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segunda-feira, 15 de julho de 2019

A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I

Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I – 1907 – óleo, prata e ouro sobre tela – 138 x 138 cm – Neue Galerie, New York


A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I


O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é o primeiro de dois retratos de Bloch-Bauer pintados por Klimt e tem sido referido como o trabalho final e mais plenamente representativo de sua fase dourada. Adele Bloch-Bauer (1881-1925) era uma requintada senhora dos salões vienenses, amante das artes, uma cliente e amiga próxima de Gustav Klimt. Klimt levou três anos para concluir a pintura. Desenhos preliminares para ela datam a partir de 1903/4. O quadro foi pintado em Viena e encomendado pelo marido de Adele, Ferdinand Bloch-Bauer. Como um rico industrial que fez fortuna na indústria do açúcar, ele patrocinou as artes e favoreceu e apoiou Gustav Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo que foi pintada duas vezes por Klimt, quando ele completou um segundo retrato dela, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912.


Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer II – 1912 – óleo sobre tela – 190 x 120 cm – Österreichische Galerie Belvedere, Viena, Áustria


Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Austrian State Gallery. Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazistas ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e na Áustria, determinou-se em 2006 que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt. Em junho de 2006 o trabalho foi vendido por US $ 135 milhões a Ronald Lauder da Neue Galerie, em Nova York, na época um preço recorde para uma pintura. A pintura está exposta na Neue Galerie desde julho de 2006. Lauder tentou por muitos anos recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazista e trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazista. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa”.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


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sexta-feira, 6 de julho de 2018

Análise da pintura “The Kiss” de Gustav Klimt

Gustav Klimt – The Kiss, 1907-1908 – óleo sobre tela - 180 × 180 cm - The Österreichische Galerie Belvedere, Vienna, Austria


Análise da pintura “The Kiss” de Gustav Klimt


“O Beijo” (Lovers) foi pintado em uma tela que forma um quadrado perfeito, retratando um casal se abraçando, seus corpos entrelaçados em vestes elaboradas decoradas num estilo influenciado por ambas as construções lineares do estilo Artes e Ofícios e as formas orgânicas do movimento Art Nouveau. A obra foi elaborada com tinta a óleo e camadas aplicadas de folha de ouro, um aspecto que lhe confere a sua aparência impressionante e moderna. A pintura está agora no museu Österreichische Galerie Belvedere no palácio Belvedere, em Viena, e é amplamente considerada uma obra-prima do início do período moderno. É um símbolo de Viena Jugendstil, o Art Nouveau vienense, e é considerada a obra mais popular de Klimt. Pinturas como O Beijo eram manifestações visuais do espírito fin-de-siècle, porque elas capturam uma decadência transmitida por imagens opulentas e sensuais. Supõe-se que Klimt e sua companheira Emilie Flöge posaram para o trabalho, mas não há nenhuma evidência ou registro para provar isso.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


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sexta-feira, 29 de junho de 2018

A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer

Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer, 1916 – óleo sobre tela - 168 x 130 cm - Tel Aviv Museum of Art


A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Friederike Maria Beer


Friederike Maria Beer, a mulher representada nesta pintura, foi uma jovem senhora da sociedade vienense e era uma fiel devota da vanguarda local. Em 1914, ela encomendou a Egon Schiele um retrato dela e depois esse outro retrato por Klimt. Ela posou para ele usando um vestido de seda pintado à mão, que ela chamou de "meu vestido Klimt" e um casaco de pele curto. Klimt ficou especialmente encantado com o revestimento colorido do casaco e pediu para ela usar o casaco pelo avesso, ao posar para a pintura. Beer tinha comprado essas duas peças de roupa no estúdio de design vienense de renome Wiener Werkstätte, onde ela era uma cliente regular e importante.


O fundo da pintura contém motivos de uma cena de batalha, que Klimt emprestou de um vaso coreano. Estes motivos reaparecem nas obras finais do artista, e enchem a superfície da tela com o estilo característico da arte oriental.

Um dos representantes proeminentes do Jugendstil, na Áustria, Klimt pintou composições que misturam elementos ocidentais e orientais. Ele enfatizou um serpenteado de linhas e formas biomórficas que tendem ao achatamento, quase misturando figura e fundo em um único plano decorativo. Ao mesmo tempo, como em quase todos os seus retratos, Klimt permaneceu fiel a uma representação bastante realista das mãos e rosto da modelo.

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."

