segunda-feira, 24 de julho de 2017

Série Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia)

Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia), 1899 – litografia colorida sobre linho – 110 x 41 cm


Série Alphonse Mucha – The Times of the Day (As Horas do Dia)


Nesta série, Mucha combinou cores frescas e delicadas com motivos florais exuberantes. Cada mulher está em um ambiente natural que reflete seu humor. Todas estão em uma elaborada moldura decorativa que lembra uma janela gótica. Esses painéis ilustram todas as qualidades típicas dos cartazes de Mucha: as belas mulheres com gestos sugestivos, o uso decorativo de flores e cabelos fluidos, as cores sutis e impressionantes que se combinam para criar uma harmonia convincente de visão cuja intenção é inspirar e elevar o espectador.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Morning Awakening (Despertar Matinal), 1899


Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.
Mucha se estabeleceu como um dos principais artistas de cartazes comerciais entre 1895 e 1900. Durante este período, seis cartazes de Mucha apareceram em Les Maîtres de l'Affiche, publicação mensal de Jules Chéret com os melhores cartazes da época, selecionados por ele. A partir desse momento, o estilo distintivo de Mucha foi chamado 'le style Mucha', tornando-se sinônimo do estilo Art Nouveau.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Brightness of Day (Brilho do Dia), 1899


Ao ganhar um reconhecimento público mais amplo como o "Mestre do cartaz Art Nouveau", Mucha alcançou grande sucesso em um novo gênero: painéis decorativos ('panneaux décoratifs'). Painéis decorativos eram cartazes sem texto, projetados exclusivamente para apreciação artística ou decoração de paredes interiores. Foi o impressor Champenois quem inventou essa ideia do ponto de vista comercial: maximizar a oportunidade de negócios, reciclando os projetos de Mucha para muitas edições diferentes. No entanto, foi Mucha que os transformou em uma nova forma de arte, acessível e disponível para o público em geral, enquanto que, tradicionalmente, as obras de arte estavam disponíveis apenas para os poucos privilegiados. Mucha acreditava que, através da criação de belas obras de arte, a qualidade de vida poderia seria melhorada. Ele também acreditava que era seu dever como artista promover arte para pessoas comuns. Ele conseguiu cumprir ambos os objetivos por meio do seu conceito inovador de painéis decorativos produzidos em massa.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Evening Contemplation (Contemplação Noturna), 1899


Mucha produziu uma grande quantidade de pinturas, cartazes, propagandas e ilustrações de livros, esculturas, bem como desenhos para joias, tapetes, papéis de parede e cenários de teatro no que foi denominado inicialmente The Mucha Style, mas tornou-se conhecido como Art Nouveau (francês para "nova arte"). As obras de Mucha frequentemente incluíam belas mulheres jovens em vestes flutuantes, vagamente neoclássicas, muitas vezes cercadas por flores exuberantes que às vezes formavam halos atrás de suas cabeças.

O estilo de Mucha foi exposto internacionalmente na Exposição Universal de 1900 em Paris, da qual Mucha disse: "Acho que a Exposition Universelle contribuiu para trazer valores estéticos para as artes e ofícios. Ele declarou que a arte existia apenas para comunicar uma mensagem espiritual, e nada mais.


Alphonse Mucha - The Times of the Day - Night’s Rest (Descanso da Noite), 1899


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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm - Staatsgalerie Stuttgart, Stuttgart, Germany


A história da pintura de Edgar Degas - The Billiard Room at Menil-Hubert


Edgar Degas - Salle de billard au Ménil-Hubert [Billiard Room at Ménil-Hubert], 1892 – óleo sobre tela – 50,7 x 65,9 cm – Musée D´Orsay, Paris

Esta pintura do Musée d'Orsay é um esboço para uma composição mais completa atualmente na Staatsgalerie em Stuttgart. Esses trabalhos são exemplos raros de Degas como pintor de interiores.


A partir da década de 1860, Degas costumava passar seus verões na Normandia em Ménil-Hubert (Departamento de Orne), na propriedade rural de seu amigo de infância Paul Valpinçon. Lá, ele pintou retratos de membros daquela família, e também produziu vistas de interiores, incluindo essa, de uma sala de bilhar.

