sexta-feira, 23 de junho de 2017

Análise da pintura de Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions

Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions (Natureza Morta com Prato de Cebolas), 1889 – óleo sobre tela – 64 x 50 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo, Netherlands


Análise da pintura de Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions


Após sair de uma hospitalização, Van Gogh alugou a Casa Amarela em Arles e convidou Paul Gauguin para vir trabalhar com ele lá. Mas logo eles se desentenderam. Após uma discussão acalorada, Van Gogh ficou desorientado e cortou sua própria orelha esquerda. Ele foi então internado no hospital em Arles e recebeu alta em 7 de janeiro de 1889.

Naquele dia, ele escreveu para seu irmão Theo que ele pretendia começar a trabalhar em duas naturezas mortas no dia seguinte, para se acostumar a pintar novamente. Uma delas é essa “Natureza Morta com Prato de Cebolas”, pintada em cores contrastantes. A pintura foi realizada com pinceladas quase horizontais, enquanto o fundo foi composto de pinceladas verticais.

Os objetos indicam que Van Gogh recuperou novamente a rotina do cotidiano: a carta de Theo, o prato de cebolas, o cachimbo com tabaco, a garrafa de vinho ou absinto, o bule de café, o calendário com a vela acesa, o pedaço de cera de selagem, a caixa de fósforos e, finalmente, o livro “Annuaire de la Santé” sobre boa nutrição e higiene.

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, auto-retratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.

Esse blog possui mais artigos sobre Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:












Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 16 de junho de 2017

A história da pintura de John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy

John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy – 1907 – óleo sobre tela - 71.4 × 56.5 cm - The Art Institute of Chicago, USA


A história da pintura de John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy


Situado num jardim iluminado pelo sol, na cidade central de Frascatti, este encantador retrato duplo é repleto de luz. Nessa pintura, Sargent retratou a artista Jane de Glehn esboçando o cenário em frente dela, assistida por Wilfrid de Glehn, seu marido artista. Jane descreveu como foi posar para a pintura em uma carta para sua irmã Lydia, em 6 de outubro de 1907, dizendo que Sargent estava fazendo uma imagem divertida dela, empoleirada em uma balaustrada, com Wilfrid olhando o esboço com uma expressão desdenhosa e uma atitude indolente. Nessa carta, ela também diz que parece um pierrô, vestida toda de branco, com uma bata de pintura branca e um véu azul pálido ao redor do chapéu, e com uma expressão preocupada como, segundo Sargent, todo artista deve ter.

Jane Erin Emmet de Glehn (1873 - 1961) era uma pintora americana de retratos. A carreira de Jane Emmet começou enquanto estudava na New York's Art Students League. Em seguida, viajou para a Europa para ver o trabalho dos Grandes Mestres e continuar seus estudos. Depois de retornar à América, conheceu e se casou com o notável pintor impressionista britânico Wilfrid de Glehn (1870-1951). Após o casamento, o casal viajou para Cornwall, na Inglaterra, Paris e Veneza e se estabeleceu em Londres. Na Inglaterra, Jane continuou a desenhar e pintar, expondo seu trabalho no New English Art Club e na Royal Academy. Ela trabalhava principalmente com giz e carvão vegetal. O jovem casal se tornou frequente companheiro de viagem do pintor americano John Singer Sargent, que Jane Emmet de Glehn conheceram durante a apresentação da dançarina Carmencita em 1890. Entre 1905 e 1914, o trio se retratou em muitas de suas obras enquanto viajava pela Europa.

John Singer Sargent (Florença, 12 de janeiro de 1856 — Londres, 14 de abril de 1925) foi um dos retratistas mais procurados e prolíficos da alta sociedade internacional. Um americano expatriado, John Singer Sargent pintou com elegância o mundo cosmopolita, ao qual pertencia. Nascido de pais americanos que residiam na Itália, Sargent passou sua vida adulta em Paris, movendo-se para Londres em meados de 1880. O artista viajava com frequência, e foi durante essas viagens que ele experimentou mais extensivamente com pintura en plein air, ou ao ar livre. Tornou-se um dos maiores retratistas e muralistas de seu tempo. Com a maestria técnica e a engenhosidade de seus trabalhos, retratou brilhantemente seus modelos, com foco no refinamento aristocrático e a altivez.

