Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

domingo, 11 de novembro de 2018

Pinturas do “Dia do Armistício” em comemoração do final da Primeira Guerra Mundial em 11 de Novembro de 1918

George Lucks – Armistice Night, 1918 – óleo sobre tela – 94 x 173,7 cm - Whitney Museum of American Art, New York


Pinturas do “Dia do Armistício” em comemoração do final da Primeira Guerra Mundial em 11 de Novembro de 1918


Sir John Lavery, R.A., R.H.A., R.S.A. - Armistice Day, November 11, Grosvenor Place, London, 1918 – óleo sobre tela – 76 x 64 cm – coleção particular

No dia 11 de novembro de 1918, Lavery olhou por cima do Hyde Park Corner e do Constitution Hill a partir de uma janela no andar de cima do St George’s Hospital, e esta, a imagem atual, foi o que ele viu. Multidões estavam se aproximando do Wellington Arch e esquivando-se do tráfego. Havia um ar festivo. Numerosos relatos da imprensa do dia nos dizem que começou com a notícia telegrafada do general Foch de que o inimigo havia assinado o documento de rendição, e o Kaiser Wilhelm II havia abdicado. O primeiro-ministro, David Lloyd George, fez o anúncio oficial às 11h00, quando já havia multidões no centro de Londres. Tal foi a multidão no Mall e ao redor do Palácio de Buckingham que o Rei George V, a Rainha Mary e membros da Família Real apareceram na varanda do palácio às 13h, onde sua majestade fez um discurso agradecendo ao povo e elogiando as forças vitoriosas do Império Britânico e seus aliados. Suas majestades então atravessaram a cidade para acenar para as multidões. Lloyd George aconselhava as pessoas a gritar e aplaudir, e podemos imaginar muito som de buzinas. Alguns ônibus foram até comandados por foliões que fizeram suas próprias turnês de vitória na cidade. As festividades em Londres continuaram por mais dois dias. O Strand estava fechado enquanto as pessoas dançavam na rua, e as multidões paralisaram o tráfego no Admiralty e em frente ao Banco da Inglaterra.


Frank Myers Boggs - Armistice Day, Paris, 1918 - aquarela e giz sobre papel – 33,3 x 46, 5 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York

Um tiro disparado do Mont Valerin na manhã de segunda-feira, 11 de novembro de 1918, indicou a Paris que os alemães e aliados tinham assinado o acordo de armistício que terminou com a Primeira Guerra Mundial. Boggs, um pintor expatriado cujos trabalhos se popularizaram na França, capturou a demonstração de entusiasmo público e excitação que ocorreu naquele dia na Place de la Concorde.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Curiosidades sobre a pintura “Benjamin Franklin Drawing Electricity from the Sky” de Benjamin West

Benjamin West - Benjamin Franklin Drawing Electricity from the Sky (Benjamin Franklin extraindo eletricidade do céu), c. 1816 – óleo sobre ardósia – 34 x 25,6 cm – Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Curiosidades sobre a pintura “Benjamin Franklin Drawing Electricity from the Sky” de Benjamin West


Essa pintura foi feita em comemoração à experiência feita por Benjamin Franklin na Filadélfia, em 1752, para demonstrar que a luz é uma forma de eletricidade. A pintura é um esboço para um retrato em larga escala, nunca executado, que Benjamin West planejou para o Hospital da Pensilvânia na Filadélfia, fundado por Franklin.

West representou o momento em que uma centelha de eletricidade, passando por uma chave unida a uma pipa voando em um céu tempestuoso, saltou para a mão levantada de Franklin. A cena é uma espécie de alegoria, com Franklin empoleirado em nuvens e cercado por assistentes angélicos. Os da direita puxam o cordão da pipa e os da esquerda supervisionam os jarros de iluminação que reúnem a corrente elétrica. Um dos anjos da direita está vestido como um nativo (índio) americano. Franklin estava com cerca de 40 anos de idade quando fez essa experiência, mas West o retratou como se ele fosse um idoso, pois era como ele ficou mais conhecido.

Enquanto morou em Londres, West fez amizade com Franklin, um colega da Pensilvânia, mas não fez o retrato do célebre cientista e estadista americano até depois da morte dele, embora West e Franklin fossem amigos em Londres entre 1765 e 1775, e o estadista / cientista fosse padrinho do segundo filho do artista. West aparentemente confiou em uma gravura ou uma cópia de um retrato em miniatura de Franklin, feito pelo artista francês Jean-Baptiste Weyler, cerca de 1782.