Leia sobre Paul Valpinçon e veja pinturas de Degas sobre ele, nesse link:



Nessa pintura, camadas de cores se sobrepõem, formando efeitos surpreendentes, como no tapete e nos papéis de parede. Há uma diferença no tratamento das pinturas penduradas nas paredes e a tapeçaria. O local inabitado proporciona uma experiência espacial em si e está repleta de potencial para dramas humanos.

Em uma carta datada 27 de Agosto de 1892, Edgar Degas escreveu para seu amigo, o escultor Albert Bartholomé, dizendo que mais uma vez ele teve que adiar seu retorno a Paris porque ele acabara de começar uma outra pintura: "Eu queria pintar e decidi tentar salas de bilhar. Pensei que eu sabia um pouco sobre a perspectiva, porém não sabia nada sobre isso e pensei que poderia substituí-la por um processo de perpendiculares e horizontais, tentando calcular os ângulos nos espaços. Eu trabalhei duramente nisso ".

Leia sobre Albert Bartholomé e veja suas obras, clicando sobre esse link:



Degas fez mais uma pintura do interior da propriedade em Menil-Hubert:


Edgar Degas - Interior at Menil-Hubert, 1892 – óleo sobre tela – coleção particular


Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. Mais da metade de suas obras retratam dançarinas. Ele é considerado um dos fundadores do impressionismo, embora ele rejeitasse o termo, preferindo ser chamado de realista. Degas era um excelente desenhista, especialmente na representação de movimento, como pode ser visto em sua interpretação de dançarinas, corridas de cavalos e nus femininos. Seus retratos são notáveis por sua complexidade psicológica.

Esse blog possui mais artigos sobre Edgar Degas. Clique sobre os links abaixo para ver:





Veja e leia sobre As bailarinas de Degas, clicando nesse link:



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segunda-feira, 17 de julho de 2017

A história da pintura de Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs

Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs (Une Matinée. la Danse des Nymphes), 1850 – óleo sobre tela – 98 x 131 cm – Musée D´Orsay, Paris



A história da pintura de Camille Corot - A Morning. the Dance of the Nymphs


A pintura “A Morning. the Dance of the Nymphs” (Uma Manhã, a Dança das Ninfas) foi o resultado de uma "colagem" de duas cenas diferentes. Embora a pintura tenha sido apresentada como uma bacanal no Salão de Paris de 1851, as figuras da dança podem ter sido baseadas no devaneio do artista das cenas lembradas da ópera. Além disso, o pano de fundo das árvores se assemelha a uma cortina de palco, e impregna toda a cena com a atmosfera de um balé. O título acrescenta ainda a essa ambiguidade, a palavra "matinée" possivelmente sendo uma alusão a performances diurnas, em oposição a "soirées".

A “Dança das Ninfas” representa um momento de virada na carreira de Corot, anunciando sua mudança de paisagens "históricas" para "líricas" onde o mundo natural está cada vez mais sujeito a efeitos atmosféricos. Aqui, no entanto, o artista não vai tão longe quanto as paisagens "puras" como as dos pintores da escola de Barbizon, de quem era muito próximo. O trabalho de Corot mantém a marca da tradição, tanto na sobrevivência dos temas mitológicos quanto na clara distinção entre os estudos da natureza e as pinturas de estúdio.

Para esta paisagem, Corot produziu uma imagem espelhada de um estudo que ele fez nos jardins do Palácio Farnese em Roma, vinte anos antes. As folhas suaves e borradas, tão específicas para este período posterior do trabalho de Corot, testemunham o interesse do artista pelos elementos da natureza e não pelos personagens retratados. Este é um aspecto significativo que contribuiu para a importância de Corot no desenvolvimento da pintura do século XIX. Ele está a um passo de distância da paisagem rural, que anunciou a pesquisa dos futuros impressionistas.


