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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Série museus: Masp – Museu de Arte de São Paulo



Série museus: Masp – Museu de Arte de São Paulo


Vista do segundo andar do Masp, sobre a Avenida Nove de Julho – foto: www.arteeblog.com  


Vista da fachada de trás do Masp


O Museu de Arte de São Paulo, Assis Chateaubriand (Brasil) é um museu privado sem fins lucrativos, fundado pelo empresário brasileiro Assis Chateaubriand, em 1947, tornando-se o primeiro museu moderno no país. Chateaubriand convidou o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi para dirigir o MASP, função que ele exerceu por cerca de 45 anos. As primeiras obras de arte do MASP foram selecionadas por Bardi e adquiridas por doações da sociedade local, formando o mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul. Hoje, a coleção do MASP reúne mais de 10 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias e vestuário de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. Além da exposição permanente de seu acervo, o MASP realiza uma intensa programação de exposições temporárias, cursos, palestras, apresentações de música, dança e teatro.


Pietro Maria Bardi e Assis Chateaubriand - foto: Divulgação


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne, 1890 – óleo sobre tela – 65 x 54 cm - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre o link abaixo para ver:



Ao longo de sua história, notabilizou-se por uma série de iniciativas importantes no campo da museologia e da formação artística, bem como por sua forte atuação didática. Foi também um dos primeiros espaços museológicos do continente a atuar com perfil de centro cultural, bem como o primeiro museu do país a acolher as tendências artísticas surgidas após a Segunda Guerra Mundial.
O paraibano Assis Chateaubriand, fundador e proprietário dos Diários Associados - à época o maior conglomerado de veículos de comunicação do Brasil – foi uma das figuras mais emblemáticas desse período. Comandava um verdadeiro império midiático, composto por 34 jornais, 36 emissoras de rádio, uma agência de notícias, uma editora (responsável pela publicação da revista O Cruzeiro, a mais lida do país entre 1930 e 1960) e se preparava para ser o pioneiro da televisão na América Latina - e futuro proprietário de 18 estações.


Lina Bo Bardi durante a construção da atual sede do Masp – foto: Divulgação


Pietro Maria Bardi, galerista, colecionador, jornalista e crítico de arte italiano, havia viajado ao Rio de Janeiro na companhia de sua esposa, a arquiteta Lina Bo, para apresentar a Exposição de Pintura Italiana Antiga no Ministério da Educação e Saúde, organizada pelo Studio d'Arte Palma, dirigido por Bardi em Roma. Durante um almoço em Copacabana, no verão de 1946, Chateaubriand o convidou para auxiliar a criar e a dirigir um "Museu de Arte Antiga e Moderna" no país. Bardi objetou que não deveria haver distinção entre as artes, propondo denominar a instituição apenas como "Museu de Arte", e aceitou o convite. Planejando ficar à frente do projeto por apenas um ano, dedicar-se-ia a ele pelo resto de sua vida, tendo dirigido a instituição por quase meio século.


A artista Tomie Ohtake sendo apresentada por Pietro Maria Bardi a Rainha Elisabeth II da Inglaterra no dia da inauguração do Masp (Museu de Arte de São Paulo) em 7 de Novembro de 1968, em São Paulo, Brasil


Primeiramente instalado na rua 7 de Abril, no centro da cidade, em 1968 o museu foi transferido para a atual sede na avenida Paulista, arrojado projeto de Lina Bo Bardi, que se tornou um marco na história da arquitetura do século 20. Com base no uso do vidro e do concreto, Lina Bo Bardi criou uma arquitetura de superfícies ásperas e sem acabamentos luxuosos que contempla leveza, transparência e suspensão. A esplanada sob o edifício, conhecida por “vão livre”, foi pensada como uma praça para uso da população. A radicalidade da arquiteta também se faz presente nos icônicos cavaletes de cristal, criados para expor a coleção no segundo andar do edifício. Ao retirar as obras das paredes, os cavaletes questionam o tradicional modelo de museu europeu. No MASP, o espaço amplo e livre, com expografia suspensa transparente, permite ao público um convívio mais próximo com o acervo, onde os visitantes escolhem seus caminhos e traçam suas histórias.


