terça-feira, 21 de junho de 2016

Série Edvard Munch: Estúdio em Ekely

Edvard Munch – A Construção do Estúdio de Inverno, 1929 – óleo e crayon sobre tela – 149 x 114,5 cm – Munch Museum


Série Edvard Munch: Estúdio em Ekely


Edvard Munch – Madeireiros no trabalho de Construção do Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 100 x 80 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Trabalhadores de Construção na Neve, 1920 – óleo sobre tela – 127 x 103 cm – Munch Museum


Em 1916 Edvard Munch (1863-1944) comprou a propriedade Ekely, um antigo viveiro de plantas em Skøyen, nos arredores de Oslo. Ekely se tornou a sua residência permanente até sua morte, em 1944, e aqui ele finalmente teve espaço suficiente para o seu trabalho.


Edvard Munch – Pedreiros Trabalhando na Construção do Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 100 x 95,5 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Trabalhadores de Construção no Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 120,5 x 101 cm – Munch Museum


Quando Munch mudou para Ekely, ele já era um famoso e rico artista. As boas condições de trabalho em Ekely são refletidas na grande e colorida produção a partir deste momento, inspirada nos arredores próximos. Munch pintou a natureza exuberante, alternâncias sazonais do verão para o outono e do inverno para a primavera, de aragem com os cavalos até a colheita, e também como o homem e seu entorno caracterizam uns aos outros e são partes iguais de um todo maior.
A parte norte do jardim é composta de dois estúdios. Eles são separados por um grande pátio que foi transformado em outros dois estúdios ao ar livre.


Edvard Munch – Trabalhadores de Rua no Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 105 x 151 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Estúdio de Inverno sob Construção, 1929 – óleo sobre tela – 152 x 230 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Pedreiros Trabalhando na Construção do Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 68,5 x 90 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Carpinteiros no Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 82 x 109,5 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Pedreiros na Escada, 1920 – óleo sobre tela – 129 x 105 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Pedreiros Trabalhando no Edifício do Estúdio, 1920 – óleo sobre tela – 96 x 100 cm – Munch Museum


Edvard Munch – Trabalhadores de Construção na Neve, 1920 – óleo sobre tela – 71 x 100 cm – Munch Museum


O segundo de cinco filhos, Edvard Munch (Løten, 12 de Dezembro de 1863 — Ekely, 23 de Janeiro de 1944) perdeu sua mãe e irmã favorita por tuberculose antes de seu décimo quarto aniversário. Tendo abandonado o estudo de engenharia devido a doenças freqüentes, Munch decidiu se tornar um artista. Seus primeiros trabalhos revelaram a influência dos pintores plein-ar, como Monet e Renoir. Em 1889, Munch começou a passar longos períodos em Paris. Exposto ao trabalho de Gauguin e outros simbolistas franceses, Munch desenvolveu uma linguagem simplificada de cores ousadas e linha sinuosa para expressar sua visão do sofrimento humano, como a doença e a morte, depressão e alienação.


Edvard Munch em seu estúdio em Ekely em 1943


Edvard Munch - estúdio ao ar livre em Ekely


Como muitos artistas que amadureceram na esteira do impressionismo, Edvard Munch começou sua carreira pintando cenas estreitamente observadas do mundo em torno dele. Mas a obra de Munch assumiu uma ênfase cada vez mais profunda na subjetividade e uma rejeição ativa da realidade visível. O estilo único e altamente pessoal que ele desenvolveu para transmitir humor, emoção, ou memória influenciou fortemente o curso da arte do século XX e, em particular, o desenvolvimento do Expressionismo. Sobre sua arte, dizia: "Minha arte é realmente uma confissão voluntária e uma tentativa de explicar a mim mesmo minha relação com a vida. É, portanto, na verdade, uma espécie de egoísmo, mas eu constantemente espero que através desta, eu possa ajudar os outros a alcançar a clareza".


Edvard Munch - estúdio em Ekely 


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sábado, 18 de junho de 2016

Paul McCartney, Diana Krall - We Three (My Echo, My Shadow and Me)



Paul McCartney, Diana Krall - We Three (My Echo, My Shadow and Me)

A canção We Three (My Echo, My Shadow And Me) (Nós três: Meu Eco, Minha Sombra e Eu) originalmente foi gravada pela Tommy Dorsey Orchestra em 1940, com vocal de Frank Sinatra. Foi gravada por Paul McCartney para sua coleção de standards americanos, Kisses On The Bottom em 2012. Essa versão de McCartney foi gravada na Capitol Studios, em Los Angeles, com arranjo e piano de Diana Krall.