Camille Corot - A Morning. The Dance of the Nymphs (Une Matinée. La Danse des Nymphes), 1850 – óleo sobre tela – 98 x 131 cm – Musée D´Orsay, Paris - detalhe


Jean-Baptiste-Camille Corot (17 de Julho de 1796 – 22 de Fevereiro de 1875) foi um pintor francês de paisagens e de retratos, assim como um gravurista. Ele é uma figura fundamental na história da pintura de paisagem e sua vasta produção faz referência tanto à tradição Neo-Clássica, como antecipa as inovações do plein-ar do impressionismo. Em 1825-1828, Corot viajou para a Itália (o que era considerado essencial para a formação de um artista da paisagem). Em 1827, ele enviou suas primeiras pinturas ao Salão de Paris. Corot viajou extensivamente pela Europa ao longo de sua vida, e durante essas viagens ele pintou ao ar livre, preenchendo inúmeros cadernos com desenhos. Durante os meses de inverno, ele trabalhava em estúdio, em ambiciosas paisagens e temas mitológicos e religiosos destinadas para o Salão de Paris. Sua reputação foi estabelecida na década de 1850, que também foi o período em que seu estilo se tornou mais suave e suas cores mais restritas. Sua influência na posterior pintura de paisagem do século 19, incluindo os Impressionistas, foi imensa, particularmente em sua interpretação de luz sobre a paisagem.


Esse blog possui mais um artigo sobre Camille Corot. Clique aqui para ver:



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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Aquarela, uma técnica de pintura

John Singer Sargent - In a Levantine Port, c. 1906 – aquarela sobre papel - Brooklyn Museum, New York, USA


Aquarela, uma técnica de pintura


Huang Junbi (1898-1991), Scholar Contemplating Waterfall – tinta e aquarela sobre papel - 56.2 x 34.9 cm – coleção particular


Albrecht Durer - A Young Hare, 1502 – aquarela sobre papel – 25,1 x 22,6 cm - Albertina Museum, Viena, Austria


Aquarela é um método de pintura em que as tintas são feitas de pigmentos suspensos em uma solução à base de água, sendo possível controlar a adição de água a fim de criar uma pintura luminosa ou impactante. Aquarela refere-se tanto ao meio quanto à arte final resultante. As aquarelas são geralmente translúcidas e parecem luminosas porque os pigmentos são colocados de forma pura. O material de suporte tradicional e mais comum ao qual a tinta é aplicada usando a técnica de aquarela é papel. Outros suportes incluem papiros, plásticos, couro, tecido, madeira e tela. O papel de aquarela é geralmente feito inteiramente ou parcialmente com algodão, o que dá uma boa textura e minimiza a distorção quando molhado.


Joseph Mallord William Turner - Caernarvon Castle, 1799 – aquarela e lápis sobre tela – 57 x 82,5 cm – coleção particular


John James Audubon - Plate 21. Mocking Bird – coleção Birds of America, 1827 – 1838 - aquarela


Estima-se que a técnica tenha surgido há cerca de 2000 anos, na China, simultânea ao surgimento do papel e dos pincéis de pelos de coelhos. No Leste Asiático, em pinturas chinesas, coreanas e japonesas, a aquarela tem sido o meio dominante, muitas vezes em preto ou marrom monocromático. Outros países também têm tradições longas de pintura aquarela. A pintura de aquarela é extremamente antiga, e foi usada para ilustração de manuscritos, especialmente na Idade Média europeia. No entanto, sua história contínua como meio de arte começa com o Renascimento. O artista alemão Albrecht Dürer (1471-1528), pintou vários animais selvagens, pinturas botânicas, aquáticas e paisagens, e é considerado entre os primeiros expoentes da aquarela.


Edward Petrovich Hau – “Interiors of The New Hermitage, The Room of the Russian School” – 1855 – aquarela - 30.8 x 37 cm – Hermitage Museum, Saint Petersburg, Russia


Dante Gabriel Rossetti – Morning Music, 1864 – aquarela - Fitzwilliam Museum (University of Cambridge), Cambridge, UK


Paul Cézanne – Self-Portrait, c. 1895 – aquarela – 26 x 22 cm - Sammlung Feilchenfeldt, Zürich, Switzerland


A ilustração botânica e ilustração da vida selvagem talvez formem as tradições mais antigas e mais importantes na pintura aquarela, e atingiu o seu auge no século 19 com artistas como John James Audubon (1785 – 1851), e até os dias atuais, muitos guias de campo naturalistas ainda são ilustrados com aquarelas.


