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sábado, 29 de setembro de 2018

Série Pablo Picasso: sua musa Sylvette David


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 23, 1954 - desenho


Série Pablo Picasso: sua musa Sylvette David


Sylvette David, 1954


Pablo Picasso é conhecido por ter tido muitas esposas e amantes que tiveram finais infelizes, algumas cometendo suicídio. Quando ele já estava com mais de setenta anos, em 1954, conheceu uma garota de 19 anos, que usava seu cabelo loiro num rabo-de-cavalo e que chamava a atenção de todos.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 01, 1954 - desenho


Sylvette David, 1954


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 04, 1954 – desenho – para esse desenho, Sylvette não posou nua, Picasso usou sua imaginação


O verdadeiro nome de Sylvette David é Lydia Corbett, uma artista plástica que cresceu na Riviera Francesa em Cannes e era muito parecida com a atriz Brigitte Bardot. Ela diz que Bardot copiou seu penteado de rabo-de-cavalo. As fotografias de Sylvette com o pintor apareceram na revista Paris Match, onde atraíram a atenção do marido de Bardot, o diretor de cinema Roger Vadim. Ela disse: “Tive apenas um breve encontro com Brigitte Bardot quando passamos uma pela outra na Promenade em Cannes durante o festival de cinema de 1954. Ela estava no braço de Vadim e eu estava no de Picasso, e é claro que nós olhamos uma para a outra e os homens deram uma longa olhada em nós." Bardot visitou Picasso em seu estúdio, mas ele não a pintou.


Brigitte Bardot e Pablo Picasso em Cannes, 1956


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 05, 1954 – óleo sobre tela


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 21, 1954 - desenho


Sylvette e seu noivo, Toby Jellinek, haviam se mudado para Vallauris para morar com a mãe dela. Toby, que era um designer de móveis de vanguarda, tinha um ateliê não muito longe do estúdio de Picasso, e Sylvette frequentemente passava pela janela do artista a caminho para encontrá-lo. Seu primeiro encontro com Picasso veio depois que o espanhol comprou duas cadeiras de Toby, que as entregou a sua modesta villa, La Galloise, nas colinas acima de Vallauris, acompanhadas por Sylvette.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 25, 1954 - – óleo sobre tela


Sylvette David, 1954

 
Sobre a parede de seu estúdio ao lado, Sylvette viu Picasso segurando uma de suas pinturas. Era uma imagem simples de uma jovem com uma franja e um rabo de cavalo; foi um retrato dela, executado de memória. "Foi como um convite", ela lembrou mais tarde, então ela e suas amigas foram bater na porta dele. Picasso ficou tão feliz em ver Sylvette que ele a abraçou imediatamente. “Eu quero pintar você, pintar Sylvette!” Ele gritou.


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 27, 1954 - desenho


Pablo Picasso – Portrait of Sylvette David 24 in a Green Chair, 1954 - – óleo sobre tela


Nos meses que se seguiram, entre abril e junho, Picasso persuadiu Sylvette a posar para ele regularmente e criou uma série de mais de 60 retratos dela em várias mídias, incluindo desenhos e esculturas, além de 28 pinturas. Quando as obras foram expostas, as pessoas ficaram intrigadas com a natureza do relacionamento do artista com essa jovem beleza tímida e moderna. A revista Life anunciou uma nova época na arte de Picasso: o seu "Ponytail Period" (Período do rabo-de-cavalo). No entanto, depois disso, os críticos de arte passaram a desprezar essa série. Picasso havia sido abandonado por François Gilot e ele estava deprimido, encontrando consolo na beleza juvenil de Sylvette, porém sem nunca ter dormido com ela e, portanto, os críticos acharam que faltava engajamento emocional entre o artista e a modelo. Para outros, essa série demonstra a virtuosidade e inovação artística de Picasso.


Pablo Picasso – Sylvette David – escultura em concreto – 7,5 m de altura - Rotterdam, Holanda


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.


