segunda-feira, 15 de julho de 2019

A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I

Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I – 1907 – óleo, prata e ouro sobre tela – 138 x 138 cm – Neue Galerie, New York


A história da pintura de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I


O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é o primeiro de dois retratos de Bloch-Bauer pintados por Klimt e tem sido referido como o trabalho final e mais plenamente representativo de sua fase dourada. Adele Bloch-Bauer (1881-1925) era uma requintada senhora dos salões vienenses, amante das artes, uma cliente e amiga próxima de Gustav Klimt. Klimt levou três anos para concluir a pintura. Desenhos preliminares para ela datam a partir de 1903/4. O quadro foi pintado em Viena e encomendado pelo marido de Adele, Ferdinand Bloch-Bauer. Como um rico industrial que fez fortuna na indústria do açúcar, ele patrocinou as artes e favoreceu e apoiou Gustav Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo que foi pintada duas vezes por Klimt, quando ele completou um segundo retrato dela, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912.


Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer II – 1912 – óleo sobre tela – 190 x 120 cm – Österreichische Galerie Belvedere, Viena, Áustria


Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Austrian State Gallery. Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazistas ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e na Áustria, determinou-se em 2006 que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt. Em junho de 2006 o trabalho foi vendido por US $ 135 milhões a Ronald Lauder da Neue Galerie, em Nova York, na época um preço recorde para uma pintura. A pintura está exposta na Neue Galerie desde julho de 2006. Lauder tentou por muitos anos recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazista e trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazista. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa”.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e fundador também do jornal do movimento, “Ver Sacrum”. Klimt também foi membro honorário das universidades de Munique e Viena. Ele produziu um dos mais importantes corpos de arte erótica do século. Inicialmente bem-sucedido como um pintor acadêmico convencional, seu encontro com tendências mais modernas na arte europeia o encorajou a desenvolver seu próprio estilo eclético e muitas vezes fantástico. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos deles expostos na Galeria da Secessão de Viena. Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um autorretrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um autorretrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo, mulheres. Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


Esse blog possui mais artigos sobre Gustav Klimt. Clique sobre esses links para ver:








Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Análise da pintura “Seaside (July: Specimen of a Portrait)” de James Tissot

James Tissot – Seaside (July: Specimen of a Portrait), c. 1878 – óleo sobre tela – 87,5 x 61 cm - Cleveland Museum of Art, Cleveland, Ohio, USA


Análise da pintura “Seaside (July: Specimen of a Portrait)” ("À beira-mar - Julho: Espécime de um Retrato)" de James Tissot


Esta pintura pertence a uma série de alegorias representando vários meses do ano. A pose relaxada da modelo e a praia distante sugerem férias de verão à beira-mar. Tissot parece ter ficado indeciso quanto ao título da pintura e é provável que as legendas foram adicionadas na esperança de atrair encomendas de retratos. Esta imagem encantadora e elegante, o ápice do trabalho de Tissot no auge de sua carreira, mostra sua musa e amante Kathleen Newton reclinada em um divã, em um dia quente de verão. Ela é vista com a cabeça emoldurada por uma janela através da qual aparece uma visão da praia em Ramsgate, um famoso resort à beira-mar na costa de Kent.

Em “Seaside” Kathleen aparece em um vestido de musselina branca. Esse vestido aparece em vários trabalhos de Tissot desse período, e deve ter sido um dos itens mais usados regularmente em seu guarda-roupa. Quanto ao cenário, sabe-se que o casal visitou Ramsgate aproximadamente em 1876. Mas seria errado ver a pintura como um registro literal de um feriado à beira-mar. Ela é, na verdade, uma ficção altamente sofisticada. Embora a luz de Ramsgate figure ao fundo, ela parece projetada fora da janela do estúdio de Tissot, em sua casa em St. John's Wood, Londres. A visão é, sem dúvida, baseada em um dos estudos topográficos que ele fez exatamente para esse tipo de uso, misturada com a familiaridade da roupa de Kate Newton, as almofadas de veludo amarelo o estofamento florido, e outros objetos de estúdio que encontramos em outras pinturas. Não há dúvida que Tissot criou uma imagem de fontes diferentes, e a impressão que a imagem produz é essencialmente produto de habilidade e imaginação.

Existe outra versão da pintura em uma coleção particular. As duas imagens são quase idênticas em tamanho e algumas vezes foram confundidas nos registros. Existem duas diferenças principais entre as duas versões. A primeira, pela qual o próprio Tissot foi responsável, é a vista através da janela. Na pintura de Cleveland, vemos um pequeno trecho de praia, cercado por ondas quebradas, com um foco muito mais próximo do que na outra versão, com a vista panorâmica de Ramsgate, abraçando o mar, a parede do porto e o farol. A segunda diferença parece ser o resultado de um posterior retoque, feito por outra pessoa, no penteado de Kate, que foi modernizado na pintura de Cleveland.


James Tissot – Seaside (July: Specimen of a Portrait), c. 1878 – óleo sobre tela – 86,4 x 60,3 cm – coleção particular


Para ler a história completa de Kate Newton e James Tissot e ver mais pinturas, clique sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2014/07/historias-da-historia-da-arte-kate.html


James Joseph Jacques Tissot (Nantes, 15 de outubro de 1836 – Buillon, 8 de agosto de 1902) foi um pintor francês. Tissot expôs no Salão de Paris pela primeira vez aos 23 anos. A característica do seu primeiro período foi como pintor dos charmes femininos. Demi-mondaine seria a forma mais acurada de chamar uma série de estudos que ele chamou de La Femme a Paris (A mulher em Paris). Lutou na Guerra Franco-Prussiana e, sob a suspeita de ser comunista, deixou Paris em direção a Londres. Lá estudou com Seymour Haden, desenhou caricaturas para a Revista Vanity Fair, pintou retratos e também telas temáticas. Seu trabalho mais grandioso foi a produção de mais de 700 aquarelas ilustrando a vida de Jesus e sobre o Velho Testamento.


Esse blog possui mais artigos sobre James Tissot. Clique sobre os links abaixo para ver:


http://www.arteeblog.com/2018/10/a-historia-da-pintura-de-james-tissot.html

http://www.arteeblog.com/2018/06/a-historia-da-pintura-de-james-tissot.html

http://www.arteeblog.com/2017/10/analise-da-pintura-last-evening-de.html

http://www.arteeblog.com/2015/04/a-historia-da-obra-de-james-tissot-in.html

http://www.arteeblog.com/2017/02/analise-da-pintura-de-edgar-degas.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.