quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Análise da pintura de Pablo Picasso – "Garota em frente ao Espelho"

Pablo Picasso – Garota em frente ao espelho, 1932 – óleo sobre tela - 162.3 x 130.2 cm – Museum of Modern Art, New York


Análise da pintura de Pablo Picasso – "Garota em frente ao Espelho"


“Garota em frente ao espelho” foi feita no período cubista de Picasso e evoca uma imagem da vaidade. Ela mostra a jovem amante de Picasso, Marie-Thérèse Walter, no início de 1930. Picasso ainda era casado quando a conheceu. Durante a década de 1930, ela se tornou seu tema favorito e nesta pintura ele usou cores e símbolos para mostrar as diferentes formas em que ele a via e as formas que ela via a si mesma.

A pintura é da mulher que se olha em um espelho e a imagem que vê é diferente de si mesma. Seu perfil aureolado, em suave lilás, parece sereno, mas se funde com uma visão frontal do rosto, intensamente amarelo, como o sol, e com uma forte maquiagem. Talvez a pintura sugere tanto a personalidade diurna de Marie-Thérèse quanto sua personalidade noturna, tanto a sua tranquilidade quanto sua vitalidade, mas também a transição de uma menina inocente a uma mulher mundana consciente de sua própria sexualidade.

Também pode ser interpretado como a imagem de uma mulher confrontando sua mortalidade em um espelho. À direita, o reflexo do espelho parece mostrar a alma da menina, seu futuro, seu destino. Ela parece mais velha e mais ansiosa. A garota estende a mão para o reflexo, como se estivesse tentando unir seus diferentes "eus". O papel de parede com estampa de diamante lembra o traje de Arlequim, o personagem da Commedia dell'arte, com quem Picasso, muitas vezes se identificou. E aqui seria uma testemunha silenciosa das transformações psíquicas e físicas da menina.

Outra interpretação possível da pintura é como Picasso vê sua amada. O lado amarelo do rosto representa momentos felizes do casal. Este lado de seu rosto mostra sua juventude. Esta mulher é pintada com cores que aumentam sua beleza. Já o seu reflexo no espelho seria a interpretação de como ela se vê. Em vez de felicidade, o significado aqui é mais de tristeza e medo, indicando seu medo de perder sua juventude. Ela é autoconsciente, e vê todas as falhas em si mesma que o mundo não vê.


Um Raio-X feito na pintura em 2011 mostra que Picasso iniciou a obra desenhando a figura em uma maneira mais natural. Uma explicação possível para a mudança de estilo pode estar numa das frases do artista: "Não existe arte abstrata. Você deve sempre começar com algo".

Picasso viveu paixões intensas, era fascinado pelas mulheres e elas o amavam. Foi um namorado amoroso, um amante infiel e um marido cruel. Marie-Thérèse Walter entrou na vida do pintor numa tarde de janeiro de 1927, quando passeava perto das Galeries Lafayette, lojas de departamento parisienses. Com 17 anos e muito simples, não tinha a menor ideia de quem era o artista. Era atraente e loira, com lindos olhos azuis. Nunca moraram juntos, mas mantiveram uma relação pelo menos até 1943. Ele costumava visitá-la toda semana. Escreveu-lhe cartas de amor diariamente, por longos períodos. Em 1935, tiveram uma filha, Maria de la Concepcion, apelidada de Maya e nunca reconhecida. Marie-Thérèse enforcou-se em 20 de outubro de 1977, quatro anos depois de Picasso morrer.


Marie-Thérèse Walter 


Pablo Diego José Francisco de Paula Juan Nepomuceno María de los Remedios Cipriano de la Santísima Trinidad Ruiz y Picasso, ou simplesmente Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol. Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado mais de 20.000 trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas, cerâmica, gravura, desenho, cenários de teatro, usando, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como um dos fundadores do Cubismo.

