sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Série John Singer Sargent – pinturas de Veneza

John Singer Sargent – The Rialto, Venice, 1911 – óleo sobre tela – 55,9 x 92,1 cm – Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Série John Singer Sargent – pinturas de Veneza


Veneza era um destino popular para artistas de todas as nacionalidades no final do século XIX por causa de seus canais pitorescos e arquitetura grandiosa, as multidões coloridas e a qualidade especial de sua luz límpida e cintilante. Rejeitando os pontos de vista tradicionais, Sargent escolheu seus personagens nas classes sociais mais baixas, vistos nas vielas que atravessam a cidade e os retratou realizando tarefas mundanas ou em relações ambíguas. Sargent fez muitas pinturas a óleo e aquarelas de Veneza. Aqui selecionei algumas.


John Singer Sargent - Venetian Wineshop, c. 1898 – óleo sobre tela - 53.34 x 69.85 cm – coleção particular


John Singer Sargent – Interior of Dodge's Palace, 1898 – óleo sobre tela – 50,2 x 69,2 cm – coleção particular


John Singer Sargent – Venetian Canal, 1913 – aquarela e grafite sobre papel - 40 x 53.3 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, USA

Como muitos de seus contemporâneos, Sargent foi cativado por Veneza e visitou a cidade frequentemente. Para o ponto focal desta aquarela, escolheu a torre relativamente obscura, contudo pitoresca da igreja de San Barnaba. Posicionou-se perto da água, como se estivesse numa gôndola, para apresentar uma vista olhando para o Rio de San Barnaba em direção ao Grande Canal.


John Singer Sargent - Side Canal in Venice, 1902 – aquarela sobre papel - 45.72 x 30.48 cm – coleção particular


John Singer Sargent - Street in Venice, c. 1882 – óleo sobre tela – 45,1 x 53,9 cm - National Gallery of Art, Washington DC

Essa obra, pintada de forma pós-impressionista, mostra uma rua tranquila que sai da Calle Larga dei Proverbi, perto do Grande Canal de Veneza. A pintura mostra uma mulher jovem andando pela rua de pedra, chutando a saia com o pé direito, e observada por dois homens nas sombras à sua direita. Sargent retrata seus olhos virados para baixo e o ritmo aparentemente rápido com que ela passa os dois homens, além do olhar masculino invasor e seu efeito sobre a mulher que passa. No meio do fundo da pintura, um casal está sentado do lado de fora de um café ou bar, também em uma conversa profunda. O casal está interessado apenas em si, em contraste com os dois homens. A influência do impressionismo é evidente em uma série de características deste trabalho, especialmente nas grandes pinceladas de seu vestido e no corte incomum da composição.


John Singer Sargent – A Street in Venice, 1880-81 – óleo sobre tela - 75.1 × 52.4 cm – Clark Art Institute, Williamstown, Massachusetts, USA

Este beco estreito, com suas paredes de gesso descascadas e uma explosão de luz na extremidade mais distante, mostra uma situação ambígua. Uma mulher pisa sobre o limiar de uma adega, olhando para nós como se tivéssemos interferido em uma reunião particular. O homem que olha para ela parece não ter consciência de ser observado. Sargent manipulou a cena para enfatizar sua ambiguidade e tensão. As sombras, as paredes altas que parecem estar se fechando, as linhas de perspectiva dramática que levam à estreita fenda da luz solar à distância, contribuem para o mistério e o ar de ameaça da cena. A paleta é quase monocromática, apenas iluminada pelo toque de cor de coral no vestido da mulher. Acima de tudo, este encontro fora de uma loja de vinhos tem um ar quase incômodo de imediatismo na posição agitada do homem e no olhar direto da mulher.


John Singer Sargent – An Interior in Venice, 1899 – óleo sobre tela – 66 x 83,5 cm – Royal Academy of Arts, London


John Singer Sargent – The Grand Canal, Venice, c. 1902 – aquarela e grafite sobre papel - Harvard University Art Museums, Fogg Art Museum, Cambridge


John Singer Sargent – The Bridge of Sighs (A Ponte dos Suspiros), 1905 – 1908 – aquarela sobre papel – 25,4 x 35,6 cm – Brooklyn Museum, New York


John Singer Sargent (Florença, 12 de janeiro de 1856 — Londres, 14 de abril de 1925) foi um dos retratistas mais procurados e prolíficos da alta sociedade internacional. Um americano expatriado, John Singer Sargent pintou com elegância o mundo cosmopolita, ao qual pertencia. Nascido de pais americanos que residiam na Itália, Sargent passou sua vida adulta em Paris, movendo-se para Londres em meados de 1880. O artista viajava com frequência, e foi durante essas viagens que ele experimentou mais extensivamente com pintura en plein air, ou ao ar livre. Tornou-se um dos maiores retratistas e muralistas de seu tempo. Com a maestria técnica e a engenhosidade de seus trabalhos, retratou brilhantemente seus modelos, com foco no refinamento aristocrático e a altivez.

