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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

10 Pinturas sobre Professores

Pierre-Auguste Renoir - The Piano Lesson – 1889 – óleo sobre tela - Joslyn Art Museum - Omaha, NE


10 Pinturas sobre Professores


Jan Steen (1626-1679) - Drawing Lesson – óleo sobre tela


Johannes Vermeer - The Music Lesson - c. 1662-c.1665 – óleo sobre tela -  64.5 x 73.3 cm - Royal Collection, Windsor Castle, London, UK



Lord Frederic Leighton - The Music Lesson, 1877 – óleo sobre tela - 93 × 95 cm - Guildhall Art Gallery


Carl Larsson - The First Lesson – 1903 – óleo sobre tela


Nikolay Bogdanov-Belsky - Children in a Class – 1918 – óleo sobre tela


Gustave Caillebotte - The Piano Lesson – 1881 – óleo sobre tela - Musée Marmottan, Paris, France


Jan Steen - School Teacher - c. 1668 – óleo sobre tela


Norman Rockwell - Happy Birthday, Miss Jones, 1956 – óleo sobre tela – coleção de George Lucas

Feliz Aniversário, Miss Jones, apareceu na capa do The Saturday Evening Post publicado em 17 de março de 1956. Esta pintura foi a 289ª de Rockwell em um total de 322 pinturas que foram publicadas na capa do Saturday Evening Post. A carreira de Rockwell com o Post durou 47 anos, desde sua primeira ilustração de capa, Boy With Baby Carriage em 1916, até o último, Retrato de John F. Kennedy, em 1963. O óleo sobre tela original faz parte da coleção do cineasta George Lucas.

Esse blog possui um artigo sobre a coleção de George Lucas das pinturas de Norman Rockwell. Clique sobre o link abaixo para ver:

https://www.arteeblog.com/2015/06/serie-arteeblog-arte-e-cinema-norman.html



Albert Anker - The School Exam – 1862 – óleo sobre tela


Edgar Degas - Ballet School – 1873 – óleo sobre tela


Bonus:


 Rembrandt - A Scholar - 1631 – óleo sobre tela - 104.5 x 92 cm – coleção particular


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Análise de “Fish Magic” de Paul Klee

Paul Klee - Fish Magic – 1925 – óleo, aquarela e colagem sobre tela colada em madeira - 77.2 x 98.4 cm – Philadelphia Museum of Art 


Análise de “Fish Magic” de Paul Klee


Em Fish Magic, Paul Klee criou um reino mágico onde o aquático, o celestial e o terrestre se misturam. A superfície preta delicada cobre uma camada inferior de cores, que o artista revelou, arranhando e rabiscando desenhos na tinta preta, uma versão sofisticada das brincadeiras de crianças com lápis de cera. No centro da pintura, um quadrado de musselina está colado sobre a tela. Uma linha diagonal longa que chega ao topo da torre do relógio aumenta a sensação de magia, parecendo pronta para puxar o quadrado de musselina, para revelar algo por baixo. Fish Magic se enquadra dentro da tradição do romantismo alemão, com sua mistura de fantasia e empirismo naturais, de poesia e pragmatismo. Paul Klee foi um dos maiores filósofos e teóricos da arte do século XX, especialmente no campo da cor, bem como um de seus maiores fantasiadores. Em pinturas como Fish Magic, estes dois dons divergentes são reconciliados, com o intelecto e a imaginação unindo forças. A arte de Klee é apreciada principalmente pela sua reserva inesgotável de encantos, inevitavelmente trazendo sorrisos a todos.  

Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 — Muralto, 29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. Ele possuía um método individual, influenciado por muitos movimentos de arte, como surrealismo, cubismo e expressionismo, além de futurismo e abstração, realizando mais de 10.000 gravuras, desenhos e pinturas. Suas obras refletem seu humor seco e, às vezes, a sua perspectiva infantil, seus ânimos e suas crenças pessoais, e sua musicalidade. Ele e o pintor russo Wassily Kandinsky, seu amigo, também eram famosos por darem aulas na Bauhaus, uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo. A escola foi fundada por Walter Gropius em 25 de abril de 1919. Em 1933, após uma série de perseguições por parte do governo nazista, a Bauhaus foi fechada.

