Wasily Kandinsky - Composition VIII, 1923 – óleo sobre tela –
140,3 x 200,7 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York
Análise da pintura de Wasily Kandinsky - Composition VIII
A ordem geométrica racional da Composição VIII é um oposto
polar da Composição VII (1913). Pintado enquanto lecionava na Bauhaus, este
trabalho ilustra como Kandinsky sintetizou elementos do suprematismo, construtivismo
e o próprio estilo da escola. Ao combinar aspectos de todos os três movimentos,
ele chegou aos planos de cor e à qualidade clara e linear vista neste trabalho.
A forma, ao contrário da cor, estruturou a pintura em um equilíbrio dinâmico
que pulsa pela tela. Este trabalho é uma expressão das ideias de Kandinsky sobre
arte moderna e não objetiva, principalmente o significado de formas como
triângulos, círculos e quadriculados. Kandinsky confiou em um estilo rígido
para comunicar o conteúdo mais profundo de seu trabalho pelo resto de sua
carreira.
Para Kandinsky, a cor significava mais do que apenas um
componente visual de uma imagem, é sua alma. Em seus livros, ele descreveu sua
própria perspectiva sobre como as cores interagem entre si e com o espectador.
Kandinsky dizia poder "ouvir cores" e "ver sons".
“A cor é o teclado, os olhos são as harmonias, a alma é o
piano com muitas cordas. O artista é a mão que toca, tocando uma tecla ou
outra, para causar vibrações na alma” – Wassily Kandisnsky
Wassily Wassilyevich Kandinsky (Moscou, 4 de dezembro de
1866/16 de dezembro pelo calendário gregoriano - 13 de dezembro de 1944) foi um
pintor russo e teórico da arte. Na década de 1910, Kandinsky desenvolveu seus
primeiros estudos não figurativos, sendo por isso considerado o primeiro pintor
ocidental a produzir uma tela abstrata. Ele estudou Direito e Economia na
Universidade de Moscou, e declinou a carreira de professor de Direito para
estudar Arte em Munich. Em 1902 Kandinsky expôs pela primeira vez com a
Secessão de Berlim e produziu suas primeiras xilogravuras. Em 1903 ele começou
a viajar para a Itália, Holanda e África do Norte e visitou a Rússia. Expôs no
Salon d'Automne em Paris a partir de 1904. Ele retornou a Moscou em 1914, após
a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Kandinsky não simpatizava com as teorias oficiais
sobre a arte da Moscou comunista e voltou para a Alemanha em 1921. Lá, ensinou
na escola Bauhaus de arte e arquitetura de 1922 até os nazistas a fecharem em
1933. Em seguida, mudou-se para a França, onde viveu o resto da sua vida,
tornando-se um cidadão francês em 1939 e produzindo algumas das suas mais
importantes obras de arte.
Esse blog possui um artigo sobre Gabriele Münter, uma
companheira de Kandinsky, e a história do casal. Clique sobre esse link para
ver:
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 23, 1954 - desenho
Série Pablo Picasso: sua musa Sylvette David
Sylvette David, 1954
Pablo Picasso é conhecido por ter tido muitas esposas e
amantes que tiveram finais infelizes, algumas cometendo suicídio. Quando ele já
estava com mais de setenta anos, em 1954, conheceu uma garota de 19 anos, que
usava seu cabelo loiro num rabo-de-cavalo e que chamava a atenção de todos.
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 01, 1954 - desenho
Sylvette David, 1954
Pablo Picasso – Portrait of Sylvette 04, 1954 – desenho –
para esse desenho, Sylvette não posou nua, Picasso usou sua imaginação
O verdadeiro nome de Sylvette David é Lydia Corbett, uma
artista plástica que cresceu na Riviera Francesa em Cannes e era muito parecida
com a atriz Brigitte Bardot. Ela diz que Bardot copiou seu penteado de
rabo-de-cavalo. As fotografias de Sylvette com o pintor apareceram na revista
Paris Match, onde atraíram a atenção do marido de Bardot, o diretor de cinema
Roger Vadim. Ela disse: “Tive apenas um breve encontro com Brigitte Bardot
quando passamos uma pela outra na Promenade em Cannes durante o festival de
cinema de 1954. Ela estava no braço de Vadim e eu estava no de Picasso, e é
claro que nós olhamos uma para a outra e os homens deram uma longa olhada em
nós." Bardot visitou Picasso em seu estúdio, mas ele não a pintou.
