terça-feira, 20 de novembro de 2018

Análise da pintura de René Magritte – The Lovers (Os Amantes)

René Magritte – The Lovers, 1928 – óleo sobre tela – 54 x 73,4 cm – Museum of Modern Art (MoMA), New York, USA


Análise da pintura de René Magritte – The Lovers (Os Amantes)


Esta pintura mostra uma figura masculina de terno preto, abraçado com uma mulher vestida de vermelho. As figuras estão se beijando, mas, curiosamente, através dos véus. E é isso que faz a pintura ser provocadora. Há várias interpretações possíveis para as pinturas de Magritte. Desejos frustrados são um tema comum no trabalho dele. Aqui, uma barreira de tecido impede o abraço íntimo entre dois amantes, transformando um ato de paixão em isolamento e frustração. Uma possível interpretação para essa pintura, é a representação de nossa incapacidade de revelar totalmente a verdadeira natureza de nossos companheiros mais íntimos.

Faces escondidas da vista são uma característica comum em muitas pinturas de Magritte. Quando ele tinha 14 anos, sua mãe cometeu suicídio por afogamento. Ele testemunhou o resgate do corpo de sua mãe com a camisola molhada em volta do rosto e alguns especularam que esse trauma o levou a mostrar rostos obscurecidos em suas obras. No entanto, Magritte negou isso. Magritte dizia: “Minhas pinturas são imagens visíveis que não escondem nada, elas evocam mistérios. Quando as pessoas veem uma de minhas pinturas, elas se fazem essa pergunta simples: O que isso significa? Não significa nada, porque o mistério também não significa nada, é desconhecido”.


René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 ― Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio. Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.

Sua arte caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

Magritte fez pinturas de objetos comuns em contextos incomuns, e assim criou sua própria forma de poesia para expressar seu inconsciente, de uma forma filosófica e conceitual. O artista, ao contrário dos outros surrealistas, era uma pessoa perturbadoramente comum, sempre vestindo um sobretudo, terno e gravata. Para Magritte suas pinturas não tinham qualquer significado, porque o mistério não tem significado. Ficamos apenas com o mistério e a incerteza, o que torna o trabalho dele mais misterioso e mais atraente.

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sábado, 17 de novembro de 2018

Diana Krall - Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado)




Diana Krall - Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado)


"Corcovado" é uma canção da bossa nova escrita por Antônio Carlos Jobim em 1960. Uma letra em inglês foi posteriormente escrita por Gene Lees. O título Português refere-se à montanha do Corcovado no Rio de Janeiro. Ela é considerada como uma “jazz standard”, tendo sido gravada entre outros, por: João Gilberto, Sergio Mendes, Miles Davis, Stan Getz com Tom Jobim, Andy Williams, Doris Day, Henry Mancini, Frank Sinatra, Elis Regina, Ella Fitzgerald, Astrud Gilberto, Stacey Kent, Art Garfunkel, Andrea Bocelli, Diana Krall.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da Bossa Nova. Suas canções foram interpretadas por muitos cantores e instrumentistas no Brasil e internacionalmente. Em 1965 o álbum Getz / Gilberto (tendo Tom Jobim como compositor e pianista) foi o primeiro álbum de jazz a ganhar o Grammy Award para Álbum do Ano. A canção "Garota de Ipanema" foi gravada mais de 240 vezes por outros artistas, sendo uma das músicas mais gravadas de todos os tempos. Seu álbum de 1967 com Frank Sinatra, “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim”, foi nomeado para Álbum do Ano em 1968. Jobim deixou um grande número de canções que agora estão incluídas nos repertórios standard de Jazz e pop.

Diana Jean Krall (Nanaimo, Canada, 16 de Novembro de 1964) é uma popular cantora e pianista canadense de jazz. Até o momento, ela ganhou cinco prêmios Grammy e oito Juno Awards. Ela também ganhou nove discos de ouro, três de platina e sete de multi-platina. Ela é casada com o músico Elvis Costello com quem tem filhos gêmeos.