Sylvette David


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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Pablo Picasso – “Woman with a Book” (Mulher com um Livro), 1932 – óleo sobre tela - 130.5 x 97.8 cm – Norton Simon Museum, Pasadena, California, USA


Análise da pintura de Pablo Picasso – “Woman with a Book”


Ao usar uma cor exuberante e densamente aplicada em uma rede de sinuosas linhas negras, equilibrando sensualidade e restrição, a composição presta homenagem ao mestre neoclássico da linha, Jean-Auguste-Dominique Ingres, cujo trabalho Picasso admirava desde a juventude e cujo Retrato de Madame Moitessier, do pintor espanhol, foi visto por Picasso pela primeira vez em 1921. Picasso transformou a seriedade da modelo do meio do século XIX, em um retrato sonhador de sua amante, Marie-Thérèse Walter.


Jean-Auguste-Dominique Ingres - Madame Moitessier, 1856 – óleo sobre tela - 120 cm × 92 cm - National Gallery, London


Descansando a cabeça da modelo em sua mão, e substituindo o leque de Madame Moitessier pelas páginas de um livro, Picasso retratou o erotismo latente embaixo da imagem de respeitabilidade burguesa. O perfil sereno refletido em um espelho à direita no retrato de Picasso também faz referência ao seu precedente neoclássico, mas também pode constituir um autorretrato abstrato.


Picasso fez mais um retrato de Marie-Thérèse Walter lendo, que levou ao fim do seu casamento com Olga Khokhlova, depois que ela viu a pintura em uma exposição retrospectiva e percebeu que as características faciais da modelo não eram dela.


Pablo Picasso – La Lecture, 1932 – óleo sobre madeira – 65.5 cm × 51 cm - coleção particular


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terça-feira, 25 de outubro de 2016

A história da pintura "At the Lapin Agile" de Pablo Picasso

Pablo Picasso - At the Lapin Agile, 1905 - óleo sobre tela – 99,1 x 100,3 cm - The Metropolitan Museum of Art, New York


A história da pintura "At the Lapin Agile" de Pablo Picasso


Neste celebrado trabalho (agora um ícone da vida boêmia em Paris na virada do século passado), Picasso retratou a si mesmo vestido como um arlequim. Ele está acompanhado por sua amante recente, Germaine Pichot. Anteriormente, ela havia sido a obsessão fatal do grande amigo de Picasso, Casagemas, que cometeu suicídio em 1901. A pintura foi encomendada por Frédé Gérard (visto tocando violão no fundo da tela) para o seu cabaré de Montmartre, Le Lapin Agile, onde ficou sendo o único trabalho de Picasso em exibição permanente em Paris de 1905 até 1912, quando foi vendido a um colecionador alemão.


Pablo Picasso - Portrait de Germaine Pichot, 1902 - óleo sobre tela - 50.2 x 41.6 cm – Coleção particular


O local foi originalmente chamado de "Cabaret des Assassins". A tradição conta que o cabaré recebeu este nome porque um bando de assassinos invadiu e matou o filho do proprietário. O cabaret já existia há mais de 20 anos quando, em 1875, o artista André Gill pintou a placa que viria a sugerir seu nome permanente. Era uma foto de um coelho saltando de uma panela, e os moradores do bairro começaram a chamar o night-club de "Le Lapin a Gill", "O Coelho de Gill".







Picasso chegou em Paris, em 1900, acompanhado pelos amigos Pallares e Casagemas para ver o trabalho “Ciência e Caridade” na Exposição Universal. Eles aproveitaram para visitar o Louvre, o Museu de Luxemburgo, para ver obras de Cézanne e Gauguin, e aproveitar os bailes populares famosos do Moulin de la Galette, uma localidade com muita história, sendo o tema de pinturas de Corot, Renoir, Van Gogh, Utrillo Bonnard e Toulouse-Lautrec.




Visitaram as galerias de arte, tais como a de Berthe Weill onde eles conheceram Manyac, um negociante de arte que procurava obras de arte para ela. Manyac se interessou pelo trabalho de Picasso e propôs a compra de várias telas além de assumir o controle de seus interesses, de modo que em breve ele estava vendendo obras de Picasso a Berthe Weill, que no mesmo dia as revendeu para Adolphe Brisson, um crítico literário dos Temps.


Pablo Picasso - Les Deux Saltimbanques (Arlequin et sa Compagne), 1901 – óleo sobre tela – Coleção particular


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.