Sargent cultivou e manteve amizades (tais como os artistas Claude Monet e Auguste Rodin, os escritores Robert Louis Stevenson e Henry James, e o ator Ellen Terry, entre outros) que foram essenciais para a sua arte, nutrindo sua criatividade e fornecendo inspiração, e elas foram cruciais para o desenvolvimento de sua carreira ao longo de sua vida. Sargent constantemente expandiu o seu círculo de colaboradores, permanecendo dedicado aos amigos ao longo da vida. Por exemplo, era comum Sargent manter relações sociais com clientes, anos depois de ter concluído os seus retratos. Sua rede de amigos tornou possível alcançar o sucesso em ambos os lados do Atlântico.

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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A história da pintura “The Women of Amphissa” de Sir Lawrence Alma-Tadema

Sir Lawrence Alma-Tadema - The Women of Amphissa (As Mulheres de Amphissa), 1887 – óleo sobre madeira – 122,5 x 184,2 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute - Williamstown, MA, USA


A história da pintura “The Women of Amphissa” de Sir Lawrence Alma-Tadema 


Essa pintura retrata uma história registrada pelo escritor grego do primeiro século, Plutarco: um grupo de bacantes de Phocis despertaram após uma noite celebrando os ritos de Bacus. Elas se encontram no mercado de Amphissa, uma cidade em guerra com Phocis. As mulheres da cidade guardam as foliãs adormecidas, protegendo-as de um possível ataque de soldados. Alma-Tadema retratou o amanhecer no mercado de Amphissa na manhã seguinte das festividades, com suas mulheres servindo comida, observando e cuidando das Bacantes exaustas, mesmo que aparentemente desaprovando suas festividades.


Sir Lawrence Alma-Tadema - The Women of Amphissa, 1887 – óleo sobre madeira – 122,5 x 184,2 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute - Williamstown, MA, USA - detalhe


Os temas inerentes à pintura são a proteção, a feminilidade e a hospitalidade. Alma-Tadema dedicou muita atenção aos detalhes, chamando a atenção para as flores, água, comida, peles de animais, vasos, retratando a vasta quantidade de provisões e destacando a generosidade das mulheres de Amphissa. Os detalhes arquitetônicos também desempenham um papel importante. Visivelmente envolvidas pela robusta construção de pedra do mercado, as bacantes estão protegidas não apenas pelas mulheres que as cercam, mas também pela arquitetura. Alma-Tadema desenha um paralelo interessante entre a fila de mulheres de pé no centro da pintura e a linha de colunas emoldurando o lado direito. Com esta justaposição, o artista sugere a força dessas mulheres, que cercam as mulheres adormecidas com a mesma força que a estrutura vizinha.


Sir Lawrence Alma-Tadema - The Women of Amphissa, 1887 – óleo sobre madeira – 122,5 x 184,2 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute - Williamstown, MA, USA


No centro da pintura, a mulher em destaque, olhando para nós, teve como modelo, a esposa do artista, Laura Therese Alma-Tadema, que também era pintora.


Laura Therese Alma-Tadema


Alma-Tadema retratou essa cena como uma lição de caridade para o público vitoriano. A pintura recebeu a Medalha de Ouro de Honra quando foi exposta na Exposição Universal de Paris em 1889.


Sir Lawrence Alma-Tadema - The Women of Amphissa, 1887 – óleo sobre madeira – 122,5 x 184,2 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute - Williamstown, MA, USA - detalhe


Lawrence Alma-Tadema (Dronrijp, Noruega, 8 de janeiro de 1836 - Wiesbaden, 26 de junho de 1912) foi um dos mais proeminentes pintores e desenhistas do neoclassicismo europeu. Ao longo de sua vida, Alma-Tadema também adquiriu cidadania na Bélgica bem como no Reino Unido. Ao completar os seus sessenta e três anos de idade, em 1899, a Rainha Vitória concedeu a Alma-Tadema o título honorífico de Cavalheiro (Sir).