Benjamin West (10 de outubro de 1738 - 11 de março de 1820) foi um pintor de história anglo-americana durante e depois da Guerra Americana de Independência e da Guerra dos Sete Anos. Ele foi o segundo presidente da Real Academia em Londres, servindo de 1792 a 1805 e 1806 a 1820. Foi oferecido a ele um título de cavaleiro (Sir) pela Coroa britânica, mas West recusou. Ele disse que "A arte é a representação da beleza humana, idealmente perfeita no design, graciosa e nobre em atitude".

Benjamin Franklin (17 de janeiro de 1706 - 17 de abril de 1790) foi um famoso sábio e um dos fundadores dos Estados Unidos. Franklin era escritor, impressor, teórico político, político, cientista, inventor, humorista, ativista cívico, estadista e diplomata. Como cientista, ele foi uma figura importante na história da física por suas descobertas e teorias em relação à eletricidade. Como inventor, ele é conhecido pelo para-raios, lentes bifocais e pelo fogão Franklin, entre outras invenções. Ele fundou muitas organizações civis, incluindo o departamento de incêndio da Filadélfia e a Universidade da Pensilvânia.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O lado artista de Sir Winston Churchill, um dos maiores estadistas da história mundial

Sir Winston Churchill - Daybreak at Cassis, near Marseilles, 1920


O lado artista de Sir Winston Churchill, um dos maiores estadistas da história mundial


Sir Winston Churchill - The Harbour at St. Jean Cap Ferrat, 1921


Sir Winston Leonard Spencer-Churchill - (Woodstock, 30 de Novembro de 1874 — Londres, 24 de Janeiro de 1965) foi um político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Churchill liderou a vitória da Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Seus discursos e transmissões de rádio ajudaram a inspirar a resistência britânica, especialmente durante os dias difíceis de 1940-41, quando a Commonwealth e o Império Britânico estavam quase sozinhos em sua oposição a Adolf Hitler. Ele advertiu publicamente sobre uma "Cortina de Ferro" da influência soviética na Europa e promoveu a unidade europeia.


Sir Winston Churchill pintando em seu atelie em Chartwell


Sir Winston Churchill - View of Chartwell


Sir Winston Churchill - Beach at Walmer, c. 1938


Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. Ele é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos. Em 2002 foi eleito pela BBC o maior britânico de todos os tempos.
Churchill nasceu em uma família aristocrática, filho de um político inglês e uma socialite americana.

Esse blog possui um artigo sobre a mãe de Winston Churchill ilustrado por pinturas e fotos. Clique sobre esse link para ver:



Sir Winston Churchill - Randolph Churchill (filho de Sir Winston Churchill) Reading


Sir Winston Churchill – Flat Calm with a High-prowed Boat, c. 1925


Sir Winston Churchill - Terrace at Trent Park, c. 1935


 Churchill foi um artista amador bem-sucedido e gostava imensamente de pintar. Ele encontrou um refúgio na arte para superar os efeitos da depressão que ele sofreu ao longo de sua vida. Churchill foi persuadido e ensinado a pintar por seu amigo artista, Paul Maze, que conheceu durante a Primeira Guerra Mundial. Maze foi uma grande influência na pintura de Churchill e tornou-se seu companheiro de pintura ao longo da vida.


Sir Winston Churchill - State Room at Blenheim Palace


Sir Winston Churchill - Boats at Cannes Harbor, 1937


 As pinturas mais conhecidas de Churchill são paisagens impressionistas, muitas delas pintadas enquanto estava de férias no sul da França, no Egito ou em Marrocos. Ele também fez uma série de cenas interiores e retratos. Usando o pseudónimo "Charles Morin", ele continuou seu hobby ao longo de sua vida e pintou centenas de telas.


Sir Winston Churchill - West Front of Blenheim Palace


Sir Winston Churchill - The Marlborough Tapestries at Blenheim, c. 1930 - óleo sobre tela - 61 x 74 cm - coleção particular


Sir Winston Churchill pintando ao ar livre

Esse blog possui mais um artigo sobre Sir Winston Churchill e um artigo sobre a região The Cotswolds e o Blenheim Palace, onde Churchill nasceu. Clique sobre os links abaixo para ver:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 6 de novembro de 2016

Frans Post e suas pinturas do Brasil

Frans Post – Vista de Olinda, Brasil, 1662 – óleo sobre tela - Rijksmuseum


Frans Post e suas pinturas do Brasil


Logo após a criação da Companhia das Índias Ocidentais (1621), a República Holandesa tentou conquistar porções do Brasil dos portugueses. O Brasil foi a maior região produtora de açúcar do mundo. Centenas de plantações de açúcar operavam ali usando escravos de Angola. Eventualmente os holandeses derrotaram os portugueses em 1630. A chegada de Johan Maurits de Nassau-Siegen em 1637 como o regulador da colônia destinou-se estabilizar a situação e expandir os territórios holandeses.


