quinta-feira, 7 de maio de 2015

A história de “The Stages of Life” (“As Fases da Vida”) de Caspar David Friedrich

The Stages of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum der Bildenden Künste, Leipzig, Germany


A história de “The Stages of Life” (“As Fases da Vida”) de Caspar David Friedrich


“As fases da vida” (em alemão: Die Lebensstufen) é uma pintura alegórica do paisagista romântico alemão Caspar David Friedrich. Pintada apenas cinco anos antes de sua morte, esta imagem, como muitos de seus trabalhos, forma uma meditação tanto sobre sua própria mortalidade, como sobre a transitoriedade da vida.
As figuras foram identificadas como Friedrich e sua família. O homem idoso é o próprio artista, o pequeno menino é seu filho Gustav Adolf, a menina é sua filha Agnes Adelheid, a garota mais velha é sua filha Emma, e o homem de cartola é seu sobrinho Johann Heinrich. Apesar de muitas pinturas de Friedrich serem ambientadas em paisagens imaginárias, “As Fases da Vida” é reconhecidamente localizada em Utkiek, próximo à cidade natal de Friedrich, Greifswald, no nordeste da Alemanha atual.
O cenário é uma praia e mostra em primeiro plano um homem idoso, de costas para o espectador, caminhando em direção a dois adultos e duas crianças. As figuras são ecoadas por cinco navios, cada um a uma distância diferente da costa, numa referência alegórica para as diferentes fases da vida humana. Os jovens e as crianças estão vestidos para o verão, enquanto o idoso veste um casaco e um chapéu de pele.


The Stages of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum der Bildenden Künste, Leipzig, Germany - detalhe


A pintura retrata um porto do Mar Báltico, no crepúsculo. O grande navio no meio já começou a recolher suas velas. Dois veleiros menores já quase alcançam a terra. Os cinco personagens correspondem aos cinco navios. Os três agrupamentos de figuras (um homem envelhecido, dois adultos e duas crianças) refletem o posicionamento dos navios em várias distâncias da costa como uma alegoria das fases da vida. A nave central provavelmente representa a mãe, enquanto mais perto da costa, dois pequenos barcos são referência para as duas crianças que apenas começaram sua viagem e ainda permanecem em águas rasas e claras. O navio mais distante desaparece no horizonte, simbolizando a viagem do homem envelhecido, desta vida para o desconhecido.

O menino segura uma flâmula sueca. A cidade natal de Friedrich, Greifswald, pertenceu ao Ducado da Pomerânia até 1630, quando a área passou para a Suécia como Pomerânia Sueca. Em 1815 tornou-se parte da Província Prussiana da Pomerânia. A pintura mostra a filha mais nova de Friedrich, Agnes Adelheid e seu filho Gustav Adolf segurando uma flâmula sueca, 20 anos após a cessão de Greifswald para a Prússia. A vista abrange a península em frente ao mar Báltico em direção à Suécia. Friedrich batizou seu filho Gustav Adolf em homenagem ao rei sueco Gustav Adolf IV. Friedrich era um Pomeraniano e se considerava meio-sueco.

Para Friedrich, a natureza não era apenas um pano de fundo para preencher o espaço atrás de retratos, para ele a própria natureza era o centro do palco. Ele procurou a espiritualidade através da contemplação da natureza, estendendo os limites de árvores, montanhas, colinas e ondas, além de apenas uma bela vista. Eles tinham um significado espiritual significativo.

Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, grande paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã. Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Friedrich escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia:
"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros de fora para dentro".


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