domingo, 19 de março de 2017

Análise de "Fishermen at Sea" de Joseph M. W. Turner

Joseph Mallord William Turner – Fishermen at Sea, c. 1796 – óleo sobre tela – 91,4 x 122,2 cm – Tate Britain, London


Análise de "Fishermen at Sea" de Joseph M. W. Turner


A pintura “Fishermen at Sea” (Pescadores no Mar) - também conhecida como Cholmeley Sea Piece, por ter pertencido ao acervo da família Cholmeley por 150 anos - foi a primeira pintura de Turner exposta na Royal Academy em 1796, e é propriedade da Tate Gallery desde 1972. Ela representa uma vista enluarada de pescadores no mar agitado perto das rochas The Needles, ao largo da Ilha de Wight. Ela justapõe a fragilidade da vida humana, representada pelo pequeno barco com sua lâmpada tremeluzente, e o poder sublime da natureza, representado pelo céu nublado escuro, o mar amplo, e as rochas ameaçadoras no fundo. A luz fria da lua à noite contrasta com o brilho mais quente da lanterna dos pescadores.

O trabalho mostra forte influência do trabalho de artistas marinhos como Claude Joseph Vernet, Philip James de Loutherbourg, Peter Monamy e Francis Swaine, e das cenas íntimas noturnas de Joseph Wright de Derby. A obra foi elogiada por críticos e fundou a reputação de Turner, tanto como um pintor de pinturas a óleo como de um pintor de cenas marítimas.

Joseph Mallord William Turner (1775-1851) nasceu em Londres, filho de um barbeiro. Ele entrou na Royal Academy School em 1789 aos 14 anos, antes de se tornar um membro da Royal Academy em 1802 e professor de Perspectiva em 1807. Seu trabalho foi prolífico e variado, incluindo desenhos, gravuras, aquarelas e óleos. Mesmo trazendo uma energia renovada para a exploração dos desenvolvimentos sociais, tecnológicos e científicos da vida moderna, ele manteve-se profundamente envolvido com temas religiosos, históricos ou mitológicos que o vinculavam às tradições culturais de sua época. A arte de Turner é livre e solta e embora muitos o considerem como um dos pais da arte moderna, do impressionismo e abstracionismo, sua obra pode apenas ter sido inacabada e experimental.

Nos seus últimos 25 anos de vida, profundamente afetado pela morte de seu pai, amado por uma empregada, ele teve uma relação com uma dona de casa que morava à beira-mar, com quem ele viveu incógnito. Ao longo destes anos, ele viajou, pintou, conviveu com a aristocracia do País, visitou bordéis, foi um membro popular e anárquico da Royal Academy of Arts, se amarrou ao mastro de um navio para pintar uma tempestade de neve, e foi ao mesmo tempo celebrado e insultado pelo público e pela realeza.

Os métodos de Turner pareciam menos como pintura, do que como um ataque sobre a tela, mas os resultados são nevoeiros e neblinas cercando naufrágios, locomotivas a vapor soltando fogo, tudo banhado pela mais surpreendente luz. Ao longo de seus últimos anos, ele continuou a viajar pela Europa, e fez sua última viagem em 1845. Expôs suas últimas quatro obras na Royal Academy em 1850 e morreu em 1851. Seu corpo foi sepultado na cripta da Catedral de St Paul.


Esse blog possui mais um artigo sobre J. M. W. Turner. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2014/09/late-turner-painting-set-free-exposicao.html


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quarta-feira, 15 de março de 2017

Michael Buble e Nelly Furtado – “Quando Quando Quando”




Michael Buble e Nelly Furtado – “Quando Quando Quando”


"Quando, quando, quando" é uma música pop italiana de 1962, em estilo bossa nova, com música escrita por Tony Renis e letras de Alberto Testa. A canção, originalmente gravada em duas versões diferentes por Tony Renis e Emilio Pericoli, competiu no Festival de Música de Sanremo em 1962, onde ficou em quarto lugar, e mais tarde se tornou um sucesso comercial na Itália. O artista americano Pat Boone, que gravou a música em 1962, cantou as letras inglesas escritas por Ervin Drake. A canção é um dos singles mais vendidos de todos os tempos, com mais de 50 milhões de discos vendidos. A canção foi usada e remixada por muitos artistas e em muitos arranjos diferentes, como Pat Boone, o cantor inglês Engelbert Humperdinck, Connie Francis, e Michael Bublé em dueto com Nelly Furtado, em 2005.