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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

A história da pintura de Claude Monet - O Jardim em Sainte-Adresse

Claude Monet - "O Jardim em Sainte-Adresse (Jardin à Sainte-Adresse)" – 1867 – óleo sobre tela – 98 x 130 cm – Metropolitan Museum of Art, New York


A história da pintura de Claude Monet - O Jardim em Sainte-Adresse


Monet passou o verão de 1867 no balneário de Sainte-Adresse no Canal Inglês, perto de Le Havre (França). Foi lá, em um jardim com vista para Honfleur no horizonte, que pintou esta imagem, que combina áreas suaves, tradicionalmente pintadas com passagens brilhantes de pinceladas rápidas e separadas e com manchas de cor pura.

Os modelos foram provavelmente: o pai de Monet, Adolphe, sentado em primeiro plano, a prima de Monet, Jeanne Marguérite Lecadre, Dr. Adolphe Lecadre (o pai dela) e talvez, outra filha de Lecadre, Sophie, a mulher sentada, de costas para o espectador. Os dois homens carregam bengalas. Este quarteto é cercado por vegetação pontuada por flores em tons de vermelho e amarelo e brancos que ecoam os vestidos brancos. O tricolor francês (a bandeira vermelha, branca e azul tricolor da França) voa alto à direita, enquanto à esquerda há uma bandeira vermelha e amarela, talvez as cores de um clube de vela local ou, possivelmente, as cores da bandeira espanhola para homenagear Maria Cristina de Borbón, a viúva de Fernando VII de Espanha que morava então em uma vila próxima. Embora a cena projete uma cena doméstica, não é um retrato de família. A relação de Monet com seu pai estava tensa naquele verão, devido à desaprovação familiar da ligação do jovem artista com sua companheira e noiva, Camille Doncieux.

Monet descreveu este trabalho em suas correspondências como "a pintura chinesa em que há bandeiras". Seu amigo Renoir se referiu a ele como "a pintura japonesa". Na década de 1860, as faixas horizontais planas da composição de cor lembravam a sofisticação das coloridas xilogravuras japonesas, que foram avidamente coletadas por Monet, Manet, Renoir, Whistler e outros em seu círculo. A gravura do artista japonês Hokusai que pode ter inspirado esta imagem, "Salão Thrban-shell do Templo dos Quinhentos Rakan" (1830), continua hoje em na casa-museu de Monet em Giverny.


Katsushika Hokusai (1760-1849) - "Salão Thrban-shell do Templo dos Quinhentos Rakan" – 1830-5 - xilogravura - National Gallery of Australia, Canberra  - parte da série: 36 Vistas do Monte Fuji


O vantajoso ponto de vista elevado e relativamente até mesmo o tamanho das áreas horizontais enfatizam a bidimensionalidade da pintura. As três zonas horizontais da composição parecem se elevar em paralelo ao plano de imagem em vez de recuar para o espaço. A tensão sutil resultante da combinação de ilusionismo e a bidimensionalidade da superfície manteve-se uma característica importante do estilo de Monet.

Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 — Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi em quase todos os sentidos o fundador da pintura impressionista francesa, o próprio termo vindo de uma de suas pinturas, “Impressão, Sol Nascente”. Aos 11 anos, ele entrou na escola secundária das artes Le Havre. Cinco anos mais tarde, ele conheceu o artista Eugène Boudin, que lhe ensinou as técnicas de pintura "plein air" e tornou-se seu mentor. Aos 16 anos, Monet deixou a escola, indo para Paris, onde em vez de estudar as obras de arte dos grandes mestres, sentava-se à janela e pintava o que via fora. Aos 28 anos, depois de sair do exército e da guerra na Algéria, de volta em Paris, estudou os métodos "en plein air", juntamente com Pierre-Auguste Renoir, Frederic Bazille e Alfred Sisley, e desenvolveu o estilo de pintura que logo seria conhecido como Impressionismo. Ele exibiu muitas de suas obras em 1874, na primeira exposição impressionista. A ambição de Monet de documentar a paisagem francesa o levou a adotar um método de pintar a mesma cena muitas vezes para capturar a mudança de luz e o passar das estações.

