sexta-feira, 31 de julho de 2015

Blue Moon - Rod Stewart



Blue Moon - Rod Stewart

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Ateliês de Artistas em pinturas

Frederic Bazille - The Artist's Studio, Rue de la Condamine – 1870 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France

Ateliês de Artistas em pinturas

A cena acima retrata o estúdio na Rue de la Condamine que Bazille compartilhou com Renoir de 01 de janeiro de 1868 a 15 de maio de 1870. Bazille está no centro, com uma paleta na mão. Manet, usando um chapéu, está olhando para a tela colocada no cavalete. À direita, Edmond Maître, um amigo de Bazille, está sentado ao piano. Acima dele, uma natureza morta de Monet é um lembrete de que Bazille o ajudou financeiramente através da compra de seu trabalho. Os três personagens à esquerda são mais difíceis de identificar - possivelmente Monet, Renoir ou Zacharie Astruc. Cercando Manet e seus admiradores com algumas de suas pinturas que foram recusadas pelo Salon, como The Toilette (Montpellier, Musée Fabre) acima do sofá, e Pescador com uma Rede (Zürich, Fondation Rau) mais acima, à esquerda, e ainda Paisagem com duas Pessoas de Renoir, recusada no Salon de 1866 (a grande tela emoldurada à direita da janela), Bazille está expressando sua crítica à Academia, e afirmando a sua própria visão da arte. Sua morte em combate alguns meses mais tarde, durante a guerra Franco-Prussiana, fez este trabalho ser um testemunho comovente.


Henri Matisse - The Pink Studio – 1911 – óleo sobre tela - 181 x 221 cm - Pushkin Museum of Fine Art, Moscow, Russia


Eugene Delacroix - Michelangelo in his Studio – 1849-1850 – óleo sobre tela – 40 x 32 cm - Musée Fabre, Montpellier, France



William Merritt Chase - The Inner Studio, Tenth Street – 1882 – óleo sobre tela – 112.4 x 82.2 cm - Huntington Library and Art Gallery, San Marino, CA, USA


August Macke - Franz Marc and Maria in the studio – 1912


Francisco Goya - Self-portrait in the Studio - c.1790-c.1795 – óleo sobre tela - 42 x 28 cm - Real Academia de Bellas Artes de San Fernando, Madrid, Spain



Rembrandt - Artist in his Studio – 1626 – óleo sobre madeira - 31.7 x 24.8 cm


Carl Larsson - My Acid Workshop (Where I do my Etching) – (Minha oficina de ácidos, onde faço minhas gravuras) – 1910 – aquarela sobre papel


Camille Corot - Corot Painting in the Studio of his Friend, Painter Constant Dutilleux – 1871 – óleo sobre madeira - 32 x 24.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France


Jose Ferraz de Almeida Junior – O Importuno – 1898 - óleo sobre tela - 145 x 97 cm – Pinacoteca do Estado de São Paulo, Brasil


John Singer Sargent - An Artist in his Studio – 1904 – óleo sobre tela - 56.2 x 72.07 cm - Museum of Fine Arts, Boston, MA, USA


 Jose Ferraz de Almeida Junior - Studio in Paris – 1880 – óleo sobre tela



Raoul Dufy - The Artist and His Model in the Studio at Le Havre


Felix Vallotton - Felix Jasinski in His Printmaking Studio – (Felix Jasinski em sua oficina de impressão de gravuras) – 1887 – óleo sobre tela


Giorgio de Chirico - Self Portrait in the Studio – 1935 – óleo sobre tela


Carl Larsson - Self Portrait in the Studio – 1912 – aquarela sobre papel


Jose Ferraz de Almeida Junior – O Descanso da Modelo – 1882 – óleo sobre tela – 100 x 130 cm - Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro - Brasil


Pablo Picasso - Studio of 'La Californie" in Cannes – 1956 – óleo sobre tela - Musée Picasso, Paris, France


Johannes Vermeer - The Art of Painting - c.1666-c.1668 – óleo sobre tela - 120 x 100 cm - Kunsthistorisches Museum, Vienna, Austria



Henri Fantin-Latour - A Studio in the Batignolles (Homage to Manet) – 1870 – óleo sobre tela - 204 x 273.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France