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http://www.arteeblog.com/2018/07/analise-da-pintura-kiss-de-gustav-klimt.html






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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

A história da pintura “The Auditorium of the Old Burgtheater” de Gustav Klimt

Gustav Klimt - The Old Burgtheater, 1888-1889 – guache sobre papel - 92 x 82 cm - Historisches Museum der Stadt Wien, Vienna, Austria



A história da pintura “The Auditorium of the Old Burgtheater” de Gustav Klimt


Klimt retratou o palco do Burgtheater a partir do palco para o auditório. Uma escolha estranha, porque as abordagens convencionais para este tema em geral mostram atores atuando no palco. É típico do estilo acadêmico dos primeiros trabalhos de Klimt. Os detalhes minuciosos dessa pintura, que inclui mais de 150 retratos individuais minúsculos, são impressionantes em sua precisão quase fotográfica. Entre os membros da plateia estão o primeiro-ministro austríaco, o prefeito de Viena, o compositor Brahms e a amante do Imperador, Katherina Schratt, uma atriz. Quando o público vienense soube dessa encomenda, as pessoas imploraram para Klimt inserir os seus retratos na pintura, por menor que fossem.


Gustav Klimt - The Old Burgtheater, 1888-1889 - detalhe


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


Gustav Klimt - The Old Burgtheater, 1888-1889 - detalhe


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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A história de “Schubert ao Piano” de Gustav Klimt

Gustav Klimt - Schubert ao Piano (Schubert am Klavier) – 1899 – óleo sobre tela – 150 x 200 cm - Destruída por um incêndio provocado por forças alemãs em retirada em 1945 em Schloss Immendorf, Áustria


A história de “Schubert ao Piano” de Gustav Klimt


Em 1898, o industrial grego Nikolaus Dumba encomendou a Hans Makart, Franz Matsch e Gustav Klimt a decoração de três cômodos em seu apartamento de luxo, com pinturas e também móveis. Isto era bem diferente de qualquer coisa que Klimt tinha feito antes: produzir duas pinturas para os painéis acima das portas para um cliente particular, em uma escala doméstica. A Klimt foi dada a sala de música. Enquanto uma das telas, "Música II", é uma obra alegórica remontando a pinturas anteriores, a outra, "Schubert ao Piano", é altamente inovadora. Provavelmente Dumba solicitou que Schubert fosse o tema da pintura, pois ele era certamente popular na época e também era o compositor favorito de Klimt. O que é particularmente notável sobre esse retrato é como Klimt abandonou completamente a ideia de uma representação histórica exata, mostrando os personagens em trajes contemporâneos. A iluminação sutil emitida pela vela tende a dissolver os elementos na imagem. Não é possível determinar o espaço em que os personagens são mostrados e apenas o perfil de Schubert se destaca, nitidamente focado.


Gustav Klimt – Music II – 1898 – óleo sobre tela – 150 x 200 cm - Destruída por um incêndio provocado por forças alemãs em retirada em 1945 em Schloss Immendorf, Áustria


Na pintura de Schubert, a jovem ruiva é Mizzi Zimmerman, que estava esperando um filho do pintor. O vestido de seda que ela está usando foi emprestado por Serena Lederer, uma vienense rica , mecenas das artes e colecionadora de 14 obras de Klimt, incluindo um retrato da amante de Egon Schiele, Valerie Neuzil.
Mizzi tambem posou nua para outra obra de Klimt, The Naked Truth (Nuda Veritas), mas Klimt (que havia engravidado outra moça ao mesmo tempo) não queria se casar com ela, alegando que recebera uma importante encomenda: pintar Medicina, Filosofia e Jurisprudência no teto da Universidade de Viena.


Gustav Klimt - The Naked Truth (Nuda Veritas) - 1899 – óleo sobre tela - 252 x 56,2 cm - Austrian Theater Museum , Vienna

O texto do poeta alemão Schiller na parte superior da pintura diz: "Se você não pode agradar a todos com suas ações e sua arte, você deve satisfazer alguns. Agradar a muitos é perigoso". O tom um pouco agressivo desta inscrição, combinado com o espelho que a figura feminina estende para o espectador, nos convidando a examinar a nós mesmos, talvez possa estar relacionado com a rebeldia do movimento Secessão.

