quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pablo Picasso – “Woman with a Book” (Mulher com um Livro), 1932 – óleo sobre tela - 130.5 x 97.8 cm – Norton Simon Museum, Pasadena, California, USA


Análise da pintura de Pablo Picasso – “Woman with a Book”


Ao usar uma cor exuberante e densamente aplicada em uma rede de sinuosas linhas negras, equilibrando sensualidade e restrição, a composição presta homenagem ao mestre neoclássico da linha, Jean-Auguste-Dominique Ingres, cujo trabalho Picasso admirava desde a juventude e cujo Retrato de Madame Moitessier, do pintor espanhol, foi visto por Picasso pela primeira vez em 1921. Picasso transformou a seriedade da modelo do meio do século XIX, em um retrato sonhador de sua amante, Marie-Thérèse Walter.


Jean-Auguste-Dominique Ingres - Madame Moitessier, 1856 – óleo sobre tela - 120 cm × 92 cm - National Gallery, London


Descansando a cabeça da modelo em sua mão, e substituindo o leque de Madame Moitessier pelas páginas de um livro, Picasso retratou o erotismo latente embaixo da imagem de respeitabilidade burguesa. O perfil sereno refletido em um espelho à direita no retrato de Picasso também faz referência ao seu precedente neoclássico, mas também pode constituir um autorretrato abstrato.


Picasso fez mais um retrato de Marie-Thérèse Walter lendo, que levou ao fim do seu casamento com Olga Khokhlova, depois que ela viu a pintura em uma exposição retrospectiva e percebeu que as características faciais da modelo não eram dela.


Pablo Picasso – La Lecture, 1932 – óleo sobre madeira – 65.5 cm × 51 cm - coleção particular


Esse blog possui mais um artigo sobre outra pintura de Marie-Thérèse Walter. Clique sobre o link abaixo para ver:



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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Série Andy Warhol – “Goethe”

Andy Warhol – "Goethe", 1981 – serigrafias e acrílica sobre tela ou papel – vários museus e coleções particulares


Série Andy Warhol – “Goethe”


Em 1962, Andy Warhol começou a reproduzir fotos de imprensa de celebridades como Marilyn Monroe e Elvis Presley usando a técnica de serigrafia. O retrato de serigrafia se repete em toda a obra de Warhol com "VIPs" de todos os setores da vida: música, arte, política, negócios, esportes e até mesmo o mundo das mercadorias (Campbell's Soup, BMW, Mercedes).

Na década de 1980, Warhol utilizou o trabalho de alguns pintores como Leonardo Da Vinci e Sandro Botticelli como fonte de inspiração. Ele fez isso inicialmente após uma visita à Mona Lisa em Nova York, em 1963, produzindo uma variedade de obras baseadas na misteriosa mulher de Leonardo.
Estas serigrafias são baseadas em uma pintura do artista alemão Johann Tischbein que retrata Goethe, uma figura-chave na literatura alemã, como um viajante em uma paisagem de ruínas. Warhol cortou a composição original de modo a criar um retrato de cabeça e ombros do escritor. O portfólio (série) completo é composto por quatro serigrafias.

Na imagem original, Goethe é visto sentado languidamente no primeiro plano de uma paisagem montanhosa. Seus olhos, concentrados e contemplativos, revelam a fecundidade intelectual do escritor. Warhol estava indubitavelmente intrigado pelo olhar de Goethe também. Em cada serigrafia, Warhol removeu o fundo da paisagem e, em vez disso, se concentrou no perfil de retrato de Goethe. Visto de relance, a imagem de Warhol de Goethe aparece mesmo como um busto de escultura. O rosto de Goethe está decorado com cores em vários tons. O que resulta é uma clara dicotomia entre o retrato clássico e a estética Pop. Estes retratos, em última análise, simbolizam o domínio de cultura de Goethe e Warhol, mesmo nos tempos contemporâneos.