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sábado, 6 de janeiro de 2018

Análise da pintura “Country Road in Provence by Night” de Vincent Van Gogh

Vincent Van Gogh - Country Road in Provence by Night, 1890 – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda


Análise da pintura “Country Road in Provence by Night” de Vincent Van Gogh


Essa é a última pintura que Van Gogh fez em Saint-Rémy-de-Provence, na França, pouco antes de deixar o asilo naquela cidade. Esta não é uma paisagem existente, mas sim composta a seu critério, presumivelmente como uma lembrança final de Saint-Rémy e como um resumo das muitas impressões que ele adquiriu durante a sua estadia na Provença.

Para Van Gogh, o cipreste é o símbolo máximo da Provence. Ele escreveu para seu irmão Theo: "Os ciprestes ainda me preocupam. Eu gostaria de fazer algo com eles como as telas dos girassóis, porque me surpreende que ninguém ainda os tenha feito como eu os vejo. É bonito em relação a linhas e proporções. E o verde tem uma qualidade tão distinta ".

Van Gogh fez experiências com o uso de cor e pincelada em Saint-Rémy. Muitas obras são compostas por formas graciosas e linhas turbulentas. Esse também é o caso aqui. As pinceladas curtas, rítmicas e onduladas, dão à pintura um grande dinamismo.

“Country Road in Provence by Night” foi pintada em Maio de 1890 e é uma das várias pinturas em que Van Gogh usou ciprestes de forma proeminente. Depois de terminar a obra, em Junho de 1890, em Auvers-sur-Oise, Van Gogh escreveu para seu amigo e colega Paul Gauguin que o tema da pintura é semelhante aos da obra de Gauguin “Cristo no Jardim das Oliveiras”.

Para alguns críticos, essa pintura reflete a crença de Van Gogh de que ele logo morreria, se compararmos a estrela à esquerda da pintura, que é pouco visível, com a lua crescente do lado direito e com o cipreste no meio, dividindo esses símbolos do antigo e do novo. O par de viajantes seria uma indicação da necessidade de companheirismo, para Van Gogh.

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.


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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Ilustrações do mês de Janeiro

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Janvier, 1896 – ilustração


Ilustrações do mês de Janeiro


O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del Mes de Enero, 1901 – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alphonse Mucha – Janvier, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Pinturas e ilustrações sobre comemoração

Peder Severin Krøyer - Hip, Hip, Hurrah! (O almoço dos artistas em Skagen), 1888 – óleo sobre tela - 134,5 x 165,5 cm - Gothenburg Museum of Art, Suécia


Pinturas e ilustrações sobre comemoração


Alphonse Mucha - Biscuits Champagne Lefèvre Utile, 1896 – litogravura - 52 x 35.5 cm

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M. C. Escher – Fireworks, 1933 – litogravura – 22,7 x 42,4 cm

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Raoul Dufy - Fireworks over the Casino de Nice – óleo sobre tela – 33 x 41 cm – coleção particular

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John Singer Sargent - Madame Gautreau Drinking a Toast, 1882 – 1883 – óleo sobre tela - 31.8 x 40.6 cm - Isabella Stewart Gardner Museum (Fenway Court), Boston, MA, US

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Konstantin Somov - Fireworks in the Park, 1907 – óleo sobre tela


Pierre Bonnard - Poster advertising France Champagne, 1891 – litogravura – 60 x 80 cm


 Childe Hassam - A New Year's Nocturne, New York, 1892 – aquarela e guache sobre papel – 55,8 x 38,1 cm – coleção particular

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Raphael Kirchner - Happy New Year, 1899 – ilustração


Édouard Manet - A Bar at the Folies-Bergère – 1882 – óleo sobre tela - 96 x 130 cm - Courtauld Institute of Art, London, UK

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Julius LeBlanc Stewart – A Toast, 1896 – óleo sobre tela - 80 x 57 cm – coleção particular

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domingo, 24 de dezembro de 2017

O Natal de Norman Rockwell

Norman Rockwell - Merry Christmas Grandma...We Came in Our New Plymouth! (Feliz Natal Vovó...Nós viemos no nosso novo Plymouth!), 1950 - óleo sobre tela


O Natal de Norman Rockwell


Norman Rockwell - Santa Reading His Mail, 1935 - óleo sobre tela


Norman Rockwell criou mais de 4.000 pinturas e ilustrações, incluindo 321 capas para The Saturday Evening Post. Suas obras icônicas definiram a identidade da nação americana por uma geração, com uma marca de imagens folclóricas, suaves, e brincalhonas, mas sempre reverentes. As pinturas podem parecer datadas hoje, mas os temas que exploram e os sentimentos que expressam são intemporais.


