sábado, 27 de maio de 2017

Análise da escultura de Antonio Canova – “Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix”

Antonio Canova – Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix, 1805-1808 – mármore branco – 160 x 192 cm - Galleria Borghese, Roma, Itália


Análise da escultura de Antonio Canova – “Paolina Borghese Bonaparte as Venus Victrix”




Maria Paola Buonaparte, mais conhecida como Paolina Bonaparte (Ajaccio, 20 de outubro de 1780 – Roma, 9 de junho de 1825) foi a primeira princesa reinante de Guastalla, uma princesa da França, e princesa consorte de Sulmona e Rossano. Era irmã de Napoleão Bonaparte. Esta escultura foi encomendada pelo segundo marido de Paolina, o príncipe italiano, Camillo Borghese, logo após seu casamento em 1804, uma união destinada a ajudar Napoleão a realizar seus sonhos de estabelecer uma dinastia pan-europeia e legitimar suas reivindicações ao Reino da Itália.


Robert Lefèvre – Portrait of Pauline Bonaparte, Princesse Borghese, 1806 – óleo sobre tela – 216 x 151 cm – Palace of Versailles, França


É uma escultura neoclássica seminua reclinada, em tamanho natural, reclinada em um sofá almofadado em uma pose de graça estudada. A modelagem do corpo nu é extraordinariamente realista, e o tratamento de Canova da superfície do mármore capta a textura macia da pele. A sua cabeça está levemente erguida, sugerindo que algo ou alguém de repente entrou em sua linha de visão. A maçã que ela segura em sua mão esquerda, a identifica como Vênus Vitoriosa, a deusa premiada com a Maçã Dourada da Discórdia no provável primeiro concurso de beleza na história da cultura ocidental. A história vem da mitologia grega. Paris, o príncipe de Tróia julgou Vênus como sendo mais bela do que suas rivais, Minerva e Juno. Em troca, Vênus o apresentou a uma garota grega chamada Helena. O Julgamento de Paris foi um dos eventos que levaram à Guerra de Tróia e à fundação de Roma.








Os retratos nus eram incomuns, pois os indivíduos da classe alta geralmente usavam panos colocados estrategicamente. Não se sabe se ela realmente posou nua para a escultura, uma vez que apenas a cabeça é um retrato bastante realista, enquanto o torso nu é uma forma feminina neoclássica idealizada. Quando perguntada como ela pôde posar para o escultor vestindo tão pouco, Paolina respondeu que havia um fogão no estúdio que a manteve aquecida, embora isso pode ter sido deliberadamente inventado por ela, para despertar o escândalo. Canova foi instruído inicialmente para retratar Paolina Bonaparte inteiramente vestida, como a deusa casta Diana, mas Paolina insistiu em Vênus. Ela tinha uma reputação de promiscuidade, e pode ter gostado da polêmica de posar nua. O tema da escultura também pode ter sido afetado pela ascendência mítica da família Borghese: eles rastrearam sua descendência até Vênus, através de seu filho Enéas, o fundador de Roma.







A sala em que a escultura está exposta na Galleria Borghese também tem uma pintura de teto retratando o julgamento, pintado por Domenico de Angelis em 1779 e inspirado por um relevo famoso na fachada da Villa Medici. A base drapejada, continha um mecanismo para girar a escultura, como em outras obras de Canova, para que os espectadores pudessem observá-la de todos os ângulos sem se mover.


Domenico de Angelis - Stories of Venus and Aeneas, 1779 - Venus and Adonis, Paris denying Minerva the apple and Paris offering the apple to Venus” - 1791-92 – Galleria Borghese, Roma, Itália


Antonio Canova (Possagno, 1 de novembro de 1757 — Veneza, 13 de outubro de 1822) foi um desenhista, pintor, antiquário e arquiteto italiano, mas é mais lembrado como escultor, desenvolvendo uma carreira longa e produtiva. Seu estilo foi fortemente inspirado na arte da Grécia Antiga. Suas obras foram comparadas por seus contemporâneos com a melhor produção da Antiguidade, e foi tido como o maior escultor europeu desde Bernini. Canova não teve discípulos regulares, porém influenciou a escultura de toda a Europa em sua geração, atraindo inclusive artistas dos Estados Unidos, permanecendo como uma referência ao longo de todo o século XIX especialmente entre os escultores do Academismo. Com a ascensão da estética modernista caiu no esquecimento, mas sua posição prestigiosa foi restabelecida a partir de meados do século XX. Também manteve um continuado interesse na pesquisa arqueológica, foi um colecionador de antiguidades e esforçou-se por evitar que o acervo de arte italiana, antiga ou moderna, fosse disperso por outras coleções do mundo. Considerado por seus contemporâneos um modelo tanto de excelência artística como de conduta pessoal, desenvolveu importante atividade beneficente e de apoio aos jovens artistas. Foi Diretor da Accademia di San Luca em Roma e Inspetor-Geral de Antiguidades e Belas Artes dos estados papais, recebeu diversas condecorações e foi nobilitado pelo papa Pio VII com a outorga do título de Marquês de Ischia.