Johann Heinrich Wilhelm Tischbein - Goethe in the Roman Campagna, 1787 – óleo sobre tela – 164 x 206 cm – Städel Museum, Frankfurt, Alemanha


Johann Wolfgang von Goethe (28 de agosto de 1749 - 22 de março de 1832) era um escritor alemão e estadista. Seus trabalhos incluem poesia épica e lírica, dramas em prosa e verso, memórias, uma autobiografia, crítica literária e estética, tratados sobre botânica, anatomia e cor, e quatro romances. Além disso, existem numerosos fragmentos literários e científicos, mais de 10.000 cartas e quase 3.000 desenhos dele. A pintura foi uma primeira opção de carreira para Goethe e ele publicou um livro sobre a teoria da cor, sendo a primeira pessoa a estudar os efeitos psicológicos da cor. Considerado por muitos como a maior figura literária alemã, Johann Wolfgang Von Goethe além de escritor, também foi um proeminente filósofo, cientista e teórico da cor.

Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte. As abordagens inovadoras do Ilustrador, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano.

Obcecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.


Esse blog possui um artigo sobre gravuras, onde a técnica de silkscreen (ou serigrafia) é descrita. Para ver, clique sobre o link abaixo:

http://www.arteeblog.com/2015/06/gravuras-o-que-sao-os-tipos-e-exemplos_2.html


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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

A história da escultura "The Winged Victory of Samothrace"

"The Winged Victory of Samothrace" ("A Vitória Alada de Samotrácia", também chamada de "Nike of Samothrace"), c. 200 – 190 A.C. – mármore de Paros – 244 cm – Louvre Museum, Paris


A história da escultura "The Winged Victory of Samothrace"





The Winged Victory of Samothrace é uma escultura helenística de mármore que representa Nike, a deusa grega da vitória, criada provavelmente no século II A.C. por um escultor não identificado, e é uma das mais famosas esculturas do mundo. Apenas um pequeno número de grandes estátuas helenísticas sobrevive no original, em vez de cópias romanas. Este monumento foi provavelmente um ex-voto oferecido pelo povo de Rodes em comemoração de uma vitória naval no início do segundo século A.C. O mármore de Paros é um material altamente apreciado pela brancura, fineza e semi-transparência. Foi explorado nas pedreiras daquela ilha grega para ser utilizado na construção de edifícios públicos e templos, e na confecção de esculturas pelos gregos da era clássica.




Este monumento excepcional foi descoberto em 1863 na pequena ilha de Samotrácia, no noroeste do mar Egeu que na época era parte do Império Otomano. Foi descoberta por Charles Champoiseau, vice-cônsul francês em Adrianople, Turquia. A deusa da Vitória (Nike, em grego) é mostrada na forma de uma mulher alada de pé na proa de um navio, enfrentando o forte vento que sopra através de suas roupas. Com a mão direita em concha em torno de sua boca, ela anunciava o evento que ela foi designada a comemorar. O colossal trabalho foi colocado em um nicho de pedra que havia sido cavado em uma colina, com vista para o teatro do Santuário dos Grandes Deuses. Este nicho também pode ter contido uma piscina cheia de água em que o navio parecia flutuar. Dada a sua colocação, o trabalho deveria ser visto do lado esquerdo frontal. Isso explica a disparidade na técnica de escultura, sendo o lado direito do corpo muito menos detalhado. A apresentação altamente teatral, combinada com a monumentalidade da deusa, sua ampla envergadura e o vigor de seu corpo, inclinado para a frente, reforçam a dramaticidade da cena.




O santuário de Samotrácia era consagrado aos Cabeiri, deuses da fertilidade, cuja ajuda foi invocada para proteger os navegadores e para conceder a vitória na guerra. A oferta de uma estátua de Nike empoleirada em um navio era um ato religioso em homenagem a esses deuses. Também é possível que este monumento tenha sido dedicado pelo povo de Rodes à comemoração de uma vitória naval específica. O tipo de navio representado e o mármore cinzento usado para a proa e a base da estátua sugerem que esta é, de fato, uma criação de Rodes. Se for assim, o trabalho pode ser datado do século II A.C. Também há uma inscrição parcial na base da estátua que inclui a palavra "Rhodios".

Antes de perder os braços, que nunca foram recuperados, acredita-se que a mão direita de Nike ficava em concha em volta da boca para aumentar o grito de vitória. A asa direita da estátua é uma versão em gesso, simétrica da asa esquerda original. Tal como acontece com os braços, a cabeça da figura nunca foi encontrada, mas vários fragmentos já foram localizados. Em 1950, uma equipe de arqueólogos descobriu a mão direita desaparecida da escultura, e agora ela está em uma caixa de vidro no Museu do Louvre, ao lado do pódio em que está a estátua.