Wassily Kandinsky - Untitled (First Abstract Watercolor), 1910 – aquarela sobre papel – 196 x 188 cm - Georges Pompidou Center, Paris, France


August Macke – “Mit gelber Jacke” – 1913 – aquarela - 29.5 × 44.5 cm - Ulmer Museum, Ulm, Baden-Wurttemberg, Germany


 Paul Signac – Carnival at Nice – giz e aquarela sobre papel - Yale University Art Gallery, UK


Joseph Mallord William Turner (1775-1851), trouxe a pintura aquarela ao mais alto nível de refinamento e criou centenas de magníficas pinturas aquáticas, topográficas, arquitetônicas e mitológicas. Belas paisagens e aquarelas marítimas foram feitas por Paul Signac (1863-1935) e Paul Cézanne (1839-1906). Entre os muitos artistas do século 20 que produziram importantes obras de aquarela, estão Wassily Kandinsky (1866 – 1944), Emil Nolde (1867 – 1956), Paul Klee (1879 – 1940), John Singer Sargent (1856 – 1925), Raoul Dufy (1877 – 1953) e Edward Hopper (1882 – 1967).


Raoul Dufy - Still Life, 1928 – aquarela sobre papel - 67 x 53 cm - Evergreen Museum and Library, Baltimore, Maryland, USA


Edward Hopper - Jo In Wyoming, 1946 – aquarela sobre papel - 35.43 x 50.8 cm - Whitney Museum of American Art - New York, USA

Esse blog possui um artigo sobre essa aquarela. Clique sobre esse link para ver:

Pablo Picasso - "Faun, Horse and Bird" – 1936 - aquarela e tinta sobre papel - 44.2 x 54.4 cm - Musée Picasso, Paris, France  


Assista uma vídeo-aula de pintura com aquarela:




Edward Hopper, Jo Sketching at Good Harbor Beach, 1925-28 – aquarela - 35.2 x 50.8 cm - Whitney Museum of American Art, New York


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segunda-feira, 3 de julho de 2017

Pinturas e ilustrações de Julho

Vincent van Gogh - The Fourteenth of July Celebration in Paris, 1886 – óleo sobre tela – coleção particular


Pinturas e ilustrações de Julho


Alphonse Mucha – Juillet, 1899 – ilustração - série Meses do Ano

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Maurice Prendergast - Central Park, New York City, July 4th, 1903 – aquarela sobre papel - 53 x 35.8 cm – coleção particular


Gaspar Camps i Junyent – Julio – ilustração


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alfred Sisley - Fete Day at Marly Le Roi (The Fourteenth of July at Marly Le Roi), 1875 – óleo sobre tela - 73 x 54 cm - Higgins Art Gallery, Bedford, UK


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Juillet, 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para cria- r doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Alfred Sisley - July Afternoon near the Forest, 1887 – óleo sobre tela – coleção particular


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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Análise da pintura de Peter Paul Rubens - Portrait of Susanna Lunden (Le Chapeau de Paille)

Peter Paul Rubens - Portrait of Susanna Lunden (Le Chapeau de Paille), 1622-1625 – óleo sobre madeira de carvalho – 79 x 54,6 cm – The National Gallery, London, UK


Análise da pintura de Peter Paul Rubens - Portrait of Susanna Lunden (Le Chapeau de Paille)


O retrato é provavelmente de Susanna Lunden, nascida Susanna Fourment, terceira filha de Daniel Fourment, um comerciante de seda e tapeçaria de Antuérpia. Sua irmã mais nova Helena tornou-se a segunda esposa de Rubens em 1630. Susanna Fourment casou-se com seu segundo marido Arnold Lunden em 1622. O retrato provavelmente data da época. O olhar direto da modelo sob a sombra do chapéu, juntamente com o anel em seu dedo, sugere que a pintura é um retrato de casamento.

O título "Le Chapeau de Paille" (O Chapéu de Palha) foi usado pela primeira vez no século 18. Na verdade, o chapéu não é de palha. 'Paille' pode ser um erro para 'poil', que é a palavra francesa para feltro. O chapéu, que sombreia o rosto da modelo, é a característica mais proeminente da pintura. Rubens ampliou a pintura à medida que o trabalho prosseguia, adicionando uma terceira tira de madeira à direita e ampliando a imagem na base. As adições criaram uma maior extensão de céu, e Rubens adicionou nuvens à direita que contrastam com o céu mais claro à esquerda, de onde a luz incide sobre o corpo e as mãos da modelo.