Em meados da década de 1920, a técnica de arte de Klee passou para um gênero chamado divisionismo. Esta técnica de arte cria a oposição entre formas individuais e formas “dividuais”. Isto significa que ele usou formas que não podem ser divididas e formas que podem ser infinitamente divididas. Em Fish Magic, pode-se olhar para cada peixe individualmente e comparar as escamas, barbatanas e brânquias de cada peixe ou olhar para a pintura como um todo e ver um grupo de peixes que compõem a obra de arte. Este gênero de arte expressa o subconsciente através de imagens e cria imagens oníricas bizarras.

As várias figuras do quadro Fish Magic podem ter várias mensagens ou interpretações. A pintura pode ser interpretada apenas como uma cena subaquática, onde o relógio representa o tempo restante antes de os peixes serem capturados. No entanto, um tema mais provável desse trabalho, e que também é visto em muitas obras de Klee, é a diferença entre o tempo cósmico e o terreno,  entre o tempo infinito e finito. E sugere que toda a vida é controlada pelo tempo. A vida é representado pelas flores, peixes e seres, e o tempo é representado pelo relógio, objetos celestes, e a cortina. O ser com duas faces parece estar olhando para ambos os mundos do tempo versus vida, o que lembra a eventual mortalidade de toda a vida.


Esse blog possui mais artigos sobre Paul Klee. Clique sobre esses links para ver:




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sexta-feira, 10 de abril de 2015

A história da obra de Johannes Vermeer – “A Maid Asleep”

Johannes Vermeer – "A Maid Asleep" – 1657 – óleo sobre tela - 87.6 x 76.5 cm – The Metropolitan Museum of Art


A história da obra de Johannes Vermeer – "A Maid Asleep" ("A Serviçal Adormecida")




Esta é provavelmente a obra mais antiga em que Vermeer  aborda o seu tema favorito, uma jovem mulher, ocasionalmente com um companheiro do sexo masculino, em um interior doméstico. Uma empregada doméstica muito bem vestida cochilou e sonha com o amor, após entreter um visitante (dois copos, um cântaro e um jarro, uma tigela de frutas, a cadeira deixada de lado, e a porta aberta podem ser vistos na desordenada natureza morta). A pintura acima dela retrata Cupido desmascarado, uma explicação oblíqua de seu sorriso sonhador. Radiografias mostram que Vermeer originalmente pintou um homem ao fundo e um cão no canto inferior direito. Ao substituir estes motivos, fez o tema amoroso menos óbvio.
Essa obra e as telas “The Milkmaid” (onde um sinal discreto de Cupido também acompanha a empregada) e a aproximadamente contemporânea “Cavalier and Young Woman” foram aparentemente compradas pelo colecionador de arte Delft, Pieter van Ruijven que acabou possuindo cerca de vinte e uma obras de Vermeer .







Johannes Vermeer – “The Milkmaid” – c. 1658 – óleo sobre tela – 45,5 x 41 cm - Rijksmuseum Amsterdam 


Johannes Vermeer – “Officer and Laughing Girl” - ca. 1657 – óleo sobre tela - 50.5 x 46 cm – The Frick Collection 


Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.