A figura cria um efeito em espiral em uma composição que se abre em várias direções. Isto é conseguido pelos ângulos oblíquos das asas e a colocação da perna esquerda, e enfatizado pela roupa que sopra entre as pernas da deusa. O corpo feminino nu é revelado pela transparência do drapeado molhado. O escultor foi extraordinariamente habilidoso na criação de efeitos visuais. Nike of Samothrace é vista como uma representação icônica do espírito triunfante.




Desde 1883, a figura de mármore está exposta no Museu do Louvre em Paris, sobre a escadaria Daru, enquanto uma réplica em gesso fica no museu que está no local original do Santuário dos Grandes Deuses em Samotrácia. Existem inúmeras cópias em museus e galerias ao redor do mundo.




Assista um vídeo sobre a restauração dessa escultura:





A atriz Audrey Hepburn em cena do filme Funny Face de 1957, em frente da escultura The Winged Victory of Samothrace, no Louvre em Paris


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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Pinturas e ilustrações do mês de Agosto

Caspar Camps i Junyent - Alegoria del mes de Agosto, 1901 – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Pinturas e ilustrações do mês de Agosto


Konstantin Somov – August, 1885 – aquarela – coleção particular


Pieter Bruegel the Elder - The Harvesters (August), 1565 – óleo sobre madeira – 119 x 162 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York

Este painel pertence a uma série, encomendada pelo comerciante Niclaes Jongelinck para sua casa suburbana. O ciclo incluía originalmente seis pinturas que mostram as épocas do ano. Além de “The Harvesters" (Os Ceifeiros), que normalmente é identificada como representando Julho-Agosto, ou o fim do verão, quatro outras pinturas do grupo sobreviveram (agora no Museu Kunsthistorisches de Viena, e Coleção Lobkowicz, Praga).


Alfred Sisley - An August Afternoon near Veneux, 1881 – óleo sobre tela – 54 x 73 cm – coleção particular


Alphons Mucha – Août, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Childe Hassam - August Afternoon Appledore, 1900 – óleo sobre tela - 56.6 x 45.7 cm – coleção particular


Edward Hopper - August in the City, 1945 – óleo sobre tela - Norton Museum of Art - Palm Beach, Florida


Alfred Sisley - Poplars at Moret sur Loing, an August Afternoon, 1888 – óleo sobre tela – 60 x 73 cm – coleção particular


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere, August, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Série Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia)

Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia), 1899 – litografia colorida sobre linho – 110 x 41 cm


Série Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia)


Nesta série, Mucha combinou cores frescas e delicadas com motivos florais exuberantes. Cada mulher está em um ambiente natural que reflete seu humor. Todas estão em uma elaborada moldura decorativa que lembra uma janela gótica. Esses painéis ilustram todas as qualidades típicas dos cartazes de Mucha: as belas mulheres com gestos sugestivos, o uso decorativo de flores e cabelos fluidos, as cores sutis e impressionantes que se combinam para criar uma harmonia convincente de visão cuja intenção é inspirar e elevar o espectador.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Morning Awakening (Despertar Matinal), 1899


Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.
Mucha se estabeleceu como um dos principais artistas de cartazes comerciais entre 1895 e 1900. Durante este período, seis cartazes de Mucha apareceram em Les Maîtres de l'Affiche, publicação mensal de Jules Chéret com os melhores cartazes da época, selecionados por ele. A partir desse momento, o estilo distintivo de Mucha foi chamado 'le style Mucha', tornando-se sinônimo do estilo Art Nouveau.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Brightness of Day (Brilho do Dia), 1899


Ao ganhar um reconhecimento público mais amplo como o "Mestre do cartaz Art Nouveau", Mucha alcançou grande sucesso em um novo gênero: painéis decorativos ('panneaux décoratifs'). Painéis decorativos eram cartazes sem texto, projetados exclusivamente para apreciação artística ou decoração de paredes interiores. Foi o impressor Champenois quem inventou essa ideia do ponto de vista comercial: maximizar a oportunidade de negócios, reciclando os projetos de Mucha para muitas edições diferentes. No entanto, foi Mucha que os transformou em uma nova forma de arte, acessível e disponível para o público em geral, enquanto que, tradicionalmente, as obras de arte estavam disponíveis apenas para os poucos privilegiados. Mucha acreditava que, através da criação de belas obras de arte, a qualidade de vida poderia seria melhorada. Ele também acreditava que era seu dever como artista promover arte para pessoas comuns. Ele conseguiu cumprir ambos os objetivos por meio do seu conceito inovador de painéis decorativos produzidos em massa.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Evening Contemplation (Contemplação Noturna), 1899