O Belvedere Trianon, sobre o vale da avenida Nove de Julho, em 1930 – fotosedm 


Vítor Meireles - Moema, 1866 - óleo sobre tela - 129 x 190 cm - Museu de Arte de São Paulo, Brasil


Havia então, na avenida Paulista, um terreno no local antes ocupado pelo belvedere Trianon, tradicional ponto de encontro da elite paulistana, projetado por Ramos de Azevedo e demolido em 1951 para dar lugar a um pavilhão, onde fora realizada a primeira Bienal Internacional de São Paulo. O terreno havia sido doado à prefeitura por Joaquim Eugênio de Lima, idealizador e construtor da avenida Paulista, com a condição de que as vistas para o centro da cidade, bem como a da serra da Cantareira, fossem preservadas, através do vale da Avenida 9 de Julho. Para preservar a vista exigida pelo doador do terreno, era necessário ou uma edificação subterrânea ou uma suspensa. A arquiteta ítalo-brasileira optou por ambas as alternativas, concebendo um bloco subterrâneo e um elevado, suspenso a oito metros do piso. E idealizou um edifício sustentado por quatro pilares, permitindo, assim, aos que passam pela avenida, descortinar o centro da cidade. Em construção civil é único no mundo pela sua peculiaridade: o corpo principal pousado sobre quatro pilares laterais com um vão livre de 74 metros, à época considerado o maior do mundo. A ousada inovação foi viabilizada pelo trabalho do engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz, que aplicou na obra a sua própria patente de concreto protendido. A nova sede do MASP foi finalmente inaugurada em 8 de novembro de 1968, na presença do príncipe Phillip e da rainha Elizabeth II, da Inglaterra, a quem coube o discurso de inauguração.







O MASP é considerado hoje o mais importante museu de arte do Hemisfério Sul, por possuir o mais rico e abrangente acervo. São cerca de 8.000 peças, em sua grande maioria de arte ocidental, desde o século IV a.C. aos dias de hoje. São destaques da Coleção do MASP as obras de Rafael, Bellini, Andrea Mantegna e Ticiano, na Escola Italiana. Os retratos das filhas de Luiz XV, pintados por Nattier, as Alegorias das Quatro Estações de Delacroix e as pinturas de Renoir, Monet, Manet, Cézanne, Toulouse-Lautrec e também as de Van Gogh, Gauguin e Modigliani registram a importância da arte produzida na França, presentes na Coleção. O MASP também possui a coleção completa de 73 esculturas de Edgar Degas, além de 3 pinturas do artista. A Arte Espanhola está representada por El Greco, Goya, Velázquez, e a Arte Inglesa por Gainsborough, Reynolds, Constable e Turner, entre outros. Dentre os flamengos, citamos Rembrandt, Frans Hals, Cranach e Memling e o tríptico de autoria de Jan Van Dornicke. Na Arte das Américas marcam presença Calder, Torres Garcia, Diego Rivera e Siqueiros, dentre os muitos artistas brasileiros, Almeida Junior, Candido Portinari, Anita Malfatti, Victor Brecheret e Flávio de Carvalho. Fazem parte do acervo também núcleos de: Arqueologia, Esculturas, Desenhos, Gravuras, Fotografias, Maiólicas (cerâmicas italianas dos séculos XIV ao XI), além de Tapeçarias, Vestuário e Design.


Vincent Van Gogh – O Escolar, 1888 – óleo sobre tela – 63 x 54 cm – Museu de Arte de São Paulo, Brasil


Pierre Auguste Renoir - Rosa e Azul, 1881 - óleo sobre tela - 119 x 74 cm - Museu de Arte de São Paulo, Brasil

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Clique sobre o link abaixo para ver:



A convite do Musèe d’Orsay de Paris, o MASP integra desde 2008, o “Clube dos 19”, que congrega os 19 museus cujos acervos são considerados os mais representativos da arte europeia do século XIX, como o Musèe d´Orsay, The Art Institute de Chicago, Metropolitan de Nova York, entre outros.