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quinta-feira, 19 de março de 2015

A história da obra “Three Tahitians” de Paul Gauguin

Paul Gauguin – “Three Tahitians” – 1899 – óleo sobre tela - 73 x 94 cm - Scottish National Gallery

A história da obra “Three Tahitians” de Paul Gauguin


Três figuras se destacam contra um fundo colorido vívido. Duas mulheres ladeiam um jovem, visto por trás. Elas podem estar oferecendo uma escolha a ele, possivelmente entre o vício, simbolizado pela maçã, e a virtude, simbolizada pelas flores. Esta sugestão está vinculada ao caráter alegórico de muitas das pinturas taitianas de Gauguin em que as idéias de diferentes culturas se fundem. Essa obra-prima da carreira de Gauguin ilumina sua busca de envolvimento multi-sensorial na arte moderna. Gauguin usou as mesmas duas jovens mulheres como modelos em outras pinturas feitas nessa época, durante o seu segundo período no Taiti, entre 1895 e 1901.
As pinturas extremamente originais de Gauguin (Eugène-Henri-Paul Gauguin 1848 - 1903) influenciaram profundamente a arte moderna do século XX. Descrito como um "pós-impressionista ', ele se inspirou em Pissarro para a pintura, mas desenvolveu um estilo simbólico, usando a cor para expressar significado. As tradições da arte ocidental e culturas fora da Europa influenciaram seu trabalho. O gosto de Gauguin por viagens e novas experiências começou quando, ainda criança, se mudou de Paris para o Peru. Em 1883 ele abandonou a corretagem de valores para se dedicar à pintura em tempo integral. Pintou na Bretanha, e em Provence com Van Gogh. Gauguin viajou para o Panamá e Martinica e se estabeleceu no Tahiti por vários anos. Ele faleceu nas remotas Ilhas Marquesas.

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terça-feira, 3 de março de 2015

A história da obra de Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat"

Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat" – c. 1665/1666 – óleo sobre madeira - 22.8 x 18 cm – National Gallery of Art


A história da obra de Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat" (Garota com o chapéu vermelho)

"Girl with the Red Hat" é uma das menores obras de Johannes Vermeer, e é pintada sobre madeira e não sobre suas habituais telas. A menina se virou na cadeira e interage com o espectador através de seu olhar direto. A obra transmite espontaneidade e informalidade incomuns. A modelo da obra não foi identificada, porém o Dr Benjamin Binstock que leciona História da Arte na Cooper Union em New York escreveu em um de seus livros que em seus estudos de 37 pinturas de Vermeer, concluiu que sua esposa Catharina Vermeer posou como modelo para 12 de suas pinturas, até 1666, quando grávida pela 11° vez, foi substituída por sua filha mais velha, Maria, então com 12 anos, que posou para a tela “Garota com Brinco de Pérola e também para “Garota com o Chapéu Vermelho”, além de outras telas até seus 16 anos, sendo depois substituída por uma de suas irmãs.  

O uso requintado da cor pelo artista é a característica mais marcante deste pintura, tanto por sua composição como por seus efeitos psicológicos. Vermeer concentrou as duas principais cores em duas áreas distintas: um vermelho vibrante para o chapéu e um azul suntuoso e quente para o manto. Ele também utilizou a intensidade do branco no lenço para unificar tudo. Esse uso extraordinário das cores por Vermeer estabelece um diálogo entre o espectador e a garota e ressalta o senso poético que flui por sua pintura.

Na visão da autora desse blog, essa pintura é uma pequena jóia, nada menos do que poesia óptica.

A acuidade visual surpreendente nesta pequena pintura foi atribuída ao uso da câmera escura por Vermeer, que era amigo do cientista Antony van Leeuwenhoek (1632-1723), famoso por seu trabalho com instrumentos ópticos, e pode muito bem ter sido um interesse em óptica que os uniu. Van Leeuwenhoek mais tarde se tornou executor do espólio de Vermeer.
A maioria dos estudiosos concorda que Vermeer utilizou uma câmera escura na composição e execução de The Girl with a Red Hat. É possível que ele escolheu um suporte de painel de madeira para replicar o brilho de uma imagem da câmera escura, que normalmente era projetada em vidro. Em particular, os realces difusos nos florões de cabeça de leão da cadeira assemelham-se ao efeito desfocado de uma imagem vista em uma câmera escura. O especialista em Vermeer, Arthur Wheelock, aponta no entanto, que Vermeer não se limitou a pintar em cima de uma imagem projetada por uma câmera escura. Embora os efeitos dessa estejam aparentes em porções da pintura, em outros lugares, os efeitos esperados não são vistos.

