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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Análise da pintura de Salvador Dali – The Persistence of Memory

Salvador Dali – The Persistence of Memory, 1931 – óleo sobre tela – 24 x 33 cm – Museum of Modern Art, New York, US


Análise da pintura de Salvador Dali – The Persistence of Memory


Esta pintura é uma das obras mais famosas de Salvador Dali, com representações de relógios de bolso. O tema implícito dessa pintura é o tempo, como nos relógios se derretendo ou a decadência implícita pelas formigas em enxame. Salvador Dalí frequentemente descrevia suas pinturas como “fotografias de sonhos pintadas à mão”. Dali disse sobre essa pintura, que ele dominou “os habituais truques paralisantes de enganar os olhos”, e que pintou esse trabalho “com a fúria mais imperialista da precisão, mas apenas, para sistematizar confusão e assim ajudar a desacreditar completamente o mundo da realidade”.  

Há, no entanto, algo real: ele baseou esta paisagem à beira-mar nas falésias de sua região natal na Catalunha, Espanha. A grande criatura central, composta de nariz e olho fechado, foi retirada da imaginação de Dalí, embora tenha sido frequentemente interpretada como um autorretrato. Seus longos cílios parecem insetos. Os relógios podem simbolizar a passagem do tempo como se experimenta no sono ou a persistência do tempo aos olhos do sonhador.


Salvador Dali – The Persistence of Memory, 1931 – óleo sobre tela – 24 x 33 cm – Museum of Modern Art, New York, US - detalhe


Um possível significado autobiográfico do título da pintura, Persistência da Memória, pode ser uma referência à própria memória de Dali de seu próprio ambiente de infância. Isso poderia explicar a qualidade abandonada e desabitada da paisagem na pintura, não visitada desde a infância de Dali.

Salvador Dalí estava muito interessado nos escritos de Sigmund Freud sobre psicologia. Freud revolucionou a forma como as pessoas pensam sobre a mente com sua teoria do subconsciente: “o subconsciente é a parte da psique que pensa e sente sem que a pessoa tenha consciência desses pensamentos e sentimentos”. De acordo com Freud, os sonhos são mensagens codificadas do subconsciente, e artistas surrealistas como Dalí estavam interessados no que poderia ser revelado por seus sonhos.

Dalí auto induzia alucinações a fim de acessar seu subconsciente enquanto criava a arte, um processo que ele chamou de método crítico-paranoico. Sobre os resultados desse processo, ele escreveu: “Sou o primeiro a ser surpreendido e muitas vezes aterrorizado pelas imagens que vejo aparecerem na minha tela. Registro sem escolha e com toda a exatidão possível os ditames do meu subconsciente, meus sonhos”. Embora ele alegasse se surpreender com as imagens, Dalí as produziu com precisão meticulosa, criando a ilusão de que esses lugares poderiam existir no mundo real. Em sua maneira tipicamente irônica, Dali proclamou: "A única diferença entre um louco e eu é que não sou louco".

Salvador Dalí retornou ao tema desta pintura com a variação A Desintegração da Persistência da Memória (1954), mostrando seu famoso trabalho anterior fragmentando sistematicamente em elementos componentes menores, e uma série de blocos retangulares que revelam novas imagens através das lacunas entre eles, implicando algo abaixo da superfície do trabalho original. Dalí também produziu várias litografias e esculturas sobre o tema de relógios macios no final de sua carreira. Algumas dessas esculturas são a Persistência da Memória, a Nobreza do Tempo, o Perfil do Tempo e os Três Relógios Dançantes.

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença. O extenso repertório artístico de Dalí incluía cinema, escultura e fotografia, em colaboração com uma variedade de artistas em uma variedade de mídias. Ele dizia amar tudo que era dourado e excessivo, e ter uma paixão pelo luxo. Dalí era altamente imaginativo, e também gostava de se entregar a um comportamento incomum e grandioso. Sua maneira excêntrica e as ações públicas que chamavam a atenção, às vezes atraíam mais atenção do que sua arte, para consternação daqueles que mantinham seu trabalho em alta estima e para a irritação de seus críticos

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali

Salvador Dali - Galatea of the Spheres, 1952 – óleo sobre tela – 65 x 54 cm - Dali Theatre and Museum, Figueres, Espanha


Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali


“Galatea das Esferas” retrata o rosto de Gala Dalí, esposa e musa de Salvador Dalí, composto por uma série de esferas, aparentemente suspensas no espaço. O nome Galatea pode referir-se a uma ninfa do mar da mitologia clássica conhecida por sua virtude, e pode também se referir à estátua amada por seu criador, Pygmalion. Representa uma síntese da arte do renascimento e da teoria atômica e ilustra a descontinuidade final da matéria, com as esferas representando partículas atômicas.

