sábado, 22 de setembro de 2018

Pinturas de Outono

Claude Monet - Autumn Effect at Argenteuil, 1873 - óleo sobre tela - 74,5 x 55 cm - Samuel Courtauld Trust, The Courtauld Gallery, London, UK


Pinturas de Outono




Camille Pissarro - The Carrousel, Autumn, Morning, 1899 – óleo sobre tela - 92 x 73 cm – coleção particular


Francisco Goya - Autumn, Or The Grape Harvest, 1786-1787 – óleo sobre tela - 190 x 275 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain


Paul Gauguin - By the Stream, Autumn, 1885 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm – coleção particular


Vincent Van Gogh - Alyscamps, Arles, 1888 - óleo sobre tela - 92 x 73,5 cm – coleção particular


John Everett Millais – Autumn Leaves, 1855-1856 - óleo sobre tela - 73,7 x 104 cm - City of Manchester Art Galleries, Manchester, UK

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Isaac Levitan - Big road. Sunny autumn day, 1897 - óleo sobre tela - 11 x 18,7 cm – coleção particular


James Tissot - Autumn on the Thames (Nuneham Courtney), c. 1875 - óleo sobre tela – coleção particular


Wassily Kandinsky – Autumn in Bavaria, 1908 - óleo sobre cartão - 33 x 45 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


John William Godward – Autumn, 1900 – óleo sobre tela – 101,5 x 58,5 cm – coleção particular


John Atkinson Grimshaw – Autumn Gold, 1880 – óleo sobre tela – 30 x 25 cm – coleção particular


Alphonse Mucha - The Four Seasons: Fall, 1896 – litogravura pintada com têmpera sobre papel colado em madeira – 104,1 x 54,3 cm – coleção particular


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Análise da pintura “Personal Values” de René Magritte

René Magritte – Personal Values, 1952 – óleo sobre tela – 80 x 100 cm - San Francisco Museum of Modern Art (SFMOMA), San Francisco, California, USA


Análise da pintura “Personal Values” de René Magritte


Nessa pintura, o artista apresenta uma sala cheia de coisas familiares, mas ele dá proporções humanas a esses objetos que antes eram despretensiosos, criando um senso de desorientação e incongruência. Dentro e fora são invertidos por sua representação de um céu nas paredes internas da sala. O familiar torna-se desconhecido, o normal, estranho; Magritte cria um mundo paradoxal que é, em suas próprias palavras, "um desafio ao senso comum". As pinceladas finas são quase invisíveis e bem misturadas, fazendo com que a pintura pareça muito polida e refinada.

Quando Alexander Iolas, o marchand de Magritte, viu pela primeira vez esta pintura, ele ficou violentamente perturbado por ela. O artista respondeu: "Na minha pintura, o pente (e os outros objetos também) perdeu especificamente seu “caráter social”, tornou-se um objeto de luxo inútil, que pode deixar o espectador sentir-se perturbado. Bem, esta é a prova da eficácia da imagem".

Essa pintura conduz a uma reflexão: não importa de que maneira é a vida do espectador, todas as pessoas tem seu próprio conjunto de valores pessoais, um grupo de itens que lhes são caros. Esse conjunto de itens pessoais pode não significar muito para os outros, mas para cada indivíduo, seu valor não pode ser medido.

Embora seja frequentemente agrupado com surrealistas como Salvador Dalí, Max Ernst e Yves Tanguy, Magritte adotou uma abordagem um pouco diferente na pintura. Em vez de criar imagens de fantasia, ele evocava a estranheza e a ambiguidade latentes na realidade. "Eu não pinto visões", ele disse uma vez. "Por minha capacidade, por meios pictóricos, eu descrevo objetos - e a relação mútua de objetos - de tal forma que nenhum dos nossos conceitos ou sentimentos habituais está necessariamente ligado a eles."