A produção completa de Canova é extensa. De esculturas de grande porte deixou mais de 50 bustos, 40 estátuas e mais de uma dúzia de grupos, sem falar nos monumentos fúnebres e nos inúmeros modelos em argila e gesso para obras definitivas que ainda sobrevivem, alguns dos quais nunca transferidos para o mármore, sendo assim peças únicas, e nas obras menores como as placas e medalhões em relevo, as pinturas e os desenhos. Canova cultivou uma ampla gama de temas e motivos, que juntos formam um panorama quase completo das principais emoções e princípios morais positivos do ser humano.




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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pela Luz dos Olhos Teus - Tom Jobim, Miúcha e Vinicius de Moraes



Pela Luz dos Olhos Teus – Tom Jobim, Miúcha e Vinicius de Moraes


Essa canção foi lançada no álbum “Miúcha e Antonio Carlos Jobim”, em 1977.

Miúcha:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Tom Jobim:
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar

(La ra ri ra ra ra)
(La ra ri ra ra ra)

Miúcha e Tom:
Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Precisa se casar, precisa se casar

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da Bossa Nova. Suas canções foram interpretadas por muitos cantores e instrumentistas no Brasil e internacionalmente. Em 1965 o álbum Getz / Gilberto (tendo Tom Jobim como compositor e pianista) foi o primeiro álbum de jazz a ganhar o Grammy Award para Álbum do Ano. A canção "Garota de Ipanema" foi gravada mais de 240 vezes por outros artistas, sendo uma das músicas mais gravadas de todos os tempos. Seu álbum de 1967 com Frank Sinatra, “Francis Albert Sinatra & Antônio Carlos Jobim”, foi nomeado para Álbum do Ano em 1968. Jobim deixou um grande número de canções que agora estão incluídas nos repertórios standard de Jazz e pop.

Heloísa Maria Buarque de Hollanda (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1937), mais conhecida como Miúcha, é uma cantora e compositora brasileira. Miúcha é filha de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), historiador e jornalista brasileiro, e de Maria Amélia Cesário Alvim (1910-2010), pintora e pianista. É também irmã do cantor e compositor Chico Buarque e das também cantoras Ana de Hollanda e Cristina Buarque. É mãe da cantora Bebel Gilberto, fruto de seu casamento (já desfeito) com o compositor João Gilberto.

Marcus Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta, cantor e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia a alcunha "poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta. No campo musical, ele teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra.


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali

Salvador Dali - Galatea of the Spheres, 1952 – óleo sobre tela – 65 x 54 cm - Dali Theatre and Museum, Figueres, Espanha


Análise da pintura “Galatea of the Spheres” de Salvador Dali


“Galatea das Esferas” retrata o rosto de Gala Dalí, esposa e musa de Salvador Dalí, composto por uma série de esferas, aparentemente suspensas no espaço. O nome Galatea pode referir-se a uma ninfa do mar da mitologia clássica conhecida por sua virtude, e pode também se referir à estátua amada por seu criador, Pygmalion. Representa uma síntese da arte do renascimento e da teoria atômica e ilustra a descontinuidade final da matéria, com as esferas representando partículas atômicas.

Essa pintura é uma das obras mais representativas do período do misticismo nuclear de Dali. É o resultado de um Dalí apaixonado pela ciência e pelas teorias da desintegração do átomo. Ele se interessou muito pela física nuclear depois da primeira explosão da bomba atômica em 1945 e descreveu o átomo como seu "alimento favorito para o pensamento". Reconhecendo que a matéria é formada por átomos que não se tocam, ele tentou replicar isso em sua arte daquela época, com itens suspensos e sem contato entre si, em várias pinturas. Galatea das Esferas é um dos atos mais eloquentes de homenagem ao rosto de Gala que Dalí produziu.