Câmera escura é um tipo de aparelho óptico baseado no princípio de mesmo nome, o qual esteve na base da invenção da fotografia no início do século XIX. Ela consiste numa caixa (ou também sala) com um buraco no canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície interna, onde é reproduzida a imagem invertida. É possível que se originou a partir do século V A.C. na China, e teve princípios também vistos por Aristóteles na Grécia no século 4 A.C. A primeira câmera escura foi construída em meados do século VI, em experimentos de Antêmio de Tales. No século XI, durante a Dinastia Song, foi usado para aplicar atributos geométricos e quantitativos. Por volta do século XVIII, os desenvolvimentos seguintes por Robert Boyle e o criador do microscópio Robert Hooke, mais facilmente modelos portáteis se tornaram disponíveis, estes foram amplamente utilizados por artistas amadores e também por profissionais, como, por exemplo, o famoso pintor holandês Johannes Vermeer.

Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.

Assista o vídeo que mostra a adição de cores e tons à pintura e uma comparação visual com algumas das pinturas de Vermeer ao final:



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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A história das 4 obras: “As Quatro Horas do Dia” - Jean-Baptiste-Camille Corot

"As Quatro Horas do Dia" - Jean-Baptiste-Camille Corot -  c. 1858 – óleo sobre madeira - The National Gallery, London 


Da esquerda para a direita:
Manhã - 142.2 x 72.3 cm
Meio-dia - 142.2 x 62,2 cm
Tarde - 142.2 x 72.3 cm
Noite - 142.2 x 64,7 cm

A história das 4 obras: “As Quatro Horas do Dia” - Jean-Baptiste-Camille Corot


Manhã  e Meio-dia                                               

As quatro pinturas, representando Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite, foram adquiridas pelo artista Lord Frederic Leighton em 1865 e estavam entre os primeiros trabalhos de Corot adquiridos por um colecionador britânico. Lord Leighton as expôs como o ponto focal de sua casa em Londres, fornecendo inspiração para seus colegas artistas vitorianos.
Frederic Leighton, 1º Barão de Leighton (1830 - 1896), conhecido como Sir Frederic Leighton entre 1878 e 1896, foi um pintor e escultor Inglês. Seus trabalhos tinham temas históricos, bíblicos e clássicos.
Corot pintou os quatro grandes painéis, que traçam o aprofundamento da luz do céu, do nascer do sol à noite estrelada, para decorar o estúdio de seu amigo e companheiro pintor Alexandre-Gabriel Decamps em Fontainebleau. Ele completou o ciclo em uma única semana, levando Decamps a exclamar: "Não tão rápido, não se apresse, ainda há sopa suficiente para mais alguns dias". Decamps passou horas na contemplação dos painéis, desanimado com a sua qualidade, técnica e efeito, em relação ao seu próprio trabalho.
"As Quatro Horas do Dia" pertencem a uma década em que a obra de Corot foi mudando para uma percepção mais pessoal da natureza, na qual paisagens de estúdio compostas de memórias ou desenhos de paisagens reais desempenhavam um papel cada vez maior.

    
Tarde e Noite

Jean-Baptiste-Camille Corot (17 de Julho de 1796 - 22 de Fevereiro de 1875) foi um pintor francês de paisagens e de retratos, assim como um gravurista. Ele é uma figura fundamental na história da pintura de paisagem e sua vasta produção faz referência tanto à tradição Neo-Clássica, como antecipa as inovações do plein-ar do impressionismo.
Em 1825-1828, Corot viajou para a Itália (o que era considerado essencial para a formação de um artista da paisagem), ficando durante um tempo em Roma e na Campagna, antes de viajar para Nápoles. Em 1827, ele enviou suas primeiras pinturas ao Salão de Paris. Corot viajou extensivamente pela Europa ao longo de sua vida, e durante essas viagens ele pintou ao ar livre, preenchendo inúmeros cadernos com desenhos. Durante os meses de inverno, ele trabalhava em estúdio, em ambiciosas paisagens e temas mitológicos e religiosos destinadas para o Salão de Paris.
Sua reputação foi estabelecida na década de 1850, que também foi o período em que seu estilo tornou-se mais suave e suas cores mais restritas. Em suas últimas paisagens de estúdio, que muitas vezes eram povoadas de banhistas, bacantes e figuras alegóricas, ele empregou uma pequena gama de cores, muitas vezes usando suaves tons de cinza e azul-esverdeado, com manchas de cor confinadas à roupa das figuras. Sua influência na posterior pintura de paisagem do século 19, incluindo os Impressionistas, foi imensa, particularmente em sua interpretação de luz sobre a paisagem.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Franz Marc, um mestre expressionista das cores e dos animais