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segunda-feira, 11 de julho de 2016

Análise de “Os Amantes” de Pablo Picasso

Pablo Picasso – The Lovers (Les Amoureux), 1923 – óleo sobre linho – 130.2 x 97.2 cm – National Gallery of Art, Washingtom, DC, USA



Análise de “Os Amantes” de Pablo Picasso

“Os Amantes” é uma pintura feita por Pablo Picasso durante o seu período neoclássico, em 1923, em Paris, França. No período após a agitação da I Guerra Mundial, vários artistas na Europa começaram a produzir obras em um estilo neoclássico. A imprensa fez o cubismo soar destrutivo no período durante e após a Primeira Guerra Mundial I. Isto levou a um "retorno à ordem", que era uma parte de uma reação "contra os excessos e originalidades violentas de movimentos pré-guerra como o cubismo, o expressionismo e primitivismo".

Picasso também visitou Pompéia e os museus de arte clássica em Nápoles e Roma durante a sua viagem à Itália em 1917 e o que viu afetou sua arte. Esta viagem e, em seguida, seu casamento com a bailarina russa Olga Kokhlova, que pertencia a uma classe social de elite, deram a Picasso inspiração para a pintura de temas clássicos, utilizando técnicas clássicas. “Os Amantes” retrata um relacionamento, um tema muito clássico, mostrando um jovem casal se abraçando.

Picasso utiliza várias técnicas artísticas para demonstrar a harmonia na pintura. O uso de linho, em vez de tela de lona, dá uma aparência mais suave e refinada à pintura. Picasso utilizou linhas suaves e contínuas nesta pintura, criando um efeito elegante. Há também uma ligeira ênfase nos contornos. Ele criou uma harmonia fluida na pintura utilizando pinceladas suaves. Picasso usou cores primárias nesta pintura incluindo vermelho, azul e amarelo. O casal tem cabelo castanho, o que é muito realista, mas sua cor de pele tem um branco acinzentado que lhes dá um aspecto escultural. As cores usadas não são saturadas, quase como em uma pintura afresco tradicional.

A pintura é dominada pelo casal e, ao contrário das obras cubistas de Picasso, seus corpos são proporcionais. A cabeça da mulher se inclina para o homem e o homem a abraça por trás, olhando para ela com muita atenção. Esta postura dos personagens nos dá uma sensação de afeto entre eles. Juntos, todos os detalhes da pintura criam uma sensação de harmonia e esse é um dos trabalhos mais conhecidos de Picasso de seu período neoclássico. O classicismo usa de pureza da linha e cor, com economia de meios, figuras ideais e uma atmosfera de nobreza e emoção contida. Picasso não imitou o classicismo, mas o aperfeiçoou em sua própria visão.


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.


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http://www.arteeblog.com/2014/03/pablo-picasso-hoje-e-dia-de-arte-no.html






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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Análise da pintura de Pablo Picasso – "Garota em frente ao Espelho"

Pablo Picasso – Garota em frente ao espelho, 1932 – óleo sobre tela - 162.3 x 130.2 cm – Museum of Modern Art, New York


Análise da pintura de Pablo Picasso – "Garota em frente ao Espelho"


“Garota em frente ao espelho” foi feita no período cubista de Picasso e evoca uma imagem da vaidade. Ela mostra a jovem amante de Picasso, Marie-Thérèse Walter, no início de 1930. Picasso ainda era casado quando a conheceu. Durante a década de 1930, ela se tornou seu tema favorito e nesta pintura ele usou cores e símbolos para mostrar as diferentes formas em que ele a via e as formas que ela via a si mesma.

A pintura é da mulher que se olha em um espelho e a imagem que vê é diferente de si mesma. Seu perfil aureolado, em suave lilás, parece sereno, mas se funde com uma visão frontal do rosto, intensamente amarelo, como o sol, e com uma forte maquiagem. Talvez a pintura sugere tanto a personalidade diurna de Marie-Thérèse quanto sua personalidade noturna, tanto a sua tranquilidade quanto sua vitalidade, mas também a transição de uma menina inocente a uma mulher mundana consciente de sua própria sexualidade.

Também pode ser interpretado como a imagem de uma mulher confrontando sua mortalidade em um espelho. À direita, o reflexo do espelho parece mostrar a alma da menina, seu futuro, seu destino. Ela parece mais velha e mais ansiosa. A garota estende a mão para o reflexo, como se estivesse tentando unir seus diferentes "eus". O papel de parede com estampa de diamante lembra o traje de Arlequim, o personagem da Commedia dell'arte, com quem Picasso, muitas vezes se identificou. E aqui seria uma testemunha silenciosa das transformações psíquicas e físicas da menina.