Mucha produziu uma grande quantidade de pinturas, cartazes, propagandas e ilustrações de livros, esculturas, bem como desenhos para joias, tapetes, papéis de parede e cenários de teatro no que foi denominado inicialmente The Mucha Style, mas tornou-se conhecido como Art Nouveau (francês para "nova arte"). As obras de Mucha frequentemente incluíam belas mulheres jovens em vestes flutuantes, vagamente neoclássicas, muitas vezes cercadas por flores exuberantes que às vezes formavam halos atrás de suas cabeças.

O estilo de Mucha foi exposto internacionalmente na Exposição Universal de 1900 em Paris, da qual Mucha disse: "Acho que a Exposition Universelle contribuiu para trazer valores estéticos para as artes e ofícios. Ele declarou que a arte existia apenas para comunicar uma mensagem espiritual, e nada mais.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Night’s Rest (Descanso da Noite), 1899


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm - Staatsgalerie Stuttgart, Stuttgart, Germany


A história da pintura de Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert


Edgar Degas - Salle de billard au Ménil-Hubert [Billiard Room at Ménil-Hubert], 1892 – óleo sobre tela – 50,7 x 65,9 cm – Musée D´Orsay, Paris

Esta pintura do Musée d'Orsay é um esboço para uma composição mais completa atualmente na Staatsgalerie em Stuttgart. Esses trabalhos são exemplos raros de Degas como pintor de interiores.


A partir da década de 1860, Degas costumava passar seus verões na Normandia em Ménil-Hubert (Departamento de Orne), na propriedade rural de seu amigo de infância Paul Valpinçon. Lá, ele pintou retratos de membros daquela família, e também produziu vistas de interiores, incluindo essa, de uma sala de bilhar.

Leia sobre Paul Valpinçon e veja pinturas de Degas sobre ele, nesse link:



Nessa pintura, camadas de cores se sobrepõem, formando efeitos surpreendentes, como no tapete e nos papéis de parede. Há uma diferença no tratamento das pinturas penduradas nas paredes e a tapeçaria. O local inabitado proporciona uma experiência espacial em si e está repleta de potencial para dramas humanos.

Em uma carta datada 27 de Agosto de 1892, Edgar Degas escreveu para seu amigo, o escultor Albert Bartholomé, dizendo que mais uma vez ele teve que adiar seu retorno a Paris porque ele acabara de começar uma outra pintura: "Eu queria pintar e decidi tentar salas de bilhar. Pensei que eu sabia um pouco sobre a perspectiva, porém não sabia nada sobre isso e pensei que poderia substituí-la por um processo de perpendiculares e horizontais, tentando calcular os ângulos nos espaços. Eu trabalhei duramente nisso ".

Leia sobre Albert Bartholomé e veja suas obras, clicando sobre esse link:



Degas fez mais uma pintura do interior da propriedade em Menil-Hubert:


Edgar Degas - Interior at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – coleção particular


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

Esse blog possui mais artigos sobre Edgar Degas. Clique sobre os links abaixo para ver:





Veja e leia sobre As bailarinas de Degas, clicando nesse link:



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A história da pintura de Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs

Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs (Une Matinée. la Danse des Nymphes), 1850 – óleo sobre tela – 98 x 131 cm – Musée D´Orsay, Paris



A história da pintura de Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs


A pintura “A Morning. the Dance of the Nymphs” (Uma Manhã, a Dança das Ninfas) foi o resultado de uma "colagem" de duas cenas diferentes. Embora a pintura tenha sido apresentada como uma bacanal no Salão de Paris de 1851, as figuras da dança podem ter sido baseadas no devaneio do artista das cenas lembradas da ópera. Além disso, o pano de fundo das árvores se assemelha a uma cortina de palco, e impregna toda a cena com a atmosfera de um balé. O título acrescenta ainda a essa ambiguidade, a palavra "matinée" possivelmente sendo uma alusão a performances diurnas, em oposição a "soirées".