Franz Marc - Grazing Horses IV - The Red Horses - 1911 - óleo sobre tela - 121 x 183 cm - Busch-Reisinger Museum  (United States - Cambridge, Greater Boston, Massachusetts)


Franz Marc, um mestre expressionista das cores e dos animais


Franz Marc in 1910

Franz Moritz Wilhelm Marc (Munique, 8 de fevereiro de 1880 - Gussainville, 4 de março de 1916) foi um dos mais influentes representantes do movimento expressionista na Alemanha.
Filho de Wilhelm Marc, um pintor profissional de paisagens, iniciou seus estudos na Academia de Belas Artes de Munique, em 1900, depois de estudar filosofia e teologia. Suas primeiras criações foram paisagens, de estilo naturalista.


Franz Marc - Cottages on the Dachau Marsh - 1902 - óleo sobre tela - 43,5 x 73,6 cm - Franz Marc Museum  (Germany - Kochel am See)


Franz Marc - Two Women on the Hillside (estudo para obra) - 1906 - óleo sobre tela - 15,5 x 24,7 cm - Franz Marc Museum  (Germany - Kochel am See)


Viajou para a França em 1903 e em 1907, passando a maior parte de seu tempo em Paris, quando visitou muitos museus, além de se encontrar com muitos artistas locais e muitos atores famosos. Durante este tempo, ele foi muito influenciado pela arte parisiense, e pelos artistas que eram mais notáveis. Copiar o estilo que foi usado nas formas de arte que via, foi uma maneira de aprender as diferentes técnicas, e uma forma simbólica de aprender o seu próprio estilo também. Enquanto em Paris, Franz Marc se entusiasmou com as obras de Paul Gauguin, Van Gogh, Picasso e os expressionistas e depois com a exposição de Henri Matisse em Munique, em 1910.


Franz Marc - Jumping Dog Schlick - 1908 - óleo sobre cartão - 54,61 x 67,31 cm - Städtische Galerie im Lenbachhaus - Munich  (Germany – Munich



Franz Marc - Bathing Girls - 1910 - óleo sobre tela - 109,22 x 141,61 cm - Norton Simon Museum - Pasadena  (United States - Pasadena, CA


Marc se envolveu em várias relações tormentosas, incluindo um caso com Annette von Eckardt, uma negociante de antiguidades casada, nove anos mais velha que ele. Casou duas vezes, primeiro com Marie Shneur, depois com Maria Franck.


Franz Marc - Dog Lying in the Snow - 1910-1911 - óleo sobre tela - 62,5 x 105 cm - Städelsche Kunstinstitut und Städtische Galerie  (Germany - Frankfurt)



Franz Marc - Deer in the Snow II - 1911 - óleo sobre tela - 84,7 x 84,5 cm - Städtische Galerie im Lenbachhaus - Munich  (Germany – Munich)


Em 1906, Franz viajou com seu irmão mais velho Paul, um especialista em arte Bizantina, a Thessaloniki, Monte Athos, e vários outros locais gregos. Alguns anos mais tarde, em 1910, Marc desenvolveu uma amizade importante com os pintores August Macke, Gabriele Münter e Wassily Kandinsky. Com eles e outros pintores dissidentes do movimento Neue Künstlervereinigung, fundou o grupo Der Blaue Reiter ("O cavaleiro azul"), em 1911, que se tornou o centro de um círculo de artistas.


