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segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Análise da série de pinturas “Campbell's Soup Cans” de Andy Warhol

Andy Warhol - Campbell's Soup Cans, 1962 - tinta de polímero sintético em trinta e duas telas - cada tela 50,8 x 40,6 cm - Instalação total (com 7.62 cm entre cada painel) 246.38 cm de altura x 414.02 cm de largura – The Museum of Modern Art (MoMA), New York



Análise da série de pinturas “Campbell's Soup Cans” de Andy Warhol


Refletindo sobre sua carreira, Warhol afirmou que Campbell's Soup Can era seu trabalho favorito e que, "Eu deveria continuar fazendo as Sopas Campbell... porque todo mundo faz apenas uma pintura de qualquer maneira". Certamente, é a imagem de assinatura da carreira do artista e um trabalho chave de transição de suas pinturas pintadas à mão para fotos transferidas. A obra foi criada durante o ano em que a Pop Art surgiu como o novo movimento artístico.

Embora as pinturas se assemelhem às propagandas impressas, produzidas em massa, pelas quais Warhol foi inspirado, essas telas foram pintadas à mão e o padrão da flor de lis, tocando a borda inferior de cada uma delas, foi estampado à mão. Warhol imitou a repetição e a uniformidade da publicidade, reproduzindo cuidadosamente a mesma imagem em cada tela individual. Ele variou apenas o rótulo na frente de cada lata, distinguindo-os pela sua variedade.

Solicitando sugestões de temas para pintar, ele perguntou a um amigo, que sugeriu que ele escolhesse algo que todo mundo reconhecesse como a Sopa Campbell. Em um lampejo de inspiração, ele comprou latas numa loja e começou a traçar projeções na tela, pintando firmemente dentro dos contornos para se assemelhar à aparência das etiquetas litográficas offset originais. Em vez da tinta pingando em seus anúncios e quadrinhos anteriores, Warhol procurou a precisão da reprodução mecânica. Andy Warhol se apropriava de imagens conhecidas da cultura do consumidor e da mídia de massa, entre elas fotografias de celebridades e tabloides, quadrinhos e, nesta obra, a sopa enlatada amplamente consumida, feita pela Campbell’s Soup Company.

Quando ele expôs as “Latas de Sopa Campbell” em 1962, as telas foram expostas juntas em prateleiras, como produtos em um corredor de mercearia. Na época, a Campbell's vendia 32 variedades de sopa. Cada uma das 32 telas de Warhol corresponde a um sabor diferente. (O primeiro sabor que a empresa introduziu, em 1897, foi o tomate). Warhol disse sobre a sopa Campbell: “Eu costumava beber. Eu costumava fazer o mesmo almoço todos os dias, por 20 anos, eu acho, a mesma coisa várias vezes”.

Perto do final de 1962, logo depois de completar as Campbell’s Soup Cans, Warhol voltou-se para o processo de foto-silkscreen. Uma técnica de gravura originalmente inventada para uso comercial, ela se tornaria seu meio característico, sua “marca registrada” e ligaria seus métodos de criação de arte mais perto aos de propagandas. "Eu não acho que a arte deva ser apenas para os poucos escolhidos", ele afirmou, "acho que deveria ser para a massa do povo americano".


Andy Warhol - Campbell's Soup Cans, 1962 - tinta de polímero sintético em trinta e duas telas - cada tela 50,8 x 40,6 cm - Instalação total (com 7.62 cm entre cada painel) 246.38 cm de altura x 414.02 cm de largura – The Museum of Modern Art (MoMA), New York - detalhe


Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte. As abordagens inovadoras do Ilustrador, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano. Obcecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros. Análise da série de pinturas “Campbell's Soup Cans” de Andy Warhol


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Análise dos retratos de Elizabeth Taylor, de Andy Warhol

Andy Warhol – Liz #6, 1963 – tinta acrílica e tinta de serigrafia em linho – 101,6 x 101,6 cm – San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, CA, USA



Análise dos retratos de Elizabeth Taylor, de Andy Warhol


Andy Warhol – Liz #3, Early Colored Liz, 1963 – tinta acrílica e tinta de serigrafia em linho – 101,6 x 101,6 cm – Art Institute of Chicago, USA


Essa série de retratos da atriz extremamente bem-sucedida Elizabeth Taylor foi feito quando ela estava no auge de sua carreira. Nestes retratos, Warhol usou uma fotografia de publicidade para o filme protagonizado por Taylor, “Butterfly 8”, como base para a serigrafia. É típico do estilo pop de Warhol dos anos 1960, com blocos planos de cores vibrantes.