Essa pintura é uma das obras mais representativas do período do misticismo nuclear de Dali. É o resultado de um Dalí apaixonado pela ciência e pelas teorias da desintegração do átomo. Ele se interessou muito pela física nuclear depois da primeira explosão da bomba atômica em 1945 e descreveu o átomo como seu "alimento favorito para o pensamento". Reconhecendo que a matéria é formada por átomos que não se tocam, ele tentou replicar isso em sua arte daquela época, com itens suspensos e sem contato entre si, em várias pinturas. Galatea das Esferas é um dos atos mais eloquentes de homenagem ao rosto de Gala que Dalí produziu.


Salvador e Gala Dali


Gala Dalí (Kazan, 7 de setembro de 1894 — Port Lligat, 10 de junho de 1982), mais conhecida simplesmente como Gala, foi a esposa de Paul Éluard, e depois de Salvador Dalí, e uma inspiração para eles e muitos outros escritores e artistas. Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova ,em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais.

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença. O extenso repertório artístico de Dalí incluía cinema, escultura e fotografia, em colaboração com uma variedade de artistas em uma variedade de mídias. Ele dizia amar tudo que era dourado e excessivo, e ter uma paixão pelo luxo. Dalí era altamente imaginativo, e também gostava de se entregar a um comportamento incomum e grandioso. Sua maneira excêntrica e as ações públicas que chamavam a atenção, às vezes atraíam mais atenção do que sua arte, para consternação daqueles que mantinham seu trabalho em alta estima e para a irritação de seus críticos

Salvador Dali - "Eu chamo minha esposa: Gala, Galushka, Gradiva. Oliva, pela forma oval do seu rosto e a cor de sua pele. Oliveta, diminutivo de Olive e seus derivados delirantes Oliueta, Oriueta, Buribeta, Buriueteta, Suliueta, Solibubuleta, Oliburibuleta, Ciueta, Liueta. Também a chamo Lionette, porque quando ela fica com raiva, ela ruge como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer".


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sábado, 17 de outubro de 2015

A história do “Telefone Lagosta” de Salvador Dali

Salvador Dali – Telefone Lagosta – 1936 – telefone comum e lagosta em gesso - 15 × 30 × 17 cm


A história do “Telefone Lagosta” de Salvador Dali


O Telefone Lagosta (também conhecido como Telefone Afrodisíaco) é um objeto surrealista, criado por Salvador Dalí em 1936 para o poeta, marchand e mecenas de artes Inglês Edward James (1907-1984), um grande colecionador de arte surrealista. A ideia para o objeto estranho veio uma noite, quando Dali, Edward James e amigos jantavam. Eles estavam jogando suas conchas de lagosta quando uma caiu sobre um telefone. Pode-se imaginar Dali saltando por cima da mesa de jantar e exclamando: "Eureka”.

Em seu livro A Vida Secreta, Dalí escreveu provocativamente sobre sua procura por saber por que, quando ele pediu uma lagosta grelhada em um restaurante, ele nunca foi servido com um telefone fervido: “Eu não entendo por que razão, quando eu peço uma lagosta grelhada em um restaurante, eu nunca sou servido com um telefone cozido. Eu não entendo por que o champanhe é sempre gelado e por que os telefones, que são habitualmente tão terrivelmente quentes e desagradavelmente pegajosos ao toque, não são também colocados em baldes de prata com gelo picado em torno deles.”

Este é um exemplo clássico de um objeto surrealista, feito a partir de um conjunto de itens que normalmente não são associados uns com os outros, resultando em algo ao mesmo tempo brincalhão e ameaçador. Dalí acreditava que tais objetos poderiam revelar os desejos secretos do inconsciente. Lagostas e telefones tinham fortes conotações sexuais para Dalí. O telefone aparece em certos quadros do final dos anos 1930, e a lagosta aparece em desenhos e projetos, geralmente associadas ao prazer e dor erótica.

Este objeto surreal também pode ser visto como saudação de Dali a Vincent Van Gogh, o pintor do século 19, que simbolizava o artista "louco" por cortar parte de sua orelha. Dali gostava de pensar sobre si mesmo como o artista louco do século 20, proclamando: "A única diferença entre um louco e eu é que não sou louco!" Aqui, Dali criou um objeto que, como todos os objetos surrealistas, deve ser ativado no olho da mente. Imagine atender um telefone, colocando uma garra de lagosta contra seu ouvido: ela poderia facilmente cortar sua orelha fora. Desta forma, Dali produz uma homenagem moderna e surreal para Van Gogh e aos artistas "loucos" em geral.


Salvador Dali – Telefone Lagosta – 1936 – telefone comum e lagosta em gesso – versão off-white


Dalí produziu cinco exemplos da versão colorida do seu telefone. Um deles esteve na exposição itinerante Universo Dalí. Os demais estão no  Museum für Kommunikation Frankfurt, na Fundação Edward James, na Galeria Nacional da Austrália e na coleção da Tate Modern, em Londres. Dalí também produziu uma versão off-white de seu telefone. Os seis exemplos conhecidos estão no Minneapolis Institute of Arts, no Salvador Dalí Museum em St. Petersburg, Florida,  no Centro Cultural de Belém, em Portugal (e é propriedade do colecionador de arte Joe Berardo) e na Johannesburg Art Gallery (JAG) em Johannesburg, South Africa.


