Kazimir
Malevich - Self Portrait - 1908-1910 - State Tretyakov Gallery, Moscow
Kazimir Malevich, sua obra e sua história
Kazimir
Malevich - Morning in the Village after a Snowstorm, 1912 – óleo sobre tela –
80 x 80 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York
Kazimir Malevich, uma história fascinante de ideais
revolucionários e do poder da própria arte. Kazimir Malevich Severinovich (23
de fevereiro de 1878 - 15 de maio de 1935) foi um pintor russo e teórico da
arte. Nasceu perto de Kiev, na Ucrânia. Ele foi um pioneiro da arte abstrata
geométrica e o criador do movimento de vanguarda Suprematista. Ao lado de
Kandinsky e Mondrian, Malevich é um dos inventores e teóricos da arte não
figurativa. Como fundador do Suprematismo, levou o abstracionismo geométrico à
sua forma mais simples, sendo o primeiro artista a usar elementos geométricos
abstratos. O termo “suprematismo” se refere a uma arte abstrata baseada na “supremacia
do sentimento artístico puro", em vez da representação visual de objetos.
Kazimir
Malevich - An Englishman in Moscow, 1914 - Stedelijk Museum, Amsterdam
Malevich viveu e trabalhou num dos períodos mais turbulentos
da história do século XX. Tendo crescido na Rússia czarista, ele testemunhou a
Primeira Guerra Mundial e a Revolução de Outubro em primeira mão. Seus
experimentos iniciais como pintor o levaram para a invenção do Suprematismo,
uma linguagem visual arrojada de formas geométricas e cores gritantes,
sintetizadas pela obra “Quadrado Preto”. Uma das obras definidoras do
Modernismo, sua pintura foi revelada ao mundo depois de meses de segredo e
ficou escondida novamente por quase meio século depois da morte de seu criador.
Ela fica em pé de igualdade com o “readymade” de Duchamp, como um momento de
mudança na arte do século XX e continua a inspirar e confundir os espectadores
até hoje.
Kazimir
Malevich - Black Square, 1913 - State Tretyakov Gallery, Moscow
A partir de suas primeiras pinturas de paisagens russas,
trabalhadores agrícolas e cenas religiosas, Malevich segue uma jornada para a
pintura abstrata e suas obras-primas suprematistas, o seu abandono temporário
da pintura em favor do ensino e da escrita, e seu retorno muito debatido à
pintura figurativa ao final de sua vida.
Kazimir
Malevich – Suprematism, 1915 - State Russian Museum, St Petersburg
Kazimir
Malevich - Dynamic Suprematism, 1915-16 - Oil on canvas - 803 x 800 mm - Tate
Gallery
Em 1915, embarcou em um estilo completamente abstrato a que
deu o nome Suprematismo com base em elementos geométricos puros de
relacionamento, sugerindo flutuação, queda, ascensão, etc. Mudou-se para
Vitebsk em 1919, a convite de Chagall para ensinar na sua escola de arte. Nessa
época escreveu a maior parte dos seus textos filosóficos e teóricos. A partir
de 1923, o artista viveu em Petrogrado, continuando a ensinar. Por volta de
1925, começa a construir os architectons, composições suprematistas espaciais.
Em 1927, Malevich expôs suas obras pela primeira vez em Berlim e retornou à
arte figurativa. Deixou na Alemanha 70 quadros e um manuscrito "O
suprematismo ou o mundo sem objeto", publicado pela Bauhaus.
Kazimir
Malevich - Woman with a Rake, 1930-32 – óleo sobre tela – 100 x 75 cm - Tretyakov
Gallery, Moscow, Russia
Kazimir
Malevich – Sportsmen, 1930-31 – óleo sobre tela - 142 × 164 cm - The State
Russian Museum, St. Petersburg
Os trabalhos de Malevich estão em vários grandes museus de
arte, incluindo a State Tretyakov Gallery, em Moscou, e em Nova York, no Museum
of Modern Art e no Museu Guggenheim. O Museu Stedelijk, em Amsterdam possui 24
pinturas de Malevich, mais do que qualquer outro museu fora da Rússia. Outra
grande coleção de obras de Malevich está no Museu Estadual de Arte
Contemporânea de Thessaloniki.
Kazimir
Malevich - Woman Worker, 1933 – óleo sobre tela - State Russian Museum
Kazimir Malevich – Autorretrato, 1933 – óleo sobre tela – 73
x 66 cm - Russian Museum, St. Petersburg, Russia
Assista um vídeo de uma exposição do artista na Tate Modern
em Londres, em 2014, com a historiadora de arte Rosie Rockel e o curador da
exposição Achim Borchardt-Hume, comentando sobre as obras:
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