Norman Rockwell - Santa and his Elves, 1948 - óleo sobre tela


Norman Rockwell - Santa Consulting Globe, 1926 – ilustração


Rockwell refletiu e depois definiu uma visão idealizada da vida americana, particularmente durante os feriados. Ele ilustrou mitologias icônicas (Papai Noel preparando suas renas para o voo, famílias aparentemente perfeitas decorando suas árvores de Natal). E ele também nos deu cenas mais realistas (um funcionário cansado no departamento de brinquedos na véspera de Natal, e um garoto perturbado que descobre que o Papai Noel não é real). Sua obra incluiu 29 capas temáticas de Natal para o Saturday Evening Post, propagandas e muitos cartões de feriados.


Norman Rockwell - Santa on Ladder with Map, 1939 – ilustração


Norman Rockwell - Christmas Tree Topper


Refletindo as experiências compartilhadas que temos ao longo de nossas vidas, as pinturas de Norman Rockwell são verdadeiramente intemporais. Como o melhor contador de histórias, Rockwell transformou as experiências da vida cotidiana em obras de arte, nos fazendo não apenas relembrar um tempo mais simples, mas nos dando a esperança de que exista uma vida cheia de otimismo, esperança e felicidade.


Norman Rockwell - Santa's Surprise, 1949 - óleo sobre tela


Norman Rockwell - Little Girl looking downstairs at Christmas Party, 1964 - George Lucas collection


Norman Rockwell (Nova Iorque, 3 de fevereiro de 1894 — Stockbridge, Massachusetts, 8 de novembro de 1978) era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 322 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida americana nas pequenas cidades. Pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como de outras importantes figuras mundiais. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.


Norman Rockwell – The Discovery, 1956


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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Feliz Natal! Paz para a humanidade!

Alphonse Mucha – Noël, 1903 – capa para o n° 7 da revista Paris Illustré



Feliz Natal! Paz para a humanidade!

Desejamos a todos os nossos leitores, seguidores e amigos um Feliz Natal, muita paz e alegrias!

Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Alphonse Mucha – Noël, 1903 – capa para o n° 7 da revista Paris Illustré e a modelo da pintura


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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Análise de Landscape with Yellow Birds de Paul Klee

Paul Klee - Landscape with Yellow Birds (Paisagem com Pássaros Amarelos), 1923 – caneta e tinta sobre papel – 35,5 x 44 cm – coleção particular


Análise de Landscape with Yellow Birds de Paul Klee


Para Paul Klee, a cor era tudo e nessa pintura, uma variedade de cores, sombras, luz e escuridão aumentam a sensação de movimento em um ambiente de sonho, com o senso de humor agudo do artista contribuindo de um modo divertido. Klee sempre procurou questionar o familiar, empregando ironia, e isso pode ser percebido aqui. O significado da imagem, como sempre, é ambíguo e aberto a interpretação pelo espectador. A produção da década de 1920 de Klee tendia ao abstrato, mas não completamente.

As obras de Klee, apresentadas em uma sinfonia de amarelo, azul e vermelho, criam uma impressão inexplicável de alegria, de música e de liberdade. Arte, artifício ou magia? Paul Klee é um gigante da Arte do século XX e um dos grandes inovadores criativos da época.


Paul Klee (Münchenbuchsee, 18 de dezembro de 1879 — Muralto, 29 de junho de 1940) foi um pintor e poeta suíço naturalizado alemão. Ele possuía um método individual, influenciado por muitos movimentos de arte, como surrealismo, cubismo e expressionismo, além de futurismo e abstração, realizando mais de 9.000 gravuras, desenhos e pinturas. Suas obras refletem seu humor seco e, às vezes, a sua perspectiva infantil, seus ânimos e suas crenças pessoais, e sua musicalidade. Ele e o pintor russo Wassily Kandinsky, seu amigo, também eram famosos por darem aulas na Bauhaus, uma escola de design, artes plásticas e arquitetura de vanguarda na Alemanha. A Bauhaus foi uma das maiores e mais importantes expressões do que é chamado Modernismo no design e na arquitetura, sendo a primeira escola de design do mundo. A escola foi fundada por Walter Gropius em 25 de abril de 1919. Em 1933, após uma série de perseguições por parte do governo nazista, a Bauhaus foi fechada.

