sábado, 17 de setembro de 2016

Pinturas do Jardin de Luxembourg em Paris

Henri Rousseau - The Monument to Chopin in The Luxembourg Gardens, 1909 – óleo sobre tela – 38 x 47 cm - Hermitage, St. Petersburg, Russia


Pinturas do Jardin de Luxembourg em Paris


Eliseu Visconti – Jardim de Luxemburgo, 1905 – óleo sobre tela – 50 x 60 cm - coleção particular


Vincent van Gogh - Terrace in the Luxembourg Garden, 1886 – óleo sobre tela – 46,1 x 27,1 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute at Williamstown, MA, USA


O Jardin du Luxembourg, localizado no 6º arrondissement de Paris, foi criado no início de 1612 por Marie de Médici, a viúva do rei Henrique IV da França, para uma nova residência, que ela mandou construir, o Palácio de Luxemburgo. Nos dias atuais, o jardim é do Senado francês, que se reúne no Palácio. Ele cobre 23 hectares e é conhecido por seus gramados, avenidas arborizadas, canteiros, os modelos de veleiros em sua lagoa circular, e pela pitoresca fonte Medici, construída em 1620.






                                                    



Henri Matisse - The Luxembourg Gardens, 1901 – óleo sobre tela - Hermitage, St. Petersburg, Russia


Zinaida Serebriakova - The Luxembourg Gardens, 1946 – óleo sobre tela


Pierre-Auguste Renoir - At the Luxembourg Gardens, 1883 – óleo sobre tela – 64 x 53 cm – coleção particular


James Tissot - Without a Dowry (Sem um Dote), Sunday in the Luxembourg Gardens, 1883-1885 – óleo sobre tela – coleção particular


John Singer Sargent - Luxembourg Gardens at Twilight, 1879 – 65,7 x 92,4 cm - óleo sobre tela – Philadelphia Museum of Art, USA



Maurice Prendergast - Luxembourg Gardens, 1907 – óleo sobre madeira – 34,9 x 26,7 cm – coleção particular


Felix Vallotton - Luxembourg Garden, 1895 – óleo sobre tela – 73 x 54 cm – coleção particular


Zinaida Serebriakova – Paris, Luxembourg Gardens, 1930 – óleo sobre tela


Vittorio Matteo Corcos - Conversation in the Jardin du Luxembourg, 1892 – óleo sobre tela – 171 x 140 cm – coleção particular



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Bom Dia Rio (Posto 6) - Bossa Cuca Nova



Bom Dia Rio (Posto 6) - Bossa Cuca Nova

A canção Bom Dia Rio foi composta por Bossacucanova e Nelson Motta.

Cris Delanno é compositora, intérprete, cantora e musicista.  Considerada por Andy Summers (The Police) “A Maior Cantora do Mundo”, é a voz principal do grupo BossaCucaNova. Começou a cantar no Coral Infantil do Theatro Municipal do Rio de Janeiro aos 5 anos de idade, participando de óperas como La Boheme, Carmen e Tosca. Carioca, nascida no Texas, absorveu muito do estilo da música americana, integrando, como solista, um coral tipicamente negro, o African American Unity Choir. Aos 17 anos estava à frente do grupo do lendário Luiz Carlos Vinhas e já aos 18 anos conheceu Roberto Menescal, que logo viu a excelente intérprete que ela iria se tornar.Já dividiu o palco com Carlos Lyra, Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Marcos Valle, Andy Summers (The Police), Oscar Castro Neves, BossaCucaNova, Ed Motta, Simoninha, Ivan Lins, entre outros.

Jaques Morelenbaum (Rio de Janeiro, 18 de maio de 1954) é um violoncelista, arranjador, maestro, produtor musical e compositor brasileiro. É casado com a cantora Paula Morelenbaum. Iniciou a carreira musical como integrante do grupo A Barca do Sol, participou também da Nova Banda em dez anos de parceria com Antônio Carlos Jobim, atuando em espetáculos e gravações que os levaram a vencedores do Grammy com o CD Antônio Brasileiro. Destacado como violoncelista, estudou música no Brasil e mais tarde ingressou no New England Conservatory. Em 1995 integrou o Quarteto Jobim Morelenbaum (juntamente com Paula Morelenbaum, Paulo Jobim e Daniel Jobim) com o qual excursionou várias vezes à Europa, Estados Unidos e no Brasil. Formou juntamente com Paula Morelenbaum e o renomado pianista e compositor japonês Ryuichi Sakamoto o grupo M2S, com o qual gravou vários projetos, incluindo os memoráveis Casa e A day in New York.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Análise da pintura “Woman Holding a Balance” de Johannes Vermeer

Johannes Vermeer - Woman Holding a Balance – 1662-1663 – óleo sobre tela – 39,7 x 35,5 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Análise da pintura “Woman Holding a Balance” de Johannes Vermeer - com vídeo


“Woman Holding a Balance” (Mulher Segurando uma Balança) é um excelente exemplo do sentido requintado de estabilidade e ritmo de Johannes Vermeer. A modelo da pintura possivelmente foi a esposa do artista, Catharina Vermeer. Estudos técnicos da pintura mostraram que ela foi estendida cerca de cinco centímetros em todos os lados, em uma data muito posterior. Opiniões sobre o tema e o simbolismo da pintura diferem, com a mulher, alternadamente vista como um símbolo de santidade ou mundanismo. Como Vermeer passou por dificuldades financeiras, seria possível que a mulher estivesse avaliando e escolhendo algumas joias suas para vender.