Sargent cultivou e manteve amizades (tais como os artistas Claude Monet e Auguste Rodin, os escritores Robert Louis Stevenson e Henry James, e o ator Ellen Terry, entre outros) que foram essenciais para a sua arte, nutrindo sua criatividade e fornecendo inspiração, e elas foram cruciais para o desenvolvimento de sua carreira ao longo de sua vida. Sargent constantemente expandiu o seu círculo de colaboradores, permanecendo dedicado aos amigos ao longo da vida. Por exemplo, era comum Sargent manter relações sociais com clientes, anos depois de ter concluído os seus retratos. Sua rede de amigos tornou possível alcançar o sucesso em ambos os lados do Atlântico.


Esse blog possui mais artigos sobre John Singer Sargent. Clique sobre os links abaixo para ver:






Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 10 de junho de 2017

A história do retrato de Henri Matisse por André Derain

André Derain – “Henri Matisse”, 1905 – óleo sobre tela – 46 x 34,9 cm – Tate Modern, London, UK


A história do retrato de Henri Matisse por André Derain


Este retrato pode ter sido o exposto no Salon d'Automne em outubro-novembro de 1905 como 'Portrait'. Ele foi feito durante um feriado no porto de pesca de Collioure, no sul da França, no verão de 1905, quando Henri Matisse e Derain pintaram retratos uns dos outros. Durante esta viagem, Derain também pintou uma pequena tela de Matisse sentado com os pés descalços numa mesa na praia.


André Derain – Portrait of Henri Matisse, c. 1905 – óleo sobre tela – 33 x 41 cm – Philadelphia Museum of Art, PA, USA

Esta pintura é um dos três retratos de Matisse feitos por Derain, que são a representação de um artista mais jovem de seu mentor mais velho, e também um souvenir do verão, quando eles influenciaram o trabalho um do outro. Matisse é visto através de uma porta, sentado em uma mesa dobrável junto ao mar. Descalço, com as calças enroladas acima dos tornozelos, ele senta-se numa cadeira de praia frágil. As pinceladas espessas de pigmento saturado transformam pontos delicados do Pontilhismo em um estilo ousado de pinceladas individuais colocadas lado a lado ou uma acima da outra. O resultado é um padrão semelhante a um mosaico e um esquema rítmico de cores primárias que mantêm a frescura de um esboço rápido enquanto captura vividamente a configuração onde Matisse e Derain trabalhavam.


Matisse conheceu Derain em 1900 e, no outono de 1904, quando Derain acabava de voltar de seu serviço militar, o ajudou a persuadir seus pais a não o fazer desistir de sua carreira como pintor. Na primavera de 1905, Derain juntou-se aos Matisses quando foram para o sul em Collioure. Foi lá que os dois artistas fizeran suas primeiras pinturas Fauve puras e características. Em contraste com a estância balneária de Saint Tropez, onde Matisse tinha passado férias e pintado em 1904, Collioure em 1905, era uma cidade portuária e uma autêntica vila de pescadores em declínio. Os guias de turismo da época, enfatizavam a luz e a cor de Collioure como suas atrações mais famosas, e as cartas de Derain para seus amigos em Paris registram que a representação da luz e da sombra era um tema muito discutido pelos dois artistas.

Sob a influência de Matisse, Derain começou a usar cores fortes e não naturalistas, aplicadas em pequenas pinceladas separadas, para transmitir as sensações de luz e sombra. O uso radical de cor deles levou os críticos os descreverem como ‘fauvistas’ ou feras, e ‘fauvismo’ tornou-se um importante paralelo à ascensão do expressionismo na Alemanha. O grupo Les Fauves (os animais selvagens) enfatizava a cor brilhante e os contornos. Outros artistas do Fauvismo foram Georges Braque, Raoul Dufy, Georges Rouault e Maurice de Vlaminck.


André Derain (Île-de-France, 10 de junho de 1880 - Île-de-France, 8 de setembro de 1954) começou a estudar por conta própria. Em 1898, ele estudava engenharia e também pintura com Eugène Carrière. Em 1900 ele conheceu e dividiu um estúdio com Maurice de Vlaminck, mas isso foi interrompido pelo serviço militar até 1904. Então ele passou um período com Henri Matisse no sul da França e depois frequentou a Académie Julian em Paris.

