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domingo, 27 de dezembro de 2015

Balé em Pinturas, com vídeos

Dame Laura Knight (Long Eaton, Derbyshire, England, 4 de Agosto de 1877 – London, 7 de Julho de 1970) - Ballet, 1936


Balé em Pinturas, com vídeos 



Henri Matisse - The Ballet Dancer, c. 1927 - Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Henri de Toulouse-Lautrec - Ballet Dancers, 1885 – óleo sobre tela - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Pablo Picasso – desenho para fantasia do ballet “Le Tricorne”, 1917


"El Sombrero de Tres Picos" (O Chapéu de Três Pontas ou Le Tricorne) é um balé em dois atos, coreografado por Léonide Massine, com música de Manuel de Falla e encomendado por Sergei Diaghilev. Estreou completo em 1919. Não só é um balé com cenário espanhol, mas também emprega as técnicas de dança espanhola (adaptadas e um tanto simplificadas) em vez de balé clássico. A história (um juiz apaixonado pela fiel esposa de um moleiro – dono ou operador de um moinho de vento - tenta seduzi-la) deriva de uma novela de Pedro Antonio de Alarcón (nascido em Granada). O balé foi encenado pela primeira vez em Londres, no Teatro Alhambra, em 22 de Julho de 1919. Os cenários e figurinos foram criados por Pablo Picasso.

Assista uma cena do balé:




Leia e veja mais sobre a relação de Picasso com balé, clicando sobre o link:


Édouard Manet - The Spanish Ballet, 1862 – óleo sobre tela - Philips Collection, Washington DC, USA

Willard Metcalf (Lowell, Massachusetts , 1 de Julho de 1858 – New York City, 9 de Março de1925) - The Ballet Dancers - The Dressing Room, 1885



Konstantin Somov (São Petersburgo, 30 de Novembro de 1869 — Paris, 6 de maio de 1939) – Russian Ballet, 1930



Marc Chagall - Finale of the Ballet "Aleko", 1942 – guache sobre papel - Museum of Modern Art, New York, USA

Leia sobre Marc Chagall e o balé Aleko e veja mais obras, clicando sobre o link:


Zinaida Serebriakova - Girls Sylphides (Ballet Chopiniana), 1924 - The State Tretyakov Gallery, Moscow


Les Sylphides é um balé baseado em obras do músico Frédéric Chopin, coreografado por Mikhail Fokine, com costumes de Alexandre Benois e com orquestração de Alexander Glazunov. Como "Chopiniana" a estréia se deu no dia 19 de fevereiro de 1909 no teatro Maryinsky em São Petersburgo. Os bailarinos desta apresentação foram Tamara Karsavina, Nijinsky, Anna Pavlova e Alexandra Baldina. Como "Les Sylphides" a estréia se deu em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris, produzida por Serguei Diaghilev para os Ballets Russes. Os bailarinos desta apresentação foram os mesmos da apresentação da Chopiniana. Os costumes e cenários foram também de Alexandre Benois. "Les Sylphides" alguma vezes é confundido com outro balé denominado "La Sylphide" . De nome parecido e com o mesmo tema que é a invocação das figuras mitológicas das sílfides, a semelhança para por aí. São balés bem distintos, com músicas, coreografias, cenário e criação realizadas por pessoas diferentes. Durante três anos, a artista Zinaida Serebriakova (1884-1967) assistiu aos ensaios do balé do Teatro Mariinsky.

Assista um trecho do balé:




As bailarinas de Degas:


Ópera e balé eram uma parte elegante da vida cultural parisiense, e Edgar Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) era frequentador da platéia muito antes de começar a pintar as bailarinas. No balé, Degas encontrou um mundo que empolgava o seu gosto pela beleza clássica e seu olho para o realismo moderno. Ele ia para os bastidores e salas de aula do magnífico Palais Garnier, a casa da Ópera de Paris e seu Ballet, onde algumas das garotas mais pobres da cidade se esforçavam para se tornarem as fadas, ninfas e rainhas do palco. Quando ele passou a fazer parte desse mundo rosa e branco, tão cheio de tradição, ele inventou novas técnicas para desenhar e pintar. Ele cortava seus enquadramentos como um fotógrafo faria (e também se tornou um). Ele desafiava a composição tradicional, optando por assimetria e pontos de vista radicais, criando efeitos dramáticos. No entanto, ele sempre conseguiu manter um olho sobre os grandes mestres do passado. As bailarinas que Degas nos legou permanecem entre as imagens mais populares da arte do século 19.  