Warhol quis dar uma aparência de produção em massa feita de maneira mecânica em suas obras nessa época. Quando ele descobriu o processo e as implicações de trabalhar com a técnica de serigrafia, o conteúdo da produção de Warhol como pintor tornou-se inextricavelmente ligado ao processo pelo qual ele criou sua arte. Para Warhol, as imperfeições visíveis, não eram sinais de uma técnica mal executada, mas sim boas indicações de como o acaso influenciou seu trabalho. Warhol não estava atrás de um resultado de uma imagem perfeita, ele queria o imediatismo trashy de uma foto de tabloide.


Andy Warhol – Silver Liz, 1963 – tinta acrílica e tinta de serigrafia em linho – 101,6 x 101,6 cm – coleção particular


A dama Elizabeth Rosemond Taylor, DBE (27 de fevereiro de 1932 - 23 de março de 2011) foi uma atriz, empresária e humanitária britânico-americana. Ela começou sua carreira como atriz infantil no início da década de 1940 e foi uma das estrelas mais populares do cinema clássico de Hollywood a partir da década de 1950, permanecendo uma figura pública bem-sucedida pelo resto de sua vida. Liz, como era mais conhecida, foi considerada uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos. Sua marca registrada são os traços delicados de seu rosto e seus olhos de cor azul-violeta, uma cor rara, emoldurados por sobrancelhas desenhadas e espessas, de cor negra. Ao longo de sua vida, os relacionamentos pessoais de Taylor receberam constante atenção da mídia. Ela foi casada oito vezes com sete homens, sofreu doenças graves e levou um estilo de vida “jet set”, incluindo a posse de uma das mais caras coleções privadas de joias. Foi uma celebridade cercada por intenso glamour, carinho de fãs e muito luxo. Seu talento e beleza impressionavam qualquer pessoa. Foi diva eterna dos anos de ouro do cinema norte-americano.

Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte. As abordagens inovadoras do Ilustrador, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano. Obcecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.


Andy Warhol e Liz Taylor


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Andy Warhol – Liz #1, Early Colored Liz, 1963 – tinta acrílica e tinta de serigrafia em linho – 101,6 x 101,6 cm – coleção particular


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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Roy Lichtenstein, sua arte e sua história

Roy Lichtenstein – In the Car, 1963 – óleo sobre tela – 172 x 203,5 cm - Scottish National Gallery of Modern Art, Edinburgh, Escócia, UK


Roy Lichtenstein, sua arte e sua história


Roy Lichtenstein – Look Mickey, 1961 – óleo sobre tela – 121,9 x 175,3 cm - National Gallery of Art, Washington, DC, USA


Roy Lichtenstein (Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 — Nova Iorque, 29 de setembro de 1997) foi um dos artistas mais influentes e inovadores da segunda metade do século XX. Ele é preeminentemente identificado com a Pop Art, um movimento que ele ajudou a originar, e suas primeiras pinturas foram baseadas em imagens de histórias em quadrinhos e propagandas e apresentadas em um estilo imitando os processos de impressão em bruto da reprodução de jornais. Lichtenstein usava cores primárias, linhas escuras grossas, balões contendo texto e efeitos sonoros e o pontilhado usado como método de sombreamento. Seu trabalho foi fortemente influenciado pela publicidade popular e definiu a premissa básica da arte pop através de paródia. Essas pinturas revigoraram a cena artística americana e alteraram a história da arte moderna. Após o seu sucesso inicial no início dos anos 1960, ele criou uma obra de mais de 5.000 pinturas, impressões, desenhos, esculturas, murais e outros objetos celebrados por sua inteligência e invenção.