Nós três, nós estamos sozinhos
Vivendo em uma memória
Meu eco, minha sombra, e eu

Nós três, nós não somos uma multidão
Nós não somos sequer companhia
Meu eco, minha sombra, e eu

De que serve o luar
O luar prateado que brilha acima?
Eu ando com minha sombra
Eu falo com o meu eco
Mas onde está a pessoa que eu amo?

Nós três, vamos esperar por você
Até mesmo a eternidade
Meu eco, minha sombra, e eu

Nós três, nós estamos sozinhos
Vivendo em uma memória
Meu eco, minha sombra, e eu

De que serve o luar
O luar prateado que brilha acima?
Eu ando com minha sombra
Eu falo com o meu eco
Mas onde está a pessoa que eu amo?

Nós três, vamos esperar por você
Até mesmo a eternidade
Meu eco, eco, minha sombra, e eu

Nós estaremos aqui esperando
Meu eco, minha sombra, e eu

Sir James Paul McCartney (Liverpool, 18 de Junho de 1942) é um cantor, compositor, multi-instrumentista, empresário, produtor musical e ativista dos direitos dos animais. McCartney alcançou fama mundial como membro da banda de rock britânica The Beatles, com John Lennon, George Harrison e Ringo Starr. Lennon e McCartney foi uma das mais influentes e bem-sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, escrevendo as canções mais populares da história do rock. Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se numa carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalha com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.

Diana Jean Krall (Nanaimo, 16 de Novembro de 1964) é uma popular cantora e pianista canadense de jazz. Até o momento, ela ganhou cinco prêmios Grammy e oito Juno Awards. Ela também ganhou nove discos de ouro, três de platina e sete de multi-platina.


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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Análise de “Hand with Reflecting Sphere” de M. C. Escher

M. C. Escher - Hand with Reflecting Sphere, 1935 – litogravura – 25 x 43,5 cm - National Gallery of Canada, Ottawa, Canada


 Análise de “Hand with Reflecting Sphere” de M. C. Escher

A obra retrata uma mão segurando uma esfera reflexiva. Na reflexão, a maior parte do espaço em torno do modelo, o próprio Escher, pode ser visto. Autorretratos em superfícies reflexivas e esféricas são comuns na obra de Escher, e essa imagem é o exemplo mais famoso. Na maioria de seus autorretratos deste tipo, Escher aparece no ato de desenhar a esfera. Nesta imagem ele está sentado e olhando para seu reflexo. A cabeça do artista, ou mais exatamente o ponto entre os olhos, está no centro absoluto. Não importa se você se vira, você sempre o verá como o ponto central da imagem.

Escher era fascinado pela mistura da realidade (o próprio espelho e tudo o que o rodeia) com a outra realidade (o reflexo no espelho) como visto nesta obra de arte. Neste espelho, tudo ao seu redor está comprimido em um pequeno círculo, incluindo seu estúdio, quatro paredes, piso, teto e até mesmo um autorretrato. Ele usava imagens de espelho para expressar ideias metafísicas, bem como para criar um senso de ordem. E também para demonstrar dualidades do mundo consciente e inconsciente, realidade e fantasia, a verdade e a mentira, e finalmente, conflitantes pontos de vista espacial.

Maurits Cornelis Escher nasceu na Holanda, em 1898. Foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente em formas completamente diferentes. Ele também era conhecido pela execução de transformações geométricas (isometrias) nas suas obras. Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de ótica. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas e paradoxais. Posteriormente foi considerado um grande matemático geométrico. Escher utilizou quatro tipos de transformações geométricas que são: translações, rotações, reflexões e reflexões deslizantes. Como artista, conquistou a fama apenas em 1953, quando teve sua obra divulgada em uma revista americana. Seus trabalhos representam construções impossíveis e geometria infinita que se alternam e transformam em formas diferentes na mesma imagem. Falecido em 1972, Escher deixou sua contribuição particular para o mundo e aos amantes da arte, sendo, atualmente, um dos artistas mais conhecidos do grande público.