Salvador e Gala Dali


Gala Dalí (Kazan, 7 de setembro de 1894 — Port Lligat, 10 de junho de 1982), mais conhecida simplesmente como Gala, foi a esposa de Paul Éluard, e depois de Salvador Dalí, e uma inspiração para eles e muitos outros escritores e artistas. Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova ,em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais.

Salvador Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol (Figueres, 11 de maio de 1904 — Figueres, 23 de janeiro de 1989) foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista. O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres da Renascença. O extenso repertório artístico de Dalí incluía cinema, escultura e fotografia, em colaboração com uma variedade de artistas em uma variedade de mídias. Ele dizia amar tudo que era dourado e excessivo, e ter uma paixão pelo luxo. Dalí era altamente imaginativo, e também gostava de se entregar a um comportamento incomum e grandioso. Sua maneira excêntrica e as ações públicas que chamavam a atenção, às vezes atraíam mais atenção do que sua arte, para consternação daqueles que mantinham seu trabalho em alta estima e para a irritação de seus críticos

Salvador Dali - "Eu chamo minha esposa: Gala, Galushka, Gradiva. Oliva, pela forma oval do seu rosto e a cor de sua pele. Oliveta, diminutivo de Olive e seus derivados delirantes Oliueta, Oriueta, Buribeta, Buriueteta, Suliueta, Solibubuleta, Oliburibuleta, Ciueta, Liueta. Também a chamo Lionette, porque quando ela fica com raiva, ela ruge como o leão da Metro-Goldwyn-Mayer".


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segunda-feira, 22 de maio de 2017

Análise de dois autorretratos de Mary Cassatt



Análise de dois autorretratos de Mary Cassatt


Mary Cassatt – Portrait of the Artist, 1878 – aquarela e guache sobre papel – 60 x 41,1 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


Mary Cassatt pintou este autorretrato, um dos dois únicos conhecidos, um ano depois que Edgar Degas a convidou para expor com os impressionistas. Sua influência é aparente no invulgar fundo verde-sálvia, a atenção às cores complementares contrastantes e a pose assimétrica ousada e casual da figura.


Mary Cassatt - Self-Portrait, c. 1880 – aquarela, guache e grafite sobre papel – 33,1 x 24,6 cm – National Portrait Gallery, Washington, DC, USA


Mary Cassatt criou esta aquarela, um de seus poucos autorretratos, por volta de 1880, um ano depois que ela começou a expor seu trabalho com os impressionistas franceses. Cassatt usou sua arte para abordar os muitos papéis da mulher moderna: como mãe, como intelectual, e aqui, como artista profissional. Embora vestida elegantemente, Cassatt não se contenta em ser admirada, mas retorna o olhar do espectador. Ela divertidamente inverte expectativas, sugerindo que a artista está avaliando o espectador. Pinceladas de verde no fundo à direita, sugerem papel de parede, enquanto os tons de amarelo à esquerda, evocam a luz solar que se derrama sobre os ombros da artista e lança seu rosto na sombra. Os traços audaciosos do desenho de Cassatt, enfatizando cor, humor e movimento, celebram seu toque rápido e a modernidade de seu estilo.


Mary Stevenson Cassatt (22 de maio de 1844 - 14 de junho de 1926) foi uma pintora e gravadora americana. Ela nasceu na Pensilvânia, mas viveu muito de sua vida adulta na França, onde fez amizade com Edgar Degas e mais tarde expos com os impressionistas. Cassatt criou imagens da vida social e privada das mulheres, com particular ênfase nos laços íntimos entre mães e filhos. Mary Cassatt era uma das poucas artistas americanas que se dedicaram à avant-garde francesa do século XIX. Nascida em uma família proeminente de Pittsburgh, ela viajou muito pela Europa com seus pais e irmãos, enquanto era criança. Entre 1860 e 1864 frequentou a Academia de Belas Artes da Pensilvânia, na Filadélfia. Aos vinte e dois anos, Cassatt foi para o exterior estudar pinturas de antigos mestres nos museus europeus. Em Paris, estudou com proeminentes pintores acadêmicos e de forma independente no Louvre. Voltando aos Estados Unidos por um curto período, Cassatt voltou à Europa em 1871, pintando e copiando os velhos mestres em museus da Itália, Espanha e Bélgica.