Esse blog possui mais artigos sobre Pablo Picasso. Clique sobre os links abaixo para ver:










Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 13 de fevereiro de 2016

As Quatro Alegorias do Amor de Paolo Veronese

Paolo Veronese - Quatro Alegorias do Amor – União Feliz – c. 1575 – óleo sobre tela - 187.4 x 186.7 cm - The National Gallery, London


As Quatro Alegorias do Amor de Paolo Veronese


Esta série de quatro pinturas, representam vários atributos de amor, ou talvez diferentes fases do amor como “infidelidade”, “desprezo”, “respeito” e culminando em “união feliz”. Elas foram claramente concebidas como compartimentos de um teto decorado e podem se relacionar com uma câmara nupcial. Veronese utilizou este tipo de “perspectiva oblíqua” para decorações de teto em Veneza: o ângulo de aproximação corresponde a um ponto de vista oblíquo por baixo da pintura, evitando a distorção extrema de figuras, diretamente acima da cabeça do espectador. Em 1637 as quatro alegorias, foram registradas na coleção em Praga do imperador Rudolph II, o grande patrono das artes de sua época, que provavelmente as encomendou.


Paolo Veronese - Quatro Alegorias do Amor – Infidelidade – c. 1575 – óleo sobre tela - 189.9 x 189.9 cm - The National Gallery, London

A teoria dominante é que a imagem representa um triângulo amoroso clássico, com uma carta secreta que está sendo passada entre um dos homens e a mulher nua. O Cupido está à esquerda.


Paolo Veronese - Quatro Alegorias do Amor – Desprezo - c. 1575 – óleo sobre tela - 186.6 x 188.5 cm - The National Gallery, London

O Cupido bate impiedosamente num homem prostrado, enquanto duas mulheres olham com as mãos entrelaçadas. A que está semi-nua, provavelmente, personifica o amor carnal, enquanto a outra, completamente vestida, carrega um arminho, usado frequentemente como um símbolo de castidade. Isto pode ser entendida como uma ilustração de como o amor engloba, mas também é dividido entre o desejo e devoção.


Paolo Veronese - Quatro Alegorias do Amor – Respeito - c. 1575 – óleo sobre tela - 186.1 x 194.3 cm - The National Gallery, London

A interpretação dominante da imagem é que o homem com armadura é tentado pelo Cupido, mas desiste de dormir nu, em respeito.


Paolo Veronese - Quatro Alegorias do Amor – União Feliz – c. 1575 – óleo sobre tela - 187.4 x 186.7 cm - The National Gallery, London

Um casal está unido pelas mãos de uma mulher nua, assistida por um menino (possivelmente Vênus e Cupido, embora faltem características para identificá-los de forma segura). A união entre o casal é marcada por uma coroa de louros, significando sua virtude, e um ramo de oliveira simbolizando a paz. A corrente de ouro provavelmente se refere ao casamento, enquanto o cão é um símbolo de fidelidade.


Paolo Caliari Veronese (Verona, cerca de 1528 — Veneza, 19 de abril de 1588) foi um importante pintor maneirista da Renascença italiana. Nasceu com o nome de Paolo Cagliari, ou Caliari, tendo incorporado, como usado na Itália de seu tempo, o topônimo que o tornou conhecido, "Il Veronese", por haver nascido em Verona. Sua produção e vida artística, porém, desenvolveram-se em Veneza. Incorporou o estilo maneirismo, com suas complexas perspectivas e as posturas forçadas dos modelos, como as que se encontram em Michelangelo. 


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Análise da pintura The Promenade de Marc Chagall

Marc Chagall – “The Promenade” – 1918 - óleo sobre tela - 169.6 x 163.4 cm - Russian Museum, St. Petersburg, Russia


Análise da pintura The Promenade de Marc Chagall


Em "The Promenade" Chagall expressa as alegrias de seu casamento com Bella. Ele sorri enquanto segura um pássaro em uma mão e Bella na outra. Bella sobe, como se fosse uma pipa no céu, ligada à terra apenas pela mão amorosa de Chagall. Um buquê apaixonado de flores vermelhas está a seus pés. Esta é uma das imagens que Chagall pintou durante uma visita à Bielorrússia, quando morava em Paris. Quando ele chegou, em 1914, a guerra eclodiu e ele não pode retornar. Em 1917, ele estava morando de volta em Vitebsk. Foi também o ano em que ele se envolveu com Bella. Voar celebra a alegria e êxtase de seu amor.

Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo. Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanecendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.

O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos. Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar.

Uma dimensão simbólica sempre esteve presente nos temas de Chagall. Sem dúvida, esta abordagem ajudou Chagall a atingir a popularidade que seu trabalho desfrutava na época, mas ao mesmo tempo o desejo de ser compreensível emprestou às pinturas um toque de romantismo que parecia um pouco fora de época. Através de sua linguagem poética altamente original ele foi capaz de criar um novo universo a partir das três culturas diferentes que ele havia assimilado. Flores e animais são uma presença constante em suas pinturas, habilitando-o por um lado a superar a interdição judaica de representação humana, enquanto por outro lado formando metáforas para um mundo possível, em que todos os seres vivos possam viver em paz como na cultura medieval russa. Sua arte constitui uma espécie de mixagem entre culturas e tradições. A chave fundamental para sua modernidade reside no seu desejo de transformar uma obra de arte em uma linguagem capaz de fazer perguntas que não foram ainda respondidas pela humanidade.

Em sua biografia de Chagall, Franz Meyer cita um aforismo que resume dois artistas: "Pablo Picasso estava para o triunfo do intelecto, Chagall para a glória do coração."


Marc Chagall

"Se eu criar com o meu coração quase todas as minhas intenções permanecem. Se for com a cabeça, quase nada. Um artista não deve ter medo de ser ele mesmo, de expressar apenas a si mesmo. Se ele é absolutamente e inteiramente sincero, o que ele diz e faz, será aceitável para os outros." – Marc Chagall


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Sergio Mendes & Brasil `66 – The Look of Love




Sergio Mendes & Brasil `66 – The Look of Love

A canção The Look of Love foi composta por Burt Bacharach e Hal David e cantada por Dusty Springfield no filme de paródia de James Bond, Casino Royale de 1967, recebendo uma nomeação para o Oscar. A música já foi gravada por inúmeros artistas, entre eles: Nina Simone, Andy Williams, Isaac Hayes, Tony Bennett, Diana Krall. O filme Casino Royale foi estrelado por Peter Sellers, Ursula Andress, David Niven, Woody Allen e Orson Welles entre outros.

Sérgio Santos Mendes (Niterói, Rio de Janeiro, 1941) é um músico e compositor brasileiro de bossa nova. Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco "Dance Moderno" em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos, gravou vários álbuns, chegando a tocar no Carnegie Hall. Mudou para os EUA em 1964. Foi nos Estados Unidos que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso. As vocalistas do grupo eram Lani Hall e Bibi Vogel. Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.

Assista o trailer do filme Casino Royale:





Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


domingo, 7 de fevereiro de 2016

Análise de "At the Masquerade" de Charles Hermans e dos Bailes de Máscaras

Charles Hermans – Baile de Máscaras (At the Masquerade), 1880 – óleo sobre tela - 321,3 x 401,3 cm – Chimei Museum, Tainan City, Taiwan


Análise de "At the Masquerade" de Charles Hermans e dos Bailes de Máscaras


Charles Hermans (Bruxelas, 17 de de Agosto de 1839 - Menton, França , 7 de Dezembro de 1924) convida o espectador a ser arrastado pelas grandes ondas de frequentadores do baile: de figuras sombrias espiando dos balcões, foliões tagarelas sobre os mezaninos, até aqueles em posição privilegiada ao longo da pista de dança lotada. Os rostos bem estudados e distintamente pintados dos cavalheiros em primeiro plano sugerem que eles eram homens que o artista conhecia.

Essa pintura foi exibida no Salão de Paris de 1880, mostrando a visão de Charles Hermans sobre um Bal Masqué, em um local reconhecível, o teatro de luxo de uma casa de ópera (a sua decoração em vermelho e dourado sugerem a Ópera de Paris embora a decoração dourada também se assemelhe com a da Ópera de Bruxelas 'Le Théâtre Royal de la Monnaie), durante um evento social: os bailes de máscaras que animavam a temporada de inverno.


