domingo, 18 de fevereiro de 2018

Análise da pintura de Anders Zorn – Summer Entertainment


Anders Zorn – Summer Entertainment (Diversão de Verão), 1886 – aquarela sobre papel - 76 × 54 cm – coleção particular


Análise da pintura de Anders Zorn – Summer Entertainment


A pintura mostra Emma Zorn, a esposa do artista, esperando em uma doca, em Dalarö ström, sudeste de Estocolmo, por um barco que se aproxima. A água rodeia esta bela mulher com seu vestido de verão e chapéu muito luxuosos. O próprio barco é uma obra-prima de representação precisa. O barco e o barqueiro (Carl Gustav Dahlström) foram pintados com tantos detalhes que parecem quase como precursores das pinturas foto realistas americanas do final do século XX.

Os Zorns tinham acabado de voltar da lua de mel na época. A família de Emma Zorn possuía há muito tempo uma casa de verão em Dalarö. Zorn capturou o movimento e a luz na água de forma excepcional, se destacando com suas técnicas de aquarela, numa execução inteligente. É uma imagem com uma atmosfera muito bonita, mostrando que o artista está apaixonado pela mulher que ele pinta.

Essa obra foi leiloada por um preço recorde para uma pintura sueca, em um leilão em Estocolmo em 2010, por 26 milhões de coroas suecas (US $ 3,35 milhões).

Anders Leonard Zorn (18 de fevereiro de 1860 - 22 de agosto de 1920) foi um dos artistas mais importantes da Suécia. Ele obteve sucesso internacional como pintor, escultor e gravador. Zorn retratou, entre muitos outros, o rei Oscar II da Suécia, e três presidentes americanos, Grover Cleveland, William H. Taft e Theodore Roosevelt. Zorn iniciou seus estudos na Royal Swedish Academy of Arts em Stockholm, onde seu talento se destacou e assim começou a receber encomendas de retratos da sociedade local. Entre essas pessoas, ele conheceu sua futura esposa, Emma Lamm. Zorn viajou muito, para Londres, Paris, os Balcãs, a Espanha, a Itália e os Estados Unidos, tornando-se um sucesso internacional como um dos pintores mais aclamados de sua era, principalmente por sua habilidade como pintor de retratos, por sua grande habilidade para retratar a personalidade individual de seus modelos. Aos 29 anos, ele se tornou Chevalier de la Légion d'honneur na Exposição Universelle 1889, em Paris.

As pinturas de Zorn têm a liberdade e a energia dos esboços, com áreas contrastantes de tons quentes e frios. A maestria de Zorn permitiu que as formas e a textura dos temas pintados, reflitam e transmitam a luz. Além de retratos e nus, Zorn se destacou em representações realistas de água, além de cenas retratando vida e costumes rústicos. Algumas das suas obras mais importantes podem ser vistas no Museu Nacional de Belas Artes Sueco, o Nationalmuseum, em Estocolmo, no Musée d'Orsay em Paris, no Metropolitan Museum of Art em Nova York e no Museum of Fine Arts de Boston, além de quatro museus dedicados à vida e às obras de Anders Zorn, localizados em Mora e Garberg, Älvdalen, na Suécia.  


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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pinturas de esportes de inverno


Alex Colville – Skater, 1964 - polímero acrílico sobre cartão - 113 x 69,8 cm - The Museum of Modern Art, New York


Pinturas de esportes de inverno


Gilbert Stuart - The Skater (Portrait of William Grant), 1782 – óleo sobre tela - 245.5 x 147.4 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA

Gilbert Stuart relatou que quando William Grant chegou de Edinburg, Escócia em Londres para posar para seu retrato, ele disse que "por causa da excessiva frieza do clima, o dia estava mais adequado para patinar do que posar para um retrato". Assim, artista e modelo foram patinar no rio Serpentine, no Hyde Park. Quando voltaram ao estúdio, Stuart concebeu a ideia de retratar seu modelo com patins de gelo, em uma paisagem de inverno, com as torres gêmeas da Abadia de Westminster, na distância.




