terça-feira, 31 de julho de 2018

Análise de August in the City de Edward Hopper

Edward Hopper - August in the City, 1945 – óleo sobre tela – 58,4 x 76,2 cm - Norton Museum of Art - Palm Beach, Florida


Análise de August in the City de Edward Hopper


August in the City faz parte do final da carreira do artista, quando ele foi amplamente reconhecido como um dos principais artistas da América. Essa pintura tem como cenário a cidade de New York e possui um elemento de composição que Hopper experimentou com frequência: um prédio com janelas através das quais pessoas e móveis intrigantes podem ser vistos. Essa estrutura contrasta com uma paisagem arborizada à esquerda.

Diferentemente de outras pinturas modernistas de Nova York que celebram os novos arranha-céus da cidade, August in the City retrata uma pequena parte da torre de canto de um prédio de apartamentos, que possui detalhes históricos que negam a reputação da cidade como arquetipicamente moderna. A perspectiva de olhar para o Riverside Park também faz com que essa cena urbana pareça quase rural. A sensação de tranquilidade da pintura é aumentada pela decisão de Hopper de substituir a mulher que ele frequentemente representava em tais janelas por uma estátua. A pintura transmite a beleza tranquila da cidade em agosto, quando tantos moradores partem para o campo.

Hopper perturba as expectativas de seus espectadores sobre o tema, fazendo com que eles olhem para o tema de novo. Esses pontos de vista inovadores são típicos do trabalho maduro de Hopper. Ao escolher tais perspectivas, Hopper transmite a complexidade e as contradições da experiência americana moderna.

Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana. Temas de solidão, transitoriedade, e alienação permeiam as imagens fantasmagóricas de Edward Hopper. Embora ele resistisse o rótulo, Hopper foi um grande praticante da Pintura de Cenas Americanas, um movimento da era da Depressão, que rejeitou o modernismo e outras influências europeias, preferindo temas exclusivamente americanos em um estilo realista. Um mestre da narrativa tranquila, Edward Hopper imbuía momentos comuns com intensidade psicológica e complexidade. Os espectadores inevitavelmente encontram-se atraídos para suas cenas cuidadosamente compostas, identificando-se ou especulando sobre os personagens, frequentemente isolados em si mesmos.

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http://www.arteeblog.com/2018/01/analise-da-pintura-de-edward-hopper.html

http://www.arteeblog.com/2017/03/analise-da-pintura-chop-suey-de-edward.html

http://www.arteeblog.com/2016/07/analise-de-hotel-lobby-de-edward-hopper.html

http://www.arteeblog.com/2016/01/analise-da-obra-de-edward-hopper-two-on.html

http://www.arteeblog.com/2015/07/analise-de-sunlights-in-cafeteria-de.html

http://www.arteeblog.com/2014/09/historia-da-obra-de-arte-jo-in-wyoming.html


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terça-feira, 24 de julho de 2018

Série Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896

Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896 - litografias coloridas – 103 x 54 cm – impressor: F. Champenois, Paris


Série Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896


Este foi o primeiro conjunto de painéis decorativos de Mucha e se tornou uma de suas séries mais populares. Era tão popular que Mucha foi convidado por Champenois para produzir pelo menos mais dois conjuntos baseados no mesmo tema em 1897 e 1900. Desenhos para mais dois conjuntos também existem. A ideia de personificar as estações não era novidade - exemplos podiam ser encontrados nas obras dos Antigos Mestres, assim como nas outras publicações de Champenois. No entanto, as mulheres parecidas com ninfas de Mucha, sobrepostas a vistas sazonais do campo deram nova vida ao tema clássico. Nos quatro painéis mostrados aqui, Mucha captura os humores das estações - Primavera inocente, Verão sensual, Outono frutuoso e Inverno gelado, e juntos representam o ciclo harmonioso da Natureza.


Alphonse Mucha – Spring (Primavera), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.
Mucha se estabeleceu como um dos principais artistas de cartazes comerciais entre 1895 e 1900. Durante este período, seis cartazes de Mucha apareceram em Les Maîtres de l'Affiche, publicação mensal de Jules Chéret com os melhores cartazes da época, selecionados por ele. A partir desse momento, o estilo distintivo de Mucha foi chamado 'le style Mucha', tornando-se sinônimo do estilo Art Nouveau.