Michael Steven Bublé (Burnaby, 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ganhou vários prêmios, incluindo quatro Grammy e dez Juno Awards. No total, Bublé já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo.

Nelly Kim Furtado (Victoria, 2 de dezembro de 1978) é uma cantora, compositora e atriz luso-canadense, filha de emigrantes portugueses. Ganhou um prêmio Grammy, um Latin Grammy Award, dez Juno Awards, um BRIT Award, um Billboard Music Award, um MTV Europe Music Award, entre outros prêmios. Furtado vendeu mais de 40 milhões de discos em todo o mundo. 


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segunda-feira, 13 de março de 2017

William Glackens, sua arte e sua história

William Glackens - At Mouquin's (Chez Mouquin), 1905 – óleo sobre tela – 121,9 x 99,1 cm – Art Institute of Chicago, USA

Chez Mouquin, é sem dúvida a pintura mais célebre de Glackens. O cenário é o conhecido restaurante Sixth Avenue, frequentado por Glackens e muitos dos seus amigos. Esta pintura exuberante retrata um robusto James B. Moore, restaurateur e bon vivant de meia-idade, em uma mesa com uma das muitas mulheres novas que ele galanteava pela cidade. Ele está bebendo, enquanto a mulher se afasta, parecendo um pouco menos interessada na cena ao seu redor. As costas de suas cabeças refletem-se no espelho atrás deles, assim como os rostos e perfis de outros, incluindo Edith Glackens e seu cunhado, o crítico de arte Charles Fitzgerald. A pintura é muitas vezes comparada com as de Degas, mas a sensação de desespero nas pinturas de restaurantes de Degas é substituída na pintura de Glackens por uma alegria de viver.


William Glackens, sua arte e sua história


William Glackens - East River Park, c. 1902 – óleo sobre tela – 65,7 x 81,3 cm - Brooklyn Museum, New York, USA


William James Glackens (13 de março de 1870 - 22 de maio de 1938) foi um pintor realista americano e um dos fundadores da Ashcan School of American Art. Ele também é conhecido por seu trabalho em ajudar Albert C. Barnes a adquirir as pinturas europeias que formam o núcleo da famosa Barnes Foundation na Filadélfia. Suas cenas de rua de cores escuras e vibrantemente pintadas e representações da vida diária na Nova York e Paris antes da Segunda Guerra Mundial, estabeleceram sua reputação como um grande artista. Seu trabalho posterior tem um tom mais brilhante e mostra a forte influência de Renoir. Durante grande parte de sua carreira como pintor, Glackens também trabalhou como ilustrador para jornais e revistas na Filadélfia e Nova York.


William Glackens - Tugboat and Lighter, 1905 – óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - Museum of Art, Fort Lauderdale, Florida, USA


William Glackens - Under the Trees, Luxembourg Gardens, 1906 – óleo sobre tela – 49,8 x 61,4 cm - Munson-Williams-Proctor Institute, Utica, New York, USA


Glackens era aluno de aulas noturnas na Academia de Belas Artes da Pensilvânia. John Sloan também era aluno da Academia, e ele apresentou Glackens para Robert Henri, um talentoso pintor e figura carismática em círculos de arte da Filadélfia. Henri era anfitrião de encontros regulares de artistas em seu estúdio, ocasiões para socializar, beber, esboçar, conversar sobre arte e fazer críticas artísticas aos trabalhos dos outros. Henri pediu aos jovens que reuniu para pensar sobre a necessidade de criar uma nova e vigorosa arte americana que falasse do seu tempo e experiência. Estes encontros foram o início inspirador do que ficou conhecido como a escola Ashcan de arte norte-americana, um estilo que rejeitou a formalidade da arte acadêmica do século 19 e mirou a classe trabalhadora e a classe média da vida metropolitana para seus temas.