Veja também o artigo “Grandes Marchands e Mecenas das Artes: Edward James (René Magritte e Salvador Dali)” nesse Blog, clicando sobre:



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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Análise de “Dali de Trás Pintando Gala de Trás Eternizada por Seis Córneas Virtuais Provisoriamente Refletidas por Seis Espelhos Reais”, com vídeo

Salvador Dali – “Dali de Trás Pintando Gala de Trás Eternizada por Seis Córneas Virtuais Provisoriamente Refletidas por Seis Espelhos Reais” – 1973 – óleo sobre tela – 60,5 x 60,5 cm - © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres

Análise de “Dali de Trás Pintando Gala de Trás Eternizada por Seis Córneas Virtuais Provisoriamente Refletidas por Seis Espelhos Reais”, com vídeo

Esse é um trabalho estereoscópico, um exemplo das experiências que Dalí realizou na década de setenta. Através do estereoscópio, o artista desejava alcançar a terceira dimensão e obter o efeito de profundidade. Como em Las Meninas de Velazquez, o pintor também aparece em sua própria criação.
Dali explora perspectiva e observação em uma pintura sobre o ato de pintar, e sobre maneiras de ver. O artista espanhol era fascinado pela percepção e era um entusiasmado experimentador precoce de 3D.

Uma das maiores obras de Dali, essa não é uma pintura surrealista óbvia. Pelo contrário, o que parece muito real se torna irreal através da interpretação. Este exercício em si é outro jogo sutil que existe em toda as obras de Salvador Dali. A percepção nunca é apenas a percepção, e o que parece ser algo é quase sempre outra coisa.

Este trabalho é um exemplo brilhante de domínio da técnica na pintura de Dali. O título do trabalho é típico das suas pinturas, muito longo, descritivo, e um pouco surreal. É uma descrição subjetiva, ou seja, "O que eu estou vendo agora é como eu quero que você veja isso".

O que quer dizer o título "Seis Córneas Virtuais" e "Seis Espelhos Reais”? Vemos o pintor, e sua tela, vazia. Vemos o reflexo de Dali e Gala no espelho, e em ambos falta seu olho direito. Vemos seu olho esquerdo, 2 olhos. Podemos inferir que os espectadores do espelho, Dali e Gala, também têm dois olhos cada (que não vemos), que somam quatro, mais dois é igual a seis. Estes são os olhos, são as córneas, e eles também são os espelhos. Os olhos são reflexos, mas o que eles estão refletindo, aparentemente, é uma Gala imortalizada. O que Dali vê é um Dali incompleto e uma Gala incompleta, que serão concluídos por meio de sua pintura. O espelho na pintura é a pintura, é o que Dali vê, e o que ele vê é Gala-Dalí inacabada, ou seja, no processo de tornar-se, não feita, mas imortal.

O importante aqui é que o próprio Dali não pode ver este casal eternizado, ele precisa de algo mais para "olhar através de", e o espelho é o símbolo disso, mas não é o olhar através de aparatos. O que Dali precisa ver é seu reflexo sobre si mesmo. Ele precisa de Gala para fazer isso, para projetar seus pensamentos sobre ela e através dela, poder ver os dois. Imagine alguém sentado ao seu lado, enquanto você está pintando. Ele não pode ver sua pintura. Por um momento vocês fazem contato visual, naquele momento você infere o que o outro pode estar pensando sobre você. Então através desse olhar você tem uma idéia sobre si mesmo. Para Dali isso significa imortalizar Gala. Nesse momento íntimo ele está vivendo através de sua criação de Gala, uma criação que vemos como "inacabada", ele nunca pode terminá-la, porque ela é eterna.

Dali, muitas vezes considerado como imprevisível e explosivo, era na verdade rigorosamente constante em alguns níveis. Um deles era definitivamente sua reverência para com Gala, que considerava a influência mais importante em sua vida. Ela foi sua musa durante praticamente toda a sua vida adulta, e ele pintou inúmeros retratos dela. Ele nunca foi o mesmo depois de sua morte, em 1982.

Gala Dalí (Kazan, 7 de setembro de 1894 — Port Lligat, 10 de junho de 1982), mais conhecida simplesmente como Gala, foi a esposa de Paul Éluard, e depois de Salvador Dalí, e uma inspiração para eles e muitos outros escritores e artistas. Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova ,em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais.

Salvador Dali - "Eu chamo minha esposa: Gala, Galushka, Gradiva. Oliva, pela forma oval do seu rosto e a cor de sua pele. Oliveta, diminutivo de Olive e seus derivados delirantes Oliueta, Oriueta, Buribeta, Buriueteta, Suliueta, Solibubuleta, Oliburibuleta, Ciueta, Liueta. Também a chamo Lionette, porque quando ela fica com raiva, ela ruge como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer".