Vista do segundo andar do Masp, sobre a Avenida Nove de Julho – foto: www.arteeblog.com  


A Rainha Elizabeth II da Inglaterra e Pietro Maria Bardi, diretor fundador do MASP, na inauguração do edifício do museu na avenida Paulista em 7 de novembro de 1968 ...................................................................................................................................................................... Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog do site do Masp e de outras fontes - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Parabéns Tom Jobim! Parabéns São Paulo!



Parabéns Tom Jobim! Parabéns São Paulo!

Assista o vídeo com a composição "Te amo São Paulo" de Tom Jobim. Clique sobre esse vídeo:




Tom Jobim, o grande maestro, compositor e um dos criadores da Bossa Nova, nasceu em 25 de Janeiro de 1927. Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


A cidade de São Paulo, no Brasil, foi fundada em 25 de Janeiro de 1554. É a capital do estado de São Paulo e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. É a cidade mais populosa do Brasil, do continente americano, da lusofonia e de todo o hemisfério sul. São Paulo é a cidade mais multicultural do Brasil e uma das mais diversas do mundo. Desde 1870, aproximadamente 2,3 milhões de imigrantes chegaram ao estado, vindos de todas as partes do mundo. Atualmente, é a cidade com as maiores populações de origens étnicas italiana, portuguesa, japonesa, espanhola e libanesa fora de seus respectivos países e com o maior contingente de nordestinos fora do Nordeste do Brasil.


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

A Paisagem na Arte: 1690-1998 - Artistas Britânicos da Coleção da Tate na Pinacoteca de São Paulo

Philip James de Loutherbourg (1740 – 1812) – An Avalanche in the Alps – 1803 – óleo sobre tela – 109,9 x 160 cm


A Paisagem na Arte: 1690-1998 - Artistas Britânicos da Coleção da Tate na Pinacoteca de São Paulo


George Stubbs (1724 – 1806) - Otho, with John Larkin up – 1768 – óleo sobre tela – 101,3 x 127 cm


A chegada desta importante e especial exposição internacional celebra a parceria entre Tate e Pinacoteca, no ano em que a Pinacoteca comemora 110 anos, sendo o museu de arte mais antigo de São Paulo. Com curadoria de Richard Humphreys, a exposição traça o notável desenvolvimento de uma das maiores contribuições da Grã-Bretanha para a arte europeia – a pintura de paisagem – a partir de um recorte sem paralelos de arte britânica da Tate.
São mais de 100 obras de grandes artistas topográficos e clássicos do século XVIII, dos românticos, pré-rafaelitas e dos impressionistas do século XIX até os pioneiros modernistas do século XX e contemporâneos das últimas décadas - uma visão fascinante do desenvolvimento histórico e cultural da Grã-Bretanha ao longo de quase três séculos. Entre os destaques estão obras de William Turner (1775-1851), John Constable (1776-1837), Ben Nicholson (1894-1982) e Richard Long (1945).


John Sell Cotman (1782 – 1842) – Norwich Market-Place – c. 1809 – aquarela e grafite sobre papel – 40,6 x 64,8 cm

                                                                                    
A exposição está dividida em nove partes:

Descobrindo a Grã-Bretanha
Nesta sessão, será possível observar o crescimento do interesse pela paisagem natural da Grã-Bretanha durante o século XVIII, em um momento em que o fascínio e o orgulho pelo país natal andavam de mãos dadas com o entusiasmo pelas descobertas de exploradores, naturalistas, comerciantes e imperialistas à medida que o Império Britânico se expandia pelo mundo. As Ilhas Britânicas eram “descobertas” da mesma maneira que as distantes terras exóticas.


James Seymour (1702 – 1752) - A Kill at Ashdown Park – 1743 – óleo sobre tela – 180,3 x 238,8 cm


Sonhos pastorais
O termo “pastoral” define uma gama complexa de formas artísticas e literárias que surgiram a partir do período clássico. Duas obras de Thomas Gainsborough (1727-1788) poderão ser vistas nesta sessão: em uma delas, um cavalheiro toca um instrumento em um mundo ideal, na outra, um paraíso completamente imaginário de pastores de vacas com seus satisfeitos rebanhos.