Roy Lichtenstein – Blam, 1962 – óleo sobre tela – 172,7 x 203,2 cm - Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut, USA


Roy Lichtenstein – Whaam, 1963 – acrílica e óleo sobre tela – 172,7 x 406,4 cm – Tate Modern, Londres, UK


Lichtenstein cresceu em New York, onde iniciou seus estudos de arte, e depois se graduou na Universidade Estadual de Ohio, onde também completou um mestrado em Artes. Em 1957, ele voltou para o estado de New York e se dedicou a lecionar. Foi nessa época que ele adotou o estilo do Expressionismo abstrato, sendo um converso tardio para esse estilo de pintura. Lichtenstein começou a ensinar no norte de Nova York na Universidade Estadual de Nova York em Oswego em 1958.


Roy Lichtenstein – Thinking of Him, 1963 – acrílica sobre tela – 172,7 x 173 cm - Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut, USA


Em junho de 1961, Lichtenstein voltou à ideia que ele tinha tido em Oswego, que era combinar personagens de quadrinhos com motivos abstratos. Lichtenstein se apropriou dos pontos de Benday (Benday dots), o padrão mecânico minucioso usado na gravura comercial, para transmitir textura e gradações de cor. Os pontos de Benday se tornaram para sempre identificados com Lichtenstein e a Pop Art. Lichtenstein tornou-se um gravador prolífico e expandiu-se em escultura, que ele não tinha tentado desde meados da década de 1950 e em peças bidimensionais e tridimensionais, ele empregou uma série de materiais industriais ou "não artísticos" produzindo objetos em série, que eram menos caros do que pinturas e escultura tradicionais.


Roy Lichtenstein – “Blonde” – 1965 – cerâmica pintada - 38,1 x 21 x 20,3 cm - coleção particular


Esse blog possui um artigo sobre as esculturas de Roy Lichtenstein. Clique sobre o link abaixo para ver:



Querendo crescer, Lichtenstein se afastou dos temas de quadrinhos que o levaram ao sucesso. No final da década de 1960, seu trabalho tornou-se menos narrativo e mais abstrato, pois continuou a meditar sobre a natureza da própria empresa artística. Ele começou a explorar e desconstruir a noção de pinceladas, que são convencionalmente concebidas como veículos de expressão, mas Lichtenstein tornou-as o próprio tema de suas obras.


Roy Lichtenstein – Little Big Painting, 1965 – óleo e acrílica sobre tela – 172,7 x 203,2 cm - Whitney Museum of American Art, New York, USA


Roy Lichtenstein – Still Life with Goldfish, 1974 – óleo e acrílica sobre tela – 203,2 x 152,4 cm - Philadelphia Museum of Art, PA, USA


A busca de novas formas e fontes foi ainda mais enfática após 1970, quando Lichtenstein expandiu sua paleta além de formas vermelhas, azuis, amarelas, pretas, brancas e verdes, e formas inventadas e combinadas. Ele não estava apenas isolando imagens encontradas, mas justapondo, sobrepondo, fragmentando e recompondo essas imagens.


Roy Lichtenstein – Stepping Out, 1978 – óleo e acrílica sobre tela – 220,3 x 178,1 cm - Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Roy Lichtenstein – Interior with Mirrored Wall, 1991 – óleo e acrílica sobre tela – 320,4 x 406,4 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA


No início da década de 1980, Lichtenstein estava no ápice de uma movimentada carreira mural. Ele também completou grandes encomendas para esculturas públicas em Miami Beach, Columbus, Minneapolis, Paris, Barcelona e Cingapura.


Roy Lichtenstein – “El Cap de Barcelona (The Head)” - 1991–1992 – concreto e cerâmica – 19,51 m 


“Pop Art olha para o mundo. Não parece uma pintura de algo, parece a coisa em si” (Roy Lichtenstein)


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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Série Andy Warhol – “Goethe”

Andy Warhol – "Goethe", 1981 – serigrafias e acrílica sobre tela ou papel – vários museus e coleções particulares


Série Andy Warhol – “Goethe”


Em 1962, Andy Warhol começou a reproduzir fotos de imprensa de celebridades como Marilyn Monroe e Elvis Presley usando a técnica de serigrafia. O retrato de serigrafia se repete em toda a obra de Warhol com "VIPs" de todos os setores da vida: música, arte, política, negócios, esportes e até mesmo o mundo das mercadorias (Campbell's Soup, BMW, Mercedes).