Alphonse Mucha – Summer (Verão), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Ao ganhar um reconhecimento público mais amplo como o "Mestre do cartaz Art Nouveau", Mucha alcançou grande sucesso em um novo gênero: painéis decorativos ('panneaux décoratifs'). Painéis decorativos eram cartazes sem texto, projetados exclusivamente para apreciação artística ou decoração de paredes interiores. Foi o impressor Champenois quem inventou essa ideia do ponto de vista comercial: maximizar a oportunidade de negócios, reciclando os projetos de Mucha para muitas edições diferentes. No entanto, foi Mucha que os transformou em uma nova forma de arte, acessível e disponível para o público em geral, enquanto que, tradicionalmente, as obras de arte estavam disponíveis apenas para os poucos privilegiados. Mucha acreditava que, através da criação de belas obras de arte, a qualidade de vida poderia seria melhorada. Ele também acreditava que era seu dever como artista promover arte para pessoas comuns. Ele conseguiu cumprir ambos os objetivos por meio do seu conceito inovador de painéis decorativos produzidos em massa.


Alphonse Mucha – Autumn (Outono), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Mucha produziu uma grande quantidade de pinturas, cartazes, propagandas e ilustrações de livros, esculturas, bem como desenhos para joias, tapetes, papéis de parede e cenários de teatro no que foi denominado inicialmente The Mucha Style, mas tornou-se conhecido como Art Nouveau (francês para "nova arte"). As obras de Mucha frequentemente incluíam belas mulheres jovens em vestes flutuantes, vagamente neoclássicas, muitas vezes cercadas por flores exuberantes que às vezes formavam halos atrás de suas cabeças.


Alphonse Mucha – Winter (Inverno), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


O estilo de Mucha foi exposto internacionalmente na Exposição Universal de 1900 em Paris, da qual Mucha disse: "Acho que a Exposition Universelle contribuiu para trazer valores estéticos para as artes e ofícios. Ele declarou que a arte existia apenas para comunicar uma mensagem espiritual, e nada mais.

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)

Edgar Degas - The Millinery Shop, 1879/1886 – óleo sobre tela - 100 x 110.7 cm – Art Institute of Chicago, IL, USA

Embora Degas tenha criado várias pinturas sobre chapelarias, esta é a maior e única que Degas píntou, em escala de museu sobre esse tema. The Millinery Shop retrata uma mulher sentada em uma mesa / balcão em uma loja de chapelaria, parecendo examinar de perto ou trabalhar em um chapéu feminino, que ela segura em suas mãos. A cena é vista de cima. A jovem retratada nessa pintura presumivelmente era uma chapeleira examinando sua obra, com os lábios apertados (talvez em torno de um alfinete), mas também foi sugerido que ela poderia ser uma cliente prestes a usar um chapéu, já que ela usa um vestido caro e luvas de pelica. Um exame de raio-X revelou que essa figura originalmente representava um cliente, mas ao repensar o tema, Degas reteve as informações necessárias para determinar sua identidade.


Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)


Degas retratou uma classe média emergente durante o final do século 19 e início do século 20, para quem os chapéus eram declarações de riqueza e status. De acordo com Degas, as chapeleiras eram "a aristocracia das trabalhadoras de Paris, as mais elegantes e distintas". Os anos 1870-1890 foram a época de ouro para os fabricantes de chapéus. Nesta época, em Paris, havia cerca de 1.000 chapeleiros trabalhando na então considerada capital da moda do mundo.