Brigitte Bardot e Pablo Picasso em Cannes, 1956
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 05, 1954 – óleo sobre tela
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 21, 1954 - desenho
Sylvette e seu noivo, Toby Jellinek, haviam se mudado para
Vallauris para morar com a mãe dela. Toby, que era um designer de móveis de
vanguarda, tinha um ateliê não muito longe do estúdio de Picasso, e Sylvette
frequentemente passava pela janela do artista a caminho para encontrá-lo. Seu
primeiro encontro com Picasso veio depois que o espanhol comprou duas cadeiras
de Toby, que as entregou a sua modesta villa, La Galloise, nas colinas acima de
Vallauris, acompanhadas por Sylvette.
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 25, 1954 - – óleo sobre tela
Sylvette David, 1954
Sobre a parede de seu estúdio ao lado, Sylvette viu Picasso
segurando uma de suas pinturas. Era uma imagem simples de uma jovem com uma
franja e um rabo de cavalo; foi um retrato dela, executado de memória.
"Foi como um convite", ela lembrou mais tarde, então ela e suas
amigas foram bater na porta dele. Picasso ficou tão feliz em ver Sylvette que
ele a abraçou imediatamente. “Eu quero pintar você, pintar Sylvette!” Ele
gritou.
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette 27, 1954 - desenho
Pablo
Picasso – Portrait of Sylvette David 24 in a Green Chair, 1954 - – óleo sobre
tela
Nos meses que se seguiram, entre abril e junho, Picasso
persuadiu Sylvette a posar para ele regularmente e criou uma série de mais de 60
retratos dela em várias mídias, incluindo desenhos e esculturas, além de 28
pinturas. Quando as obras foram expostas, as pessoas ficaram intrigadas com a
natureza do relacionamento do artista com essa jovem beleza tímida e moderna. A
revista Life anunciou uma nova época na arte de Picasso: o seu "Ponytail
Period" (Período do rabo-de-cavalo). No entanto, depois disso, os críticos
de arte passaram a desprezar essa série. Picasso havia sido abandonado por
François Gilot e ele estava deprimido, encontrando consolo na beleza juvenil de
Sylvette, porém sem nunca ter dormido com ela e, portanto, os críticos acharam
que faltava engajamento emocional entre o artista e a modelo. Para outros, essa
série demonstra a virtuosidade e inovação artística de Picasso.
Pablo Picasso – Sylvette David – escultura em concreto – 7,5
m de altura - Rotterdam, Holanda
Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de
los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente
Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973),
foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos
mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e
versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente
pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de
teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos
fundadores do Cubismo.
Sylvette David
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Paul Klee - Landscape with Yellow Birds (Paisagem
com Pássaros Amarelos), 1923 – caneta e
tinta sobre papel – 35,5 x 44 cm – coleção particular
Análise de
Landscape with Yellow Birds de Paul Klee
Para Paul Klee, a cor era tudo e nessa pintura, uma
variedade de cores, sombras, luz e escuridão aumentam a sensação de movimento em
um ambiente de sonho, com o senso de humor agudo do artista contribuindo de um
modo divertido. Klee sempre procurou questionar o familiar, empregando ironia,
e isso pode ser percebido aqui. O significado da imagem, como sempre, é ambíguo
e aberto a interpretação pelo espectador. A produção da década de 1920 de Klee
tendia ao abstrato, mas não completamente.
As obras de Klee, apresentadas em uma sinfonia de amarelo,
azul e vermelho, criam uma impressão inexplicável de alegria, de música e de
liberdade. Arte, artifício ou magia? Paul Klee é um gigante da Arte do século
XX e um dos grandes inovadores criativos da época.
Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 — Muralto,
29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. Ele
possuía um método individual, influenciado por muitos movimentos de arte, como
surrealismo, cubismo e expressionismo, além de futurismo e abstração,
realizando mais de 9.000 gravuras, desenhos e pinturas. Suas obras refletem seu
humor seco e, às vezes, a sua perspectiva infantil, seus ânimos e suas crenças
pessoais, e sua musicalidade. Ele e o pintor russo Wassily Kandinsky, seu
amigo, também eram famosos por darem aulas na Bauhaus, uma escola de design,
artes plásticas e arquitetura de vanguarda na Alemanha. A Bauhaus foi uma das
maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e
na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo. A escola foi
fundada por Walter Gropius em 25 de abril de 1919. Em 1933, após uma série de
perseguições por parte do governo nazista, a Bauhaus foi fechada.