A pintura "Schubert ao Piano" não pode ser mais vista: Essa e outras telas da coleção de Serena Lederer foram destruídas pelos nazistas em 1945. Serena Lederer levou a coleção de 14 pinturas de Klimt para o museu de Schloss Immendorf, para ficarem mais seguras. mas os nazistas em retirada (1945) atearam fogo no museu. Muitas obras de Klimt foram destruídas, incluindo: Golden Apple Tree, Philosophy and Jurisprudence (que Lederer comprou quando a Universidade de Viena rejeitou a obra), Girl Friends e Music II. O número exato de pinturas queimadas em Schloss Immendorf é desconhecida.


Veja mais pinturas de Serena Lederer e leia a história dela no artigo desse Blog: "Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt)" – clicando no link abaixo:



Franz Peter Schubert ( 31 de Janeiro de  1797, 19 de Novembro de 1828) foi um compositor austríaco. Embora falecido aos 31 anos, Schubert foi um compositor prolífico, tendo escrito cerca de 600 Lieder (canções executadas por piano e cantor), nove sinfonias (incluindo a famosa "Symphony No. 8 (Unfinished Symphony)”, música litúrgica, óperas, músicas incidentais e um grande corpo de música de câmara e música solo de piano. A apreciação da música de Schubert durante sua vida foi limitada, mas o interesse por seu trabalho aumentou significativamente nas décadas após a sua morte. Franz Liszt, Robert Schumann, Johannes Brahms e Felix Mendelssohn, entre outros, descobriram e divulgaram suas obras no século 19. Hoje, Schubert é visto como um dos principais expoentes do início da música romântica (era romântica)e continua sendo um dos compositores mais executados.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.

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http://www.arteeblog.com/2015/07/a-fase-dourada-de-gustav-klimt.html

http://www.arteeblog.com/2017/02/a-historia-da-pintura-auditorium-of-old.html

http://www.arteeblog.com/2018/06/a-historia-da-pintura-de-gustav-klimt.html

http://www.arteeblog.com/2018/07/analise-da-pintura-kiss-de-gustav-klimt.html


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terça-feira, 14 de julho de 2015

A fase dourada de Gustav Klimt

Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I – 1907 – óleo, prata e ouro sobre tela – 138 x 138 cm – Neue Galerie, New York


A fase dourada de Gustav Klimt


O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é o primeiro de dois retratos de Bloch-Bauer pintados por Klimt e tem sido referido como o trabalho final e mais plenamente representativo de sua fase dourada. Adele Bloch-Bauer (1881-1925) era uma requintada senhora dos salões vienenses, amante das artes, uma cliente e amiga próxima de Gustav Klimt. Klimt levou três anos para concluir a pintura. Desenhos preliminares para ela datam a partir de 1903/4. O quadro foi pintado em Viena e encomendado pelo marido de Adele, Ferdinand Bloch-Bauer. Como um rico industrial que fez fortuna na indústria do açúcar, ele patrocinou as artes e favoreceu e apoiou Gustav Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo que foi pintada duas vezes por Klimt, quando ele completou um segundo retrato dela, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912.
Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Austrian State Gallery. Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazistas ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e na Áustria, determinou-se em 2006 que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt. Em junho de 2006 o trabalho foi vendido por US $ 135 milhões a Ronald Lauder da Neue Galerie, em Nova York, na época um preço recorde para uma pintura. A pintura está exposta na Neue Galerie desde julho de 2006. Lauder tentou por muitos anos recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazista e trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazista. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa”.

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) ) foi um dos grandes pintores decorativos que trabalharam nos monumentos majestosos da Ringstrasse na Viena imperial no final do século 19. No alvorecer do novo século, ele liderou a Secessão Vienense. Ouro e os motivos decorativos que são característicos das obras de Klimt, são um símbolo dessa revolução artística. Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena (que recusava a tradição acadêmica nas artes) e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, desenhos e outros objetos de arte, muitos deles em exposição na Galeria da Secessão de Viena.


Gustav Klimt - Pallas Athene – 1898 – óleo sobre tela – 75 x 75 cm - Historisches Museum der Stadt Wien

Pallas Athene, é uma interpretação final do século XIX da deusa grega da guerra e da sabedoria. Athene, ou Athena , olha para o espectador com penetrantes olhos cinzentos. A deusa usa a égide, que é aqui retratada como um peitoral composto por escamas douradas cintilantes. As borlas descritas na Ilíada de Homero foram transformadas por Klimt em espirais decorativas de ouro. No centro da égide vemos o rosto de um Gorgon, olhando malignamente. Além da égide, Athena também usa um elmo e segura uma lança. Esta lança dourada torna-se um ponto focal vertical, enquadrando o lado direito da pintura. Athena segura uma figura feminina diminuta em sua outra mão. Esta figura representa Nike, a deusa da vitória. Vale a pena notar que esta imagem de Nike se equipara estilisticamente com outra obra de Klimt, chamada "Nuda Veritas".