Edgar Degas - The Milliners, c. 1882 – antes de 1905 – óleo sobre tela - 59.1 × 72.4 cm - The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA, USA


Edgar Degas - At the Milliner´s, 1882 – lapis pastel sobre papel cinza claro (papel de embrulho industrial) - 76.2 x 86.4 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas – The Milliner, c. 1882 – lapis pastel e carvão sobre papel cinza – 47,6 x 62,2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas - At the Milliner c. 1882 – 1885 – óleo sobre tela - 61.6 × 73.66 cm - Virginia Museum of Fine Arts


Edgar Degas - At the Milliner’s, 1881 – lapis pastel sobre papel colado sobre tela - 69.2 x 69.2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA

Duas clientes em vestidos quase idênticos (talvez uma mãe e uma filha ou duas irmãs), são vistas por trás em uma loja de chapelaria. Esta obra pode ter sido concebida originalmente como uma imagem de uma vendedora (à esquerda) ajustando um chapéu em um suporte. No entanto, quando Degas desenhou a mulher por baixo do chapéu à direita e adicionou as costas do sofá, a identidade da figura à esquerda foi transformada, pois lojistas não podiam se sentar.


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

Edgar Degas contribuiu significativamente para o impressionismo com suas representações de momentos fugazes e imagens da vida parisiense moderna, em teatros, cafés e estúdios de balé. À medida que sua prática evoluiu, ele desenvolveu um profundo interesse nas poses e na fisicalidade do balé, produzindo aproximadamente 1.500 representações de dançarinos ao longo de sua carreira. Como muitos de seus contemporâneos, Degas foi influenciado pelas gravuras japonesas, o que o inspirou a experimentar composições assimétricas e pontos de vista incomuns. Ele também trabalhou em uma ampla gama de mídia e técnicas, e foi particularmente conhecido por seu uso de lápis pastel para retratar figuras, com uma solidez quase escultural.


Esse blog possui mais artigos sobre Edgar Degas. Clique sobre os links abaixo para ver:






Veja e leia sobre As bailarinas de Degas, clicando nesse link:



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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Edu Lobo - O Trenzinho do Caipira




Edu Lobo - O Trenzinho do Caipira

“O Trenzinho do Caipira” é uma composição de Heitor Villa-Lobos e parte integrante da peça Bachianas Brasileiras nº 2. A obra se caracteriza por imitar o movimento de uma locomotiva com os instrumentos da orquestra. Anos depois, a melodia recebeu letra composta por Ferreira Gullar em Poema Sujo.

Bachianas Brasileiras é uma série de nove composições de Heitor Villa-Lobos escrita em 1922. Nesse conjunto, escrito para formações diversas, Villa-Lobos fundiu material folclórico brasileiro (em especial a música caipira) às formas pré-clássicas no estilo de Bach, intencionando construir uma versão brasileira dos Concertos de Brandemburgo. Esta homenagem a Bach também foi feita por compositores contemporâneos como Stravinski. Todos os movimentos das Bachianas, inclusive, receberam dois títulos: um bachiano, outro brasileiro. São trechos famosos de Bachianas a Tocata (O Trenzinho do Caipira), quarto movimento das n° 2; a Ária (Cantilena), que abre as de n° 5; o Coral (O Canto do Sertão) e a Dança (Miudinho), ambos nas n° 4.

Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 — Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um compositor brasileiro. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira em música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contêm nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas. No Brasil, sua data de nascimento é celebrada como Dia Nacional da Música Clássica.

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, 10 de setembro de 1930 – Rio de Janeiro, 4 de dezembro de 2016, foi um escritor, poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Foi o postulante da cadeira 37 da Academia Brasileira de Letras, da qual tomou posse em 5 de dezembro de 2014.

Eduardo de Góes Lobo, conhecido como Edu Lobo (Rio de Janeiro, 29 de agosto de 1943), é um cantor, compositor, arranjador e instrumentista brasileiro. Ele alcançou a fama na década de 1960 como parte do movimento da bossa nova. Suas músicas foram interpretadas por artistas como Toots Thielemans, Elis Regina, Sylvia Telles, Sergio Mendes, Antonio Carlos Jobim, Milton Nascimento, Maria Bethânia, Monica Salmaso, Sarah Vaughan, Caterina Valente e outros. “Dos Navegantes”, um álbum em colaboração com Romero Lubambo e Mauro Senise, ganhou o Grammy Latino de 2017 de Melhor Álbum MPB.