Johannes Vermeer - Woman Holding a Balance – 1662-1663 - National Gallery of Art, Washington, D.C. - detalhe


Na pintura, uma mulher vestida com um casaco azul com acabamentos de pele, permanece serenamente ante uma mesa em um canto de uma sala. A balança em sua mão direita, está em equilíbrio, sugestiva do estado interior de sua mente. Uma grande pintura do Juízo Final, emoldurada em preto, está pendurada na parede de trás da sala. Um pano azul brilhante, abaixo de um espelho, uma janela à esquerda (invisível, salvo sua cortina dourada) fornece luz. Caixas abertas, duas fileiras de pérolas, e uma corrente de ouro estão sobre a mesa robusta. Uma luz suave entra pela janela e ilumina a cena, enfatizando o vestido e a possível gravidez da modelo, mas é mais evidente na cortina, aumentando a luz que banha a pensativa modelo. A mulher está tão pensativa que o espectador quase hesita em se intrometer em seu momento de silêncio da contemplação.


Johannes Vermeer - Woman Holding a Balance – 1662-1663 - National Gallery of Art, Washington, D.C. - detalhe


A pintura parece ter um significado místico. A justaposição visual da mulher e do Juízo Final é reforçada por paralelos temáticos: julgar é pesar. É preciso primeiro examinar a consciência e pesar os pecados, como se fosse o Dia do Julgamento. Essa introspecção pode levar a escolhas virtuosas ao longo do caminho da vida. “Mulher Segurando uma Balança”, portanto, alegoricamente nos impele para conduzir nossas vidas com temperança e moderação. A mulher está entre os tesouros terrenos de ouro e pérolas e um lembrete visual das consequências eternas de suas ações, lembrando que a futilidade deste mundo é pura vaidade. Vermeer enfatizou esta mensagem através de sua composição refinada e iluminação.


Johannes Vermeer - Woman Holding a Balance – 1662-1663 - National Gallery of Art, Washington, D.C. - detalhe


Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.


Assista um vídeo com análise da pintura, pelos curadores da National Gallery of Art, Washington, D.C. clicando sobre ele:




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sábado, 10 de setembro de 2016

As irmãs Cahen d´Anvers em pinturas de Renoir


As irmãs Cahen d´Anvers em pinturas de Renoir


Pierre Auguste Renoir - Portrait Mademoiselle Irène Cahen d`Anvers (Little Irene), 1880 – óleo sobre tela - 65 x 54 cm - Foundation E.G. Bührle, Zuric


O rico banqueiro Louis Raphael Cahen d'Anvers, encomendou três retratos a Pierre Auguste Renoir (Limoges, 25 de Fevereiro de 1841 – Cagnes-sur-Mer, 3 de Dezembro de 1919) em 1880, um de cada uma de suas filhas. Renoir não negociou um preço antes de iniciar o seu trabalho. Ao completar o retrato de Irène (então com 8 anos), os Cahens decidiram que não gostaram, e disseram a Renoir para pintar as duas irmãs mais novas de Irene (Alice e Elisabeth) juntas. Louis Cahen pagou a Renoir meros 1.500 francos pelas duas pinturas (muito menos do que realmente valiam, mesmo naquele tempo), e para adicionar insulto à injúria, pendurou-as nos aposentos de seus servos. Renoir ficou furioso.

Aos 19 anos, Irène se casou com Moïse de Camondo, o último de uma longa linhagem de banqueiros judeus do Império Otomano. Durante seu casamento, seu retrato de Renoir foi pendurado em um dos hotéis dos Camondo. Irène e Moïse tiveram dois filhos, Nissim e Béatrice durante o seu curto casamento de cinco anos, antes de Irène se converter ao catolicismo e fugir com o cavalariço dos Camondo, o conde Charles Sampieri em 1896. Irène conseguiu obter um divórcio, dando a Moïse a custódia total de seus filhos, e Irène se casou com Charles, tornando-se a condessa Irène Sampieri. O retrato voltou para a mãe de Irène, Louise, durante o divórcio, e ela, por sua vez o presenteou para a sua neta Béatrice, entre 1910 e 1933.

O filho de Irène se tornou um aviador do exército francês durante a Primeira Guerra Mundial. Ele faleceu em batalha, em 1917. A filha de Irène, Béatrice se casou e teve dois filhos. Moïse morreu em 1935 e a sua fortuna ficou em grande parte para sua filha. Sua mansão e coleção de arte foram doadas para uma fundação, para criar um museu em honra de seu filho, o Musée Nissim de Comondo.