Les Batignolles era o distrito onde Manet e muitos dos futuros impressionistas moravam. Fantin-Latour, um quieto observador desse período, reuniu em torno de Manet, apresentado como o líder da escola, uma série de jovens artistas com ideias inovadoras: da esquerda para a direita, estão Otto Schölderer, um pintor alemão que veio para a França para conhecer os seguidores de Courbet. Manet, sentado diante de seu cavalete. Auguste Renoir, vestindo um chapéu. Zacharie Astruc, um escultor e jornalista. Emile Zola, o porta-voz do novo estilo de pintura. Edmond Maître, um funcionário público da Câmara Municipal. Frédéric Bazille, e por último, Claude Monet. Neste retrato de grupo exibido no Salão de 1870, cada homem parece estar posando para a posteridade.

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Análise de "Sunlights in Cafeteria" de Edward Hopper

Edward Hopper - Sunlights in Cafeteria – 1958 – óleo sobre tela – 102.1 x 152.7 cm – Yale University Art Gallery


Análise de "Sunlights in Cafeteria" de Edward Hopper

Em certo sentido, “Sunlight in a Cafeteria” (Luz do Sol no Restaurante) representa uma inversão da situação na pintura “Nighthawks” (Notívagos). Em vez de uma lanchonete com balconista vemos um restaurante com ninguém para atender os clientes. Em vez de uma cena noturna com luz fluorescente, vemos a luz do dia. Em vez de olhar para um interior a partir do lado do fora, estamos olhando de dentro para fora. Em vez de uma esquina aparentemente movimentada de cidade grande, nós estamos em uma rua tranquila. Mas a diferença mais importante está no fato de apesar dos personagens terem vindo para jantar ao mesmo tempo, os dois não se conhecem. Assim como em Nighthawks, Hopper mantém o espectador à distância, criando ansiedade.


Edward Hopper – Nighthawks – 1942 – óleo sobre tela - 84 cm x 1.52 m - Art Institute of Chicago 


Hopper foi um mestre da sutileza. Nessa cena, um homem e uma mulher estão sentados em mesas separadas em um restaurante ensolarado. Eles são os únicos clientes. O que interessa ao artista é o momento de suspense antes de uma primeira tentativa de contato ser feita, o campo de força mental e emocional que pode surgir entre dois estranhos.

Ela senta-se em plena luz solar, ele em semi-sombra. Ele se vira em direção a ela, mas esconde o seu interesse, olhando para fora da janela. Ela é incapaz de mostrar o seu interesse ao ponto de nem mesmo tentar encontrar seu olhar como que por acidente. Ela poderia virar discretamente em direção a ele, mas hesita e olha para suas mãos. Isso não vai funcionar. A dura linha de sombra entre homem e mulher não será superada, a menos que um deles tome a iniciativa.

Apesar das cidades serem lotadas de pessoas, algumas se sentem isoladas. Hopper descreve esse sentimento de isolamento de figuras solitárias, em cidades aparentemente vazias de pessoas. Hopper não está pintando um mundo sem pessoas, ele está pintando pessoas sem companhia. Assim, a mulher solitária, ignorando o homem apontando para ela, é uma representação desse sentimento de isolamento, em uma cidade lotada de pessoas.

Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana. 

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Frank Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Change Partners



Frank Sinatra & Antonio Carlos Jobim - Change Partners


Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum de estúdio do cantor norte-americano Frank Sinatra em parceria com o cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim, lançado em 1967. O álbum reúne canções conhecidas da Bossa nova, além de três canções do "Great American Songbook" também com o arranjo da Bossa nova. Conta ainda com a participação e condução de Claus Ogerman e sua orquestra.