Frans Post - Vista da Ilha de Itamaracá, Brasil, 1637 - óleo sobre tela - 63,5 × 89,5 cm - Rijksmuseum

Esta é a primeira pintura conhecida de Post, feita em 3 de novembro de 1637. Inicialmente Johan Maurits queria construir a nova capital na ilha de Itamaracá. Os dois homens e seus escravos em primeiro plano provavelmente estão explorando a ilha. Na colina sobre a água está Schoppestad, e à direita, Fort Oranje, que ainda pode ser visitado hoje.


Johan Maurits pensou grande. Seu lema era "Até onde o mundo se estende", uma ambição ilustrada pelos projetos realizados durante sua estada de sete anos. Fortes, pontes, casas e palácios foram construídos. Mauritsstad tornou-se a nova capital. Os holandeses tomaram o controle do comércio de escravos africanos. A seu pedido, cientistas e artistas como Frans Post registraram as maravilhas da natureza da nova colônia. Eles documentaram rapidamente a flora, fauna e habitantes nativos. A arte produzida indiretamente prestou homenagem a Johan Maurits.


Frans Post - Vista do Rio São Francisco Brasil com Fort Maurits e uma capivara, 1639 - Musée du Louvre, Paris


Em 1636, o artista de Haarlem Frans Post (1612-1680) viajou para a colônia holandesa do Brasil na comitiva do governador Johan Maurits de Nassau-Siegen, que tinha sido encarregado de assegurar a nova colônia e torná-la ainda mais lucrativa, aumentando o número de plantações de açúcar. O governador levou consigo um grupo de artistas e cientistas, entre eles Frans Post, para registrar a paisagem, os habitantes e a flora e fauna. Durante sete anos a flora e fauna brasileira inspiraram muitas de suas obras de arte. O país continuou a inspirar Post quando voltou aos Países Baixos em 1644, e continuou a pintar paisagens brasileiras, que se venderam muito bem.


Frans Post - Vila Brasileira, 1675-1680 - óleo sobre madeira - 20,5 × 26,5 cm - Rijksmuseum

A província de Pernambuco, que os holandeses capturaram dos portugueses, era o lar de muitos grupos étnicos diferentes. Em primeiro plano está uma família índia. Mais atrás um casal holandês passeia em direção à varanda. E de pé no parapeito da varanda está uma mulher portuguesa com véu e um escravo com uma cesta na cabeça.


O Rijksmuseum, em Amsterdam, Holanda, expôs as paisagens brasileiras e seus esboços preliminares dessas obras de Frans Post, além de dúzias de bichos empalhados, em empréstimo especial do Naturalis Biodiversity Center, em Leiden em 2016. Além disso, trinta e quatro desenhos de animais feitos por Post fazem sua primeira aparição pública. Estes estudos completamente desconhecidos foram recentemente descobertos no Noord-Hollands Archief em Haarlem. Com uma retrospectiva de seis pinturas, esboços preliminares, um mapa de parede e animais reais (empalhados), o Rijksmuseum mostrou como Frans Post encontrou e imortalizou este novo mundo fascinante, com empréstimos do Louvre, Paris, Museu Boijmans Van Beuningen, Roterdã, e da Fundação Estudar, São Paulo.


Frans Post – Jaguar, c. 1638-43 - aquarela e guache, com caneta e tinta preta, sobre grafite - Noord-Hollands Archief, Haarlem


Um empréstimo especial veio do Noord-Hollands Archief, uma coleção pública em Haarlem. No decurso de um projeto de digitalização, o curador da coleção de imagens, Alexander de Bruin, encontrou trinta e quatro desenhos completamente desconhecidos de Frans Post. Sempre se suspeitou que a flora e fauna nativa retratada nas pinturas de Post tenham sido baseadas em desenhos originais feitos no Brasil. Até agora, entretanto, não se conhecia um único estudo de animal ou planta feito por ele. Os estudos de animais fornecem o elo perdido entre a aventura brasileira de sete anos de Post e as pinturas que ele produziu em seu retorno a Haarlem.


Frans Post - Moustached Guenon, c. 1638-1644 - aquarela e guache, com caneta e tinta preta, sobre grafite - inscrição traduzida: Um macaco de nariz azul de Angola, um metro e meio de grande porte, está muito irritado e malicioso - Noord-Hollands Archief, Haarlem


Invasões holandesas é o nome normalmente dado ao projeto de ocupação da Região Nordeste do Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.) durante o século XVII. As invasões holandesas foram o maior conflito político-militar da colônia. Embora concentradas no atual Nordeste, não se resumiram a um episódio regional. As invasões holandesas do Brasil aconteceram entre 1624 e 1654 (quando ocorreu a Insurreição Pernambucana), sendo a Administração de Maurício de Nassau entre 1637-1644.