Em março de 1906, o conhecido comerciante de arte Ambroise Vollard enviou Derain para Londres para produzir uma série de pinturas com a cidade como tema. Em 30 pinturas (29 das quais ainda existem), Derain apresentou um retrato de Londres que era radicalmente diferente de qualquer coisa feita por pintores anteriores da cidade, como Whistler ou Monet. Com cores e composições corajosas, Derain pintou várias imagens do Tamisa e da Tower Bridge. Essas pinturas de Londres permanecem entre suas obras mais populares. Em 1907 Derain se mudou para Montmartre para estar perto de seu amigo Pablo Picasso e de outros artistas notáveis. Em Montmartre, ele começou a mudar a paleta Fauvista brilhante para tons mais silenciosos, mostrando a influência do cubismo e de Paul Cézanne. Por volta de 1911, o trabalho de Derain começou a refletir seu estudo dos Antigos Mestres. Ele foi convocado pelo exército durante a Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, Derain ganhou nova aclamação como líder do classicismo renovado, então ascendente. Com a loucura de seus anos Fauve muito atrás, ele foi admirado como um defensor da tradição.


Henri Matisse - Portrait of André Derain, 1905 - óleo sobre tela - 29 x 39,5 cm - Tate Modern, London, UK


Esse blog possui artigos sobre Henri Matisse. Clique sobre esses links para ver:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


terça-feira, 6 de junho de 2017

Análise das pinturas de Diego Velazquez: “Tavern Scene with Two Men and a Girl” e “The Luncheon”

Diego Velázquez – Luncheon, c. 1617 – óleo sobre tela – 108,5 x 102 cm – The State Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Análise das pinturas de Diego Velazquez: “Tavern Scene with Two Men and a Girl” e “The Luncheon”


A pintura, uma das primeiras de Velázquez, retrata uma mesa coberta por um pano enrugado, no qual se encontram duas romãs e um pedaço de pão. As pessoas animadas presentes no almoço incluem um homem idoso à esquerda, um jovem à direita, e um menino alegre segurando uma garrafa de vinho. Na parede do fundo, estão pendurados uma echarpe branca, uma bolsa de couro e, à direita, uma espada. Essa pintura é quase idêntica a outra de Velázquez:


Diego Velázquez - Tavern Scene with Two Men and a Girl, c. 1618-1619 – óleo sobre tela – 96 x 112 cm -  Museum of Fine Arts, Budapest, Hungria


Velázquez não imitava a realidade, ele a criava. Nesta cena de taberna, assim como em outras cenas similares de cozinha ou de taverna, pessoas comuns povoam as telas, em uma situação aparentemente banal, como se as páginas de romances picarescos tivessem se tornado vivas, onde as brincadeiras de servos astutos fizessem cócegas na fantasia dos leitores. Só podemos adivinhar a história exata por trás da imagem, mas se os vermos como personagens de uma história, a presença das figuras tem tanto peso e significado quanto os reis que povoaram as obras do período maduro de Velázquez.

Essa pintura combina uma natureza morta de comida e bebida (com peixe, pão, cenoura, limão e caneca de cobre), com uma representação de três agricultores. A composição mostra um homem jovem gesticulando com a mão direita para reforçar a história vindo de seus lábios meio abertos, e um homem mais velho ouvindo atentamente enquanto segura seu copo para que uma mulher o sirva com vinho.


Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (06 de junho de 1599 - 06 de agosto de 1660) foi um pintor espanhol, o artista principal na corte do rei Filipe IV e um dos pintores mais importantes do Século de Ouro espanhol. Ele era um artista do período barroco, importante como retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou dezenas de retratos da família real espanhola e de outras figuras notáveis, europeus e plebeus, culminando na produção de sua obra-prima "Las Meninas" (1656).


Diego Velázquez – Las Meninas, 1656 – óleo sobre tela – 276 x 318 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain

Esse blog possui um artigo sobre a pintura “Las Meninas” de Diego Velázquez. Clique sobre esse link para ver:



Velázquez foi pintor da corte e curador durante as décadas de 1640 e 1650 da cada vez maior coleção de arte do rei Filipe. Ele aparentemente recebeu um nível de liberdade incomum nessa função. Supervisionou a decoração e desenho interior dos aposentos que tinham as pinturas mais valiosas, adicionando espelhos, estátuas e tapeçarias. Velázquez também foi responsável pelo fornecimento, atribuição e inventário da maioria das pinturas do rei. Ele era amplamente respeitado na Espanha por volta da década de 1650 como um conhecedor de artes. Grande parte da coleção do Museu do Prado atual, incluindo obras de Ticiano, Rafael e Peter Paul Rubens, foram adquiridas e reunidas durante a curadoria de Velázquez.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 3 de junho de 2017

