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quinta-feira, 19 de julho de 2018

Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)

Edgar Degas - The Millinery Shop, 1879/1886 – óleo sobre tela - 100 x 110.7 cm – Art Institute of Chicago, IL, USA

Embora Degas tenha criado várias pinturas sobre chapelarias, esta é a maior e única que Degas píntou, em escala de museu sobre esse tema. The Millinery Shop retrata uma mulher sentada em uma mesa / balcão em uma loja de chapelaria, parecendo examinar de perto ou trabalhar em um chapéu feminino, que ela segura em suas mãos. A cena é vista de cima. A jovem retratada nessa pintura presumivelmente era uma chapeleira examinando sua obra, com os lábios apertados (talvez em torno de um alfinete), mas também foi sugerido que ela poderia ser uma cliente prestes a usar um chapéu, já que ela usa um vestido caro e luvas de pelica. Um exame de raio-X revelou que essa figura originalmente representava um cliente, mas ao repensar o tema, Degas reteve as informações necessárias para determinar sua identidade.


Série Edgar Degas – Millinery Shop (Chapelaria)


Degas retratou uma classe média emergente durante o final do século 19 e início do século 20, para quem os chapéus eram declarações de riqueza e status. De acordo com Degas, as chapeleiras eram "a aristocracia das trabalhadoras de Paris, as mais elegantes e distintas". Os anos 1870-1890 foram a época de ouro para os fabricantes de chapéus. Nesta época, em Paris, havia cerca de 1.000 chapeleiros trabalhando na então considerada capital da moda do mundo.


Edgar Degas - The Milliners, c. 1882 – antes de 1905 – óleo sobre tela - 59.1 × 72.4 cm - The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA, USA


Edgar Degas - At the Milliner´s, 1882 – lapis pastel sobre papel cinza claro (papel de embrulho industrial) - 76.2 x 86.4 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas – The Milliner, c. 1882 – lapis pastel e carvão sobre papel cinza – 47,6 x 62,2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Edgar Degas - At the Milliner c. 1882 – 1885 – óleo sobre tela - 61.6 × 73.66 cm - Virginia Museum of Fine Arts


Edgar Degas - At the Milliner’s, 1881 – lapis pastel sobre papel colado sobre tela - 69.2 x 69.2 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA

Duas clientes em vestidos quase idênticos (talvez uma mãe e uma filha ou duas irmãs), são vistas por trás em uma loja de chapelaria. Esta obra pode ter sido concebida originalmente como uma imagem de uma vendedora (à esquerda) ajustando um chapéu em um suporte. No entanto, quando Degas desenhou a mulher por baixo do chapéu à direita e adicionou as costas do sofá, a identidade da figura à esquerda foi transformada, pois lojistas não podiam se sentar.


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

Edgar Degas contribuiu significativamente para o impressionismo com suas representações de momentos fugazes e imagens da vida parisiense moderna, em teatros, cafés e estúdios de balé. À medida que sua prática evoluiu, ele desenvolveu um profundo interesse nas poses e na fisicalidade do balé, produzindo aproximadamente 1.500 representações de dançarinos ao longo de sua carreira. Como muitos de seus contemporâneos, Degas foi influenciado pelas gravuras japonesas, o que o inspirou a experimentar composições assimétricas e pontos de vista incomuns. Ele também trabalhou em uma ampla gama de mídia e técnicas, e foi particularmente conhecido por seu uso de lápis pastel para retratar figuras, com uma solidez quase escultural.


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Veja e leia sobre As bailarinas de Degas, clicando nesse link:



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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm - Staatsgalerie Stuttgart, Stuttgart, Germany


A história da pintura de Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert


Edgar Degas - Salle de billard au Ménil-Hubert [Billiard Room at Ménil-Hubert], 1892 – óleo sobre tela – 50,7 x 65,9 cm – Musée D´Orsay, Paris

Esta pintura do Musée d'Orsay é um esboço para uma composição mais completa atualmente na Staatsgalerie em Stuttgart. Esses trabalhos são exemplos raros de Degas como pintor de interiores.


A partir da década de 1860, Degas costumava passar seus verões na Normandia em Ménil-Hubert (Departamento de Orne), na propriedade rural de seu amigo de infância Paul Valpinçon. Lá, ele pintou retratos de membros daquela família, e também produziu vistas de interiores, incluindo essa, de uma sala de bilhar.