Franz Marc - Nude Lying In The Flowers - 1910 - óleo sobre tela - 72 x 100,5 cm


Franz Marc - Nudes under Trees - 1911 - óleo sobre tela - 110 x 179 cm - Museum Kunstpalast - Düsseldorf  (Germany - Dusseldorf)


Franz Marc expôs várias de suas obras na primeira exposição de Der Blaue Reiter na galeria Thannhauser em Munique entre Dezembro de 1911 e Janeiro de 1912. Como foi o ápice do movimento expressionista alemão, a exposição também percorreu Berlim, Colonia, Hagen, e Frankfurt . Em 1912 Marc conheceu Robert Delaunay, cujo uso da cor e método futurista foi uma grande influência em seu trabalho. Gradativamente sua obra se aproxima do futurismo e do cubismo e para a crescente abstração, até culminar na abstração expressiva. O tema é a força vital da natureza, o bem, a beleza e a verdade do animal, que o autor não vê no homem. Marc sentia-se intimamente ligado aos animais e tentou representar o mundo tal como o animal o vê, mediante a simplificação formal e cromática das coisas.


Franz Marc - The Large Blue Horses - 1911 - óleo sobre tela - 104.78 x 181.61 cm - Walker Art Center, USA



Franz Marc - The Yellow Cow - 1911 - óleo sobre tela - 140 x 190 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA


Marc fez cerca de sessenta gravuras, entre xilogravuras e litografias. A maioria de seu trabalho maduro retrata animais, geralmente em ambientes naturais. Seu trabalho é caracterizado pela cor primária brilhante, quase um retrato cubista de animais, simplicidade austera e um profundo sentimento de emoção. Mesmo em seu próprio tempo, seu trabalho chamou atenção em círculos influentes. Marc deu um significado emocional ou finalidade às cores que usou em seu trabalho: azul foi usado para retratar a masculinidade e a espiritualidade, amarelo representava alegria feminina, e o vermelho continha o som da violência.


Franz Marc - Cat on a Yellow Cushion - 1912 - óleo sobre tela - 48 x 60 cm - Deutsch: Staatliche Galerie Moritzburg



Franz Marc – The Dream – 1912 = óleo sobre tela – 100,5 x 135,5 cm -  Museo Thyssen-Bornemisza  (Spain - Madrid) 


Na Primeira Guerra Mundial, Franz Marc apresentou-se como voluntário. Em 1916, em Gussainville, nas proximidades de Verdun, foi abatido por um obus, quando realizava missão de reconhecimento. Morreu aos 36 anos.


Franz Marc - The Monkey - 1912 - óleo sobre tela - 70,4 x 100 cm - Städtische Galerie im Lenbachhaus - Munich  (Germany – Munich)


Franz Marc - The Tiger - 1912 - óleo sobre tela - Städtische Galerie im Lenbachhaus - Munich  (Germany – Munich)


Depois que os nacional-socialistas tomaram o poder, suprimiram a arte moderna. Em 1936 e 1937, os nazistas condenaram o falecido Marc como um “entarteter künstler” (artista degenerado) e ordenaram que cerca de 130 de suas obras fossem retiradas de exposição em museus alemães. Sua pintura "Paisagem com cavalos" foi descoberta em 2011, juntamente com mais de mil outras pinturas, no apartamento de Cornelius Gurlitt em Munique, cujo pai, o marchand Hildebrand Gurlitt, era um colecionador de arte moderna, que os nazistas chamavam de "degenerada".