René Magritte era um homem calmo e pensativo que preferia o anonimato. Passou a maior parte de sua carreira em Bruxelas, desenvolvendo um estilo de pintura meticuloso e realista que refletia seu treinamento inicial em arte comercial, pintando mármore falso e painéis de madeira para residências.

René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 ― Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio. Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.

Sua arte caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

Magritte fez pinturas de objetos comuns em contextos incomuns, e assim criou sua própria forma de poesia para expressar seu inconsciente, de uma forma filosófica e conceitual. O artista, ao contrário dos outros surrealistas, era uma pessoa perturbadoramente comum, sempre vestindo um sobretudo, terno e gravata. Para Magritte suas pinturas não tinham qualquer significado, porque o mistério não tem significado. Ficamos apenas com o mistério e a incerteza, o que torna o trabalho dele mais misterioso e mais atraente.

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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Harry Connick Jr. - Just the Way You Are




Harry Connick Jr. - Just the Way You Are


"Just the Way You Are" é uma música de Billy Joel; é a terceira faixa de seu álbum The Stranger (1977). Tornou-se o primeiro Top 10 dos EUA e o Top 20 do Reino Unido de Joel, assim como o primeiro single de ouro de Joel nos EUA. A canção ganhou dois prêmios Grammy para Álbum do Ano e Canção do Ano em 1979.

Harry Connick Jr. gravou essa canção com um arranjo inspirado na bossa-nova, para o álbum Your Songs, que foi lançado pela Columbia, primeiro nos Estados Unidos em um LP de vinil de edição limitada em 25 de agosto de 2009, depois em CD em 22 de setembro.

Harry Connick Jr. (11 de Setembro de 1967, New Orleans, USA) é big-band líder, pianista, ator e compositor. Ele teve dez "número um" álbuns de jazz dos EUA, ganhando mais "número um" álbuns que qualquer outro artista na história do jazz americano. Ele já ganhou três prêmios Grammy e dois Emmy Awards. Atuou em vários filmes, séries de televisão, além de compor a trilha sonora de outros filmes, como "When Harry Met Sally" e musicais da Broadway.


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Análise da pintura de Caspar David Friedrich – “On the Sailing Boat” (No Veleiro)

Caspar David Friedrich – On the Sailing Boat, c. 1818-1820 – óleo sobre tela – 71 x 56 cm – The State Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Análise da pintura de Caspar David Friedrich – “On the Sailing Boat” (No Veleiro)


Esta pintura mostra um navio que se dirige para o horizonte. Duas figuras, um homem de terno azul e chapéu e uma mulher em um vestido rosa com gola de renda branca, dão as mãos enquanto observam o que está por vir. O lado direito da tela está preenchido por uma representação bem focalizada da vela e do mastro do barco. Ao longe, o espectador pode discernir o contorno fraco dos edifícios, em silhueta na névoa. A maior extensão da tela é ocupada por um céu amarelo brilhante.

Afastando-se de sua fórmula habitual de paisagem, com sua narrativa implícita e uso mais tradicional do simbolismo, este trabalho cria uma conexão entre o espectador da pintura e a cena. Somos um passageiro no navio, uma testemunha do intrépido casal em sua jornada. Esta pintura foi feita um ano após o casamento de Friedrich com Caroline Bommer e mostra sua transição de figuras solitárias para a representação de um casal. Nesta pintura, rica em simbolismo, acredita-se que o casal seja um autorretrato do artista e de sua esposa, e que suas mãos unidas fazem referência à sua nova e feliz união e que a sua presença em um navio em movimento seja como uma metáfora para a nova vida em que estão embarcando. Apesar desse simbolismo convencional, a abordagem de Friedrich para a composição permanece bastante experimental e desequilibrada. A verticalidade do navio e a horizontalidade da linha do horizonte não são organizadas com proporções tradicionais.