Assista mais uma versão da canção, interpretada por Ney Matogrosso e solo de guitarra de Frejat:




Assista uma versão clássica dessa obra, interpretada pela Orquestra Sinfônica Brasileira, regida pelo maestro Roberto Minczuk em 2015:






terça-feira, 10 de julho de 2018

A história da pintura de Camille Pissarro - The Woods at Marly

Camille Pissarro, The Woods at Marly, 1871 – óleo sobre tela - 45 x 55 cm – Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid, Espanha


A história da pintura de Camille Pissarro - The Woods at Marly (O Bosque em Marly)


Esta pintura mostra um caminho na floresta do Château de Marly visto de Porte du Phare, com Marly-le-Roi no fundo e com várias figuras pequenas. Foi utilizada uma técnica de leves toques de pincel, que capturam a luz vibrante entre as folhas das árvores. Pissarro, que foi um grande promotor das oito exposições impressionistas organizadas entre 1874 e 1886, foi o único artista que participou de todas elas, permaneceu fiel àquela nova linguagem pictórica por praticamente toda a sua vida.

Em junho de 1871 Camille Pissarro e Claude Monet voltaram para a França, vindos da Inglaterra, onde eles se refugiaram durante a guerra franco-prussiana. Depois de se estabelecer novamente em Louveciennes, uma pitoresca cidade nas margens do Sena, não muito longe de Port-Marly, onde ele havia alugado parte de uma casa do século XVIII em 1869, Pissarro continuou a pintar os efeitos da luz nos caminhos e florestas circundantes.

Ter sido forçado a se afastar do tema de suas pinturas foi altamente traumático para esse grande mestre da arte da paisagem e seu desalento foi ainda mais exacerbado pelo fato de sua casa ter sido saqueada por tropas alemãs e muitas de suas pinturas terem sido destruídas durante sua ausência. Ao retornar, ele voltou para Louveciennes para pintar muitas das cenas rurais dos anos anteriores.

Jacob Abraham Camille Pissarro (10 de julho de 1830 - 13 de novembro de 1903) era filho de Frederick e Rachel Manzano de Pissarro. Seu pai era de ascendência judaica portuguesa e possuía nacionalidade francesa. Sua mãe era de uma família judia francesa da ilha de St. Thomas. Ele foi um pintor impressionista e neoimpressionista dinamarquês-francês, nascido na ilha de St. Thomas (agora nas Ilhas Virgens dos EUA, mas naquela época, nas Índias Ocidentais Dinamarquesas). Sua importância reside em suas contribuições para o impressionismo e pós-impressionismo. Pissarro estudou com grandes precursores, incluindo Gustave Courbet e Jean-Baptiste-Camille Corot. Mais tarde estudou e trabalhou ao lado de Georges Seurat e Paul Signac quando assumiu o estilo neoimpressionista aos 54 anos.

Pissarro, que foi um grande promotor das oito exposições impressionistas organizadas entre 1874 e 1886, foi o único artista que participou de todas elas, permaneceu fiel àquela nova linguagem pictórica por praticamente toda a sua vida.

Camille Pissarro tornou-se um artista e mentor essencial dentro do movimento Impressionista. Enquanto os impressionistas são conhecidos por suas representações das ruas da cidade e do lazer do campo, Pissarro cobriu suas telas com imagens do cotidiano dos camponeses franceses. Sua obra une seu fascínio pelo tema rural com o estudo empírico da natureza sob diferentes condições de luz e atmosfera, derivadas do intenso estudo do realismo francês. Como as de seus colegas impressionistas, suas pinturas são estudos delicados do efeito da luz sobre a cor na natureza. No entanto, sua articulação da teoria científica da cor em seu trabalho posterior se mostraria indispensável para a geração seguinte de pintores de vanguarda.


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Análise da pintura “The Kiss” de Gustav Klimt

Gustav Klimt – The Kiss, 1907-1908 – óleo sobre tela - 180 × 180 cm - The Österreichische Galerie Belvedere, Vienna, Austria


