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segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Pinturas e Gravuras com Trem

Claude Monet - Saint-Lazare Gare, Normandy Train – 1887 – óleo sobre tela - 60.3 x 80.2 cm – Art Institute of Chicago


Pinturas e Gravuras com Trem


A Gare Saint-Lazare foi a maior e mais movimentada estação de trem em Paris. No início de 1877, com a ajuda de seu amigo Gustave Caillebotte, Claude Monet alugou um apartamento na vizinha Rue Moncey e começou a primeiro de 12 telas que mostram este ícone da modernidade. Ele mostrou sete delas, incluindo esta, na terceira exposição impressionista, em Abril daquele ano. Diz a lenda que ele arranjou para que as locomotivas que estivessem alimentadas com carvão extra, para que ele pudesse observar e pintar os efeitos do vapor: cinza quando preso dentro da estação, branco e nublado quando visto contra o céu.


Claude Monet - The Saint-Lazare Station – 1877 – óleo sobre tela – 75 x 104 cm - Musée D´Orsay, Paris


A Gare Saint-Lazare foi um cenário ideal para alguém que buscava os efeitos da mudança de luz, do movimento, de nuvens de vapor e de um tema radicalmente moderno. De lá saiu uma série de pinturas com pontos de vista diferentes, incluindo vistas para o vasto salão. Apesar da geometria aparente da armação metálica, o que prevalece aqui são realmente os efeitos da cor e luz, em vez de descrever uma preocupação com máquinas ou viajantes em detalhes. Certas zonas, verdadeiras peças de pintura pura, alcançam uma visão quase abstrata. Esta pintura foi elogiada por outro pintor da vida moderna, Gustave Caillebotte, cuja pintura foi muitas vezes o oposto da pintura de Monet.


Pierre Bonnard - Landscape with freight train - 1909 – óleo sobre tela - 108 x 77 cm - Hermitage, St. Petersburg, Russia


Edvard Munch - Train smoke – 1900 – óleo sobre tela - 84.5 x 109 cm - The Munch Museum



Mary Cassatt - Interior of a Tramway Passing a Bridge - 1890-1891 – gravura a ponta-seca - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Ponta-seca é uma técnica de gravura por incisão direta que pode dispensar o uso de verniz. No geral, procede-se como se fosse uma água-forte, isto é, enverniza-se a chapa, faz-se o desenho (à mão ou por decalque) e fixa-se o desenho com a ponta-seca. A ponta grava o metal e levanta os dois lados do traço, que na gíria dos gravadores são chamadas de "rebarbas". Na ponta-seca a tinta da impressão fica presa, não só pela profundidade do traço, mas principalmente nas "rebarbas". As variações de tonalidades são conseguidas com maior ou menor pressão, fazendo com que a lâmina penetre mais ou menos na chapa. A gravura a ponta-seca permite uma tiragem reduzida. As tonalidades obtidas são aveludadas e quentes, destacando-se das demais modalidades, razão pela qual tem muita aceitação pelos artistas.


Pyotr Konchalovsky - Spring Landscape with train – 1931 - 62 x 79 cm


Camille Pissarro - Place de la Republique, Rouen (with Tramway) – 1883 – óleo sobre tela - 46.2 x 55.6 cm


Gino Severini - Red Cross Train Passing a Village – 1915 – óleo sobre tela - 88.9 x 116.2 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA


Depois de se mudar de Roma para Paris em 1906, Gino Severini entrou em contato próximo com Georges Braque, Pablo Picasso, e outros artistas importantes da capital da avant-garde, enquanto permaneceu em contato com seus compatriotas que permaneceram na Itália. Em 1910, ele assinou o "Manifesto Técnico: Pintura Futurista" com outros quatro artistas italianos, Giacomo Balla, Umberto Boccioni, Carlo Carrà, e Luigi Russolo, que queriam que suas pinturas expressassem a energia e velocidade da vida moderna.
Nesta pintura de um trem em movimento através da paisagem, Severini dividiu a paisagem, a fim de transmitir uma sensação de momentâneas imagens fragmentadas que caracterizam a nossa percepção de um objeto em excesso de velocidade. O choque de cores contrastantes intensas sugere o ruído e a potência do trem, que os futuristas admiravam como um emblema de vitalidade e potência.
Severini pintou esta tela no meio da I Guerra Mundial, enquanto morava em Igny, nos arredores de Paris. Anos mais tarde, ele recordou as circunstâncias: " Junto ao nosso casebre, os trens estavam passando dia e noite, cheios de material de guerra, ou soldados, e feridos". Durante 1915 ele criou muitas telas em que tentou evocar a guerra na pintura.