Seguindo o sucesso comercial deste álbum, uma sequência intitulada Sinatra-Jobim chegou a ser lançada em 1970, porém foi retirada de mercado pouco tempo depois e teve suas canções reincorporadas em Sinatra & Company, de 1971. Em 1979, uma subsequência do projeto foi lançada, intitulada Sinatra-Jobim Sessions. Em 1968, Sinatra e Jobim foram indicados ao Grammy de Álbum do Ano, porém perderam para o também muito bem-sucedido Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.
Texto: Wiki



quinta-feira, 23 de julho de 2015

A história de The Magic Lantern de Charles Van Loo

Charles Amédée Philippe Van Loo - The Magic Lantern – 1764 – óleo sobre tela - 88.6 x 88.5 cm – National Gallery of Art, Washington, DC


A história de The Magic Lantern de Charles Van Loo

Numa pintura adorável de uma câmara obscura entrando no quadro, a família do artista nele retratada, é ofuscada pelo instrumento. Um fascinante estudo de perspectiva e dimensão, a pintura chamada "A Lanterna Mágica” foi mal nomeada. Ela mostra um garoto olhando para a lente enquanto abraça a câmera, e uma menina no primeiro plano, com a mão na moldura e com os dedos para fora do que seria o limite natural de um quadro, num efeito trompe l´oeil. Na pintura, as crianças se mostram embevecidas pela “novidade” e a mãe (ou irmã mais velha) delas nos encara com ar de cumplicidade.

A câmera claramente não é uma lanterna mágica, mas aparece, pelo lado esquerdo, entrando na vista. Esta terceira dimensão adicional nos lembra o ambiente natural que a câmara obscura fornecia aos artistas. Não está claro porque Van Loo nomeou a pintura assim. É evidente que o instrumento é uma câmera, não tendo características de uma lanterna. O retrato da família de Van Loo representa o trabalho final de uma câmera obscura. Fica óbvio que Van Loo nunca usou a câmera em sua arte.

Câmera obscura (ou escura) é um tipo de aparelho óptico baseado no princípio de mesmo nome, o qual esteve na base da invenção da fotografia no início do século XIX. Ela consiste numa caixa (ou também sala) com um buraco no canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície interna, onde é reproduzida a imagem invertida. É possível que se originou a partir do século V A.C. na China, e teve princípios também vistos por Aristóteles na Grécia no século 4 A.C. A primeira câmera escura foi construída em meados do século VI, em experimentos de Antêmio de Tales. No século XI, durante a Dinastia Song, foi usado para aplicar atributos geométricos e quantitativos. Por volta do século XVIII, os desenvolvimentos seguintes por Robert Boyle e o criador do microscópio Robert Hooke, mais facilmente modelos portáteis se tornaram disponíveis, estes foram amplamente utilizados por artistas amadores e também por profissionais, como, por exemplo, o famoso pintor holandês Johannes Vermeer. 

Carle ou Charles-André van Loo (15 de Fevereiro de 1705 – 15 de Julho de 1765) foi um pintor francês. Ele era o membro mais famoso de uma dinastia de pintores bem sucedidos, de origem holandesa. Sua obra inclui praticamente todas as categorias: religião, história, mitologia, retrato, alegoria, etc.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

A história de ”La Femme a la Perle” de Jean-Baptiste Camille Corot

La Femme a la Perle - Jean-Baptiste Camille Corot – c. 1868-70 – óleo sobre tela – 70 x 55 cm – Musée du Louvre, Paris


A história de ”La Femme a la Perle” (A Mulher com a Pérola) de Jean-Baptiste Camille Corot

Essa pintura foi uma das obras mais importantes do pintor e gravurista francês Jean-Baptiste Camille Corot. Como o principal pintor da escola de Barbizon na França, em meados do século XIX, Corot testemunhou a vicissitude do classicismo, romantismo, realismo e a ascensão do impressionismo.
Mulher com uma Pérola é uma das figuras humanas que Corot pintou na terceira parte de sua carreira. Os personagens em seus retratos são serenos e luminosos. Muito se tem especulado sobre a fonte de inspiração para a Mulher com uma Pérola e é possível que ela tenha sido inspirada pela obra de Leonardo Di Vinci (1452-1519), a Mona Lisa, pelo posicionamento das mãos, a expressão facial, o posicionamento da modelo, Berthe Goldschmidt, posando em um vestido italiano que Corot trouxe de uma de suas viagens. É quase um pastiche da Mona Lisa. Algumas pessoas ficam confusas com o título que indica que a mulher na pintura está portando uma pérola, quando na verdade é uma pequena folha pendurada em sua testa. Embora a pérola seja apenas uma espécie de ilusão, é um reflexo do julgamento da veracidade pelo pintor


Leonardo da Vinci - Mona Lisa – 1503-17 – óleo sobre madeira – 77 x 53 cm - Musée du Louvre, Paris

O título, que permanece sem explicação, parece ecoar o de outro retrato de uma jovem mulher por Johannes Vermeer (1632-1675), Garota com Brinco de Pérola. A pérola, facilmente reconhecível na pintura de Vermeer, na pintura de Corot toma a forma de um ornamento (uma pequena folha) de cor escura, parte de um véu transparente que cobre a parte superior da testa da jovem.