Esta pintura, com sua composição ousada, provavelmente foi comprada pelo futuro czar Nicolau I em 1820, quando visitou Friedrich em Dresden. Levou várias décadas até que uma visão tão de perto desse tipo fosse encontrada novamente, no trabalho dos impressionistas.

Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, um grande paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã. Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Fez diversas viagens ao interior e ao litoral do Báltico em busca de inspiração. Suas obras muitas vezes possuem uma atmosfera nostálgica, com brumas, árvores secas, e dramáticos efeitos de luz, onde ele foi um mestre, especialmente em sua fase madura, e onde foi um inovador. Fazia muitos e minuciosos esboços em desenho para suas pinturas, que são quase tão meticulosas quanto os estudos. Friedrich escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia:

"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros, de fora para dentro". Caspar David Friedrich 

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http://www.arteeblog.com/2017/01/analise-de-chalk-cliffs-on-rugen.html

http://www.arteeblog.com/2016/06/analise-de-caminhante-sobre-o-mar-de.html

http://www.arteeblog.com/2014/11/a-historia-da-obra-de-arte-two-men.html

http://www.arteeblog.com/2015/05/a-historia-de-stages-of-life-as-fases.html


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domingo, 2 de setembro de 2018

Pinturas e ilustrações de Setembro


George Henry - A September Day, 1935 – óleo sobre tela - Gracefield Arts Centre, Dumfries and Galloway, Scotland, UK


Pinturas e ilustrações de Setembro



Alphons Mucha - Septembre, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Willard Metcalf – September, 1910 – óleo sobre tela - 53.34 x 67.31 cm – coleção particular


Childe Hassam - September Moonrise, 1900 – óleo sobre tela - 40.64 × 46.36 – Dallas Museum of Art, USA


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del mes de Septiembre, 1901 – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Camille Pissarro - September Fete, Pontoise, 1872 – óleo sobre tela – 46 x 55 cm – coleção particular


Alfred Sisley - September Morning, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


George Dunlop Leslie - September Sunshine, 1896 – óleo sobre tela - Lady Lever Art Gallery, Liverpool, UK


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Septembre, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Edmund Blair Leighton – September, 1915 – óleo sobre tela – 126,2 x 152 cm - Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, United Kingdom


Charles Courtney Curran - September Afternoon, 1913 – óleo sobre tela – 55,8 x 45,7 cm – coleção particular


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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Análise da pintura “Hope” (Esperança) de Sir Edward Burne-Jones

Edward Burne-Jones – Hope, 1896 – óleo sobre tela - 179 cm × 63.5 cm - Museum of Fine Arts, Boston, USA


Análise da pintura “Hope” (Esperança) de Sir Edward Burne-Jones


Essa pintura foi encomendada pela Sra. George Maston Whitin de Whitinville, Massachusetts, também cliente de John Singer Sargent. A Sra. Whitin originalmente pediu a figura de uma dançarina, mas Burne-Jones, chateado com a recente morte de seu amigo e colaborador William Morris, perguntou se ele poderia produzir uma figura de "esperança" como uma alternativa aceitável.

Uma das últimas grandes pinturas criadas por Edward Burne-Jones antes de sua morte em 1898, Hope é uma pintura alegórica na tradição da Renascença. A figura feminina solitária é uma reminiscência das mulheres graciosas de Botticelli, enquanto a mensagem simbólica da pintura é sutilmente, mas efetivamente transmitida. A figura esguia está confinada dentro de um espaço estreito, um grilhão em torno do tornozelo a acorrentando ao chão, enquanto ela alcança o céu acima e além das barras semelhantes a gaiolas atrás dela. Nos braços dela há um ramo de flores de maçã, o símbolo da esperança.

“Hope” é baseada em uma aquarela de 1871 de Burne-Jones. A aquarela provavelmente foi pintada sobre o desenho original de um dos vitrais das virtudes Fé, Esperança e Caridade criadas por Burne-Jones para Morris, Marshall, Faulknor and Company. A pintura a óleo de Hope foi doada ao Museum of Fine Arts de Boston, pelas filhas da Sra. Whitin em sua memória. Esta pintura no final de uma longa carreira, mostra ainda a dedicação duradoura de Burne-Jones à criação da beleza.