A “Dança das Ninfas” representa um momento de virada na carreira de Corot, anunciando sua mudança de paisagens "históricas" para "líricas" onde o mundo natural está cada vez mais sujeito a efeitos atmosféricos. Aqui, no entanto, o artista não vai tão longe quanto as paisagens "puras" como as dos pintores da escola de Barbizon, de quem era muito próximo. O trabalho de Corot mantém a marca da tradição, tanto na sobrevivência dos temas mitológicos quanto na clara distinção entre os estudos da natureza e as pinturas de estúdio.

Para esta paisagem, Corot produziu uma imagem espelhada de um estudo que ele fez nos jardins do Palácio Farnese em Roma, vinte anos antes. As folhas suaves e borradas, tão específicas para este período posterior do trabalho de Corot, testemunham o interesse do artista pelos elementos da natureza e não pelos personagens retratados. Este é um aspecto significativo que contribuiu para a importância de Corot no desenvolvimento da pintura do século XIX. Ele está a um passo de distância da paisagem rural, que anunciou a pesquisa dos futuros impressionistas.


Camille Corot - A Morning. The Dance of the Nymphs (Une Matinée. La Danse des Nymphes), 1850 – óleo sobre tela – 98 x 131 cm – Musée D´Orsay, Paris - detalhe


Jean-Baptiste-Camille Corot (17 de Julho de 1796 – 22 de Fevereiro de 1875) foi um pintor francês de paisagens e de retratos, assim como um gravurista. Ele é uma figura fundamental na história da pintura de paisagem e sua vasta produção faz referência tanto à tradição Neo-Clássica, como antecipa as inovações do plein-ar do impressionismo. Em 1825-1828, Corot viajou para a Itália (o que era considerado essencial para a formação de um artista da paisagem). Em 1827, ele enviou suas primeiras pinturas ao Salão de Paris. Corot viajou extensivamente pela Europa ao longo de sua vida, e durante essas viagens ele pintou ao ar livre, preenchendo inúmeros cadernos com desenhos. Durante os meses de inverno, ele trabalhava em estúdio, em ambiciosas paisagens e temas mitológicos e religiosos destinadas para o Salão de Paris. Sua reputação foi estabelecida na década de 1850, que também foi o período em que seu estilo se tornou mais suave e suas cores mais restritas. Sua influência na posterior pintura de paisagem do século 19, incluindo os Impressionistas, foi imensa, particularmente em sua interpretação de luz sobre a paisagem.


Esse blog possui mais um artigo sobre Camille Corot. Clique aqui para ver:



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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Aquarela, uma técnica de pintura

John Singer Sargent - In a Levantine Port, c. 1906 – aquarela sobre papel - Brooklyn Museum, New York, USA


Aquarela, uma técnica de pintura


Huang Junbi (1898-1991), Scholar Contemplating Waterfall – tinta e aquarela sobre papel - 56.2 x 34.9 cm – coleção particular


Albrecht Durer - A Young Hare, 1502 – aquarela sobre papel – 25,1 x 22,6 cm - Albertina Museum, Viena, Austria


Aquarela é um método de pintura em que as tintas são feitas de pigmentos suspensos em uma solução à base de água, sendo possível controlar a adição de água a fim de criar uma pintura luminosa ou impactante. Aquarela refere-se tanto ao meio quanto à arte final resultante. As aquarelas são geralmente translúcidas e parecem luminosas porque os pigmentos são colocados de forma pura. O material de suporte tradicional e mais comum ao qual a tinta é aplicada usando a técnica de aquarela é papel. Outros suportes incluem papiros, plásticos, couro, tecido, madeira e tela. O papel de aquarela é geralmente feito inteiramente ou parcialmente com algodão, o que dá uma boa textura e minimiza a distorção quando molhado.