Sir Peter Paul Rubens (28 de Junho de 1577 - 30 de Maio de 1640) foi um pintor barroco flamengo. Possuía um estilo barroco extravagante que enfatizava movimento, cor e sensualidade, Rubens é bem conhecido por seus altares Contrarreformistas, retratos, paisagens e pinturas históricas de temas mitológicos e alegóricos. Além de administrar um grande estúdio na Antuérpia, que produzia pinturas que eram populares com a nobreza e com colecionadores de arte em toda a Europa, Rubens era um estudioso humanista, classicamente educado e um diplomata, condecorado por Filipe IV da Espanha e por Charles I da Inglaterra.


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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Análise da pintura de Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions

Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions (Natureza Morta com Prato de Cebolas), 1889 – óleo sobre tela – 64 x 50 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo, Netherlands


Análise da pintura de Vincent Van Gogh - Still Life with a Plate of Onions


Após sair de uma hospitalização, Van Gogh alugou a Casa Amarela em Arles e convidou Paul Gauguin para vir trabalhar com ele lá. Mas logo eles se desentenderam. Após uma discussão acalorada, Van Gogh ficou desorientado e cortou sua própria orelha esquerda. Ele foi então internado no hospital em Arles e recebeu alta em 7 de janeiro de 1889.

Naquele dia, ele escreveu para seu irmão Theo que ele pretendia começar a trabalhar em duas naturezas mortas no dia seguinte, para se acostumar a pintar novamente. Uma delas é essa “Natureza Morta com Prato de Cebolas”, pintada em cores contrastantes. A pintura foi realizada com pinceladas quase horizontais, enquanto o fundo foi composto de pinceladas verticais.

Os objetos indicam que Van Gogh recuperou novamente a rotina do cotidiano: a carta de Theo, o prato de cebolas, o cachimbo com tabaco, a garrafa de vinho ou absinto, o bule de café, o calendário com a vela acesa, o pedaço de cera de selagem, a caixa de fósforos e, finalmente, o livro “Annuaire de la Santé” sobre boa nutrição e higiene.

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, auto-retratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.

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sexta-feira, 16 de junho de 2017

A história da pintura de John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy

John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy – 1907 – óleo sobre tela - 71.4 × 56.5 cm - The Art Institute of Chicago, USA


A história da pintura de John Singer Sargent - The Fountain, Villa Torlonia, Frascati, Italy


Situado num jardim iluminado pelo sol, na cidade central de Frascatti, este encantador retrato duplo é repleto de luz. Nessa pintura, Sargent retratou a artista Jane de Glehn esboçando o cenário em frente dela, assistida por Wilfrid de Glehn, seu marido artista. Jane descreveu como foi posar para a pintura em uma carta para sua irmã Lydia, em 6 de outubro de 1907, dizendo que Sargent estava fazendo uma imagem divertida dela, empoleirada em uma balaustrada, com Wilfrid olhando o esboço com uma expressão desdenhosa e uma atitude indolente. Nessa carta, ela também diz que parece um pierrô, vestida toda de branco, com uma bata de pintura branca e um véu azul pálido ao redor do chapéu, e com uma expressão preocupada como, segundo Sargent, todo artista deve ter.

Jane Erin Emmet de Glehn (1873 - 1961) era uma pintora americana de retratos. A carreira de Jane Emmet começou enquanto estudava na New York's Art Students League. Em seguida, viajou para a Europa para ver o trabalho dos Grandes Mestres e continuar seus estudos. Depois de retornar à América, conheceu e se casou com o notável pintor impressionista britânico Wilfrid de Glehn (1870-1951). Após o casamento, o casal viajou para Cornwall, na Inglaterra, Paris e Veneza e se estabeleceu em Londres. Na Inglaterra, Jane continuou a desenhar e pintar, expondo seu trabalho no New English Art Club e na Royal Academy. Ela trabalhava principalmente com giz e carvão vegetal. O jovem casal se tornou frequente companheiro de viagem do pintor americano John Singer Sargent, que Jane Emmet de Glehn conheceram durante a apresentação da dançarina Carmencita em 1890. Entre 1905 e 1914, o trio se retratou em muitas de suas obras enquanto viajava pela Europa.