Edward Burne-Jones – Hope, 1896 – óleo sobre tela - 179 cm × 63.5 cm - Museum of Fine Arts, Boston, USA - detalhe


Sir Edward Coley Burne-Jones (Birmingham, 28 de agosto de 1833 – Londres, 17 de junho de 1898) foi um artista e designer inglês, envolvido no rejuvenescimento da tradição de vitrais na Inglaterra. As suas obras incluem as janelas de Birmingham Cathedral, a igreja de St Martin's, em Brampton, Cumbria, entre outras. Integrado ao movimento pré-rafaelita formado na Inglaterra em 1848, com grande influência do pintor Dante Gabriel Rossetti. Depois disso, Sir Edward Burne-Jones tornou-se um dos grandes nomes de uma nova tendência surgida na década de 1860, designada por Aestheticism. Além de pintura e vitrais, Burne-Jones trabalhou em vários tipos de arte, incluindo o design de azulejos de cerâmica, joias, tapeçarias, mosaicos e ilustrações de livros.


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http://www.arteeblog.com/2017/08/analise-da-pintura-de-edward-burne.html

http://www.arteeblog.com/2017/04/analise-da-pintura-earth-mother-de.html

http://www.arteeblog.com/2016/08/o-livro-das-flores-de-edward-burne-jones.html

http://www.arteeblog.com/2015/01/a-historia-da-obra-de-arte-o-espelho-de.html


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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

The Chagall Windows (Os Vitrais de Chagall)




The Chagall Windows (Os Vitrais de Chagall) 


Marc Chagall – Chagall Windows, Reuben – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel




Marc Chagall – Chagall Windows, Simeon – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Os vitrais de Chagall estão localizados no Hospital Hadassah Ein Kerem, que é um hospital universitário localizado em Ein Kerem, subúrbio de Jerusalém, Israel. Aberto em 1961, hoje o hospital dispõe de 700 leitos. Ele é formado por 130 departamentos e clínicas e 22 diferentes edifícios. O hospital é parte do centro médico Hadassah, que também inclui a escola de medicina da Universidade Hebraica de Jerusalém, escola de odontologia, escola de enfermagem e escola de farmácia. Atualmente é considerado o maior e mais moderno hospital de Jerusalém.


Marc Chagall – Chagall Windows, Levi – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Em 1959, a Dra. Mariam Freund (Presidente Nacional do Hadassah) e Joseph Neufeld (arquiteto que projetou o Centro Médico da Universidade Hadassah-Hebraica) encarregaram Marc Chagall de projetar os vitrais da sinagoga que seria parte do Centro Hospitalar. Cada uma das doze janelas representaria uma das doze tribos de Israel. Chagall trabalhou no projeto por dois anos, com os vitrais finalmente expostos em Paris em junho de 1961 e no Museu de Arte Moderna de Nova York no inverno de 1961. Em fevereiro de 1962, elas foram permanentemente instaladas na sinagoga.


Marc Chagall – Chagall Windows, Judah – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


A Bíblia foi a principal inspiração de Chagall, especialmente as bênçãos de Jacó sobre seus doze filhos e as bênçãos de Moisés sobre as doze tribos. Cada janela é dominada por uma cor específica e contém uma citação das bênçãos individuais.


Marc Chagall – Chagall Windows, Dan – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


As doze tribos de Israel representam os doze grupos do antigo Israel, que são tradicionalmente descendentes de um dos doze filhos de Jacó: Reuben, Simeon, Levi, Judah, Dan, Naphtali, Gad, Asher, Issachar, Zebulun, Joseph e Benjamin. Após a morte de Jacó, o território de Israel foi dividido entre seus doze filhos, designando as doze tribos de Israel.