Thomas Gainsborough (1727 – 1788) – The Reverend John Chafy Playing the Violoncello in a Landscape - 1750-2 - oléo sobre tela – 74,9 x 60,9 cm                                                                                     

A visão clássica
Nesta sessão, será possível conferir obra de Joseph Mallord William Turner (1775-1851), talvez o maior paisagista britânico de todos os tempos, que também aplicava princípios clássicos tanto em cenas italianas quanto em panoramas nativos. Nesta época, as paisagens clássicas eram tão celebradas pela aristocracia britânica, que muitas propriedades foram reformadas com o objetivo de incorporar nelas as suas características visuais e arquitetônicas.


Joseph Mallord William Turner (1775-1851), “Dido and Aeneas” - 1814 - óleo sobre tela – 146 x 237,2 cm


Romantismo
O romantismo compreende um vasto leque de formas culturais que surgiram em toda a Europa entre os anos 1770 e 1830. As grandes mudanças históricas do período, tais como a Revolução Francesa, a Revolução Industrial e a ascensão do nacionalismo, constituem o contexto turbulento em que o romantismo se desenvolveu. As artes topográfica, clássica e pastoral influenciaram a pintura romântica inglesa, mas no começo do século XIX ela encontrou uma forma própria de expressão.


Johann Zoffany (1733 – 1810) – Three Daughters of John, 3rd Earl of Bute – c. 1763-4 – óleo sobre tela – 101,2 x 126,5 cm


Fidelidade à natureza
As pinturas desta seção têm relação com a ideia de fidelidade à natureza e representam uma rejeição de muitos aspectos do romantismo. A prática de fazer desenhos de observação da natureza ao ar livre popularizou-se entre os artistas profissionais e amadores no final do século XVIII e foi um dos pilares daquilo que se tornou conhecido como “pitoresco”.


John Crome (1768 – 1821) – Yarmouth Harbour, Evening – c. 1817 – óleo sobre tela – 40,6 x 66 cm


Impressionismo
O impressionismo foi um movimento radical da arte francesa nas décadas de 1860 e 1870. A arte experimental francesa do século XIX nasceu de um debate sobre o valor do esboço em relação à pintura terminada e acerca do poder das instituições acadêmicas sobre a formação artística e as exposições de arte. Desde o começo daquele século, muitos artistas franceses haviam admirado a pintura de paisagem britânica em razão de seu frescor antiacadêmico. Os vínculos entre a arte britânica e a francesa eram variados e complexos, e artistas de ambos os países cruzavam com frequência o Canal da Mancha.


James Abbott McNeill Whistler (1834 – 1903) - Nocturne: Black and Gold, The Fire Wheel – 1875 – óleo sobre tela – 54,3 x 76,2 cm


Um novo romantismo
Muitos artistas neo-românticos foram empregados como artistas oficiais de guerra no front interno durante a Segunda Guerra Mundial. Em suas pinturas de paisagem, figurando edifícios antigos e cidades arruinadas, eles criaram imagens que refletiam as emoções complexas que caracterizaram o período de guerra, como o terror, a euforia, a nostalgia e o escapismo.


Graham Sutherland OM (1903 – 1980) – artista oficial de Guerra – Devastation, 1941: An East End Street – 1941 – giz de cera, guache, nanquim, grafite e aquarela sobre papel, sobre cartão – 64,8 x 110,4 cm


Redescobrindo a Grã-Bretanha
No começo do século XX a pintura britânica englobava um leque diversificado de abordagens. O impressionismo, outrora ridicularizado, tornara-se um estilo estabelecido e dono de um mercado forte, enquanto outros artistas continuavam pintando nos estilos pré-rafaelita, simbolista e social-realista. Nesta sessão, será possível conferir John Dickson Innes (1887- 1914) e seu o desejo de fazer experimentações mais radicais de forma e cor em suas paisagens.