John Singer Sargent (Florença, 12 de janeiro de 1856 — Londres, 14 de abril de 1925) foi um dos retratistas mais procurados e prolíficos da alta sociedade internacional. Um americano expatriado, John Singer Sargent pintou com elegância o mundo cosmopolita, ao qual pertencia. Nascido de pais americanos que residiam na Itália, Sargent passou sua vida adulta em Paris, movendo-se para Londres em meados de 1880. O artista viajava com frequência, e foi durante essas viagens que ele experimentou mais extensivamente com pintura en plein air, ou ao ar livre. Tornou-se um dos maiores retratistas e muralistas de seu tempo. Com a maestria técnica e a engenhosidade de seus trabalhos, retratou brilhantemente seus modelos, com foco no refinamento aristocrático e a altivez.

Sargent cultivou e manteve amizades (tais como os artistas Claude Monet e Auguste Rodin, os escritores Robert Louis Stevenson e Henry James, e o ator Ellen Terry, entre outros) que foram essenciais para a sua arte, nutrindo sua criatividade e fornecendo inspiração, e elas foram cruciais para o desenvolvimento de sua carreira ao longo de sua vida. Sargent constantemente expandiu o seu círculo de colaboradores, permanecendo dedicado aos amigos ao longo da vida. Por exemplo, era comum Sargent manter relações sociais com clientes, anos depois de ter concluído os seus retratos. Sua rede de amigos tornou possível alcançar o sucesso em ambos os lados do Atlântico.


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sábado, 10 de junho de 2017

A história do retrato de Henri Matisse por André Derain

André Derain – “Henri Matisse”, 1905 – óleo sobre tela – 46 x 34,9 cm – Tate Modern, London, UK


A história do retrato de Henri Matisse por André Derain


Este retrato pode ter sido o exposto no Salon d'Automne em outubro-novembro de 1905 como 'Portrait'. Ele foi feito durante um feriado no porto de pesca de Collioure, no sul da França, no verão de 1905, quando Henri Matisse e Derain pintaram retratos uns dos outros. Durante esta viagem, Derain também pintou uma pequena tela de Matisse sentado com os pés descalços numa mesa na praia.


André Derain – Portrait of Henri Matisse, c. 1905 – óleo sobre tela – 33 x 41 cm – Philadelphia Museum of Art, PA, USA

Esta pintura é um dos três retratos de Matisse feitos por Derain, que são a representação de um artista mais jovem de seu mentor mais velho, e também um souvenir do verão, quando eles influenciaram o trabalho um do outro. Matisse é visto através de uma porta, sentado em uma mesa dobrável junto ao mar. Descalço, com as calças enroladas acima dos tornozelos, ele senta-se numa cadeira de praia frágil. As pinceladas espessas de pigmento saturado transformam pontos delicados do Pontilhismo em um estilo ousado de pinceladas individuais colocadas lado a lado ou uma acima da outra. O resultado é um padrão semelhante a um mosaico e um esquema rítmico de cores primárias que mantêm a frescura de um esboço rápido enquanto captura vividamente a configuração onde Matisse e Derain trabalhavam.


Matisse conheceu Derain em 1900 e, no outono de 1904, quando Derain acabava de voltar de seu serviço militar, o ajudou a persuadir seus pais a não o fazer desistir de sua carreira como pintor. Na primavera de 1905, Derain juntou-se aos Matisses quando foram para o sul em Collioure. Foi lá que os dois artistas fizeran suas primeiras pinturas Fauve puras e características. Em contraste com a estância balneária de Saint Tropez, onde Matisse tinha passado férias e pintado em 1904, Collioure em 1905, era uma cidade portuária e uma autêntica vila de pescadores em declínio. Os guias de turismo da época, enfatizavam a luz e a cor de Collioure como suas atrações mais famosas, e as cartas de Derain para seus amigos em Paris registram que a representação da luz e da sombra era um tema muito discutido pelos dois artistas.