Charles Hermans – Baile de Máscaras (At the Masquerade) - detalhe

No detalhe da pintura, as duas moças são as convidadas mascaradas. Mas como podemos ver a da esquerda já foi reconhecida por seu amigo, enquanto a da direita ainda está esperando alguém para reconhecê-la, embora, a parte divertida da brincadeira fosse ficar anônimo, o quanto se conseguisse.


Charles Hermans – Baile de Máscaras (At the Masquerade) - detalhe


Os bailes de máscaras eram uma tradição popular no século 15. Sendo uma parte das comemorações do carnaval em Veneza, sua popularidade cresceu, uma vez que também se tornou parte de várias funções, festas e casamentos reais. As máscaras eram uma brincadeira em que os convidados viriam com uma máscara e os anfitriões tentariam reconhecê-los. Era uma espécie de jogo de festa que é praticado até hoje. O artista representou um acontecimento histórico glorioso que é a essência das "festas a fantasia" de hoje. E no Carnaval de Veneza, as pessoas usam trajes exagerados e diversificados, que é uma tradição descendente do baile de máscaras.

Os extravagantes bailes de máscaras que eram realizados em Paris, Bruxelas e outras cidades europeias durante as seis semanas antes da quarta-feira de cinzas estavam entre os mais falados espetáculos do final do século XIX. A partir da meia-noite até às cinco horas da manhã, as desafiadoras mulheres jovens do demi-monde (mulheres jovens cuja conduta ou falta de linhagem familiar as configurava para além da elite social tradicional) podiam se misturar com os homens de destaque aristocrático, financeiro e político que se reuniram para os eventos.

Na casa de ópera, o espaço da plateia era liberado para dança e a própria orquestra de ópera executava a música, tocando valsas ou mazurcas e até mesmo o controverso can-can. As mulheres se fantasiavam como estivadoras glamourizadas, pastoras, ou usavam qualquer outro traje que revelava mais delas do que os trajes de rua permitiam. E elas dançavam com abandono, com suas reputações protegidas por pequenas máscaras pretas de dominó que davam a ilusão de anonimato. Os homens, mais frequentemente se vestiam com roupas tradicionais de noite, podendo dançar, mas principalmente eles observavam e esperavam para organizar um encontro pós-baile.

Outra pintura de Baile de Máscaras:


Édouard Manet –Masked Ball at the Opera, 1873-74 – óleo sobre tela – 60 x 73 cm – The National Gallery of Art, Washington, DC


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Antonio Carlos Jobim - Two Kites



Antonio Carlos Jobim - Two Kites

Lançada no CD Terra Brasilis em 1980.
Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Pinturas e ilustrações de Fevereiro

"Fevrier" - Alphons Mucha – 1899


Pinturas e ilustrações de Fevereiro


Digger in a Potato Field: February, Nuenen, Netherlands - Vincent van Gogh – 1885 – giz sobre papel



A February Morning at Moret sur Loing - Alfred Sisley – 1881 – óleo sobre tela – 50 x 65 cm


Fort Clark on the Missouri, February 1834, plate 15 from Volume 2 of 'Travels in the Interior of North America' - Karl Bodmer – 1843 – aquatinta sobre papel


February - Grant Wood – litografia


February, Sunrise, Bazincourt - Camille Pissarro – 1893 – óleo sobre tela - Rijksmuseum Kröller-Müller, Otterlo, Netherlands



La Belle Jardiniere – February - Eugène Grasset – 1896 – ilustração


domingo, 31 de janeiro de 2016

20 Pinturas de praia

Joaquin Sorolla – Caminhada na Praia – Museo Sorolla, Madrid


20 Pinturas de praia


Vincent van Gogh - Beach with People Walking and Boats, 1882 -  aquarela sobre papel


William Merritt Chase - Beach Scene: Morning at Canoe Place, 1896 – óleo sobre madeira - 24.77 x 35.56 cm


William Merritt Chase – End of the Season Sun, 1884 – óleo sobre tela - 45.09 x 34.92 cm - Mount Holyoke College Art Museum, USA