Johannes Vermeer – Girl with a Pearl Earring – c. 1665 – óleo sobre tela – 44,5 x 39 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands 


Sobre a liberdade técnica do artista e a cor clara, o poeta e crítico de arte Charles Baudelaire (1821-1867) descreveu o trabalho como um "milagre do coração e da mente".

Jean-Baptiste-Camille Corot (1796 - 1875) foi um pintor francês de paisagens e de retratos, assim como um gravurista. Ele é uma figura fundamental na história da pintura de paisagem e sua vasta produção faz referência tanto à tradição Neo-Clássica, como antecipa as inovações do plein-ar do impressionismo. Em 1825-1828, Corot viajou para a Itália (o que era considerado essencial para a formação de um artista da paisagem). Em 1827, ele enviou suas primeiras pinturas ao Salão de Paris. Corot viajou extensivamente pela Europa ao longo de sua vida, e durante essas viagens ele pintou ao ar livre, preenchendo inúmeros cadernos com desenhos. Durante os meses de inverno, ele trabalhava em estúdio, em ambiciosas paisagens e temas mitológicos e religiosos destinadas para o Salão de Paris. Sua reputação foi estabelecida na década de 1850, que também foi o período em que seu estilo tornou-se mais suave e suas cores mais restritas. Sua influência na posterior pintura de paisagem do século 19, incluindo os Impressionistas, foi imensa, particularmente em sua interpretação de luz sobre a paisagem.

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terça-feira, 14 de julho de 2015

A fase dourada de Gustav Klimt

Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I – 1907 – óleo, prata e ouro sobre tela – 138 x 138 cm – Neue Galerie, New York


A fase dourada de Gustav Klimt


O Retrato de Adele Bloch-Bauer I é o primeiro de dois retratos de Bloch-Bauer pintados por Klimt e tem sido referido como o trabalho final e mais plenamente representativo de sua fase dourada. Adele Bloch-Bauer (1881-1925) era uma requintada senhora dos salões vienenses, amante das artes, uma cliente e amiga próxima de Gustav Klimt. Klimt levou três anos para concluir a pintura. Desenhos preliminares para ela datam a partir de 1903/4. O quadro foi pintado em Viena e encomendado pelo marido de Adele, Ferdinand Bloch-Bauer. Como um rico industrial que fez fortuna na indústria do açúcar, ele patrocinou as artes e favoreceu e apoiou Gustav Klimt. Adele Bloch-Bauer tornou-se a única modelo que foi pintada duas vezes por Klimt, quando ele completou um segundo retrato dela, Retrato de Adele Bloch-Bauer II, em 1912.
Adele indicou no seu testamento que os quadros de Klimt deveriam ser doados à Austrian State Gallery. Em 1925 Adele faleceu de meningite, e quando os nazistas ocuparam a Áustria, o seu viuvo exiliou-se na Suíça. Todas as suas propriedades foram confiscadas, incluída a coleçao Klimt. No seu testamento de 1945, Bauer-Bloch designou os seus sobrinhos e sobrinhas, incluindo Maria Altmann, como herdeiros do seu patrimônio. Depois de uma batalha legal nos Estados Unidos e na Áustria, determinou-se em 2006 que Maria Altmann era a proprietária legal desta e de outras quatro pinturas de Klimt. Em junho de 2006 o trabalho foi vendido por US $ 135 milhões a Ronald Lauder da Neue Galerie, em Nova York, na época um preço recorde para uma pintura. A pintura está exposta na Neue Galerie desde julho de 2006. Lauder tentou por muitos anos recuperar a arte que tinha sido propriedade da comunidade judaica, a maioria da Alemanha e Áustria, e que fora confiscada ou roubada pelo governo nazista e trabalhou para esta meta enquanto foi embaixador dos Estados Unidos na Áustria, membro da "World Jewish Restitution Organization", e da comissão designada por Bill Clinton para examinar casos de roubo nazista. É significativo o comentário de Lauder ao recuperar o Retrato de Adele Bloch-Bauer I: "Esta é a nossa Mona Lisa”.

Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) ) foi um dos grandes pintores decorativos que trabalharam nos monumentos majestosos da Ringstrasse na Viena imperial no final do século 19. No alvorecer do novo século, ele liderou a Secessão Vienense. Ouro e os motivos decorativos que são característicos das obras de Klimt, são um símbolo dessa revolução artística. Em 1876 estudou desenho ornamental na Escola de Artes Decorativas. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena (que recusava a tradição acadêmica nas artes) e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, desenhos e outros objetos de arte, muitos deles em exposição na Galeria da Secessão de Viena.


Gustav Klimt - Pallas Athene – 1898 – óleo sobre tela – 75 x 75 cm - Historisches Museum der Stadt Wien

Pallas Athene, é uma interpretação final do século XIX da deusa grega da guerra e da sabedoria. Athene, ou Athena , olha para o espectador com penetrantes olhos cinzentos. A deusa usa a égide, que é aqui retratada como um peitoral composto por escamas douradas cintilantes. As borlas descritas na Ilíada de Homero foram transformadas por Klimt em espirais decorativas de ouro. No centro da égide vemos o rosto de um Gorgon, olhando malignamente. Além da égide, Athena também usa um elmo e segura uma lança. Esta lança dourada torna-se um ponto focal vertical, enquadrando o lado direito da pintura. Athena segura uma figura feminina diminuta em sua outra mão. Esta figura representa Nike, a deusa da vitória. Vale a pena notar que esta imagem de Nike se equipara estilisticamente com outra obra de Klimt, chamada "Nuda Veritas".

Filho de um ourives, Klimt incorporou a folha de ouro para realçar a beleza de seus temas e para aumentar a sensação de magia e de preciosidade. Desse modo, ele consegue investir seus trabalhos com um sentido de intemporalidade, onde a ausência de perspectiva e a supressão de sombra contêm ecos de ícones religiosos. Ele adornou as paredes do Palais Stoclet com uma magnífica árvore  da vida rodopiante, com galhos de ouro entrelaçados. Durante a sua Idade de Ouro, Klimt completou várias obras-primas, incluindo O Beijo, Danaë e o Retrato de Adele Bloch-Bauer I.


Gustav Klimt – Judith – 1901 – óleo sobre tela - 84 x 42 cm - Österreichische Galerie Belvedere, Vienna

Judit I (e a cabeça de Holofernes) é uma pintura que mostra a personagem bíblica de Judite segurando a cabeça decepada de Holofernes.

A Fase de Ouro de Klimt foi marcada por reação crítica positiva e sucesso financeiro. Muitas de suas pinturas deste período incluem folhas de ouro coladas sobre as telas. Klimt tinha usado anteriormente o ouro em sua Pallas Athene (1898) e Judith I (1901). Klimt viajou pouco, mas viagens a Veneza e Ravena, ambas famosas por seus belos mosaicos, muito provavelmente inspiraram a sua técnica e seu imaginário de ouro bizantino.


Danae – Gustav Klimt – 1907 – óleo sobre tela – 77 x 83 cm – coleção particular

Danaë era um tema popular no início de 1900 para muitos artistas. Ela foi usada como o símbolo por excelência do amor divino, e transcendência. Enquanto estava presa por seu pai, o rei de Argos, em uma torre de bronze, Danaë foi visitada por Zeus. Algum tempo depois de sua visita celestial ela deu à luz um filho, Perseus, que é citado mais tarde na mitologia grega por matar a Górgona Medusa e resgatar Andromeda.