Em 1874, ela se estabeleceu definitivamente em Paris. Embora tivesse vários trabalhos aceitos para a exposição ligada à tradição do Salão Francês, seus objetivos artísticos a alinhavam com os pintores de vanguarda da época. Em 1877, Edgar Degas a convidou para se juntar ao grupo progressista de artistas popularmente conhecidos como os Impressionistas. Ela admirava particularmente a obra de Degas, assim como de Manet e Courbet. Uma estreita relação de trabalho se desenvolveu entre Cassatt e Degas. Com passados semelhantes de classe alta, os dois pintores desfrutaram de uma amizade baseada em sensibilidades artísticas e interesses comuns: na estrutura ousada de composição, na assimetria, nas gravuras japonesas e nos temas contemporâneos. Durante a sua longa permanência na França, Cassatt enviou pinturas para exposições nos Estados Unidos, algumas das primeiras obras impressionistas vistas neste país. Ao aconselhar ricos clientes americanos sobre o que adquirir, ela também desempenhou um papel crucial na formação de algumas das mais importantes coleções de arte impressionista neste país.

Mary Cassatt retratou a "Mulher Nova" do século 19 a partir da perspectiva das mulheres. Como uma artista bem-sucedida e altamente treinada que nunca se casou, Cassatt personificou a "Nova Mulher". Ela participou ativamente na recriação da imagem das mulheres, a partir da influência de sua mãe, Katherine Cassatt, uma mulher inteligente e ativa, que acreditava em educar as mulheres para serem conhecedoras e socialmente ativas. Mary Cassat lutou pela causa das mulheres sufragistas que queriam ter o direito de votar.


Mary Cassatt – Portrait of the Artist, 1878 – aquarela e guache sobre papel – 60 x 41,1 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York – detalhe


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Pinturas das galerias do Museu do Louvre em Paris

Louis Béraud – In the Louvre, 1909 – óleo sobre tela – coleção particular


Pinturas das galerias do Museu do Louvre em Paris


Louis Béraud - An Artist in the Louvre with Correggio's Jupiter and Antiope, 1908 – óleo sobre tela – 91,4 x 73 cm – coleção particular


Louis Béraud - The Copiests, Musee du Louvre, 1909 – óleo sobre tela – 72,7 x 91,7 cm – coleção particular


Alexandre Brun – “View of the Salon Carré at the Louvre” - c.1880 – óleo sobre tela – Louvre Museum


 James Tissot – At the Louvre, c. 1879-80 – lápis e aquarela – 40,6 x 22,8 cm – coleção particular


James Tissot - Foreign Visitors at the Louvre, c. 1880 – óleo sobre madeira – 36,3 x 26,4 cm – Santa Barbara Museum of Art in California


Édouard Vuillard - At the Louvre, la Salle Lacaze, 1921 – óleo sobre tela – 160 x 130 cm – coleção particular


Hubert Robert - Imaginary View of the Grande Galerie in the Louvre, 1789 – óleo sobre tela – 65 x 81 cm - Musée du Louvre, Paris


Pascal Dagnan-Bouveret - Young Watercolorist in the Louvre, c. 1891 – óleo sobre madeira – 35,5 x 30,5 cm - The State Hermitage Museum, St Petersburg, Russia


Edgar Degas - Mary Cassatt at the Louvre (Miss Cassatt au Musée du Louvre), c. 1879 – crayon sobre papel – 71,1 x 53,3 cm – coleção particular


Edgar Degas - Woman Viewed from Behind (Visit to a Museum), c. 1879-1885 – óleo sobre tela – 81,3 x 75,6 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Edgar Degas - Study for Mary Cassatt at the Louvre, c. 1879 – crayon sobre papel – 63,5 x 48,9 cm - Philadelphia Museum of Art, Pennsylvania


terça-feira, 16 de maio de 2017

Análise do “Autorretrato no Bugatti Verde”, de Tamara de Lempicka

Tamara de Lempicka – My Portrait (Self-Portrait in the Green Bugatti), 1929 – óleo sobre tela – 27 x 35 cm – coleção particular


Análise do “Autorretrato no Bugatti Verde”, de Tamara de Lempicka


Tamara de Lempicka se retratou nessa, que provavelmente é sua mais famosa pintura, sentada ao volante de um carro esportivo verde Bugatti, usando luvas marrons, um chapéu que se assemelha a um capacete, e um lenço longo com dobras dramáticas à sua direita. As dobras do tecido e os detalhes cromados, tão exemplares do estilo Art Deco, e a iluminação impressionante, fornecem a impressão de velocidade como se a pintura captasse um momento fugaz.