Na década de 1980, Warhol utilizou o trabalho de alguns pintores como Leonardo Da Vinci e Sandro Botticelli como fonte de inspiração. Ele fez isso inicialmente após uma visita à Mona Lisa em Nova York, em 1963, produzindo uma variedade de obras baseadas na misteriosa mulher de Leonardo.
Estas serigrafias são baseadas em uma pintura do artista alemão Johann Tischbein que retrata Goethe, uma figura-chave na literatura alemã, como um viajante em uma paisagem de ruínas. Warhol cortou a composição original de modo a criar um retrato de cabeça e ombros do escritor. O portfólio (série) completo é composto por quatro serigrafias.

Na imagem original, Goethe é visto sentado languidamente no primeiro plano de uma paisagem montanhosa. Seus olhos, concentrados e contemplativos, revelam a fecundidade intelectual do escritor. Warhol estava indubitavelmente intrigado pelo olhar de Goethe também. Em cada serigrafia, Warhol removeu o fundo da paisagem e, em vez disso, se concentrou no perfil de retrato de Goethe. Visto de relance, a imagem de Warhol de Goethe aparece mesmo como um busto de escultura. O rosto de Goethe está decorado com cores em vários tons. O que resulta é uma clara dicotomia entre o retrato clássico e a estética Pop. Estes retratos, em última análise, simbolizam o domínio de cultura de Goethe e Warhol, mesmo nos tempos contemporâneos.


Johann Heinrich Wilhelm Tischbein - Goethe in the Roman Campagna, 1787 – óleo sobre tela – 164 x 206 cm – Städel Museum, Frankfurt, Alemanha


Johann Wolfgang von Goethe (28 de agosto de 1749 - 22 de março de 1832) era um escritor alemão e estadista. Seus trabalhos incluem poesia épica e lírica, dramas em prosa e verso, memórias, uma autobiografia, crítica literária e estética, tratados sobre botânica, anatomia e cor, e quatro romances. Além disso, existem numerosos fragmentos literários e científicos, mais de 10.000 cartas e quase 3.000 desenhos dele. A pintura foi uma primeira opção de carreira para Goethe e ele publicou um livro sobre a teoria da cor, sendo a primeira pessoa a estudar os efeitos psicológicos da cor. Considerado por muitos como a maior figura literária alemã, Johann Wolfgang Von Goethe além de escritor, também foi um proeminente filósofo, cientista e teórico da cor.

Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte. As abordagens inovadoras do Ilustrador, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano.

Obcecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.


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http://www.arteeblog.com/2015/06/gravuras-o-que-sao-os-tipos-e-exemplos_2.html


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quinta-feira, 21 de abril de 2016

Análise das gravuras da Rainha Elizabeth II por Andy Warhol

Andy Warhol - Reigning Queens: Queen Elizabeth II of the United Kingdom, 1985 - Serigrafias em cores com "pó de diamante", sobre cartão - 100,0 x 80,0 cm – The Royal Collection


Análise das gravuras da Rainha Elizabeth II por Andy Warhol

Desde o início dos anos 1960, Andy Warhol (1928-1987) usou retratos existentes como base para muitas de suas gravuras e pinturas. Em 1985, Warhol realizou seu maior portfólio de serigrafias, intitulado 'Reigning Queens' que contém dezesseis impressões das quatro rainhas reinantes naquela época no mundo: a Rainha Elizabeth II do Reino Unido, a Rainha Beatrix da Holanda, a Rainha Ntombi Twala da Suazilândia e a Rainha Margrethe II da Dinamarca.

Para a série de serigrafias que retrata a rainha Elizabeth II (parte de seu portfólio de Rainhas Reinantes), ele se baseou na fotografia oficial lançada para o Jubileu de Prata em 1977, feita no Castelo de Windsor em 2 de Abril de 1975, pelo fotógrafo Peter Grugeon (1918-1980).

Warhol simplificou a fotografia de modo que tudo o que resta é uma máscara. Somos confrontados com um símbolo do poder real. Ao reproduzir a mesma imagem quatro vezes, Warhol demonstra o seu interesse na produção em massa e nos lembra que a rainha Elizabeth II é a mulher mais retratada do mundo. O uso de cores vibrantes e a introdução de formas gráficas dão às serigrafias um ar de artificialidade.

Esta tiragem pertence à 'Royal Edition'. Os contornos foram polvilhados com "pó de diamante", pequenas partículas de vidro moído que foram aplicadas à gravura quando a tinta ainda estava molhada, e brilham na luz como diamantes. A rainha não posou nem encomendou este retrato. As quatro cópias foram adquiridas para a Royal Collection em 2012.