Max Liebermann - Two Riders on a Beach – óleo sobre tela - 71 cm x 91 cm


John French Sloan - South Beach Bathers, 1908 – óleo sobre tela - 66.04 x 80.65 cm - Walker Art Center, United States


Claude Oscar Monet - The Beach and the Falaise d'Amont, 1885 – óleo sobre tela - 67.5 x 64.5 cm - Art Institute of Chicago, United States


Anita Malfatti (São Paulo, 2 de dezembro de 1889 — São Paulo, 6 de novembro de 1964) - Pedras na Praia


Joaquín Sorolla - Boy on the Sand – aquarela sobre papel - 25.4 x 20.3 cm


John Singer Sargent - Sand Beach, Schooner Head, Maine, 1921 – aquarela sobre papel - 33.65 x 52.7 cm


António de Carvalho da Silva Porto - Recanto de Praia – óleo sobre madeira - 31.5 × 54.5 cm - Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Rio de Janeiro


Peder Severin Kroyer – A Summer evening on Skagen's beach, 1899 – óleo sobre tela - 135 × 187 cm - The Hirschsprung Collection, Copenhagen


Jose Pancetti - Praia da Gávea, 1955 – óleo sobre tela - 50.00 x 61.00 cm - Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM, Rio de Janeiro


Pablo Picasso – The Bathers, 1918 – óleo sobre tela - 26.3 x 21.7 cm


Salvador Dali - Figures Lying on the Sand, 1926 – óleo sobre madeira - 20.7 x 27.3 cm - Salvador Dali Museum, St. Petersburg, FL, USA



Henri Rousseau – The Anglers (The Fishermen and the Biplane), 1908 - 0.46 x 0.55 cm - Musée de l'Orangerie, Paris, France


 Fernando Botero - Bather on the Beach, 2001 - 37 cm (14.57 in.), Width: 49 cm


Henri Lebasque – On the Beach – c. 1920 - óleo sobre tela


Henri Lebasque – The Bar at the Beach – 1923-25 - óleo sobre tela – 58,9 x 73 cm


Archibald Thorburn - Woodcock Nesting on A Beach, 1910 – aquarela - 26.5 x 36.75 cm



quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

A história da pintura de Frans Hals – The Laughing Cavalier (O Cavaleiro Risonho)

Frans Hals – The Laughing Cavalier (O Cavaleiro Risonho), 1624 – óleo sobre tela – 83 x 67,3 cm Wallace Collection, London


A história da pintura de Frans Hals – The Laughing Cavalier (O Cavaleiro Risonho)


Este exuberante retrato de meia altura tem sido descrito como "um dos mais brilhantes de todos os retratos do período Barroco". Está inscrito com a data (1624) e a idade do modelo (26). O trabalho é único nos retratos masculinos de Hals pelas ricas cores que são amplamente transmitidas pelo traje extravagante do modelo: um gibão bordado com motivos extravagantes em branco, ouro e vermelho, com um florete de punho dourado, visível na dobra do cotovelo.

Nem a identidade do modelo, nem a função do retrato foram ainda firmemente estabelecidas. O traje deslumbrante pode oferecer algumas pistas importantes: os motivos bordados no gibão do modelo foram identificados em livros de emblemas da época e eram símbolos dos prazeres e dores do amor. Eles incluem abelhas, setas, cornucópias flamejantes e nós de amantes. Como alusões à galhardia e ao namoro, eles podem indicar que a obra foi pintada como um retrato de noivado, embora nenhuma pintura companheira a essa tenha sido identificada. Também tem sido sugerido que os desenhos dos bordados (particularmente o caduceu, o atributo do deus romano Mercúrio) aludem a uma ocupação no comércio e foi proposto recentemente que o modelo tenha sido Tieleman Roosterman, um rico comerciante de tecidos em Harleem, Holanda.