Análise da pintura “The Kiss” de Gustav Klimt


“O Beijo” (Lovers) foi pintado em uma tela que forma um quadrado perfeito, retratando um casal se abraçando, seus corpos entrelaçados em vestes elaboradas decoradas num estilo influenciado por ambas as construções lineares do estilo Artes e Ofícios e as formas orgânicas do movimento Art Nouveau. A obra foi elaborada com tinta a óleo e camadas aplicadas de folha de ouro, um aspecto que lhe confere a sua aparência impressionante e moderna. A pintura está agora no museu Österreichische Galerie Belvedere no palácio Belvedere, em Viena, e é amplamente considerada uma obra-prima do início do período moderno. É um símbolo de Viena Jugendstil, o Art Nouveau vienense, e é considerada a obra mais popular de Klimt. Pinturas como O Beijo eram manifestações visuais do espírito fin-de-siècle, porque elas capturam uma decadência transmitida por imagens opulentas e sensuais. Supõe-se que Klimt e sua companheira Emilie Flöge posaram para o trabalho, mas não há nenhuma evidência ou registro para provar isso.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


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terça-feira, 3 de julho de 2018

Pinturas e ilustrações de Julho

Childe Hassam - The Fourth of July, 1916 (The Greatest Display of the American Flag Ever Seen in New York, Climax of the Preparedness Parade in May), 1916 – óleo sobre tela – 91,4 x 66 cm -  New-York Historical Society, New York, USA


Pinturas e ilustrações de Julho


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Juillet, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para cria- r doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Alfred Sisley - Fete Day at Marly Le Roi (The Fourteenth of July at Marly Le Roi), 1875 – óleo sobre tela - 73 x 54 cm - Higgins Art Gallery, Bedford, UK


Vincent van Gogh - The Fourteenth of July Celebration in Paris, 1886 – óleo sobre tela – coleção particular


Gaspar Camps i Junyent – Julio – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alfred Sisley - July Afternoon near the Forest, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


Alphonse Mucha – Juillet, 1899 – ilustração - série Meses do Ano

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


James Tissot - July: Specimen of a Portrait, c. 1878 – óleo sobre tela – 87,5 x 61 cm - Cleveland Museum of Art, Cleveland, Ohio, USA


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer

Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer, 1916 – óleo sobre tela - 168 x 130 cm - Tel Aviv Museum of Art


A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer


Friederike Maria Beer, a mulher representada nesta pintura, foi uma jovem senhora da sociedade vienense e era uma fiel devota da vanguarda local. Em 1914, ela encomendou a Egon Schiele um retrato dela e depois esse outro retrato por Klimt. Ela posou para ele usando um vestido de seda pintado à mão, que ela chamou de "meu vestido Klimt" e um casaco de pele curto. Klimt ficou especialmente encantado com o revestimento colorido do casaco e pediu para ela usar o casaco pelo avesso, ao posar para a pintura. Beer tinha comprado essas duas peças de roupa no estúdio de design vienense de renome Wiener Werkstätte, onde ela era uma cliente regular e importante.


O fundo da pintura contém motivos de uma cena de batalha, que Klimt emprestou de um vaso coreano. Estes motivos reaparecem nas obras finais do artista, e enchem a superfície da tela com o estilo característico da arte oriental.

Um dos representantes proeminentes do Jugendstil, na Áustria, Klimt pintou composições que misturam elementos ocidentais e orientais. Ele enfatizou um serpenteado de linhas e formas biomórficas que tendem ao achatamento, quase misturando figura e fundo em um único plano decorativo. Ao mesmo tempo, como em quase todos os seus retratos, Klimt permaneceu fiel a uma representação bastante realista das mãos e rosto da modelo.

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."

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segunda-feira, 25 de junho de 2018

A história da pintura de James Tissot – The Hammock (A Rede)

James Tissot – The Hammock (A Rede), 1879 - óleo sobre tela - 127 x 76.2 cm – coleção particular


A história da pintura de James Tissot – The Hammock (A Rede)


O cenário dessa pintura é o jardim do próprio Tissot em St. John's Wood, Londres, com a sua lagoa e colunata de ferro fundido. A colunata, que aparece frequentemente em suas pinturas, foi copiada de um original em mármore no Parc Monceau, em Paris. Na Londres vitoriana, a manutenção de um jardim tão elaborado era um sinal de riqueza. Uma das histórias contadas entre os amigos de Tissot em Paris era que ele era tão bem-sucedido que tinha criados com luvas brancas polindo as folhas de seus arbustos. Em The Hammock ele brinca com a ideia de luxo, langor e amor.