Esse blog possui mais artigos sobre M. C. Escher. Clique sobre os links para ver:




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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Análise de “Caminhante Sobre o Mar de Névoa” de Caspar David Friedrich

Caspar David Friedrich - Caminhante Sobre o Mar de Névoa (Wanderer above the Sea of Fog), 1818 – óleo sobre tela - 98.4 × 74.8 - Kunsthalle Hamburg, Germany


 Análise de “Caminhante Sobre o Mar de Névoa” de Caspar David Friedrich


A pintura encarna a essência dos princípios da estética romântica de paisagem, mostrando uma figura solitária confrontando a natureza em reverência. Em primeiro plano vemos a silhueta escura de um promontório rochoso, onde um viajante olha sobre denso nevoeiro e pináculos de rocha do vale, para as montanhas e picos distantes. O trecho cênico é dominado pelo espaço profundo de uma vista, levando-nos a querer saber o que está além.

Os personagens de Friedrich que habitualmente estão de costas, para olhar o horizonte com muita atenção, são provavelmente autorretratos do artista. Seu andarilho, vestido com sobretudo e segurando um cajado, subiu para um pico rochoso acima das névoas. O espectador olha com os olhos dele, o ângulo de visão alinhado ao seu nível, no espaço da imagem. 

Embora Friedrich tenha pintado esta cena em seu estúdio, ele a esboçou no lugar de inspiração: Elbsandsteingebirge, na Saxônia e Bohemia. Ele sempre foi inspirado pela paisagem alemã e profundamente comovido pela beleza de sua terra natal. Várias interpretações foram feitas sobre a pintura. Pode ser uma metáfora sobre o futuro desconhecido. E pode mostrar a insignificância dos humanos perante a natureza.

Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, um grande paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã. Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Fez diversas viagens ao interior e ao litoral do Báltico em busca de inspiração. Suas obras muitas vezes possuem uma atmosfera nostálgica, com brumas, árvores secas, e dramáticos efeitos de luz, onde ele foi um mestre, especialmente em sua fase madura, e onde foi um inovador. Fazia muitos e minuciosos esboços em desenho para seus quadros, que são quase tão meticulosos quanto os estudos.

Friedrich escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia:

"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros, de fora para dentro".


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terça-feira, 14 de junho de 2016

A História de “O Filho do Homem” de René Magritte

René Magritte – O Filho do Homem, 1946 – óleo sobre tela – 116 x 89 cm – coleção particular


A História de “O Filho do Homem” de René Magritte


Magritte pintou O Filho do Homem como um autorretrato. A pintura mostra um homem em um sobretudo e um chapéu coco, em frente a uma mureta, e atrás dela, o mar e um céu nublado. O rosto do homem está em grande parte escondido por uma maçã verde pairando no ar. No entanto, os olhos do homem podem ser vistos, espreitando sobre a maçã. Outra característica sutil é o braço esquerdo do homem, que parece dobrar para trás, na altura do cotovelo. Essa pintura se assemelha a outras duas pinturas de Magritte: “The Great War on Facades” e “Man in the Bowler Hat”.


René Magritte - The Great War on Facades, 1964 – óleo sobre tela 


René Magritte - Man in the Bowler Hat, 1964 – óleo sobre tela


Sobre a pintura, Magritte disse: "Pelo menos ela esconde o rosto parcialmente. Bem, então você tem a face aparente, a maçã, escondendo o visível, mas oculto, o real rosto da pessoa. É algo que acontece constantemente. Tudo o que vemos esconde outra coisa, e nós sempre queremos ver o que está escondido, pelo que vemos. Há um interesse no que está escondido e que o visível não nos mostra. Este interesse pode assumir a forma de um sentimento bastante intenso, uma espécie de conflito, pode-se dizer, entre o visível que está oculto e o visível que está presente."


René Magritte 

René François Ghislain Magritte (1898 - 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio, mas algumas pessoas desacreditam essa história, que pode ter se originado com a enfermeira da família. Supostamente, quando sua mãe foi encontrada, o seu vestido estava cobrindo seu rosto, uma imagem que tem sido sugerida como a fonte de várias obras de Magritte, de pessoas com um pano obscurecendo seus rostos. Em 1916, Magritte ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem casou em 1922. Trabalhou em uma fábrica de papel de parede, e foi designer de cartazes e anúncios até 1926, quando um contrato com a Galerie la Centaure, na capital belga, fez da pintura sua principal atividade.


René Magritte com Georgette

Magritte fez pinturas de objetos comuns em contextos incomuns, e assim criou sua própria forma de poesia para expressar seu inconsciente, de uma forma filosófica e conceitual. O artista, ao contrário dos outros surrealistas, era uma pessoa perturbadoramente comum, sempre vestindo um sobretudo, terno e gravata. Foi casado com sua esposa Georgette por 45 anos, sem qualquer escândalo, e a quem prometeu uma vida calma e tranquila, burguesa. Em suma, uma pessoa sem graça. Para Magritte suas pinturas não tinham qualquer significado, porque o mistério não tem significado. Ficamos apenas com o mistério e a incerteza, o que torna o trabalho dele mais misterioso e mais atraente.