The Kiss - Gustav Klimt - 1907-1908 – óleo sobre tela - 180 × 180 cm - The Österreichische Galerie Belvedere, Vienna, Austria

“O Beijo” (Lovers) foi pintado em uma tela que forma um quadrado perfeito, retratando um casal se abraçando, seus corpos entrelaçados em vestes elaboradas decoradas num estilo influenciado por ambas as construções lineares do estilo Artes e Ofícios e as formas orgânicas do movimento Art Nouveau. A obra foi elaborada com tinta a óleo e camadas aplicadas de folha de ouro, um aspecto que lhe confere a sua aparência impressionante e moderna. A pintura está agora no museu Österreichische Galerie Belvedere no palácio Belvedere, em Viena, e é amplamente considerada uma obra-prima do início do período moderno. É um símbolo de Viena Jugendstil, o Art Nouveau vienense, e é considerada a obra mais popular de Klimt. Pinturas como O Beijo eram manifestações visuais do espírito fin-de-siècle, porque elas capturam uma decadência transmitida por imagens opulentas e sensuais. Supõe-se que Klimt e sua companheira Emilie Flöge posaram para o trabalho, mas não há nenhuma evidência ou registro para provar isso.


The Tree of Life - Gustav Klimt – 1905 – óleo sobre tela - 195 cm × 102 cm - Museum of Applied Arts, Vienna, Austria

A árvore da vida é um símbolo importante usado por muitas teologias, filosofias e mitologias. Ela simboliza a ligação entre o céu e a terra e o submundo. Para admiradores de Klimt, o mural também tem outro significado, sendo a única paisagem criada pelo artista durante seu período áureo. A pintura é um estudo para uma série de três mosaicos criados por Klimt em 1905-1911 para um trabalho encomendado no Palais Stoclet em Bruxelas, Bélgica. Os mosaicos estão distribuídos em três paredes da sala de jantar do Palais.


Assista o vídeo abaixo: 





Gustav Klimt

Klimt escreveu pouco sobre sua visão ou seus métodos. Em um raro escrito chamado "Comentário sobre um auto-retrato inexistente", ele afirma: "Eu nunca pintei um auto-retrato. Estou menos interessado em mim mesmo como um tema para uma pintura do que em outras pessoas, acima de tudo mulheres ... Não há nada especial sobre mim. Eu sou um pintor que pinta dia após dia, de manhã à noite. Quem quiser saber algo sobre mim deve olhar atentamente para as minhas pinturas."


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domingo, 12 de julho de 2015

18 Pinturas de Hora do Chá

Le Goûter (Tea Time) - Jean Metzinger – 1911 - Philadelphia Museum of Art


18 Pinturas de Hora do Chá


Le Goûter (Tea Time) - Jean Metzinger – 1911
Esta pintura foi exibida em Paris, no Salon d'Automne de 1911, no Salon de la Section d'Or de 1912, e reproduzida no Du Cubisme, de Jean Metzinger e Albert Gleizes, em 1912. No ano seguinte, foi reproduzida em Les Peintres Cubistes de Guillaume Apollinaire. A pintura também foi publicada em Cubistas e Pós-impressionismo de Arthur Jerome Eddy (1914, 1919), apelidada “A provadora”. André Salmon apelidou esta pintura "La Joconde du Cubisme" (La Joconde Cubiste), A Mona Lisa do cubismo (Mona Lisa com uma colher de chá). "Tea Time" era muito mais famosa do que qualquer pintura que Picasso e Braque tinham feito até este momento, porque Picasso e Braque, por não se apresentarem nos Salons, retiraram-se do público. Para a maioria das pessoas, a ideia do cubismo estava realmente associada com um artista como Metzinger, muito mais do que com Picasso.


The Cup of Tea - Andre Derain – 1935 – óleo sobre tela - 92 x 74 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


Lady at the Tea Table - Lilla Cabot Perry – 1905


William McGregor Paxton – Tea Leaves – 1909 - óleo sobre tela - 91.6 x 71.9 cm – The Metropolitan Museum of Art

Em um salão sem janelas permeado por uma luz suave, uma atmosfera de sonho, e os sons do silêncio, duas mulheres elegantes passam o tempo fazendo muito pouco ou nada. Paxton aponta para uma narrativa, mas ele pede que o espectador a invente, recapitulando a ambiguidade das pinturas de Vermeer, que ele admirava. Paxton frequentemente retratava mulheres refinadas, esposas de seus clientes e suas filhas, em interiores bonitos em Boston, do tipo que elas, como guardiãs da cultura, teriam decorado e ocupado. Ao equiparar as mulheres com os objetos estéticos preciosos que as cercam, Paxton ecoa o espírito do romancista Henry James, que retratou mulheres como objetos colecionáveis em The American (1877) e Retrato de uma Senhora (1881). As obras de Paxton também concordam com os pronunciamentos do sociólogo Thorstein Veblen, que observou em sua Teoria da Classe Ociosa (1899) que o "lazer conspícuo" de uma mulher sinaliza a riqueza de seu pai ou marido.