Em 1939, os nazistas invadiram a França. Como muitos outros, Béatrice e seu esposo optaram por ficar em Paris, acreditando que sua riqueza e status iriam protegê-los. Eles estavam errados, e em 1941 eles e seus filhos (juntamente com a irmã de Irène, Elisabeth) foram enviados para Auschwitz, onde foram todos mortos. Irène, agora separada de Charles, conseguiu se salvar, escondendo-se atrás de seu sobrenome italiano e de sua religião. Sua outra irmã, Alice, também sobreviveu ao holocausto e viveu até os 89 anos, falecendo em 1969, em Nice.

O retrato, agora muito valioso, foi roubado da casa Reinach em 1941 pela Reichsleiter Rosenberg Taskforce e tornou-se propriedade de Herman Göring. Em 1945, os Aliados libertaram o retrato, e ele foi enviado para um ponto de coleta em Munique. No final de 1946, o retrato começou a viajar com outras pinturas liberadas, em uma exposição intitulada "Obras-primas de coleções francesas encontradas na Alemanha e na Suíça", onde foi visto por Irène. Ela conseguiu obter a posse da obra, pois a última posse legal era de sua filha, de quem Irène era a herdeira. Em 1949, Irène a vendeu para Emil Georg Bührle, que estava começando a colecionar obras de impressionistas franceses. Ao longo dos próximos anos, Irène gastou o dinheiro obtido com a venda desse retrato e toda a fortuna Camondo em cassinos no sul da França, até a sua morte em 1963. Após a morte de Emil Georg Bührle, em 1956, o retrato foi finalmente doado à Fundação E.G. Bührle em Zurique onde está agora em exposição.


Pierre Auguste Renoir - Rosa e Azul (As Meninas Cahen d´Anvers), 1881 – óleo sobre tela - 119 x 74 cm – Masp (Museu de Arte de São Paulo, Assis Chateaubriand, Brasil)


A pintura Rosa e Azul (As Meninas Cahen d´Anvers), é considerada um dos mais populares ícones da coleção do Museu de Arte de São Paulo, onde se encontra desde 1952. Renoir retratou as duas filhas do banqueiro Louis Raphael Cahen d’Anvers, a loira Elisabeth, nascida em dezembro de 1874, e a mais nova, Alice, em fevereiro de 1876, quando tinham respectivamente seis e cinco anos de idade. Alice recordou muitas décadas depois (quando então possuía o título de Lady, por ter casado com o general Townsend of Kut), que o tédio das sessões era compensado pelo prazer de vestir o elegante vestido de renda.

O título mais popular dessa obra (Rosa e Azul), que se refere às cores dos vestidos das meninas, desde 1900, quando esteve exposta na galeria Bernheim-Jeune, em Paris. O artista transmitiu com as cores e a delicadeza de tonalidades, todo o frescor e a candura da infância. As meninas quase se materializam diante do observador, a de azul com seu ar vaidoso, e a de rosa com um certo enfado, quase beirando as lágrimas. As duas meninas, impecavelmente penteadas e vestidas, seguram a mão uma da outra para maior segurança. Usando vestidos de festa idênticos, com fitas, faixas e meias combinando e os cabelos escovados em franjas perfeitas, Alice, com cinco anos de idade, à esquerda, olha para o espectador como se estivesse para se desmanchar em lágrimas, enquanto a irmã maior, Elisabeth, de seis anos, parece um pouco mais confortável enquanto posa.

A obra, produzida por encomenda de Louis-Raphael Cahen d'Anvers, pertenceu à coleção particular de sua família, em Paris. Foi redescoberta, aparentemente abandonada, em um apartamento na capital francesa, no ano de 1900, pelos marchands Bernheim-Jeune, passando a compor o acervo da Galeria Bernheim-Jeune et Fils, também em Paris. Em seguida, a obra foi sucessivamente vendida, até ser adquirida em 7 de julho de 1952, pelo Museu de Arte de São Paulo, com recursos doados pelo fundador do museu, Assis Chateaubriand. O retrato das meninas Cahen d’Anvers, além de possuir uma ampla bibliografia e um vasto histórico de exibições, angariou também a simpatia dos visitantes do MASP, tornando-se uma das mais populares e apreciadas obras do museu e uma fonte de inspiração para outros pintores e para o público.


Esse blog possui mais artigos sobre Pierre-Auguste Renoir. Clique sobre os links abaixo para ver:






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sábado, 3 de setembro de 2016

A história da pintura “The Beach at Trouville” de Claude Monet

Claude Monet - The Beach at Trouville – 1870 – óleo sobre tela - 38 x 46.5 cm - The National Gallery, London


A história da pintura “The Beach at Trouville” de Claude Monet


Claude Monet - The Beach at Trouville – 1870 – detalhe com areia na tinta à óleo, mostrando que essa obra foi, pelo menos parcialmente, pintada na praia


“The Beach at Trouville” (A Praia em Trouville) é uma tela pintada por Monet, enquanto ele estava em lua de mel na costa. Ele e sua esposa Camille estavam em seu caminho para Londres, para escapar da guerra franco-prussiana. Esta pintura é uma das cinco cenas de praia produzidas por Monet no verão de 1870, que podem ter sido esboços preparatórios para uma pintura maior que Monet pretendia apresentar no Salon de Paris. A figura à esquerda é, provavelmente, Camille, a esposa de Monet, e a mulher à direita, possivelmente, a esposa do pintor Eugène Boudin, cujas cenas de praia influenciaram o trabalho de Monet.