Assista os vídeos com fotos de outras obras de Gala retratada por Dali e fotos dos dois:



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sexta-feira, 8 de maio de 2015

As joias de Salvador Dali - com vídeos

Salvador Dalí i Domènech - Chalice of Life (O Cálice da Vida) – 1965 - 41,00 x 24,00 x 21,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes de cor extravagante (amarelo), corte de diamante (redondo), de 2 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente (na maçã do topo). Diamantes, corte de diamante (redondo) e 8/8 (o menor), de 1 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Rubis naturais (corindo), misto de corte (redondo), de 1,5 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Safiras naturais (corindo), misto de corte (redondo), de 1,5 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Esmeraldas naturais (berilo), cortes de diversos tipos (redondos e em forma de pêra), de 1,5 a 6,5 milímetros, aproximadamente. Lápis-lazúli, blocos de formas irregulares, aplainado e polido, no pescoço e na base da peça. Com mecanismo de movimento e redutor que fazem as asas das borboletas moverem. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


As joias de Salvador Dali - com vídeos


Salvador Dali fez o design das peças sobre papel, detalhando as cores, materiais, etc. e enviou os desenhos para serem executados por um joalheiro em New York. Elas foram adquiridas por uma Fundação americana para serem emprestadas a várias organizações culturais e beneficientes, para angariarem fundos através de exposições. Depois a coleção foi adquirida por várias pessoas e entidades até serem vendidas para o museu Fundació Gala-Salvador Dali em Figueras, Espanha, onde se encontram hoje.
Os materiais nobres se combinam para formar lábios, corações, olhos, plantas, animais, símbolos religiosos e mitológicos, e formas antropomórficas. Salvador Dali, assim como Michelangelo e outros mestres da Renascença (que ele admirava) usou todos os idiomas da cultura moderna para desenvolver seu discurso artístico: pintura, escultura, arquitetura, teatro, cinema, literatura e joalheria.

Salvador Dalí disse destas joias: "Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam alcançar a função para a qual foram criadas. O espectador é, assim, o artista final. Seu olhar, o coração e a mente - com maior ou menor capacidade de entender a intenção do criador - imbuem as jóias com a vida".


Salvador Dalí i Domènech - The Persistence of Memory – 1949 - 7,80 x 6,80 x 2,10 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes, corte de diamante (redondo), e 8/8 de 1,0 a 2,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Pequenos pedaços de esmalte preto. Relógio com mecanismo Jaeger LeCoultre 426 © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Honeycomb Heart (O Coração Colmeia) – 1949 - 7,00 x 6,00 x 2,00 cm - 8 quilates de ouro amarelo. No pino, 13-14 quilates de ouro amarelo. Diamantes (13), corte de diamante (redondo) e 8/8, de 1,5 a 3,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Rubis naturais (corindo), redondas e ovais de 2,0 a 4,5 milímetros aproximadamente. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Living Flower (A Flor Viva) – 1959 - 39,00 x 25,20 x 21,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes redondos e 8/8, de 1,0 a 4,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Bloco malaquita com mecanismo de movimento e redutor que faz as flores se moverem. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Corset Ring (Anel Corsete) – 1949 - 2,50 x 2,40 x 2,30 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes (17), 8/8 de corte, de 1,7-2,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Pérolas (14), de 2,5 mm de diâmetro © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech – Ruby Lips (Lábios de Rubi) – 1949 - 3,20 x 4,80 x 1,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Rubis naturais (corindo), corte misto (redondas e ovais), de 2,0 a 4,0 milímetros, aproximadamente. Pérolas (13), de 4,0 a 6,0 mm de diâmetro, aproximadamente. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Tree of Life Necklace (Colar A Árvore da Vida) – 1949 - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes (58), corte de diamante (redondo), de 2,5 a 3,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Estrela safira Natural (corindo) (2), corte cabochão oval (de 7,7-8,5 mm de largura) © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Eye of Time (O Olho do Tempo) – 1949 - 4,00 x 6,00 x 1,70 cm – Platina. Rubi Natural (corindo) (1), fragmentos arredondados de forma irregular, polidos. Diamantes, baguette corte (retangular), corte de diamante (redondo) e 8/8, de 0,5 a 3,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Esmalte (no mostrador). Relógio com mecanismo Movado 50SP © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - Tristan and Isolde – 1953 - 4,10 x 4,40 x 1,20 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Platina; Diamantes (39), corte de diamante (redondo) e 8/8 (o menor), de 1,0 a 3,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Almandine granada (1), cabochão triangular. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Royal Heart (O Coração Real) – 1953 - 13,20 x 7,80 x 2,70 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Rubis naturais (corindo), corte misto (redondas e ovais), de 3,0 a 5,0 milímetros, aproximadamente. Pequenas pedras na coroa. Rubis naturais (corindo) (8). Safiras naturais (corindo) (4). Esmeraldas naturais (berilo) (4). Aquamarinhas (berilo) (4). Peridotos (2). Granadas hessonite (2). Ametista (quartzo) (1). Diamantes. Pérolas. Com mecanismo e redutor que faz o coração bater em movimento. Com motor Synchron, Modelo 610 110V 60 CY 3 W 75 RPM © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014