Filho de um ourives, Klimt incorporou a folha de ouro para realçar a beleza de seus temas e para aumentar a sensação de magia e de preciosidade. Desse modo, ele consegue investir seus trabalhos com um sentido de intemporalidade, onde a ausência de perspectiva e a supressão de sombra contêm ecos de ícones religiosos. Ele adornou as paredes do Palais Stoclet com uma magnífica árvore  da vida rodopiante, com galhos de ouro entrelaçados. Durante a sua Idade de Ouro, Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.


Gustav Klimt – Judith – 1901 – óleo sobre tela - 84 x 42 cm - Österreichische Galerie Belvedere, Vienna

Judit I (e a cabeça de Holofernes) é uma pintura que mostra a personagem bíblica de Judite segurando a cabeça decepada de Holofernes.

A Fase de Ouro de Klimt foi marcada por reação crítica positiva e sucesso financeiro. Muitas de suas pinturas deste período incluem folhas de ouro coladas sobre as telas. Klimt tinha usado anteriormente o ouro em sua Pallas Athene (1898) e Judith I (1901). Klimt viajou pouco, mas viagens a Veneza e Ravena, ambas famosas por seus belos mosaicos, muito provavelmente inspiraram a sua técnica e seu imaginário de ouro bizantino.


Danae – Gustav Klimt – 1907 – óleo sobre tela – 77 x 83 cm – coleção particular

Danaë era um tema popular no início de 1900 para muitos artistas. Ela foi usada como o símbolo por excelência do amor divino, e transcendência. Enquanto estava presa por seu pai, o rei de Argos, em uma torre de bronze, Danaë foi visitada por Zeus. Algum tempo depois de sua visita celestial ela deu à luz um filho, Perseus, que é citado mais tarde na mitologia grega por matar a Górgona Medusa e resgatar Andromeda.


The Kiss - Gustav Klimt - 1907-1908 – óleo sobre tela - 180 × 180 cm - The Österreichische Galerie Belvedere, Vienna, Austria

“O Beijo” (Lovers) foi pintado em uma tela que forma um quadrado perfeito, retratando um casal se abraçando, seus corpos entrelaçados em vestes elaboradas decoradas num estilo influenciado por ambas as construções lineares do estilo Artes e Ofícios e as formas orgânicas do movimento Art Nouveau. A obra foi elaborada com tinta a óleo e camadas aplicadas de folha de ouro, um aspecto que lhe confere a sua aparência impressionante e moderna. A pintura está agora no museu Österreichische Galerie Belvedere no palácio Belvedere, em Viena, e é amplamente considerada uma obra-prima do início do período moderno. É um símbolo de Viena Jugendstil, o Art Nouveau vienense, e é considerada a obra mais popular de Klimt. Pinturas como O Beijo eram manifestações visuais do espírito fin-de-siècle, porque elas capturam uma decadência transmitida por imagens opulentas e sensuais. Supõe-se que Klimt e sua companheira Emilie Flöge posaram para o trabalho, mas não há nenhuma evidência ou registro para provar isso.


The Tree of Life - Gustav Klimt – 1905 – óleo sobre tela - 195 cm × 102 cm - Museum of Applied Arts, Vienna, Austria

A árvore da vida é um símbolo importante usado por muitas teologias, filosofias e mitologias. Ela simboliza a ligação entre o céu e a terra e o submundo. Para admiradores de Klimt, o mural também tem outro significado, sendo a única paisagem criada pelo artista durante seu período áureo. A pintura é um estudo para uma série de três mosaicos criados por Klimt em 1905-1911 para um trabalho encomendado no Palais Stoclet em Bruxelas, Bélgica. Os mosaicos estão distribuídos em três paredes da sala de jantar do Palais.


Assista o vídeo abaixo: 





Gustav Klimt

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um auto-retrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um auto-retrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo mulheres ... Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."