Claude Monet - Camille on the Beach, 1870 – óleo sobre tela - 31 x 15 cm - Musée Marmottan-Monet, Paris


A pintura é incomum em sua composição (um close-up de figuras simetricamente dispostas) e na bravura de sua técnica. Os traços brancos de pintura iluminando o vestido de Camille, são proeminentes. Eles contrastam com o rosto sombreado, provavelmente escondido por um véu, e o guarda-sol protegendo o chapéu florido. Grãos de areia e migalhas de conchas se misturaram na tinta a óleo, confirmando que ela deve ter sido, pelo menos parcialmente, executada na praia. A imagem é quase comparável a uma foto de família, uma gravação informal de um momento privado.


Claude Monet - On The Beach At Trouville, 1870 – óleo sobre tela - 38 x 46 cm -Musée Marmottan-Monet, Paris


Camille-Leonix Doncieux (1847-1879) ainda estava na adolescência, quando Monet a conheceu por volta de 1865. Ela era de origem humilde e trabalhou como modelo. Uma garota atraente, inteligente, com cabelos escuros e olhos maravilhosos. Claude Monet era um pintor pobre naquela época. Camille se tornou sua amiga, amante e modelo. O casal vivia em situação de pobreza deprimente. Em 1867 Camille Doncieux deu à luz o primeiro filho do casal, Jean. O pai de Claude recusou-se a levá-la para a família por causa de suas origens modestas. Mas em 28 de junho de 1870 Claude Monet e Camille Doncieux se casaram em uma cerimônia civil. Em 1877 Camille deu à luz seu segundo filho, Michel. Logo a saúde de Camille foi se deteriorando. Em 5 de Setembro de 1879, Camille morreu aos 32 anos. Monet nem sempre a tratou bem e provavelmente tinha começado um relacionamento com outra mulher, Alice Hoschede, enquanto ainda estava casado com Camille. Mas ele ficou profundamente chocado com a morte de Camille. Claude pintou-a uma última vez, em seu leito de morte. O retrato pertence à coleção do Musée d'Orsay em Paris. Ela foi o tema de uma série de pinturas de Monet, bem como de Pierre-Auguste Renoir e Édouard Manet. 


Esse blog possui outro artigo sobre Camille Monet. Clique sobre esse link para ver:




Claude Monet – Camille Sitting on the Beach at Trouville, 1870 – óleo sobre tela – 46 x 38 cm – coleção particular


Claude Monet - Camille on the Beach at Trouville, 1870 – óleo sobre tela - 46.4 x 38.1 cm - Yale University Art Gallery, New Haven CT


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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Pinturas e ilustrações de Setembro

Caspar Camps i Junyent - Alegoria del mes de Septiembre, 1901 – ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Pinturas e ilustrações de Setembro


Edmund Blair Leighton – September, 1915 – óleo sobre tela - Laing Art Gallery, Newcastle-upon-Tyne, United Kingdom


Camille Pissarro - September Fête, Pontoise, 1872 – óleo sobre tela – 46 x 55 cm – coleção particular


Alfred Sisley - September Morning, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


Alphons Mucha - Septembre, 1899 – ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Childe Hassam - September Moonrise, 1900 – óleo sobre tela - 40.64 × 46.36 – Dallas Museum of Art, USA


George Henry - A September Day, 1935 – óleo sobre tela


René Magritte - Sixteenth of September, 1956 – guache sobre grafite - 35.56 x 27.62 cm – Minneapolis Institute of Art, USA

Esse blog possui um artigo com uma análise dessa pintura. Clique sobre esse link para ver:



Willard Metcalf – September, 1910 – óleo sobre tela - 53.34 x 67.31 cm – coleção particular



Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Septembre, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


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domingo, 28 de agosto de 2016

O Livro das Flores de Edward Burne-Jones

Edward Burne-Jones - Rose of Heaven, 1882-1898 – 15,6 x 15,6 cm – British Museum

Rosa do Paraíso (Venus e suas pombas entre as estrelas), Venus segurando um espelho na mão esquerda, percorrendo um caminho através do céu coberto de estrelas, ladeada por pombas. Nome da flor: Silene coeli rosa


O Livro das Flores de Edward Burne-Jones


O Livro das Flores de Edward Burne-Jones é uma série de 42 aquarelas redondas, pintada entre 1882 e 1898. As pinturas não retratam flores, em vez disso, elas foram inspiradas por nomes de flores. Segundo Burne-Jones é uma série de ilustrações para os nomes de flores. De acordo com a esposa do artista, Georgiana, nem uma única flor aparece nas obras dessa série. Elas foram pintadas para seu prazer, muitas enquanto ele estava descansando em sua casa de verão em Rottingdean, e foram descritas por sua esposa como “o mais suave trabalho que ele já fez".