A modelo para a jovem na rede foi a amada amante irlandesa de Tissot, Kathleen Newton, com quem ele morava em sua casa no subúrbio de St. John's Wood, no norte de Londres. Após um breve e desastroso casamento arranjado, Newton se divorciou quando tinha apenas dezessete anos. Ela tinha uma filha e um filho muito parecido com Tissot. Para evitar fofocas e escândalo, o casal viveu uma vida muito privada. O rosto de Newton era familiar para a sociedade londrina através das pinturas de Tissot, onde ela foi retratada muitas vezes, mas sua identidade permanecia um mistério fora do círculo imediato do artista. Somente em 1946 sua identidade foi revelada publicamente, quando sua sobrinha respondeu a um pedido de informações de um curioso jornalista londrino.


Esse blog possui um artigo sobre Kathleen Newton. Clique sobre o link abaixo para ler mais detalhes de sua história e ver mais pinturas:



Preguiçosamente lendo seu jornal, Newton provoca o espectador masculino, com um vislumbre de sua anágua. O cachorro dormindo perto de seus pés aparece como o alter-ego do artista (os cães estavam associados tanto à fidelidade quanto ao desejo sexual). O livro que está sobre o tapete é provavelmente francês, e isso também pode ser uma indicação simbólica da própria presença de Tissot, como se ele estivesse sentado e lendo aos pés de sua amante.

Como seus amigos e colegas artistas Manet, Degas e Whistler, Tissot era fascinado pela arte e design japoneses. Ele foi um colecionador de objetos japoneses desde o início de sua carreira em Paris, na década de 1860, e o guarda-sol em The Hammock é um exemplo entre muitos em que ele os usava em elementos decorativos em suas pinturas. Na década de 1870, o Japão passara a representar a libertação dos modos do Ocidente, e os artistas de vanguarda do Movimento Estético na Grã-Bretanha consideravam a graciosa simplicidade do design japonês como um antídoto ao naturalismo afetado da maioria das pinturas britânicas. A rede de Newton também é de uma cultura distante: é brasileira.

James Tissot fez mais uma obra com o mesmo tema e título:


James Tissot – The Hammock (A Rede), 1880 – água-forte (gravura em metal) e ponta-seca sobre papel – 27,9 x 18,3 cm - The Art Institute of Chicago, USA


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.

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quarta-feira, 13 de junho de 2018

Pinturas de futebol

Henri Rousseau - The Football Players, 1908 – óleo sobre tela – 100,3 x 80,3 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York


Pinturas de futebol


Orlando Teruz – Futebol, 1983 - óleo sobre madeira - 80 x 100 cm – coleção particular


Inos Corradin – Gol de Bicicleta – serigrafia - 50 x 38 cm


 Cândido Portinari - Futebol em Brodowski, 1935 – óleo sobre tela – 97 x 130 cm – Museu Casa de Portinari, Brodowski, SP, Brasil


Francisco Rebolo – Futebol, 1936 – óleo sobre tela – 86 x 36 cm – coleção particular


Mario Zanini – Futebol – óleo sobre tela – 59,5 x 73 cm – coleção particular


Gustavo Rosa – Pelé, 2006 - gravura



quinta-feira, 31 de maio de 2018

Pinturas e ilustrações do mês de Junho

Alphonse Mucha - The Months – June – 1899 – ilustração


Pinturas e ilustrações do mês de Junho


Isaac Levitan - A day in June, c.1895 – óleo sobre tela – coleção particular


Sir Frederic Leighton - Flaming June - 1895 – óleo sobre tela - 120.6 x 120.6 cm - Museo de Arte de Ponce, Puerto Rico

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Alfred Sisley - Morning in June (Saint Mammes et les Coteaux de la Celle) - 1884 – óleo sobre tela - 54 x 73 cm – coleção particular


Joseph Rodefer DeCamp – June Sunlight, 1902 – óleo sobre tela – 76,2 x 63,5 cm – coleção particular


Henri Fantin-Latour - The Rosy Wealth of June - 1886 – óleo sobre tela - 70.5 x 61.5 cm - National Gallery, London, UK


Childe Hassam - Across the Avenue in Sunlight, June, 1918 – óleo sobre tela – coleção particular

Algumas obras mais marcantes e famosas de Hassam compõem o conjunto de cerca de trinta pinturas conhecidas como a série "Flag" (Bandeira). Ele a começou em 1916 quando foi inspirado por um "Desfile de preparação", para a participação americana na Primeira Guerra Mundial, que foi realizado na Quinta Avenida em Nova York (rebatizado de "Avenida dos Aliados" durante as movimentações de 1918). Milhares de pessoas participaram desses desfiles que muitas vezes duravam mais de 12 horas.