Fotografia oficial lançada para o Jubileu de Prata em 1977, feita no Castelo de Windsor em 2 de Abril de 1975, pelo fotógrafo Peter Grugeon (1918-1980).


Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.

As abordagens inovadoras do Illustrator, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano.

Obcecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.



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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Análise de “Beethoven” de Andy Warhol, 1987

Beethoven - Andy Warhol, 1987 - serigrafia


Análise de “Beethoven” de Andy Warhol, 1987


A gravura de "Beethoven" foi impressa pelo mestre Rupert Jason Smith para Warhol em 1987. Ludwig van Beethoven foi a última coleção produzida por Warhol antes de sua morte em 22 de fevereiro de 1987. É composta por quatro serigrafias (ou silkscreen) diferentes, mostrando uma imagem de Beethoven em diferentes variações de cor.


Beethoven - Andy Warhol, 1987 – serigrafia – as 4 variações de cor

Ludwig van Beethoven foi o tema ideal para Warhol pois os dois artistas revolucionaram e revigoraram seus gêneros, tornando-se lendas artísticas e uma inspiração para as futuras gerações.
A obra capta o brilho do compositor, com ênfase sobre as notas de sua partitura, e ao mesmo tempo mantendo as características do retrato, proeminentes. A melodia suave da encantadora Sonata No.14 de Beethoven (Sonata ao Luar) é capturada no rosto do compositor sob a forma de notas. As notas, como a melodia, são desenhadas graciosamente para não ofuscar Beethoven.


Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat em 1985


Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
As abordagens inovadoras do Illustrator, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano.


Andy Warhol - Marilyn Monroe. 1967 - Portfolio of 10 screenprints - 91.5 x 91.5 cm - The Museum of Modern Art


Obsecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.

Ludwig van Beethoven (Bonn, 16 de Dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo do século 18 e o Romantismo do século 19. É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos.


Assista o vídeo: Daniel Barenboim interpreta a Sonata ao Luar de Ludwig van Beethoven





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sábado, 24 de janeiro de 2015

Esculturas de Roy Lichtenstein - com vídeo

Roy Lichtenstein – “Blonde” – 1965 – cerâmica pintada - 38,1 x 21 x 20,3 cm


Esculturas de Roy Lichtenstein - com vídeo 


Roy Fox Lichtenstein (Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 — Nova Iorque, 29 de setembro de 1997) foi um artista pop americano. Durante os anos 1960, junto com Andy Warhol, Jasper Johns e James Rosenquist, entre outros, se tornou uma figura de liderança no movimento pop art. Seu trabalho definiu a premissa básica da arte pop através de paródia. Favorecendo os quadrinhos como sua principal fonte de inspiração, Lichtenstein usava cores primárias, linhas escuras grossas, balões contendo texto e efeitos sonoros e o pontilhado usado como método de sombreamento. Seu trabalho foi fortemente influenciado pela publicidade popular.

A série “Brushstrokes” de obras de arte, inclui várias pinturas e esculturas cujo tema são as ações feitas com pincel de um pintor de paredes.


Roy Lichtenstein – “Brushstroke” – 1996 – alumínio pintado – 980 x 670 x 180 cm - Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Smithsonian Institution, Washington, D.C., United States


Roy Lichtenstein – “Brushstrokes in Flight” – 1984 - alumínio pintado - Port Columbus International Airport, Columbus, Ohio


Roy Lichtenstein - Expressionist Head – 1980 – bronze pintado e patinado sobre base de madeira pintada  – 139,7 x 113,7 x 45,7 cm – múltiplo com seis edições


Nos anos 1980 e 1990, Lichtenstein criou esculturas de bronze pintado, baseadas em suas pinturas anteriores. “Expressionist Head” estava entre as primeiras dessas adaptações esculturais. Ela reflete as gravuras expressionistas alemãs por suas "anatomias angulares e contornos ousados", mas Lichtenstein trocou seus característicos pontos Ben-Day por listras em suas cores primárias favoritas. Como muitas esculturas de Lichtenstein, este conjunto é essencialmente bidimensional, em vez de volumétrico. As listras só se tornaram comuns em suas obras quando ele começou a trabalhar com esculturas. Em “Expressionista Head” listras acentuam os aspectos lineares da escultura. Como quase todas as 20 esculturas produzidas até 1980, esta começou como um desenho a lápis e em seguida, uma maquete de madeira artesanal, que estabeleceu o molde para a fundição em bronze, pelo processo de cera perdida. 