Em meados da década de 1920, a técnica de arte de Klee
passou para um gênero chamado divisionismo. Esta técnica de arte cria a
oposição entre formas individuais e formas “dividuais”. Isto significa que ele
usou formas que não podem ser divididas e formas que podem ser infinitamente
divididas. Embora Klee enxergasse sua arte como um processo de criatividade
espontânea e crescimento natural, exemplificado pela sua famosa descrição do
desenho como "levar uma linha para um passeio", ele realmente
verdadeiramente trabalhava com grande rigor, tendo produzido mais de 9.000
obras de arte.
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Wassily Kandinsky - Color Study: Squares with Concentric
Rings (Estudo de Cores: Quadrados com Anéis Concêntricos), 1913 – aquarela,
guache e crayon sobre papel – 23,9 x 31,5 cm – Städtische Galerie im
Lenbachhaus, Munich
Análise de “Color
Study: Squares with Concentric Rings” de Wassily Kandinsky
Quadrados com Círculos Concêntricos (Farbstudie - Quadrate und
konzentrische Ringe), é um dos trabalhos mais famosos de Kandinsky. E é um
pequeno estudo sobre como diferentes combinações de cores são percebidas. Kandinsky
fez aquarelas e estudos práticos sobre a relação entre cor e forma, em
preparação para as grandes composições abstratas que ele pintou. Nesse
trabalho, ele aplicou camadas de aquarela em anéis concêntricos que se tocam
nas bordas, transformando uns aos outros no processo. Esses estudos tinham uma
abordagem metódica e sistemática sobre a teoria das cores, que Kandinsky mais
tarde usou como professor no Instituto de Cultura Artística de Moscou entre
1920 e 1922 e também na Bauhaus, a escola de arte e arquitetura de Berlim, em
Weimar, Alemanha, entre 1923 e 1933.
Para Kandinsky, a cor significava mais do que apenas um
componente visual de uma imagem, é sua alma. Em seus livros, ele descreveu sua
própria perspectiva sobre como as cores interagem entre si e com o espectador. Kandinsky
dizia poder "ouvir cores" e "ver sons".
“A cor é o teclado, os olhos são as harmonias, a alma é o
piano com muitas cordas. O artista é a mão que toca, tocando uma tecla ou outra,
para causar vibrações na alma” – Wassily Kandisnsky
Wassily Wassilyevich Kandinsky (Moscou, 4 de dezembro de
1866/16 de dezembro pelo calendário gregoriano - 13 de dezembro de 1944) foi um
pintor russo e teórico da arte. Na década de 1910, Kandinsky desenvolveu seus
primeiros estudos não figurativos, sendo por isso considerado o primeiro pintor
ocidental a produzir uma tela abstrata. Ele estudou Direito e Economia na
Universidade de Moscou, e declinou a carreira de professor de Direito para
estudar Arte em Munich. Em 1902 Kandinsky expôs pela primeira vez com a
Secessão de Berlim e produziu suas primeiras xilogravuras. Em 1903 ele começou
a viajar para a Itália, Holanda e África do Norte e visitou a Rússia. Expôs no
Salon d'Automne em Paris a partir de 1904. Ele retornou a Moscou em 1914, após
a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Kandinsky não simpatizava com as teorias
oficiais sobre a arte da Moscou comunista e voltou para a Alemanha em 1921. Lá,
ensinou na escola Bauhaus de arte e arquitetura de 1922 até os nazistas a
fecharem em 1933. Em seguida, mudou-se para a França, onde viveu o resto da sua
vida, tornando-se um cidadão francês em 1939 e produzindo algumas das suas mais
importantes obras de arte.
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companheira de Kandinsky, e a história do casal. Clique sobre esse link para
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Roy
Lichtenstein – In the Car, 1963 – óleo sobre tela – 172 x 203,5 cm - Scottish
National Gallery of Modern Art, Edinburgh, Escócia, UK
Roy Lichtenstein, sua arte e sua história
Roy
Lichtenstein – Look Mickey, 1961 – óleo sobre tela – 121,9 x 175,3 cm - National
Gallery of Art, Washington, DC, USA
Roy Lichtenstein (Nova Iorque, 27 de outubro de 1923 — Nova
Iorque, 29 de setembro de 1997) foi um dos artistas mais influentes e
inovadores da segunda metade do século XX. Ele é preeminentemente identificado
com a Pop Art, um movimento que ele ajudou a originar, e suas primeiras
pinturas foram baseadas em imagens de histórias em quadrinhos e propagandas e
apresentadas em um estilo imitando os processos de impressão em bruto da
reprodução de jornais. Lichtenstein usava cores primárias, linhas escuras
grossas, balões contendo texto e efeitos sonoros e o pontilhado usado como
método de sombreamento. Seu trabalho foi fortemente influenciado pela
publicidade popular e definiu a premissa básica da arte pop através de paródia.