Após a morte de sua esposa Camille por tuberculose depois do nascimento de seu segundo filho, Monet resolveu nunca mais viver na pobreza novamente, e estava determinado a criar algumas das melhores obras de arte do século XIX. Em 1890, ele estava próspero o suficiente para comprar uma casa grande com jardim em Giverny, onde começou um vasto projeto de paisagismo que incluiu lagoas com lírios, e que se tornariam o tema de suas obras mais conhecidas. Em 1899 ele começou a pintar os nenúfares, primeiro em vistas verticais com uma ponte japonesa como um elemento central, e mais tarde numa série de pinturas em larga escala que iria ocupá-lo continuamente pelos próximos 20 anos de sua vida.


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domingo, 11 de novembro de 2018

Pinturas do “Dia do Armistício” em comemoração do final da Primeira Guerra Mundial em 11 de Novembro de 1918

George Lucks – Armistice Night, 1918 – óleo sobre tela – 94 x 173,7 cm - Whitney Museum of American Art, New York


Pinturas do “Dia do Armistício” em comemoração do final da Primeira Guerra Mundial em 11 de Novembro de 1918


Sir John Lavery, R.A., R.H.A., R.S.A. - Armistice Day, November 11, Grosvenor Place, London, 1918 – óleo sobre tela – 76 x 64 cm – coleção particular

No dia 11 de novembro de 1918, Lavery olhou por cima do Hyde Park Corner e do Constitution Hill a partir de uma janela no andar de cima do St George’s Hospital, e esta, a imagem atual, foi o que ele viu. Multidões estavam se aproximando do Wellington Arch e esquivando-se do tráfego. Havia um ar festivo. Numerosos relatos da imprensa do dia nos dizem que começou com a notícia telegrafada do general Foch de que o inimigo havia assinado o documento de rendição, e o Kaiser Wilhelm II havia abdicado. O primeiro-ministro, David Lloyd George, fez o anúncio oficial às 11h00, quando já havia multidões no centro de Londres. Tal foi a multidão no Mall e ao redor do Palácio de Buckingham que o Rei George V, a Rainha Mary e membros da Família Real apareceram na varanda do palácio às 13h, onde sua majestade fez um discurso agradecendo ao povo e elogiando as forças vitoriosas do Império Britânico e seus aliados. Suas majestades então atravessaram a cidade para acenar para as multidões. Lloyd George aconselhava as pessoas a gritar e aplaudir, e podemos imaginar muito som de buzinas. Alguns ônibus foram até comandados por foliões que fizeram suas próprias turnês de vitória na cidade. As festividades em Londres continuaram por mais dois dias. O Strand estava fechado enquanto as pessoas dançavam na rua, e as multidões paralisaram o tráfego no Admiralty e em frente ao Banco da Inglaterra.


Frank Myers Boggs - Armistice Day, Paris, 1918 - aquarela e giz sobre papel – 33,3 x 46, 5 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York

Um tiro disparado do Mont Valerin na manhã de segunda-feira, 11 de novembro de 1918, indicou a Paris que os alemães e aliados tinham assinado o acordo de armistício que terminou com a Primeira Guerra Mundial. Boggs, um pintor expatriado cujos trabalhos se popularizaram na França, capturou a demonstração de entusiasmo público e excitação que ocorreu naquele dia na Place de la Concorde.


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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Pinturas com espelho

Norman Rockwell – Girl at a Mirror, 1954 – óleo sobre tela – 80 x 75 cm – Norman Rockwell Museum, Stockbridge, MA


Pinturas com espelho


Édouard Manet - A Bar at the Folies-Bergère – 1882 – óleo sobre tela - 96 x 130 cm - Courtauld Institute of Art, London, UK

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Salvador Dali – “Dali de Trás Pintando Gala de Trás Eternizada por Seis Córneas Virtuais Provisoriamente Refletidas por Seis Espelhos Reais” – 1973 – óleo sobre tela – 60,5 x 60,5 cm - © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres

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Jan van Eyck - The Arnolfini Portrait, 1434 – óleo sobre madeira – 82,2 x 60 cm – National Gallery, London


"Laura and Paul Jewill Hill" - Harold Harvey – 1915 – óleo sobre tela – 48 x 43 cm - © Penlee House Gallery and Gallery, Penzance, Cornwall, England