Edgar Degas – Bailarinas Subindo Escada, 1886-1890 – óleo sobre tela - Musée D´Orsay, Paris


Edgar Degas - Ballet Class, The Dance Hall, 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Edgar Degas – The Dance Class, 1873 – óleo sobre tela – Corcoran Gallery of Art, Washington, DC


Edgar Degas - The Ballet Class, 1871 – 1874 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France


Edgar Degas – O Ensaio do Balé no Palco, c. 1874 – pastel sobre papel - Metropolitan Museum of Art, New York City


 Edgar Degas - Dancer with a Bouquet of Flowers (The Star of the Ballet), 1878 - 81 x 66 cm - pastel e gouache sobre papel - The Getty Center,Los Angeles, California


Edgar Degas - At the Ballet, c. 1880 – 81 – pastel sobre papel


Veja e leia sobre mais duas pinturas de Edgar Degas sobre balé, clicando sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2015/05/edgar-degas-musicos-na-orquestra-e.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A história da obra: Henri Matisse – “Luxe, Calme et Volupté”

Henri Matisse – “Luxe, Calme et Volupté” – 1904 – óleo sobre tela - 98.5 cm × 118.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France

A história da obra: Henri Matisse – “Luxe, Calme et Volupté”


O título desta pintura é retirado do refrão do poema de Charles Baudelaire, Convite para uma Viagem (1857), em que um homem convida sua amante para viajar com ele para o paraíso. A maioria das mulheres estão nuas (na forma de um idílio clássico tradicional), mas uma mulher - que provavelmente representa a esposa do pintor - usa vestido contemporâneo. Esta é a única pintura importante de Matisse no estilo Neo-impressionista, e sua técnica foi inspirada no Pontilhismo de Paul Signac e Georges Seurat que Matisse adotou pela primeira vez depois de ler o ensaio de Signac "D'Eugène Delacroix au Néo-impressionisme" de 1898. Ela difere da abordagem de Signac e Seurat, no entanto, na forma em que Matisse delineia as figuras para lhes dar ênfase. A paisagem é provavelmente baseada na vista da casa de Paul Signac em Saint-Tropez (França), onde Matisse e Henri-Edmond Cross estavam de férias. Signac comprou o trabalho, que foi exibido em 1905 no Salon des Indépendants. Matisse abandonou a técnica no ano seguinte e se tornou um dos pioneiros do fauvismo.


Henri-Émile-Benoît Matisse (1869 - 1954) é uma das principais figuras da arte moderna e um dos coloristas mais importantes de todos os tempos. Um desenhista, gravador, escultor e pintor, seus inigualáveis ​​recortes estão entre as mais significativas das últimas obras de qualquer artista. Em uma carreira de mais de meio século, Matisse fez um grande corpo de trabalho. O gênio criativo de Matisse mudou o curso da arte do século XX , suas ideias distintas deixaram sua marca em todos os gêneros artísticos . De todos os temas, o que o atraiu mais foi a figura, especialmente a feminina, que ele incansavelmente representou em todos as mídias ao longo de toda sua carreira.


Paul Signac (Paris, 11 de Novembro de 1863 — 15 de Agosto de 1935) foi um dos desenvolvedores do pontilhismo, colaborando para a técnica obter apelo popular. Signac, de espírito libertário era simpatizante da filosofia anarquista. Filho único de um comerciante (estofador), pode ser considerado um pintor autodidata. Foi Georges Seurat que ensinou a Paul Signac a técnica do Pontilhismo, tendo estes dois artistas sido os principais impulsionadores do chamado Movimento do Divisionismo, também designado por Neo-Impressionismo ou Pontilhismo. Signac pertenceu também ao grupo de artistas designado por Grupo dos XX.