Por volta de 1624, Hals pintou uma série de retratos individuais e duplos, bem como um retrato de grupo de uma sociedade de milícia cívica. Este trabalho é provavelmente o mais famoso retrato do artista e demonstra o seu virtuosismo na viva caracterização de seus modelos.
Hals concede ao modelo um aspecto dominante, colocando-o em estreita proximidade com o plano de imagem e descreve-o a partir de um baixo ponto de vista. A pose arrogante da mão no quadril está intimamente associada com os retratos masculinos de Hals: um meio de dotar seus modelos com vitalidade e autoconfiança, a pose também serve como um dispositivo de ilusionista para dar à imagem uma maior profundidade pictórica.

No início do século XIX, a reputação de Hals caiu em relativa obscuridade. Apesar disso, o retrato tornou-se objeto de uma batalha furiosa entre o 4º Marquês de Hertford e o Barão James de Rothschild em um leilão de Paris em 1865. Foi adquirida por Lord Hertford e esse evento foi um ponto de virada na reputação crítica do artista. Na exposição da Royal Academy de 1888, a pintura foi exibida com o título 'The Laughing Cavalier” (O Cavaleiro Risonho). Apesar de o modelo não estar rindo nem ser um cavaleiro, o título transmite a sensação de jovialidade e arrogância que é um efeito cumulativo do baixo ponto de vista e da deslumbrante técnica juntamente com o bigode arrebitado do modelo, seus olhos brilhando, e sua postura arrogante.

O efeito dos olhos que parecem seguir o espectador de todos os ângulos é um resultado do modelo ter sido retratado como olhando diretamente para a frente, em direção ao ponto de vista do artista, combinado com o fato de ser uma representação estática bidimensional disso, a partir de qualquer ângulo que a pintura seja visualizada. 

Frans Hals (c. 1582 - 26 de agosto de 1666) foi um pintor retratista holandês da Golden Age que viveu e trabalhou em Haarlem. Ele é notável por suas pinceladas soltas de pintura, e ajudou a introduzir este estilo de pintura viva na arte holandesa. Hals desempenhou um papel importante na evolução do retrato do século 17.


Fonte: The Wallace Collection

Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Dans mon ile - Henri Salvador




Dans mon ile - Henri Salvador

Henri Gabriel Salvador (Caiena, 18 de julho de 1917, Paris em 13 de fevereiro de 2008) foi um cantor, compositor e guitarrista francês de jazz. Viveu algum tempo no Hotel Copacabana Palace, na praia de Copacabana na cidade do Rio de Janeiro, onde fez muito sucesso no Cassino da Urca. Henri Salvador é considerado por muitos como um precursor da Bossa Nova.


sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

O restaurante Le Doyen de Paris em pinturas e sua história

Ernest Ange Duez - Au Restaurant Le Doyen, Paris – óleo sobre tela - 90.2 x 116.8 cm - coleção particular


O restaurante Le Doyen de Paris em pinturas e sua história



Nessa pintura, uma figura feminina solitária serve de espetáculo não apenas para os que admiram a tela, mas também para as várias figuras masculinas que a cercam, com dois deles a comendo com os olhos. Nessa imagem, há uma tensão psicológica evidenciada pelos olhos arregalados da moça, olhando fixamente para nós. Ela não é a única personagem feminina nesse restaurante, mas as outras (uma mulher sentada duas mesas atrás, outra na mesa à direita e outra no fundo do restaurante, quase escondida pelo chapéu da figura em primeiro plano) claramente estão acompanhadas por personagens masculinos. Embora confinada pela mesa, ela tem bastante espaço no lado esquerdo da tela, pelo qual ela pode escapar a qualquer momento. Apesar disso ,ela parece confinada em seu espaço, com seus cotovelos sobre a mesa, quase abraçando o prato e suas mangas de babados tocando a comida. Sua cabeça está apoiada em sua mão, como se estivesse percebendo seus admiradores mas tentando se desvencilhar dos seus olhares penetrantes.  
Duez identificou cinco de seus amigos artistas nesta imagem: Edouard Detaille (1848-1912) na extrema direita da tela, voltando-se para a esquerda. De frente para ele, Roger Jourdain (1845-1918). À sua esquerda, de frente para a senhora no chapéu cor-de-rosa, Etienne Berne-Bellecour (1838-1910). Na mesa no canto esquerdo, Louis Leloir (1843-1884) em seu uniforme de um oficial de artilharia, e de frente para ele, lendo a carta de vinhos, Alphonse de Neuville (1834-1885).