Essas pinturas revigoraram a cena artística americana e alteraram a história da
arte moderna. Após o seu sucesso inicial no início dos anos 1960, ele criou uma
obra de mais de 5.000 pinturas, impressões, desenhos, esculturas, murais e
outros objetos celebrados por sua inteligência e invenção.
Roy Lichtenstein
– Blam, 1962 – óleo sobre tela – 172,7 x 203,2 cm - Yale University Art Gallery,
New Haven, Connecticut, USA
Roy Lichtenstein – Whaam, 1963 – acrílica e óleo sobre tela –
172,7 x 406,4 cm – Tate Modern, Londres, UK
Lichtenstein cresceu em New York, onde iniciou seus estudos
de arte, e depois se graduou na Universidade Estadual de Ohio, onde também completou
um mestrado em Artes. Em 1957, ele voltou para o estado de New York e se
dedicou a lecionar. Foi nessa época que ele adotou o estilo do Expressionismo
abstrato, sendo um converso tardio para esse estilo de pintura. Lichtenstein
começou a ensinar no norte de Nova York na Universidade Estadual de Nova York
em Oswego em 1958.
Roy
Lichtenstein – Thinking of Him, 1963 – acrílica sobre tela – 172,7 x 173 cm -
Yale University Art Gallery, New Haven, Connecticut, USA
Em junho de 1961, Lichtenstein voltou à ideia que ele tinha
tido em Oswego, que era combinar personagens de quadrinhos com motivos
abstratos. Lichtenstein se apropriou dos pontos de Benday (Benday dots), o
padrão mecânico minucioso usado na gravura comercial, para transmitir textura e
gradações de cor. Os pontos de Benday se tornaram para sempre identificados com
Lichtenstein e a Pop Art. Lichtenstein tornou-se um gravador prolífico e expandiu-se
em escultura, que ele não tinha tentado desde meados da década de 1950 e em
peças bidimensionais e tridimensionais, ele empregou uma série de materiais
industriais ou "não artísticos" produzindo objetos em série, que eram
menos caros do que pinturas e escultura tradicionais.
Roy Lichtenstein – “Blonde” – 1965 – cerâmica pintada - 38,1 x 21 x 20,3 cm - coleção particular
Esse blog possui um artigo sobre as esculturas de Roy
Lichtenstein. Clique sobre o link abaixo para ver:
Querendo crescer, Lichtenstein se afastou dos temas de
quadrinhos que o levaram ao sucesso. No final da década de 1960, seu trabalho
tornou-se menos narrativo e mais abstrato, pois continuou a meditar sobre a
natureza da própria empresa artística. Ele começou a explorar e desconstruir a
noção de pinceladas, que são convencionalmente concebidas como veículos de
expressão, mas Lichtenstein tornou-as o próprio tema de suas obras.
Roy Lichtenstein
– Little Big Painting, 1965 – óleo e acrílica sobre tela – 172,7 x 203,2 cm - Whitney
Museum of American Art, New York, USA
Roy
Lichtenstein – Still Life with Goldfish, 1974 – óleo e acrílica sobre tela –
203,2 x 152,4 cm - Philadelphia Museum of Art, PA, USA
A busca de novas formas e fontes foi ainda mais enfática
após 1970, quando Lichtenstein expandiu sua paleta além de formas vermelhas,
azuis, amarelas, pretas, brancas e verdes, e formas inventadas e combinadas.
Ele não estava apenas isolando imagens encontradas, mas justapondo, sobrepondo,
fragmentando e recompondo essas imagens.