Edward Burne-Jones - Love in a Tangle, 1882-1898 – desenho sobre papel – 16,3 x 16,2 cm – British Museum

Amor em um Emaranhado (Fair Rosamond em seu labirinto), uma mulher, sentada em um banco de pedra, enrolando um carretel de linha, uma treliça florescendo por trás e um labirinto no fundo. Nome da flor: Selaginella uncinata


Os trabalhos foram feitos em aquarelas, guache e tinta de ouro. As pinturas refletem a paisagem ao redor Rottingdean e incluem os temas favoritos de Burne-Jones. Em uma carta para uma amiga, Eleanor Leighton, Lady Leighton Warren, que lhe forneceu o nome de muitas flores, ele escreveu: "Veja como eu quero lidar com eles (os nomes das flores): não é o suficiente ilustrá-los, isto seria um trabalho tão pobre. Eu quero adicionar a eles ou espremer deles o seu segredo".


Edward Burne-Jones - Venus' Looking Glass, 1882-1898 – 15,5 x 15,5 cm – British Museum

O Espelho de Venus (A lua cheia se fez seu espelho), Vênus, seminua, aparece suspensa sobre a água, rodeada por aves, com o olhar dirigido através da paisagem celeste para a lua cheia além. Nome da flor: Legousia speculum-veneris


Quando faleceu, Burne-Jones deixou o álbum para sua esposa Georgiana, e ela publicou uma edição fac-símile de 300 cópias em 1905, em cooperação com a Sociedade de Belas Artes, em Londres. Cópias do Flower Book estão nas coleções do Birmingham Museums and Art Gallery e do Delaware Art Museum. O British Museum comprou o álbum original de pinturas de Georgiana Burne-Jones em 1909.


Retrato de Georgiana Burne-Jones por Edward Burne-Jones, 1883, mostrando ela segurando um livro diferente de flores – óleo sobre tela - 76 × 53 cm – coleção particular


Assista um vídeo que mostra todas as obras do Livro das Flores:





Sir Edward Coley Burne-Jones (Birmingham, 28 de agosto de 1833 – Londres, 17 de junho de 1898) foi um artista e designer inglês, envolvido no rejuvenescimento da tradição de vitrais na Inglaterra. As suas obras incluem as janelas de Birmingham Cathedral, a igreja de St Martin's, em Brampton, Cumbria, entre outras. Integrado ao movimento pré-rafaelita formado na Inglaterra em 1848, com grande influência do pintor Dante Gabriel Rossetti. Depois disso, Sir Edward Burne-Jones tornou-se um dos grandes nomes de uma nova tendência surgida na década de 1860, designada por Aestheticism. Além de pintura e vitrais, Burne-Jones trabalhou em vários tipos de arte, incluindo o design de azulejos de cerâmica, joias, tapeçarias, mosaicos e ilustrações de livros.


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sábado, 27 de agosto de 2016

Man Ray, sua arte e fotografia

Man Ray – Black and White, 1926 – fotografia

Esta fotografia da cabeça de Kiki de Montparnasse ao lado de uma máscara cerimonial africana carrega um título que faz referência ao processo em preto e branco da fotografia. Ela foi criada num momento em que a arte e a cultura africanas estavam na moda. Os rostos ovais dos dois parecem quase idênticos em suas expressões serenas, porém há um contraste entre o rosto pálido e macio, com a máscara preta e brilhante. Man Ray explora temas estéticos de iluminação e imagens: um oval ao lado de outro oval, um deitado de lado contrasta com outro que está ereto, um iluminado de cima e o outro de lado. 


Man Ray, sua arte e fotografia


Man Ray – Jazz, 1919 – tempera e tinta sobre papel – 55,8 x 71,2 cm - Columbus Museum of Art, Ohio, USA


Man Ray (Emmanuel Radnitzky, 27 de Agosto de 1890 - 18 de Novembro de 1976) cresceu em Nova Jersey e tornou-se um artista comercial em Nova York na década de 1910. Trabalhou em um escritório de publicidade e, em seguida, como desenhista para editores de livros sobre engenharia, atlas e mapas. Ele começou a assinar seu nome Man Ray em 1912, embora sua família não alterasse o seu sobrenome para Ray até os anos 1920.


Man Ray – Ingre´s Violin, 1924 – fotografia

Inspirado pela pintura La Grande Baigneuse de Jean-Auguste-Dominique Ingres, Ray posicionou Kiki de Montparnasse usando um turbante como a modelo para esta foto. Ele transformou o corpo feminino em um instrumento musical pintando buracos de violino nas costas dela, brincando com a ideia de objetivação de um corpo animado. As obras de Ingres eram admiradas por muitos artistas surrealistas, por sua representação de figuras femininas distorcidas. A paixão bem conhecida de Ingres pelo violino criou a gíria em francês "Violon d'Ingres", que significa um hobby. Muitos descrevem “Le Violon d'Ingres” como um trocadilho visual, que descreve sua musa, Kiki, como o “Violon d'Ingres” de Man Ray.