Esaias van de Velde – A Frozen River with Skaters, 1619 – óleo sobre madeira – 42,5 × 28 cm – coleção particular




Nikolay Bogdanov-Belsky – Skating from Mountain, c. 1941 – óleo sobre tela – coleção particular




Pierre-Auguste Renoir - Skaters in the Bois de Boulogne, 1868 – óleo sobre tela – 72,1 x 89,9 cm – coleção particular




Childe Hassam – Skating, 1886 - Aquarela e guache en grisaille sobre papel – 33 x 22,8 cm – coleção particular


Esse blog possui um artigo sobre Childe Hassam. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/10/childe-hassam-um-impressionista.html



Konstantin Somov - Winter. the Skating Rink, 1915 – óleo sobre tela - The State Russian Museum, Saint Petersburg, Russia




Rembrandt van Rijn - The Skater, c. 1639 - gravura a água forte e ponta-seca – 61 x 59 mm - National Gallery of Art, Washington, DC, USA




Sir Henry Raeburn - The Skating Minister (Reverend Robert Walker Skating on Duddingston Loch), c. 1795 – óleo sobre tela - 76.20 x 63.50 cm – National Galleries Scotland, Edinburgh, Escócia

Na sua combinação de uma imagem esportiva com um retrato, Raeburn conseguiu criar uma imagem dinâmica e ao mesmo tempo serena. Este patinador sereno é o Reverendo Robert Walker, um membro da Edinburgh Skating Society. A pose de Walker, enquanto ele se desliza pelo gelo, parece sem esforço, mas teria sido reconhecida por outros patinadores como uma manobra difícil e sofisticada.



Pieter Bruegel, the Elder - Winter Landscape with Skaters and Bird Trap, 1565 – óleo sobre madeira - 37 x 55,5 cm - Musées Royaux des Beaux-Arts, Brussels




Henri de Toulouse-Lautrec - Skating, from La Rire, 1896 - foto-litografia sobre papel de jornal - 22.8 x 21.1 cm – Brooklyn Museum, New York


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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A história da pintura “The Painter´s Honeymoon” de Sir Frederic Leighton


Sir Frederic Leighton - “The Painter´s Honeymoon” (A Lua de Mel do Pintor), 1864 – óleo sobre tela - 83.8 x 76.8 cm - Museum of Fine Arts, Boston, USA


A história da pintura “The Painter´s Honeymoon” de Sir Frederic Leighton


Esta é uma composição interessante para Leighton, que costumava favorecer as imagens clássicas. O amor é equiparado à arte nesta imagem romântica que em sua evocação do passado e seu estilo preciso e controlado, simboliza a prática acadêmica oficialmente sancionada no final do século XIX. Leighton, que foi eleito presidente da Royal Academy de Londres, em 1879, passou muitos anos estudando na Alemanha, na França e na Itália. A composição e a cor incandescente da pintura refletem a influência de pintores venezianos do século XVI como Giorgione e Tiziano.

O modelo para o pintor recém-casado foi um italiano que frequentemente posava para Leighton, sendo aparentemente um dos modelos favoritos do artista. Nessa pintura, suas mãos foram retratadas com finos detalhes, enfatizando o quão crucial elas são para o trabalho dos pintores. Os tons suaves e a precisão com que Leighton pintou o casal contrastam com a rigidez da laranjeira atrás deles. Leighton parece ter tido dificuldade em pintá-la. As laranjas parecem estar esmaltadas.

Essa pintura foi exposta pela primeira vez na Royal Academy de Londres em 1866. Leighton evitou deliberadamente que ela fosse exposta publicamente nos anos seguintes após sua conclusão.  Como Leighton era conhecido por sua falta de confiança e timidez, muitos de seus contemporâneos acreditavam que ele sentia ter exposto demais sua própria emoção para se sentir confortável expondo a imagem.

Sir Frederic Leighton, 1.º Barão Leighton, (Scarborough, 3 de dezembro de 1830 - Londres, 25 de janeiro de 1896) foi pintor e escultor. Estudou na University College School em Londres, e foi buscar aperfeiçoamento na Europa. Passou alguns anos em Paris, com Ingres, Delacroix, Corot e Millet. Voltou a Londres em 1860, passando a fazer parte do grupo dos Pré-Rafaelitas. Em 1864 ingressou na Royal Academy, e desde então se tornou um artista celebrado. Seus temas eram históricos, bíblicos e clássicos. Sua casa é hoje um museu. Também foi membro do Institute de France e recebeu a Legião de Honra no grau de cavaleiro.

