beira-mar - Julho: Espécime de um Retrato)" de James Tissot


Esta pintura pertence a uma série de alegorias representando vários meses do ano. A pose relaxada da modelo e a praia distante sugerem férias de verão à beira-mar. Tissot parece ter ficado indeciso quanto ao título da pintura e é provável que as legendas foram adicionadas na esperança de atrair encomendas de retratos. Esta imagem encantadora e elegante, o ápice do trabalho de Tissot no auge de sua carreira, mostra sua musa e amante Kathleen Newton reclinada em um divã, em um dia quente de verão. Ela é vista com a cabeça emoldurada por uma janela através da qual aparece uma visão da praia em Ramsgate, um famoso resort à beira-mar na costa de Kent.

Em “Seaside” Kathleen aparece em um vestido de musselina branca. Esse vestido aparece em vários trabalhos de Tissot desse período, e deve ter sido um dos itens mais usados regularmente em seu guarda-roupa. Quanto ao cenário, sabe-se que o casal visitou Ramsgate aproximadamente em 1876. Mas seria errado ver a pintura como um registro literal de um feriado à beira-mar. Ela é, na verdade, uma ficção altamente sofisticada. Embora a luz de Ramsgate figure ao fundo, ela parece projetada fora da janela do estúdio de Tissot, em sua casa em St. John's Wood, Londres. A visão é, sem dúvida, baseada em um dos estudos topográficos que ele fez exatamente para esse tipo de uso, misturada com a familiaridade da roupa de Kate Newton, as almofadas de veludo amarelo o estofamento florido, e outros objetos de estúdio que encontramos em outras pinturas. Não há dúvida que Tissot criou uma imagem de fontes diferentes, e a impressão que a imagem produz é essencialmente produto de habilidade e imaginação.

Existe outra versão da pintura em uma coleção particular. As duas imagens são quase idênticas em tamanho e algumas vezes foram confundidas nos registros. Existem duas diferenças principais entre as duas versões. A primeira, pela qual o próprio Tissot foi responsável, é a vista através da janela. Na pintura de Cleveland, vemos um pequeno trecho de praia, cercado por ondas quebradas, com um foco muito mais próximo do que na outra versão, com a vista panorâmica de Ramsgate, abraçando o mar, a parede do porto e o farol. A segunda diferença parece ser o resultado de um posterior retoque, feito por outra pessoa, no penteado de Kate, que foi modernizado na pintura de Cleveland.


James Tissot – Seaside (July: Specimen of a Portrait), c. 1878 – óleo sobre tela – 86,4 x 60,3 cm – coleção particular


Para ler a história completa de Kate Newton e James Tissot e ver mais pinturas, clique sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2014/07/historias-da-historia-da-arte-kate.html


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.


Esse blog possui mais artigos sobre James Tissot. Clique sobre os links abaixo para ver:


http://www.arteeblog.com/2018/10/a-historia-da-pintura-de-james-tissot.html

http://www.arteeblog.com/2018/06/a-historia-da-pintura-de-james-tissot.html

http://www.arteeblog.com/2017/10/analise-da-pintura-last-evening-de.html

http://www.arteeblog.com/2015/04/a-historia-da-obra-de-james-tissot-in.html

http://www.arteeblog.com/2017/02/analise-da-pintura-de-edgar-degas.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 9 de junho de 2019

A história da pintura Ophelia de Sir John Everett Millais

Sir John Everett Millais – Ophelia (personagem de Hamlet, de William Shakespeare), 1852 – óleo sobre tela - 76.2 cm × 111.8 cm – Tate Britain, London