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segunda-feira, 13 de junho de 2016

20 Pinturas com pessoas costurando ou bordando

Johannes Vermeer - The Lacemaker, c.1669-1671 – óleo sobre tela – 24,5 x 21 cm – Musée du Louvre, Paris


20 Pinturas com pessoas costurando ou bordando


John William Godward - Idle Thoughts, 1898 – óleo sobre tela – 30,5 x 46 cm – coleção particular


José Ferraz de Almeida Junior – Cena de Família de Antonio Augusto Pinto, 1891 - óleo sobre tela - 106 x 137 cm - Pinacoteca do Estado de São Paulo


Carl Larsson – Woman Sewing in the Garden – aquarela


Charles Francis Marchal - Penelope, 1868 – óleo sobre tela - 110.5 x 49.5 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Claude Monet - Madame Monet Embroidering (Camille au métier), 1875 – óleo sobre tela - 65.4 x 55.9 cm – The Barnes Foundation, Philadelphia, USA


Claude Oscar Monet - Camille Monet and a Child in the Artist's Garden in Argenteuil, 1875 – óleo sobre tela -  55.3 x 64.7 cm - Museum Of Fine Arts, Boston, USA


Edward Hopper - Girl at Sewing Machine, 1921 – óleo sobre tela – 48 x 46 cm - Museo Thyssen-Bornemisza, Madrid


 Jean-François Millet - Woman Sewing by Lamplight, 1870–72 – óleo sobre tela - 100.6 x 81.9 cm – The Frick Collection, New York, USA


John William Waterhouse - I am Half-Sick of Shadows, Said the Lady of Shalott, 1915 – óleo sobre tela - 100.3 × 73.7 cm - Art Gallery of Ontario, Canada


Victor Borisov-Musatov - Lady Embroidering, 1901 – tempera sobre tela - The Russian Museum, St. Petersburg, Russia


 Pierre-Auguste Renoir - Marie-Thérèse Durand-Ruel Sewing, 1882 – óleo sobre tela - 64.8 × 53.8 cm – Clark Art Institute, Massachusetts, USA

Marie-Thérèse Durand-Ruel era a filha mais velha de Paul Durand-Ruel, o comerciante de arte (marchand) que inventou o Impressionismo. Esse blog possui um artigo sobre ele. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2015/05/series-arteeblog-grandes-marchands-e.html 


Frederick Carl Frieseke – On the Balcony, 1912-1915 - óleo sobre tela - 91.76 cm x 88.9 cm - Akron Art Museum, Ohio, USA


Berthe Morisot - Pasie sewing on Bougival's Garden, 1881 – óleo sobre tela – 81 x 100 cm - Musee des Beaux-Arts, Pau, France


Giovanni Boldini - Two Women are Sewing - óleo sobre tela – 33 x 27 cm – coleção particular


Vincent van Gogh - Scheveningen Woman Sewing, 1882 – aquarela - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


William Henry Margetson - A Stitch in Time, 1915 – óleo sobre tela - 77 x 55 cm – coleção particular


Mary Cassatt - Young Mother Sewing, 1900 – óleo sobre tela - 92.4 x 73.7 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


August Macke - Woman embroidering in an Armchair: Portrait of the Artist's Wife, 1909 – óleo sobre madeira – 55 x 45 cm - Kunstmuseum, Mulheim an der Ruhr, Germany


Diego Velazquez – The Needlewoman, c. 1640 -1650 – óleo sobre tela – 74 x 60 cm - National Gallery of Art, Washington, USA


quarta-feira, 1 de junho de 2016

A história de "Flaming June" de Sir Frederic Leighton

Sir Frederic Leighton - Flaming June - 1895 – óleo sobre tela - 120.6 x 120.6 cm - Museo de Arte de Ponce, Puerto Rico


A história de "Flaming June" de Sir Frederic Leighton 

No final de sua carreira, o artista britânico Frederic Leighton pintou a imagem agora icônica de uma mulher dormindo em um vestido cor de laranja. Esta obra-prima do século XIX incorpora a filosofia moderna de "arte pela arte", a crença de que o valor da arte se encontra em suas qualidades estéticas e não em seu tema. A figura sensualmente drapeada, livre de qualquer contexto narrativo, está integrada num conjunto harmonioso de linhas rítmicas e cor radiante. A pintura mostra a natureza classicista de Leighton. A mulher retratada alude às figuras de ninfas de dormir e náiades esculpidas pelos os gregos. O ramo tóxico no canto superior direito simboliza o elo frágil entre o sono e a morte. As prováveis modelos da obra foram as atrizes Dorothy Dene e Mary Lloyd, que foram retratados em pinturas de vários artistas pré-rafaelitas.