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Pinturas de Carnaval

Tarsila do Amaral - Carnaval em Madureira – 1924 – óleo sobre tela – 76 x 63 cm - Acervo Fundação José e Paulina Nemirovsky, São Paulo, Brasil


Pinturas de Carnaval


Jean-Antoine Watteau - Pierrot (antigo nome Gilles), 1718-19 - óleo sobre tela - 185 x 150 cm – Musée du Louvre, Paris

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Heitor dos Prazeres (1898, Rio de Janeiro, RJ - 1966) – Carnaval nos Arcos, 1965 – óleo sobre tela – coleção particular


Henri Rousseau – Carnival Evening, 1886 – óleo sobre tela – 117,3 x 89,5 cm – Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA. USA


Charles Hermans - At the Masquerade, 1880 - óleo sobre tela – 321,3 x 401,3 cm – Chimei Museum, Tainan City, Taiwan

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Édouard Manet –Masked Ball at the Opera, 1873-74 – óleo sobre tela – 60 x 73 cm – The National Gallery of Art, Washington, DC


Pierre-Auguste Renoir - The White Pierrot (Jean Renoir), 1901-1902 - óleo sobre tela – 79,1 x 61,9 cm – Detroit Institute of Art, Detroit, USA

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Jean-Baptiste Debret - O entrudo no Rio de Janeiro, 1823 - aquarela sobre papel - 18 x 23 cm - Acervo Museu Chácara do Céu


fragmento de Christoffer Wilhelm Eckersberg (1783-1853) - Carnival in Rome, 1828 – óleo sobre tela - 29x31 cm - Statens Museum for Kunst, Copenhagen, Denmark


Jose Benlliure Gil - The Carnival in Rome, 1881 – óleo sobre madeira – 38,8 x 54,4 cm – Museo Carmen Thyssen Málaga, Málaga, Spain


Joan Miro - Harlequin's Carnival, 1924 – 1925 – óleo sobre tela – 66 x 93 cm - Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, NY, USA


Di Cavalcanti – Carnaval – 1965 - óleo sobre tela – 114 x 146 cm – coleção particular


Maxfield Parrish - The Lantern Bearers, 1908 – óleo sobre tela colada em cartão - 101.6 × 81.3 cm - Crystal Bridges Museum of American Art, Bentonville, Arkansas, USA


Esse blog possui mais um artigo com muitas outras pinturas de carnaval. Clique sobre o link abaixo para ver:



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Pinturas que retratam neve

Gustave Caillebotte - Boulevard Haussmann in the Snow, c.1879-c.1881 – óleo sobre tela - 65 x 82 cm – coleção particular


Pinturas que retratam neve


Vincent van Gogh - Snowy Landscape with Arles in the Background, 1888 – óleo sobre tela – 50 x 60 cm – coleção particular


Childe Hassam - Snow Storm, Fifth Avenue, 1907 = óleo sobre tela - 30.5 x 41.3 cm – coleção particular


Nikolai Bogdanov-Belsky - Children carrying the Wood in the Snow, Winter, c. 1941 - óleo sobre tela – 68,5 xs 80,5 cm – coleção particular


Edvard Munch - Building Workers in the Snow, 1920 – óleo sobre tela – 71 x 100 cm – Munch Museum, Oslo, Noruega


Édouard Cortes – Porte St.Denis, Winter – c. 1950 - óleo sobre tela – 33 x 45,7 cm – coleção particular


Claude Monet - View of Argenteuil-Snow, 1874 – 1875 – óleo sobre tela – 54,6 x 65,1 cm – The Nelson Atkins Museum of art, Kansas City, MO, USA


Vincent van Gogh - People Walking in Front of Snow-Covered Cottage (Saint-Rémy-de-Provence, France), 1890 – lápis sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


Camille Pissarro - The Tuileries Gardens Snow Effect, 1900 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm – coleção particular