A história da pintura Ophelia de Sir John Everett Millais


Millais pintou Ophelia em duas fases distintas: primeiro ele pintou a paisagem, e depois a figura de Ophelia. Tendo encontrado um ambiente adequado, Millais permaneceu nas margens do rio Hogsmill em Ewell por até 11 horas por dia, seis dias por semana, ao longo de um período de cinco meses em 1851. Ophelia teve como modelo a artista e musa Elizabeth Siddal, de 19 anos de idade. Millais fez Siddal deitar completamente vestida em uma banheira cheia em seu estúdio em 7 Gower Street, em Londres. Como era inverno, ele colocou lâmpadas de óleo sob a banheira para aquecer a água, mas estava tão concentrado em seu trabalho que não reparou que as lamparinas se extinguiram. Como resultado, Siddal pegou um resfriado severo, e seu pai, mais tarde enviou a Millais uma carta exigindo £ 50 para despesas médicas. De acordo com o filho de Millais, ele acabou aceitando uma quantia menor.

Hamlet, é uma tragédia de William Shakespeare, escrita entre 1599 e 1601. A peça, situada na Dinamarca, reconta a história de como o Príncipe Hamlet tenta vingar a morte de seu pai, Hamlet, o rei, executado por Cláudio, seu irmão que o envenenou e em seguida tomou o trono casando-se com a rainha. A peça traça um mapa do curso de vida na loucura real e na loucura fingida (do sofrimento opressivo à raiva fervorosa) e explora temas como a traição, vingança, incesto, corrupção e moralidade.

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1564 — Stratford-upon-Avon, 23 de abril de 1616) foi um poeta, dramaturgo e ator inglês, tido como o maior escritor do idioma inglês e o mais influente dramaturgo do mundo. É chamado frequentemente de poeta nacional da Inglaterra e de "Bardo do Avon" (ou simplesmente The Bard, "O Bardo"). De suas obras, incluindo aquelas em colaboração, restaram até os dias de hoje 38 peças, 154 sonetos, dois longos poemas narrativos, e mais alguns versos esparsos, cujas autorias, no entanto, são ainda disputadas. Suas peças foram traduzidas para todas as principais línguas modernas e são mais encenadas que as de qualquer outro dramaturgo. Muitos de seus textos e temas, especialmente os do teatro, permanecem vivos até os nossos dias, sendo revisitados com frequência, no teatro, na televisão, no cinema e na literatura.

Esse blog possui um artigo sobre pinturas de peças de William Shakespeare. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/04/william-shakespeare-e-suas-pecas.html

Sir John Everett Millais, 1º Baronete (Southampton, 8 de Junho de 1829 — Londres, 13 de Agosto de 1896) foi um pintor e ilustrador inglês e um dos fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita. Uma criança prodígio, aos 11 anos tornou-se o estudante mais jovem a ingressar na Academia Real Inglesa. A Irmandade Pré-Rafaelita foi fundada na casa de seus pais em Londres. Millais tornou-se já em sua época o expoente mais famoso dessa corrente. No final da década de 1850 Millais começou a abandonar o estilo pré-rafaelita. Suas obras tardias ganharam grande sucesso, transformando Millais em um dos artistas mais bem-pagos em vida naquela época. Apesar disso, elas foram vistas pela maior parte dos críticos do século XX como erros. Essa perspectiva mudou nas últimas décadas, já que suas obras tardias passaram a ser vistas como elementos de uma mudança maior que estava ocorrendo no mundo da arte.

Esse blog possui mais um artigo sobre Sir John Everett Millais. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/03/analise-de-autumn-leaves-de-john.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


terça-feira, 28 de maio de 2019

Balcões de Paris por Gustave Caillebotte

Gustave Caillebotte - Young Man at his Window, 1875 – óleo sobre tela – 117 x 82 cm – coleção particular

Young Man at the Window, de 1876, mostra o irmão do pintor, René, visto por trás.  Ele está em frente a um balcão da casa da família, na Rue de Miromesnil, em Paris, olhando para o Boulevard de Malesherbes, a grande e oblíqua rua transversal ao fundo. Ao posicionar o homem fora do centro da tela e ao retratá-lo de um ponto de vista elevado, a pintura de Caillebotte cria uma relação tensa entre a figura dominante do primeiro plano, as diagonais perspectivas enfáticas e a cena de rua detalhada além dela.