Em meados da década de 1920, a técnica de arte de Klee passou para um gênero chamado divisionismo. Esta técnica de arte cria a oposição entre formas individuais e formas “dividuais”. Isto significa que ele usou formas que não podem ser divididas e formas que podem ser infinitamente divididas. Embora Klee enxergasse sua arte como um processo de criatividade espontânea e crescimento natural, exemplificado pela sua famosa descrição do desenho como "levar uma linha para um passeio", ele realmente verdadeiramente trabalhava com grande rigor, tendo produzido mais de 9.000 obras de arte.

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sábado, 16 de dezembro de 2017

Análise de “Color Study: Squares with Concentric Rings” de Wassily Kandinsky

Wassily Kandinsky - Color Study: Squares with Concentric Rings (Estudo de Cores: Quadrados com Anéis Concêntricos), 1913 – aquarela, guache e crayon sobre papel – 23,9 x 31,5 cm – Städtische Galerie im Lenbachhaus, Munich


Análise de “Color Study: Squares with Concentric Rings” de Wassily Kandinsky


Quadrados com Círculos Concêntricos (Farbstudie - Quadrate und konzentrische Ringe), é um dos trabalhos mais famosos de Kandinsky. E é um pequeno estudo sobre como diferentes combinações de cores são percebidas. Kandinsky fez aquarelas e estudos práticos sobre a relação entre cor e forma, em preparação para as grandes composições abstratas que ele pintou. Nesse trabalho, ele aplicou camadas de aquarela em anéis concêntricos que se tocam nas bordas, transformando uns aos outros no processo. Esses estudos tinham uma abordagem metódica e sistemática sobre a teoria das cores, que Kandinsky mais tarde usou como professor no Instituto de Cultura Artística de Moscou entre 1920 e 1922 e também na Bauhaus, a escola de arte e arquitetura de Berlim, em Weimar, Alemanha, entre 1923 e 1933.

Para Kandinsky, a cor significava mais do que apenas um componente visual de uma imagem, é sua alma. Em seus livros, ele descreveu sua própria perspectiva sobre como as cores interagem entre si e com o espectador. Kandinsky dizia poder "ouvir cores" e "ver sons".

“A cor é o teclado, os olhos são as harmonias, a alma é o piano com muitas cordas. O artista é a mão que toca, tocando uma tecla ou outra, para causar vibrações na alma” – Wassily Kandisnsky

Wassily Wassilyevich Kandinsky (Moscou, 4 de dezembro de 1866/16 de dezembro pelo calendário gregoriano - 13 de dezembro de 1944) foi um pintor russo e teórico da arte. Na década de 1910, Kandinsky desenvolveu seus primeiros estudos não figurativos, sendo por isso considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. Ele estudou Direito e Economia na Universidade de Moscou, e declinou a carreira de professor de Direito para estudar Arte em Munich. Em 1902 Kandinsky expôs pela primeira vez com a Secessão de Berlim e produziu suas primeiras xilogravuras. Em 1903 ele começou a viajar para a Itália, Holanda e África do Norte e visitou a Rússia. Expôs no Salon d'Automne em Paris a partir de 1904. Ele retornou a Moscou em 1914, após a eclosão da Primeira Guerra Mundial. Kandinsky não simpatizava com as teorias oficiais sobre a arte da Moscou comunista e voltou para a Alemanha em 1921. Lá, ensinou na escola Bauhaus de arte e arquitetura de 1922 até os nazistas a fecharem em 1933. Em seguida, mudou-se para a França, onde viveu o resto da sua vida, tornando-se um cidadão francês em 1939 e produzindo algumas das suas mais importantes obras de arte.

Esse blog possui um artigo sobre Gabriele Münter, uma companheira de Kandinsky, e a história do casal. Clique sobre esse link para ver:


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segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Ilustrações do mês de Dezembro

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Décembre, 1896 - ilustração



Ilustrações do mês de Dezembro


O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del Mes de Diciembre, 1901 - ilustração


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.



Alphonse Mucha – Décembre, 1899 - ilustração


Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.



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