Sob a influência de Matisse, Derain começou a usar cores fortes e não naturalistas, aplicadas em pequenas pinceladas separadas, para transmitir as sensações de luz e sombra. O uso radical de cor deles levou os críticos os descreverem como ‘fauvistas’ ou feras, e ‘fauvismo’ tornou-se um importante paralelo à ascensão do expressionismo na Alemanha. O grupo Les Fauves (os animais selvagens) enfatizava a cor brilhante e os contornos. Outros artistas do Fauvismo foram Georges Braque, Raoul Dufy, Georges Rouault e Maurice de Vlaminck.


André Derain (Île-de-France, 10 de junho de 1880 - Île-de-France, 8 de setembro de 1954) começou a estudar por conta própria. Em 1898, ele estudava engenharia e também pintura com Eugène Carrière. Em 1900 ele conheceu e dividiu um estúdio com Maurice de Vlaminck, mas isso foi interrompido pelo serviço militar até 1904. Então ele passou um período com Henri Matisse no sul da França e depois frequentou a Académie Julian em Paris.

Em março de 1906, o conhecido comerciante de arte Ambroise Vollard enviou Derain para Londres para produzir uma série de pinturas com a cidade como tema. Em 30 pinturas (29 das quais ainda existem), Derain apresentou um retrato de Londres que era radicalmente diferente de qualquer coisa feita por pintores anteriores da cidade, como Whistler ou Monet. Com cores e composições corajosas, Derain pintou várias imagens do Tamisa e da Tower Bridge. Essas pinturas de Londres permanecem entre suas obras mais populares. Em 1907 Derain se mudou para Montmartre para estar perto de seu amigo Pablo Picasso e de outros artistas notáveis. Em Montmartre, ele começou a mudar a paleta Fauvista brilhante para tons mais silenciosos, mostrando a influência do cubismo e de Paul Cézanne. Por volta de 1911, o trabalho de Derain começou a refletir seu estudo dos Antigos Mestres. Ele foi convocado pelo exército durante a Primeira Guerra Mundial. Após a guerra, Derain ganhou nova aclamação como líder do classicismo renovado, então ascendente. Com a loucura de seus anos Fauve muito atrás, ele foi admirado como um defensor da tradição.


Henri Matisse - Portrait of André Derain, 1905 - óleo sobre tela - 29 x 39,5 cm - Tate Modern, London, UK


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terça-feira, 6 de junho de 2017

Análise das pinturas de Diego Velazquez: “Tavern Scene with Two Men and a Girl” e “The Luncheon”

Diego Velázquez – Luncheon, c. 1617 – óleo sobre tela – 108,5 x 102 cm – The State Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Análise das pinturas de Diego Velazquez: “Tavern Scene with Two Men and a Girl” e “The Luncheon”


A pintura, uma das primeiras de Velázquez, retrata uma mesa coberta por um pano enrugado, no qual se encontram duas romãs e um pedaço de pão. As pessoas animadas presentes no almoço incluem um homem idoso à esquerda, um jovem à direita, e um menino alegre segurando uma garrafa de vinho. Na parede do fundo, estão pendurados uma echarpe branca, uma bolsa de couro e, à direita, uma espada. Essa pintura é quase idêntica a outra de Velázquez:


Diego Velázquez - Tavern Scene with Two Men and a Girl, c. 1618-1619 – óleo sobre tela – 96 x 112 cm -  Museum of Fine Arts, Budapest, Hungria


Velázquez não imitava a realidade, ele a criava. Nesta cena de taberna, assim como em outras cenas similares de cozinha ou de taverna, pessoas comuns povoam as telas, em uma situação aparentemente banal, como se as páginas de romances picarescos tivessem se tornado vivas, onde as brincadeiras de servos astutos fizessem cócegas na fantasia dos leitores. Só podemos adivinhar a história exata por trás da imagem, mas se os vermos como personagens de uma história, a presença das figuras tem tanto peso e significado quanto os reis que povoaram as obras do período maduro de Velázquez.

Essa pintura combina uma natureza morta de comida e bebida (com peixe, pão, cenoura, limão e caneca de cobre), com uma representação de três agricultores. A composição mostra um homem jovem gesticulando com a mão direita para reforçar a história vindo de seus lábios meio abertos, e um homem mais velho ouvindo atentamente enquanto segura seu copo para que uma mulher o sirva com vinho.


Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (06 de junho de 1599 - 06 de agosto de 1660) foi um pintor espanhol, o artista principal na corte do rei Filipe IV e um dos pintores mais importantes do Século de Ouro espanhol. Ele era um artista do período barroco, importante como retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou dezenas de retratos da família real espanhola e de outras figuras notáveis, europeus e plebeus, culminando na produção de sua obra-prima "Las Meninas" (1656).


Diego Velázquez – Las Meninas, 1656 – óleo sobre tela – 276 x 318 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain

Esse blog possui um artigo sobre a pintura “Las Meninas” de Diego Velázquez. Clique sobre esse link para ver:



Velázquez foi pintor da corte e curador durante as décadas de 1640 e 1650 da cada vez maior coleção de arte do rei Filipe. Ele aparentemente recebeu um nível de liberdade incomum nessa função. Supervisionou a decoração e desenho interior dos aposentos que tinham as pinturas mais valiosas, adicionando espelhos, estátuas e tapeçarias. Velázquez também foi responsável pelo fornecimento, atribuição e inventário da maioria das pinturas do rei. Ele era amplamente respeitado na Espanha por volta da década de 1650 como um conhecedor de artes. Grande parte da coleção do Museu do Prado atual, incluindo obras de Ticiano, Rafael e Peter Paul Rubens, foram adquiridas e reunidas durante a curadoria de Velázquez.


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sábado, 3 de junho de 2017

Análise da pintura de Raoul Dufy - Regatta at Cowes

Raoul Dufy - Regatta at Cowes, 1934 – óleo sobre linho - 81.6 x 100.3 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C., USA


Análise da pintura de Raoul Dufy - Regatta at Cowes


A pintura mais famosa de Raoul Dufy, "Regatta at Cowes", é conhecida pela sua colorida representação de uma corrida de barcos ao longo da Riviera Francesa. Dufy pintou esta obra-prima quando ele se hospedou em um resort famoso na Ilha de Wight, Inglaterra, local de regatas internacionais. Nesta ocasião, ele testemunhou muitos iates pequenos se preparando para a corrida. Este espetáculo inspirou Dufy a usar suas pinceladas brilhantes e criar essa maravilhosa pintura.

Dufy pintou os iates organizados aleatoriamente, possivelmente vibrando na brisa leve, capturando a energia e o romantismo do ambiente do mar. Esta pintura imensamente colorida retrata a busca da alegria desenfreada, o entusiasmo e a interpretação emocional de Dufy, sem fazer uma afirmação social. Depois de realizar essa pintura, Dufy passou a explorar mais rios, como Deauville e Trouville, onde ele retratou seus barcos chiques. "Regatta at Cowes" continua a encantar os amantes da arte por seu fervor, luminosidade e entusiasmo, e é um marco intemporal e importante para o Fauvismo.


Raoul Dufy (03 de junho de 1877 - 23 de março de 1953) foi um pintor fauvista francês. Ele também era um desenhista, gravador, ilustrador de livros, designer cênico, designer de móveis, e planejador de espaços públicos. A partir de 1905, Dufy entendeu que o Impressionismo era uma coisa do passado e que a pintura estava agora se voltando para uma transcrição de "a imaginação introduzida no desenho e cor". O grupo Les Fauves (os animais selvagens) enfatizava a cor brilhante e os contornos. A pintura de Dufy refletiu essa estética até cerca de 1909, quando o contato com a obra de Paul Cézanne o levou a adotar uma técnica um pouco mais sutil.

A cor era mais importante para Dufy, do que as formas. Ele se concentrou em relações de cores e na composição da arte como um todo, idealizando um sistema que permitiu representar a essência de um espaço sem registrar a cor local. A pintura tradicional tenta criar espaço tridimensional em uma superfície plana, no entanto Dufy usou sua própria fórmula de composição para expressar ritmos visuais através de uma superfície plana bidimensional com profundidade limitada. Os óleos e aquarelas alegres de Dufy retratam acontecimentos da época, incluindo cenas de iates, vistas da Riviera Francesa, festas chiques e eventos musicais. A natureza otimista, da moda, decorativa e ilustrativa de grande parte de seu trabalho fez com que sua produção fosse menos valorizada do que as obras de artistas que abordaram criticamente uma ampla gama de preocupações sociais.


Esse blog possui mais um artigo sobre Raoul Dufy. Clique sobre esse link para ver:



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