Balcões de Paris por Gustave Caillebotte 


Em meados do século XIX, Napoleão III ordenou uma remodelação maciça da capital francesa, liderada por Georges-Eugène Haussmann. Quando Caillebotte começou a pintar, o Segundo Império acabou. Mas a Guerra Franco-Prussiana deixou vários bairros em ruínas, necessitando de mais reconstruções radicais de bairros. Caillebotte olhou para a nova Paris de Haussmann com um olhar distante, retratando essa Paris em algumas pinturas com personagens em balcões. Enquanto percorrem uma avenida, os transeuntes burgueses de Caillebotte não estão apenas olhando para o espaço. Eles estão encontrando seu caminho através de uma Paris em construção, entrando em uma nova era.


Gustave Caillebotte - A Balcony, Boulevard Haussmann, 1880 – óleo sobre tela – 67,9 x 61 cm – coleção particular

Nesta pintura, vemos dois homens de pé em uma sacada com vista para uma rua parisiense ladeada por várias árvores. Um homem está encostado com as costas contra o prédio, enquanto o outro homem está debruçado sobre o corrimão da varanda, olhando para alguma coisa lá embaixo. Caillebotte criou uma ilusão de extrema profundidade com o ângulo muito agudo que o corrimão é inclinado. Não só o corrimão cria profundidade extrema, como também parece cortar a pintura em dois e cortar os personagens do resto da composição.


Gustave Caillebotte – A Man on a Balcony, c. 1880 – óleo sobre tela – 116 x 97 cm – coleção particular

Essa pintura representa um homem barbudo de perfil, vestindo uma jaqueta cinza e inclinando-se em uma varanda no terceiro andar de um edifício em Paris, 31 Boulevard Haussmann 2, um apartamento de luxo, atrás da Opera Garnier , onde moravam Gustave Caillebotte e seu irmão Martial . O homem apoiado no corrimão foi identificado como Maurice Brault, um dos amigos de infância do artista, que compartilhavam sua paixão pela arquitetura naval. Ele era um corretor de ações, um burguês parisiense e seus pais possuíam uma vila em Yerres ao lado da propriedade Caillebotte. A perspectiva monótona do Boulevar Haussmann, ladeada por plátanos, forma um ponto de fuga atrás do personagem de perfil, que estava tão absorvido pela cena que se desenrolava na rua, que ausentou sua atenção até mesmo do espectador da pintura.


 Gustave Caillebotte – A Balcony in Paris, 1881 – óleo sobre tela – 39 x 55,2 cm - coleção particular


31 Boulevard Haussmann em Paris, na esquina da Rue Gluck. No terceiro andar está a varanda do apartamento do pintor Gustave Caillebotte


Gustave Caillebotte - Boulevard Haussmann in the Snow, c.1879-c.1881 – óleo sobre tela - 65 x 82 cm – coleção particular


Gustave Caillebotte – Interior, Woman at the Window, 1880 – óleo sobre tela – coleção particular

Esta pintura apresenta um homem e uma mulher dentro de um espaço comprimido, sua proximidade física em nítido contraste com sua distância emocional. O homem, sentado em uma poltrona, está absorvido em seu jornal enquanto a mulher está diante da janela e olha para o boulevard abaixo, igualmente consumida por seus próprios pensamentos. Do outro lado da rua no hotel Canterbury, outra figura, vislumbrada através de cortinas entreabertas, observa a mulher. É uma imagem que sugere solidão, isolamento e desejo, mas ainda mais significativamente, talvez, é sobre a visão e olhar, onde uma narrativa indeterminada de olhares roubados e observação constante se desenrola no Boulevard parisiense.