A pintura oferece uma nova imagem da mulher moderna, de autodeterminação e sensualidade sem remorso. A expressão da artista é controlada e desapaixonada ao olhar diretamente para o espectador, apropriando-se do olhar masculino tradicional e contradizendo as representações tradicionais das mulheres.

A pintura foi encomendada para a capa de Die Dame, uma revista alemã dedicada a promover o conceito da mulher moderna. Este trabalho exemplifica como o trabalho de Lempicka ocupou uma espécie de nicho liminar entre a arte, o retrato e a arte gráfica. Ao contrário de seus colegas masculinos, cuja obra era inspirada pelo cubismo, o trabalho de Lempicka, mesmo em sua época, era frequentemente considerado dentro do contexto das artes decorativas.


Tamara de Lempicka (16 de maio de 1898 - 18 de março de 1980), foi uma pintora polonesa Art Deco. Influenciada pelo cubismo, Lempicka tornou-se a principal representante do estilo Art Deco em dois continentes, uma artista favorita de muitas estrelas de Hollywood, conhecida como "a baronesa com um pincel". Ela era a mais elegante pintora de retratos de sua geração entre a alta burguesia e a aristocracia, pintando duquesas, grandes duques e socialites. Através de sua rede de amigos, ela também expôs suas pinturas nos salões mais elitistas da sua época.

Art Deco, o estilo de artes decorativas dos anos 1920, com seus motivos geométricos e cores brilhantes e arrojadas, foi usado por muitos designers de joias, móveis, roupas, tecidos e cerâmica. Era um estilo clássico, simétrico, retilíneo, que atingiu seu ponto alto entre 1925-1935, e se inspirou em movimentos artísticos sérios como o cubismo, o futurismo e a influência da Bauhaus. Em Paris, foi uma forma de arte dominante do período 1920-1930. De todos os artistas que seguiam o estilo "Arts Decoratifs", uma das mais memoráveis foi Tamara de Lempicka.


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segunda-feira, 15 de maio de 2017

A história das pinturas “Quatro Estações” de Paul Cézanne

Paul Cézanne - The Four Seasons, 1860-61 - pinturas de parede, destacadas e montadas sobre tela - cada pintura 124 x 38 cm - Musée de la Ville de Paris


A história das pinturas “Quatro Estações” de Paul Cézanne


Estes quatro painéis faziam parte da decoração de Jas de Bouffan, a mansão que o pai de Cézanne adquiriu. Cézanne assinou cada painel “Ingres” no canto inferior direito e colocou a data de 1811. Esta data corresponde à inscrição na pintura “Jupiter e Thetis”, a pintura de Ingres no Musée Granet em Aix-en-Provence, onde se lê “Ingres, Roma, 1811”. Por trás da figura sentada de Inverno, podem ser vistos claramente vestígios da primeira versão que mostra uma mulher em pé.

Em 1859, Louis-Auguste Cézanne, o pai de Paul Cézanne, comprou uma propriedade rural chamada Jas de Bouffan ("A Casa dos Ventos"), ao lado de Aix-en-Provence, França. A imponente e negligenciada casa do século XVII, cercada por bosques e amplas terras cultivadas, tornou-se o retiro de domingo para a família deste rico banqueiro, cuja fortuna tinha começado com uma loja de chapéus.

No momento da compra, a grande casa estava aparentemente em um estado muito ruim, o que pode explicar por que o banqueiro, embora oposto à carreira artística de seu filho, permitiu que este decorasse as paredes do salão no térreo com numerosas pinturas murais. Ao assinar essas obras com o nome de Ingres, Cézanne talvez quis dizer a seu pai, de um modo zombeteiro, que ele não era inferior ao mais famoso artista da época.

























Paul Cézanne, The Four Seasons, Spring (Primavera)
                                                                                  Paul Cézanne, The Four Seasons, Summer (Verão)


Num canto de um grande salão, Paul pintou esses quatro painéis estreitos e altos representando as quatro estações, como quatro mulheres carregando flores e frutas. Primavera e Verão opostas ao Outono e ao Inverno e, no meio, ficava o retrato de seu pai lendo um jornal. Paul encontrou inspiração para este trabalho nas ilustrações de Le Magasin Pittoresque, uma revista ilustrada popular, seguindo um tema que, desde os tempos antigos, era celebrado nas artes como uma alegoria do ciclo da vida.