Flaming June (Junho Ardente) foi iniciada como um motivo para adornar uma banheira de mármore em uma outra obra de Leighton, “Summer Slumber” (Descanso de Verão). Ele tornou-se tão ligado ao projeto que decidiu criá-la como uma pintura separada. A posição da mulher deu trabalho a Leighton. Ele fez vários esboços preliminares. Ele teve dificuldade em fazer o ângulo de seu braço direito parecer natural. Seus estudos mostram que a imagem passou por pelo menos quatro esboços evolutivos antes do resultado final. Destes estudos, quatro são nus e um é coberto. A figura coberta parece a menos realista, demonstrando a necessidade de Leighton desenhar a partir de um modelo nu para alcançar uma fidelidade à natureza.


Sir Frederic Leighton - Estudo para "Flaming June", c. 1894 – giz preto e branco - 36.7 x 28.1 cm - Leighton House Museum, London


A pintura tornou-se a imagem mais reconhecível de Leighton. O realismo do tecido transparente usado pela mulher, as cores incrivelmente ricas e o mármore em volta perfeitamente recriado, são característicos do trabalho de Leighton, assim como o seu uso de luz natural. Ele faz a luz do sol ao fundo parecer como ouro derretido.

Sir Frederic Leighton, 1.º Barão Leighton, (Scarborough, 3 de dezembro de 1830 - Londres, 25 de janeiro de 1896) foi pintor e escultor. Estudou na University College School em Londres, e foi buscar aperfeiçoamento na Europa. Passou alguns anos em Paris, com Ingres, Delacroix, Corot e Millet. Voltou a Londres em 1860, passando a fazer parte do grupo dos Pré-Rafaelitas. Em 1864 ingressou na Royal Academy, e desde então se tornou um artista celebrado. Seus temas eram históricos, bíblicos e clássicos. Sua casa é hoje um museu. Também foi membro do Institute de France e recebeu a Legião de Honra no grau de cavaleiro.


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domingo, 29 de maio de 2016

Análise da pintura de John Singer Sargent – As Filhas de Edward Darley Boit

John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 – óleo sobre tela – 222,57 x 221,93 cm - Museum of Fine Arts, Boston, MA, USA


Análise da pintura de John Singer Sargent – As Filhas de Edward Darley Boit


A pintura “As Filhas de Edward Darley Boit” foi pintada em Paris, no Outono de 1882. Sargent era um amigo dos pais das meninas, Edward Darley Boit e Mary Louisa Cushing Boit. Ned Boit era de Boston, um advogado formado em Harvard, que se afastou de sua profissão, a fim de perseguir uma carreira como pintor. Suas quatro filhas eram Florence (14 anos), Jane (doze anos), Mary Louisa (oito anos) e Julia (quatro anos). Não se sabe se a pintura foi encomendada por Boit ou pintada por sugestão de Sargent.


John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 - detalhe


Mary Louisa Boit, ou Isa, era uma mulher vivaz e social que preferia morar na Europa do que na América. Sua herança, um legado do Comércio da China, em Boston, permitiu que a família morasse no exterior, na avenida de Friedland, no oitavo arrondissement, um bairro de luxo em Paris, preferido dos americanos ricos. O hall de entrada do apartamento serviu como cenário para o retrato de Sargent, um espaço obscuro em que o pintor arranjou as quatro meninas.
Embora o tema da pintura tenha sido inicialmente interpretado como simplesmente “meninas brincando”, posteriormente foi visto como um reflexo de uma análise freudiana e um interesse nas ambiguidades da adolescência.


John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 - detalhe


A composição é incomum para um retrato de grupo, tanto pelos diversos graus de proeminência dados às figuras, como pelo formato quadrado da tela. As dimensões podem dever algo à influência da pintura de Diego Velázquez, “Las Meninas”, que Sargent tinha copiado e que pressagia as formas geométricas e espaços amplos e profundos de pintura de Sargent. Ele adaptou o espaço misterioso de Velázquez, sua paleta escura e a maneira pela qual a sua princesa confronta diretamente o espectador. 
Ao mesmo tempo, Sargent deve ter pensado nos retratos e composições incomuns de seu contemporâneo francês Edgar Degas. “As Filhas de Edward DarleyBoit” compartilham algumas das estratégias de Degas: a composição assimétrica com um centro quase vazio, a sensação de desconexão entre os membros da família, e um sentimento da vida moderna interrompida.