Assista o vídeo para ver o Coração Real pulsar:



Assista o vídeo para ver mais joias:



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domingo, 11 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014 - “Picasso / Dali, Dali / Picasso” – Duas lendas lado a lado na Florida – veja vídeo – 17 de Dezembro de 2014

"Apparatus and Hand" by Dali. Photo courtesy Dali Museum / "Femme Dans un Fauteuli Rouge" by Picasso. Photo courtesy Dali Museum

Retrospectiva 2014 - “Picasso / Dali, Dali / Picasso” – Duas lendas lado a lado na Florida – veja vídeo – 17 de Dezembro de 2014

Veja obras, leia o texto e assista o vídeo em:



quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

“Picasso / Dali, Dali / Picasso” – Duas lendas lado a lado na Florida – veja vídeo



“Picasso / Dali, Dali / Picasso” – Duas lendas lado a lado na Florida – veja vídeo


Esta exposição-referência mostra obras raramente emprestadas de mais de 20 museus internacionais de arte e coleções particulares de todo o mundo, emparelhando estes dois artistas lendários. Mais de 80 obras - com foco em pinturas, e também desenhos, gravuras, esculturas e documentos de arquivos, como cartões postais de Dalí para Picasso. 


"Femme Dans un Fauteuli Rouge" by Picasso. Photo courtesy Dali Museum


"Apparatus and Hand" by Dali. Photo courtesy Dali Museum

A história de Pablo Picasso (1881-1973) e Salvador Dali (1904-1989) é de influência, rivalidade e grandeza artística. Esta exposição apresenta esses dois gigantes da arte moderna que mudaram a forma como entendemos as imagens e o papel do artista. Eles são apresentados lado a lado nesta exposição que mostra como esses artistas foram moldados pelas correntes de seu tempo. No entanto, as suas reações individuais a estas correntes nos inspiram a encontrar nossos próprios caminhos. Cada artista, desenhando sua arte a partir de uma visão interior e pessoal, tentou resgatar o poder da arte de invenção sem sentido. Ao fazê-lo eles mudaram a forma de entendimento da arte.


“Still Life Sandia” by Dali. Photo courtesy Dali Museum


“Compoteir Frutero (Fruit Dish)” by Picasso. Photo courtesy Dali Museum

Os ângulos sombrios no Picasso "Woman in an Armchair" (1909-1910), por exemplo, contrastam com os salpicos brilhantes de cor em Dali "Female Nude Seated in an Armchair" (1927-1928). Auto-retratos dos artistas também ilustram o grau em que Dali e Picasso se influenciaram mutuamente.
A exposição lança luz sobre a relação de mais de 30 anos e as interações entre esses dois artistas espanhóis e destaca as semelhanças em sua evolução artística. Os artistas passaram por várias fases, incluindo o aprofundamento em seus períodos conhecidos de surrealismo e cubismo. Ambos criaram obras retratando angústia e conflito em resposta à guerra civil espanhola.


“Self Portrait with Wig” by Picasso. Photo courtesy Dali Museum


 “Self Portrait Figueres” by Dali. Photo courtesy Dali Museum

"Picasso / Dali, Dali / Picasso" foi organizada pelo Museu Dali e pelo Museu Picasso, Barcelona, com a colaboração da Fundació Gala-Salvador Dali.

Até 22 de Fevereiro de 2015 - (e no Museu Picasso, Barcelona a partir de 28 de Março a 19 de Junho de 2015)
The Dali Museum St. Petersburg, Florida, Estados Unidos - One Dali Blvd, St. Petersburg, FL 33701 Tel.: 727.823.3767

“Study for Premonition of the Civil War” by Dali. Photo courtesy Dali Museum


“Study for Weeping Head” by Picasso. Photo courtesy Dali Museum



Assista o vídeo:


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sábado, 13 de dezembro de 2014