As pinturas com balcão de Gustave Caillebotte foram uma provável inspiração para a pintura de Munch - “Rue Lafayette”


Edvard Munch - Rue Lafayette - 1891 – óleo sobre tela - 92 x 73 cm – Nasjonalgalleriet (The National Museum of Art, Architecture and Design), Oslo, Noruega


Esse blog possui um artigo sobre essa pintura de Edvard Munch. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2015/09/a-historia-inspiracao-e-o-local-da.html


Gustave Caillebotte (19 de Agosto de 1848 - 21 de Fevereiro de 1894) foi um pintor francês, membro e patrono dos artistas Impressionistas, embora ele pintasse de uma forma muito mais realista do que os outros artistas do grupo. Gustave Caillebotte nasceu em uma família parisiense de classe alta. Seu pai, Martial Caillebotte (1799-1874), foi o herdeiro da empresa têxtil militar da família e também era um juiz. Em 1860, o pai de Gustave comprou uma grande propriedade em Yerres, ao sul de Paris e a família Caillebotte começou a passar muitos de seus verões lá, uma cidade às margens do rio Yerres. Provavelmente foi nessa época que Caillebotte começou a desenhar e pintar.

Por volta de 1874, Caillebotte conheceu e fez amizade com vários artistas que trabalhavam fora da Academia Francesa oficial, incluindo Edgar Degas e Giuseppe de Nittis. Os Impressionistas se separaram dos pintores acadêmicos que exibiam nos Salons de Paris anuais. Caillebotte fez sua estreia na segunda exposição Impressionista em 1876. Ele ficou entusiasmado com a visão fresca e radical dos impressionistas. Durante os seis anos seguintes, participou regularmente nas suas exposições, apresentando pinturas de pessoas e lugares que ele encontrava em Paris e seus arredores. Caillebotte se estabeleceu como uma força artística do grupo, bem como um organizador vital, que ajudou a curar e financiar as suas exposições, com dinheiro da fortuna herdada de seus pais. Durante sua breve carreira, ele também se tornou um patrono e mecenas significativo, acumulando uma coleção de mais de setenta obras, incluindo obras-primas de Degas e Renoir, bem como de Paul Cézanne, Claude Monet, Berthe Morisot, Camille Pissarro e Alfred Sisley. Ele legou sua coleção para o estado, e esta tornou-se a pedra angular da arte impressionista em museus nacionais franceses.


Esse blog possui mais artigos sobre Gustave Caillebotte. Clique sobre esses links para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/08/analise-da-pintura-orange-trees-de.html

http://www.arteeblog.com/2016/08/serie-gustave-caillebotte-remadores.html

http://www.arteeblog.com/2015/08/gustave-caillebotte-painters-eye-o.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

Pinturas de Mães e Filhos

Mother and Child (Cherries), 1865 - Frederic Leighton – óleo sobre tela - 82 x 48 cm - Blackburn Museum and Art Gallery, Lancashire, UK


Pinturas de Mães e Filhos


Woman with Child on the Seashore - Pablo Picasso - 1921 – óleo sobre tela - 143 x 162 cm - Art Institute of Chicago, IL, US


William McGregor Paxton - Marjorie Merriweather Post and her daughter Nedenia Post Hutton-Dina Merrill (com broche Cartier de esmeraldas) - coleção particular

Esse blog possui um artigo sobre William McGregor Paxton e sobre a pintura acima. Clique no link abaixo para ver:



 Young Mother - Pierre-Auguste Renoir - 1898 – óleo sobre tela - coleção particular


Maternidade - Eliseu Visconti – 1906 - óleo sobre tela - 165 x 200 cm - Coleção Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil


Afternoon by the Sea (aka Gravesend Bay) - William Merritt Chase, 1888 – lápis pastel -  50.8 x 76.2 cm - coleção particular


Edmund Charles Tarbell - "Mother and Child in a Boat, Emeline with Josephine", 1892 – óleo sobre tela – 76,5 x 88,9 cm - Museum of Fine Arts, Boston, USA

Esse blog possui um artigo sobre Edmund Charles Tarbell. Clique no link abaixo para ver:



Mother and Children - William-Adolphe Bouguereau, 1879 – óleo sobre tela - 107 x 164 cm - Cleveland Museum of Art, Cleveland, OH, USA