Roy Lichtenstein
– Stepping Out, 1978 – óleo e acrílica sobre tela – 220,3 x 178,1 cm -
Metropolitan Museum of Art, New York, USA
Roy
Lichtenstein – Interior with Mirrored Wall, 1991 – óleo e acrílica sobre tela –
320,4 x 406,4 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA
No início da década de 1980, Lichtenstein estava no ápice de
uma movimentada carreira mural. Ele também completou grandes encomendas para
esculturas públicas em Miami Beach, Columbus, Minneapolis, Paris, Barcelona e
Cingapura.
Roy
Lichtenstein – “El Cap de Barcelona (The Head)” - 1991–1992 – concreto e
cerâmica – 19,51 m
“Pop Art olha para o mundo. Não parece uma pintura de algo,
parece a coisa em si” (Roy Lichtenstein)
Pablo Picasso – “Woman with a Book” (Mulher com um Livro),
1932 – óleo sobre tela - 130.5 x 97.8 cm – Norton Simon Museum, Pasadena, California,
USA
Análise da pintura de Pablo Picasso – “Woman with a Book”
Ao usar uma cor exuberante e densamente aplicada em uma rede
de sinuosas linhas negras, equilibrando sensualidade e restrição, a composição
presta homenagem ao mestre neoclássico da linha, Jean-Auguste-Dominique Ingres,
cujo trabalho Picasso admirava desde a juventude e cujo Retrato de Madame
Moitessier, do pintor espanhol, foi visto por Picasso pela primeira vez em
1921. Picasso transformou a seriedade da modelo do meio do século XIX, em um
retrato sonhador de sua amante, Marie-Thérèse Walter.
Jean-Auguste-Dominique Ingres - Madame Moitessier, 1856 –
óleo sobre tela - 120 cm × 92 cm - National Gallery, London
Descansando a cabeça da modelo em sua mão, e substituindo o
leque de Madame Moitessier pelas páginas de um livro, Picasso retratou o
erotismo latente embaixo da imagem de respeitabilidade burguesa. O perfil
sereno refletido em um espelho à direita no retrato de Picasso também faz
referência ao seu precedente neoclássico, mas também pode constituir um
autorretrato abstrato.
Picasso fez mais um retrato de Marie-Thérèse Walter lendo, que levou ao fim do seu casamento com Olga Khokhlova, depois
que ela viu a pintura em uma exposição retrospectiva e percebeu que as características
faciais da modelo não eram dela.
Pablo Picasso – La Lecture, 1932 – óleo sobre madeira – 65.5
cm × 51 cm - coleção particular
Esse blog possui mais um artigo sobre outra pintura de Marie-Thérèse
Walter. Clique sobre o link abaixo para ver:
Jackson
Pollock - Autumn Rhythm (Number 30), 1950 – tinta esmalte sobre tela - 266.7 x
525.8 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, USA
A história
de Autumn Rhythm (Number 30) de Jackson Pollock
Autumn Rhythm, exemplifica o extraordinário equilíbrio entre
o acidental e o controle que Pollock manteve sobre sua técnica. As palavras
"derramado" e "gotejado", comumente usadas para descrever
seu processo criativo heterodoxo, que envolvia pintar em uma tela estendida no
chão, dificilmente sugerem a diversidade dos movimentos do artista (sacudindo,
espirrando e pingando) ou as composições líricas que eles produziam.
Em Autumn Rhythm, como em muitas de suas pinturas, Pollock
primeiro criou um esqueleto linear complexo usando tinta preta. Para esta
camada inicial, a pintura foi diluída, de modo que ela foi embebida no comprimento
da lona virgem, juntando intimamente imagem e suporte. Sobre esta estrutura
preta Pollock teceu uma teia intrincada de linhas brancas, marrons e turquesa,
que produzem ritmos e sensações visuais contrários: luz e escuridão, grosso e
fino, pesado e flutuante, reto e curvo, horizontal e vertical. Passagens de textura
contribuem para a complexidade da pintura (como os redemoinhos agrupados onde
duas cores se encontram e texturas enrugadas formadas pela acumulação de tinta)
e são pouco visíveis na confusão de linhas sobrepostas.