William Glackens – The Shoppers, 1907 – óleo sobre tela – 152,4 x 152,4 cm – Chrysler Museum of Art - Norfolk, Virginia, USA


Em 1895, Glackens viajou para a Europa com vários pintores, para pintar e mergulhar na arte europeia. Ele primeiro visitou a Holanda, onde estudou os mestres holandeses. Em seguida, mudou-se para Paris, onde alugou um estúdio por um ano e apreciou sua primeira exposição de arte dos impressionistas e pós-impressionistas. Essa viagem era comum para os artistas da época que desejavam estabelecer-se em um mundo de arte americana ainda considerado como provinciano pelos artistas e amantes da arte, com uma experiência mais profunda dos Antigos Mestres e os novos movimentos de arte.


William Glackens - Nude with Apple, 1910 – óleo sobre tela – 101,6 x 144,8 cm - Brooklyn Museum, New York, USA

“Nude with Apple”, é um trabalho pós-Ashcan de Glackens. Diz-se que representa o ponto de virada em seu estilo e sua divisão com o grupo The Eight. Retrata uma modelo que descansa em um sofá, segurando uma maçã. A expressão ligeiramente cansada, mas sincera da modelo, e até mesmo a fita amarrada ao redor de seu pescoço, lembram a Olimpia de Manet, uma Eva moderna. Um toque humorístico incongruente é seu chapéu, colocado no sofá ao lado de seu corpo despido, como se ela tivesse acabado de chegar ou estivesse se preparando para sair logo. A pose lânguida, o ambiente confortável e a notável atenção prestada a cores vivas e brilhantes, separam esta obra das pinturas dos pintores Ashcan.


Ao se estabelecer em Nova York em 1896, Glackens começou a trabalhar como ilustrador para várias revistas. Em 1901, ele expôs na Allen Gallery, com Henri e Sloan e daí por diante ganhou notoriedade como um artista de futuro. Em 1904, Glackens se casou com Edith Dimock, filha de uma família rica de Connecticut. Ela também era uma artista, e eles moraram em uma casa no Greenwich Village, onde criaram dois filhos.


William Glackens - The Artist's Wife and Son, 1911 – óleo sobre tela – 91,4 x 121,9 cm - Snite Museum of Art, South Bend, Indiana, USA


William Glackens - Italo-American Celebration, Washington Square, c. 1912 – óleo sobre tela – 66 x 81,3 cm – Museum of Fine Arts, Boston, USA


Em Nova York, Glackens se associou a um grupo de artistas conhecidos hoje como The Eight, cinco dos quais (Robert Henri, John Sloan, George Luks e Everett Shinn, bem como Glackens) são considerados realistas Ashcan. Os outros membros desta associação eram Arthur B. Davies, Ernest Lawson, e Maurice Prendergast. Sua exposição na Macbeth Gallery foi um pequeno sucesso escandaloso e visitou várias cidades de Newark a Chicago em uma exposição itinerante com curadoria de Sloan. Os pintores ganharam um reconhecimento mais amplo e foram convidados a expor em muitas instituições. Mais importante ainda, eles haviam iniciado um debate nacional sobre assuntos aceitáveis na arte e a necessidade de acabar com os constrangimentos da tradição na cultura americana. A maioria dos Oito também participou da "Exposição de Artistas Independentes" em 1910, uma nova tentativa de quebrar a exclusividade da Academia. Os pintores retratavam temas urbanos robustos, às vezes inelegantes e davam boas-vindas à liberdade artística. Eles não estavam preocupados com as técnicas modernistas. Seu foco era uma pintura energética e temas atuais e acessíveis.