Children Fortunes - Fernando Botero - 1968 - coleção particular


The Cradle - Berthe Morisot - 1872 – óleo sobre tela - 46 x 56 cm - Musée d´Orsay, Paris, França


A Studio Idyll. The artist's Wife with Daughter Suzanne - Carl Larsson – aquarela sobre papel - Nationalmuseum, Stockholm, Sweden


Breakfast in Bed - Mary Cassatt - 1897 – óleo sobre tela - Huntington Library and Art Gallery, San Marino, California, USA


domingo, 5 de maio de 2019

Análise da pintura de Tom Roberts – “Um piquenique numa tarde de domingo em Box Hill”

Tom Roberts - A Sunday Afternoon Picnic at Box Hill – 1886 – óleo sobre tela - 41 x 30.8 cm - National Gallery of Australia, Canberra, Australia


Análise da pintura de Tom Roberts – “Um piquenique numa tarde de domingo em Box Hill”


Em 1882 uma estrada de ferro foi construída entre Melbourne e o município de Box Hill na Austrália, e em 1885 Tom Roberts visitou a área para pintar. O artista montou acampamento em terras pertencentes a um fazendeiro local e amigo. Junto com outros artistas, pintou a mata nativa local. Tom Roberts fez uma série de trabalhos nesta área.

Em “A Sunday Afternoon Picnic at Box Hill” (Um piquenique numa tarde de domingo em Box Hill) Roberts retrata um piquenique íntimo. Banhado em luz salpicada, um jovem casal relaxa no meio da mata, a mulher lê um jornal para seu companheiro. A crença nos benefícios do ar campestre para a saúde estava se tornando popular entre os moradores da cidade que buscavam atividades recreativas na mata ou perto do mar. O olhar observador de Roberts resultou em pequenos detalhes desta cena, como o rastro de fumaça do cachimbo do homem, a garrafa escura de vinho sobre o pano branco e a luz que cai suavemente sobre as folhas dos eucaliptos.

Thomas William "Tom" Roberts (8 de março de 1856 - 14 de setembro de 1931) foi um artista australiano nascido na Inglaterra e um membro-chave da Escola de Heidelberg, também conhecido como Impressionismo Australiano. Depois de frequentar escolas de arte em Melbourne, ele viajou para a Europa em 1881 para continuar seu treinamento, e voltou para casa em 1885, "preparado com tudo o que havia de mais recente em arte". Ele fez muito para promover a pintura aérea e encorajou outros artistas a capturar a vida nacional da Austrália. Enquanto ele é mais conhecido por suas "narrativas nacionais", ele também alcançou renome como retratista.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.


domingo, 28 de abril de 2019

Pinturas sobre Café da Manhã

Giuseppe de Nittis – Breakfast in the Garden, 1883 – óleo sobre tela – 81 x 117 cm – coleção particular

Nessa pintura, Giuseppe de Nittis retratou sua esposa e filho. O espaço da imagem é generosamente iluminado pelo sol, refletindo o jogo de luz e sombras das árvores no prado. Do outro lado do prado, há patos errantes e gansos, tornando o clima da imagem um pouco bucólico. Sentimos um dia de verão que está apenas começando e será infinitamente longo e cheio da mesma serenidade que agora prevalece na mesa. Usando o princípio impressionista favorito de transitoriedade, Nittis mostra o momento em que o menino, com toda probabilidade, se aproximou do pássaro. A parte de trás da cadeira em primeiro plano, parcialmente presa "no quadro" e talheres com um guardanapo jogado descuidadamente, criam a sensação de que, no momento, alguém deixou a mesa.


Pinturas sobre Café da Manhã


Edmund C. Tarbell – Breakfast Room, 1903, óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - Pennsylvania Academy of the Fine Arts

Esse blog possui um artigo sobre Edmund Charles Tarbell. Clique sobre o link abaixo para ver:



Gabriele Münter - Breakfast of the Birds, 1934 – óleo sobre madeira – 45,7 x 55,2 cm – National Museum of Women in the Arts, Washington, D.C.

