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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Análise da pintura de Marc Chagall – Paris through the Window (Paris através da Janela)

Marc Chagall - Paris through the Window – 1913 – óleo sobre tela – 135,8 x 141,4 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA



Análise da pintura de Marc Chagall – Paris through the Window (Paris através da Janela)


Depois que Marc Chagall se mudou da Rússia para Paris, em 1910, suas pinturas rapidamente refletiram os mais recentes estilos de vanguarda. Em Paris através da Janela, transparece a proximidade de Chagall com o cubismo órfico de Robert Delaunay, nos planos semitransparentes sobrepostos de cores vivas no céu acima da cidade. A Torre Eiffel, que aparece na paisagem urbana, também era um tema frequente no trabalho de Delaunay. Para os dois artistas, ela serviu de metáfora para Paris e talvez para a própria modernidade.

O paraquedista de Chagall também pode se referir à experiência contemporânea, pois o primeiro salto bem-sucedido da Torre Eifell ocorreu em 1911. Parece provável que o artista também incluiu esse homem, caindo do céu em Paris, como uma referência ao salto de fé que ele acabou de dar com seu novo estilo de vida ocidental e as novas formas de arte contemporânea que ele está adotando agora.
No centro da pintura há um gato amarelo com rosto humano. Algumas pessoas pensavam nos gatos como pecadores que já faleceram, mas voltaram a esta vida através da forma felina para assombrar os membros da família.

Outras formas sugerem Vitebsk, a cidade natal do artista. O personagem dessa pintura foi interpretado como o artista que olha ao oeste para sua nova casa na França e ao leste para a Rússia. Também simbolizando essa dicotomia, há um casal separado, sob a Torre Eifell. A nostalgia do famoso artista por sua terra natal, a Rússia, também é representada pelo trem de cabeça para baixo à esquerda do gato no centro da pintura. Isso representava sua incapacidade de voltar para casa. Chagall, no entanto, recusou interpretações literais de suas pinturas, e talvez seja melhor pensar nelas como evocações líricas, semelhantes à poesia plástica alusiva dos amigos do artista Blaise Cendrars (que nomeou essa tela) e Guillaume Apollinaire.

O homem de duas caras em Paris através da janela permeia figurativamente entre dois mundos: interior versus espaço exterior, passado e presente, imaginário e real. Em pinturas como essas, fica claro que o artista preferia a vida da mente, da memória e do simbolismo mágico à representação realista.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou-se para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 eles se mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou-se para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.

Em sua biografia de Chagall, Franz Meyer cita um aforismo que resume dois artistas: "Pablo Picasso estava para o triunfo do intelecto, Chagall para a glória do coração."

"Se eu criar com o meu coração quase todas as minhas intenções permanecem. Se for com a cabeça, quase nada. Um artista não deve ter medo de ser ele mesmo, de expressar apenas a si mesmo. Se ele é absolutamente e inteiramente sincero, o que ele diz e faz, será aceitável para os outros." – Marc Chagall


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Análise da pintura "The Promenade" de Marc Chagall

Marc Chagall – “The Promenade” – 1918 - óleo sobre tela - 169.6 x 163.4 cm - Russian Museum, St. Petersburg, Russia


Análise da pintura "The Promenade" de Marc Chagall


Em "The Promenade" Chagall expressa as alegrias de seu casamento com Bella. Ele sorri enquanto segura um pássaro em uma mão e Bella na outra. Bella sobe, como se fosse uma pipa no céu, ligada à terra apenas pela mão amorosa de Chagall. Esta é uma das imagens que Chagall pintou durante uma visita à Bielorrússia, quando morava em Paris. Quando ele chegou, em 1914, a guerra eclodiu e ele não pode retornar. Em 1917, ele estava morando de volta em Vitebsk. Foi também o ano em que ele se envolveu com Bella. Voar celebra a alegria e êxtase de seu amor.