Ele colaborou significativamente com o Dadaísmo e o Surrealismo. Produziu grandes obras em uma variedade de mídia, mas considerava-se um pintor acima de tudo. Ele era mais conhecido por sua fotografia, e era um fotógrafo renomado de moda e de retratos. Man Ray também é conhecido por seu trabalho com fotogramas, que ele chamava de "rayographs", em referência a si mesmo.


Man Ray - Orchestra from the portfolio Revolving Doors, 1926 – gravura - 55,9 x 37,8 cm – The Museum of Modern Art, New York, USA


Man Ray - Woman with Long Hair, 1929 – fotografia


Inicialmente, ele aprendeu sozinho a fotografar, de modo a reproduzir suas próprias obras de arte, que incluíam pinturas e técnica mista. Em 1921 ele se mudou para Paris e montou um estúdio fotográfico para se sustentar. Na década de 1920, também começou a fazer filmes. Ele logo se estabeleceu no bairro de Montparnasse, onde moravam muitos artistas. Pouco depois de chegar em Paris, Man Ray conheceu e se apaixonou por Kiki de Montparnasse (Alice Prin), modelo de artistas e celebrada personagem dos círculos boêmios de Paris. Kiki foi companheira de Man Ray durante a maior parte da década de 1920. Ela foi a modelo de algumas de suas imagens fotográficas mais famosos e atuou em seus filmes experimentais, Le Retour à la Raison e L'Étoile de Mer. Em 1929, ele começou um caso de amor com a fotógrafa surrealista Lee Miller. Durante 20 anos em Montparnasse, Man Ray foi um fotógrafo renomado. Membros importantes do mundo da arte, como James Joyce, Gertrude Stein, Jean Cocteau e Antonin Artaud, posaram para sua câmera. Man Ray participou da primeira exposição surrealista com Jean Arp, Max Ernst, André Masson, Joan Miró e Pablo Picasso na Galerie Pierre, em Paris em 1925.


Man Ray – Les Larmes, 1932 – fotografia

Esta fotografia recortada demonstra o interesse de Man Ray na narrativa cinematográfica. Os olhos da modelo e os cílios revestidos com rímel estão olhando para cima, levando os espectadores a imaginar para onde ela está olhando e qual é a fonte de sua angústia. A obra foi criada logo após o rompimento do artista com sua assistente e amante, Lee Miller. Ray criou vários trabalhos em uma tentativa de vingança sobre uma amante que o deixou. A modelo está com lágrimas de contas de vidro nas bochechas. Aqui, mais uma vez, Man Ray está explorando o seu interesse no real e irreal, desafiando o significado da fotografia.


Pouco antes da Segunda Guerra Mundial, Man Ray voltou para os Estados Unidos e se estabeleceu em Los Angeles a partir de 1940, até 1951. Ele estava desapontado por ter sido reconhecido somente por sua fotografia nos Estados Unidos e não pelo cinema, pintura, escultura e outros meios de comunicação em que trabalhava. Em 1951 Man Ray retornou a Paris. Ele se concentrou principalmente na pintura até sua morte em 1976.


Man Ray - La Fortune, 1938 – óleo sobre linho – 60,2 x 73,2 cm – The Whitney Museum of Art, New York, USA


"Registrar meus sonhos nunca foi meu objetivo, apenas a determinação para realizá-los." – Man Ray em catálogo da exposição Julien Levy, Abril de 1945.

"Criar é divino, reproduzir é humano." – Man Ray em "Originais Gráficos Múltiplos", por volta de 1968, publicado em Objets de Mon Affection, de 1983.

"Eu pinto o que não pode ser fotografado, o que vem da imaginação ou de sonhos, ou de um desejo inconsciente. Eu fotografo as coisas que eu não desejo pintar, as coisas que já têm uma existência." – Man Ray em entrevista sem data, por volta de 1970, publicada em “Man Ray: Fotógrafo”, de 1981.


Man Ray - Observatory Time: The Lovers, 1936 – óleo sobre tela – 100 x 250,4 cm – coleção particular

Quando Lee Miller deixou Man Ray em 1932, ele foi tomado por um desespero que expressou através da arte, fazendo algumas das obras mais memoráveis de sua carreira nesse período. Segundo ele, todos os dias, durante dois anos, ao acordar, a primeira coisa que fazia era continuar esta pintura, e isso o ajudou a superar a perda. Ele fez uma série de pinturas e objetos sobre os lábios de Lee Miller. 