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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Exposição “Au Temps de Klimt, La Sécession à Vienne” (Nos Tempos de Klimt, a Secessão de Viena) - Pinacothèque de Paris

Gustav Klimt – Reconstrução do Frise Beethoven (detalhe) - 1985 - técnica mista sobre gesso sobre palha - 216 x 3438 cm - detalhe



Exposição “Au Temps de Klimt, La Sécession à Vienne” (Nos Tempos de Klimt, a Secessão de Viena) -  Pinacothèque de Paris - assista os vídeos ao final desse artigo


Gustav Klimt – Reconstrução do Frise Beethoven (detalhe) - 1985 - técnica mista sobre gesso sobre palha - 216 x 3438 cm - detalhe


A Pinacoteca de Paris enfoca um aspecto essencial do Art Nouveau que se desenvolveu em Viena no início do século XX, conhecido como a Secessão, movimento que floresceu no Império austro-húngaro, que vivia seu apogeu. O papel de Gustav Klimt no nascimento deste movimento foi de primordial importância. Artista talentoso e brilhante, desde seus primórdios aos seus excessos decorativos em que o douramento e o Expressionismo nascente dominam, a obra de Klimt foi um marco para um novo período que floresceu em Viena, na virada do século. Esse movimento artístico deu origem, alguns anos mais tarde, a uma das grandes tendências da arte moderna: o Expressionismo.


Gustav Klimt - Etude de tête féminine sur fond rouge - 1897-1898 – óleo sobre tela - 30 x 19,5 cm


Gustav Klimt - Francesca da Rimini et Paolo - 1890 – óleo sobre tela - 125 x 95 cm


A exposição narra em detalhes o desenvolvimento da arte vienense do final do século XIX, a partir do início da Secessão Vienense, até os primeiros anos do Expressionismo, com obras-primas da Secessão e do avant-garde austríaco. Na exposição também há um grupo de documentos raros sobre a vida do artista, sua família e seus irmãos Ernst e Georg, que também eram artistas, com quem Gustav muitas vezes colaborou.


Gustav Klimt - Femme à la cheminée – 1897-1898 – óleo sobre tela - 41 x 66 cm


Gustav Klimt - Fogo Fátuo - 1903 - óleo sobre tela - 52 x 60 cm - coleção particular


Gustav Klimt – “Portrait de jeune fille de face” - c. 1898 – óleo sobre cartão - 38 x 34 cm


O núcleo da exposição é uma seleção de 15 grandes obras de Gustav Klimt, desde seus primeiros anos de estudo até as principais obras de sua idade de ouro, como Judith I (1901) ou a Beethoven Frieze, uma obra monumental, reconstituída em escala e mostrada pela primeira vez na França. Em 1902, Klimt pintou a Beethoven Frieze para a 14ª exposição Viena Secessionist, que se destinava a ser uma celebração do compositor. Destinado apenas para a exposição, o friso foi pintado diretamente sobre as paredes com materiais leves. Após a exposição a pintura foi preservada. A Beethoven Frieze  agora está em exibição permanente no Vienna Secession Building.


Gustav Klimt – “Judith I” – 1901 – óleo sobre tela - 84 x 42 cm - Belvédère, Vienne


Gustav Klimt – Reconstrução do Frise Beethoven – 1985 – técnica mista sobre gesso sobre palha - 216 x 3438 cm - detalhe

O friso ilustra o desejo humano de felicidade em um mundo sofrido e tempestuoso em que se debate, não só com as forças do mal externo, mas também com as fraquezas internas. O espectador segue esta jornada de descoberta de uma forma visual e linear deslumbrante. Ele começa suavemente com o flutuante Genii feminino em busca da Terra, mas logo a seguir vem o escuro, gigante turbilhão de aparência sinistra, Typhoeus, suas três filhas Gorgon e imagens que representam a doença, loucura, morte, luxúria e lascívia acima e à direita. Daí surge o cavaleiro de armadura brilhante que oferece esperança, devido à sua própria ambição e solidariedade para os humanos suplicantes e sofridos. A jornada termina na descoberta da alegria por meio das artes e o contentamento é representado no estreito abraço de um beijo. Assim, o friso expõe o anseio humano psicológico, em última análise, satisfeito através da beleza das artes, juntamente com amor e companheirismo.