Frans Post – Paisagem no Rio Senhor de Engenho, Brazil, 1670-1680 – óleo sobre madeira- 22.5 × 28 cm - Rijksmuseum

Esta pintura é parte de uma série de paisagens que Frans Post pintou em seu retorno à Holanda em 1644. A figura em primeiro plano que carrega uma cesta em sua cabeça recorre regularmente em seu trabalho.


João Maurício de Nassau-Siegen (Johan Maurits van Nassau-Siegen - Dillenburg, 17 de Junho de 1604 – Cleves, 20 de Dezembro de 1679), cognominado "o Brasileiro", foi conde e (após 1674) príncipe de Nassau-Siegen, um Estado do Sacro Império Romano-Germânico e mais tarde da Confederação Germânica, localizado nas cercanias das cidades de Wiesbaden e Coblença.

Frans Post (Leyden, 1612 — Haarlem, 1680), foi um gravador, pintor e desenhista. Ele era filho de Jan Jansz Post, um pintor de vidros de Leiden e irmão mais novo de Pieter Post, pintor e arquiteto. Ele trabalhou no estúdio de seu irmão Pieter antes de 1636, quando este o recomendou a Johan Maurits van Nassau, governador geral da colônia holandesa de curta duração no Brasil. Frans Post acompanhou Van Nassau ao Brasil, onde permaneceu por sete anos. De volta à Holanda, ele se instalou em Haarlem, onde se juntou à guilda de St Luke. Suas exóticas paisagens brasileiras se tornaram famosas e bem vendidas.


Frans Post - Paisagem no Brasil, 1652 - óleo sobre tela - 282,5 × 210,5 cm - Rijksmuseum

Esta é a maior pintura de Post. Caracteriza uma paisagem larga de rio com uma plantação distante de açúcar, vislumbrada como se vista através de uma "janela". Um pássaro de costas manchadas está ilusionisticamente pintado como se empoleirado na moldura, e o artista igualmente retratou um gafanhoto e uma iguana escondidos entre as plantas e os frutos exóticos brasileiros.


Esse blog possui um artigo sobre o Museu Mauritshuis, a Casa de Mauricio de Nassau. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/03/serie-museus-mauritshuis.html 


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A história de “A Princesa Eugénie cercada por suas Damas de Companhia” de Franz-Xaver Winterhalter

Franz-Xaver Winterhalter – The Empress Eugénie surrounded by her Ladies in Waiting, 1855 – óleo sobre tela – 300 x 420 cm - Compiègne, Musée National du Château, França


A história de “A Princesa Eugénie cercada por suas Damas de Companhia” de Franz-Xaver Winterhalter


Franz-Xaver Winterhalter foi o pintor favorito da imperatriz Eugénie. Provavelmente ela usou sua própria fortuna pessoal para pagar por este famoso retrato. Exibido no Palácio Fontainebleau durante o Segundo Império, a obra foi finalmente dada à imperatriz em 1881, quando foi pendurada na entrada de sua residência em Farnborough Hill. Winterhalter era um retratista das cortes reais da Europa, e era o pintor oficial da dinastia Orleans antes de 1848, sendo o retratista preferido da família imperial francesa. A soberana (nascida Eugenie de Montijo e que por sua beleza esposou Napoleão III em 1853), é representada aqui no início de seu reinado, no meio de suas Damas de Companhia.

Inspirada em cenas bucólicas do século 18, esta composição monumental retrata a soberana e sua comitiva contra o pano de fundo de uma clareira sombreada em uma floresta. A composição é bastante artificial e formal. A imperatriz, ligeiramente à esquerda do centro, domina e é cercada pelo grupo. À sua direita está a Princesse d'Essling, líder das damas, a quem ela está oferecendo algumas madressilvas. À sua esquerda, está a Duchesse de Bassano, matrona da honra. Diante dela, sentam-se a Baronne de Pierres e a Vicomtesse de Lezay-Marnésia. No primeiro plano está a Comtesse de Montebello. À direita estão três outras damas de honra: a Baronne de Malaret, a Marquise de Las Marismas e a Marquise de la Tour-Maubourg.

Em flagrante contraste com o ambiente rústico, as Damas de Companhia rivalizam em vestimentas de luxo. Cada uma está vestindo seu melhor vestido de baile, dando assim ao pintor um pretexto para uma exibição virtuosa da pintura de tecidos, mesmo em detrimento das semelhanças. Na verdade, o verdadeiro tema desta glorificação da crinolina é a seda, tule, musseline, tafetá, rendas e fitas. Apenas a simplicidade das joias parece corresponder à configuração pastoral.