Roy Lichtenstein – “El Cap de Barcelona (The Head)” - 1991–1992 – concreto e cerâmica – 19,51 m


“El Cap de Barcelona” (em catalão) é uma escultura feita para os Jogos Olímpicos de Verão de 1992 em Barcelona, Espanha. É uma interpretação abstrata de uma cabeça de mulher. Embora seja abstrata, é claro que a escultura foi feita para se assemelhar à cabeça e o rosto de uma mulher. Ela é composta de peças grossas de concreto completamente cobertas por azulejos de mosaico vermelho, amarelo, azul, preto e branco, e de longe parece uma pintura. Parte do rosto está coberto por pontos vermelhos, típicos do estilo pop-art de Lichtenstein.
Semelhante às esculturas “Brushstrokes” do início dos anos oitenta, a escultura parece ter sido pintada com algumas pinceladas rápidasde tinta. A diferença entre elas é que as peças “Brushstrokes” foram criadas em alumínio pintado, enquanto “El Cap de Barcelona” é a sua única peça feita em concreto e coberta de mosaicos. A razão para esta diferença é que “El Cap de Barcelona” foi construída para assemelhar-se ao estilo de Antonio Gaudi, um arquiteto espanhol, que é famoso por empregar linhas orgânicas e mosaicos ao longo de sua arquitetura, pela qual Barcelona é conhecida. 


Roy Lichtenstein – “Mermaid” – 1979 – concreto, aço, poliuretano, esmalte, palmeira e água – 640 x 730 x 330 cm - Fillmore Miami Beach at Jackie Gleason Theater, Miami Beach


 A sereia reclinada descansa sobre ondas azuis adjacentes a uma palmeira. Em contraste com o cenário tropical em geral sereno, Licthenstein inclui cinzentas nuvens de aço. Na época, a arte pública em larga escala era algo novo para Lichtenstein. O trabalho foi considerado como uma extensão de sua pintura em forma pública e não como uma tentativa de produzir arte escultural. A incorporação de uma palmeira e uma piscina cheia de água, fez “Mermaid” ser considerada como "deslumbrantemente boba e provocativa".


Roy Lichtenstein  - "Small Explosion (Desk Explosion)" – 1965 - esmalte sobre aço – 55 cm


Roy Lichtenstein  - “Cup of Coffee” – 1965 – cerâmica


 Roy Lichtenstein – “Mirror I” – 1976 – bronze pintado e patinado - 112.71 cm x 63.82 cm x 29.53 cm - Collection SFMOMA, © Estate of Roy Lichtenstein


Roy Lichtenstein – “House I” - 1996/1998 – alumínio pintado – 290 x 450 x 130 cm - National Gallery of Art Sculpture Garden, Washington, D.C.


“House I” utiliza ilusão de ótica para brincar com a perspectiva. Para apreciar o efeito completo, andar a um ritmo constante ao longo do arco da calçada que passa em frente e quase perpendicular à escultura, com a cabeça virada para um lado, de frente para a escultura. A casa vai parecer girar no espaço, como a casa do filme "O Mágico de Oz". 

Assista o vídeo que mostra a ilusão de ótica:




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sábado, 25 de outubro de 2014

"President Elect" – James Rosenquist

"President Elect" – James Rosenquist - 1960/1964 -  228 x 365,8 cm - Centre Georges Pompidou, Musée National d’Art Moderne/Centre de Création Industrielle


A pintura Presidente Eleito (1960-61/1964) inclui um retrato de John F. Kennedy emprestado de um cartaz da campanha presidencial de 1960. Rosenquist justapôs este retrato com imagens de riqueza da classe média e do consumismo - propagandas da revista Life - a fim de dizer: "Aqui está esse cara novo que quer ser presidente dos Estados Unidos ... o que é que ele nos oferece?" Kennedy foi o primeiro candidato presidencial a utilizar plenamente os meios de comunicação em sua campanha, e a pintura é sobre "um homem anunciando a si mesmo."