Alex Colville - Horse and Train – 1954


 Edward Hopper - Night on the El Train – 1918 – gravura a água forte - 18,3 x 20,1 cm – The British Museum



Edward Hopper (1882-1967) frequentou a Escola de Arte de Nova York, onde estudou com William Merritt Chase e Robert Henri. Hopper aprendeu primeiramente a técnica da gravura com o gravurista Martin Lewis em 1915, enquanto trabalhava como artista comercial freelance. Hopper produziu cerca de 70 gravuras ao longo dos próximos oito anos, mas abandonou a gravura depois de seu primeiro sucesso de crítica como pintor em 1924, aos 42 anos. Como ele mais tarde admitiu, 'Depois que eu comecei a gravar, minha pintura parecia cristalizar'.
Nesta cena de um casal em um trem, tarde da noite, Hopper nos coloca outro lado do corredor, como observadores. Ele imprime um senso de drama psicológico dentro de uma estrutura narrativa. Ele usa sua técnica de composição favorita, um ponto de vista oblíquo, ou em ângulo. O movimento do trem é indicado pelas cortinas ondulantes e correias balançando.


Norman Rockwell - Skiers on a Train – 1962 – óleo sobre tela


Vincent van Gogh - Landscape with Carriage and Train – 1890 – óleo sobre tela - 72 x 90 cm - Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia


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quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Série Van Gogh - Pinturas e desenhos de chuva

Vincent Van Gogh - Chuva ou Campo Cercado de Trigo na Chuva (Saint-Rémy-de-Provence, France) – 1889 – óleo sobre tela - 73.3 x 92.4 cm – Philadelphia Museum of Art


Série Van Gogh - Pinturas e desenhos de chuva 


Vincent van Gogh entrou voluntariamente na clínica de Saint-Paul-de-Mausolée no sul da França em 8 de Maio de 1889. O sanatório está sobre as montanhas de Arles, onde Vincent passou o inverno anterior produzindo algumas de suas telas mais tocantes. Foi também onde ele havia sofrido seus colapsos mentais mais graves, que eventualmente o levaram à sua hospitalização. De sua sala de trabalho na clínica, Van Gogh olhava para baixo e via um campo cercado de trigo. Durante a sua estada de onze meses, ele desenhou ou pintou essa visão cerca de doze vezes. Esta imagem acima, do campo de trigo durante uma tempestade é o único trabalho de seu tipo que ele fez no Sul, e ao mesmo tempo, a idéia de representar chuva por meio de barras diagonais de pintura, está claramente relacionada com o interesse de Van Gogh em gravuras japonesas, mas o efeito final é completamente pessoal.


Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, auto-retratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aguarelas, desenhos, esboços e gravuras.


 Vincent Van Gogh - Scheveningen Women and Other People Under Umbrellas (Haag / Den Haag / La Haye / The Hague, Netherlands) – 1882 – aquarela sobre papel - Gemeentemuseum Den Haag, Hague, Netherlands


Vincent Van Gogh - Um Jardim Público com Pessoas Caminhando na Chuva (Paris, France) – 1886 – giz sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


Vincent Van Gogh - Campo Cercado com um Semeador na Chuva (Saint-Rémy-de-Provence, France) – 1889


 Vincent Van Gogh - Campo Cercado com um Semeador na Chuva (Saint-Rémy-de-Provence, France) – 1889


Vincent Van Gogh - Três Camponeses com Enxadas numa Estrada na Chuva (Saint-Rémy-de-Provence, France) – lapis sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