Marc Chagall – Chagall Windows, Naphtali – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Chagall e seu assistente, Charles Marq, trabalharam no projeto por dois anos, período durante o qual Marq desenvolveu um processo especial para aplicar cor ao vidro. Isso permitiu que Chagall usasse até três cores em um único painel, em vez de ficar confinado à técnica tradicional de separar cada painel colorido por uma tira de chumbo.


Marc Chagall – Chagall Windows, Gad – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Cada painel é um microcosmo do mundo de Chagall, real e de seu imaginário, de seu amor por seu povo, seu profundo senso de identificação com a história judaica, e de sua vida inicial no shtetl russo.


Marc Chagall – Chagall Windows, Asher – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Diante do simples quadrado que forma o pedestal das janelas, olhando para as imagens vívidas, os símbolos judaicos, as figuras flutuantes de animais, peixes e flores, até o espectador mais casual é dominado pelo seu poder e presença.


Marc Chagall – Chagall Windows, Issachar – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


A sinagoga foi inaugurada na presença do artista em 6 de fevereiro de 1962 como parte da Celebração do Aniversário de Ouro do Hospital Hadassah.


Marc Chagall – Chagall Windows, Zebulun – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Chagall disse: "Todo o tempo que eu estava trabalhando, senti minha mãe e meu pai olhando por cima do meu ombro e atrás deles estavam judeus, milhões de outros judeus desaparecidos, de ontem e mil anos atrás".

"Este é o meu modesto presente para o povo judeu que sempre sonhou com amor bíblico, amizade e paz entre todos os povos. Este é o meu presente àquele povo que viveu aqui há milhares de anos entre os outros povos semitas." Marc Chagall, 6 de fevereiro de 1962.



Marc Chagall – Chagall Windows, Joseph – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Marc Chagall – Chagall Windows, Benjamin – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.


Marc Chagall – Chagall Windows – vitrais - cada: 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Dia Mundial da Fotografia – Parabéns a todos os fotógrafos!

Joaquin Sorolla y Bastida - The Photographer Christian Franzen, 1903 – óleo sobre tela – 100 x 66 cm – coleção particular


Dia Mundial da Fotografia – Parabéns a todos os fotógrafos!


Christian Franzen e Nisser (1864-1923) foi um fotógrafo dinamarquês que desenvolveu seu trabalho fotográfico em Madri, Espanha. Apelidado "fotógrafo de reis e rei dos fotógrafos", foi o primeiro a fazer fotografias de magnésio na Espanha e ao longo de sua vida ele fotografou quase toda a nobreza espanhola da corte de Alfonso XIII. Franzen foi um dos fotógrafos favoritos da família real e da aristocracia. Seus retratos do rei Alfonso XIII, sua esposa, a rainha Victoria Eugenia, e da Regente Maria Cristina de Habsburgo-Lorena (de que diziam ter certo carinho pelo fotógrafo), são famosos.
Colaborou com a revista Blanco y Negro, onde ilustrava três de suas seções: "Estudos Fisionómicos", "Madri de Noite" e "Fotografias Íntimas". Seu trabalho fotográfico também ocorria nos salões da aristocracia de Madri, onde as figuras mais importantes da sociedade econômica e cultural se reuniam. Fez as ilustrações do livro Salones de Madrid. Seu trabalho como retratista inclui jornalistas, políticos como Sagasta, escritores como Concha Espina e Emilia Pardo Bazán e pintores como Sorolla, que ele retratou em seu estúdio em Madri.

Joaquín Sorolla y Bastida (Valencia, Espanha, 27 de fevereiro de 1863 - 10 de agosto de 1923) foi um pintor que se destacou na pintura de retratos, paisagens e obras monumentais de temas sociais e históricos. Suas obras mais típicas são caracterizadas por uma representação hábil do povo e da paisagem sob o sol brilhante de sua terra natal e água ensolarada. Ele começou a estudar arte aos 9 anos, e aos dezoito anos se mudou para Madrid, onde estudou vigorosamente as pinturas dos grandes mestres no Museo del Prado. Depois viajou para Roma e Paris para mais estudos. Em 1888, Sorolla retornou à Valência para se casar com Clotilde García del Castillo, que ele conheceu em 1879, enquanto trabalhava no estúdio de seu pai. Eles tiveram três filhos: Maria, Joaquín e Elena. Em 1890, eles se mudaram para Madri e, na década seguinte, Sorolla se concentrou principalmente sobre a produção de grandes telas de temas mitológicos, históricos e sociais, para exposição em salões e exposições internacionais em Madri, Paris, Veneza, Munique, Berlim e Chicago.

Ele logo ganhou fama e se tornou o chefe reconhecido da moderna escola espanhola de pintura. Seu retrato “O Retorno da Pesca” de 1894, foi muito admirado no Salon de Paris e foi adquirido pelo governo francês para o Musée du Luxembourg. Sorolla ganhou uma medalha de honra na Exposição Universal de Paris de 1900 e foi nomeado como Cavaleiro da Legião de Honra. Nos anos seguintes, Sorolla foi homenageado como um membro das Academias de Belas Artes de Paris, Lisboa e Valência, e como um Filho Favorito de Valência. Ele visitou os Estados Unidos duas vezes e pintou 14 magníficos murais (As Províncias da Espanha), instalados até hoje no edifício da Hispanic Society of America em Manhattan, New York.

Esse blog possui mais artigos sobre Joaquin Sorolla. Clique sobre os links abaixo para ver:


http://www.arteeblog.com/2018/02/analise-da-pintura-my-family-de-joaquin.html

http://www.arteeblog.com/2017/02/analise-de-paseo-la-orillas-del-mar-de.html



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terça-feira, 31 de julho de 2018

Análise de August in the City de Edward Hopper

Edward Hopper - August in the City, 1945 – óleo sobre tela – 58,4 x 76,2 cm - Norton Museum of Art - Palm Beach, Florida


Análise de August in the City de Edward Hopper


August in the City faz parte do final da carreira do artista, quando ele foi amplamente reconhecido como um dos principais artistas da América. Essa pintura tem como cenário a cidade de New York e possui um elemento de composição que Hopper experimentou com frequência: um prédio com janelas através das quais pessoas e móveis intrigantes podem ser vistos. Essa estrutura contrasta com uma paisagem arborizada à esquerda.

Diferentemente de outras pinturas modernistas de Nova York que celebram os novos arranha-céus da cidade, August in the City retrata uma pequena parte da torre de canto de um prédio de apartamentos, que possui detalhes históricos que negam a reputação da cidade como arquetipicamente moderna. A perspectiva de olhar para o Riverside Park também faz com que essa cena urbana pareça quase rural. A sensação de tranquilidade da pintura é aumentada pela decisão de Hopper de substituir a mulher que ele frequentemente representava em tais janelas por uma estátua. A pintura transmite a beleza tranquila da cidade em agosto, quando tantos moradores partem para o campo.

Hopper perturba as expectativas de seus espectadores sobre o tema, fazendo com que eles olhem para o tema de novo. Esses pontos de vista inovadores são típicos do trabalho maduro de Hopper. Ao escolher tais perspectivas, Hopper transmite a complexidade e as contradições da experiência americana moderna.

Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana. Temas de solidão, transitoriedade, e alienação permeiam as imagens fantasmagóricas de Edward Hopper. Embora ele resistisse o rótulo, Hopper foi um grande praticante da Pintura de Cenas Americanas, um movimento da era da Depressão, que rejeitou o modernismo e outras influências europeias, preferindo temas exclusivamente americanos em um estilo realista. Um mestre da narrativa tranquila, Edward Hopper imbuía momentos comuns com intensidade psicológica e complexidade. Os espectadores inevitavelmente encontram-se atraídos para suas cenas cuidadosamente compostas, identificando-se ou especulando sobre os personagens, frequentemente isolados em si mesmos.

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http://www.arteeblog.com/2018/01/analise-da-pintura-de-edward-hopper.html

http://www.arteeblog.com/2017/03/analise-da-pintura-chop-suey-de-edward.html

http://www.arteeblog.com/2016/07/analise-de-hotel-lobby-de-edward-hopper.html

http://www.arteeblog.com/2016/01/analise-da-obra-de-edward-hopper-two-on.html

http://www.arteeblog.com/2015/07/analise-de-sunlights-in-cafeteria-de.html

http://www.arteeblog.com/2014/09/historia-da-obra-de-arte-jo-in-wyoming.html


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terça-feira, 24 de julho de 2018

Série Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896

Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896 - litografias coloridas – 103 x 54 cm – impressor: F. Champenois, Paris


Série Alphonse Mucha – The Seasons (As Estações), 1896


Este foi o primeiro conjunto de painéis decorativos de Mucha e se tornou uma de suas séries mais populares. Era tão popular que Mucha foi convidado por Champenois para produzir pelo menos mais dois conjuntos baseados no mesmo tema em 1897 e 1900. Desenhos para mais dois conjuntos também existem. A ideia de personificar as estações não era novidade - exemplos podiam ser encontrados nas obras dos Antigos Mestres, assim como nas outras publicações de Champenois. No entanto, as mulheres parecidas com ninfas de Mucha, sobrepostas a vistas sazonais do campo deram nova vida ao tema clássico. Nos quatro painéis mostrados aqui, Mucha captura os humores das estações - Primavera inocente, Verão sensual, Outono frutuoso e Inverno gelado, e juntos representam o ciclo harmonioso da Natureza.


Alphonse Mucha – Spring (Primavera), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.
Mucha se estabeleceu como um dos principais artistas de cartazes comerciais entre 1895 e 1900. Durante este período, seis cartazes de Mucha apareceram em Les Maîtres de l'Affiche, publicação mensal de Jules Chéret com os melhores cartazes da época, selecionados por ele. A partir desse momento, o estilo distintivo de Mucha foi chamado 'le style Mucha', tornando-se sinônimo do estilo Art Nouveau.


Alphonse Mucha – Summer (Verão), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Ao ganhar um reconhecimento público mais amplo como o "Mestre do cartaz Art Nouveau", Mucha alcançou grande sucesso em um novo gênero: painéis decorativos ('panneaux décoratifs'). Painéis decorativos eram cartazes sem texto, projetados exclusivamente para apreciação artística ou decoração de paredes interiores. Foi o impressor Champenois quem inventou essa ideia do ponto de vista comercial: maximizar a oportunidade de negócios, reciclando os projetos de Mucha para muitas edições diferentes. No entanto, foi Mucha que os transformou em uma nova forma de arte, acessível e disponível para o público em geral, enquanto que, tradicionalmente, as obras de arte estavam disponíveis apenas para os poucos privilegiados. Mucha acreditava que, através da criação de belas obras de arte, a qualidade de vida poderia seria melhorada. Ele também acreditava que era seu dever como artista promover arte para pessoas comuns. Ele conseguiu cumprir ambos os objetivos por meio do seu conceito inovador de painéis decorativos produzidos em massa.


Alphonse Mucha – Autumn (Outono), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


Mucha produziu uma grande quantidade de pinturas, cartazes, propagandas e ilustrações de livros, esculturas, bem como desenhos para joias, tapetes, papéis de parede e cenários de teatro no que foi denominado inicialmente The Mucha Style, mas tornou-se conhecido como Art Nouveau (francês para "nova arte"). As obras de Mucha frequentemente incluíam belas mulheres jovens em vestes flutuantes, vagamente neoclássicas, muitas vezes cercadas por flores exuberantes que às vezes formavam halos atrás de suas cabeças.


Alphonse Mucha – Winter (Inverno), 1896 - litografia colorida – 103 x 54 cm


O estilo de Mucha foi exposto internacionalmente na Exposição Universal de 1900 em Paris, da qual Mucha disse: "Acho que a Exposition Universelle contribuiu para trazer valores estéticos para as artes e ofícios. Ele declarou que a arte existia apenas para comunicar uma mensagem espiritual, e nada mais.

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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)

Edgar Degas - The Millinery Shop, 1879/1886 – óleo sobre tela - 100 x 110.7 cm – Art Institute of Chicago, IL, USA

Embora Degas tenha criado várias pinturas sobre chapelarias, esta é a maior e única que Degas píntou, em escala de museu sobre esse tema. The Millinery Shop retrata uma mulher sentada em uma mesa / balcão em uma loja de chapelaria, parecendo examinar de perto ou trabalhar em um chapéu feminino, que ela segura em suas mãos. A cena é vista de cima. A jovem retratada nessa pintura presumivelmente era uma chapeleira examinando sua obra, com os lábios apertados (talvez em torno de um alfinete), mas também foi sugerido que ela poderia ser uma cliente prestes a usar um chapéu, já que ela usa um vestido caro e luvas de pelica. Um exame de raio-X revelou que essa figura originalmente representava um cliente, mas ao repensar o tema, Degas reteve as informações necessárias para determinar sua identidade.


Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)


Degas retratou uma classe média emergente durante o final do século 19 e início do século 20, para quem os chapéus eram declarações de riqueza e status. De acordo com Degas, as chapeleiras eram "a aristocracia das trabalhadoras de Paris, as mais elegantes e distintas". Os anos 1870-1890 foram a época de ouro para os fabricantes de chapéus. Nesta época, em Paris, havia cerca de 1.000 chapeleiros trabalhando na então considerada capital da moda do mundo.


Edgar Degas - The Milliners, c. 1882 – antes de 1905 – óleo sobre tela - 59.1 × 72.4 cm - The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA, USA


Edgar Degas - At the Milliner´s, 1882 – lapis pastel sobre papel cinza claro (papel de embrulho industrial) - 76.2 x 86.4 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas – The Milliner, c. 1882 – lapis pastel e carvão sobre papel cinza – 47,6 x 62,2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas - At the Milliner c. 1882 – 1885 – óleo sobre tela - 61.6 × 73.66 cm - Virginia Museum of Fine Arts


Edgar Degas - At the Milliner’s, 1881 – lapis pastel sobre papel colado sobre tela - 69.2 x 69.2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA

Duas clientes em vestidos quase idênticos (talvez uma mãe e uma filha ou duas irmãs), são vistas por trás em uma loja de chapelaria. Esta obra pode ter sido concebida originalmente como uma imagem de uma vendedora (à esquerda) ajustando um chapéu em um suporte. No entanto, quando Degas desenhou a mulher por baixo do chapéu à direita e adicionou as costas do sofá, a identidade da figura à esquerda foi transformada, pois lojistas não podiam se sentar.


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

Edgar Degas contribuiu significativamente para o impressionismo com suas representações de momentos fugazes e imagens da vida parisiense moderna, em teatros, cafés e estúdios de balé. À medida que sua prática evoluiu, ele desenvolveu um profundo interesse nas poses e na fisicalidade do balé, produzindo aproximadamente 1.500 representações de dançarinos ao longo de sua carreira. Como muitos de seus contemporâneos, Degas foi influenciado pelas gravuras japonesas, o que o inspirou a experimentar composições assimétricas e pontos de vista incomuns. Ele também trabalhou em uma ampla gama de mídia e técnicas, e foi particularmente conhecido por seu uso de lápis pastel para retratar figuras, com uma solidez quase escultural.


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