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Raoul Dufy – Window at Nice, c. 1929 – óleo sobre tela – 54,9 x 46 cm – The Museum of Modern Art, New York


Diego Velazquez – Las Meninas, 1656 – óleo sobre tela – 276 x 318 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain

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René Magritte - Time Transfixed (La Durée Poignardée), 1938 – óleo sobre tela – 147 x 98,7 cm – The Art Institute of Chicago, USA

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Émile Galle (1846 - 1904) - In Front of the Swing Mirror - óleo sobre tela – coleção particular


 Édouard Manet - Before the Mirror, 1876 – óleo sobre tela – 92,1 x 71,4 cm – Salomon R. Guggenheim Museum, New York


Pablo Picasso – Garota em frente ao espelho, 1932 – óleo sobre tela - 162.3 x 130.2 cm – Museum of Modern Art, New York

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Auguste Toulmouche - Vanity, 1889 – óleo sobre tela – 72 x 48 cm – coleção particular


Dante Gabriel Rossetti – Lady Lilith, 1867 – aquarela e guache – 51,3 x 44 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


Robert Reid - The Mirror, c. 1910 – óleo sobre tela – 95 x 77,2 cm - Smithsonian American Art Museum, Washington, DC, USA


Charles Martin Hardie – The Studio Mirror, c. 1916 – óleo sobre tela – 72 x 59,5 cm – coleção particular


 Zinaida Serebriakova - Tata and Katia in the Mirror, 1917 – óleo sobre tela – coleção particular


Norman Rockwell – Prom Dress, 1949 – ilustração para o Saturday Evening Post


Diego Velazquez - The Toilet of Venus (The Rokeby Venus) – 1647-51 – óleo sobre tela – 122 x 177 cm - National Gallery, London

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William Orpen - The Signing of Peace in the Hall of Mirrors, Versailles, 28 June 1919 – óleo sobre tela – 152,4 x 127 cm – Imperial War Museum, London, UK


Frederick Carl Frieseke  - Girl in Blue Arranging Flowers, 1915 – óleo sobre tela – 81 x 81,5 cm - Museum of Fine Arts, Houston, TX, USA

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Alfred Stevens – La Boulle de Verre – óleo sobre tela – 92,7 x 64,8 cm – coleção particular


Berthe Morisot - Woman at Her Toilette, 1875-1880 – óleo sobre tela – 60,3 x 80,4 cm – The Art Institute of Chicago, Chicago, IL


domingo, 4 de novembro de 2018

Pinturas e ilustrações de Novembro

Alphons Mucha - "Novembre", 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Pinturas e ilustrações de Novembro


Guy Orlando Rose – November, c. 1910 – óleo sobre tela – 60,9 x 73,6 cm – coleção particular


John Atkinson Grimshaw – November Moonlight – óleo sobre tela – 76,5 x 63,5 cm – coleção particular


Childe Hassam - November, Cos Cob, c. 1902 – aquarela sobre papel – 44,5 x 53,9 cm – coleção particular


Alfred Sisley – Morning in November, 1881 – óleo sobre tela – 54 x 73 cm - coleção particular


 Eugène Grasset - "La Belle Jardiniere – Novembre", 1896 – ilustração

O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Willard Metcalf - November Mist, 1922 – óleo sobre tela – 66 x 73,6 cm - New Britain Museum of American Art, Connecticut, USA


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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Análise da pintura “Girl with a Pearl Earring” de Johannes Vermeer

Johannes Vermeer – Girl with a Pearl Earring (Garota com Brinco de Pérola), c. 1665 – óleo sobre madeira – 44,5 x 39 cm – Mauritshuis Museum, Haia, Holanda