Nessa pintura, atrás deles, as casas e os campos são facetados em tons de esmeralda. Um cobertor de piquenique se destaca em um padrão colorido no primeiro plano inferior. Há uma exuberância de movimentos nas dobras esvoaçantes do vestido roxo de Bella que sugere felicidade, assim como a expressão de Chagall. Com um sorriso calmo, Bella, como Chagall, olha para o espectador. Eles se parecem com figuras em uma fotografia, presos no instantâneo de um momento feliz.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou-se para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 eles se mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou-se para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.


Marc Chagall 


Em sua biografia de Chagall, Franz Meyer cita um aforismo que resume dois artistas: "Pablo Picasso estava para o triunfo do intelecto, Chagall para a glória do coração."
"Se eu criar com o meu coração quase todas as minhas intenções permanecem. Se for com a cabeça, quase nada. Um artista não deve ter medo de ser ele mesmo, de expressar apenas a si mesmo. Se ele é absolutamente e inteiramente sincero, o que ele diz e faz, será aceitável para os outros." – Marc Chagall


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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A história da pintura “Lune rousse au Cap d'Antibes” de Marc Chagall

Marc Chagall - Lune rousse au Cap d'Antibes (Lua vermelha em Cap d'Antibes), 1969 – óleo, crayon e aquarela sobre papel - 61.4 x 49.3 cm – coleção particular


A história da pintura “Lune rousse au Cap d'Antibes” de Marc Chagall


Para Chagall, a pintura sempre foi um meio para expressar o mundo interno de sua imaginação, gravando suas memórias, paixões e emoções em tela de uma maneira fantástica. “Lune rousse au Cap d'Antibes” expressa a felicidade e o contentamento que o artista sentiu ao morar no sul da França com sua segunda esposa, Valentina (Vava) Brodsky. Quando Chagall fez essa pintura, ele estava desfrutando um prolongado período de felicidade conjugal com Vava. Foi a filha dele, Ida, quem a apresentou a ele em 1952 e, após um curto romance, Chagall e Vava se casaram. O sentimento de estabilidade e paz que o artista sentiu com Vava se traduziu diretamente em sua arte, e durante as três décadas que passaram juntos, ela foi uma fonte de inspiração para ele. Lune rousse au Cap d'Antibes pode ser vista como uma celebração direta do seu amor, com o tema do romance claramente incorporado nos amantes reclinados sob um buquê de grandes dimensões. Chagall costumava usar flores como símbolo do amor romântico em suas pinturas.

Chagall ficou encantado com a paisagem da Côte d'Azur no início da década de 1950, quando o céu, o mar e a flora da região o convenceram a se mudar para lá, para o benefício de sua arte. A Riviera Francesa tornou-se um próspero centro artístico após a Segunda Guerra Mundial, com vários artistas (incluindo Henri Matisse e Pablo Picasso) se instalando lá. Chagall comprou a vila, Les Collines, situada na encosta do Baou des Blancs, a poucos quilômetros ao norte de Antibes. Inspirado pela luz, a atmosfera e os jardins verdejantes que rodeavam a casa, ele passou seus dias absorvido na criação de novas e alegres obras de arte. Chagall usou inúmeras aldeias próximas como cenário para as obras que ele criou enquanto morou lá. O Port Vauban Antibes está presente nessa pintura, com a silhueta de seu Fort Carré, sob o clarão da lua vermelha.

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Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall se mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram-se novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, se mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.


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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

The Chagall Windows (Os Vitrais de Chagall)




The Chagall Windows (Os Vitrais de Chagall) 


Marc Chagall – Chagall Windows, Reuben – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel




Marc Chagall – Chagall Windows, Simeon – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Os vitrais de Chagall estão localizados no Hospital Hadassah Ein Kerem, que é um hospital universitário localizado em Ein Kerem, subúrbio de Jerusalém, Israel. Aberto em 1961, hoje o hospital dispõe de 700 leitos. Ele é formado por 130 departamentos e clínicas e 22 diferentes edifícios. O hospital é parte do centro médico Hadassah, que também inclui a escola de medicina da Universidade Hebraica de Jerusalém, escola de odontologia, escola de enfermagem e escola de farmácia. Atualmente é considerado o maior e mais moderno hospital de Jerusalém.