James Rosenquist (nascido em 29 de novembro de 1933) é um artista americano e um dos protagonistas do movimento pop-art.
De 1957 a 1960, ele ganhava a vida como pintor de cartazes. Este foi o treinamento perfeito, como se viu, para um artista prestes a explodir na cena da pop art. Rosenquist habilmente aplicou técnicas de pintura de cartazes para as pinturas em grande escala que ele começou a criar em 1960. Como outros artistas pop, Rosenquist adaptou a linguagem visual da publicidade e da cultura pop (muitas vezes engraçada, vulgar, e ultrajante) para o contexto da arte.

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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pop Art Myths - veja fotos e vídeo



Pop Art Myths - exposição em 2014 - veja fotos e vídeo

Representada por obras importantes de Rauschenberg, Wesselmann, Lichtenstein e Hockney, a mostra Pop Art Myths  ofereceu uma nova avaliação desta tendência artística a partir de uma perspectiva do século 21. As cerca de 70 obras da exposição incluem exemplos de pioneirismo britânico da Pop Art, bem como obras clássicas norte-americanas e outras que representam a propagação do movimento em toda a Europa, reunidas com o objetivo de identificar as fontes comuns da Pop Art internacional. Paloma Alarco, curadora-chefe de pintura moderna no Museu Thyssen-Bornemisza, apresentou, assim, uma revisão dos mitos que tradicionalmente definiram este movimento, a fim de demonstrar que a superficialidade enganosa e banalização de imagens lendárias da Pop Art na verdade escondem um código irônico e poderoso para a percepção da realidade, e que sobrevivem na arte dos dias de hoje.


Andy Warhol - Flores - 1970 - 10 serigrafias sobre papel - 91,5 x 91,5 cm 


Andy Warhol - "Marlon" - 1966


O surgimento da Pop Art no final dos anos 1950 e início dos anos 1960 foi um dos momentos mais libertadores da história da arte. Seu endosso explícito da nova cultura da tecnologia e do consumismo demoliu as aspirações subjetivistas de movimentos de vanguarda anteriores e reintegrou  a arte e o mundo real.


Tom Wesselmann - Still Life #34 - 1963 - coleção particular


Roy Lichtenstein - "Woman in Bath" – 1963 – óleo sobre tela - 173,3 x 173,3 cm - Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid, Spain


Com a incessante troca recíproca entre arte e todo tipo de objetos de cultura visual e popular, a Pop Art, pôs fim à divisão entre "alta" e "baixa" cultura e abriu um novo debate sobre a relação entre o estético e o anti -estético.


Robert Rauschenberg - Retroactive II - 1963 - Museum of Contemporary Art Chicago, USA


Roy Lichtenstein – “Look Mickey” (detalhe) – 1961 - 121.9 x 175.3 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C., USA


Para a Pop Art, qualquer imagem era reciclável, e cada objeto poderia tornar-se arte. Seu verdadeiro objetivo era oferecer uma nova interpretação da imagem na cultura contemporânea.
E, no entanto a Pop Art esconde um paradoxo fascinante: por um lado, foi um movimento inovador que abriu novos caminhos para a pós-modernidade. Mas, ao mesmo tempo foi claramente orientado para o passado. A ânsia da Pop Art para se conectar com a tradição -  usando novos meios artísticos derivados da televisão, publicidade ou quadrinhos - focou sobretudo, em uma reavaliação de estilos artísticos e gêneros e na reinterpretação das obras de antigos mestres a quem os artistas pop iriam prestar homenagem ou a quem sujeitariam à paródia irreverente.

Equipo Crónica - "The Living Room" - 1970 - paródia a Diego Velázquez - "Las Meninas" - Museu Fundación Juan March, de Palma 



Richard Lindner - Moon over Alabama – 1963 – óleo sobre tela - 204 x 127.7 cm - Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid



Peter Blake - "The First Real Target" - 1961 - Tate Modern, London


Mimmo Rotella - "Cleopatra" - 1963 - coleção particular


Juan Genovés - "Group Hug" - 1976 - Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía Collection, Madrid


Andy Warhol - "Details of Renaissance Paintings" (Sandro Botticelli, Birth of Venus, 1482) – 1984 - coleção particular


Assista o vídeo da exposição, clicando aqui abaixo:





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