Leia sobre Paul Valpinçon e veja pinturas de Degas sobre ele, nesse link:



Nessa pintura, camadas de cores se sobrepõem, formando efeitos surpreendentes, como no tapete e nos papéis de parede. Há uma diferença no tratamento das pinturas penduradas nas paredes e a tapeçaria. O local inabitado proporciona uma experiência espacial em si e está repleta de potencial para dramas humanos.

Em uma carta datada 27 de Agosto de 1892, Edgar Degas escreveu para seu amigo, o escultor Albert Bartholomé, dizendo que mais uma vez ele teve que adiar seu retorno a Paris porque ele acabara de começar uma outra pintura: "Eu queria pintar e decidi tentar salas de bilhar. Pensei que eu sabia um pouco sobre a perspectiva, porém não sabia nada sobre isso e pensei que poderia substituí-la por um processo de perpendiculares e horizontais, tentando calcular os ângulos nos espaços. Eu trabalhei duramente nisso ".

Leia sobre Albert Bartholomé e veja suas obras, clicando sobre esse link:



Degas fez mais uma pintura do interior da propriedade em Menil-Hubert:


Edgar Degas - Interior at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – coleção particular


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Análise da pintura de Edgar Degas - Portrait of James Tissot

Edgar Degas - Portrait of James Tissot, c. 1867-68 – óleo sobre tela – 151,4 x 11,8 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Análise da pintura de Edgar Degas - Portrait of James Tissot


Berthe Morisot posou para Édouard Manet. Claude Monet posou para Pierre-Auguste Renoir. Fréderik Bazille posou para Monet. Renoir posou para Bazille. Na verdade, a maioria dos impressionistas posou um para o outro, aparentemente o tempo todo. Talvez eles precisassem um do outro: muitos deles estavam perto da falência, especialmente no início de suas carreiras, e eles não podiam pagar modelos. Mas também pode ser o caso de que uma das revoluções do período impressionista era a valorização do homem comum. O retratista não ficava mais restrito a representações da aristocracia ou figuras famosas ao longo da história.

Durante algum tempo, o modelo dessa pintura foi identificado como o artista Jules Finot, mas vários desenhos preliminars confirmam que este é um retrato do amigo de Degas, o pintor James Tissot, que foi amigo e mentor de Degas na década de 1860 e início de 1870. Nessa pintura, ele está posicionado em um estúdio, com uma cartola e uma capa forrada de cetim ao seu lado. Tissot está cercado por telas que refletem os diversos gostos que ele compartilhou com Degas: uma representação ocidental de mulheres japonesas em um jardim, duas paisagens contemporâneas, e por trás do cavalete, um tema veneziano do século XVI ou XVII. No centro, uma cópia de um retrato de Frederick the Wise (no acervo do Louvre), atribuído a Lucas Cranach the Elder, rende uma homenagem à arte do renascimento. A cópia de um retrato de Cranach dentro desta pintura, simboliza a figura de pai, que Cranach representava para Tissot e Degas. A pintura no cavalete do lado direito é semelhante ao "Déjeuner sur l'Herbe" de Tissot (cerca de 1865, coleção particular). As imagens dentro da imagem podem ser referências à produção artística eclética de Tissot. Essas imagens também são afirmações da relevância para a arte moderna de várias tendências claramente opostas que transmitem o ideal de sofisticação e autoconsciência que Degas também expressou em termos pessoais em sua imagem de artista como um dândi.

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Balé em Pinturas, com vídeos

Dame Laura Knight (Long Eaton, Derbyshire, England, 4 de Agosto de 1877 – London, 7 de Julho de 1970) - Ballet, 1936


Balé em Pinturas, com vídeos 



Henri Matisse - The Ballet Dancer, c. 1927 - Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Henri de Toulouse-Lautrec - Ballet Dancers, 1885 – óleo sobre tela - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Pablo Picasso – desenho para fantasia do ballet “Le Tricorne”, 1917


"El Sombrero de Tres Picos" (O Chapéu de Três Pontas ou Le Tricorne) é um balé em dois atos, coreografado por Léonide Massine, com música de Manuel de Falla e encomendado por Sergei Diaghilev. Estreou completo em 1919. Não só é um balé com cenário espanhol, mas também emprega as técnicas de dança espanhola (adaptadas e um tanto simplificadas) em vez de balé clássico. A história (um juiz apaixonado pela fiel esposa de um moleiro – dono ou operador de um moinho de vento - tenta seduzi-la) deriva de uma novela de Pedro Antonio de Alarcón (nascido em Granada). O balé foi encenado pela primeira vez em Londres, no Teatro Alhambra, em 22 de Julho de 1919. Os cenários e figurinos foram criados por Pablo Picasso.