Joseph Mallord William Turner - Caernarvon Castle, 1799 – aquarela e lápis sobre tela – 57 x 82,5 cm – coleção particular


John James Audubon - Plate 21. Mocking Bird – coleção Birds of America, 1827 – 1838 - aquarela


Estima-se que a técnica tenha surgido há cerca de 2000 anos, na China, simultânea ao surgimento do papel e dos pincéis de pelos de coelhos. No Leste Asiático, em pinturas chinesas, coreanas e japonesas, a aquarela tem sido o meio dominante, muitas vezes em preto ou marrom monocromático. Outros países também têm tradições longas de pintura aquarela. A pintura de aquarela é extremamente antiga, e foi usada para ilustração de manuscritos, especialmente na Idade Média europeia. No entanto, sua história contínua como meio de arte começa com o Renascimento. O artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528), pintou vários animais selvagens, pinturas botânicas, aquáticas e paisagens, e é considerado entre os primeiros expoentes da aquarela.


Edward Petrovich Hau – “Interiors of The New Hermitage, The Room of the Russian School” – 1855 – aquarela - 30.8 x 37 cm – Hermitage Museum, Saint Petersburg, Russia


Dante Gabriel Rossetti – Morning Music, 1864 – aquarela - Fitzwilliam Museum (University of Cambridge), Cambridge, UK


Paul Cézanne – Self-Portrait, c. 1895 – aquarela – 26 x 22 cm - Sammlung Feilchenfeldt, Zürich, Switzerland


A ilustração botânica e ilustração da vida selvagem talvez formem as tradições mais antigas e mais importantes na pintura aquarela, e atingiu o seu auge no século 19 com artistas como John James Audubon (1785 – 1851), e até os dias atuais, muitos guias de campo naturalistas ainda são ilustrados com aquarelas.


Wassily Kandinsky - Untitled (First Abstract Watercolor), 1910 – aquarela sobre papel – 196 x 188 cm - Georges Pompidou Center, Paris, France


August Macke – “Mit gelber Jacke” – 1913 – aquarela - 29.5 × 44.5 cm - Ulmer Museum, Ulm, Baden-Wurttemberg, Germany


 Paul Signac – Carnival at Nice – giz e aquarela sobre papel - Yale University Art Gallery, UK


Joseph Mallord William Turner (1775-1851), trouxe a pintura aquarela ao mais alto nível de refinamento e criou centenas de magníficas pinturas aquáticas, topográficas, arquitetônicas e mitológicas. Belas paisagens e aquarelas marítimas foram feitas por Paul Signac (1863-1935) e Paul Cézanne (1839-1906). Entre os muitos artistas do século 20 que produziram importantes obras de aquarela, estão Wassily Kandinsky (1866 – 1944), Emil Nolde (1867 – 1956), Paul Klee (1879 – 1940), John Singer Sargent (1856 – 1925), Raoul Dufy (1877 – 1953) e Edward Hopper (1882 – 1967).


Raoul Dufy - Still Life, 1928 – aquarela sobre papel - 67 x 53 cm - Evergreen Museum and Library, Baltimore, Maryland, USA


Edward Hopper - Jo In Wyoming, 1946 – aquarela sobre papel - 35.43 x 50.8 cm - Whitney Museum of American Art - New York, USA

Esse blog possui um artigo sobre essa aquarela. Clique sobre esse link para ver:

Pablo Picasso - "Faun, Horse and Bird" – 1936 - aquarela e tinta sobre papel - 44.2 x 54.4 cm - Musée Picasso, Paris, France  


Assista uma vídeo-aula de pintura com aquarela:




Edward Hopper, Jo Sketching at Good Harbor Beach, 1925-28 – aquarela - 35.2 x 50.8 cm - Whitney Museum of American Art, New York


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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pinturas e ilustrações de Julho

Vincent van Gogh - The Fourteenth of July Celebration in Paris, 1886 – óleo sobre tela – coleção particular


Pinturas e ilustrações de Julho


Alphonse Mucha – Juillet, 1899 – ilustração - série Meses do Ano

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Maurice Prendergast - Central Park, New York City, July 4th, 1903 – aquarela sobre papel - 53 x 35.8 cm – coleção particular


Gaspar Camps i Junyent – Julio – ilustração


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alfred Sisley - Fete Day at Marly Le Roi (The Fourteenth of July at Marly Le Roi), 1875 – óleo sobre tela - 73 x 54 cm - Higgins Art Gallery, Bedford, UK


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Juillet, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para cria- r doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Alfred Sisley - July Afternoon near the Forest, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


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