terça-feira, 13 de janeiro de 2015

A história da obra "Lovers in the Lilacs" - Marc Chagall

Marc Chagall – “Lovers in the Lilacs” – 1930 – óleo sobre tela - 131.4 × 89.5 cm – The Metropolitan Museum of Art

A história da obra "Lovers in the Lilacs" - Marc Chagall

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo.

Em sua biografia de Chagall, Franz Meyer cita um aforismo que resume dois artistas: "Pablo Picasso estava para o triunfo do intelecto, Chagall para a glória do coração."

A poesia de amor escrita por Chagall em tais obras, teve seu pico em “Lovers in the Lilacs”, pintado em 1930. O casal está totalmente imerso na intemporalidade do amor. se abraçando, aninhado em um bouquet fantasticamente gigante de flores perfumadas. O arranjo romântico domina a composição, proporcionando aos amantes um porto seguro, longe do trabalho e da preocupação. Uma dimensão simbólica sempre esteve presemte nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de data.

Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1923, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Vivendo em um maior conforto em Paris, Chagall floresceu de forma criativa, e seu trabalho deste período irradia ternura e alegria. Essa primeira década, em Paris, como o artista dizia, foi "o momento mais feliz da minha vida". Um contrato com o negociante de arte Bernheim removeu suas preocupações financeiras, a família foi capaz de mudar para uma casa, e logo eles estavam desfrutando suas férias de verão no sul da França. Esta forma mais luxuosa de vida, essa felicidade familiar, foi acompanhada por uma virada ao opulento na obra de Chagall.

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