Vincent Van Gogh - Casal Caminhando de Braços Dados com Criança na Chuva (Auvers-sur-oise, France) – 1890 – lapis sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands



Vincent Van Gogh – Ponte na Chuva (after Hiroshige) – 1887 – óleo sobre tela - 73.3 cm x 53.8 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam (Vincent van Gogh Foundation)



Utagawa Hiroshige (Ando) (Japanese, 1797-1858) - Sudden Shower Over Shin-Ohashi Bridge and Atake


Ponte na Chuva é uma cópia pintada de uma xilogravura do artista japonês Utagawa Hiroshige. Ao mesmo tempo, o trabalho tem um estilo próprio. Ao invés de tentar imitar a superfície lisa do papel de impressão, Van Gogh usou pinceladas evidentes. Ele representou a água com toques visíveis, uma textura que revela claramente que é tinta sobre a tela. Ele também escolheu cores mais brilhantes do que aquelas em seu exemplo. Van Gogh comprou suas primeiras gravuras japonesas na Antuérpia, descrevendo-as em uma carta para seu irmão Theo como 'muito divertidas'. Ele e seu irmão começaram a coleciona-las seriamente em Paris, comprando centenas de edições baratas do comerciante de arte Siegfried Bing. Van Gogh era fascinado pelas cenas da natureza e situações cotidianas retratadas nas gravuras, mas ele também ficou impressionado com sua composição e estilo, incluindo grandes áreas de cor sólida, contornos pronunciados, diagonais e corte abrupto. Ele copiou várias das gravuras de sua coleção para a praticar a aplicação destes elementos. Van Gogh pintou este trabalho em uma tela de tamanho padrão. Ele queria manter as proporções da impressão original e assim deixou uma borda, que ele preencheu com caracteres japoneses copiados de forma aleatória a partir de outras impressões.


Vincent Van Gogh - Chuva (Auvers-sur-Oise, France) – 1890 – óleo sobre tela - 50.3 x 100.2 cm – National Museum, Wales

Em maio de 1890 Van Gogh mudou de Arles em Provence para a aldeia de Auvers-sur-Oise, ao norte de Paris. Lá, ele se hospedou no Café Ravoux e recebeu tratamento do Dr. Paul-Ferdinand Gachet. Entre 17 de junho e 27 de julho Van Gogh pintou treze telas de tamanho quadrado-duplo (feita da junção de duas telas de 50 x 50 cm), de jardins e campos ao redor de Auvers. Em sua última carta, ele manifestou-se "bastante absorvido na imensa planície com campos de trigo contra os montes, sem limites como um mar, amarelo delicado, verde suave delicado, o violeta delicado de um pedaço de solo cavado e capinado". Sua representação da chuva como traços diagonais deriva da xilogravura Bridge in the Rain do artista japonês Hiroshige, que Van Gogh tinha copiado em 1887. Van Gogh atirou em si mesmo e faleceu em 29 de julho de 1890, pouco depois de pintar este trabalho.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Paisagem na Arte: 1690-1998 - Artistas Britânicos da Coleção da Tate na Pinacoteca de São Paulo

Philip James de Loutherbourg (1740 – 1812) – An Avalanche in the Alps – 1803 – óleo sobre tela – 109,9 x 160 cm


A Paisagem na Arte: 1690-1998 - Artistas Britânicos da Coleção da Tate na Pinacoteca de São Paulo


George Stubbs (1724 – 1806) - Otho, with John Larkin up – 1768 – óleo sobre tela – 101,3 x 127 cm


A chegada desta importante e especial exposição internacional celebra a parceria entre Tate e Pinacoteca, no ano em que a Pinacoteca comemora 110 anos, sendo o museu de arte mais antigo de São Paulo. Com curadoria de Richard Humphreys, a exposição traça o notável desenvolvimento de uma das maiores contribuições da Grã-Bretanha para a arte europeia – a pintura de paisagem – a partir de um recorte sem paralelos de arte britânica da Tate.
São mais de 100 obras de grandes artistas topográficos e clássicos do século XVIII, dos românticos, pré-rafaelitas e dos impressionistas do século XIX até os pioneiros modernistas do século XX e contemporâneos das últimas décadas - uma visão fascinante do desenvolvimento histórico e cultural da Grã-Bretanha ao longo de quase três séculos. Entre os destaques estão obras de William Turner (1775-1851), John Constable (1776-1837), Ben Nicholson (1894-1982) e Richard Long (1945).