"White Calm" - Salvador Dali – análise da obra

"White Calm" - Salvador Dali – 1936 – óleo sobre tela

"White Calm" - Salvador Dali – análise da obra

Aos 32 anos, Dali utilizou sua habilidade técnica formidável nessa obra. Ele se inspirou em uma cena de cartão-postal para criar a composição, e a infundiu com um foto-realismo quase assustador, mas ao mesmo tempo calmo.
Salvador Dali era um surrealista, é claro. Mas fundamentalmente, e sempre, ele era um realista. Dali admirava o grande desenho. Ele respeitava os mestres: Ingres, Velasquez, Vermeer, Michelangelo, Da Vinci, Rafael, Zurburan, e outros. Todos eles pintavam de forma realista.
"White Calm” (Calma Branca) é estranhamente silenciosa. A figura à esquerda está equilibrada sobre uma rocha, talvez lembrando (por causa do forcado que segura) uma figura semelhante em "The Angelus" de Millet, uma pintura pela qual Dali foi obcecado por toda sua vida. A banhista em primeiro plano é acompanhada por outro nadador distante atrás dela, enquanto alguns barcos aparecem à direita, ao longo do terreno rochoso. Mas o que se sente mais aqui é a imensa sensação de quietude, de calma.
A ânfora quebrada (um vaso usado frequentemente para óleo ou vinho) que aparece em primeiro plano, alude aos muitos  destroços greco-romanos descobertos na planície costeira da Catalunha. O mesmo vaso quebrado é visto em vários trabalhos de Dali dos anos 30. Salvador Dali, muitas vezes pintava tanto o que foi visto como o que foi imaginado.
Ao contrário de outras cenas de mar e praia na obra de Dali, esta tela não inclui ondas ondulando, nem nuvens estilizados no céu - para não mencionar a ausência completa dos azuis típicos e outros tons coloridos que normalmente compõem o céu em paisagens e marinhas de Dali. Tudo é suplantado aqui por uma calma talvez inquietante, como a esperar que, a qualquer momento, algo possa acontecer e interromper a tranquilidade do momento.
 "White Calm" é uma pintura dos importantes anos 1930 de Dali, período surrealista, mas que se desvia daquilo que é mais frequentemente associado ao artista. Ela mostra sua afinidade com o mar e sua propensão para retratar imagens com realismo surpreendente.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Grandes Marchands e Mecenas das Artes: Edward James (René Magritte e Salvador Dali)

René Magritte – “Not to be Reproduced” – 1937 – óleo sobre tela - 81.3 x 65 cm - Museum Boijmans van Beuningen, Rotterdam, Netherlands


Grandes Marchands e Mecenas das Artes: Edward James (René Magritte e Salvador Dali)


Uma das mais famosas imagens criadas por René Magritte, "La Reproduction Interdite" (acima), mostra um homem que olha em um espelho - e olhando para a parte de trás de sua cabeça. Estranho e inquietante, este retrato “manqué” (errado) é tudo o que o surrealismo deve ser. O homem da foto - o homem sem rosto - é Edward James, o “príncipe surrealista”.


foto-manipulação com a face real de Edward James


Edward William Frank James (1907–1984) ou Edward James, o "príncipe surrealista" era um poeta britânico conhecido por seu patrocínio do movimento de arte surrealista. Era o único filho homem de um magnata americano do ramo de ferrovias que mudou para a Inglaterra e casou com Evelyn Elizabeth Forbes, uma socialite escocesa, afilhada do Príncipe de Wales (que se tornou o Rei Edward VII). A Sra. James levou uma vida típica dos super-ricos no final dos períodos vitoriano e eduardiano. As festas em sua enorme propriedade em Sussex  eram colossais, contando muitas vezes com a presença de Edward VII, tanto como Príncipe de Gales, e depois como Rei. James foi educado em Eton, em seguida em Le Rosey, na Suíça e depois em Christ Church, em Oxford. Em 1912, ele herdou a propriedade de 8.000 hectares (32 km2), West Dean House, em Sussex.


Edward James


No início da década de 1930, Edward casou com Tilly Losch, uma dançarina, coreógrafa, atriz e pintora austríaca. Ele encomendou várias produções criadas expressamente para ela, sendo a mais notável “Les Ballets” em 1933, que incluíram Kurt Weill, Lotte Lenya e George Balanchine. Ele e Boris Kochno encomendaram a última colaboração de Brecht e Weill daquele ano, “Os Sete Pecados Mortais”, que Balanchine produziu, dirigiu e coreografou. Edward e Tilly se divorciaram em 1934, quando ele a acusou de adultério com o príncipe Serge Obolensky, um executivo americano de hotéis. Ela o processou em retorno, alegando que James era homossexual, mas ele venceu o processo. James foi, de fato bissexual. Após o divórcio, James foi hostilizado pela sociedade britânica, pelo escândalo. Em 1939 mudou para os EUA - em Taos, Novo México, onde viveu em uma comunidade de artistas que incluía D. H. Lawrence e sua esposa, Frieda.


Edward James e Tilly Losch


Edward James é mais conhecido como um defensor apaixonado do Surrealismo em seu início, movimento que nasceu a partir da incerteza política e revolta entre as guerras. Rejeitando a burguesia que dominava a racionalidade, os surrealistas escapavam em um mundo de fantasia e irracionalidade. Ele patrocinou Salvador Dalí durante todo o ano de 1938 e sua coleção de pinturas e objetos de arte posteriormente veio a ser conhecida como a melhor coleção de trabalho surrealista em coleções particulares. Ele também forneceu ajuda prática, apoiando Dalí por cerca de dois anos e convidou René Magritte a se hospedar em sua casa para pintar. A obra "Time Transfixed" foi colocada sobre a lareira da casa de Edward James.