A obra é particularmente reveladora no que diz respeito ao extremo requinte típico da Corte. Esta mesma pompa foi exibida na abertura da Exposição Universal de Paris de 1855, a primeira grande manifestação oficial do regime imperial e uma etapa importante em termos de reconhecimento internacional do regime. Esta pintura foi exibida naquela ocasião no Salon d'Honneur, e (apesar do censor oficial) foi discretamente ridicularizada pela imprensa especializada de arte. Apesar do desprezo crítico, a pintura foi e ainda é um enorme sucesso de público.

Esta evocação de prestígio da segunda França imperial sublinha o encanto brilhante da corte de Napoleão III, o que contrasta com os anos maçantes do reinado de burguês Louis-Philippe. Nas Tuileries, Fontainebleau ou Compiegne, a vida luxuosa da corte do Segundo Império é o sinal tangível da aparente força do novo regime e de uma prosperidade econômica sem precedentes, celebrada pela primeira Exposição Mundial, realizada em Paris em 1855.


Etienne Billet (1821-1888) - Portrait of the Empress Eugénie – óleo sobre tela - Musée de la Marine et de l'Economie de Marseille, França


Eugénia de Montijo, nascida Maria Eugênia Ignácia Augustina de Palafox-Portocarrero de Guzmán y Kirkpatrick (Granada, 5 de Maio de 1826 - Madrid, 11 de Julho de 1920), foi marquesa de Ardales, marquesa de Moya, a 19ª Condessa de Teba, condessa de Montijo e, como esposa de Napoleão III, foi imperatriz dos Franceses. Após a morte do pai, em 1839 Eugênia se mudou, juntamente com sua mãe, para Paris, onde passou a frequentar as festas da alta sociedade, sendo cortejada por Carlos Luis Napoleão Bonaparte, o futuro Napoleão III da França. Conta-se que Eugénia era extraordinariamente bela, e que seus cabelos muito longos eram de um castanho incomum. Diz-se que, um dia, em uma conversa mais íntima ao pé do ouvido, Napoleão III lhe perguntou "qual é o caminho mais curto para seus aposentos", e ela respondeu: "pela capela, meu senhor, pela capela". Casaram-se em Paris no dia 19 de janeiro de 1853, e Eugênia ousou ser uma das primeiras noivas a casar-se de branco, seguindo o exemplo da rainha Vitória da Inglaterra, em uma época em que as noivas se casavam de azul, verde e até de vermelho.

Dizem (sem comprovação) que a imperatriz, que detestava o desconforto produzido pelas 9 anáguas engomadas que eram usadas para armar as saias na corte, decidiu substituí-las. Havia uma fábrica de espetos, em processo de falência, chamada Peugeot. Em um dia de julho de 1854 a fábrica recebeu a ilustre visita da imperatriz que lhes trouxe um desenho seu de uma espécie de gaiola feita de finíssimos aros de arame de aço e que, desde então, tornaria a indumentária feminina muito mais leve e mais arejada, a crinolina. A Peugeot foi salva da falência (após 1870 ela passou a produzir guarda-chuvas, depois bicicletas até chegar aos automóveis), a França tornou-se líder mundial inconteste no universo da moda e o nome da bela Eugênia passou a estar associado, para todo o sempre, às “maisons” de alta costura. Após a queda do 2º Império foi juntamente com o marido para o exílio na Inglaterra e quando este morreu em Chislehurst, Kent no dia 9 de novembro de 1873, passou a residir em Biarritz onde nos tempos de imperatriz costumava passar o verão e depois no Palácio de Liria e no de Dueñas em Sevilha.

Franz Xaver Winterhalter (20 de Abril de 1805 - 08 de Julho de 1873) foi um pintor e litógrafo alemão, conhecido por seus retratos de realeza em meados do século XIX. Era um retratista em moda nas cortes da Europa. Entre suas obras mais conhecidas estão os retratos que fez de Isabel da Áustria, conhecida como "Sissi da Áustria e Hungria".



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

The First Thanksgiving at Plymouth - Jennie Augusta Brownscombe – 1914 – óleo sobre tela - Pilgrim Hall Museum, Plymouth, Massachusetts


Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

Obrigada a todos os nossos seguidores por seus gentis comentários, curtidas e re-postagens!

Thanks to all our followers for your kind comments, likes and re-posts!


Thanksgiving, ou dia de Ação de Graças, é um feriado comemorado nos Estados Unidos na quarta quinta-feira de novembro. Tem sido celebrado como um feriado federal a cada ano desde 1863, quando, durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln proclamou um dia nacional de "Ação de Graças e de louvor ao nosso Pai beneficente que habita nos céus", a ser comemorado na última quinta-feira de Novembro. O Thanksgiving também é comemorado em outros países.