Outra interpretação possível da pintura é como Picasso vê sua amada. O lado amarelo do rosto representa momentos felizes do casal. Este lado de seu rosto mostra sua juventude. Esta mulher é pintada com cores que aumentam sua beleza. Já o seu reflexo no espelho seria a interpretação de como ela se vê. Em vez de felicidade, o significado aqui é mais de tristeza e medo, indicando seu medo de perder sua juventude. Ela é autoconsciente, e vê todas as falhas em si mesma que o mundo não vê.


Um Raio-X feito na pintura em 2011 mostra que Picasso iniciou a obra desenhando a figura em uma maneira mais natural. Uma explicação possível para a mudança de estilo pode estar numa das frases do artista: "Não existe arte abstrata. Você deve sempre começar com algo".

Picasso viveu paixões intensas, era fascinado pelas mulheres e elas o amavam. Foi um namorado amoroso, um amante infiel e um marido cruel. Marie-Thérèse Walter entrou na vida do pintor numa tarde de janeiro de 1927, quando passeava perto das Galeries Lafayette, lojas de departamento parisienses. Com 17 anos e muito simples, não tinha a menor ideia de quem era o artista. Era atraente e loira, com lindos olhos azuis. Nunca moraram juntos, mas mantiveram uma relação pelo menos até 1943. Ele costumava visitá-la toda semana. Escreveu-lhe cartas de amor diariamente, por longos períodos. Em 1935, tiveram uma filha, Maria de la Concepcion, apelidada de Maya e nunca reconhecida. Marie-Thérèse enforcou-se em 20 de outubro de 1977, quatro anos depois de Picasso morrer.


Marie-Thérèse Walter 


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.

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domingo, 27 de dezembro de 2015

Balé em Pinturas, com vídeos

Dame Laura Knight (Long Eaton, Derbyshire, England, 4 de Agosto de 1877 – London, 7 de Julho de 1970) - Ballet, 1936


Balé em Pinturas, com vídeos 



Henri Matisse - The Ballet Dancer, c. 1927 - Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Henri de Toulouse-Lautrec - Ballet Dancers, 1885 – óleo sobre tela - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Pablo Picasso – desenho para fantasia do ballet “Le Tricorne”, 1917


"El Sombrero de Tres Picos" (O Chapéu de Três Pontas ou Le Tricorne) é um balé em dois atos, coreografado por Léonide Massine, com música de Manuel de Falla e encomendado por Sergei Diaghilev. Estreou completo em 1919. Não só é um balé com cenário espanhol, mas também emprega as técnicas de dança espanhola (adaptadas e um tanto simplificadas) em vez de balé clássico. A história (um juiz apaixonado pela fiel esposa de um moleiro – dono ou operador de um moinho de vento - tenta seduzi-la) deriva de uma novela de Pedro Antonio de Alarcón (nascido em Granada). O balé foi encenado pela primeira vez em Londres, no Teatro Alhambra, em 22 de Julho de 1919. Os cenários e figurinos foram criados por Pablo Picasso.

Assista uma cena do balé:




Leia e veja mais sobre a relação de Picasso com balé, clicando sobre o link:


Édouard Manet - The Spanish Ballet, 1862 – óleo sobre tela - Philips Collection, Washington DC, USA

Willard Metcalf (Lowell, Massachusetts , 1 de Julho de 1858 – New York City, 9 de Março de1925) - The Ballet Dancers - The Dressing Room, 1885



Konstantin Somov (São Petersburgo, 30 de Novembro de 1869 — Paris, 6 de maio de 1939) – Russian Ballet, 1930



Marc Chagall - Finale of the Ballet "Aleko", 1942 – guache sobre papel - Museum of Modern Art, New York, USA

Leia sobre Marc Chagall e o balé Aleko e veja mais obras, clicando sobre o link:


Zinaida Serebriakova - Girls Sylphides (Ballet Chopiniana), 1924 - The State Tretyakov Gallery, Moscow