Assista uma cena do balé:




Leia e veja mais sobre a relação de Picasso com balé, clicando sobre o link:


Édouard Manet - The Spanish Ballet, 1862 – óleo sobre tela - Philips Collection, Washington DC, USA

Willard Metcalf (Lowell, Massachusetts , 1 de Julho de 1858 – New York City, 9 de Março de1925) - The Ballet Dancers - The Dressing Room, 1885



Konstantin Somov (São Petersburgo, 30 de Novembro de 1869 — Paris, 6 de maio de 1939) – Russian Ballet, 1930



Marc Chagall - Finale of the Ballet "Aleko", 1942 – guache sobre papel - Museum of Modern Art, New York, USA

Leia sobre Marc Chagall e o balé Aleko e veja mais obras, clicando sobre o link:


Zinaida Serebriakova - Girls Sylphides (Ballet Chopiniana), 1924 - The State Tretyakov Gallery, Moscow


Les Sylphides é um balé baseado em obras do músico Frédéric Chopin, coreografado por Mikhail Fokine, com costumes de Alexandre Benois e com orquestração de Alexander Glazunov. Como "Chopiniana" a estréia se deu no dia 19 de fevereiro de 1909 no teatro Maryinsky em São Petersburgo. Os bailarinos desta apresentação foram Tamara Karsavina, Nijinsky, Anna Pavlova e Alexandra Baldina. Como "Les Sylphides" a estréia se deu em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris, produzida por Serguei Diaghilev para os Ballets Russes. Os bailarinos desta apresentação foram os mesmos da apresentação da Chopiniana. Os costumes e cenários foram também de Alexandre Benois. "Les Sylphides" alguma vezes é confundido com outro balé denominado "La Sylphide" . De nome parecido e com o mesmo tema que é a invocação das figuras mitológicas das sílfides, a semelhança para por aí. São balés bem distintos, com músicas, coreografias, cenário e criação realizadas por pessoas diferentes. Durante três anos, a artista Zinaida Serebriakova (1884-1967) assistiu aos ensaios do balé do Teatro Mariinsky.

Assista um trecho do balé:




As bailarinas de Degas:


Ópera e balé eram uma parte elegante da vida cultural parisiense, e Edgar Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) era frequentador da platéia muito antes de começar a pintar as bailarinas. No balé, Degas encontrou um mundo que empolgava o seu gosto pela beleza clássica e seu olho para o realismo moderno. Ele ia para os bastidores e salas de aula do magnífico Palais Garnier, a casa da Ópera de Paris e seu Ballet, onde algumas das garotas mais pobres da cidade se esforçavam para se tornarem as fadas, ninfas e rainhas do palco. Quando ele passou a fazer parte desse mundo rosa e branco, tão cheio de tradição, ele inventou novas técnicas para desenhar e pintar. Ele cortava seus enquadramentos como um fotógrafo faria (e também se tornou um). Ele desafiava a composição tradicional, optando por assimetria e pontos de vista radicais, criando efeitos dramáticos. No entanto, ele sempre conseguiu manter um olho sobre os grandes mestres do passado. As bailarinas que Degas nos legou permanecem entre as imagens mais populares da arte do século 19.  



Edgar Degas – Bailarinas Subindo Escada, 1886-1890 – óleo sobre tela - Musée D´Orsay, Paris


Edgar Degas - Ballet Class, The Dance Hall, 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Edgar Degas – The Dance Class, 1873 – óleo sobre tela – Corcoran Gallery of Art, Washington, DC


Edgar Degas - The Ballet Class, 1871 – 1874 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France


Edgar Degas – O Ensaio do Balé no Palco, c. 1874 – pastel sobre papel - Metropolitan Museum of Art, New York City


 Edgar Degas - Dancer with a Bouquet of Flowers (The Star of the Ballet), 1878 - 81 x 66 cm - pastel e gouache sobre papel - The Getty Center,Los Angeles, California


Edgar Degas - At the Ballet, c. 1880 – 81 – pastel sobre papel


Veja e leia sobre mais duas pinturas de Edgar Degas sobre balé, clicando sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2015/05/edgar-degas-musicos-na-orquestra-e.html


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terça-feira, 12 de maio de 2015

Edgar Degas: “Músicos na Orquestra” e “A Orquestra da Ópera”