Marc Chagall - A village in Winter, 1930 – guache sobre cartão - 62 x 50 cm – coleção particular


Childe Hassam - Shoveling Snow, New England, 1905 – óleo sobre tela – 45,7 x 55,8 cm - Huntington Museum of Art, West Virginia, USA



sábado, 3 de fevereiro de 2018

Análise do autorretrato triplo de Norman Rockwell

Norman Rockwell - Triple Self-Portrait, 1960 - óleo sobre tela e Ilustração da capa para The Saturday Evening Post, 13 de fevereiro de 1960 – 113 x 88,3 cm - Norman Rockwell Museum, Stockbridge, MA, USA


Análise do autorretrato triplo de Norman Rockwell


O humor e a humildade eram aspectos essenciais da personalidade de Norman Rockwell, por isso, seus autorretratos eram despreocupados e um pouco auto-depreciativos. Ele ria de si mesmo nessas telas. O Rockwell do espelho tem óculos enevoados. Ele explicou que assim ele não poderia ver sua imagem real e assim se retratar mais jovial do que ele julgava ser.




Rockwell era um praticante de limpeza, mas aqui ele retratou tubos de pintura e pinceis sobre o chão do estúdio e um copo de refrigerante quase entornando sobre um livro. Outras discrepâncias da realidade podem ser explicadas. Ele trocou a sua habitual cadeira estilo Windsor por um banquinho (mais fácil de ver mais dele?) E sua paleta de mesa por uma paleta de madeira de mão (uma economia de espaço de imagem?) A maioria das outras características da pintura são reais.




Em uma viagem a Paris, Rockwell viu o capacete que retratou no topo de seu cavalete em uma loja de antiguidades. Ele tinha certeza de que o capacete tinha séculos de idade, de origem grega ou talvez romana. Depois de comprá-lo, ele parou para observar um incêndio. E percebeu que o mesmo capacete que ele tinha certeza de que era uma antiguidade preciosa era na verdade o equipamento típico dos bombeiros parisienses. Rockwell fumava cachimbo enquanto trabalhava e se distraia jogando as cinzas no mesmo balde onde jogava retalhos de pano com tinta, causando pequeninos incêndios no balde de metal (ele retratou uma fumacinha saindo do balde). Talvez por isso retratou o capacete sobre seu cavalete.


Norman Rockwell – The Deadline (Blank Canvas) (Prazo Final), 1938 – óleo sobre tela – 96,5 x 76,2 cm - Norman Rockwell Museum, Stockbridge, MA, USA


Estudante de grandes artistas, Rockwell pregou autorretratos de mestres no canto superior direito de seu trabalho: Albrecht Durer, Rembrandt van Rijn, Vincent Van Gogh e um Pablo Picasso pós-cubista. Eles são suas referências que nos convidam a comparar (como Rockwell fez) como outros artistas abordaram o problema de um autorretrato. Ao contrário de Rockwell, todos os quatro artistas produziram numerosos autorretratos formais (Rembrandt é conhecido por ter feito mais de 90). Rockwell produziu apenas dois outros autorretratos a cores: “Norman Rockwell Painting the Soda Jerk”, mostrando o artista trabalhando em sua pintura para a capa do Post de 1953 e “The Deadline” (Prazo Final), uma capa do Post de 1938, composta da mesma forma que esta: a visão posterior do artista no trabalho em seu cavalete. Ambos são retratos inconscientes, confirmando que a visão de Rockwell de si mesmo continuou inalterada. Ele também fazia pequenas e discretas “aparições” em outras pinturas suas, em meio a outros personagens.


Norman Rockwell - Norman Rockwell Painting the Soda Jerk, 1953 – óleo sobre madeira - Norman Rockwell Museum, Stockbridge, MA, USA


Norman Rockwell (Nova Iorque, 3 de fevereiro de 1894 — Stockbridge, Massachusetts, 8 de novembro de 1978) era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 322 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida americana nas pequenas cidades. Pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como de outras importantes figuras mundiais. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.