Carl Moll – “Bosquet de bouleaux au crepuscule” - c. 1902 – óleo sobre tela - 80 x 80 cm - Belvédère, Vienne


Koloman Moser - Forêt de pins en hiver – 1907 – óleo sobre tela - 55,5 x 45,5 cm


Na exposição são observados os primeiros anos da Secessão e a influência que exerceram sobre a formação do artista através dos principais intelectuais vienenses que assim como ele, passaram um tempo em Paris nessa época. As personalidades artísticas que influenciaram sua arte são convocadas, graças a uma escolha de pinturas provenientes do Belvedere, apresentadas ao lado de obras que descrevem a história dos patronos do movimento. Assim, a exposição mostra obras-primas importantes da Secessão e da vanguarda austríaca, como as primeiras obras de Egon Schiele e Oskar Kokoschka.

Josef Engelhart - Au restaurant du jardin – 1893 – óleo sobre madeira - 28 x 26 cm


Egon Schiele - "Edith Schiele" - 1917 © Photo Éric Simon

Felix Albrecht Harta - "Carrefour" - 1913 © Photo Éric Simon

Tal como no resto da Europa (como no nascimento do Impressionismo na França, na década de 1870), o início do século 20 marcou uma mudança no mundo artístico em Viena. Chefiados por Gustav Klimt, mais de 20 artistas se distanciaram da pintura estruturada e do estilo acadêmico e fundaram a Secessão, um movimento artístico que exibia uma reflexão sobre a arte, em vez de uma técnica artística precisa. Visavam liberar a arte. A exposição mostra com precisão esta partida do clássico e da adesão ao estilo artístico da época. Nesta época, Freud inventou a psicanálise, e alguns artistas incluíram traços psicológicos de seus retratados em seus retratos.


Josepf Hoffmann (conception) - Broche, modèle n° G368 – 1905 – prata, coral, lápis-lazuli, malaquita e pedra da lua - 4,6 x 4,6 cm - Galerie bei der Albertina - Zetter, Vienne


Michael Powolny – “Jeune Fille avec une guirlande de fleurs” (c. 1907) e “Automne”


A seção final da exposição é dedicada às formas de arte de Viena, ao artesanato antigo e refinado que gerou peças de mobiliário, bem como jóias preciosas, peças esplêndidas de cerâmica, bem como reconstruções complexas de obras e de ricos documentos históricos, testemunhas da gênese e da evolução de grandes artistas e arquitetos da época, tais como Adolf Loos, Josef Hoffmann e o Studio Vienense.

Josepf Hoffmann (conception) - Broche – 1905 – prata, coral, lápis-lazuli, e pedra da lua - 5 x 5,1 cm - Galerie bei der Albertina - Zetter, Vienne

Josepf Hoffmann (conception) - Broche – 1905 – prata, coral, lápis-lazuli, opala e ametista - 5,1 x 5,5 cm - Galerie bei der Albertina - Zetter, Vienne


A exposição mostra mais de 180 obras provenientes da coleção do Museu Belvedere, em Viena, bem como de coleções particulares. A curadoria da exposição é de Alfred Weidinger, curador do Museu Belvedere, em Viena.


Michael Powolny - "Printemps" - 1913-1915 e "Été" - 1914-1915 


Hermann Hahn - "Judith avec la tête d'holopherne" - 1898 © Photo Éric Simon


Até 25 de Junho de 2015
Pinacothèque 2 - Rue Vignon, 8 - 75009 Paris
Informações: +33 1 42 68 02 01
accueil@pinacotheque.com

Assista os vídeos e veja mais obras e objetos:








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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014 - Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt) – 3 de Novembro de 2014

Gustav Klimt – “Serena Pulitzer Lederer” – 1899 – óleo sobre tela – Metropolitan Museum of Art

Retrospectiva 2014 - Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt) – 3 de Novembro de 2014

Veja mais obras relacionadas e a impressionante história em:



domingo, 28 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Klimt et Vienne – Un Siècle D´or et de Couleurs - espetáculo multimídia - 5 de Julho de 2014

       Primeiro plano: Le Baiser e à direita: Les Amies e mais adiante: Judith et Holopherne

Retrospectiva 2014 - Klimt et Vienne – Un Siècle D´or et de Couleurs - espetáculo multimídia - 5 de Julho de 2014

Veja as maravilhosas fotos, texto e vídeos em: 
http://designmuitomais.blogspot.com.br/2014/07/klimt-et-vienne-un-siecle-dor-et-de.html

 Foto: Gilles Garnier Photographe


sábado, 27 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Klimt: Alle Origini di un Mito - Exposição de algumas das obras mais famosas de Gustav Klimt - 6 de Junho de 2014