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terça-feira, 21 de outubro de 2014

A história das obras de arte "Dança II" e "Música" de Henri Matisse - 1910 (e mais uma surpresa)

"Dança II" e "Música" - Henri Matisse - 1910

A história das obras de arte "Dança II" e "Música" de Henri Matisse - 1910 (e mais uma surpresa)

Existem duas versões de “Dança”. A primeira, pintada em março de 1909, é o estudo para a segunda, concluída em 1910. A grande obra, inspirada na pintura de William Blake "Oberon, Titânia e Puck com dança das fadas“, foi pintado simultaneamente com a sua obra companheira “Música”, que retrata nus tocando música em um ambiente similar. As peças foram criadas especialmente para o empresário e colecionador de arte russo Sergei Shchukin, que era um associado de longa data de Matisse. Esta pintura é frequentemente reconhecida como um ponto-chave no desenvolvimento das obras de arte de Matisse, bem como no desenvolvimento da pintura moderna. É também muitas vezes associada a "Dança das Moças", em “A Sagração da Primavera” de Igor Stravinsky.


"Dança I" - Henri Matisse - 1909 - óleo sobre tela - 259.7 cm × 390.1 cm - Museum of Modern Art, New York City


"Dança II" - Henri Matisse - 1910 - óleo sobre tela - 260 x 391 cm - Hermitage, St. Petersburg, Russia


"Música" - Henri Matisse - 1910 - óleo sobre tela - - 260 cm × 389 cm - The Hermitage, St. Petersburg

"Música" forma um par com "Dança II", também pintado em 1910. Após o colecionador Sergey Shchukin ter encomendado "Dança II", escreveu a Matisse pedindo outro painel sobre o tema da música. Somente quando vistos juntos, eles adquirem a sua plena ressonância. Matisse trabalhou na enorme tela de "Música", sem esboços preparatórios e repensou a composição várias vezes. A tela traz, assim, os traços de numerosas alterações, e quase podemos rastrear todos os passos na difícil busca do artista para obter o efeito desejado.
Uma vez concluída, a idéia central do conjunto de Shchukin era a conquista de um estado de plenitude do homem, através da imersão apaixonada na criatividade. "Música" é construído com os mesmos três elementos de "Dança II": a mesma harmonia expressiva de verde, vermelho e azul, as cinco figuras simplificadas de músicos e cantores combinando com os cinco bailarinos e como em "Dança II", o Homem é unificado com a Terra e o Céu.

"Música" nos surpreende com sua calma concentrada, a imobilidade absoluta das figuras isoladas, a concentração total no uso de instrumentos musicais e no canto. As bocas abertas parecem ressoar e forçar-nos a experimentar fisicamente as vozes humanas das figuras. Embora essas figuras, que parecem quase como notação musical em uma página, estejam totalmente fechadas em si mesmas, a música as une em um único conjunto, com o condutor do violino atuando como a figura central na composição.


William Blake - “Oberon, Titania and Puck with Fairies Dancing” - c. 1786 de William Shakespeare "A Midsummer Night's Dream"


Outra obra sobre Dança de Matisse:

Henri Matisse - “A Dança” - 1932-1933 – óleo sobre tela –  três painéis - esquerdo: 339.7 x 441.3 cm - central: 355.9 x 503.2 cm - direito: 338.8 x 439.4 cm - The Barnes Foundation


Albert Barnes, um médico e amante da arte, encomendou a Matisse em 1931 um mural para o salão principal de sua galeria, que abrigava obras de Vincent van Gogh e Paul Cézanne, entre outros. Matisse criou uma maquete para o mural, feita de papel cortado, que ele podia reorganizar à medida que determinava a composição. No entanto, a obra acabada era pequena demais para o espaço, porque foram feitas medições incorretas. Ao invés de adicionar uma borda decorativa, Matisse decidiu recompor toda a peça, resultando em uma composição dinâmica, em que os corpos parecem saltar através do espaço abstrato de campos rosa e azuis.