Esse blog possui um artigo sobre Gabriele Münter. Clique sobre o link abaixo para ver:



Pierre-Auguste Renoir - Breakfast at Berneval, 1898 – óleo sobre tela - 81.5 x 66 cm – coleção particular

Esse blog possui vários artigos sobre John Singer Sargent. Clique sobre o link abaixo para ver um deles:



Carl Larsson - Breakfast under the Big Birch, c. 1895 – aquarela sobre papel – 43 x 32 cm - Nationalmuseum, Stockholm, Sweden


Gabriel Metsu. Breakfast, c. 1660 – óleo sobre madeira – 56 x 42 cm - State Hermitage Museum, Saint Petersburg, Russia


William Merritt Chase - The Open Air Breakfast, c. 1888 – óleo sobre tela – 95 x 144 cm - Toledo Museum of Art, Toledo, Ohio, USA

Neste oásis de jardim verdejante, William Merritt Chase apresenta um vislumbre autobiográfico de sua vida como um recém-casado e pai. A pintura é ambientada no quintal dos pais de Chase, na avenida Marcy, no Brooklyn, para onde ele e sua esposa se mudaram em 1887, em antecipação ao nascimento de sua primeira filha, Alice ("Cozy"). A esposa de Chase aparece sentada à mesa ao lado do bebê Cozy na cadeira alta. Em pé na frente da tela está a irmã de Chase, Hattie. A cunhada de Chase, Virginia, está na rede. Chase constrói a cena através de harmonias de cores, superfícies em camadas, pinceladas vibrantes e uma variedade de objetos e acessórios do Ocidente e do Oriente: o xale espanhol colocado na cadeira vazia, a tela japonesa, o boné, o chapéu holandês do século XVII. Chase manteve esta pintura até a sua morte como testemunho do seu significado especial para ele.


Hanna Hirsch-Pauli – Breakfast Time, 1887 – óleo sobre tela - 87 x 91 cm – coleção particular


John Singer Sargent - The Breakfast in the Loggia, 1910 – óleo sobre tela – 51,5 x 71 cm - Gallery Freer, Washington, D. C.


John Singer Sargent - The Breakfast Table, 1884 – óleo sobre tela – 54 x 45 cm - Fogg Museum (Harvard Art Museums), Cambridge, MA, US

Esse blog possui vários artigos sobre John Singer Sargent. Clique sobre o link abaixo para ver um deles:

http://www.arteeblog.com/2018/01/serie-john-singer-sargent-pinturas-de.html


Mary Cassatt - Breakfast in Bed, 1897 – óleo sobre tela - Huntington Library and Art Gallery 

Esse blog possui um artigo sobre Mary Cassatt. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2018/03/mary-cassat-sua-arte-e-sua-historia.html


Frederick Carl Frieseke - Breakfast in the Garden, c. 1911 – óleo sobre tela – 66 x 89,2 cm - Terra Foundation for American Art, Chicago, USA

Esse blog possui um artigo sobre Frederick Carl Frieseke. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2018/04/frederick-carl-frieseke-um.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 6 de abril de 2019

Análise da pintura “Gather Ye Rosebuds While Ye May” de John William Waterhouse

John William Waterhouse - Gather Ye Rosebuds While Ye May, 1909 – óleo sobre tela – 100 x 83 cm – coleção particular


Análise da pintura “Gather Ye Rosebuds While Ye May” de John William Waterhouse


A pintura “Gather Ye Rosebuds While Ye May” (Reúna os Botões de Rosa enquanto nós Podemos) tem seu título inspirado em um verso no poema "Para as Virgens, para fazer muito do Tempo", que foi escrito no século XVII por Robert Herrick. O poema enfatiza a passagem do tempo.  O significado desse poema é o mesmo que "Faça feno enquanto o sol brilha" e "Carpe Diem". Ele transmite que se deve aproveitar ao máximo as oportunidades que se tem, no tempo limitado que está disponível para nós.