John Sell Cotman (1782 – 1842) – Norwich Market-Place – c. 1809 – aquarela e grafite sobre papel – 40,6 x 64,8 cm

                                                                                    
A exposição está dividida em nove partes:

Descobrindo a Grã-Bretanha
Nesta sessão, será possível observar o crescimento do interesse pela paisagem natural da Grã-Bretanha durante o século XVIII, em um momento em que o fascínio e o orgulho pelo país natal andavam de mãos dadas com o entusiasmo pelas descobertas de exploradores, naturalistas, comerciantes e imperialistas à medida que o Império Britânico se expandia pelo mundo. As Ilhas Britânicas eram “descobertas” da mesma maneira que as distantes terras exóticas.


James Seymour (1702 – 1752) - A Kill at Ashdown Park – 1743 – óleo sobre tela – 180,3 x 238,8 cm


Sonhos pastorais
O termo “pastoral” define uma gama complexa de formas artísticas e literárias que surgiram a partir do período clássico. Duas obras de Thomas Gainsborough (1727-1788) poderão ser vistas nesta sessão: em uma delas, um cavalheiro toca um instrumento em um mundo ideal, na outra, um paraíso completamente imaginário de pastores de vacas com seus satisfeitos rebanhos.



Thomas Gainsborough (1727 – 1788) – The Reverend John Chafy Playing the Violoncello in a Landscape - 1750-2 - oléo sobre tela – 74,9 x 60,9 cm                                                                                     

A visão clássica
Nesta sessão, será possível conferir obra de Joseph Mallord William Turner (1775-1851), talvez o maior paisagista britânico de todos os tempos, que também aplicava princípios clássicos tanto em cenas italianas quanto em panoramas nativos. Nesta época, as paisagens clássicas eram tão celebradas pela aristocracia britânica, que muitas propriedades foram reformadas com o objetivo de incorporar nelas as suas características visuais e arquitetônicas.


Joseph Mallord William Turner (1775-1851), “Dido and Aeneas” - 1814 - óleo sobre tela – 146 x 237,2 cm


Romantismo
O romantismo compreende um vasto leque de formas culturais que surgiram em toda a Europa entre os anos 1770 e 1830. As grandes mudanças históricas do período, tais como a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e a ascensão do nacionalismo, constituem o contexto turbulento em que o romantismo se desenvolveu. As artes topográfica, clássica e pastoral influenciaram a pintura romântica inglesa, mas no começo do século XIX ela encontrou uma forma própria de expressão.


Johann Zoffany (1733 – 1810) – Three Daughters of John, 3rd Earl of Bute – c. 1763-4 – óleo sobre tela – 101,2 x 126,5 cm


Fidelidade à natureza
As pinturas desta seção têm relação com a ideia de fidelidade à natureza e representam uma rejeição de muitos aspectos do romantismo. A prática de fazer desenhos de observação da natureza ao ar livre popularizou-se entre os artistas profissionais e amadores no final do século XVIII e foi um dos pilares daquilo que se tornou conhecido como “pitoresco”.


John Crome (1768 – 1821) – Yarmouth Harbour, Evening – c. 1817 – óleo sobre tela – 40,6 x 66 cm


Impressionismo
O impressionismo foi um movimento radical da arte francesa nas décadas de 1860 e 1870. A arte experimental francesa do século XIX nasceu de um debate sobre o valor do esboço em relação à pintura terminada e acerca do poder das instituições acadêmicas sobre a formação artística e as exposições de arte. Desde o começo daquele século, muitos artistas franceses haviam admirado a pintura de paisagem britânica em razão de seu frescor antiacadêmico. Os vínculos entre a arte britânica e a francesa eram variados e complexos, e artistas de ambos os países cruzavam com frequência o Canal da Mancha.