Christopher Wood (1901 – 1930) – Boat in Harbour, Brittany – 1929 – óleo sobre cartão – 79,4 x 108,6 cm


Novas paisagens, velhas paisagens
O neoromantismo foi sucedido por uma retomada da arte realista no começo da década de 1950. Já em 1960, no entanto, os artistas britânicos haviam começado a responder à arte e à cultura norte-americanas. A arte conceitual britânica das décadas de 1960 e 1970 também se interessava pela “noção de lugar”. Richard Long (1945) é um dos artistas desta sessão, criando uma arte paisagística híbrida e poética a partir da associação de mapas, textos e fotografias.


Phillip Wilson Steer (1860 – 1942) – The Bridge – 1887-8 – óleo sobre tela – 49,5 x 65,5 cm


Entre os artistas da exposição estão:

Século 18: Richard Wilson | George Stubbs | Thomas Gainsborough | Joseph Wright | Philip James de Loutherbourg | Francis Towne | John Mallord William Turner | Thomas Girtin

Século 19: Joseph Mallord William Turner | John Constable | John Sell Cotmann | Richard Parkes Bonington | John Martin | Samuel Palmer | Edwin Landseer | William Dyce | David Roberts | John Everett Millais | William Holman Hunt | John Brett | James Abbott McNeill Whistler | John Singer Sargent

Século 20: Walter Sickert | Stanley Spencer | Augustus John | Paul Nash | David Bomberg | CRW Nevinson | Ben Nicholson | Christopher Wood | Graham Sutherland | John Piper | Edward Burra | Eric Ravilious | LS Lowry | Peter Lanyon | Frank Auerbach | David Inshaw


John Constable (1776 – 1837) - Chain Pier, Brighton – 1826-7 – óleo sobre tela – 127 x 182,9 cm


Texto: Pinacoteca do Estado de São Paulo
Até 18 de outubro de 2015
Pinacoteca do Estado de São Paulo - Praça da Luz, 02 - São Paulo, SP, Brasil
Informações: (11) 3324 1000


John Martin (1789 – 1854) – The Destruction of Pompeii and Herculaneum – 1823 – óleo sobre tela – 161,6 x 255 cm



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Arte da França: de Delacroix a Cézanne

Henri Matisse - O Torso de Gesso – 1919 – óleo sobre tela – 113 x 87 cm


Arte da França: de Delacroix a Cézanne


Esta exposição atravessa quase duzentos anos de produção artística na França, dos séculos 18 ao 20, exibindo retratos, paisagens, naturezas-mortas e cenas históricas e do cotidiano, do mais importante acervo do período no Hemisfério Sul. Estão representados artistas de herança neoclássica, como Ingres, e romântica, como Delacroix; além de nomes ligados aos movimentos precursores do modernismo, como o realismo, de Courbet; o impressionismo, de Monet e Degas; o pós-impressionismo, de Cézanne, Van Gogh e Gauguin; o grupo dos Nabis, de Vuillard; e o cubismo, de Picasso e Léger.


Henri de Toulouse-Lautrec - A bailarina Loïe Fuller vista dos bastidores (A roda) – 1893 - óleo e têmpera sobre cartão - 63 x 47 cm


Paul Cézanne - O Grande Pinheiro - 1890-1896 - óleo sobre tela - 89 x 70 cm


Grande parte dessas obras é testemunha das rupturas de natureza política, social e cultural que marcaram a Europa do século 19 e início do 20, quando a arte ganhou outros circuitos de produção e veiculação para além dos salões e encomendas oficiais, como a imprensa e a crítica especializada; os bares onde fervilhava a vida da nova burguesia e intelectualidade; os ateliês e a importância de sua dimensão expandida, especialmente no caso de Picasso; as academias alternativas, como Julian e Suisse, que ofereceram opções à formação mais tradicional da École de Beaux-Arts.


Pablo Ruiz Picasso - Retrato de Suzanne Bloch – 1904 - óleo sobre tela - 65 x 54 cm


A exposição privilegiou reunir conjuntos completos do acervo, com destaque para Renoir, Toulouse-Lautrec, Modigliani e Manet. Delacroix e Cézanne, juntos no mesmo espaço, na entrada, funcionam como vetores para todo o percurso, uma vez que apontaram, cada um em seu tempo, tanto para o passado quanto para o futuro da história da arte, pontuando transições entre a tradição e o moderno; o antigo e o novo; entre, por exemplo, Ingres e Léger.