“Reúna os botões de rosa enquanto você pode, o Velho Tempo ainda está voando.
E esta mesma flor que sorri hoje
Amanhã estará morrendo.
A lâmpada gloriosa do céu, o sol,
Quanto mais alto ele for,
Quanto mais cedo sua corrida será executada,
E mais perto ele está se assentando. ”

A imagem cria uma maravilhosa atmosfera etérea. Donzelas jovens estão colhendo flores em um prado perto de um riacho. Waterhouse retratou um céu azul e alguns escritores sugeriram que a cena foi influenciada por seu país de origem, a Itália. Curiosamente, foi a segunda de duas pinturas com o mesmo título.

A atenção do espectador é direcionada para as duas personagens principais em primeiro plano. Descalças e vestidas com vestidos esvoaçantes, cada uma delas se inclina para pegar as flores com uma das mãos enquanto segura um buquê na outra. Uma está vestida de azul e tem cabelo vermelho, a outra usa rosa e tem cabelos negros. Esta pintura e outras que a seguiram, podem ter sido inspiradas no conto mitológico de Perséfone. Perséfone inocente, filha da Deusa da Colheita chamada Deméter, foi sequestrada por Hades enquanto colhia flores na planície de Enna.

Perdida por quase um século, essa pintura estava em uma antiga casa de fazenda canadense, comprada por um casal que solicitou que a pintura permanecesse na casa porque "Parecia bonita na parede". Eles não tinham ideia do seu valor. Quando a levaram a um negociante de arte para ser avaliada, quase 30 anos depois, eles "quase caíram da cadeira". Ninguém sabe como a pintura foi parar na fazenda canadense.


John William Waterhouse - Gather Ye Rosebuds While Ye May, 1908 – óleo sobre tela – 61,6 x 45,7 cm – coleção particular


John William Waterhouse (6 de Abril de 1849 - 10 de Fevereiro de 1917) foi um pintor inglês, conhecido pelas suas obras no estilo Pré-Rafaelita. Trabalhou diversas décadas após o fim da Irmandade Pré-Rafaelita, que viu seu apogeu no meio do século XIX, o que fez com que ele fosse apelidado de “o pré-rafaelita moderno”. Recebendo influência não só do início do Pré-Rafaelismo como também de seus contemporâneos, os impressionistas, suas obras são conhecidas por suas representações de mulheres da mitologia grega e também da lenda do Rei Artur.


Esse blog possui mais um artigo sobre John William Waterhouse. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/04/a-historia-de-echo-and-narcissus-de.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 31 de março de 2019

Série Vincent van Gogh – Sunflowers (Girassóis)

Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Fifteen Sunflowers, Agosto 1888 – óleo sobre tela – 93 x 73 cm - National Gallery, London, UK


Série Vincent van Gogh – Sunflowers (Girassóis)


Vincent van Gogh produziu duas séries de pinturas com girassóis. Essas pinturas são algumas das mais famosas obras dele. Foram feitas no total, onze pinturas de girassóis.


Vincent van Gogh - Four Cut Sunflowers, agosto-setembro de 1887 – óleo sobre tela – 50 x 100 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda


Vincent van Gogh - Two Cut Sunflowers, agosto-setembro de 1887 – óleo sobre tela – 21 x 27 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Van Gogh pintou girassóis pela primeira vez em Paris, no verão de 1886, com as flores no chão. Foram feitas quatro pinturas, em Paris. Pouco se sabe sobre as atividades de Van Gogh durante os dois anos em que viveu com seu irmão, Theo, em Paris, de 1886 a 1888. O fato de ele ter pintado Girassóis só foi revelado na primavera de 1889, quando Gauguin reivindicou uma das versões de Arles em troca de estudos que ele havia deixado para trás depois de deixar Arles e ir para Paris.


