Marc Chagall - Le Cheval Rose - 1965 - monotipia em papel japonês
Retrospectiva 2014 - Monotipia, uma arte única - 12 de Julho de 2014
Veja muitas fotos, texto explicando a técnica de monotipia e vídeo em:
http://designmuitomais.blogspot.com.br/2014/07/monotipia-uma-arte-unica.html
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domingo, 28 de dezembro de 2014
sábado, 12 de julho de 2014
Monotipia, uma arte única
Marc Chagall - Le Cheval Rose - 1965 - monotipia em papel japonês
Monotipia, uma arte única:
A monotipia é uma técnica de impressão muito simples, em que se consegue a reprodução de um desenho numa prova única, daí o nome “monotipia”.
Camille Pissarro - Bauernmädchen die Füße waschend - c1894
São utilizadas usualmente tintas de secagem lenta, à base de óleo e usa-se como suporte uma placa de vidro, acrílico, etc. Aplica-se uma camada de tinta sobre o suporte e usa-se um rolinho para distribuir a tinta. O papel então é apoiado sobre esse suporte e com um lápis ou outro instrumento, o desenho é feito. Ao retirar o papel, o desenho estará impresso no lado oposto do papel.
Assista um vídeo demonstrando a técnica, clicando sobre o link abaixo:
A prova obtida, monotipia, não é uma duplicação fiel do
desenho original, pois na passagem para o papel (impressão), as tintas
misturam-se fazendo surgir efeitos imprevisíveis. A monotipia pode ser feita em diversas técnicas.
William Blake - Pity - monotipia colorida - 1795
A monotipia é um processo híbrido,
entre a pintura, o desenho e a gravura. Aproxima-se do gesto da pintura, da
mancha de tinta, ou do traço, da linha. Ao mesmo tempo possui características
próprias da gravura, como a inversão da imagem. Apesar de o próprio nome
esclarecer, mono (único) e tipia (impressão), em alguns casos é possível conseguir mais de uma cópia, embora cada vez mais tênue, mais clara.
Paul Klee - The Saint of Inner Light - 1921
A monotipia teve origem no século 17, com
Giovanni Benedetto Castiglione (1616-1670), do qual foram preservadas
algumas monotipias.
Giovanni Benedetto Castiglione - monotipia
Edgar Degas, produziu uma série significativa de monotipias.
Edgar Degas - The Star - pastel sobre monotipia - 1877
Edgar Degas - Femme Dans un Café - pastel sobre monotipia
Edgar Degas - The Jet Earring - 1877 - 18 x 13 cm
Outros artistas que utilizaram a técnica:
Paul Gauguin - Aha Oe Feii? (What! Are You Jealous?) - 1894 - monotipia com aquarela
Paul-Gauguin - Crouching Tahitian Woman Seen from the Back
Jasper Johns - Savarin - 1982 - 100 x 74 cm
No Brasil, Mira Schendell produziu entre 1964 e 1966 cerca de duas mil "Monotipias", a série mais
extensa e uma das mais importantes de toda sua obra. Um conjunto desses trabalhos foi expostos na VIII
Bienal de São Paulo, em 1965. Em alguns trabalhos feitos pela artista, podemos verificar o
estudo das potencialidades gráficas das letras através das muitas explorações
das suas formas, como se cada letra tivesse um mistério contido no seu próprio
desenho.
Mira Schendel - Objeto Gráfico - 1967-8 - Coleção Patrícia Phelps de Cisneros
Outros artistas brasileiros também utilizam a técnica, como Vicente do Rego Monteiro:
Vicente do Rego Monteiro - Três Figuras - 1956
Vicente do Rego Monteiro - monotipia sobre papel - 1965
Clóvis Graciano - Menino e pássaro - 1968 - Monotipia - 35 x 25 cm.
Clovis Graciano - 1942 - monotipia sobre papel - 38 x 28 cm
Clovis Graciano - monotipia - Natal - 1966
Clóvis Graciano - Menino e pássaro - 1968 - Monotipia - 35 x 25 cm.
Clovis Graciano - 1942 - monotipia sobre papel - 38 x 28 cm
Clovis Graciano - monotipia - Natal - 1966
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