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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Tom Jobim - Chovendo na Roseira



Tom Jobim - Chovendo na Roseira


Em 1967, Tom Jobim criou a valsa “Children´s Games” (Brincadeiras de Crianças), com arranjos de Eumir Deodato. Uma obra instrumental que faz o ouvinte se sentir num cenário, com personagens e enredo com início, meio e fim. Sete anos depois, a canção foi rebatizada como “Chovendo na Roseira” e recebeu a voz de Elis Regina, e um novo arranjo, do pianista César Camargo Mariano, para o disco “Elis e Tom”. A canção foi incluída no álbum duplo Terra Brasilis de 1980.

Olha! Está chovendo na roseira
Que só dá rosa mas não cheira
A frescura das gotas úmidas
Que é de Luisa, que é de Paulinho, que é de João
Que é de ninguém

Pétalas de rosa carregadas pelo vento
Um amor tão puro carregou meu pensamento

Olha! Um tico-tico mora ao lado
E passeando no molhado
Adivinhou a primavera

Olha! Que chuva boa prazenteira
Que vem molhar minha roseira
Chuva boa criadeira
Que molha a terra, que enche o rio, que limpa o céu
Que traz o azul

Olha! O jasmineiro está florido
E o riachinho de água esperta
Se lança em vasto rio de águas calmas

Ah! Você é de ninguém...

Clique sobre o vídeo abaixo:




Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 — São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora conhecida por sua competência vocal, musicalidade, presença de palco, e é considerada por muitos críticos como a melhor cantora popular do Brasil entre os anos 1960 e o início dos anos 1980. Para muitos, foi a melhor cantora brasileira de todos os tempos, comparada a cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan e Billie Holiday. Foi casada com Ronaldo Bôscoli, com quem teve o músico João Marcelo Bôscoli (1970) e a partir de 1972, casou com o pianista César Camargo Mariano, com quem teve o músico Pedro Camargo Mariano (1975) e a cantora Maria Rita Camargo Mariano (1977). Aclamada no Brasil e no exterior, Elis Regina faleceu no auge de sua carreira, aos 36 anos de idade.




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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Análise da pintura “The Orange Trees” de Gustave Caillebotte

Gustave Caillebotte - The Orange Trees, 1878 – óleo sobre tela – 155 x 117 cm - Museum of Fine Arts Houston, Houston, USA


Análise da pintura “The Orange Trees” de Gustave Caillebotte

Caillebotte pintou esta tela na propriedade rural de sua família em Yerres, capturando o tema moderno de atividades de lazer refinadas. A cena ensolarada, com o calor do verão quase palpável irradiando do caminho do jardim, muito provavelmente foi pintada ao ar livre, de acordo com o estilo Impressionista. As pinceladas curtas e esboçadas empregadas por Caillebotte incorporam seu desejo de capturar um momento fugaz, aquele instante antes que as mudanças de luz e o sentimento de delicioso repouso tranquilo pudessem ser interrompidos. No entanto, mesmo esses aspectos impressionistas não são inteiramente responsáveis pela natureza marcante dessa pintura. Inspirado pela fotografia, gravuras japonesas, e a estética das avenidas recém-construídos do Barão Haussmann e prédios de apartamentos uniformes da moderna Paris, Caillebotte explorou uma nova maneira de ver e transpor essa visão em um plano bidimensional.

A imagem descreve uma cena diurna. O irmão de Caillebotte, Martial, está lendo, sentado à sombra das laranjeiras, de costas para o espectador. A prima deles, Zoé, está de pé, encostada em um dos grandes vasos de jardim, que contêm as árvores. As poses de Martial e Zoé sugerem que eles estão apreciando a tarde tranquilamente, imersos em seus pensamentos. As cadeiras de jardim no primeiro plano aparecem em outras obras pintadas em Yerres. Ao fundo, a luz do sol ilumina um canteiro circular cercado por um caminho curvo de cascalho, onde um cão parece estar dormindo. Caillebotte emprega um nítido contraste entre o primeiro plano de sombra, na parte inferior da imagem e o fundo brilhante. As sombras são pintadas em verdes e roxos opacos, enquanto o gramado e as flores são pintados em verdes, vermelhos e brancos brilhantes. Este contraste contribui para uma sensação de calor da tarde.

Foto do laranjal da propriedade Caillebotte em Yerres nos dias atuais


Gustave Caillebotte (19 de Agosto de 1848 - 21 de Fevereiro de 1894) foi um pintor francês, membro e patrono dos artistas Impressionistas, embora ele pintasse de uma forma muito mais realista do que os outros artistas do grupo. Gustave Caillebotte nasceu em uma família parisiense de classe alta. Seu pai, Martial Caillebotte (1799-1874), foi o herdeiro da empresa têxtil militar da família e também era um juiz. Em 1860, o pai de Gustave comprou uma grande propriedade em Yerres, ao sul de Paris e a família Caillebotte começou a passar muitos de seus verões lá, uma cidade às margens do rio Yerres. Provavelmente foi nessa época que Caillebotte começou a desenhar e pintar.