James Abbott McNeill Whistler (1834 – 1903) - Nocturne: Black and Gold, The Fire Wheel – 1875 – óleo sobre tela – 54,3 x 76,2 cm


Um novo romantismo
Muitos artistas neo-românticos foram empregados como artistas oficiais de guerra no front interno durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas pinturas de paisagem, figurando edifícios antigos e cidades arruinadas, eles criaram imagens que refletiam as emoções complexas que caracterizaram o período de guerra, como o terror, a euforia, a nostalgia e o escapismo.


Graham Sutherland OM (1903 – 1980) – artista oficial de Guerra – Devastation, 1941: An East End Street – 1941 – giz de cera, guache, nanquim, grafite e aquarela sobre papel, sobre cartão – 64,8 x 110,4 cm


Redescobrindo a Grã-Bretanha
No começo do século XX a pintura britânica englobava um leque diversificado de abordagens. O impressionismo, outrora ridicularizado, tornara-se um estilo estabelecido e dono de um mercado forte, enquanto outros artistas continuavam pintando nos estilos pré-rafaelita, simbolista e social-realista. Nesta sessão, será possível conferir John Dickson Innes (1887- 1914) e seu o desejo de fazer experimentações mais radicais de forma e cor em suas paisagens.


Christopher Wood (1901 – 1930) – Boat in Harbour, Brittany – 1929 – óleo sobre cartão – 79,4 x 108,6 cm


Novas paisagens, velhas paisagens
O neoromantismo foi sucedido por uma retomada da arte realista no começo da década de 1950. Já em 1960, no entanto, os artistas britânicos haviam começado a responder à arte e à cultura norte-americanas. A arte conceitual britânica das décadas de 1960 e 1970 também se interessava pela “noção de lugar”. Richard Long (1945) é um dos artistas desta sessão, criando uma arte paisagística híbrida e poética a partir da associação de mapas, textos e fotografias.


Phillip Wilson Steer (1860 – 1942) – The Bridge – 1887-8 – óleo sobre tela – 49,5 x 65,5 cm


Entre os artistas da exposição estão:

Século 18: Richard Wilson | George Stubbs | Thomas Gainsborough | Joseph Wright | Philip James de Loutherbourg | Francis Towne | John Mallord William Turner | Thomas Girtin

Século 19: Joseph Mallord William Turner | John Constable | John Sell Cotmann | Richard Parkes Bonington | John Martin | Samuel Palmer | Edwin Landseer | William Dyce | David Roberts | John Everett Millais | William Holman Hunt | John Brett | James Abbott McNeill Whistler | John Singer Sargent

Século 20: Walter Sickert | Stanley Spencer | Augustus John | Paul Nash | David Bomberg | CRW Nevinson | Ben Nicholson | Christopher Wood | Graham Sutherland | John Piper | Edward Burra | Eric Ravilious | LS Lowry | Peter Lanyon | Frank Auerbach | David Inshaw


John Constable (1776 – 1837) - Chain Pier, Brighton – 1826-7 – óleo sobre tela – 127 x 182,9 cm


Texto: Pinacoteca do Estado de São Paulo
Até 18 de outubro de 2015
Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, 02 - São Paulo, SP, Brasil
Informações: (11) 3324 1000


John Martin (1789 – 1854) – The Destruction of Pompeii and Herculaneum – 1823 – óleo sobre tela – 161,6 x 255 cm



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ateliês de Artistas em pinturas

Frederic Bazille - The Artist's Studio, Rue de la Condamine – 1870 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France