Édouard Manet - Banhistas no Sena, Academia - 1874-76 - óleo sobre tela - 132 x 98 cm


Cézanne, que via em Delacroix um mestre e estudava pintura fazendo cópias de suas telas, soube perceber nele qualidades modernistas. Cézanne não só retomou algumas dessas qualidades como emprestou a elas novo significado, caso do encontro entre figura e fundo; do maior protagonismo dado aos elementos do quadro e da pintura, como a pincelada, em detrimento dos temas; e, sobretudo, da maneira como se valeu de um caráter supostamente inacabado de suas pinturas.


Vincent Van Gogh – A Arlesiana – 1890 óleo sobre tela - 91,4 x 73,7 cm


Também são exibidos itens do arquivo histórico e fotográfico do MASP, como correspondências sobre doações, aquisições, convites, folhetos de exposições, recortes de jornais, revistas e fotografias que recuperam parte da história das obras e do próprio museu. Apresentados no mesmo plano que as pinturas, apontam para uma redefinição de lugares e hierarquias entre os trabalhos de arte e sua história dentro da instituição, oferecendo um novo estatuto para materiais comumente distantes dos olhos do público.


August Zamoyski - Nu Deitado – 1932 pedra de Landernau - 86 x 127 x 67 cm


Pierre-Auguste Renoir, Rosa e azul (As meninas Cahen d´Anvers) – 1881 – óleo sobre tela – 119 x 74 cm


A disposição dos painéis, dos cabos de aço e das obras, bem como a relação deles entre si e com o espaço, retoma projeto de Lina Bo Bardi, arquiteta do MASP. Em 1950, na antiga sede da rua 7 de Abril, sua expografia já antecipava noções de transparência, leveza e suspensão, sem divisões em salas nem cronologias rígidas. Essas escolhas foram fundamentais e prepararam o terreno para a radical solução das telas dispostas sobre cavaletes de vidro que, ausentes desde 1996, retornarão ao segundo andar do MASP no final deste ano.



Edgar Degas - Quatro Bailarinas em Cena - 1885-1890 óleo sobre tela – 72 x 92 cm


Texto: MASP
Curadoria: Adriano Pedrosa
Até 25 de Outubro de 2015
Museu de Arte de São Paulo, Assis Chateaubriant (MASP)
Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP - Informações: (11) 3149-5959


Vincent Van Gogh - O Escolar (O Filho do Carteiro) – 1888 – óleo sobre tela – 63 x 54 cm



sábado, 23 de maio de 2015

Joan Miró: A Força da Matéria – assista o vídeo ao final do artigo


Joan Miró: A Força da Matéria – assista o vídeo ao final do artigo


Joan Miró – Homem, Mulher, Pássaro – 1959 – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


Com 112 obras de todas as fases de Miró (41 pinturas, 22 esculturas, 20 desenhos, 26 gravuras e 3 objetos que serviram como ponto de partida de esculturas), além de fotografias, essa é a maior mostra da obra do artista catalão no Brasil. As peças pertencem à Fundação Joan Miró de Barcelona e a coleções particulares, incluindo uma obra inédita ao público, da coleção do neto do artista, Joan Punyet Miró.


Joan Miró – Pintura III – 1965 – óleo sobre tela – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


Pode-se observar a evolução da linguagem do artista, com obras realizadas a partir de 1930, com o surgimento de seu vocabulário visual, com personagens quase abstratos e arquetípicos, como a mulher simbolizando a fertilidade,  pássaros como ligação entre o céu e a terra, estrelas, até as pinturas com um gestual mais solto, influenciado pela obra de expressionistas abstratos dos anos 1970 (como Jackson Pollock). Sua obra coloca em questão a espontaneidade e liberdade de traço.


Joan Miró – Mulher e Pássaro – 1967  – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS  


A exposição se divide em três blocos cronológicos que coincidem com momentos vitais de Miró, quando o artista outorgou à matéria um papel preponderante. 