Marc Chagall – Chagall Windows, Levi – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Em 1959, a Dra. Mariam Freund (Presidente Nacional do Hadassah) e Joseph Neufeld (arquiteto que projetou o Centro Médico da Universidade Hadassah-Hebraica) encarregaram Marc Chagall de projetar os vitrais da sinagoga que seria parte do Centro Hospitalar. Cada uma das doze janelas representaria uma das doze tribos de Israel. Chagall trabalhou no projeto por dois anos, com os vitrais finalmente expostos em Paris em junho de 1961 e no Museu de Arte Moderna de Nova York no inverno de 1961. Em fevereiro de 1962, elas foram permanentemente instaladas na sinagoga.


Marc Chagall – Chagall Windows, Judah – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


A Bíblia foi a principal inspiração de Chagall, especialmente as bênçãos de Jacó sobre seus doze filhos e as bênçãos de Moisés sobre as doze tribos. Cada janela é dominada por uma cor específica e contém uma citação das bênçãos individuais.


Marc Chagall – Chagall Windows, Dan – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


As doze tribos de Israel representam os doze grupos do antigo Israel, que são tradicionalmente descendentes de um dos doze filhos de Jacó: Reuben, Simeon, Levi, Judah, Dan, Naphtali, Gad, Asher, Issachar, Zebulun, Joseph e Benjamin. Após a morte de Jacó, o território de Israel foi dividido entre seus doze filhos, designando as doze tribos de Israel.


Marc Chagall – Chagall Windows, Naphtali – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Chagall e seu assistente, Charles Marq, trabalharam no projeto por dois anos, período durante o qual Marq desenvolveu um processo especial para aplicar cor ao vidro. Isso permitiu que Chagall usasse até três cores em um único painel, em vez de ficar confinado à técnica tradicional de separar cada painel colorido por uma tira de chumbo.


Marc Chagall – Chagall Windows, Gad – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Cada painel é um microcosmo do mundo de Chagall, real e de seu imaginário, de seu amor por seu povo, seu profundo senso de identificação com a história judaica, e de sua vida inicial no shtetl russo.


Marc Chagall – Chagall Windows, Asher – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Diante do simples quadrado que forma o pedestal das janelas, olhando para as imagens vívidas, os símbolos judaicos, as figuras flutuantes de animais, peixes e flores, até o espectador mais casual é dominado pelo seu poder e presença.


Marc Chagall – Chagall Windows, Issachar – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


A sinagoga foi inaugurada na presença do artista em 6 de fevereiro de 1962 como parte da Celebração do Aniversário de Ouro do Hospital Hadassah.


Marc Chagall – Chagall Windows, Zebulun – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Chagall disse: "Todo o tempo que eu estava trabalhando, senti minha mãe e meu pai olhando por cima do meu ombro e atrás deles estavam judeus, milhões de outros judeus desaparecidos, de ontem e mil anos atrás".

"Este é o meu modesto presente para o povo judeu que sempre sonhou com amor bíblico, amizade e paz entre todos os povos. Este é o meu presente àquele povo que viveu aqui há milhares de anos entre os outros povos semitas." Marc Chagall, 6 de fevereiro de 1962.



Marc Chagall – Chagall Windows, Joseph – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Marc Chagall – Chagall Windows, Benjamin – vitral - 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.


Marc Chagall – Chagall Windows – vitrais - cada: 3,35 m de altura x 2,43 m de largura - Hadassah Ein Kerem Hospital, Israel


Esse blog possui mais artigos sobre Marc Chagall. Clique sobre os links abaixo para ver:







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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Pinturas sobre o amor, por Marc Chagall

Marc Chagall - The Betrothed and the Eiffel Tower, 1913 – óleo sobre tela - Musée National Message Biblique Marc Chagall, Nice, France


Pinturas sobre o amor, por Marc Chagall


“Só o amor me interessa, e eu estou apenas em contato com coisas que giram em torno do amor” - Marc Chagall

“Nas artes, como na vida, tudo é possível desde que se baseie no amor” - Marc Chagall

“Em nossa vida há uma única cor, como na paleta de um artista, que fornece o sentido da vida e da arte. É a cor do amor” - Marc Chagall