Análise da pintura de Raoul Dufy - Regatta at Cowes

Raoul Dufy - Regatta at Cowes, 1934 – óleo sobre linho - 81.6 x 100.3 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C., USA


Análise da pintura de Raoul Dufy - Regatta at Cowes


A pintura mais famosa de Raoul Dufy, "Regatta at Cowes", é conhecida pela sua colorida representação de uma corrida de barcos ao longo da Riviera Francesa. Dufy pintou esta obra-prima quando ele se hospedou em um resort famoso na Ilha de Wight, Inglaterra, local de regatas internacionais. Nesta ocasião, ele testemunhou muitos iates pequenos se preparando para a corrida. Este espetáculo inspirou Dufy a usar suas pinceladas brilhantes e criar essa maravilhosa pintura.

Dufy pintou os iates organizados aleatoriamente, possivelmente vibrando na brisa leve, capturando a energia e o romantismo do ambiente do mar. Esta pintura imensamente colorida retrata a busca da alegria desenfreada, o entusiasmo e a interpretação emocional de Dufy, sem fazer uma afirmação social. Depois de realizar essa pintura, Dufy passou a explorar mais rios, como Deauville e Trouville, onde ele retratou seus barcos chiques. "Regatta at Cowes" continua a encantar os amantes da arte por seu fervor, luminosidade e entusiasmo, e é um marco intemporal e importante para o Fauvismo.


Raoul Dufy (03 de junho de 1877 - 23 de março de 1953) foi um pintor fauvista francês. Ele também era um desenhista, gravador, ilustrador de livros, designer cênico, designer de móveis, e planejador de espaços públicos. A partir de 1905, Dufy entendeu que o Impressionismo era uma coisa do passado e que a pintura estava agora se voltando para uma transcrição de "a imaginação introduzida no desenho e cor". O grupo Les Fauves (os animais selvagens) enfatizava a cor brilhante e os contornos. A pintura de Dufy refletiu essa estética até cerca de 1909, quando o contato com a obra de Paul Cézanne o levou a adotar uma técnica um pouco mais sutil.

A cor era mais importante para Dufy, do que as formas. Ele se concentrou em relações de cores e na composição da arte como um todo, idealizando um sistema que permitiu representar a essência de um espaço sem registrar a cor local. A pintura tradicional tenta criar espaço tridimensional em uma superfície plana, no entanto Dufy usou sua própria fórmula de composição para expressar ritmos visuais através de uma superfície plana bidimensional com profundidade limitada. Os óleos e aquarelas alegres de Dufy retratam acontecimentos da época, incluindo cenas de iates, vistas da Riviera Francesa, festas chiques e eventos musicais. A natureza otimista, da moda, decorativa e ilustrativa de grande parte de seu trabalho fez com que sua produção fosse menos valorizada do que as obras de artistas que abordaram criticamente uma ampla gama de preocupações sociais.


Esse blog possui mais um artigo sobre Raoul Dufy. Clique sobre esse link para ver:



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada. 


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Pinturas e ilustrações do mês de Junho

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – June – 1896 – ilustração


Pinturas e ilustrações do mês de Junho


Isaac Levitan - A day in June, c.1895 – óleo sobre tela – coleção particular


Sir Frederic Leighton - Flaming June - 1895 – óleo sobre tela - 120.6 x 120.6 cm - Museo de Arte de Ponce, Puerto Rico

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre esse link para ver:



Camille Pissarro - June Morning, View over the Hills over Pontoise – 1873 – óleo sobre tela - Staatliche Kunsthalle, Karlsruhe, Germany


Childe Hassam - Across the Avenue in Sunlight, June, 1918 – óleo sobre tela – coleção particular

Algumas obras mais marcantes e famosas de Hassam compõem o conjunto de cerca de trinta pinturas conhecidas como a série "Flag" (Bandeira). Ele a começou em 1916 quando foi inspirado por um "Desfile de preparação", para a participação americana na Primeira Guerra Mundial, que foi realizado na Quinta Avenida em Nova York (rebatizado de "Avenida dos Aliados" durante as movimentações de 1918). Milhares de pessoas participaram desses desfiles que muitas vezes duravam mais de 12 horas.
Hassam mostra um caráter distintamente americano, mostrando as bandeiras exibidas na rua mais elegante de Nova York, com o seu próprio estilo composicional e visão artística. Na maioria das pinturas da série, as bandeiras dominam o primeiro plano, enquanto em outras as bandeiras são simplesmente parte do panorama festivo. Em algumas, as bandeiras americanas acenam sozinhas e em outras, as bandeiras dos Aliados vibram também.