Nos anos 1930 e 1940, pinturas e desenhos da época da Guerra Civil Espanhola e da Segunda Guerra Mundial, com o início do interesse de Miró pela matéria e também de seu caráter transgressor, inclusive nos procedimentos técnicos. No início dessa época ele manifestou seu propósito de “assassinar a pintura”, ou seja, terminar com a concepção clássica da pintura de cavalete, fazendo colagens e objetos a partir da assemblage de diversos materiais.


Joan Miró – Cabeça na Noite – 1968 – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


Nos anos 1950 e 1960, utilizando uma maior diversidade de técnicas e experimentação da matéria, com grande dedicação à escultura.


Joan Miró – Mulher na Noite – 1973 – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


Nos anos 1970, Miró continua questionando o sentido final da arte, utilizando suportes mais inusitados. Nesse período, realizou uma importante coleção de gravuras, demonstrando sua destreza em desafiar os padrões da técnica.


Joan Miró – La Equilibrada – 1975 – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


O neto do artista, Joan Punyet Miró declarou em entrevistas que seu avô “pintava como um menino e como um poeta. E fazia sua poesia universal e atemporal, com a máxima liberdade pictórica criativa.” Segundo ele, seu avô dizia: “Minhas obras escapam de mim para fertilizar o mundo”.


Joan Miró – Dois Personagens Caçados por um Pássaro – 1976 – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS



De 24 de Maio a 16 de Agosto de 2015
Instituto Tomie Ohtake
Rua Coropés 88, São Paulo – informações: (11) 2245-1900


Joan Miró – Cabeça – 1979 – óleo e lápis sobre compensado de madeira – Divulgação/Successio Miró/Miró, Joan/AUTVIS


Assista o vídeo da exposição, narrado por Paulo Miyada, curador do Instituto Tomie Ohtake e por Joan Punyet Miró, neto do artista:



Joan Miró i Ferrà (1893-1983) foi um escultor, pintor, gravurista e ceramista surrealista catalão. Em 1919, depois de completar os seus estudos, esteve em Paris, onde conheceu Pablo Picasso e entrou em contato com as tendências modernistas como os fauvismo e dadaísmo. No início da década de 1920, conheceu o fundador do movimento surrealista André Breton entre outros artistas. A pintura “O Carnaval de Arlequim” de 1924-25, e “Maternidade” de 1924, inauguraram uma linguagem cujos símbolos remetem a uma fantasia, sem as profundezas das questões psicanalistas surrealistas. Participou na primeira exposição surrealista em 1925.


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas compartilhe usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais.



sexta-feira, 22 de maio de 2015

Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz

Lasar Segall – Duas Amigas – Coleção da Fundação Edson Queiroz


Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz


Alfredo Volpi – Bandeiras Pretas e Brancas - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Exposição de 60 pinturas e esculturas de grandes artistas modernos como Lasar Segall, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, José Pancetti e Hélio Oiticica, pertencentes a uma importante coleção de arte que percorre a história da arte desde seus primórdios até a atualidade, do século XVII ao XXI. O acervo foi reunido pelo Chanceler Airton Queiroz ao longo dos últimos 30 anos e sediado na Fundação Edson Queiroz, em Fortaleza, um acervo de arte brasileira do século 20 como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo puderam reunir.


José Pancetti – Abaeté - Coleção da Fundação Edson Queiroz

De 23 de Maio a 6 de Setembro de 2015

Estação Pinacoteca
Praça da Luz, 66 – São Paulo – Informações: 11 3324-1000 / 11 3335-4990
Terça a domingo, das 10h às 18h. Bilheteria até as 17h30


Antonio Bandeira – Abstração - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Antonio Bandeira – Noturno - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Alberto Guignard – Balões - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Alfredo Volpi – Fachada - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Flávio de Carvalho – Retrato de Berta Singeman - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Hermelindo Fiaminghi – 11GHF - Coleção da Fundação Edson Queiroz


Antonio Gomide – O Ceramista - Coleção da Fundação Edson Queiroz