Edgar Degas: “Músicos na Orquestra” e “A Orquestra da Ópera”


 Edgar Degas – “Musicians in the Orchestra” (Músicos na Orquestra) - 1872 – óleo sobre tela – 69 x 49 cm – Städel Museum

Essa pintura já estava na posse de um amigo por dois anos, quando Degas pediu para tê-la de volta para poder realizar uma grande mudança. Ele aparou aproximadamente cinco centímetros de ambos os lados e em seguida adicionou uma tira de cerca de 20 centímetros na parte superior. O que ele conseguiu ao fazer isso? Essencialmente, uma pintura totalmente nova.
Degas aumentou o contraste entre os tons claros das bailarinas no palco e as costas escuras dos músicos da orquestra. Ao mesmo tempo, criou uma dupla perspectiva, quase como em uma colagem, e abriu a pintura para mais contrastes: primeiro e segundo plano, rostos e costas das cabeças, velhos e mulheres jovens. Os dois mundos também são diferenciados pelo estilo de pintura: o primeiro plano meticuloso, em contraste com os acontecimentos no cenário do palco, apenas esboçados. Em última análise, no entanto, é um mundo, o mundo dos artistas parisienses. O que é destaque aqui é o negócio do entretenimento em que, em nome do público e seu prazer, os dedicados esforços profissionais são realizados fora do palco também. Degas pintou cerca de duzentas telas sobre o tema do balé, das quais cerca de oitenta por cento são cenas dos bastidores. Este trabalho é um dos poucos em que ele une os dois: o que o público está habituado a ver no palco e o que geralmente permanece escondido da vista.


Edgar Degas - The Orchestra of the Opera (A Orquestra da Ópera) - 1868–69 – óleo sobre tela – 56.5 × 46 cm - Musée d’Orsay, Paris

Borrando a distinção entre o retrato e a pintura de gênero, Degas pintou seu amigo fagotista, Désiré Dihau, na tela “The Orchestra of the Opera” como um de quatorze músicos em um fosso de orquestra, como visto por um membro da audiência. Acima dos músicos podem ser vistas apenas as pernas e tutus das bailarinas no palco, suas figuras cortadas pela borda da pintura. O historiador de arte Charles Stuckey comparou esse ponto de vista com o de um espectador distraído em um balé, e diz que "é o fascínio de Degas com a descrição do movimento, incluindo o movimento dos olhos de um espectador como durante um relance aleatório, e isto é propriamente falando, "impressionista".

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. É ainda reconhecido como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu d´Orsay, em Paris.


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A história da obra: Edgar Degas, "A Carriage at the Races" – veja outras obras relacionadas

Edgar Degas, "A Carriage at the Races", 1872, Oil on canvas, 36.5 x 55.9 cm, Museum of Fine Arts, Boston, US


A história da obra: Edgar Degas, "A Carriage at the Races" – veja outras obras relacionadas

Esta pintura foi uma das primeiras obras que Degas vendeu (em 1872) para Paul Durand-Ruel, o negociante que se tornou o grande marchand dos impressionistas. Não é apenas uma paisagem, mas também uma cena da vida cotidiana e acima de tudo, um retrato de família. O condutor da carruagem é o amigo de Degas, Paul Valpinçon, que é mostrado com sua esposa, uma ama de leite, e no colo da enfermeira, o filho do casal, Henri. Com um título sutilmente irônico - as corridas têm um papel menor na composição - a pintura esteve entre as contribuições do artista para a primeira exposição impressionista em 1874.

Paul Valpinçon era amigo de longa data de Degas, mas era também primo em terceiro grau de Gustave Caillebotte. Paul Valpinçon nasceu em 29 de Outubro de 1834 em Paris, embora a família fosse originalmente da Normandia. A pintura de Degas "Madame Valpinçon" (1865) é provavelmente da esposa de Paul, Marguerite Claire (nascida Brinquant) Valpinçon. Degas também fez pinturas dos filhos de Paul Valpinçon, Henri e Hortense.