Detalhe

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Henri Matisse: The Cut-Outs - exposição em Londres - passeio virtual

Henri Matisse Blue Nude (II) spring 1952 Musée National d’Art Moderne © Succession Henri Matisse/DACS 2014 Photo: Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. RMN-Grand Palais/Droits réservé s


Henri Matisse: The Cut-Outs - exposição em Londres





Henri Matisse - Icarus 1946 - Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. RMN-Grand Palais / Droits réservés © Succession Henri Matisse / DACS 2013


Grande exposição da Tate Modern, Henri Matisse: The Cut-Outs, é a exposição mais abrangente já dedicada aos recortes/colagens de papel do artista, feitas entre 1937 e 1954. Reúne cerca de 130 obras, muitas vistas juntas pela primeira vez, em uma reavaliação dos trabalhos finais coloridos e inovadores de Matisse.

Henri Matisse - The Snail - 1953 - © Succession H. Matisse / DACS 2014




Henri-Émile-Benoît Matisse (1869 - 1954) é uma das principais figuras da arte moderna e um dos coloristas mais importantes de todos os tempos. Um desenhista, gravador, escultor e pintor, seus inigualáveis ​​recortes estão entre as mais significativas das últimas obras de qualquer artista. Em uma carreira de mais de meio século, Matisse fez um grande corpo de trabalho do qual os recortes são um brilhante capítulo final na sua longa carreira.





Henri Matisse - "Polynesia, the Sea" - 1946


A mostra inclui o maior número de Blue Nudes de Matisse já apresentados em conjunto, incluindo o mais importante do grupo Blue Nude I, 1952 (Fundação Beyeler, Basel) .As obras ilustram o interesse renovado de Matisse na figura.

Sophie Matisse, bisneta do artista, disse que é "emocionante" ver as famosas silhuetas azuis de uma figura feminina sentada, entre as 130 obras da exposição que é sucesso de público.
Os Nus Azuis, provenientes do corte de papel colorido com uma tesoura, foram mostrados juntos apenas um punhado de vezes desde que foram feitas em 1952, dois anos antes da morte de Matisse aos 84.


Henri Matisse - "Blue Nude" 1 a 4 - (montagem)


Henri Matisse - Blue Nude (II) 1952 - Centre Pompidou, MNAM-CCI, Dist. RMN-Grand Palais / Droits réservés © Succession Henri Matisse / DACS 2013

Quando problemas de saúde impediram Matisse de pintar, ele começou a cortar papel pintado com tesoura, para fazer maquetes para as encomendas de livros e para projetos, de janelas de vitral a tapeçarias e cerâmica. Nos recortes, contornos assumem forma escultural e folhas pintadas de papel são infundidas com a luminosidade dos vitrais. Usando cores, Matisse evoca a superfície convulsiva da água e a exuberância da vegetação. O resultado reflete tanto um renovado compromisso com forma e cores quanto uma inventividade direcionada para o status da obra de arte.




Matisse em seu estúdio em 1952 - Foto: Lydia Delectorskaya

A exposição re-examina os recortes em termos de métodos e materiais que Matisse utilizou, e suas vidas duplas, primeiro como contingentes e mutáveis no estúdio e, finalmente, como obras permanentes, através de montagem e enquadramento. A exposição destaca as tensões nas obras entre acabamento e processo; arte e decoração; contemplação e utilidade; e desenho e cor.


Henri Matisse - The Sheaf 1953 - Collection University of California, Los Angeles. Hammer Museum © Succession Henri Matisse / DACS 2013





Esta exposição é organizada pela Tate Modern, em colaboração com o Museu de Arte Moderna de Nova York. Ela seguirá para The Museum of Modern Art em New York de 14 de Outubro a 9 de Fevereiro de 2015.



Até 7 de Setembro de 2014
Tate Modern – Bankside - London SE1 9TG - United Kingdom
Tel.: +44 (0)20 7887 8888

Fonte: Tate Modern

Assista entrevista com um dos curadores da exposição e veja algumas obras:


Assista um passeio pelas obras da exposição:



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