Análise da pintura “Girl with a Pearl Earring” de Johannes Vermeer


A “Garota com Brinco de Pérola” é considerada como a Obra-prima de Johannes Vermeer e é conhecida como a “Mona Lisa do Norte” ou “A Mona Lisa Holandesa”. Seu título original era “Garota com Turbante”. A modelo da pintura foi provavelmente a filha mais velha de Vermeer, Maria, que tinha entre 12 e 13 anos quando a pintura foi feita. Seu rosto aparece em outras pinturas de Vermeer. O Dr Benjamin Binstock que leciona História da Arte na Cooper Union em New York escreveu em um de seus livros que em seus estudos de 37 pinturas de Vermeer, concluiu que sua esposa Catharina Vermeer posou como modelo para 12 de suas pinturas, até 1666, quando grávida pela 11° vez, foi substituída por sua filha mais velha, Maria, então com 12 anos, que posou para a tela “Garota com Brinco de Pérola e também para “Garota com o Chapéu Vermelho”, além de outras telas até seus 16 anos, sendo depois substituída por uma de suas irmãs.   

No século XVII, a Holanda experimentou um período de prosperidade artística conhecido como a Era de Ouro Holandesa. Durante esta época, artistas iluminados encontraram inspiração nas técnicas de pintura do Renascimento do Norte, culminando em obras-primas como “A Garota com Brinco de Pérola” de Johannes Vermeer.


Johannes Vermeer – Girl with a Pearl Earring (Garota com Brinco de Pérola), c. 1665 – óleo sobre madeira – 44,5 x 39 cm – Mauritshuis Museum, Haia, Holanda - detalhe


A garota na pintura captura o olhar do espectador. A impressão é que ela se virou para olhar para quem está observando a pintura, com seus olhos grandes e sua boca entreaberta, criando uma atmosfera sensual e misteriosa. A maestria de Vermeer criou um efeito tridimensional. Ele usou aqui, como em muitas outras pinturas, o azul ultramarino, feito com pó de pedra lapis-lazuli, no turbante e também no pescoço da garota, além da ponta do tecido nas costas da garota. Também usou tons escuros de ocre marrom e vermelho, para criar um contraste de luz com o rosto da garota, iluminado por tons creme, pela gola branca de sua roupa e pelo brinco de pérola, enorme e provavelmente artificial. O turbante era algo popular naquela época e lugar.

Embora, na superfície, essa representação pareça ter as características clássicas de um retrato, ela é na verdade conhecida como tronie. Popular durante a Idade de Ouro holandesa, um tronie é uma pintura de um indivíduo destinado a um estudo. Frequentemente, os artistas optavam por retratar esses personagens em roupas exóticas, pois retratar tecidos opulentos lhes permitia exibir suas avançadas técnicas de pintura. Na época em que foi feita, a pintura não obteve sucesso, mas nos dias atuais, essa é uma das mais famosas pinturas do mundo.


Johannes Vermeer – Girl with a Pearl Earring (Garota com Brinco de Pérola), c. 1665 – óleo sobre madeira – 44,5 x 39 cm – Mauritshuis Museum, Haia, Holanda - detalhe


Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.

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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March (Águas de Março)




Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March (Águas de Março)


"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra. Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu moto contínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.

Tom Jobim, o grande maestro, compositor e um dos criadores da Bossa Nova, nasceu em 25 de Janeiro de 1927. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.

Stacey Kent é uma cantora de jazz americana. Foi indicada ao Grammy por sua performance no álbum "Breakfast On The Morning Tram" de 2007. Stacey recebeu o prêmio de melhor vocalista no British Jazz Award (2001) e BBC Jazz Award (2002). Kent graduou-se em literatura comparada no Sarah Lawrence College em Nova Iorque, e mudou-se para Inglaterra após sua graduação para estudar na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Nesta cidade conheceu o saxofonista Jim Tomlinson, com quem casou em Agosto de 1991.

Suzanne Nadine Vega (Santa Mônica, Califórnia, 11 de julho de 1959) é uma cantora americana. Tornou-se conhecida por sua música eclética inspirada no folk. E mundialmente com a canção "Luka", presente no álbum Solitude Standing de 1987. A carreira musical de Vega se estende por mais de 30 anos. Ela ganhou destaque em meados dos anos 80, lançando quatro singles que entraram no Top 40 no Reino Unido durante os anos 80 e 90.