Hassam mostra um caráter distintamente americano, mostrando as bandeiras exibidas na rua mais elegante de Nova York, com o seu próprio estilo composicional e visão artística. Na maioria das pinturas da série, as bandeiras dominam o primeiro plano, enquanto em outras as bandeiras são simplesmente parte do panorama festivo. Em algumas, as bandeiras americanas acenam sozinhas e em outras, as bandeiras dos Aliados vibram também.


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – June – 1896 – ilustração


Childe Hassam - Twenty-Six of June, Old Lyme, 1912 – óleo sobre tela – coleção particular

Nesta pintura Hassam comemorou em 26 de junho de 1912, o aniversário de cinquenta anos de sua esposa, Maud Hassam. O vaso de louros da montanha estabelece a configuração de Old Lyme, Connecticut. Flor oficial de Connecticut, o louro cresce em todo o estado, mas floresce em saliências rochosas de Old Lyme e se tornou um favorito dos artistas de lá.


Charles-Francois Daubigny - Fields in the Month of June - Herbert F. Johnson Museum of Art, USA


Frederick Carl Frieseke - Garden in June, 1911 – óleo sobre tela – 63,8 x 81,9 cm – coleção particular


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sexta-feira, 25 de maio de 2018

A história da pintura "Veronica Veronese" de Dante Gabriel Rossetti

Dante Gabriel Rossetti – Veronica Veronese, 1872 – óleo sobre tela – 109,2 x 88,9 cm – Delaware Art Museum, Wilmington, Delaware, US


A história da pintura "Veronica Veronese" de Dante Gabriel Rossetti


Como grande parte do trabalho de Rossetti de 1860 e 1870, Veronica Veronese foi inspirada pela pintura veneziana. Acredita-se que representa "a alma artística no ato da criação". Dante Gabriel Rossetti descreveu assim a pintura Veronica Veronese: “A garota está em uma espécie de devaneio apaixonado, e está percorrendo sua mão indiferentemente ao longo das cordas de um violino que está pendurado contra a parede, enquanto ela segura o arco com a outra mão, como se ele estivesse preso pelo pensamento dela naquele momento, quando ela estava prestes a tocar. Vou fazer dessa pintura, um estudo de verdes variados.”

A modelo da pintura foi Alexa Wilding, que frequentemente posava para Rossetti. Ela estava usando um vestido verde, emprestado de Jane Morris, que também foi retratada várias vezes por Rossetti, também usando um vestido verde, provavelmente esse mesmo.

Na moldura da pintura, há uma citação, provavelmente escrita por Rossetti ou Algernon Charles Swinburne e atribuída às Cartas de Girolamo Ridolfi: “De repente, inclinando-se para a frente, a Senhora Verônica rapidamente escreveu as primeiras notas na página virgem. Então ela pegou o arco do violino para tornar realidade o seu sonho. Mas antes de começar a tocar o instrumento pendurado em sua mão, ela permaneceu quieta por alguns momentos, ouvindo o pássaro inspirador, enquanto sua mão esquerda se desviou do casamento das vozes da natureza e da alma - o alvorecer de uma criação mística."

Nessa obra, a Arte está personificada como uma mulher. Parece que a própria beleza inspirava Rossetti. Quase todas as suas obras são imagens de mulheres bonitas, mas talvez elas signifiquem algo mais profundo do que a apreciação física. É a busca de algo que ele expressou artisticamente através da forma feminina. Talvez tenha sido uma apreciação da Musa. Ou talvez fosse a noção de que o melhor modo de representar a Arte, a Alma e outros ideais era através da beleza da Mulher.