William Glackens - Girl Roller-Skating, Washington Square, c. 1914 – óleo sobre tela – 60,9 x 45,7 cm - Brooklyn Museum, New York, USA


William Glackens, The Raft, 1915 – óleo sobre tela – 63,5 x 76,2 cm - The Barnes Foundation, Philadelphia, Pennsylvania, USA


Por volta de 1910, Glackens começou a se concentrar em um estilo colorista altamente pessoal, que representava uma ruptura com a abordagem do grupo Ashcan. Foi sua conversão ao impressionismo. Seu trabalho era frequentemente comparado com o de Renoir, ao ponto de ser chamado de "Renoir americano". A resposta de Glackens a essa crítica sempre foi a mesma: "Você pode pensar em um homem melhor para seguir do que Renoir?" Em última análise, Glackens era um pintor "puro" para quem a sensualidade da forma de arte era primordial, não um cronista social ou um artista com inclinação para a política ou provocação. Entre os artistas de Nova York, Glackens era conhecido por seu olhar sofisticado e seus gostos amplos e cosmopolitas. Em 1916, Glackens presidiu a recentemente fundada Society of Independent Artists, cuja a missão era dar oportunidades mais amplas de exposição para artistas menos conhecidos.


William Glackens - Soda Fountain, 1935 – óleo sobre tela – 121,9 x 91,4 cm - Pennsylvania Academy of the Fine Arts, Philadelphia, USA


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sábado, 11 de março de 2017

Série Van Gogh - Le Moulin de la Galette

Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm – Carnegie Museum of Art, Pittsburgh, USA


Série Van Gogh - Le Moulin de la Galette


Em 1886, Vincent Van Gogh (North Brabant, Holanda, 30 de Março de 1853 – Auvers-sur-Oise, França, 29 de Julho de 1890) se mudou da Holanda para Paris, para ter a orientação de seu irmão, Theo van Gogh. Na Holanda ele tinha sido influenciado por grandes mestres holandeses, e sua vinda a Paris significava que ele iria ter a oportunidade de ser influenciado pelos Impressionistas, Simbolistas, Pontilhistas e pela arte japonesa. Em Paris, seu círculo de amigos incluía Émile Bernard, Paul Gauguin, Camille Pissarro, Henri de Toulouse-Lautrec, e outros.

Montmartre era um bairro conhecido por seus bares, cafés e salão de dança. Por estar localizado na borda do campo, proporcionou a Van Gogh a oportunidade de trabalhar em pinturas de cenários rurais, enquanto morava em Paris.

“Le Moulin de la Galette” é o tema e título de diversas pinturas feitas por Vincent van Gogh em 1886, de um moinho de vento. O Moulin de la Galette (também chamado “Blute-Fin”) se localizava sobre um morro, perto do apartamento que Van Gogh compartilhava com seu irmão Theo de 1886 até 1888, em Montmartre, Paris. Construído em 1622, foi originalmente chamado Blute-Fin e pertencia à família Debray no século XIX. Nessa época haviam mais dois moinhos nesse morro. O Moulin de la Galette tinha um terraço para as pessoas apreciarem a vista e era também o nome de um salão de dança ao ar livre. Além de Van Gogh, Toulouse-Lautrec e Pierre-Auguste Renoir também pintaram o Moulin de la Galette. O nome da pintura de Renoir do salão de dança é “Bal du Moulin de la Galette”.

Nas primeiras pinturas de Van Gogh em Paris, as cores são sombrias e evocam uma sensação de ansiedade e solidão.


Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 38 x 46 cm - Stiftung Langmatt, Baden, Switzerland


Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 38, 5 x 46 cm – Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda


Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 38 x 46,5 cm – Neue Nationalgalerie, Berlin


A pintura “The Blute-Fin Windmill, Montmartre” reflete a transição artística de Van Gogh. Influenciado pelo Impressionismo, Van Gogh pintou esta obra com cores mais claras e pinceladas soltas para capturar luz e movimento.

Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette (The Blute-Fin Windmill, Montmartre), 1886 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm - Kelvingrove Art Gallery and Museum, Glasgow, Escócia


 Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 61 x 50 cm - Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires, Argentina

Essa pintura é um exemplo de como Van Gogh usou uma técnica chamada “impasto” para aplicar a tinta fortemente, e que criou um efeito de relevo, para transmitir emoção. As pinceladas no moinho de vento e nas portas são visíveis. Os rostos das duas pessoas foram criados com apenas um par de pinceladas.


Vincent Van Gogh - Le Moulin de la Galette, 1886 – óleo sobre tela – 55 x 38,5 cm – coleção particular


Vincent van Gogh - Le Moulin de Blute-Fin, 1886 – óleo sobre tela - Museum de Fundatie, Zwolle, Holanda


Vincent van Gogh - Le Moulin de Blute-Fin, 1886 – óleo sobre tela – 48,2 x 39,5 cm - Bridgestone Museum of Art, Tokyo, Japão


Vincent van Gogh - Terrace and Observation Deck at the Moulin de Blute-Fin, Montmartre, 1886 – óleo sobre tela – 44 x 33,5 cm - Art Institute of Chicago, USA


Outras pinturas com moinho de Van Gogh:


Vincent van Gogh - The Hill of Montmartre with Stone Quarry, 1886 – óleo sobre tela – 32 x 41 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Vincent van Gogh - The Hill of Montmartre with Quarry, 1886 – óleo sobre tela – 56 x 62,5 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Vincent Van Gogh - The Hill of Montmartre also View of Montmartre with Windmills, 1886 – óleo sobre tela – 36 x 61 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo, Holanda


Vincent Van Gogh - Windmill On Montmartre, 1886 – óleo sobre tela – 46,5 x 38 cm – destruido por fogo em 1967


Vincent Van Gogh - Vegetable Gardens in Montmartre, La Butte Montmartre, 1887 – óleo sobre tela – 44,8 x 81 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Vincent Van Gogh - Street Scene in Montmartre, Le Moulin a Poivre, 1887 – óleo sobre tela – 34,5 x 64,5 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Holanda


Vincent Van Gogh - Vegetable Gardens in Montmartre, La Butte Montmartre, 1887 – óleo sobre tela – 96 x 120 cm - Stedelijk Museum, Amsterdam, Holanda


Esse blog possui mais artigos sobre Vincent Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:











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quarta-feira, 8 de março de 2017

Homenagem a todas as mulheres com alguns artigos sobre mulheres artistas em Arteeblog

Georgia O'Keeffe – Hibiscus with Plumeria, 1939 – óleo sobre tela – Smithsonian American Art Museum, Washington, DC, USA


Georgia O'Keeffe e sua arte florida



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Zinaida Serebriakova – At the Dressing Table (self-portrait), 1909 – óleo sobre tela – 75 x 65 cm - The State Tretyakov Gallery, Moscow

Zinaida Serebriakova, sua arte e sua história



Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun - Self-portrait in a Straw Hat, 1782 – óleo sobre tela – 98 x 70 cm - National Gallery, London

Elisabeth Vigée Le Brun – uma artista à frente de sua época



Berthe Morisot - Eugène Manet and His Daughter in the Garden, 1883

O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot



Mary Cassatt – “Woman Bathing” - 1890-1891 – ponta-seca e aquatinta sobre papel -  43.2 x 29.8 cm

A história de “Woman Bathing” e mais duas obras de Mary Cassatt



Tarsila do Amaral - Abaporu – 1928

15 Pinturas e esculturas de mulheres artistas



Tomie Ohtake - Sem título – 2013

Homenagem a Tomie Ohtake



"Homage to Friends from Montparnasse" - Marevna (Marie Vorobieff), 1962 -  (Diego Rivera, Leopold Zborowski, Chaim Soutine, Moise Kisling, Ilya Ehrenburg, Amedeo Clemente Modigliani, Jeanne Hébuterne, Max Jacob,  Marevna)