O evento que os americanos comumente chamam de "primeira ação de graças" foi comemorado pelos peregrinos em Plymouth, Massachusettsapós a sua primeira colheita no Novo Mundo em 1621. Esta festa durou três dias, e teve a participação de 90 nativos americanos (como contabilizados pelo participante Edward Winslow) e 53 peregrinos.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades



A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades  


A Fontana di Trevi é a maior fonte barroca na cidade de Roma, Itália. Uma lenda tradicional afirma que se o visitante jogar uma moeda na fonte, ele retornará a Roma.




A Fonte de Trevi é uma fonte imponente que servia como uma terminação de um aqueduto romano antigo, de nome Virgo (Virgem), construído por Marcus Vipsanius Agripa cerca de 19 A. C. Agripa era genro e o general favorito do Imperador Otávio Augusto. O aqueduto tinha 21 km de comprimento, sendo 19 km no subsolo. O aqueduto foi construído por Agripa para abastecer os banhos termais que ele construiu no Campo de Marte, no Panteão. De acordo com o livro "De aquaductibus Romae commentarius", o aqueduto leva o nome de uma senhora virgem que os soldados romanos encontraram quando estavam com sede e cansados. Ela os levou a uma fonte de água. Essa fonte estava entre dois dos muitos caminhos que levam a Roma. E essa fonte ainda hoje alimenta o aqueduto, que foi danificado pela invasão dos ostrogodos em 537. Depois das invasões bárbaras a última parte do aqueduto foi abandonada.




A partir do começo do Renascimento, os Papas começaram a decorar o final dos aquedutos com grandes fontes ricamente decoradas. O Papa Pio IV encomendou a Jacopo Della Porta a construção de uma nova fonte e a restauração dos tubos até a fonte original antiga. O projeto foi concluído em 1570 por Pio V. A fonte estava na praça onde está hoje, mas tinha uma orientação diferente, de frente para o oeste. O Papa Urbano VIII decidiu alterar a orientação da fonte de modo que seria possível vê-la a partir do Palácio Papal no Monte Quirinal. O projeto foi desenhado por Bernini, mas nunca foi concluído devido à falta de fundos.




Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o período Barroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna (as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual o projeto de Nicola Salvi venceu. Este começou em 1732 e foi concluído em 1762, quando o Oceano de Pietro Bracci foi afixado no nicho central da fonte. Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas, representando Agrippa e Trívia, pelas belas esculturas de Oceano e seu séquito.




Este cartão postal de Roma passou pela maior reforma em 252 anos. A restauração da Fontana di Trevi foi concluída e ela foi reativada em 3 de Novembro de 2015 e é a primeira de uma série de restaurações financiadas pela indústria de moda Fendi e seu programa "Fendi for Fountains", que visa a conservação e valorização de algumas fontes históricas de Roma, através de constante suporte ao patrimônio histórico-artístico da capital italiana.




A fonte tem 26,30 m de altura, e 49,15 m de largura. Todos os dias ela derrama 80,000 metros cúbicos de água. O projeto da fonte de Trevi é baseado em três elementos arquitetônicos: uma fachada de travertino, estátuas de mármore carrara, e um recife de travertino. No meio, está a estátua de Oceano, com 5,8 m de altura, esculpida por Pietro Bracci, em sua carruagem levada por dois cavalos guiados por dois Tritões.  Na parte esquerda do arco está a estátua da Abundância. Acima dela há um relevo mostrando Agripa comandando seus generais para a construção do aqueduto. Na porção direita está a estátua da Saúde, com uma coroa de louros. Acima dela há um relevo mostrando a senhora Virgem indicando aos soldados a fonte de água. As quatro estátuas alegóricas localizados no sótão representam os bons efeitos da chuva sobre a fertilidade da terra e as quatro principais colheitas que dependem de fornecimento de água. A primeira estátua na esquerda segura o chifre da abundância e é símbolo da abundância das frutas. A segunda está segurando espigas de trigo e representa a fertilidade das colheitas. A terceira está segurando uma taça e cachos de uvas simbolizando as colheitas do outono. A última retrata a alegria das pradarias e jardins e está toda adornada com flores.




A explicação mais aceita para a palavra Trevi é que ela deriva da palavra latina Trivium que indica um cruzamento de três ruas. A principal estátua da fonte não representa Netuno, mas Oceano. Na verdade, Netuno tem um tritão em suas mãos e um golfinho a segui-lo. Em vez disso, como seu criador Nicola Salvi escreveu, a estátua é uma imagem do oceano, a personificação de um imenso rio que corre ao redor da Terra e do qual todas as correntes de água derivam.