Paul Jackson Pollock (Cody, Wyoming, 28 de Janeiro de 1912 —
Springs, 11 de Agosto de 1956) foi um dos primeiros artistas americanos a
alcançar reputação mundial, se tornando um ícone do movimento expressionista
abstrato. Ele passou sua infância em comunidades agrícolas no Arizona e no sul
da Califórnia. Aos 18 anos, ele se mudou para Nova York, onde estudou arte e
pintou para o Works Progress Administration. Em 1943, Pollock trabalhou
brevemente como funcionário de manutenção no Museu de Pintura Não-Objetiva
(precursor do Museu Guggenheim). Mais tarde naquele ano, Peggy Guggenheim o
contratou até 1947, permitindo-lhe dedicar todo o seu tempo à pintura. Sua
primeira exposição individual foi realizada no Guggenheim’s Art of This Century,
New York (1943). Antes de 1947, o trabalho de Pollock refletia a influência de
Pablo Picasso e do surrealismo, e
do muralista mexicano Diego Rivera.
Em meados da década de 1940, Pollock pintava de uma maneira
completamente abstrata, liberando-se das restrições verticais de um cavalete,
afixando uma tela não esticada no chão. Em 1947 surgiu seu "estilo de
gotejamento", marcado pelo uso de espátulas ou varetas para gotejar e
salpicar a tinta, bem como despejar tinta diretamente da lata. Reminiscentes
das noções surrealistas da pintura subconsciente e automática, os gotejamentos
de Pollock, também chamados de "pinturas de ação", revolucionaram o
potencial da arte contemporânea e promoveram o desenvolvimento do
expressionismo abstrato.
A partir do outono de 1945, quando Pollock e a artista Lee
Krasner se casaram, eles moraram em Springs, East Hampton, Nova York. Ela
foi a influência mais importante em sua arte, sua carreira e seu legado.Sua vida
foi marcada pelo alcoolismo e por um comportamento autodestrutivo. Ele faleceu
em um acidente de carro aos 44 anos.
Assista um vídeo sobre Jackson Pollock, clicando aqui:
Piet Mondrian - Composition with Red, Blue and Yellow, 1930 – óleo sobre tela – 46 x 46 cm - Kunsthaus Zürich, Suiça
Piet Mondrian, sua arte e sua história
Piet
Mondrian – Autorretrato, 1900 – óleo sobre tela – 50,4 x 39,7 cm - Philips Collection,
Washington DC, USA
Piet Mondrian em seu ateliê, 1944 – foto: Fritz Glarner
Piet
Mondrian - Along the Amstel, 1903 – óleo sobre cartão - 31 x 41 cm - Gemeentemuseum Den Haag, Holanda
Pieter Cornelis "Piet" Mondriaan - após 1906
Mondrian (07 de março de 1872 - 01 de fevereiro de 1944), foi um pintor
holandês. Mondrian foi introduzido à arte muito cedo. Seu pai era um professor
de desenho e com seu tio, Frits Mondriaan, muitas vezes Piet pintava e
desenhava ao longo do rio Gein. Depois de uma educação estritamente
protestante, em 1892, Mondrian entrou para a Academia de Belas Artes, em
Amsterdã. Começou sua carreira como professor, e também pintava. Sua obra a
partir deste período é naturalista ou impressionista, consistindo em grande
parte de paisagens. Estas imagens pastorais de seu país natal retratam moinhos
de vento, campos e rios, inicialmente na forma impressionista holandesa da
Escola de Haia e, em seguida, em uma variedade de estilos e técnicas que
atestam a sua busca por um estilo pessoal. Estas pinturas mostram a influência
de diversos movimentos artísticos, incluindo pontilhismo e as cores vivas do
fauvismo.
Piet
Mondrian - Willow Grove: Impression of Light and Shadow, c. 1905, oil on
canvas, 35 × 45 cm, Dallas Museum of Art
Piet
Mondrian - Evening; Red Tree, 1908–10 – óleo sobre tela - 70 × 99 cm -
Gemeentemuseum Den Haag, Holanda
Piet
Mondrian - View from the Dunes with Beach and Piers, Domburg, 1909 – óleo e
lapis sobre cartão - Museum of Modern Art, New York City
A influência do cubismo marca um ponto de virada na carreira
de Mondrian. Em 1912, ele mudou para Paris, que era o centro florescente de mundo
da arte avant-garde, e sob a influência das obras de Picasso, Braque, e outros,
mudou de um estilo Neo-impressionista representacional para abstrações
modernas. O cubismo analítico deu a Mondrian a estrutura necessária para
reduzir suas paisagens a seus elementos mais básicos de linha e forma. Ele fez
uso da grade cubista, reduzindo suas imagens de árvores e edifícios a uma
estrutura esquematizada. No entanto, ao contrário dos cubistas, Mondrian
desejava ressaltar o nivelamento da superfície da pintura, em vez de aludir a
três dimensões de profundidade ilusionista, como os cubistas representavam.