Vincent van Gogh – Two Cut Sunflowers, agosto-setembro de 1887 – óleo sobre tela – 50 x 60 cm - Kunstmuseum, Bern, Alemanha


Vincent van Gogh - Two Cut Sunflowers, agosto-setembro de 1887 – óleo sobre tela – 43,2 x 61 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Dois anos depois, o interesse de Van Gogh por girassóis ressurgiu depois que ele se estabeleceu em Arles, ao norte de Marselha, na Provença. Tendo convidado o artista francês pós-impressionista Paul Gauguin, a quem ele admirava, para se juntar ao seu Ateliê no Sul, ele começou a pintar girassóis para iluminar os interiores caiados da casa amarela que alugava na 2 Place Lamartine, não muito longe da estação ferroviária da cidade e de bordéis. Van Gogh viu a produção dos girassóis para o quarto de Gauguin como uma forma de estimular seu amigo a vir da Bretanha. Foram feitas sete pinturas, em Arles.


Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Five Sunflowers, Agosto 1888 - óleo sobre tela – 98 x 69 cm - Destruído pelo fogo na Segunda Guerra Mundial (anteriormente em Yokohama)


Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Fifteen Sunflowers, janeiro 1889 – óleo sobre tela – 100,5 x 76,5 cm - Sompo Japan Museum of Art, Toquio, Japão


Van Gogh imaginou suas pinturas de girassóis em vaso, como uma série e trabalhou diligentemente nelas em antecipação da chegada em Arles de seu amigo, Paul Gauguin. Sem dúvida, o recurso mais valioso com relação aos insights sobre o desenvolvimento e a execução das obras de Van Gogh são suas cartas para seu irmão, Theo e para outros. Em uma carta para Emile Bernard escrita por volta de 21 de agosto de 1888, Vincent escreveu: "Estou pensando em decorar meu estúdio com meia dúzia de pinturas de girassóis. Uma decoração em que amarelos ásperos ou quebrados explodem contra vários fundos azuis, do mais pálido Veronese, até o azul royal, emoldurada por ripas finas pintadas de laranja. Efeitos dos vitrais de uma igreja gótica. " (Carta 665).


Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Fifteen Sunflowers, janeiro 1889 – óleo sobre tela – 95 x 73 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Os girassóis irrompem de um simples pote de barro contra um fundo amarelo chamejante. Algumas das flores são frescas e alegres, rodeadas de halos de pétalas bruxuleantes. Outras vão semear e começaram a cair. Em parte, uma meditação sobre os caprichos do tempo, as imagens dão um toque dinâmico e ferozmente colorido à longa tradição da pintura de flores holandesa que remonta ao século XVII.


Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Twelve Sunflowers, Agosto 1888 – óleo sobre tela – 91 x 72 cm - Bayerische Staatsgemaldesammlungen, Neue Pinakothek, Munique, Alemanha


Van Gogh reconheceu imediatamente que havia criado algo importante e adorava o fato de seus girassóis serem tão distintos que funcionavam quase como a assinatura de um artista. Como ele disse a Theo em janeiro de 1889, enquanto outros artistas eram conhecidos por pintar flores específicas, como peônias e malvas, “o girassol é meu”.


Vincent van Gogh - Still Life: Vase with Twelve Sunflowers, janeiro 1889 – óleo sobre tela – 92 x 72,5 cm - Philadelphia Museum of Art, USA


Os girassóis de Van Gogh prosperaram durante o século XX, quando as reproduções deles se espalharam pelo mundo, graças à sua rapidez, clareza e força. “Em vez de tentar explicar exatamente o que tenho diante de meus olhos”, disse Van Gogh ao irmão pouco antes de começar a série, “uso a cor mais arbitrariamente para me expressar com força”. Esse uso emocional e subjetivo da cor se mostraria enormemente influente na arte moderna, e continua a falar diretamente com as pessoas hoje. "Eu gostaria de pintar de tal forma que ... todos que têm olhos possam entender", disse Van Gogh certa vez.


Vincent van Gogh - Three Sunflowers in a Vase, Agosto 1888 – óleo sobre tela – 73 x 58 cm - coleção particular, USA

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês, autodidata. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.