Jas du Bouffan, foi vendida em 1899, após a morte da mãe do artista. A casa, com seu ambiente calmo e silencioso, a longa alameda na entrada, ladeada por castanheiras, o jardim, o lago e vista para o campo, ofereceram inspiração por quase quarenta anos para Cézanne. Já na fase madura do pintor, seu estilo era diferente: formas geométricas básicas, linhas e cores para definir o design, para dar profundidade e perspectiva, para adicionar contrastes e luz. A inspiradora paisagem provençal, era a natureza que ele nunca deixou de observar.

























Paul Cézanne, The Four Seasons, Winter (Inverno)
                                                                               Paul Cézanne, The Four Seasons, Autumn (Outono)


Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 - Aix-en-Provence, 22 de outubro de 1906) foi um artista francês e pintor pós-impressionista cujo trabalho lançou as bases da transição da concepção artística do século XIX para um mundo da arte novo e radicalmente diferente da arte no século XX. As pinceladas exploratórias frequentemente repetitivas de Cézanne são altamente características e claramente reconhecíveis. Ele usou planos de cor e pinceladas pequenas que se acumulam para formar campos complexos. As pinturas transmitem como Cézanne estudava intensamente seus temas. Cézanne formou a ponte entre o impressionismo tardio do século XIX e a nova linha de investigação artística do início do século XX, o Cubismo. Tanto Matisse quanto Picasso diziam que Cézanne "é o pai de todos nós".


Esse blog possui um artigo sobre pinturas da piscina de Jas du Bouffan, por Paul Cézanne. Clique sobre esse link para ver:


Esse blog possui mais um artigo sobre Paul Cézanne. Clique sobre esse link para ver:



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domingo, 7 de maio de 2017

Pinturas e ilustrações de Maio

John William Waterhouse - Gather Ye Rosebuds While Ye May, 1909 – óleo sobre tela – 100 x 83 cm – coleção particular


Pinturas e ilustrações de Maio


Alphonse Mucha – Mai, 1899 - Litogravura

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Alfred Sisley - May Afternoon on The Loing, 1888 – óleo sobre tela - 65.5 x 50 cm – coleção particular


Victor Borisov-Musatov – May Flowers, 1894 – óleo sobre tela - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Gaspar Camps i Junyent – Mayo - ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Thomas Eakins - A May Morning In the Park (The Fairman Robers Four In Hand), 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA



Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Mai, 1896 – ilustração

O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Arnold Böcklin - Children Carving May Flutes, 1877 – óleo sobre tela - Oskar Reinhart Foundation, Winterthur, Switzerland


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quinta-feira, 4 de maio de 2017

Frederic Edwin Church, sua arte e sua história

Frederic Edwin Church - El Rio de Luz (The River of Light), 1877 – óleo sobre tela – 138,1 x 213,7 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA


Frederic Edwin Church, sua arte e sua história


Frederic Edwin Church (Hartford, Connecticut, 4 de maio de 1826 - 07 de abril de 1900) foi um pintor americano de paisagens. Ele era uma figura central no Hudson River School, um grupo de pintores de paisagens americanas, talvez melhor conhecido por pintar grandes paisagens panorâmicas, muitas vezes retratando montanhas, cachoeiras, e pores do sol, mas também, por vezes retratando dramáticos fenômenos naturais que ele viu durante suas viagens ao Ártico e à América Central e do Sul. Suas pinturas enfatizam a luz e o respeito romântico pelos detalhes naturais. Em seus últimos anos, Church pintou cenas e paisagens urbanas clássicas do Oriente Médio e do Mediterrâneo.


Frederic Edwin Church - New England Scenery, 1851 – óleo sobre tela – 91,4 x 134,6 cm - George Walter Vincent Smith Art Museum, Springfield, Massachusetts, USA


A Escola Hudson River foi estabelecida pelo britânico Thomas Cole quando ele se mudou para a América e começou a pintar paisagens, principalmente de montanhas e outras cenas americanas tradicionais. Cole, juntamente com seu amigo Asher Durand, começou esta escola em Nova York. Foi o primeiro movimento artístico americano bem reconhecido. As pinturas foram caracterizadas por seu foco em configurações pastorais americanas tradicionais, especialmente as Montanhas Catskill, e suas qualidades românticas. Este estilo tentou capturar o realismo selvagem de uma América instável que estava desaparecendo rapidamente, e os sentimentos de descoberta e apreço pela beleza natural.