Alfred Sisley - Morning in June (Saint Mammes et les Coteaux de la Celle) - 1884 – óleo sobre tela - 54 x 73 cm – coleção particular


Henri Fantin-Latour - The Rosy Wealth of June - 1886 – óleo sobre tela - 70.5 x 61.5 cm - National Gallery (London, United Kingdom)


Joseph Rodefer DeCamp – June Sunlight, 1902 – óleo sobre tela – 76,2 x 63,5 cm – coleção particular


Charles-Francois Daubigny - Fields in the Month of June - Herbert F. Johnson Museum of Art, USA


Childe Hassam - Twenty-Six of June, Old Lyme, 1912 – óleo sobre tela – coleção particular

Nesta pintura Hassam comemorou em 26 de junho de 1912, o aniversário de cinquenta anos de sua esposa, Maud Hassam. O vaso de louros da montanha estabelece a configuração de Old Lyme, Connecticut. Flor oficial de Connecticut, o louro cresce em todo o estado, mas floresce em saliências rochosas de Old Lyme e se tornou um favorito dos artistas de lá.


Alphonse Mucha - The Months – June – 1899 - ilustração


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 27 de maio de 2017

Análise da escultura de Antonio Canova – “Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix”

Antonio Canova – Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix, 1805-1808 – mármore branco – 160 x 192 cm - Galleria Borghese, Roma, Itália


Análise da escultura de Antonio Canova – “Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix”




Maria Paola Buonaparte, mais conhecida como Paolina Bonaparte (Ajaccio, 20 de outubro de 1780 – Roma, 9 de junho de 1825) foi a primeira princesa reinante de Guastalla, uma princesa da França, e princesa consorte de Sulmona e Rossano. Era irmã de Napoleão Bonaparte. Esta escultura foi encomendada pelo segundo marido de Paolina, o príncipe italiano, Camillo Borghese, logo após seu casamento em 1804, uma união destinada a ajudar Napoleão a realizar seus sonhos de estabelecer uma dinastia pan-europeia e legitimar suas reivindicações ao Reino da Itália.


Robert Lefèvre – Portrait of Pauline Bonaparte, Princesse Borghese, 1806 – óleo sobre tela – 216 x 151 cm – Palace of Versailles, França


É uma escultura neoclássica seminua reclinada, em tamanho natural, reclinada em um sofá almofadado em uma pose de graça estudada. A modelagem do corpo nu é extraordinariamente realista, e o tratamento de Canova da superfície do mármore capta a textura macia da pele. A sua cabeça está levemente erguida, sugerindo que algo ou alguém de repente entrou em sua linha de visão. A maçã que ela segura em sua mão esquerda, a identifica como Vênus Vitoriosa, a deusa premiada com a Maçã Dourada da Discórdia no provável primeiro concurso de beleza na história da cultura ocidental. A história vem da mitologia grega. Paris, o príncipe de Tróia julgou Vênus como sendo mais bela do que suas rivais, Minerva e Juno. Em troca, Vênus o apresentou a uma garota grega chamada Helena. O Julgamento de Paris foi um dos eventos que levaram à Guerra de Tróia e à fundação de Roma.








Os retratos nus eram incomuns, pois os indivíduos da classe alta geralmente usavam panos colocados estrategicamente. Não se sabe se ela realmente posou nua para a escultura, uma vez que apenas a cabeça é um retrato bastante realista, enquanto o torso nu é uma forma feminina neoclássica idealizada. Quando perguntada como ela pôde posar para o escultor vestindo tão pouco, Paolina respondeu que havia um fogão no estúdio que a manteve aquecida, embora isso pode ter sido deliberadamente inventado por ela, para despertar o escândalo. Canova foi instruído inicialmente para retratar Paolina Bonaparte inteiramente vestida, como a deusa casta Diana, mas Paolina insistiu em Vênus. Ela tinha uma reputação de promiscuidade, e pode ter gostado da polêmica de posar nua. O tema da escultura também pode ter sido afetado pela ascendência mítica da família Borghese: eles rastrearam sua descendência até Vênus, através de seu filho Enéas, o fundador de Roma.







A sala em que a escultura está exposta na Galleria Borghese também tem uma pintura de teto retratando o julgamento, pintado por Domenico de Angelis em 1779 e inspirado por um relevo famoso na fachada da Villa Medici. A base drapejada, continha um mecanismo para girar a escultura, como em outras obras de Canova, para que os espectadores pudessem observá-la de todos os ângulos sem se mover.


Domenico de Angelis - Stories of Venus and Aeneas, 1779 - Venus and Adonis, Paris denying Minerva the apple and Paris offering the apple to Venus” - 1791-92 – Galleria Borghese, Roma, Itália


Antonio Canova (Possagno, 1 de novembro de 1757 — Veneza, 13 de outubro de 1822) foi um desenhista, pintor, antiquário e arquiteto italiano, mas é mais lembrado como escultor, desenvolvendo uma carreira longa e produtiva. Seu estilo foi fortemente inspirado na arte da Grécia Antiga. Suas obras foram comparadas por seus contemporâneos com a melhor produção da Antiguidade, e foi tido como o maior escultor europeu desde Bernini. Canova não teve discípulos regulares, porém influenciou a escultura de toda a Europa em sua geração, atraindo inclusive artistas dos Estados Unidos, permanecendo como uma referência ao longo de todo o século XIX especialmente entre os escultores do Academismo. Com a ascensão da estética modernista caiu no esquecimento, mas sua posição prestigiosa foi restabelecida a partir de meados do século XX. Também manteve um continuado interesse na pesquisa arqueológica, foi um colecionador de antiguidades e esforçou-se por evitar que o acervo de arte italiana, antiga ou moderna, fosse disperso por outras coleções do mundo. Considerado por seus contemporâneos um modelo tanto de excelência artística como de conduta pessoal, desenvolveu importante atividade beneficente e de apoio aos jovens artistas. Foi Diretor da Accademia di San Luca em Roma e Inspetor-Geral de Antiguidades e Belas Artes dos estados papais, recebeu diversas condecorações e foi nobilitado pelo papa Pio VII com a outorga do título de Marquês de Ischia.

A produção completa de Canova é extensa. De esculturas de grande porte deixou mais de 50 bustos, 40 estátuas e mais de uma dúzia de grupos, sem falar nos monumentos fúnebres e nos inúmeros modelos em argila e gesso para obras definitivas que ainda sobrevivem, alguns dos quais nunca transferidos para o mármore, sendo assim peças únicas, e nas obras menores como as placas e medalhões em relevo, as pinturas e os desenhos. Canova cultivou uma ampla gama de temas e motivos, que juntos formam um panorama quase completo das principais emoções e princípios morais positivos do ser humano.




Esse blog possui mais um artigo sobre Antonio Canova. Clique sobre esse link para ver:



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pela Luz dos Olhos Teus - Tom Jobim, Miúcha e Vinicius de Moraes



Pela Luz dos Olhos Teus – Tom Jobim, Miúcha e Vinicius de Moraes


Essa canção foi lançada no álbum “Miúcha e Antonio Carlos Jobim”, em 1977.

Miúcha:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Tom Jobim:
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar

(La ra ri ra ra ra)
(La ra ri ra ra ra)

Miúcha e Tom:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Precisa se casar, precisa se casar

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da Bossa Nova. Suas canções foram interpretadas por muitos cantores e instrumentistas no Brasil e internacionalmente. Em 1965 o álbum Getz / Gilberto (tendo Tom Jobim como compositor e pianista) foi o primeiro álbum de jazz a ganhar o Grammy Award para Álbum do Ano. A canção "Garota de Ipanema" foi gravada mais de 240 vezes por outros artistas, sendo uma das músicas mais gravadas de todos os tempos. Seu álbum de 1967 com Frank Sinatra, “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim”, foi nomeado para Álbum do Ano em 1968. Jobim deixou um grande número de canções que agora estão incluídas nos repertórios standard de Jazz e pop.

Heloísa Maria Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1937), mais conhecida como Miúcha, é uma cantora e compositora brasileira. Miúcha é filha de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), historiador e jornalista brasileiro, e de Maria Amélia Cesário Alvim (1910-2010), pintora e pianista. É também irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das também cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque. É mãe da cantora Bebel Gilberto, fruto de seu casamento (já desfeito) com o compositor João Gilberto.

Marcus Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta, cantor e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta. No campo musical, ele teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 24 de maio de 2017

Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali

Salvador Dali - Galatea of the Spheres, 1952 – óleo sobre tela – 65 x 54 cm - Dali Theatre and Museum, Figueres, Espanha


Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali


“Galatea das Esferas” retrata o rosto de Gala Dalí, esposa e musa de Salvador Dalí, composto por uma série de esferas, aparentemente suspensas no espaço. O nome Galatea pode referir-se a uma ninfa do mar da mitologia clássica conhecida por sua virtude, e pode também se referir à estátua amada por seu criador, Pygmalion. Representa uma síntese da arte do renascimento e da teoria atômica e ilustra a descontinuidade final da matéria, com as esferas representando partículas atômicas.

Essa pintura é uma das obras mais representativas do período do misticismo nuclear de Dali. É o resultado de um Dalí apaixonado pela ciência e pelas teorias da desintegração do átomo. Ele se interessou muito pela física nuclear depois da primeira explosão da bomba atômica em 1945 e descreveu o átomo como seu "alimento favorito para o pensamento". Reconhecendo que a matéria é formada por átomos que não se tocam, ele tentou replicar isso em sua arte daquela época, com itens suspensos e sem contato entre si, em várias pinturas. Galatea das Esferas é um dos atos mais eloquentes de homenagem ao rosto de Gala que Dalí produziu.


Salvador e Gala Dali


Gala Dalí (Kazan, 7 de setembro de 1894 — Port Lligat, 10 de junho de 1982), mais conhecida simplesmente como Gala, foi a esposa de Paul Éluard, e depois de Salvador Dalí, e uma inspiração para eles e muitos outros escritores e artistas. Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova ,em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais.

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença. O extenso repertório artístico de Dalí incluía cinema, escultura e fotografia, em colaboração com uma variedade de artistas em uma variedade de mídias. Ele dizia amar tudo que era dourado e excessivo, e ter uma paixão pelo luxo. Dalí era altamente imaginativo, e também gostava de se entregar a um comportamento incomum e grandioso. Sua maneira excêntrica e as ações públicas que chamavam a atenção, às vezes atraíam mais atenção do que sua arte, para consternação daqueles que mantinham seu trabalho em alta estima e para a irritação de seus críticos

Salvador Dali - "Eu chamo minha esposa: Gala, Galushka, Gradiva. Oliva, pela forma oval do seu rosto e a cor de sua pele. Oliveta, diminutivo de Olive e seus derivados delirantes Oliueta, Oriueta, Buribeta, Buriueteta, Suliueta, Solibubuleta, Oliburibuleta, Ciueta, Liueta. Também a chamo Lionette, porque quando ela fica com raiva, ela ruge como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer".


Esse blog possui mais artigos sobre Salvador Dali. Clique sobre os links abaixo para ver:








Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 22 de maio de 2017

Análise de dois autorretratos de Mary Cassatt



Análise de dois autorretratos de Mary Cassatt


Mary Cassatt – Portrait of the Artist, 1878 – aquarela e guache sobre papel – 60 x 41,1 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


Mary Cassatt pintou este autorretrato, um dos dois únicos conhecidos, um ano depois que Edgar Degas a convidou para expor com os impressionistas. Sua influência é aparente no invulgar fundo verde-sálvia, a atenção às cores complementares contrastantes e a pose assimétrica ousada e casual da figura.


Mary Cassatt - Self-Portrait, c. 1880 – aquarela, guache e grafite sobre papel – 33,1 x 24,6 cm – National Portrait Gallery, Washington, DC, USA


Mary Cassatt criou esta aquarela, um de seus poucos autorretratos, por volta de 1880, um ano depois que ela começou a expor seu trabalho com os impressionistas franceses. Cassatt usou sua arte para abordar os muitos papéis da mulher moderna: como mãe, como intelectual, e aqui, como artista profissional. Embora vestida elegantemente, Cassatt não se contenta em ser admirada, mas retorna o olhar do espectador. Ela divertidamente inverte expectativas, sugerindo que a artista está avaliando o espectador. Pinceladas de verde no fundo à direita, sugerem papel de parede, enquanto os tons de amarelo à esquerda, evocam a luz solar que se derrama sobre os ombros da artista e lança seu rosto na sombra. Os traços audaciosos do desenho de Cassatt, enfatizando cor, humor e movimento, celebram seu toque rápido e a modernidade de seu estilo.


Mary Stevenson Cassatt (22 de maio de 1844 - 14 de junho de 1926) foi uma pintora e gravadora americana. Ela nasceu na Pensilvânia, mas viveu muito de sua vida adulta na França, onde fez amizade com Edgar Degas e mais tarde expos com os impressionistas. Cassatt criou imagens da vida social e privada das mulheres, com particular ênfase nos laços íntimos entre mães e filhos. Mary Cassatt era uma das poucas artistas americanas que se dedicaram à avant-garde francesa do século XIX. Nascida em uma família proeminente de Pittsburgh, ela viajou muito pela Europa com seus pais e irmãos, enquanto era criança. Entre 1860 e 1864 frequentou a Academia de Belas Artes da Pensilvânia, na Filadélfia. Aos vinte e dois anos, Cassatt foi para o exterior estudar pinturas de antigos mestres nos museus europeus. Em Paris, estudou com proeminentes pintores acadêmicos e de forma independente no Louvre. Voltando aos Estados Unidos por um curto período, Cassatt voltou à Europa em 1871, pintando e copiando os velhos mestres em museus da Itália, Espanha e Bélgica.

Em 1874, ela se estabeleceu definitivamente em Paris. Embora tivesse vários trabalhos aceitos para a exposição ligada à tradição do Salão Francês, seus objetivos artísticos a alinhavam com os pintores de vanguarda da época. Em 1877, Edgar Degas a convidou para se juntar ao grupo progressista de artistas popularmente conhecidos como os Impressionistas. Ela admirava particularmente a obra de Degas, assim como de Manet e Courbet. Uma estreita relação de trabalho se desenvolveu entre Cassatt e Degas. Com passados semelhantes de classe alta, os dois pintores desfrutaram de uma amizade baseada em sensibilidades artísticas e interesses comuns: na estrutura ousada de composição, na assimetria, nas gravuras japonesas e nos temas contemporâneos. Durante a sua longa permanência na França, Cassatt enviou pinturas para exposições nos Estados Unidos, algumas das primeiras obras impressionistas vistas neste país. Ao aconselhar ricos clientes americanos sobre o que adquirir, ela também desempenhou um papel crucial na formação de algumas das mais importantes coleções de arte impressionista neste país.

Mary Cassatt retratou a "Mulher Nova" do século 19 a partir da perspectiva das mulheres. Como uma artista bem-sucedida e altamente treinada que nunca se casou, Cassatt personificou a "Nova Mulher". Ela participou ativamente na recriação da imagem das mulheres, a partir da influência de sua mãe, Katherine Cassatt, uma mulher inteligente e ativa, que acreditava em educar as mulheres para serem conhecedoras e socialmente ativas. Mary Cassat lutou pela causa das mulheres sufragistas que queriam ter o direito de votar.


Mary Cassatt – Portrait of the Artist, 1878 – aquarela e guache sobre papel – 60 x 41,1 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York – detalhe


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Pinturas das galerias do Museu do Louvre em Paris

Louis Béraud – In the Louvre, 1909 – óleo sobre tela – coleção particular


Pinturas das galerias do Museu do Louvre em Paris


Louis Béraud - An Artist in the Louvre with Correggio's Jupiter and Antiope, 1908 – óleo sobre tela – 91,4 x 73 cm – coleção particular


Louis Béraud - The Copiests, Musee du Louvre, 1909 – óleo sobre tela – 72,7 x 91,7 cm – coleção particular


Alexandre Brun – “View of the Salon Carré at the Louvre” - c.1880 – óleo sobre tela – Louvre Museum


 James Tissot – At the Louvre, c. 1879-80 – lápis e aquarela – 40,6 x 22,8 cm – coleção particular


James Tissot - Foreign Visitors at the Louvre, c. 1880 – óleo sobre madeira – 36,3 x 26,4 cm – Santa Barbara Museum of Art in California


Édouard Vuillard - At the Louvre, la Salle Lacaze, 1921 – óleo sobre tela – 160 x 130 cm – coleção particular


Hubert Robert - Imaginary View of the Grande Galerie in the Louvre, 1789 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm - Musée du Louvre, Paris


Pascal Dagnan-Bouveret - Young Watercolorist in the Louvre, c. 1891 – óleo sobre madeira – 35,5 x 30,5 cm - The State Hermitage Museum, St Petersburg, Russia


Edgar Degas - Mary Cassatt at the Louvre (Miss Cassatt au Musée du Louvre), c. 1879 – crayon sobre papel – 71,1 x 53,3 cm – coleção particular


Edgar Degas - Woman Viewed from Behind (Visit to a Museum), c. 1879-1885 – óleo sobre tela – 81,3 x 75,6 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Edgar Degas - Study for Mary Cassatt at the Louvre, c. 1879 – crayon sobre papel – 63,5 x 48,9 cm - Philadelphia Museum of Art, Pennsylvania