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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Análise das pinturas “The Italian Comedians” de Jean-Antoine Watteau

Jean-Antoine Watteau - The Italian Comedians, c. 1720 – óleo sobre tela – 63,8 × 76,2 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA


Análise das pinturas “The Italian Comedians” de Jean-Antoine Watteau


Nesta pintura, quinze figuras são dispostas em degraus de pedra e vestidas em trajes típicos do teatro commedia dell'arte. Pierrot, vestido de cetim branco cintilante, fica no centro da composição. Pierrot era um palhaço ingênuo cujas declarações de amor foram rejeitadas por Flaminia, a heroína, colocada à sua esquerda. Outros personagens bem conhecidos são Scaramouche, vestidos de amarelo e preto, cujo gesto de braço arrebatador apresenta Pierrot à platéia; à esquerda estão Mezzetin, outro palhaço que flerta com Sylvia, a ingênua, e Arlequim, o aventureiro, mostrado com um rosto preto em seu traje vermelho e verde. A guirlanda de flores nos degraus em primeiro plano sugere que os atores estão fazendo uma reverência após a apresentação. No entanto, os membros reunidos aqui foram, provavelmente, invenção do próprio Watteau e ligados a uma peça ou trupe específica. Essa tensão entre ilusão e realidade é típica de Watteau e influenciou uma geração de seus seguidores a explorar as relações entre pintura e teatro.


Jean-Antoine Watteau - The Italian Comedians, c. 1720 – óleo sobre tela – 128,9 × 93,3 cm – The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA, USA


Nessa pintura, cinco comediantes acabaram de terminar sua apresentação em um verde parque nos arredores de Paris e olham com expectativa para o público. Pierrot, o palhaço em uma roupa branca folgada, já está segurando o chapéu na mão, esperando que algumas moedas possam ser jogadas nele. Pierrot está rodeado por quatro outros artistas vestidos como personagens da Commedia dell'Arte italiana, que desfrutaram de grande popularidade na Paris do século XVIII. Brighella usa uma roupa esverdeada/dourada e uma capa de ombro adornada com listras pretas. Mezzetin dedilha alguns acordes ao violão, enquanto Harlequin usa uma máscara preta com as sobrancelhas de crina e bigode, espiando sobre o ombro dele. Um falso traje espanhol de veludo negro com uma gola branca identifica a figura na extrema direita como Scaramouche. Os atores penetram nosso mundo com uma humanidade intensa e realidade vívida, longe do artifício teatral e do capricho do palco que acabaram de deixar.


O Pierrot é um personagem de pantomima e Commedia dell'Arte cujas origens estão numa trupe italiana do final do século XVII que atuava em Paris e era conhecida como a Comédie-Italienne. Na cultura popular contemporânea (na poesia, na ficção, nas artes visuais, bem como no palco, na tela e na sala de concertos) ele é um palhaço triste, apaixonado pela Colombina, que inevitavelmente lhe parte o coração e o deixa pelo Arlequim. Mas depois Colombina descobre o amor de Pierrot por ela, despede-se de Arlequim e reencontra Pierrot com quem passa a viver junto em um relacionamento com muita felicidade. Ele atua desmascarado, com um rosto esbranquiçado, e veste uma blusa branca solta (algumas vezes metade pretas) com botões grandes e calças brancas largas e uma lágrima desenhada abaixo dos olhos. A característica principal do seu comportamento é a sua ingenuidade, e é visto como um bobo, sendo sempre o alvo de piadas, mas mesmo assim continua a confiar nas pessoas. O Pierrot também é apresentado como sendo lunático, distante e inconsciente da realidade.


Jean-Antoine Watteau (batizado 10 de outubro de 1684 - 18 de julho de 1721), mais conhecido como Antoine Watteau, foi um pintor francês cuja breve carreira estimulou o renascimento do interesse pela cor e pelo movimento, como visto na tradição de Correggio e Rubens. Ele revitalizou o então decadente estilo Barroco, mudando-o para o Rococó, um gênero menos severo, mais naturalista e menos formalmente clássico. Watteau inventou o gênero Fêtes Galantes, cenas de encanto bucólico e idílico, repletos de ar teatral. Alguns de seus temas mais conhecidos foram extraídos do mundo da comédia italiana e do balé.