O famoso ritual de jogar uma moeda na fonte tem duas explicações principais. Em primeiro lugar, os romanos antigos costumavam jogar moedas em fontes, rios ou lagos para fazer os deuses da água favorecem a sua viagem e ajudá-los a voltar para casa em segurança. Em segundo lugar, esta tradição foi inventada para arrecadar fundos para a manutenção da fonte.  A fonte edificada no século XVIII foi paga com o dinheiro arrecadado pela Igreja Católica após a reintrodução do jogo de loteria em Roma. Hoje em dia, as moedas lançadas por curiosos ou por apaixonados (três moedas para um bom casamento, segundo a tradição) totalizam todos os dias cerca de 3.000 euros. Um rendimento recolhido todos os dias e agora entregue à associação religiosa Caritas, cerca de 36 mil euros por ano.




A Fonte de Trevi aparece no filmes Three Coins in The Fountain (1954). O monumento também foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema italiano: em La Dolce Vita de Federico Fellini (1960), Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.

Veja a Fontana di Trevi ao vivo, clicando sobre o link:



Assista o vídeo da inauguração da fonte:



Assista o vídeo da cena com a fonte, do filme La Dolce Vita:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.


quinta-feira, 2 de abril de 2015

A história do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé – veja fotos (uma especial) e leia:

Ovo “First Hen Egg” (Primeiro Ovo de Galinha) – 1885 – altura: 6,4 cm – propriedade de The Link of Times Foundation, Russia

A história do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé – veja fotos (uma especial) e leia:




O Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé - "Galinha" foi o primeiro dos ovos de páscoa criados pelo joalheiro russo Peter Carl Fabergé. Sua produção deve-se a uma encomenda feira pelo Czar Alexandre III para presentear sua esposa, Maria Feodorovna em 1885. O ovo é feito de ouro e esmaltado na parte externa a fim de lembrar um ovo de galinha. As duas metades se abrem para revelar uma gema de ouro, que dentro de si possui uma galinha. As duas surpresas - um pingente de rubi e uma réplica em diamantes da coroa imperial - encontram-se desaparecidos. 


Foto especial: o  pingente de rubi e uma réplica em diamantes da coroa imperial, as surpresas desaparecidas do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé 

Os ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

O primeiro Ovo Fabergé é feito de ouro, esmalte opaco branco, rubis e ouro em vários tons. O primeiro Ovo de Páscoa de 1885 marca o vigésimo aniversário de casamento do czar Alexander III com a Czarina Maria Feodorovna. O Czar precisava de um presente especial para sua esposa e ele encomendou um Ovo muito especial ao jovem joalheiro Peter Karl Fabergé, cujas lindas criações tinham atraído o olho de Maria. A imperatriz Maria ficou tão impressionada com o presente, que Alexandre acabou por nomear Fabergé como o "fornecedor da corte" e passou a encomendar um ovo por ano, sob a determinação de que este fosse único e contivesse uma surpresa. Seu filho, Nicolau II, deu sequência à tradição e anualmente presenteava sua esposa, Alexandra Feodorovna.




Cinqüenta ovos imperiais foram produzidos para os czares Alexandre III e Nicolau II.
Assim que um tema era escolhido, uma equipe de artesãos - dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin - começava a trabalhar no projeto. Dezenas de clientes particulares apareceram, com a fama despertada pelos ovos imperiais.


Esse Ovo é uma variação de outro Ovo da Danish Royal Collection, que Fabergé provavelmente viu em suas viagens pela Europa. Maria (originalmente Princesa Dagmar da Dinamarca) ficou profundamente tocada e uma tradição começou e durou por 30 anos, até a Revolução Russa de 1917.


O Ovo de Páscoa da Royal Danish Collection – feito na primeira metade do Século XVIII – dentro da galinha com olhos de diamante, uma coroa de diamantes, dentro da coroa um anel, também de diamantes.


Portrait of Maria Fyodorovna – Ivan Nikolaevich Kramskoi – 1881 – óleo sobre tela – 109 x 74 cm – Hermitage Museum 


Maria Feodorovna (Princesa Dagmar da Dinamarca, 1847-1928) foi uma imperatriz-consorte da Rússia. Foi a segunda filha do rei Cristiano IX da Dinamarca e da sua esposa Luísa de Hesse-Cassel e, por isso, irmã mais nova da futura rainha da Inglaterra, a princesa Alexandra da Dinamarca, esposa do rei Eduardo VII. Depois do seu casamento com o futuro Imperador Alexandre III da Rússia, tornou-se Imperatriz-consorte e mudou o nome para Maria Feodorovna Romanova. Entre os seus filhos encontrava-se o último czar da Rússia, Nicolau II que acabou por ser assassinado dez anos antes de Maria morrer.