René Magritte – “Time Transfixed” – 1938 – óleo sobre tela - 97 x 146 cm - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


James aparece em duas famosas pinturas surrealistas de Magritte: “Not to be Reproduced” (“Não Deve ser Reproduzido”) e “The Pleasure Principle: Portrait of Edward James” (“ O Princípio do Prazer: Retrato de Edward James”). Cada uma sugere uma pessoa alienada. No primeiro ele olha em um espelho que mostra a parte de trás de sua cabeça, no segundo a cabeça de James é uma bola de fogo.
Assim como Dalí e Magritte, sua coleção de arte incluía obras de Hieronymus Bosch, Giorgio de Chirico, Paul Klee, Leonora Carrington, Pavel Tchelitchew, Pablo Picasso, Giacometti, Max Ernst e Paul Delvaux, entre outros.


René Magritte - "The Pleasure Principle (Portrait of Edward James)" – 1937 – óleo sobre tela - 79 x 63.5 cm - Edward James Foundation, Chichester, UK


Seu interesse intelectual no surrealismo é demonstrada pelo seu patrocínio da Minotaure, uma revista surrealista luxuosa publicada em Paris. A reforma da sua Monkton House, em uma parte do West Dean Estate, era um sonho surrealista. Tinha algumas das mais icônicas obras surrealistas em exposição, incluindo o grande sofá que Dalí deu a forma e cor dos lábios de Mae West, e sua escultura Telefone Lagosta em branco.


Salvador Dali - Mae West Lips Sofa – 1937 – madeira e cetim – coleção particular em empréstimo de longo prazo para o San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, CA, USA



Salvador Dali - "Lobster Telephone" (também conhecido como "Aphrodisiac Telephone") – 1936 - Edward James Foundation 


A mais fantástica criação surrealista de Edward James foi realizada na floresta tropical mexicana, um jardim de esculturas surrealistas, "Las Pozas" ("as piscinas"), mais de 2000 pés (610 m) acima do nível do mar, em uma floresta tropical nas montanhas do México, no início dos anos 1940. Ele inclui mais de 80 hectares (320.000 m2) de cachoeiras e piscinas naturais entrelaçadas com imponentes esculturas surrealistas em concreto.


O jardim surrealista em Las Pozas, Xilitla






Em 1964, James doou sua propriedade inglesa West Dean para um fundo de caridade. A Fundação Edward James inclui o West Dean College, um centro para a preservação das artes e ofícios tradicionais, por meio de cursos de curta duração e de tempo integral, um dos dois únicos estúdios de Tapeçaria e Tecelagem profissionais no Reino Unido e uma galeria de arte, todos alojados em uma propriedade de 6.400 hectares (26 km2), que é aberta ao público em meio ao West Dean Gardens. A Fundação Edward James foi criada em 1971, em resposta a visão de James de estabelecer "uma fundação educacional onde talentos criativos podem ser descobertos e desenvolvidos, e onde se pode espalhar a cultura por meio do ensino de ofícios e da preservação de conhecimento que de outra forma poderiam ser destruídos ou esquecidos".


West Dean House


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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Salvador Dali & Walt Disney – “Destino” – o curta metragem surreal

 Dali e Disney: era o "Destino" (Foto: Arquivo)

Salvador Dali & Walt Disney – “Destino” – o curta metragem surreal

Em 1946, Salvador Dalí colaborou com os animadores da Walt Disney em “Destino”, uma animação surrealista que foi planejada mas não concluída devido a preocupações orçamentais. “Destino” não seria concluída até 2003, 58 anos depois, quando Roy Disney ressuscitou o projeto. Nem Walt Disney, que morreu em 1966, nem Dali, morto em 1989, chegaram a ver o filme.

O curta de seis minutos segue a história de amor de Chronos (da mitologia grega) e o amor malfadado que ele tem por uma mulher mortal. A história continua com a mulher dançando, com o cenário surreal inspirado por pinturas de Dalí. Não há diálogo, mas a trilha sonora inclui música do compositor mexicano Armando Dominguez.

Clique sobre o vídeo abaixo para assistir:






quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Salvador Dali - exposição em São Paulo


Salvador Dali - exposição em São Paulo 

A exposição convida o público a mergulhar no universo onírico, simbólico e fantasioso de Salvador Dalí. Reunindo 218 obras, desde trabalhos dos anos 1920 até suas últimas obras, a mostra proporciona ao visitante uma clara percepção da evolução do artista, não só técnica, mas de suas influências, recursos temáticos, referências ideológicas e simbolismos. A curadoria é de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí.