Esse blog possui mais artigos sobre Norman Rockwell. Clique sobre os links abaixo para ver:






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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Pinturas com violetas, a flor de Fevereiro

Édouard Manet - Berthe Morisot with a Bouquet of Violets, 1872 – óleo sobre tela – 55 x 38 cm – Musée d`Orsay, Paris

Berthe Morisot com um pequeno buquê de violetas no decote de sua roupa, para muitos observadores parece expressar o amor crescente entre Manet e Morisot. Essa é a pintura, das doze que Manet fez dela, em que Berthe parece estar mais confiante. O olhar de Berthe era geralmente bastante intenso, característica também encontrada em poucas fotografias que existem dela. Manet escolheu iluminar sua modelo vividamente de lado, de modo que o rosto de Berthe Morisot parece ser todo luz e sombra. Aqui retratada com olhos negros (na verdade eles eram verdes), ela está vestida de preto, com um chapéu da mesma cor, sem dúvida para realçar a sua beleza.


Pinturas com violetas, a flor de Fevereiro


Édouard Manet – Bunch of Violets, 1872 – óleo sobre tela - 27 x 22 cm – coleção particular

Manet ofereceu para Berthe Morisot essa requintada natureza morta de violetas em 1872, assinada e dedicada a ela. A composição inclui um leque, um símbolo que Berthe segura em várias pinturas anteriores dela. O outro objeto, uma carta parcialmente dobrada, revela caligrafia que diz: à Mlle Berthe e tem a assinatura, E. Manet. Alguns pesquisadores sugerem que a combinação destes símbolos vitorianos (violetas, leque e carta) cria uma mensagem de amor camuflada

Esse blog possui um artigo sobre O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot. Clique sobre esse link para ver:



Albrecht Durer - Violet Bouquet, c. 1502 – Albertina Museum, Vienna, Austria


A flor dos nascimentos no mês de fevereiro é a violeta, que simboliza castidade, fidelidade, sabedoria, esperança e humildade. Na época vitoriana (Belle Époque) esta flor também tinha uma mensagem escondida, de acordo com a cor: a violeta significava “eu vou sempre ser verdadeira”. A de cor mesclada branca e violeta, significava “vamos dar uma chance”. Violetas também são azuis, amarelas, rosas ou brancas. 


John William Godward - Violets, Sweet Violets, 1906 – óleo sobre tela – 92 x 92 cm – coleção particular


Henri de Toulouse-Lautrec - Bouquet of Violets in a Vase, 1882 – óleo sobre madeira – 23,8 x 18,7 cm - Dallas Museum of Art, Dallas, TX, USA


Henri Fantin-Latour - Violets and Gillyflowers – óleo sobre tela – 28,6 x 28,6 cm – Hill of Tarvit Mansion House - National Trust for Scotland, Cupar, UK


John William Godward - With Violets Wreathed and Robe of Saffron Hue (Com coroa de violetas e tunica de tom açafrão), 1902 – óleo sobre tela – 69 x 54 cm – coleção particular


Esse blog possui um artigo com Pinturas e ilustrações de Fevereiro. Clique sobre esse link para ver:



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segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Análise da pintura de Edward Hopper – The Nighthawks

Edward Hopper – The Nighthawks (Os Falcões), 1942 – óleo sobre tela – 84,1 x 152,4 cm – Art Institute of Chicago, USA



Análise da pintura de Edward Hopper – The Nighthawks


Uma das imagens mais conhecidas da arte do século XX, essa pintura representa uma lanchonete aberta 24 horas, onde três clientes, todos perdidos em seus próprios pensamentos, se reuniram. A compreensão de Hopper sobre as possibilidades expressivas de jogar luz sobre formas simplificadas dá à pintura sua beleza. As luzes fluorescentes acabavam de entrar em uso no início da década de 1940, e a lanchonete emitia um brilho incandescente, como um farol na esquina escura. Hopper eliminou qualquer referência a uma entrada, e o espectador, atraído para a luz, é desligado da cena por uma vidraça. Uma única fonte de luz ilumina o interior e se derrama para fora, em direção ao exterior.