Les Sylphides é um balé baseado em obras do músico Frédéric Chopin, coreografado por Mikhail Fokine, com costumes de Alexandre Benois e com orquestração de Alexander Glazunov. Como "Chopiniana" a estréia se deu no dia 19 de fevereiro de 1909 no teatro Maryinsky em São Petersburgo. Os bailarinos desta apresentação foram Tamara Karsavina, Nijinsky, Anna Pavlova e Alexandra Baldina. Como "Les Sylphides" a estréia se deu em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris, produzida por Serguei Diaghilev para os Ballets Russes. Os bailarinos desta apresentação foram os mesmos da apresentação da Chopiniana. Os costumes e cenários foram também de Alexandre Benois. "Les Sylphides" alguma vezes é confundido com outro balé denominado "La Sylphide" . De nome parecido e com o mesmo tema que é a invocação das figuras mitológicas das sílfides, a semelhança para por aí. São balés bem distintos, com músicas, coreografias, cenário e criação realizadas por pessoas diferentes. Durante três anos, a artista Zinaida Serebriakova (1884-1967) assistiu aos ensaios do balé do Teatro Mariinsky.

Assista um trecho do balé:




As bailarinas de Degas:


Ópera e balé eram uma parte elegante da vida cultural parisiense, e Edgar Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) era frequentador da platéia muito antes de começar a pintar as bailarinas. No balé, Degas encontrou um mundo que empolgava o seu gosto pela beleza clássica e seu olho para o realismo moderno. Ele ia para os bastidores e salas de aula do magnífico Palais Garnier, a casa da Ópera de Paris e seu Ballet, onde algumas das garotas mais pobres da cidade se esforçavam para se tornarem as fadas, ninfas e rainhas do palco. Quando ele passou a fazer parte desse mundo rosa e branco, tão cheio de tradição, ele inventou novas técnicas para desenhar e pintar. Ele cortava seus enquadramentos como um fotógrafo faria (e também se tornou um). Ele desafiava a composição tradicional, optando por assimetria e pontos de vista radicais, criando efeitos dramáticos. No entanto, ele sempre conseguiu manter um olho sobre os grandes mestres do passado. As bailarinas que Degas nos legou permanecem entre as imagens mais populares da arte do século 19.  



Edgar Degas – Bailarinas Subindo Escada, 1886-1890 – óleo sobre tela - Musée D´Orsay, Paris


Edgar Degas - Ballet Class, The Dance Hall, 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Edgar Degas – The Dance Class, 1873 – óleo sobre tela – Corcoran Gallery of Art, Washington, DC


Edgar Degas - The Ballet Class, 1871 – 1874 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France


Edgar Degas – O Ensaio do Balé no Palco, c. 1874 – pastel sobre papel - Metropolitan Museum of Art, New York City


 Edgar Degas - Dancer with a Bouquet of Flowers (The Star of the Ballet), 1878 - 81 x 66 cm - pastel e gouache sobre papel - The Getty Center,Los Angeles, California


Edgar Degas - At the Ballet, c. 1880 – 81 – pastel sobre papel


Veja e leia sobre mais duas pinturas de Edgar Degas sobre balé, clicando sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2015/05/edgar-degas-musicos-na-orquestra-e.html


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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Esculturas de Pablo Picasso

Pablo Picasso - Bust of a Woman - 1930-32 - Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Esculturas de Pablo Picasso 


Pablo Picasso - Glass of Absinthe – 1914 - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Pablo Picasso (Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso - Málaga, 1881 — Mougins, 1973) foi o artista mais dominante e influente da primeira metade do século XX. Associado acima de tudo como o pioneiro do cubismo, ao lado de Georges Braque, ele também inventou a colagem e fez grandes contribuições para o Simbolismo e o Surrealismo. Viu-se acima de tudo como um pintor, mas sua escultura foi muito influente, e ele também explorou áreas tão diversas como a gravura e cerâmica.