Esse blog possui um artigo sobre a pintura de Diego Velazquez – Las Meninas. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/04/analise-de-las-meninas-de-diego.html 


Diego Velazquez – Las Meninas, 1656 – óleo sobre tela – 276 x 318 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain


As crianças estão dispostas de modo que a mais nova, Julia, de quatro anos de idade, está sentada no chão, Mary Louisa, de oito anos de idade, está em pé à esquerda, e as duas mais velhas, Jane, de doze anos, e Florence, de quatorze, estão ao fundo, parcialmente obscurecidas pela sombra.


John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 - detalhe


A crítica moderna reconheceu qualidades inquietantes na pintura, que é uma imagem tanto lindamente pintada como psicologicamente enervante, em que as meninas estão em fases sucessivas de infância, evoluindo para a alienação e uma perda de inocência à medida que envelhecem. O senso de autonomia entre as meninas (e a vitalidade da pintura de Sargent) faz muitas vezes os espectadores se sentirem como se eles estivessem interrompendo as crianças, que olham de volta em resposta. A colocação das duas meninas mais velhas, perto de uma porta de entrada escurecida, é um símbolo de sua maturação para um futuro desconhecido. Nenhuma das meninas iria se casar, e as duas mais velhas sofreram distúrbios emocionais na maturidade. 


John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 - detalhe


Em 1919, as quatro irmãs doaram a pintura para o Museu de Belas Artes de Boston, em memória de seu pai. A pintura está exposta entre os dois antigos vasos altos japoneses azul-e-branco retratados na obra (feitos em Arita, no século 19), também doados ao museu. Com esta pintura, Sargent magistralmente transcendeu retratos, proporcionando uma contínua meditação evocativa sobre abertura e enigma, público e privado, luz e sombra.




John Singer Sargent (Florença, 12 de janeiro de 1856 — Londres, 14 de abril de 1925) foi um dos retratistas mais procurados e prolíficos da alta sociedade internacional. Um americano expatriado, John Singer Sargent pintou com elegância o mundo cosmopolita, ao qual pertencia. Nascido de pais americanos que residiam na Itália, Sargent passou sua vida adulta em Paris, movendo-se para Londres em meados de 1880. O artista viajava com frequência, e foi durante essas viagens que ele experimentou mais extensivamente com pintura en plein air, ou ao ar livre. Tornou-se um dos maiores retratistas e muralistas de seu tempo. Com a maestria técnica e a engenhosidade de seus trabalhos, retratou brilhantemente seus modelos, enfocando o refinamento aristocrático e a altivez.

Sargent cultivou e manteve amizades (tais como os artistas Claude Monet e Auguste Rodin, os escritores Robert Louis Stevenson e Henry James, e o ator Ellen Terry, entre outros) que foram essenciais para a sua arte, nutrindo sua criatividade e fornecendo inspiração, e elas foram cruciais para o desenvolvimento de sua carreira ao longo de sua vida. Sargent constantemente expandiu o seu círculo de colaboradores, permanecendo dedicado aos amigos ao longo da vida. Por exemplo, era comum Sargent manter relações sociais com clientes, anos depois de ter concluído os seus retratos. Sua rede de amigos tornou possível alcançar o sucesso em ambos os lados do Atlântico.


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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Stacey Kent - Samba Saravah



Stacey Kent - Samba Saravah


Composição: Baden Powell e Vinícius de Moraes, com o nome original “Samba da Benção”, lançada em 1967. Versão Francesa de Pierre Barouh.


Stacey Kent é uma cantora de jazz americana. Foi indicada ao Grammy por sua performance no álbum "Breakfast On The Morning Tram" de 2007. Stacey recebeu o prêmio de melhor vocalista no British Jazz Award (2001) e BBC Jazz Award (2002). Kent graduou-se em literatura comparada no Sarah Lawrence College em Nova Iorque, e mudou-se para Inglaterra após sua graduação para estudar na Guildhall School of Music and Drama, em Londres. Nesta cidade conheceu o saxofonista Jim Tomlinson, com quem casou em Agosto de 1991.