Edgar Degas - Portrait of Paul Valpinçon – c. 1855 – óleo sobre tela - 40.32 x 32.39 cm - Minneapolis Institute of Arts


Edgar Degas e Paul Valpinçon tinham uma amizade que começou antes mesmo de os dois se tornarem colegas de classe em 1846. Na verdade, seus pais eram amigos. O pai de Paul, Edouard Valpinçon, desempenhou um papel no desenvolvimento artístico de Degas, incentivando o interesse do jovem artista no pintor neoclássico francês Jean-Auguste-Dominique Ingres. A admiração de Degas por Ingres é aparente na maneira como ele capturou a semelhança de seu amigo neste retrato. Muitos anos mais tarde, a filha de Paul, Hortense, recontou a história da criação do retrato. Ela disse que foi pintado no pátio da casa em Paris de seu avô quando seu pai tinha apenas 21 anos de idade, uma idade que corresponde à data de 1855, inscrita por uma mão desconhecida, no verso da pintura.O retrato permaneceu com Hortense até os anos 1930. Mais tarde foi doada ao The Minneapolis Institute of Arts em 1974.


Edgar Degas – “A Woman Seated beside a Vase of Flowers (Madame Paul Valpinçon?)”  - 1865 – óleo sobre tela - 73.7 x 92.7 cm – The Metropolitan Museum of Art


A justaposição do bouquet em destaque e a figura fora do centro, olhando distraidamente para a direita, exemplifica o objetivo de Degas de capturar indivíduos em situações aparentemente casuais. A modelo é provavelmente a esposa do amigo do artista, Paul Valpinçon, Marguerite Claire (nascida Brinquant) Valpinçon. Degas apreciava muito a casa de campo de seu amigo, Ménil-Hubert, e as dálias e demais flores no buquê sugerem uma visita no final do verão.


Edgar Degas – “Portrait of Mlle. Hortense Valpinçon” – 1871 – óleo sobre tela - 75.57 x 113.67 cm - Minneapolis Institute of Arts


 Edgar Degas – “Portrait of Henri Valpincon as a child with a governess” – 1870


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. É ainda reconhecido pelos seus célebres pastéis e como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu d´Orsay, em Paris. 


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domingo, 4 de janeiro de 2015

Retrospectiva 2014 - História da obra de arte: Edgar Degas - "Place de la Concorde" - 1875 - 6 de Setembro de 2014

"Place de la Concorde" - 1875 - óleo sobre tela - Hermitage Museum, St. Petersburg, RU 

Retrospectiva 2014 - História da obra de arte: Edgar Degas - "Place de la Concorde" - 1875 - 6 de Setembro de 2014

Veja mais fotos e texto em : 

http://designmuitomais.blogspot.com.br/2014/09/historia-da-obra-de-arte-edgar-degas.html 


sábado, 6 de setembro de 2014

História da obra de arte: Edgar Degas - "Place de la Concorde" - 1875 - óleo sobre tela - Hermitage Museum, St. Petersburg, RU

História da obra de arte: Edgar Degas - "Place de la Concorde" - 1875 - óleo sobre tela - Hermitage Museum, St. Petersburg, RU

Esta pintura, por um lado, é um retrato do Visconde Lepic e suas duas filhas, por outro lado, é uma cena de vida em Paris, em que a arquitetura da cidade desempenha um papel ativo.
A figura principal na foto é Ludovic-Napoléon Lepic, um aristocrata, artista, gravador, e um flâneur parisiense. O Visconde Lepic e suas duas filhas estão cruzando a Place de la Concorde, com as Tuileries por trás de uma parede de pedra. A pintura mostra movimento em várias direções diferentes ao mesmo tempo. O Visconde passeia sem pressa - cada detalhe corresponde precisamente à imagem de um flâneur. Ambas as meninas são totalmente independentes e parecem estar indo em direções completamente diferentes. Alguns comentadores vêem as crianças como um meio de enfatizar a indiferença estudada do flâneur, uma pessoa que sempre preserva o autodomínio, observando, em vez de participar.
Um certo número de comentadores recentes vê a expansividade do quadro como o resultado da influência da fotografia. Mas toda a história da fotografia mostra que essa não substituiu a pintura, mas seguiu atrás dela.
Vicomte Ludovic-Napoléon Lepic (1839-1889) foi um artista francês, arqueólogo e patrono das artes. Ele é mais lembrado hoje como um amigo de Edgar Degas, que o incluiu em cerca de onze  pinturas e pastéis. Ele estava entre o grupo impressionista original e mais tarde tornou-se um pintor de marinhas reconhecido.

Outras obras de Degas com o Visconde Lepic:


"Le comte Lepic et ses filles" - Edgar Degas - 1870



"Ludovic Lepic Holding His Dog" - Edgar Degas - 1889


"Gentlemen’s race: Before the start" - Edgar Degas - 1862


"The ballet from Robert le Diable" - Edgar Degas - 1871


Ludovic-Napoléon Lepic


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