Marevna, a artista amiga dos grandes artistas



Gabriele Münter - Self-Portrait – 1909

Histórias da História da Arte: Gabriele Münter - A guardiã das artes



Mira Schendel - Objeto Gráfico - 1967-8 - Coleção Patrícia Phelps de Cisneros

Mira Schendel - exposição na Pinacoteca do Estado de São Paulo



segunda-feira, 6 de março de 2017

Análise da pintura "Chop Suey" de Edward Hopper

Edward Hopper – Chop Suey, 1929 – óleo sobre tela – 81,3 x 96,5 cm – coleção particular


 Análise da pintura "Chop Suey" de Edward Hopper


Edward Hopper é famoso por suas pinturas que descrevem o isolamento e solidão das pessoas em relação à vida na cidade. Existem muitas características nessa pintura que retratam esse sentimento de isolamento, incluindo iluminação, características faciais dos personagens e seu posicionamento.

As duas mulheres que jantam sozinhas em um restaurante são um testemunho das mudanças fundamentais na sociedade americana. Até os anos 20, tal comportamento teria sido interpretado como inapropriado, mas a ascensão do feminismo em meados de 1920 contribuiu para mudanças graduais em tais percepções e restaurantes começaram a postar sinais em suas janelas "Tables for Ladies". Chop Suey era um nome comumente dado à maioria dos restaurantes chineses no segundo andar, no bairro Chinatown em Nova York.




Como em muitas das obras de Hopper, a pintura apresenta uma atenção especial aos efeitos da luz. Embora esta seja claramente uma obra figurativa, Hopper flerta com a abstração. As mulheres estão cercadas por um equilíbrio de formas geométricas: a mesa angular entre eles, as camadas de retângulos na janela de primeiro plano, e as manchas azuis e amarelas visíveis através da janela, que sugerem raios de luz no edifício adjacente.

A mulher de frente para nós, o homem em segundo plano, assim como a cabeça da mulher aparecendo no lado esquerdo da tela (seu corpo invisível), estão todos representados em um estado percebido de silêncio. Como manequins. Na verdade, não temos uma compreensão real da relação entre os dois pares. Vemos o isolamento e a relação ambígua entre os personagens da pintura. Não está claro se os companheiros de jantar estão sequer olhando ou conversando uns com os outros.

Hopper usou sua esposa, a artista Josephine Hopper (conhecida como Jo Hopper), com quem se casou em 1924, como modelo para as três formas femininas em suas pinturas. A partir do casamento, Jo foi a única modelo para todas as pinturas de Hopper.




Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana. Temas de solidão, transitoriedade, e alienação permeiam as imagens fantasmagóricas de Edward Hopper. Embora ele resistisse o rótulo, Hopper foi um grande praticante da Pintura de Cenas Americanas, um movimento da era da Depressão, que rejeitou o modernismo e outras influências europeias, preferindo temas exclusivamente americanos em um estilo realista. Um mestre da narrativa tranquila, Edward Hopper imbuía momentos comuns com intensidade psicológica e complexidade. Os espectadores inevitavelmente encontram-se atraídos para suas cenas cuidadosamente compostas, identificando-se ou especulando sobre os personagens, frequentemente isolados em si mesmos.

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Pinturas e ilustrações de Março

Edward Burne-Jones - The March Marigold, c. 1870 – óleo sobre tela - The Piccadilly Gallery

Sir Edward Coley Burne-Jones (28 de Agosto de 1833 - 17 de Junho de 1898) era um artista britânico e designer intimamente associado com a fase posterior do movimento Pré-Rafaelita. Trabalhou com William Morris em uma grande variedade de artes decorativas. Burne-Jones foi intimamente envolvido no rejuvenescimento da tradição da arte do vitral na Grã-Bretanha. As primeiras pinturas de Burne-Jones mostram a forte inspiração de Dante Gabriel Rossetti, mas na década de 1860 Burne-Jones descobriu a sua própria "voz" artística. Em 1877, ele ficou conhecido como um arauto e estrela do novo Aesthetic Movement. Além da pintura e dos vitrais, Burne-Jones trabalhou em uma variedade de meios incluindo o design de azulejos cerâmicos, joias, tapeçarias, mosaicos e ilustração de livros.