Até 11 de Janeiro de 2015

Instituto Tomie Ohtake - Avenida Faria Lima 201, entrada pela Rua Coropés - São Paulo
Tel.: (11) 2245-1900
De terça a domingo, das 11h às 20h - sistema anti-filas distribui senhas a partir das 10h para entradas às 11h, 14h e 17h.


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A história da obra de arte: “Le Pied de Gala” - Salvador Dali - 1974 - com vídeos

“Le Pied de Gala” (painel esquerdo) - Salvador Dali - 1974

A história da obra de arte: “Le Pied de Gala” - Salvador Dali - 1974 - vídeos ao final do artigo

"Le Pied de Gala" foi pintado no final da carreira do artista, em 1973, quando ele estava fascinado pelo fenômeno da estereoscopia, o que levou Dali a pintar duas telas quase idênticas, com pequenas variações de cor e forma, de tal forma que - quando as duas imagens sobrepostas são vistas através de uma lente especial - a ilusão de tridimensionalidade é alcançada.
Dali há muito estava intrigado com a ciência moderna e como ela poderia ser aplicada à sua arte. Ele tinha explorado holografia no início da década, tornando-se o primeiro artista a aproveitar o poder visual do hologramas para as Arte Plásticas. Agora, através de obras estereoscópicas ou estéreo de óptica, tais como "Pé de Gala", Dali conseguiu não apenas um efeito 3-D, mas também domínios de cores que não podem ser produzidas em uma paleta, mas sim através do que poderíamos chamar de mistura óptica.


“Le Pied de Gala” (painel direito) - Salvador Dali - 1974


Aqui vemos o pé de Gala como a principal imagem, que parece emergir de forma tridimensional a partir do trabalho. A pintura de uma estrutura molecular aparece em uma tela em um cavalete em segundo plano.
Embora Gala tivesse cerca de 80 anos quando posou para este trabalho (ela era 10 anos mais velha que Dali), ele gentilmente a retratou com aparência mais jovem, enquanto ela usa o laço preto no cabelo, que ela gostava tanto de usar, e ela tem um jeito brincalhão com ela mesma nesta imagem alegre.
Dali, muitas vezes considerado como imprevisível e explosivo, era na verdade rigorosamente constante em alguns níveis. Um deles era definitivamente sua reverência para com Gala, que considerava a influência mais importante em sua vida. Ela era sua musa durante praticamente toda a sua vida adulta, e ele pintou inúmeros retratos dela. Ele nunca foi o mesmo depois de sua morte, em 1982.


Gala e Salvador Dali em 1954


 Gala Dalí (7 de setembro [OS 26 de agosto] 1894-1810 Junho de 1982), mais conhecida simplesmente como Gala, foi a esposa de, primeiro, Paul Éluard, depois de Salvador Dalí, e uma inspiração para eles e muitos outros escritores e artistas. Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova ,em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais.

Salvador Dali - "Eu chamo minha esposa: Gala, Galushka, Gradiva. Oliva, pela forma oval do seu rosto e a cor de sua pele. Oliveta, diminutivo de Olive e seus derivados delirantes Oliueta, Oriueta, Buribeta, Buriueteta, Suliueta, Solibubuleta, Oliburibuleta, Ciueta, Liueta. Também a chamo Lionette, porque quando ela fica com raiva, ela ruge como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer" 

Assista os vídeos com fotos de outras obras de Gala retratada por Dali e fotos dos dois:



Vídeo com biografia narrada: http://youtu.be/DzAZeLricvo




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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A história da obra de arte: Salvador Dali - "Woman at the Window in Figueres" -1926

Salvador Dali - "Woman at the Window in Figueres" -1926 - óleo sobre tela - 21,0 x 21,5 cm - Gala-Salvador Dali Foundation, Figueres, Spain


A história da obra de arte: Salvador Dali - "Woman at the Window in Figueres" -1926 


A mulher retratada na pintura é Ana Maria, a irmã de Dali, Devido ao assunto, a pintura pode ser vista como uma tentativa inicial de Dali para voltar a trabalhar "A Rendeira". A pintura do pintor holandês do século XVII Jan Vermeer, tornou-se uma obsessão para Dali durante os anos cinquenta.



Aqui a inspiração de Dali: Vermeer - "A Rendeira" (The Lacemaker) - c.1669-1671



Ana Maria costura em uma varanda. Tal como acontece com outras pinturas de Ana Maria, neste momento, ela se apartou do espectador para que seu rosto não possa ser visto. A varanda tem vista para a cidade de Figueres, cidade natal de Dali. A cor azul das montanhas distantes e do céu contrasta com a pedra iluminada pelo sol dos edifícios para capturar a atenção do espectador. Este azul é repetido no cabelo azul-preto cintilante de Ana Maria.


Outra pintura de Ana Maria por Salvador Dali: "Figure at a Window" - 1925



Salvador Dali e sua irmã Ana Maria

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