Pablo Picasso – Guitar – 1924 – Paris - folha de metal pintado, caixa de lata pintada, e fio de ferro - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York – Musée National Picasso, Paris


Pablo Picasso - Woman in the Garden -1929–30 – Paris – ferro soldado e pintado - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York – Musée National Picasso, Paris 


Ao longo de sua longa carreira, Pablo Picasso se dedicou à escultura, utilizando tanto os materiais e técnicas tradicionais como os não convencionais. Ao contrário da pintura, em que ele foi formalmente treinado, a escultura ocupava um status exclusivamente pessoal e experimental para Picasso. Ele se aproximou do meio com a liberdade de um artista autodidata, pronto para quebrar todas as regras. Esta atitude o levou a desenvolver um carinho profundo por suas esculturas, e muitas fotografias de seus estúdios e casas testemunham isso. Ele as tratava quase como membros de sua família, amava a companhia das esculturas e de recriá-las em uma variedade de materiais e situações. Picasso manteve a maioria delas em sua posse privada durante sua vida.


Pablo Picasso - Standing Bull – 1947-48 -  © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Pablo Picasso - Vase: Woman – 1948 – Vallauris – barro pintado de branco com listas - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York – Musée National Picasso, Paris


Picasso Sculpture oferece uma ampla pesquisa da obra de Pablo Picasso em três dimensões, abrangendo os anos de 1902 a 1964. A exposição reúne cerca de 140 esculturas da carreira inteira de Picasso por meio de empréstimos de grandes coleções públicas e particulares, dos EUA e do exterior, incluindo 50 esculturas do Museu Nacional Picasso, Paris. Com muitas obras em exibição pela primeira vez em os EUA, ela fornece uma oportunidade para explorar um aspecto raramente visto da longa e prolífica carreira de Picasso. A exposição é apresentada pelo MoMA em colaboração com o Musée National Picasso em Paris.


Pablo Picasso - Little Girl Jumping Rope – 1950 - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


 Pablo Picasso - She-Goat – 1950 - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Picasso Sculpture se concentra no trabalho com a escultura ao longo da vida do artista, com um foco particular em seu uso de materiais e processos. A exposição, que apresenta mais de 100 esculturas, complementadas por trabalhos selecionados em papel e fotografias, visa promover a compreensão do que era a escultura para Picasso, e de como ele revolucionou a sua história através de um compromisso de reinvenção constante ao longo da vida. A exposição é organizada em capítulos correspondentes aos períodos distintos em que Picasso dedicou-se à escultura, cada vez explorando com nova intensidade, as possibilidades modernas desta forma antiga de arte.


Pablo Picasso - Baboon and Young – 1951 - Photograph: © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Na fase de maturidade, Picasso, tratou o tema da paternidade e incorporou brinquedos dos filhos em obras como “Baboon and Young” (1951), em que a cabeça de um babuíno de bronze é feita com um carrinho.


O compromisso de Picasso com a escultura foi episódico e não contínuo. Cada nova fase trouxe consigo um novo conjunto de ferramentas, materiais e processos, e muitas vezes uma nova musa e/ou um novo colaborador técnico.
“Picasso prestava muita atenção em tudo o que estava à volta dele. E na virada do século XIX para o XX a escultura estava em alta e muitos dos amigos dele eram escultores. Depois de conhecer o grande escultor francês, Auguste Rodin, Picasso decidiu que ia seguir esse caminho também”, conta a curadora da exposição, Anne Umland.


Pablo Picasso - Flowery Watering Can -1951–52 – Paris - gesso com regador, peças de metal, pregos e madeira - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York – Musée National Picasso, Paris 


A fase mais cubista (1912-1915), que consagrou peças como “Guitar” e as seis versões de “Glass of Absinthe”, bagunçou a cabeça da crítica à época, incapaz de enquadrar seus trabalhos nos moldes tradicionais - escultura ou pintura, exclusivamente. O que, certamente, voltou e volta a acontecer.


Pablo Picasso – Bull - ca. 1958 – Cannes - madeira compensada, ramo de árvore, pregos e parafusos – © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York


Pablo Picasso – Chair – 1961 – Cannes – folha de metal pintada - © 2015 Estate of Pablo Picasso/Artists Rights Society (ARS), New York – Musée National Picasso, Paris 


Até 7 de Fevereiro de 2016
Museum of Modern Art (MoMA) - The Alfred H. Barr, Jr. Painting and Sculpture Galleries, fourth floor
11 WEST 53 STREET, NEW YORK, NY 10019 - (212) 708-9400


Picasso e Jacqueline em frente da residência Villa La Californie em Cannes, França – 8 de Fevereiro de 1956


Assista os vídeos:









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