Piet
Mondrian - The Gray Tree, 1911 – óleo sobre tela - 79.7 x 109.1 cm - Haags
Gemeentemuseum, The Hague, Netherlands
Piet
Mondrian - Still Life with Gingerpot 2, 1912 – óleo sobre tela - 91.5 x 120 cm
- Haags Gemeentemuseum, The Hague, Netherlands
Piet
Mondrian - Composition with Oval in Color Planes II, 1914 – óleo sobre tela -
Haags Gemeentemuseum, The Hague, Netherlands
Após a Primeira Guerra Mundial, ele floresceu na atmosfera
do pós-guerra de Paris, o que lhe permitiu liberdade criativa pura. Após a
eclosão da Segunda Guerra Mundial, mudou-se para Manhattan, NY, onde passou o
resto de sua vida. Era em seu estúdio em Manhattan que se sentia mais criativo,
e no qual ele criou suas grandes obras-primas.
Piet
Mondrian - Farm near Duivendrecht, c. 1916 – óleo sobre tela - 86.3 x 107.9 cm
– Art Institute Chicago
Piet
Mondrian - Tableau I, 1921 – óleo sobre tela - 96.5 x 60.5 cm - Museum Ludwig,
Cologne, Germany
Piet
Mondrian - Lozenge Composition with Red, Gray, Blue, Yellow, and Black, 1925 –
óleo sobre tela - National Gallery of Art, Washingon, DC, USA
Mondrian foi um dos fundadores do movimento artístico e
grupo De Stijl, que foi fundado em 1917 por Theo van Doesburg com artistas e
arquitetos, desenvolvendo uma forma não-representacional denominada
neoplasticismo, que era composta por um fundo branco, sobre o qual era pintada
uma grade de linhas pretas verticais e horizontais e a inclusão das três cores
primárias. Um teórico e escritor, Mondrian acreditava que a arte refletia a
espiritualidade subjacente da natureza.
Mondrian representava o mundo em seus elementos verticais e
horizontais básicos, as duas forças opostas essenciais: o positivo e o
negativo, a dinâmica e a estática, o masculino e o feminino. O equilíbrio
dinâmico de suas composições reflete o que ele via como o equilíbrio universal
dessas forças.
Piet
Mondrian - Composition with Red, Yellow and Blue, 1942 – óleo sobre tela – 72,7
x 69,2 cm – Tate Modern, London
Vestidos "Mondrian" por Yves Saint Laurent, com uma pintura,
em 1966
Vestidos "Mondrian" por Yves Saint Laurent, 1965
Ele simplificou os temas de suas pinturas para os elementos
mais básicos, a fim de revelar a essência da energia mística no equilíbrio de
forças que governam a natureza e o universo. Seu equilíbrio assimétrico e um vocabulário
pictórico simplificado foram cruciais no desenvolvimento da arte moderna, e
seus icônicos trabalhos abstratos permanecem influentes e familiares na cultura
popular.
Piet
Mondrian - Broadway Boogie Woogie, 1943 – óleo sobre tela – 127 x 127 cm - Museum
of Modern Art, New York, USA
Esta tela apresenta o clímax na perseguição ao longo da vida
de Mondrian de transmitir a ordem em que assenta o mundo natural através de
formas puramente abstratas em um plano de imagem plana. Ampliando o uso de seu
vocabulário pictórico de base de linhas, quadrados e cores primárias, a grade
preta foi substituída por linhas de cor intercalados com blocos de cor sólida.
Esta, e suas outras últimas pinturas abstratas, mostram uma energia nova, revitalizada,
que foi diretamente inspirada pela vitalidade de Nova York e o ritmo da música
jazz. A distribuição assimétrica dos quadrados coloridos dentro das linhas
amarelas ecoa o ritmo variado de vida na metrópole agitada. Quase se pode ver
as pessoas correndo pela calçada enquanto táxis se apressam de farol em farol.
Broadway Boogie-Woogie não só alude à vida dentro da cidade, mas também anuncia
o desenvolvimento do papel de Nova York como o novo centro de arte moderna após
a Segunda Guerra Mundial. A última pintura concluída de Mondrian, demonstra sua
contínua inovação estilística, enquanto se manteve fiel às suas teorias e
formato.
Assista um vídeo que mostra a evolução na arte de Mondrian, através de animação: