domingo, 14 de outubro de 2018

Série James Tissot: La Femme à Paris (As Mulheres de Paris)

James Tissot - L’Ambitieuse (The Political Woman), 1883-1885 – óleo sobre tela - 186.7 x 142.2 cm - Albright-Knox Art Gallery, Buffalo, New York

A pintura L'Ambitieuse (Mulher Política), também é conhecida como A Recepção. A arena política do tema dessa pintura é social. Tissot implica que esta jovem pretende melhorar sua própria posição tornando-se uma convidada elegante e vital nos salões de baile e salões frequentados pela classe alta francesa. Esta pintura pertenceu ao pintor americano William Merritt Chase (1849 -1916).


Série James Tissot: La Femme à Paris (As Mulheres de Paris)


James Tissot - La Mondaine (The Woman of Fashion) – óleo sobre tela - 147.3 x 101.6 cm – coleção particular


James Tissot - The Bridesmaid (A Dama de Honra), c. 1883-85 – óleo sobre tela - 147.3 x 101.6 cm - Leeds City Art Gallery, UK


Como os impressionistas, principalmente seu amigo Edgar Degas, Tissot escolheu seus temas da vida urbana moderna. Seu estilo preciso, detalhado e anedótico, no entanto, estava mais relacionado à pintura acadêmica conservadora. Logo depois que sua amante e musa, Kathleen Newton, morreu de tuberculose em novembro de 1882, ele abandonou sua casa em Londres, onde permaneceu por onze anos, e voltou para Paris, que havia deixado após as sangrentas consequências da Guerra Franco-Prussiana em 1871. Tissot se esforçou para restabelecer sua reputação em Paris com uma série de quinze pinturas em grande escala chamada “La Femme à Paris” (Mulheres de Paris), pintadas entre 1883 e 1885. A série é composta por dezoito grandes pinturas que retratam mulheres de diferentes classes sociais encontradas como por acaso em várias ocupações e diversões.

Para ler a história completa de Kate Newton e James Tissot e ver mais pinturas, clique sobre o link:


Com “La Femme à Paris”, Tissot tentou documentar o que tornava a moderna mulher parisiense única, ao mesmo tempo em que provava que ainda estava sintonizado com o funcionamento interno dessa moderna sociedade urbana. As pinturas foram expostas na Galerie Sedelmeyer, Paris, de 19 de Abril a 15 de Junho de 1885, como "Quinze Tableaux sur la Femme à Paris" e na Arthur Tooth and Sons, Londres, em 1886 como "Pictures of Parisian Life by J.J. Tissot". A série não foi bem recebida pela crítica francesa da época, sendo considerada como pinturas de mulheres inglesas e estranhas. As obras também mostram a ampla influência das gravuras japonesas, pois ele usou ângulos inesperados e enquadramento daquela tradição. Ele criou um contexto monumental no tamanho das telas. Tissot estava entre muitos artistas ocidentais e designers influenciados na época pela arte, moda e estética japonesas.


James Tissot - The Artists’ Ladies, 1885 – óleo sobre terla - 146.1 x 101.6 cm - The Chrysler Museum of Art, Norfolk, Virginia, USA

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre o link abaixo para ver:



James Tissot - La Plus Jolie Femme de Paris (The Fashionable Beauty) – óleo sobre tela – coleção particular

Em uma história com esse título, por Ludovic Halévy (1834-1908), a esposa de um advogado parisiense é determinada a ser a mulher mais bonita de Paris, até o dia seguinte, quando uma atriz de comédia musical se tornou o foco da atenção do público inconstante.


James Tissot - Sans dot (Without Dowry), 1883-85 – óleo sobre tela - 147.3 x 104.1 cm – coleção particular

Essa pintura foi inspirada no conto de Georges Ohnet (1848 - 1918), ilustrado por August Loustaunou e publicado em Les Lettres et les Arts em 1888. Nesse conto, uma jovem é deixada sem dote na morte de seu pai, um coronel. Ela e sua mãe passam o outono ouvindo música nos jardins de Luxembourg, onde ela encontra o amor.


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento. 


James Tissot - The Young Lady of the Shop, 1883 – 1885 – óleo sobre tela - 146.1 x 101.6 cm - Art Gallery of Ontario, Canada

Nessa pintura, a jovem dama com seu sorriso envolvente está mantendo aberta a porta até que seu cliente pegue a pilha de compras de sua mão e a passe para sua carruagem. Ela conhece o seu negócio, e aprendeu a primeira lição de todas: que seu dever é ser educada, vencedora e agradável. Se ela realmente quer dizer o que diz, ou parece expressar, não é a questão. É suficiente se ela tem um sorriso e uma resposta adequada para todos.


James Tissot - The Ladies of the Chariots, c. 1883-85 – óleo sobre tela - 146 x 100.6 cm - Rhode Island School of Design Museum, Providence, USA

Nessa pintura (também chamada “The Circus”) as mulheres são performers no Hippodrome de l'Alma, construído em 1877 na esquina das avenidas Josephine e Alma. Até oito mil espectadores podiam ver corridas ao redor da pista de treze metros, animais de circo cujas jaulas ficavam embaixo da arena e efeitos especiais como névoa e fogos de artifício na grande arena com um telhado deslizante que poderia ser aberto para visualizar o céu. A iluminação elétrica permitia a realização de performances noturnas, como a corrida de carros representada nessa pintura, com condutoras de bigas, conhecidas como amazonas, vestindo fantasias brilhantes. Seus diademas são semelhantes à coroa na nova estátua de Frédéric Auguste Bartholdi, “Liberty Illuminating the World” (a Estátua da Liberdade), que foi apresentada aos Estados Unidos em uma cerimônia em Paris, em 4 de julho de 1884, e logo seria instalada no Porto de Nova York.


James Tissot - The Circus Lover (ou Amateur Circus), 1885 – óleo sobre tela - 147.3 x 101.6 cm - Museum of Fine Arts, Boston, Massachusetts, USA

O cenário para esta pintura é o Circo Molier em Paris. O homem no trapézio, vestido de vermelho, é o duque de la Rochefoucauld, um dos mais antigos títulos da nobreza francesa. Diziam que ele possuía "o bíceps de Hércules". Pessoas bonitas e na moda assistiam ao circo e se misturavam com os artistas durante o intervalo. Aqui, a mulher envolve o espectador como um participante na ação por seu olhar direto para fora da imagem. O evento é um "circo da alta sociedade", no qual os artistas amadores eram membros da aristocracia.


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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Análise das pinturas “The Italian Comedians” de Jean-Antoine Watteau

Jean-Antoine Watteau - The Italian Comedians, c. 1720 – óleo sobre tela – 63,8 × 76,2 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA


Análise das pinturas “The Italian Comedians” de Jean-Antoine Watteau


Nesta pintura, quinze figuras são dispostas em degraus de pedra e vestidas em trajes típicos do teatro commedia dell'arte. Pierrot, vestido de cetim branco cintilante, fica no centro da composição. Pierrot era um palhaço ingênuo cujas declarações de amor foram rejeitadas por Flaminia, a heroína, colocada à sua esquerda. Outros personagens bem conhecidos são Scaramouche, vestidos de amarelo e preto, cujo gesto de braço arrebatador apresenta Pierrot à platéia; à esquerda estão Mezzetin, outro palhaço que flerta com Sylvia, a ingênua, e Arlequim, o aventureiro, mostrado com um rosto preto em seu traje vermelho e verde. A guirlanda de flores nos degraus em primeiro plano sugere que os atores estão fazendo uma reverência após a apresentação. No entanto, os membros reunidos aqui foram, provavelmente, invenção do próprio Watteau e ligados a uma peça ou trupe específica. Essa tensão entre ilusão e realidade é típica de Watteau e influenciou uma geração de seus seguidores a explorar as relações entre pintura e teatro.


Jean-Antoine Watteau - The Italian Comedians, c. 1720 – óleo sobre tela – 128,9 × 93,3 cm – The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA, USA


Nessa pintura, cinco comediantes acabaram de terminar sua apresentação em um verde parque nos arredores de Paris e olham com expectativa para o público. Pierrot, o palhaço em uma roupa branca folgada, já está segurando o chapéu na mão, esperando que algumas moedas possam ser jogadas nele. Pierrot está rodeado por quatro outros artistas vestidos como personagens da Commedia dell'Arte italiana, que desfrutaram de grande popularidade na Paris do século XVIII. Brighella usa uma roupa esverdeada/dourada e uma capa de ombro adornada com listras pretas. Mezzetin dedilha alguns acordes ao violão, enquanto Harlequin usa uma máscara preta com as sobrancelhas de crina e bigode, espiando sobre o ombro dele. Um falso traje espanhol de veludo negro com uma gola branca identifica a figura na extrema direita como Scaramouche. Os atores penetram nosso mundo com uma humanidade intensa e realidade vívida, longe do artifício teatral e do capricho do palco que acabaram de deixar.


O Pierrot é um personagem de pantomima e Commedia dell'Arte cujas origens estão numa trupe italiana do final do século XVII que atuava em Paris e era conhecida como a Comédie-Italienne. Na cultura popular contemporânea (na poesia, na ficção, nas artes visuais, bem como no palco, na tela e na sala de concertos) ele é um palhaço triste, apaixonado pela Colombina, que inevitavelmente lhe parte o coração e o deixa pelo Arlequim. Mas depois Colombina descobre o amor de Pierrot por ela, despede-se de Arlequim e reencontra Pierrot com quem passa a viver junto em um relacionamento com muita felicidade. Ele atua desmascarado, com um rosto esbranquiçado, e veste uma blusa branca solta (algumas vezes metade pretas) com botões grandes e calças brancas largas e uma lágrima desenhada abaixo dos olhos. A característica principal do seu comportamento é a sua ingenuidade, e é visto como um bobo, sendo sempre o alvo de piadas, mas mesmo assim continua a confiar nas pessoas. O Pierrot também é apresentado como sendo lunático, distante e inconsciente da realidade.


Jean-Antoine Watteau (batizado 10 de outubro de 1684 - 18 de julho de 1721), mais conhecido como Antoine Watteau, foi um pintor francês cuja breve carreira estimulou o renascimento do interesse pela cor e pelo movimento, como visto na tradição de Correggio e Rubens. Ele revitalizou o então decadente estilo Barroco, mudando-o para o Rococó, um gênero menos severo, mais naturalista e menos formalmente clássico. Watteau inventou o gênero Fêtes Galantes, cenas de encanto bucólico e idílico, repletos de ar teatral. Alguns de seus temas mais conhecidos foram extraídos do mundo da comédia italiana e do balé.

Esse blog possui mais um artigo sobre Jean-Antoine Watteau. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/02/analise-da-pintura-pierrot-de-jean.html


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domingo, 7 de outubro de 2018

A história da pintura de Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône

Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône, 1888 – óleo sobre tela - 72.5 × 92 cm – Musée d´Orsay, Paris, França


A história da pintura de Vincent van Gogh - Starry Night over the Rhône


Essa é uma das pinturas de Arles de Vincent van Gogh à noite. Foi pintado em um ponto na margem do rio Rhône, que ficava a apenas um ou dois minutos a pé da Casa Amarela, na Place Lamartine, que Van Gogh alugava na época. O céu noturno e os efeitos da luz à noite foram tema de algumas de suas pinturas mais famosas, incluindo “Cafe Terrace at Night” (pintado no mesmo mês) e a tela posterior de Saint-Rémy, “The Starry Night”, pintada alguns meses mais tarde (logo após ser confinado a uma instituição mental) em que a violência da sua psique perturbada se expressa plenamente. “Starry Night over the Rhône” é mais serena, uma atmosfera reforçada pela presença de um casal de namorados no fundo da tela.


Esse blog possui um artigo sobre a pintura “The Starry Night”. Clique sobre o link abaixo para ver:



Vincent van Gogh - The Starry Night (A Noite Estrelada), 1889 – óleo sobre tela – 73,7 x 92,1 cm – Museum of Modern Art, New York, USA


Em Starry Night over the Rhône podemos ver o reflexo das luzes da cidade de Arles na água e um casal fazendo uma caminhada na praia. O céu está repleto de estrelas, inclusive a Grande Ursa. É possível ver também no lado direito, a ponte que liga Arles a Trinquetaille. A vista é do cais (uma rua à beira da água) no lado leste do rio Rhône, na curva do rio em direção à costa ocidental. Descendo do norte, o Rhône vira à direita nesse ponto para cercar as pedras sobre as quais Arles foi construída. Na realidade, a vista retratada na pintura está voltada para longe da Ursa Maior, que fica ao norte.  

A pintura é escura, porém serena. Não há contraste entre o céu e a terra. O contraste existe entre as luzes brilhantes no céu, na cidade e na água com o azul e preto de toda a pintura. A técnica do impasto aqui utilizada proporciona textura e movimento, mostrando que o artista aplicou rapidamente camadas grossas de tinta molhada sobre tinta molhada, provavelmente diretamente do tubo de tinta. Van Gogh transmite emoção e sonho nessa pintura.

A representação da cor foi de grande importância para Vincent; em cartas a seu irmão, Theo, ele frequentemente descrevia objetos em suas pinturas em termos de cor. Suas pinturas noturnas, incluindo Starry Night Over the Rhône, enfatizam a importância que ele deu para capturar as cores cintilantes do céu noturno e da iluminação artificial que era novidade na época.


Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês, autodidata. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.


Esse blog possui mais artigos sobre Vincent Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:














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terça-feira, 2 de outubro de 2018

A História da Pintura de James Tissot: Outubro

James Tissot – “October” – 1877 – óleo sobre tela - 53.5 x 116.8 cm - Museum of Fine Arts Montreal, Canada


A História da Pintura de James Tissot: Outubro


Como numa Comédia de Costumes, essa pintura sobre comportamento social e sobre moda passageira, capturado em Outubro, é uma das melhores obras do artista. Elegantemente vestida, a Sra Newton volta-se para o espectador, num gesto coquete, mostrando um tornozelo bem-torneado no farfalhar de anáguas de renda, com sua bota trilhando um tapete de folhas de outono. Sinais do estilo Japonista estão presentes, na verticalidade inspirada por pergaminhos kakemono e no fundo tumultuado de castanheiras.

Esse é um dos retratos da companheira de James Tissot, Kate Newton. A Sra. Newton tinha vinte e dois anos de idade, e era mãe de dois filhos ilegítimos quando a pintura foi feita. Quando James Tissot a conheceu, ela também era uma bela divorciada. A felicidade deles teria sido perfeita mas ela contraíu tuberculose e aos 28 anos, por não suportar ver seu amado sofrer com sua doença, terminou sua vida de musa graciosa e notória do pintor, deixando-o  inconsolável.

Para ler a história completa de Kate Newton e James Tissot e ver mais pinturas, clique sobre o link:


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.


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sábado, 29 de setembro de 2018

Série Pablo Picasso: sua musa Sylvette David


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 23, 1954 - desenho


Série Pablo Picasso: sua musa Sylvette David


Sylvette David, 1954


Pablo Picasso é conhecido por ter tido muitas esposas e amantes que tiveram finais infelizes, algumas cometendo suicídio. Quando ele já estava com mais de setenta anos, em 1954, conheceu uma garota de 19 anos, que usava seu cabelo loiro num rabo-de-cavalo e que chamava a atenção de todos.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 01, 1954 - desenho


Sylvette David, 1954


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 04, 1954 – desenho – para esse desenho, Sylvette não posou nua, Picasso usou sua imaginação


O verdadeiro nome de Sylvette David é Lydia Corbett, uma artista plástica que cresceu na Riviera Francesa em Cannes e era muito parecida com a atriz Brigitte Bardot. Ela diz que Bardot copiou seu penteado de rabo-de-cavalo. As fotografias de Sylvette com o pintor apareceram na revista Paris Match, onde atraíram a atenção do marido de Bardot, o diretor de cinema Roger Vadim. Ela disse: “Tive apenas um breve encontro com Brigitte Bardot quando passamos uma pela outra na Promenade em Cannes durante o festival de cinema de 1954. Ela estava no braço de Vadim e eu estava no de Picasso, e é claro que nós olhamos uma para a outra e os homens deram uma longa olhada em nós." Bardot visitou Picasso em seu estúdio, mas ele não a pintou.


Brigitte Bardot e Pablo Picasso em Cannes, 1956


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 05, 1954 – óleo sobre tela


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 21, 1954 - desenho


Sylvette e seu noivo, Toby Jellinek, haviam se mudado para Vallauris para morar com a mãe dela. Toby, que era um designer de móveis de vanguarda, tinha um ateliê não muito longe do estúdio de Picasso, e Sylvette frequentemente passava pela janela do artista a caminho para encontrá-lo. Seu primeiro encontro com Picasso veio depois que o espanhol comprou duas cadeiras de Toby, que as entregou a sua modesta villa, La Galloise, nas colinas acima de Vallauris, acompanhadas por Sylvette.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 25, 1954 - – óleo sobre tela


Sylvette David, 1954

 
Sobre a parede de seu estúdio ao lado, Sylvette viu Picasso segurando uma de suas pinturas. Era uma imagem simples de uma jovem com uma franja e um rabo de cavalo; foi um retrato dela, executado de memória. "Foi como um convite", ela lembrou mais tarde, então ela e suas amigas foram bater na porta dele. Picasso ficou tão feliz em ver Sylvette que ele a abraçou imediatamente. “Eu quero pintar você, pintar Sylvette!” Ele gritou.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 27, 1954 - desenho


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette David 24 in a Green Chair, 1954 - – óleo sobre tela


Nos meses que se seguiram, entre abril e junho, Picasso persuadiu Sylvette a posar para ele regularmente e criou uma série de mais de 60 retratos dela em várias mídias, incluindo desenhos e esculturas, além de 28 pinturas. Quando as obras foram expostas, as pessoas ficaram intrigadas com a natureza do relacionamento do artista com essa jovem beleza tímida e moderna. A revista Life anunciou uma nova época na arte de Picasso: o seu "Ponytail Period" (Período do rabo-de-cavalo). No entanto, depois disso, os críticos de arte passaram a desprezar essa série. Picasso havia sido abandonado por François Gilot e ele estava deprimido, encontrando consolo na beleza juvenil de Sylvette, porém sem nunca ter dormido com ela e, portanto, os críticos acharam que faltava engajamento emocional entre o artista e a modelo. Para outros, essa série demonstra a virtuosidade e inovação artística de Picasso.


Pablo Picasso – Sylvette David – escultura em concreto – 7,5 m de altura - Rotterdam, Holanda


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.


Sylvette David


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sábado, 22 de setembro de 2018

Pinturas de Outono

Claude Monet - Autumn Effect at Argenteuil, 1873 - óleo sobre tela - 74,5 x 55 cm - Samuel Courtauld Trust, The Courtauld Gallery, London, UK


Pinturas de Outono




Camille Pissarro - The Carrousel, Autumn, Morning, 1899 – óleo sobre tela - 92 x 73 cm – coleção particular


Francisco Goya - Autumn, Or The Grape Harvest, 1786-1787 – óleo sobre tela - 190 x 275 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain


Paul Gauguin - By the Stream, Autumn, 1885 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm – coleção particular


Vincent Van Gogh - Alyscamps, Arles, 1888 - óleo sobre tela - 92 x 73,5 cm – coleção particular


John Everett Millais – Autumn Leaves, 1855-1856 - óleo sobre tela - 73,7 x 104 cm - City of Manchester Art Galleries, Manchester, UK

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre esse link para ver:



Isaac Levitan - Big road. Sunny autumn day, 1897 - óleo sobre tela - 11 x 18,7 cm – coleção particular


James Tissot - Autumn on the Thames (Nuneham Courtney), c. 1875 - óleo sobre tela – coleção particular


Wassily Kandinsky – Autumn in Bavaria, 1908 - óleo sobre cartão - 33 x 45 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


John William Godward – Autumn, 1900 – óleo sobre tela – 101,5 x 58,5 cm – coleção particular


John Atkinson Grimshaw – Autumn Gold, 1880 – óleo sobre tela – 30 x 25 cm – coleção particular


Alphonse Mucha - The Four Seasons: Fall, 1896 – litogravura pintada com têmpera sobre papel colado em madeira – 104,1 x 54,3 cm – coleção particular


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Análise da pintura “Personal Values” de René Magritte

René Magritte – Personal Values, 1952 – óleo sobre tela – 80 x 100 cm - San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA), San Francisco, California, USA


Análise da pintura “Personal Values” de René Magritte


Nessa pintura, o artista apresenta uma sala cheia de coisas familiares, mas ele dá proporções humanas a esses objetos que antes eram despretensiosos, criando um senso de desorientação e incongruência. Dentro e fora são invertidos por sua representação de um céu nas paredes internas da sala. O familiar torna-se desconhecido, o normal, estranho; Magritte cria um mundo paradoxal que é, em suas próprias palavras, "um desafio ao senso comum". As pinceladas finas são quase invisíveis e bem misturadas, fazendo com que a pintura pareça muito polida e refinada.

Quando Alexander Iolas, o marchand de Magritte, viu pela primeira vez esta pintura, ele ficou violentamente perturbado por ela. O artista respondeu: "Na minha pintura, o pente (e os outros objetos também) perdeu especificamente seu “caráter social”, tornou-se um objeto de luxo inútil, que pode deixar o espectador sentir-se perturbado. Bem, esta é a prova da eficácia da imagem".

Essa pintura conduz a uma reflexão: não importa de que maneira é a vida do espectador, todas as pessoas tem seu próprio conjunto de valores pessoais, um grupo de itens que lhes são caros. Esse conjunto de itens pessoais pode não significar muito para os outros, mas para cada indivíduo, seu valor não pode ser medido.

Embora seja frequentemente agrupado com surrealistas como Salvador Dalí, Max Ernst e Yves Tanguy, Magritte adotou uma abordagem um pouco diferente na pintura. Em vez de criar imagens de fantasia, ele evocava a estranheza e a ambiguidade latentes na realidade. "Eu não pinto visões", ele disse uma vez. "Por minha capacidade, por meios pictóricos, eu descrevo objetos - e a relação mútua de objetos - de tal forma que nenhum dos nossos conceitos ou sentimentos habituais está necessariamente ligado a eles."

René Magritte era um homem calmo e pensativo que preferia o anonimato. Passou a maior parte de sua carreira em Bruxelas, desenvolvendo um estilo de pintura meticuloso e realista que refletia seu treinamento inicial em arte comercial, pintando mármore falso e painéis de madeira para residências.

René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 ― Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio. Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.

Sua arte caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

Magritte fez pinturas de objetos comuns em contextos incomuns, e assim criou sua própria forma de poesia para expressar seu inconsciente, de uma forma filosófica e conceitual. O artista, ao contrário dos outros surrealistas, era uma pessoa perturbadoramente comum, sempre vestindo um sobretudo, terno e gravata. Para Magritte suas pinturas não tinham qualquer significado, porque o mistério não tem significado. Ficamos apenas com o mistério e a incerteza, o que torna o trabalho dele mais misterioso e mais atraente.

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Harry Connick Jr. - Just the Way You Are




Harry Connick Jr. - Just the Way You Are


"Just the Way You Are" é uma música de Billy Joel; é a terceira faixa de seu álbum The Stranger (1977). Tornou-se o primeiro Top 10 dos EUA e o Top 20 do Reino Unido de Joel, assim como o primeiro single de ouro de Joel nos EUA. A canção ganhou dois prêmios Grammy para Álbum do Ano e Canção do Ano em 1979.

Harry Connick Jr. gravou essa canção com um arranjo inspirado na bossa-nova, para o álbum Your Songs, que foi lançado pela Columbia, primeiro nos Estados Unidos em um LP de vinil de edição limitada em 25 de agosto de 2009, depois em CD em 22 de setembro.

Harry Connick Jr. (11 de Setembro de 1967, New Orleans, USA) é big-band líder, pianista, ator e compositor. Ele teve dez "número um" álbuns de jazz dos EUA, ganhando mais "número um" álbuns que qualquer outro artista na história do jazz americano. Ele já ganhou três prêmios Grammy e dois Emmy Awards. Atuou em vários filmes, séries de televisão, além de compor a trilha sonora de outros filmes, como "When Harry Met Sally" e musicais da Broadway.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Análise da pintura de Caspar David Friedrich – “On the Sailing Boat” (No Veleiro)

Caspar David Friedrich – On the Sailing Boat, c. 1818-1820 – óleo sobre tela – 71 x 56 cm – The State Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Análise da pintura de Caspar David Friedrich – “On the Sailing Boat” (No Veleiro)


Esta pintura mostra um navio que se dirige para o horizonte. Duas figuras, um homem de terno azul e chapéu e uma mulher em um vestido rosa com gola de renda branca, dão as mãos enquanto observam o que está por vir. O lado direito da tela está preenchido por uma representação bem focalizada da vela e do mastro do barco. Ao longe, o espectador pode discernir o contorno fraco dos edifícios, em silhueta na névoa. A maior extensão da tela é ocupada por um céu amarelo brilhante.

Afastando-se de sua fórmula habitual de paisagem, com sua narrativa implícita e uso mais tradicional do simbolismo, este trabalho cria uma conexão entre o espectador da pintura e a cena. Somos um passageiro no navio, uma testemunha do intrépido casal em sua jornada. Esta pintura foi feita um ano após o casamento de Friedrich com Caroline Bommer e mostra sua transição de figuras solitárias para a representação de um casal. Nesta pintura, rica em simbolismo, acredita-se que o casal seja um autorretrato do artista e de sua esposa, e que suas mãos unidas fazem referência à sua nova e feliz união e que a sua presença em um navio em movimento seja como uma metáfora para a nova vida em que estão embarcando. Apesar desse simbolismo convencional, a abordagem de Friedrich para a composição permanece bastante experimental e desequilibrada. A verticalidade do navio e a horizontalidade da linha do horizonte não são organizadas com proporções tradicionais.

Esta pintura, com sua composição ousada, provavelmente foi comprada pelo futuro czar Nicolau I em 1820, quando visitou Friedrich em Dresden. Levou várias décadas até que uma visão tão de perto desse tipo fosse encontrada novamente, no trabalho dos impressionistas.

Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, um grande paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã. Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Fez diversas viagens ao interior e ao litoral do Báltico em busca de inspiração. Suas obras muitas vezes possuem uma atmosfera nostálgica, com brumas, árvores secas, e dramáticos efeitos de luz, onde ele foi um mestre, especialmente em sua fase madura, e onde foi um inovador. Fazia muitos e minuciosos esboços em desenho para suas pinturas, que são quase tão meticulosas quanto os estudos. Friedrich escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia:

"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros, de fora para dentro". Caspar David Friedrich 

Esse blog possui mais artigos sobre Caspar David Friedrich. Clique sobre os links para ver:

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http://www.arteeblog.com/2014/11/a-historia-da-obra-de-arte-two-men.html

http://www.arteeblog.com/2015/05/a-historia-de-stages-of-life-as-fases.html


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domingo, 2 de setembro de 2018

Pinturas e ilustrações de Setembro


George Henry - A September Day, 1935 – óleo sobre tela - Gracefield Arts Centre, Dumfries and Galloway, Scotland, UK


Pinturas e ilustrações de Setembro



Alphons Mucha - Septembre, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Willard Metcalf – September, 1910 – óleo sobre tela - 53.34 x 67.31 cm – coleção particular


Childe Hassam - September Moonrise, 1900 – óleo sobre tela - 40.64 × 46.36 – Dallas Museum of Art, USA


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del mes de Septiembre, 1901 – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Camille Pissarro - September Fete, Pontoise, 1872 – óleo sobre tela – 46 x 55 cm – coleção particular


Alfred Sisley - September Morning, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


George Dunlop Leslie - September Sunshine, 1896 – óleo sobre tela - Lady Lever Art Gallery, Liverpool, UK


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Septembre, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Edmund Blair Leighton – September, 1915 – óleo sobre tela – 126,2 x 152 cm - Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, United Kingdom


Charles Courtney Curran - September Afternoon, 1913 – óleo sobre tela – 55,8 x 45,7 cm – coleção particular


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