Nós, os espectadores da pintura somos estranhos, voyeurs, sem ter conhecimento da história real, porém somos compelidos a tirar nossas próprias conclusões sobre o drama representado. Embora na sua maioria desprovidos de detalhes reveladores, alguns objetos desta imagem, como o saleiro e o pimenteiro, o suporte de guardanapo e as urnas de café, fornecem um pouco de contexto.

Edward Hopper disse que Nighthawks foi inspirado por "um restaurante na Avenida Greenwich de Nova York, onde duas ruas se encontram", mas a imagem, com sua composição cuidadosamente construída, tem uma qualidade universal atemporal que transcende seu local particular. No entanto, como a maioria das pinturas de Hopper, o que começou como uma imagem de um lugar tornou-se, por meio de seu processo de execução e de numerosos estudos, mais uma sugestão desse lugar, um conjunto de muitos locais que Hopper conhecia, aliado ao trabalho de sua imaginação.


Edward Hopper – The Nighthawks (Os Falcões), 1942 – óleo sobre tela – 84,1 x 152,4 cm – Art Institute of Chicago, USA – detalhe ampliado


Começando logo após o seu casamento em 1924, Edward Hopper e sua esposa Josephine (Jo) mantiveram um diário onde ele, usando um lápis, fazia um esboço de cada uma de suas pinturas, além de uma descrição precisa de certos detalhes técnicos. Jo Hopper então adicionava informações sobre o tema da pintura. As notas manuscritas de Jo dão muito mais detalhes, incluindo a possibilidade de que o título da pintura tenha tido suas origens como uma referência ao nariz em forma de bico do homem no bar ou que a aparência de um dos "falcões" foi modificada para se relacionar com o significado original da palavra:

“Noite + interior brilhante do restaurante barato. Itens brilhantes: balcão de madeira de cerejeira + topos de bancos circundantes; luz sobre tanques de metal na parte traseira direita. Faixa brilhante de azulejos de jade verde em 3/4 de altura da tela, na base do vidro da vidraça que se curva no canto. Paredes claras, porta ocre amarela na parte direita da cozinha. Garoto loiro muito bonito em roupa branca (casaco, touca) dentro do balcão. Garota de blusa vermelha, com cabelos castanhos comendo sanduíche. Homem-falcão (bico) de terno escuro, chapéu cinza, camisa azul (limpa) segurando cigarro. Outra figura sinuosa e sombria, à esquerda. Luz verde clara sobre a calçada no exterior. Casas escuras de tijolos vermelhos na calçada em frente. Letreiro em cima do restaurante, escuro (Charutos Phillies 5c). Imagem de charuto. Fora da loja, verde escuro. Nota: um pouco de teto brilhante dentro da loja contra a escuridão da rua externa, na borda do trecho da parte superior da vitrine”.

As quatro “corujas noturnas” anônimas e pouco comunicativas parecem separadas e distantes do espectador, assim como umas das outras. (A modelo para a mulher de cabelos ruivos foi realmente a esposa do artista, Jo). Hopper negou que ele infundia intencionalmente esta ou qualquer outra de suas pinturas com símbolos de isolamento humano e vazio urbano, mas reconheceu que em Nighthawks "provavelmente inconscientemente, eu estava pintando a solidão de uma grande cidade". Esse é considerado amplamente o trabalho mais famoso de Hopper e uma das pinturas mais reconhecidas e importantes da arte americana.


Edward Hopper – The Nighthawks (Os Falcões), 1942 – óleo sobre tela – 84,1 x 152,4 cm – Art Institute of Chicago, USA – detalhe ampliado


Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana. Temas de solidão, transitoriedade, e alienação permeiam as imagens fantasmagóricas de Edward Hopper. Embora ele resistisse o rótulo, Hopper foi um grande praticante da Pintura de Cenas Americanas, um movimento da era da Depressão, que rejeitou o modernismo e outras influências europeias, preferindo temas exclusivamente americanos em um estilo realista. Um mestre da narrativa tranquila, Edward Hopper imbuía momentos comuns com intensidade psicológica e complexidade. Os espectadores inevitavelmente encontram-se atraídos para suas cenas cuidadosamente compostas, identificando-se ou especulando sobre os personagens, frequentemente isolados em si mesmos.

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