Ernest Ange Duez (08 de Março de 1843 - 5 de Abril de 1896) foi um pintor francês de cenas de gênero, retratos, paisagens e temas religiosos. Suas cores eram mais contidas do que as da maioria dos impressionistas, e sua técnica mais controlada. Seu estilo, chamado de juste milieu, ficava entre o dos conservadores do Salon de Paris e o impressionismo, e ele é comparado a Alfred Stevens, Giuseppe De Nittis, e James Tissot.


Hugo Birger - Scandinavian Artists' Lunch at Cafe Ledoyen on Varnishing Day, 1886 – óleo sobre tela – 183,5 x 261,5 cm – em português: Almoço dos artistas escandinavos no café Ledoyen, Paris, no Dia de Envernizamento - Göteborgs Konstmuseum, Goteborg, Suécia


A pintura “Almoço dos artistas escandinavos no café Ledoyen, Paris, no Dia de Envernizamento” do pintor sueco Hugo Birger sugere a aparência do restaurante no final do século 19, com várias janelas enormes, tetos ornamentados, e quartos históricos no segundo andar. As áreas de refeições incluem mesas ao ar livre e salões internos.
No Dia do Envernizamento, antes da abertura oficial do Salon (a exposição de arte anual em Paris, no Palais de l'Industrie), os artistas podiam colocar uma última camada de verniz protetor sobre seu trabalho, e eles, suas esposas e amigos podiam ver a exposição em particular, quando o grande esforço do ano havia terminado, e quando os quadros estavam pendurados com segurança, convidando os críticos para fazerem o seu pior e os compradores a fazerem o seu melhor.

Hugo Birger (nascido Hugo Birger Peterson) (12 de janeiro 1854-17 de Junho de 1887) foi um pintor sueco. Nascido em Estocolmo, seu pai era um gravurista. Birger estudou na Real Academia Sueca de Artes de 1870 a 1877. Em 1877, ele foi premiado com a “Royal medal”. 


O restaurante nos dias atuais


O Ledoyen é um dos mais antigos restaurantes em Paris, situado nos jardins da parte oriental dos Champs-Élysées no 8º arrondissement. Inicialmente, começou em 1779 como uma pequena pousada chamada Au Dauphin. Era localizada perto da Place Louis XV (atual Place de la Concorde), perto do Café des Ambassadeurs (entre a Avenue des Champs-Élysées e a atual Avenue Gabriel). Naquela época era uma pousada na periferia. Em 4 de agosto de 1791, Pierre-Michel Ledoyen, um filho de um fornecedor, o alugou e o estabeleceu como um restaurante formal. Ledoyen, um plongeur (lavador de garrafas) em seus primeiros anos, renomeou o restaurante com seu próprio nome em 1814. Em 1842, o arquiteto Jacques Hittorff, responsável pelo desenvolvimento dos jardins de Champs-Élysées, transferiu o restaurante para sua posição atual. Seis anos mais tarde, foi reformado após um incêndio. Hoje, as paredes do edifício são de propriedade da cidade de Paris, e é um restaurante de prestígio com três estrelas no guia Michelin. Durante o final do século 18, era um “antro” de Louis de Saint-Just e Maximilien Robespierre e eles jantaram no local em 26 de Julho 1794, dois dias antes de sua execução. Napoleão e Josefina de Beauharnais teriam se conhecido no restaurante e o local foi também um favorito de artistas e escritores, como Danton, Marat, Degas, Monet, Zola, Flaubert e Guy de Maupassant. Em meados do século 19 o restaurante também foi o lugar de café da manhã de duelistas, que, após disparar um contra o outro no Bois de Boulogne, se reconciliavam em Ledoyen. 


O restaurante nos dias atuais


O restaurante Le Doyen era muito popular durante o Segundo Império e Terceira Republica por sua localização na Champs Elysées e atrás dos jardins do Palácio Elysées  e sua proximidade do Palácio de Belas Artes (agora Grand Palais) onde eram realizados os Salons. Enquanto os artistas finalizavam o acabamento de suas pinturas no Salon, suas companheiras almoçavam no restaurante Le Doyen. James Tissot pintou o terraço do restaurante em The Artists Ladies.


James Tissot - The Artist's Ladies – 1883 – óleo sobre tela – 146,1 x 101,6 cm - Chrysler Museum of Art, Norfolk, Virginia, USA


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Duas pinturas de Paul Cézanne da piscina em Jas de Bouffan e o local nos dias atuais

Paul Cézanne - Jas de Bouffan, the Pool, c. 1876 – óleo sobre tela – 46,1 x 56,3 cm – The Hermitage Museum, Saint Petersburg, Russia


Duas pinturas de Paul Cézanne da piscina em Jas de Bouffan e o local nos dias atuais


Jas de Bouffan era a propriedade nos arredores de Aix-en-Provence adquirida pelo pai do artista. Cézanne pintou a casa e a grande piscina várias vezes. Aqui, a piscina é mostrada em sua forma mais atraente, uma vez que, para além da vegetação, que fornece o esquema geral de cores, os detalhes arquitetônicos e esculturais também são visíveis: o leão de arenito amarelo, o golfinho brincando e torcendo sua cauda, os portões e um prédio antigo. Um detalhe bastante incomum para Cézanne está incluído na pintura: a piscina está sendo enchida com água.
Ao descrever a água que flui de dois tubos e os reflexos distorcidos pelas ondulações, Cézanne parece sucumbir às tentações do impressionismo. Normalmente ele teria retratado o espelho d´água como uma lisura de água parada. No entanto, a pintura está longe de impressionista: as grandes pinceladas ordenadas não possuem a mobilidade impressionista. A paisagem foi pintada no local, o que explica por que o tom de cinza-azul do céu, o verde da Provence e seu solo amarelo terem sido transmitidos com tanta exatidão. A harmonia desses tons exibe uma compreensão magistral de cor.


Paul Cézanne - The Pool at the Jas de Bouffan, 1888-1890 – óleo sobre tela – 64,8 x 81 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


A afeição de Cézanne com a propriedade de sua família, o Jas de Bouffan, perto de Aix, é refletida nos muitos pontos de vista que ele pintou da propriedade ao longo de um quarto de século. Ele descreveu a estrada na parte inferior direita desta composição várias vezes no final de 1880: rodeada de árvores de castanhas, levava da parte de trás de uma casa do século XVIII, a jardins paisagísticos. Perto do trilho dividindo as áreas havia uma piscina para a recolha de água e uma calha de lavagem, visíveis na posição intermediária. A piscina era ladeada por bicas d´água em forma de leões, um dos quais pode ser visto aqui por trás.


Bastide du Jas de Bouffan – Aix en Provence, France





A mansão do século XVIII pertencia à família de Cézanne entre 1859 e 1899. Aos 20 anos, Paul Cézanne começou a pintar nas paredes da sala e fora, no parque.

Veja o site da propriedade retratada nessas pinturas, onde é possível fazer uma visita:






Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 - Aix-en-Provence, 22 de outubro de 1906) foi um artista francês e pintor pós-impressionista cujo trabalho lançou as bases da transição da concepção artística do século XIX para um mundo da arte novo e radicalmente diferente da arte no século XX. As pinceladas exploratórias frequentemente repetitivas de Cézanne são altamente características e claramente reconhecíveis. Ele usou planos de cor e pinceladas pequenas que se acumulam para formar campos complexos. As pinturas transmitem como Cézanne estudava intensamente seus temas. Cézanne formou a ponte entre o impressionismo tardio do século XIX e a nova linha de investigação artística do início do século XX, o Cubismo. Tanto Matisse quanto Picasso diziam que Cézanne "é o pai de todos nós".

Esse blog possui mais artigos sobre Paul Cézanne. Clique sobre esses links para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/03/serie-cezanne-banhistas.html

http://www.arteeblog.com/2017/05/a-historia-das-pinturas-quatro-estacoes.html

http://www.arteeblog.com/2018/01/analise-da-pintura-de-paul-cezanne.html


Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.