Franz Marc - Foxes - 1913 - óleo sobre tela - Museum Kunstpalast - Düsseldorf  (Germany - Dusseldorf)


Franz Marc - In the Rain - 1912 - óleo sobre tela - 81 x 105,4 cm - Städtische Galerie im Lenbachhaus - Munich  (Germany – Munich)


Apesar de ter falecido aos 36 anos, a arte de Franz Marc foi influente, e bem à frente de seu tempo. Ele não só causou polêmica na Alemanha, mas também mostrou seu talento e extrema capacidade de utilizar cores, design e imagens únicas, utilizando uma abordagem mínima. O desejo dos abstracionistas alemães de unir os novos meios pictóricos da França a temas ambiciosos ou transcendentes, ou ambos, rapidamente tornou-se o objetivo dos movimentos subsequentes de abstração do século XX.


Franz Marc - Fate of the Animals - 1913 - óleo sobre tela - 195 x 263,5 cm - Kunstmuseum Basel  (Switzerland - Basel)



Franz Marc - Coloful Flowers (Abstract Forms) - c.1914 - têmpera sobre papel - 21,9 x 16,8 cm - San Diego Museum of Art  (United States - San Diego, California)


Franz Marc não estava sozinho em possuir altas aspirações. Ele, Wassily Kandinsky e Paul Klee estabeleceram um passo extremamente importante no sentido de fazer as harmonias cubistas e fauvistas se aplicarem a um conceito elevado de tema. Por exemplo, o desejo de um teor de proporções épicas se tornou um marco na obra de Marc Chagall e Piet Mondrian, e, em seguida, entre os americanos abstrato-expressionistas Jackson Pollock e Jasper Johns. O seu trabalho foi muito apreciado não apenas durante o seu tempo e durante sua extremamente curta carreira, mas até hoje Franz Marc é considerado um dos pintores mais influentes, por seu estilo único, e pela abordagem criativa com que retratou o cotidiano em seu trabalho.

Assista o vídeo e veja mais obras:




Arte é a expressão do nosso sonho: quanto mais nos entregamos a ele, mais nos aproximamos da verdade interior das coisas, o nosso sonho de vida, a verdadeira vida que despreza perguntas.” - Franz Marc

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domingo, 15 de fevereiro de 2015

18 Pinturas de Carnaval

Guillaume Seignac - Pierrot's Embrace – óleo sobre tela


18 Pinturas de Carnaval 


Andre Derain - Figures from a Carnival – c. 1906 – aquarela sobre papel


 Candido Portinari – Carnaval


Pablo Picasso - Portrait of Paulo as Pierrot – 1929 – óleo sobre tela


Zinaida Serebriakova - Pierrot (Self-portrait in the costume of Pierrot) – 1911



Camille Pissarro - Mardi Gras on the Boulevards – 1897 - Fogg Art Museum, Cambridge, Massachusetts, USA


 Tarsila do Amaral - Carnaval em Madureira – 1924 – óleo sobre tela


Pablo Picasso - Pierrot and Colombina – 1900 – óleo sobre tela


Di Cavalcanti – Carnaval no Morro – 1963


Pierre-Auguste Renoir - The White Pierrot (Jean Renoir) – 1901-1902


Andre Derain - Harlequin and Pierrot – 1924 – óleo sobre tela - Musée de l'Orangerie, Paris, France


 Charles Hermans - At the Masquerade


Charles Hermans - At the Masquerade - detalhe

Esse blog possui um artigo sobre a pintura acima. Clique sobre esse link para ver:




Pablo Picasso - Pierrot and Harlequin – 1920 – guache


Paul Signac – Carnival at Nice – giz e aquarela sobre papel - Yale University Art Gallery, UK


 Konstantin Somov - Columbine's Little Tongue – 1915 – guache e aquarela sobre papelão - Russian Museum, St. Petersburg, Russia



Paul Cezanne - Pierrot and Harlequin (Mardi Gras) – 1888 – óleo sobre tela - Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia


 Di Cavalcanti – Carnaval – 1965


Antoine Watteau - Arlequin, Pierrot and Scapin – c. 1716 – óleo sobre tela - Musee des Beaux Arts, Moulins, France

Pintura extra:

Giuseppe de Nittis - Sarah Bernhardt as Pierrot