Ateliês de Artistas em pinturas

A cena acima retrata o estúdio na Rue de la Condamine que Bazille compartilhou com Renoir de 01 de janeiro de 1868 a 15 de maio de 1870. Bazille está no centro, com uma paleta na mão. Manet, usando um chapéu, está olhando para a tela colocada no cavalete. À direita, Edmond Maître, um amigo de Bazille, está sentado ao piano. Acima dele, uma natureza morta de Monet é um lembrete de que Bazille o ajudou financeiramente através da compra de seu trabalho. Os três personagens à esquerda são mais difíceis de identificar - possivelmente Monet, Renoir ou Zacharie Astruc. Cercando Manet e seus admiradores com algumas de suas pinturas que foram recusadas pelo Salon, como The Toilette (Montpellier, Musée Fabre) acima do sofá, e Pescador com uma Rede (Zürich, Fondation Rau) mais acima, à esquerda, e ainda Paisagem com duas Pessoas de Renoir, recusada no Salon de 1866 (a grande tela emoldurada à direita da janela), Bazille está expressando sua crítica à Academia, e afirmando a sua própria visão da arte. Sua morte em combate alguns meses mais tarde, durante a guerra Franco-Prussiana, fez este trabalho ser um testemunho comovente.


Henri Matisse - The Pink Studio – 1911 – óleo sobre tela - 181 x 221 cm - Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia


Eugene Delacroix - Michelangelo in his Studio – 1849-1850 – óleo sobre tela – 40 x 32 cm - Musée Fabre, Montpellier, France



William Merritt Chase - The Inner Studio, Tenth Street – 1882 – óleo sobre tela – 112.4 x 82.2 cm - Huntington Library and Art Gallery, San Marino, CA, USA


August Macke - Franz Marc and Maria in the studio – 1912


Francisco Goya - Self-portrait in the Studio - c.1790-c.1795 – óleo sobre tela - 42 x 28 cm - Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, Madrid, Spain



Rembrandt - Artist in his Studio – 1626 – óleo sobre madeira - 31.7 x 24.8 cm


Carl Larsson - My Acid Workshop (Where I do my Etching) – (Minha oficina de ácidos, onde faço minhas gravuras) – 1910 – aquarela sobre papel


Camille Corot - Corot Painting in the Studio of his Friend, Painter Constant Dutilleux – 1871 – óleo sobre madeira - 32 x 24.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France


Jose Ferraz de Almeida Junior – O Importuno – 1898 - óleo sobre tela - 145 x 97 cm – Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil


John Singer Sargent - An Artist in his Studio – 1904 – óleo sobre tela - 56.2 x 72.07 cm - Museum of Fine Arts, Boston, MA, USA


 Jose Ferraz de Almeida Junior - Studio in Paris – 1880 – óleo sobre tela



Raoul Dufy - The Artist and His Model in the Studio at Le Havre


Felix Vallotton - Felix Jasinski in His Printmaking Studio – (Felix Jasinski em sua oficina de impressão de gravuras) – 1887 – óleo sobre tela


Giorgio de Chirico - Self Portrait in the Studio – 1935 – óleo sobre tela


Carl Larsson - Self Portrait in the Studio – 1912 – aquarela sobre papel


Jose Ferraz de Almeida Junior – O Descanso da Modelo – 1882 – óleo sobre tela – 100 x 130 cm - Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro - Brasil


Pablo Picasso - Studio of 'La Californie" in Cannes – 1956 – óleo sobre tela - Musée Picasso, Paris, France


Johannes Vermeer - The Art of Painting - c.1666-c.1668 – óleo sobre tela - 120 x 100 cm - Kunsthistorisches Museum, Vienna, Austria



Henri Fantin-Latour - A Studio in the Batignolles (Homage to Manet) – 1870 – óleo sobre tela - 204 x 273.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France


Les Batignolles era o distrito onde Manet e muitos dos futuros impressionistas moravam. Fantin-Latour, um quieto observador desse período, reuniu em torno de Manet, apresentado como o líder da escola, uma série de jovens artistas com ideias inovadoras: da esquerda para a direita, estão Otto Schölderer, um pintor alemão que veio para a França para conhecer os seguidores de Courbet. Manet, sentado diante de seu cavalete. Auguste Renoir, vestindo um chapéu. Zacharie Astruc, um escultor e jornalista. Emile Zola, o porta-voz do novo estilo de pintura. Edmond Maître, um funcionário público da Câmara Municipal. Frédéric Bazille, e por último, Claude Monet. Neste retrato de grupo exibido no Salão de 1870, cada homem parece estar posando para a posteridade.

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