Frederic Edwin Church - The Icebergs, 1861 – óleo sobre tela – 163,8 x 285,7 cm - Dallas Museum of Art, Dallas, Texas, USA


Ele era o filho privilegiado de Joseph Church, joalheiro e banqueiro, que convenceu o pintor de paisagens Thomas Cole a aceitar seu filho como aluno. De 1844 a 1846, Church estudou com Cole em seu estúdio em Catskill, Nova York, e o acompanhou em jornadas para fazer esboços, nas montanhas de Catskill e nos Berkshires de Massachusetts. Desde o início, Church mostrou um talento notável para desenho e uma forte inclinação para pintar em um estilo nítido, bem focado. Em 1849, aos vinte e três anos, ele foi eleito para integrar a Academia Nacional, a pessoa mais jovem a receber essa honraria.


Frederic Edwin Church - Rainy Season in the Tropics, 1866 – óleo sobre tela – 142,8 x 213,9 cm – de Young Museum, San Francisco, California, USA


Depois de seu período com Cole, Church estabeleceu um estúdio em Nova York e rapidamente conquistou uma boa reputação, pelas vistas expansivas de Nova York e Nova Inglaterra, que sintetizam esboços de diferentes localidades em composições vívidas. Inspirado pelos escritos do grande naturalista alemão Alexander von Humboldt, passou cinco meses em 1853, na Colômbia e no Equador, quando pintou obras-primas, como The Andes of Ecuador (1855).


Frederic Edwin Church – Niagara, 1857 – óleo sobre tela – 101,6 x 229,9 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA

Em 1857, a fama de Church alcançou todo o país e até mesmo uma proeminência internacional com sua pintura “Niagara”, que assombrou os espectadores em Nova York e na Grã-Bretanha (onde foi exposta em 1857 E 1858). A majestosa tela revela a vista da costa canadense, com base em esboços em óleo e lápis que ele havia feito durante várias visitas ao local em 1856. Ele foi o primeiro a retratar o espetáculo em tão grande escala, com detalhes tão finos, naturalismo e imediatismo. Ele eliminou qualquer sugestão de um primeiro plano, permitindo que o espectador experimente a cena como se precariamente posicionado à beira das quedas. Em duas semanas, Niagara atraiu 100.000 visitantes. Após seu fenomenal sucesso em Nova York, a pintura foi exibida em grandes cidades ao longo da costa leste, fez duas turnês na Grã-Bretanha e foi incluída na Exposition Universelle de 1867, em Paris.



Frederic Edwin Church - The Heart of the Andes, 1857 – óleo sobre tela – 168 x 302,9 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York, USA


Uma segunda viagem à América do Sul ocorreu no mesmo ano (1857) e resultou dois anos mais tarde em sua mais famosa pintura dos trópicos, The Heart of the Andes (O coração dos Andes), alojada em uma elaborada moldura em forma de janela e iluminada em uma sala escura por claraboias escondidas, foi a exposição mais popular de uma única obra de arte na era da Guerra Civil, atraindo 12.000 pessoas em três semanas para sua estreia em Nova York, e em seguida, viajando para a Grã-Bretanha e sete outras cidades americanas em uma turnê de dois anos. A exposição dessa pintura em Nova York parece ter ocasionado seu namoro e casamento com Isabel Carnes, em 1860, e o casal se estabeleceu em uma fazenda montanhosa com vista para o Rio Hudson em Hudson, Nova York. Em 1867 Church e sua esposa embarcaram em uma peregrinação do Velho Mundo, principalmente na Terra Santa.

Entre 1870 e 1872, Church construiu a mansão “Olana” em suas terras na colina de Hudson. Seu devotado filho, Louis com sua esposa Sally, continuaram a viver em Olana até sua morte em 1964, época em que a reputação revivida do artista gerou um movimento para preservar a casa e os terrenos, que continuam sendo hoje um dos locais históricos excepcionais no Estado de Nova York.


Frederic Edwin Church - Jerusalem from the Mount of Olives, 1870 – óleo sobre tela – 137,8 x 214,3 cm - The Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City, Missouri, USA


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