“Se eu criar com o coração, quase tudo funciona. Se criar com a cabeça, quase nada” - Marc Chagall


Marc Chagall – Artist and his Wife, 1980 – óleo sobre tela - 89 x 116 cm – coleção particular


Marc Chagall – “Lovers in the Lilacs” – 1930 – óleo sobre tela - 131.4 × 89.5 cm – The Metropolitan Museum of Art

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique nesse link para ver:



Marc Chagall – Blue Lovers, 1914 – óleo sobre cartão – 44 x 49 cm – coleção particular


Marc Chagall – Big Sun, 1958 – óleo sobre madeira – 44 x 54,4 cm – coleção particular


Marc Chagall – Over the Town, 1918 – óleo sobre tela – 56 x 45 cm - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia

Chagall gostava de criar pinturas que mostravam ele e sua esposa, Bella Rosenfeld Chagall, voando no ar. “Over the Town” (Sobre a Cidade) é uma celebração de seu amor e como eles se tornaram unificados quando casaram. A pintura mostra Chagall e sua esposa voando acima de Vitebsk, que é uma pequena cidade onde ele cresceu. Chagall está segurando sua esposa bem perto, enquanto ela acena com uma mão aberta pelo ar. As casas abaixo deles são todas da mesma cor, exceto uma casa vermelha ao fundo.


Marc Chagall – Coq Rouge dans la Nuit, 1944 – óleo sobre tela - 68.6 x 79.4 cm – coleção particular


Marc Chagall – “The Promenade” – 1918 - óleo sobre tela - 169.6 x 163.4 cm - Russian Museum, St. Petersburg, Russia

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique nesse link para ver:




Marc Chagall – La Mariée, 1950 – guache sobre papel – 68 x 53 cm – coleção particular

Essa pintura foi descrita por Chagall como "Uma ode ao amor jovem". O casamento é o tema principal da pintura, e inclui um recurso encontrado em outras pinturas de Chagall e em muitas outras obras de arte européias do século XX: animais tocando instrumentos musicais. Neste caso é uma cabra tocando um violino. A pintura também mostra um homem tocando uma flauta, uma menina, um peixe com braços segurando uma vela e um banco e um esquilo.


Marc Chagall – The Wedding Candles, c. 1945 – óleo sobre tela – 120 x 122,2 cm – coleção particular


Simbolismo de figuras na arte de Chagall - pequeno resumo
Vaca = vida / Árvore = vida / Galo = fertilidade / Violino = lembranças dos violinistas da cidade natal Vitebsk / Peixe voador = lembrança do pai dele que trabalhava numa indústria de herring / Relógio com pêndulo = tempo e vida modesta / Castiçais = simboliza o Shabbat e a vida dos judeus devotos / Janela = amor à liberdade / Casas de Vitebsk = saudades da cidade natal / Cenas de circo = criatividade e alegria / Cavalos = liberdade / Torre Eiffel = outro símbolo de liberdade.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.


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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Análise de “Autorretrato com Sete Dedos” de Marc Chagall

Marc Chagall – Autorretrato com Sete Dedos, 1912-1913 - óleo sobre tela - 126 x 107.5 cm - Stedelijk Museum, Amsterdam


Análise de “Autorretrato com Sete Dedos” de Marc Chagall


Fazer algo com sete dedos é uma expressão iídiche que significa fazer algo bem ou habilmente. Marc Chagall era um sonhador errante. A partir de sua humilde cidade natal de Vitebsk, Belarus, ele saiu para viver a grandeza de São Petersburgo, o romance de Paris, a liberdade de New York. Através de guerras, perseguição nazista, e a passagem de nove décadas, ele encontrou o amor, técnicas pioneiras no modernismo, e pintou. Acima de tudo, ele pintou.

Esta pintura não é uma imagem naturalista, no entanto, descreve muito sobre Marc Chagall como pessoa e como artista. A data da obra, 1912-1913, mostra que ela foi feita logo depois que ele se mudou da Rússia para Paris. Sua localização em Paris é identificável porque a Torre Eiffel é visível através da janela. Em contraste com a sua localização geográfica, ele pintou imagens rurais, como uma leiteira e uma vaca. Sua cidade natal, Vitebsk, foi retratada em uma nuvem sobre sua cabeça. Enquanto ele estava na França, seus pensamentos e pinturas permaneceram centrados na Rússia.