                                                        Beethoven Frieze - detalhe

Retrospectiva 2014 - Klimt: Alle Origini di un Mito - Exposição de algumas das obras mais famosas de Gustav Klimt - 6 de Junho de 2014

Veja a postagem com muitas fotos, texto e vídeos maravilhosos em:
http://designmuitomais.blogspot.com.br/2014/06/klimt-alle-origini-di-un-mito-exposicao.html 

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt)

Gustav Klimt – “Serena Pulitzer Lederer” – 1899 – óleo sobre tela – 190,8 x 85,4 cm - Metropolitan Museum of Art


Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt)


Bonita e elegante, Serena Lederer Pulitzer era uma estrela da sociedade vienense da virada do século. Para este retrato acima, encomendado por seu marido, o industrial August Lederer, Klimt empregou pinceladas suaves e sinuosas para apresentar Serena como uma aparição em branco. "Uma flor na posição vertical, de haste longa ... como uma tulipa negra", entusiasmou-se um crítico quando a pintura foi mostrada em 1901 na décima exposição da Secessão de Viena, grupo fundado por Klimt e outros artistas quatro anos antes, com o objetivo de colocar a cidade na vanguarda do mundo da arte internacional. Os Lederers posteriormente formaram a melhor coleção da obra de Klimt em mãos privadas. 

Gustav Klimt - Charlotte Pulitzer (mãe de Serena Lederer) - 1915 - óleo sobre tela - 98 x 98 cm 


Serena (Szeréna) Lederer, nascida Pulitzer (20 de maio de 1867, Budapeste - 27 de março de 1943) foi a esposa do magnata da Indústria August Lederer, amigo próximo de Gustav Klimt e instrumental na constituição da coleção de obras de arte de Klimt.
Nascida em uma rica família judia, parente do jornalista norte-americano Joseph Pulitzer, Serena era conhecida por sua notória beleza em sua juventude e posteriormente, uma Grande Dama. Ela casou em 05 de junho de 1892 com August Lederer. A família era residente de Raab (Győr), no Bartensteingasse n ° 8 em Viena e no castelo Ledererschlössel em Weidlingau. Em Viena, um cômodo do apartamento foi dedicado às obras de Klimt.
A pintura de Szeréna Lederer feito em 1899 foi a origem de uma estreita amizade. Por recomendação de Klimt, em 1912, Egon Schiele foi apresentado à família Lederer e se tornou amigo de Erich Lederer, o filho mais novo. Szeréna Lederer foi instrumental na coleção da obra de Klimt. Há retratos de sua mãe, sua filha Elisabeth e ela mesma pelo artista. Existe a suposição que Elisabeth era filha natural de Klimt.


Gustav Klimt - Baronesa Elisabeth Bachofen-Echt (filha de Serena Lederer) - 1914 - óleo sobre tela - 180 x 126 cm - coleção particular


A coleção Lederer foi confiscada de Serena em 1940 e ela fugiu para Budapeste, onde morreu três anos depois. A Gestapo transferiu a coleção para o Castelo Immendorf, mas o castelo foi incendiado em Maio de 1945, para que não caísse nas mãos dos Aliados e muitas obras foram destruídas, incluindo: Golden Apple Tree, Philosophy, Jurisprudence e Medicine (que Lederer comprou quando a Universidade de Viena rejeitou as 3 obras), Girl Friends e Music II. O número exato de pinturas queimadas em Schloss Immendorf é desconhecida.


Gustav Klimt - Golden Apple Tree - 1903 - óleo sobre tela - 100 x 100 cm - Destruído por fogo proposital, durante o recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria


Gustav Klimt - Philosophy - 1899 - óleo sobre tela - 430 x 300 cm - Destruído por um fogo marcado pelo recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria


Gustav Klimt - Jurisprudence - 1903 - óleo sobre tela - 430 x 300 cm - Destruído por um fogo marcado pelo recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria


Gustav Klimt - Medicine, Hygieia - 1900 - óleo sobre tela - 430 x 300 cm - Destruído por um fogo marcado pelo recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria


Gustav Klimt - Girlfriends or Two Women Friends - 1916–17 - óleo sobre tela - 99 x 99 cm - Destruído por um fogo marcado pelo recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria


Gustav Klimt - Musik II - 1898 - óleo sobre tela - 150 x 200 cm - Destruído por um fogo marcado pelo recuo das forças alemãs em 1945 no Schloss Immendorf, na Áustria

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena


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