Pinturas e ilustrações de Março


Camille Pissarro - The Louvre, March Mist, 1903 – óleo sobre tela – 54 x 65 cm - Ny Carlsberg Glyptotek, Copenhagen, Denmark


Maxime Maufra - March Sunlight, Port-Marly – 1902 - 60.3 x 73 cm


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Mars, 1896 – ilustração

O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Isaac Levitan - March, 1895 – óleo sobre tela – 60 x 75 cm - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Camille Pissarro - March Sun, Pontoise, 1875 – óleo sobre tela - Kunsthalle, Bremen, Germany


Alphonse Mucha – Mars, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Análise de “Paseo a la Orillas del Mar” de Joaquín Sorolla y Bastida

Joaquín Sorolla y Bastida - Paseo a la Orillas del Mar (Strolling Along The Seashore), 1909 – óleo sobre tela – 205 x 200 cm – Museo Sorolla, Valencia, Espanha


Análise de “Paseo a la Orillas del Mar” de Joaquín Sorolla y Bastida


“Paseo a las Orillas del Mar” (Passeio à Beira-mar) foi pintada durante o verão de 1909 na praia de Valência, depois de Sorolla ter colhido grande sucesso nos Estados Unidos. A água e a areia da praia foram representadas em pinceladas largas em azul, lilás e turquesa, se convertendo em uma tela de fundo quase abstrata para as figuras refinadas da esposa do pintor, Clotilde, e de sua filha Maria. A sugestão da brisa no ondular dos vestidos intensifica a impressão de fugacidade momentânea, para a qual contribui também o uso de um enquadramento fotográfico que corta o chapéu de Clotilde e deixa um trecho de areia na parte inferior. Embora o cenário seja o mesmo de outras cenas de praia de Valencia de Joaquín Sorolla, o enfoque aqui é diferente, se encaixando no gênero iconográfico conhecido como "passeio elegante", protagonizado por pessoas ricas e bem-vestidos que vêm para a costa do mar.

Joaquín Sorolla y Bastida (Valencia, Espanha, 27 de fevereiro de 1863 - 10 de agosto de 1923) foi um pintor que se destacou na pintura de retratos, paisagens e obras monumentais de temas sociais e históricos. Suas obras mais típicas são caracterizadas por uma representação hábil do povo e da paisagem sob o sol brilhante de sua terra natal e água ensolarada. Ele começou a estudar arte aos 9 anos, e aos dezoito anos se mudou para Madrid, onde estudou vigorosamente as pinturas dos grandes mestres no Museo del Prado. Depois viajou para Roma e Paris para mais estudos. Em 1888, Sorolla retornou à Valência para se casar com Clotilde García del Castillo, que ele conheceu em 1879, enquanto trabalhava no estúdio de seu pai. Eles tiveram três filhos: Maria, Joaquín e Elena. Em 1890, eles se mudaram para Madri e, na década seguinte, Sorolla se concentrou principalmente sobre a produção de grandes telas de temas mitológicos, históricos e sociais, para exposição em salões e exposições internacionais em Madri, Paris, Veneza, Munique, Berlim e Chicago.

Ele logo ganhou fama e se tornou o chefe reconhecido da moderna escola espanhola de pintura. Seu retrato “O Retorno da Pesca” de 1894, foi muito admirado no Salon de Paris e foi adquirido pelo governo para o Musée du Luxembourg. Sorolla ganhou uma medalha de honra na Exposição Universal de Paris de 1900 e foi nomeado como Cavaleiro da Legião de Honra. Nos anos seguintes, Sorolla foi homenageado como um membro das Academias de Belas Artes de Paris, Lisboa e Valência, e como um Filho Favorito de Valência. Ele visitou os Estados Unidos duas vezes e pintou 14 magníficos murais (As Províncias da Espanha), instalados até hoje no edifício da Hispanic Society of America em Manhattan, New York.


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