Dante Gabriel Rossetti (12 de maio de 1828 - 9 de abril 1882) foi um poeta Inglês, ilustrador, pintor e tradutor. Ele fundou a Irmandade Pré-Rafaelita em 1848 com William Holman Hunt e John Everett Millais. Rossetti foi mais tarde a principal fonte de inspiração para uma segunda geração de artistas e escritores influenciados pelo movimento, notadamente William Morris e Edward Burne-Jones. Sua obra também influenciou os simbolistas europeus e foi um importante precursor do Movimento Estético. Era filho de um imigrante italiano. Rossetti nasceu em Londres, e recebeu o nome Gabriel Charles Dante Rossetti. Sua família e amigos o chamavam de Gabriel, mas em publicações ele colocava o nome Dante primeiro (em honra de Dante Alighieri). A arte de Rossetti era caracterizada por sua sensualidade e seu revivalismo medieval. A vida pessoal de Rossetti foi intimamente ligada ao seu trabalho, especialmente suas relações com as seus modelos e musas Elizabeth Siddal, Fanny Cornforth e Jane Morris.

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http://www.arteeblog.com/2016/05/analise-de-o-devaneio-de-dante-gabriel.html


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quarta-feira, 23 de maio de 2018

A história da escultura de François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”

François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


A história da escultura de François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga” (Young Neapolitan Fisherboy Playing with a Tortoise)


Embora reminiscente de escultura antiga, essa obra foi imbuída de uma sensação inédita de liberdade e frescor. Este jovem pescador com bom humor contagiante é um marco na história da arte. François rude abalou os alicerces do classicismo convencional pela ingenuidade de seu tema e sua representação não-idealizada da natureza. A graça do menino garantiu, sem dúvida, o sucesso dessa obra.

Esse garoto alegre, brincando com uma tartaruga mantida em cativeiro, causou uma polêmica acalorada no Salão de 1833. Pela primeira vez, um artista havia esculpido em mármore uma figura pitoresca, um assunto anedótico, em tamanho natural. Isso marcou uma ruptura completa com a ideologia clássica, segundo a qual as cenas de gênero eram consideradas indignas de arte estatuária, especialmente em um meio tão nobre quanto o mármore. O tema e o estilo de Rude também contradiziam os cânones clássicos.


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


A tradição de representar crianças brincando existia na escultura helenística, mas Rude enfatizou o aspecto popular e vivo de sua representação. A criança sentada na rede é um jovem pescador, cujo chapéu e escapulário (o objeto devocional em volta do pescoço) mostram que ele é de Nápoles. Sua atitude é despreocupada e todo o seu rosto (olhos enrugados, covinhas, boca aberta) está rindo.

Por volta de 1807, figuras pitorescas de camponeses e pescadores tornaram-se a personificação da natureza simples e inocente para poetas e artistas, e o sul da Itália era considerado como seu último refúgio sobrevivente. Rude, que nunca havia visitado a Itália, pode ter se inspirado em cenas do folclore italiano do pintor suíço Léopold Robert (1794-1835).


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


François Rude (4 de janeiro de 1784 - 3 de novembro de 1855) foi um escultor francês. Nascido em Dijon, ele trabalhou com seu pai como serralheiro até os 16 anos, mas recebeu treinamento em desenho de François Devosges, com quem ele aprendeu que um contorno forte e simples era um ingrediente inestimável nas artes plásticas. Depois ele morou em Paris e em Bruxelas, retornando a Paris onde permaneceu e se notabilizou. Seu grande sucesso data de 1833, quando recebeu a cruz da Legião de Honra por sua escultura do Garoto Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga (agora no Louvre), que também trouxe para ele a importante encomenda de todo o ornamento do friso escultural e de um grupo no Arco do Triunfo, em Paris. Este grupo, Départ des Volontaires de 1792 (Partida dos Voluntários de 1792), também conhecido como La Marseillaise, é uma obra cheia de energia que imortalizou o nome de Rude.


François Rude – “Jovem Pescador Napolitano Brincando com uma Tartaruga”, 1833 – mármore – 82 x 88 x 48 cm – Musée du Louvre, Paris, França


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