Formalmente, as influências cubistas podem ser vistas nos planos desagregados que compõem o rosto do artista. Chagall mostra-se ainda mais nesta pintura colorida como preso entre dois mundos, escrevendo “Paris” e “Rússia” em letras hebraicas na parte superior da tela. A mão esquerda de Chagall tem sete dedos e o número sete era significativo para Chagall, por ele ter nascido no 7º dia do sétimo mês em 1887. E o número sete é tem muitas conotações místicas, na tradição judaica.
“Autorretrato com Sete Dedos” foi o primeiro autorretrato de Chagall, então com 25 anos de idade. Foi pintado em seu primeiro estúdio em Paris em La Ruche, Montparnasse, onde ele e 200 outros artistas viviam em miséria total.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições.

"Se eu criar com o meu coração quase todas as minhas intenções permanecem. Se for com a cabeça, quase nada. Um artista não deve ter medo de ser ele mesmo, de expressar apenas a si mesmo. Se ele é absolutamente e inteiramente sincero, o que ele diz e faz, será aceitável para os outros." – Marc Chagall.


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Análise da pintura The Promenade de Marc Chagall

Marc Chagall – “The Promenade” – 1918 - óleo sobre tela - 169.6 x 163.4 cm - Russian Museum, St. Petersburg, Russia


Análise da pintura The Promenade de Marc Chagall


Em "The Promenade" Chagall expressa as alegrias de seu casamento com Bella. Ele sorri enquanto segura um pássaro em uma mão e Bella na outra. Bella sobe, como se fosse uma pipa no céu, ligada à terra apenas pela mão amorosa de Chagall. Um buquê apaixonado de flores vermelhas está a seus pés. Esta é uma das imagens que Chagall pintou durante uma visita à Bielorrússia, quando morava em Paris. Quando ele chegou, em 1914, a guerra eclodiu e ele não pode retornar. Em 1917, ele estava morando de volta em Vitebsk. Foi também o ano em que ele se envolveu com Bella. Voar celebra a alegria e êxtase de seu amor.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.

Em sua biografia de Chagall, Franz Meyer cita um aforismo que resume dois artistas: "Pablo Picasso estava para o triunfo do intelecto, Chagall para a glória do coração."


Marc Chagall

"Se eu criar com o meu coração quase todas as minhas intenções permanecem. Se for com a cabeça, quase nada. Um artista não deve ter medo de ser ele mesmo, de expressar apenas a si mesmo. Se ele é absolutamente e inteiramente sincero, o que ele diz e faz, será aceitável para os outros." – Marc Chagall


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 27 de dezembro de 2015

Balé em Pinturas, com vídeos

Dame Laura Knight (Long Eaton, Derbyshire, England, 4 de Agosto de 1877 – London, 7 de Julho de 1970) - Ballet, 1936


Balé em Pinturas, com vídeos 



Henri Matisse - The Ballet Dancer, c. 1927 - Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Henri de Toulouse-Lautrec - Ballet Dancers, 1885 – óleo sobre tela - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Pablo Picasso – desenho para fantasia do ballet “Le Tricorne”, 1917


"El Sombrero de Tres Picos" (O Chapéu de Três Pontas ou Le Tricorne) é um balé em dois atos, coreografado por Léonide Massine, com música de Manuel de Falla e encomendado por Sergei Diaghilev. Estreou completo em 1919. Não só é um balé com cenário espanhol, mas também emprega as técnicas de dança espanhola (adaptadas e um tanto simplificadas) em vez de balé clássico. A história (um juiz apaixonado pela fiel esposa de um moleiro – dono ou operador de um moinho de vento - tenta seduzi-la) deriva de uma novela de Pedro Antonio de Alarcón (nascido em Granada). O balé foi encenado pela primeira vez em Londres, no Teatro Alhambra, em 22 de Julho de 1919. Os cenários e figurinos foram criados por Pablo Picasso.