The Tea - Pierre Bonnard – 1916 – óleo sobre tela


Herb Tea - Janet Fish – 1995

Janet Fish (18 de maio de 1938) é uma artista americana contemporânea. Ela pinta naturezas mortas em estilo realista, com a luz saltando para fora de superfícies reflexivas, como filme plástico contendo objetos sólidos e copos vazios ou parcialmente cheios. Suas pinturas estão na coleção de muitos museus.


The Cup of Tea - Pierre-Auguste Renoir - c.1906-1907 – óleo sobre tela


Shinagawa - Hot Tea - Keisai Eisen – 1845 – estilo: Ukiyo-e

Ukiyo-e, ukiyo-ye ou ukiyo-ê (浮世絵, "retratos do mundo flutuante", em sentido literal), vulgarmente também conhecido como estampa japonesa, é um gênero de xilogravura e pintura que prosperou no Japão entre os séculos XVII e XIX. Destinava-se inicialmente ao consumo pela classe mercante do período Edo (1603 – 1867). Entre as mais populares temáticas abordadas, estão a beleza feminina, o teatro kabuki, os lutadores de sumô, cenas históricas e lendas populares, cenas de viagem e paisagens, fauna e flora.


Tea in the Garden - Henri Matisse – 1919 – óleo sobre tela - 140.3 x 211.5 cm - Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, CA, USA


Arrangement in Pink and Gray (Afternoon Tea) - Edmund Charles Tarbell - c.1894 – óleo sobre tela - Worcester Art Museum, Worcester, Massachusetts, USA


The Tea Cup - Jackson Pollock – 1946 – óleo sobre tela – 40 x 28 cm - Collection Frieder Burda, Baden Baden


The Tea Set - Claude Monet - 1872


Tea Time - James Tissot - 1872 – óleo sobre tela - 66 x 47.9 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York

Quando o francês Tissot mudou para Londres em 1871, ele mergulhou na cena local, com trabalhos para a revista Vanity Fair e pinturas de gênero com o rio Tamisa como pano de fundo. O chá é uma repetição da parte esquerda de uma de suas cenas mais famosas de Londres, Bad News (Museu Nacional do País de Gales, Cardiff), que mostra um capitão e sua namorada absorvendo a notícia de sua partida iminente, enquanto uma companheira prepara chá.


James Tissot – Bad News – 1872 – óleo sobre tela - 68.6 × 91.4 cm - National Museum Cardiff

Bad News mostra a Pool of London através das janelas da taberna, enquanto Tea exibe a densa paisagem urbana de Londres além desse trecho do rio. Amigo de Tissot, Edgar Degas possuia um estudo a lápis para esta imagem.


The tea - Federico Zandomeneghi - 1890-1893 – pastel sobre papel


The Terre-Cuite Tea Set (aka French Tea Garden) - Childe Hassam – 1910 – óleo sobre tela


 The Cup of Tea - Mary Cassatt - c.1879 – óleo sobre tela - Leeds City Art Gallery

A irmã de Mary Cassatt, Lydia, foi muito importante em sua vida. Como nenhuma delas tomou a decisão de casar, elas viveram juntas na França até a morte de Lydia em 1882. Mary usou Lydia como modelo em muitas de suas pinturas, como em The Cup of Tea. Esta pintura é mais uma pintura de gênero do que um retrato, uma vez que representa um costume social que Cassatt revisitou muitas vezes em suas pinturas: tomar uma xícara de chá. Pintada em uma maneira impressionista, muitos críticos de arte viram a pintura como inacabada, porque Cassatt deixou pequenas porções periféricas da tela sem pintura.


The Tea - Mary Cassatt - 1879-1880 – óleo sobre tela - 92.7 x 64.77 cm


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