Esse blog possui mais um artigo sobre Jean-Antoine Watteau. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/02/analise-da-pintura-pierrot-de-jean.html


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domingo, 7 de outubro de 2018

A história da pintura de Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône

Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône, 1888 – óleo sobre tela - 72.5 × 92 cm – Musée d´Orsay, Paris, França


A história da pintura de Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône


Essa é uma das pinturas de Arles de Vincent van Gogh à noite. Foi pintado em um ponto na margem do rio Rhône, que ficava a apenas um ou dois minutos a pé da Casa Amarela, na Place Lamartine, que Van Gogh alugava na época. O céu noturno e os efeitos da luz à noite foram tema de algumas de suas pinturas mais famosas, incluindo “Cafe Terrace at Night” (pintado no mesmo mês) e a tela posterior de Saint-Rémy, “The Starry Night”, pintada alguns meses mais tarde (logo após ser confinado a uma instituição mental) em que a violência da sua psique perturbada se expressa plenamente. “Starry Night over the Rhône” é mais serena, uma atmosfera reforçada pela presença de um casal de namorados no fundo da tela.


Esse blog possui um artigo sobre a pintura “The Starry Night”. Clique sobre o link abaixo para ver:



Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA


Em Starry Night over the Rhône podemos ver o reflexo das luzes da cidade de Arles na água e um casal fazendo uma caminhada na praia. O céu está repleto de estrelas, inclusive a Grande Ursa. É possível ver também no lado direito, a ponte que liga Arles a Trinquetaille. A vista é do cais (uma rua à beira da água) no lado leste do rio Rhône, na curva do rio em direção à costa ocidental. Descendo do norte, o Rhône vira à direita nesse ponto para cercar as pedras sobre as quais Arles foi construída. Na realidade, a vista retratada na pintura está voltada para longe da Ursa Maior, que fica ao norte.  

A pintura é escura, porém serena. Não há contraste entre o céu e a terra. O contraste existe entre as luzes brilhantes no céu, na cidade e na água com o azul e preto de toda a pintura. A técnica do impasto aqui utilizada proporciona textura e movimento, mostrando que o artista aplicou rapidamente camadas grossas de tinta molhada sobre tinta molhada, provavelmente diretamente do tubo de tinta. Van Gogh transmite emoção e sonho nessa pintura.

A representação da cor foi de grande importância para Vincent; em cartas a seu irmão, Theo, ele frequentemente descrevia objetos em suas pinturas em termos de cor. Suas pinturas noturnas, incluindo Starry Night Over the Rhône, enfatizam a importância que ele deu para capturar as cores cintilantes do céu noturno e da iluminação artificial que era novidade na época.


Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês, autodidata. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.


Esse blog possui mais artigos sobre Vincent Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:














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terça-feira, 2 de outubro de 2018

A História da Pintura de James Tissot: Outubro

James Tissot – “October” – 1877 – óleo sobre tela - 53.5 x 116.8 cm - Museum of Fine Arts Montreal, Canada


A História da Pintura de James Tissot: Outubro


Como numa Comédia de Costumes, essa pintura sobre comportamento social e sobre moda passageira, capturado em Outubro, é uma das melhores obras do artista. Elegantemente vestida, a Sra Newton volta-se para o espectador, num gesto coquete, mostrando um tornozelo bem-torneado no farfalhar de anáguas de renda, com sua bota trilhando um tapete de folhas de outono. Sinais do estilo Japonista estão presentes, na verticalidade inspirada por pergaminhos kakemono e no fundo tumultuado de castanheiras.

Esse é um dos retratos da companheira de James Tissot, Kate Newton. A Sra. Newton tinha vinte e dois anos de idade, e era mãe de dois filhos ilegítimos quando a pintura foi feita. Quando James Tissot a conheceu, ela também era uma bela divorciada. A felicidade deles teria sido perfeita mas ela contraíu tuberculose e aos 28 anos, por não suportar ver seu amado sofrer com sua doença, terminou sua vida de musa graciosa e notória do pintor, deixando-o  inconsolável.

Para ler a história completa de Kate Newton e James Tissot e ver mais pinturas, clique sobre o link:


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.


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