Assista uma cena do balé:




Leia e veja mais sobre a relação de Picasso com balé, clicando sobre o link:


Édouard Manet - The Spanish Ballet, 1862 – óleo sobre tela - Philips Collection, Washington DC, USA

Willard Metcalf (Lowell, Massachusetts , 1 de Julho de 1858 – New York City, 9 de Março de1925) - The Ballet Dancers - The Dressing Room, 1885



Konstantin Somov (São Petersburgo, 30 de Novembro de 1869 — Paris, 6 de maio de 1939) – Russian Ballet, 1930



Marc Chagall - Finale of the Ballet "Aleko", 1942 – guache sobre papel - Museum of Modern Art, New York, USA

Leia sobre Marc Chagall e o balé Aleko e veja mais obras, clicando sobre o link:


Zinaida Serebriakova - Girls Sylphides (Ballet Chopiniana), 1924 - The State Tretyakov Gallery, Moscow


Les Sylphides é um balé baseado em obras do músico Frédéric Chopin, coreografado por Mikhail Fokine, com costumes de Alexandre Benois e com orquestração de Alexander Glazunov. Como "Chopiniana" a estréia se deu no dia 19 de fevereiro de 1909 no teatro Maryinsky em São Petersburgo. Os bailarinos desta apresentação foram Tamara Karsavina, Nijinsky, Anna Pavlova e Alexandra Baldina. Como "Les Sylphides" a estréia se deu em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris, produzida por Serguei Diaghilev para os Ballets Russes. Os bailarinos desta apresentação foram os mesmos da apresentação da Chopiniana. Os costumes e cenários foram também de Alexandre Benois. "Les Sylphides" alguma vezes é confundido com outro balé denominado "La Sylphide" . De nome parecido e com o mesmo tema que é a invocação das figuras mitológicas das sílfides, a semelhança para por aí. São balés bem distintos, com músicas, coreografias, cenário e criação realizadas por pessoas diferentes. Durante três anos, a artista Zinaida Serebriakova (1884-1967) assistiu aos ensaios do balé do Teatro Mariinsky.

Assista um trecho do balé:




As bailarinas de Degas:


Ópera e balé eram uma parte elegante da vida cultural parisiense, e Edgar Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) era frequentador da platéia muito antes de começar a pintar as bailarinas. No balé, Degas encontrou um mundo que empolgava o seu gosto pela beleza clássica e seu olho para o realismo moderno. Ele ia para os bastidores e salas de aula do magnífico Palais Garnier, a casa da Ópera de Paris e seu Ballet, onde algumas das garotas mais pobres da cidade se esforçavam para se tornarem as fadas, ninfas e rainhas do palco. Quando ele passou a fazer parte desse mundo rosa e branco, tão cheio de tradição, ele inventou novas técnicas para desenhar e pintar. Ele cortava seus enquadramentos como um fotógrafo faria (e também se tornou um). Ele desafiava a composição tradicional, optando por assimetria e pontos de vista radicais, criando efeitos dramáticos. No entanto, ele sempre conseguiu manter um olho sobre os grandes mestres do passado. As bailarinas que Degas nos legou permanecem entre as imagens mais populares da arte do século 19.  



Edgar Degas – Bailarinas Subindo Escada, 1886-1890 – óleo sobre tela - Musée D´Orsay, Paris


Edgar Degas - Ballet Class, The Dance Hall, 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Edgar Degas – The Dance Class, 1873 – óleo sobre tela – Corcoran Gallery of Art, Washington, DC


Edgar Degas - The Ballet Class, 1871 – 1874 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France


Edgar Degas – O Ensaio do Balé no Palco, c. 1874 – pastel sobre papel - Metropolitan Museum of Art, New York City


 Edgar Degas - Dancer with a Bouquet of Flowers (The Star of the Ballet), 1878 - 81 x 66 cm - pastel e gouache sobre papel - The Getty Center,Los Angeles, California


Edgar Degas - At the Ballet, c. 1880 – 81 – pastel sobre papel


Veja e leia sobre mais duas pinturas de Edgar Degas sobre balé, clicando sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2015/05/edgar-degas-musicos-na-orquestra-e.html


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