Por volta de 1874, Caillebotte conheceu e fez amizade com vários artistas que trabalhavam fora da Academia Francesa oficial, incluindo Edgar Degas e Giuseppe de Nittis. Os Impressionistas se separaram dos pintores acadêmicos que exibiam nos Salons de Paris anuais. Caillebotte fez sua estreia na segunda exposição Impressionista em 1876. Ele ficou entusiasmado com a visão fresca e radical dos impressionistas. Durante os seis anos seguintes, participou regularmente nas suas exposições, apresentando pinturas de pessoas e lugares que ele encontrava em Paris e seus arredores. Caillebotte se estabeleceu como uma força artística do grupo, bem como um organizador vital, que ajudou a curar e financiar as suas exposições, com dinheiro da fortuna herdada de seus pais. Durante sua breve carreira, ele também se tornou um patrono e mecenas significativo, acumulando uma coleção de mais de setenta obras, incluindo obras-primas de Degas e Renoir, bem como de Paul Cézanne, Claude Monet, Berthe Morisot, Camille Pissarro e Alfred Sisley. Ele legou sua coleção para o estado, e esta tornou-se a pedra angular da arte impressionista em museus nacionais franceses.


Foto da propriedade Caillebotte em Yerres nos dias atuais


Esse blog possui mais artigos sobre Gustave Caillebotte. Clique sobre esses links para ver:



Para mais informações e fotos sobre o Impressionismo, acesse o artigo “O Impressionismo é Impressionante” nesse blog, clicando sobre o link:



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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

A história da pintura de Vincent van Gogh - Village Street and Steps in Auvers

Vincent van Gogh - Village Street and Steps in Auvers, Maio de 1890 – óleo sobre tela – 50 x 70 cm – Saint Louis Art Museum, USA


A história da pintura de Vincent van Gogh - Village Street and Steps in Auvers 

As expressivas linhas rodopiantes da rua em primeiro plano, se movem para trás, para o centro da composição e se juntam na base de uma escada em que um homem idoso com uma bengala, desce. Castanheiras estão em flor para a direita e a esquerda, e dois pares de mulheres caminham ao longo da rua. O trabalho é de uma densidade compacta, quase claustrofóbica e o céu quase não se vê. O local retratado é Rue de Sansonne, Auvers-sur-Oise, Ile-de-France, France.

A vida de Vincent van Gogh foi curta, mas sua luta por amor e reconhecimento foi longa e no final, insuportável. Porém, como muitas pessoas com problemas mentais, sua imaginação desempenhou um papel proeminente na forma como ele acreditava que outras pessoas pensavam sobre ele e sua arte. Vincent Willem van Gogh (Zundert, Holanda, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, França, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, autorretratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida.

Durante sua breve carreira artística de dez anos, de 1880 a 1890, Van Gogh produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras. Ele iniciou na Holanda, até que a França exerceu irresistível apelo, como para tantos artistas antes e depois dele. De 1886 a 1888, ele morou em Paris, de 1888 a 1889, em Arles, de 1889 a 1890, em Saint-Rémy, onde tentou se recuperar de uma doença mental e, finalmente, a partir de 20 de Maio de 1890 até sua morte, em 29 de Julho de 1890, ele morou em Auvers-sur-Oise, para tentar se recuperar completamente.




Auvers-sur-Oise é uma pequena aldeia à beira do rio Oise, cerca de 30 km de Paris. Era a cidade onde o Dr. Paul-Ferdinand Gachet, um médico, artista e colecionador, morava. Van Gogh recebeu tratamento dele e fez uma série de retratos do médico, algumas pinturas e uma gravura. Vincent mudou para um pequeno quarto em uma pousada de propriedade de Arthur Gustave Ravoux e imediatamente começou a pintar os arredores de Auvers-sur-Oise. Ele escreveu a seu irmão, Theo: "Auvers é muito bonita, é uma área rural, típica e pitoresca." Auvers era uma aldeia de artistas, onde pintores como Armand Guillaumin, Camille Pissarro, Charles-François Daubigny, Jean-Baptiste-Camille Corot e Paul Cézanne já haviam trabalhado. Em Auvers, Van Gogh pintou mais de 70 telas. Durante estas últimas semanas de sua vida, foi apenas devido ao seu trabalho que ele pôde esquecer sua doença.

O local da pintura, nos dias atuais


Ao entardecer de 27 de Julho de 1890, Van Gogh entrou nos campos de Auvers-sur-Oise e se matou com um tiro (há dúvidas se ele cometeu suicídio, ou se houve um acidente). Ele conseguiu se arrastar de volta para a pousada, onde morreu dois dias depois nos braços de seu irmão Theo. Além dele e do Dr. Gachet, alguns amigos de Paris, entre eles Bernard e "Père" Tanguy, participaram do funeral. A morte de Van Gogh provocou uma onda de condolências e discussões que revelaram o seu lugar no mundo da arte de seu tempo. A grande quantidade de literatura publicada posteriormente sobre a vida e obra de Van Gogh mostra que Theo estava certo quando disse: "Ele certamente não será esquecido".

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