Csar Alexander III e Csarina Maria Feodorovna com seus cinco filhos

Peter Carl Fabergé (1846- 1920) foi um joalheiro russo de origem franco-dinamarquesa. Seu pai era o joalheiro Gustav Fabergé e sua mãe era a dinamarquesa Charlotte Jungstedt. Embora a Casa Fabergé seja famosa por seus ovos de Páscoa Imperiais, fez uma variedade muito maior de objetos que vão desde utensílios de mesa em prata até jóias finas. A empresa de Fabergé se tornou o maior negócio de jóias na Rússia, na época. Além de sua sede em Saint Petersburg, teve filiais em Moscou, Odessa, Kiev e Londres. Produziu cerca de 150.000 a 200.000 objetos, de 1882 até 1917. Produziu coroas reais e joias para pessoas famosas, e é uma das mais importantes joalherias até os dias de hoje. 

Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Retrospectiva 2014 - Lady Randolph Churchill e seu filho, Sir Winston Churchill - 4 de Agosto de 2014

                                                        Jack, Jennie e Winston

Retrospectiva 2014 - Lady Randolph Churchill e seu filho, Sir Winston Churchill - 4 de Agosto de 2014

Leia a história, veja fotos e pinturas de Sir Winston Churchill em:

http://designmuitomais.blogspot.com.br/2014/08/lady-randolph-churchill-e-seu-filho-sir.html 






segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Lady Randolph Churchill e seu filho, Sir Winston Churchill

"Lady Randolph Churchill” - John Singer Sargent - final dos anos 1890 - óleo sobre tela - coleção particular


Lady Randolph Churchill, nascida Jenny Jerome, em New York em 1854, era a mãe de Sir Winston Churchill



Lady Randolph Churchill (9 de janeiro de 1854 - Junho 29 1921), nascida Jeanette Jerome, era a esposa nascida norte-americana de Lord Randolph Churchill e mãe do primeiro-ministro britânico Winston Churchill.



De beleza notável (um admirador, Lord d'Abernon, disse que havia "mais de pantera que de mulher em seu olhar") Jennie Jerome trabalhou como editora de revista na juventude.
Por muito tempo considerada uma das mais belas mulheres da época, ela casou pela primeira vez em 15 de abril de 1874, com 20 anos, na embaixada britânica em Paris, com Lord Randolph Churchill, o terceiro filho de John Winston Spencer-Churchill. Embora o casal ficasse noivo em três dias de sua primeira reunião, o casamento foi adiado por meses, enquanto seus pais discutiam sobre arranjos. Por este casamento, ela foi devidamente conhecida como Lady Randolph Churchill e seria referida em conversas como Lady Randolph.
Os Churchill tiveram dois filhos. Winston (1874-1965), o futuro primeiro-ministro, nasceu menos de oito meses depois do casamento. De acordo com seu biógrafo William Manchester, Winston foi provavelmente concebido antes do casamento, em vez de nascer prematuramente.



Acredita-se que Lady Randolph teve inúmeros amantes durante o casamento, incluindo Karl Kinsky, o Príncipe de Gales (mais tarde Rei Eduardo VII do Reino Unido) e Herbert von Bismarck.

Ela teve mais dois casamentos, um com um Capitão da Guarda Escocesa (da mesma idade que Sir Winston, seu filho) e outro com um membro do British Civil Service na Nigéria (que era 2 anos mais novo que Sir Winston).

Jack, Jennie e Winston


Sir Winston Leonard Spencer-Churchill - (Woodstock, 30 de Novembro de 1874 — Londres, 24 de Janeiro de 1965) foi um político conservador e estadista britânico, famoso principalmente por sua atuação como primeiro-ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ele foi primeiro-ministro britânico por duas vezes (1940-45 e 1951-55). Orador e estadista notável, ele também foi oficial no Exército Britânico, historiador, escritor e artista. Ele é o único primeiro-ministro britânico a ter recebido o Prêmio Nobel de Literatura e a cidadania honorária dos Estados Unidos.






"Cork Trees Near Mimizan" - Sir Winston Churchill

"The Marlborough Tapestries at Blenheim" - Sir Winston Churchil

Sir Winston Churchill - "Villa on the Nivelle" - 1945

Atelie de Sir Winston Churchill em Chartwell House


Esse blog possui mais um artigo sobre Sir Winston Churchill e um artigo sobre a região The Cotswolds e o Blenheim Palace, onde Churchill nasceu. Clique sobre os links abaixo para ver:




Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.