sábado, 16 de janeiro de 2016

Wave - Frank Sinatra de Tom Jobim




Wave - Frank Sinatra de Tom Jobim

Wave (também chamada de "Vou te Contar") é a primeira música de um álbum de mesmo nome de 1967, composta por Antônio Carlos Jobim e Milton Mendonça. Já foi interpretada por diversos artistas, tais como Elis Regina Gal Costa, Frank Sinatra, João Gilberto, Ella Fitzgerald e Oscar Peterson e Renato Russo. A letra em inglês foi escrita pelo próprio Tom Jobim em 11 de novembro de 1969, e cantada por Frank Sinatra no álbum Sinatra & Company, lançado no ano seguinte.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


Francis Albert "Frank" Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de maio de 1998) foi um cantor e ator norte-americano. Lançou vários álbuns com aclamação crítica, realizou tours internacionais, e foi um dos fundadores do Rat Pack, além de fraternizar com celebridades e homens de estado, incluindo John F. Kennedy. Sinatra também forjou uma bem sucedida carreira como ator, vencendo um Óscar de melhor ator secundário, uma nomeação para Oscar de melhor ator e aclamação crítica por sua performance. Sinatra foi homenageado no Prêmio Kennedy em 1983 e recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade de Ronald Reagan em 1985 e a Medalha de Ouro do Congresso em 1997. Sinatra também recebeu 11 Grammy Awards, incluindo o Grammy Trustees Award, Grammy Legend Award e o Grammy Lifetime Achievement Award. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra por seu trabalho na TV norte-americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música na década de 1950. 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pinturas de pessoas com chapéu

Woman with a Hat - Henri Matisse, 1905 - San Francisco Museum of Modern Art, San Francisco, CA, USA


Matisse desafiou o retrato convencional com esta imagem de sua esposa. A pose e o vestido de Amelie são típicos da época, mas Matisse aplicou asperamente cores brilhantes em seu rosto, chapéu, vestido, e até mesmo o fundo. Isto chocou seus contemporâneos quando ele enviou a pintura para o Salon d'Automne de 1905. Leo Stein disse que era "a mancha de tinta mais desagradável que já tinha visto", mas assim mesmo ele e sua irmã Gertrude a compraram pela importância que sabiam que esta teria na pintura moderna.


Pinturas de pessoas com chapéu


Self-portrait with hat - Rembrandt, c.1632 – óleo sobre madeira   


The Straw Hat - Peter Paul Rubens, c.1625 – óleo sobre madeira - 79 x 55 cm -  National Gallery, London, UK


 Portrait of a young woman with feather hat - Tiziano, c.1536 – óleo sobre madeira - 97 x 75 cm -   Hermitage, St. Petersburg, Russia  



Girl with the red hat - Johannes Vermeer, c.1665-c.1667 – 22.8 x 18 cm



Esse blog possui um artigo sobre essa pintura:




 Self-portrait in a Straw Hat - Louise Elisabeth Vigee Le Brun, c.1787 – óleo sobre tela



Esse blog possui um artigo sobre essa artista:




Self Portrait in a Soft Hat - Edgar Degas, 1858 - 26 x 19 cm - Sterling and Francine Clark Art Institute at Williamstown, MA, USA


 Bust of a Woman Wearing a Hat - Pierre-Auguste Renoir, 1881 – óleo sobre tela



Rower in a Top Hat - Gustave Caillebotte, 1877-1878 – óleo sobre tela - 90 x 117 cm



 The Black Feather Hat - Gustav Klimt, 1910 – óleo sobre tela



Self Portrait with Felt Hat - Vincent van Gogh, c.1887 - 44 x 37.5 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands



 Child In A Straw Hat - Mary Cassatt, c.1886 - 49.53 x 64.135 cm - National Gallery of Art, Washingon, DC, USA


Em sua carreira, Mary Cassatt muitas vezes pintou o tema de uma menina que veste um chapéu de grandes dimensões em poses semelhantes a esta. No entanto a expressão séria desta criança distingue a pintura de outros retratos. A maioria das meninas nas pinturas de Cassatt de crianças com chapéus parecem ser modelos dispostas e felizes. Elas sorriem e usam chapéus elaborados e vestidos com babados. Em “Criança em um Chapéu de Palha”, a menina veste um vestido cinza simples e um grande, simples chapéu de palha. Ela franze a testa e o lábio superior saliente sugere que ela está impaciente. Ela pode ter sido tirada de uma brincadeira, para posar.



Jeanne Hebuterne with Hat and Necklace - Amedeo Modigliani, 1917 – óleo sobre tela - 164.52 x 137.1 cm



Blue Hat - Tarsila do Amaral, 1922 – óleo sobre tela



Portrait of the artist's wife with a hat - August Macke, 1909 - Westphalian State Museum of Art and Cultural History



Esse blog possui um artigo sobre esse artista:




Man in a Bowler Hat - Rene Magritte, 1964 – óleo sobre tela



Ingrid Bergman With Hat - Andy Warhol, 1983 – silkscreen sobre papelão 


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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Edvard Munch- O Friso da Vida, um poema sobre vida, amor e morte

Edvard Munch- Dance of Life, 1899-1900 – óleo sobre tela – 129 × 191 cm – National Gallery, Norway


Edvard Munch- O Friso da Vida, um poema sobre vida, amor e morte - com vídeo


A Dança da Vida ocorre em uma brilhante noite de verão ao longo da costa de Aasgaardstrand no fiorde de Oslo. Iluminados por uma lua cheia, os casais se envolvem em uma dança energética. A Dança da Vida pertence a uma série chamada Friso da Vida. Os três principais temas do Friso da Vida, amor, ansiedade e morte, são claramente expressos em A Dança da Vida. Assim, esta pintura pode ser vista como um dos pontos centrais da série. A Dança da Vida pode ser interpretada a partir de vários pontos de vista e em vários níveis. A transição das figuras femininas da adolescência para a maturidade sexual até a velhice dá a entender que a pintura lida com o ciclo eterno da vida. Sobre essa "brilhante noite de verão", Munch escreveu: "a vida e a morte, dia e noite andam de mãos dadas". Munch expressa sua consciência sobre o ciclo biológico da existência humana pela maneira como ele dissolve as figuras na paisagem, como seu destino sendo indivisível do ritmo da natureza.


Edvard Munch – Ashes (Cinzas), 1894 – óleo sobre tela - 120.5 x 141 cm – National Gallery, Oslo


Na década de 1890 Munch dedicou-se a uma série ambiciosa de pinturas chamada The Frieze of Life. Este friso foi concebido como uma série de imagens livremente adjacentes, o que daria uma visão clara da vida e da situação do homem moderno. Munch escreveu: "Por meio de tudo, venta a linha curva da costa, e para além dela o mar, enquanto sob as árvores, a vida, com todas as suas complexidades de tristeza e alegria, continua sobre eles". Os três principais temas do Friso da Vida são: amor, ansiedade e morte. A série inclui esboços, pinturas, desenhos e gravuras. Munch não gostava de se separar de suas pinturas porque ele pensava em seu trabalho como um único corpo de expressão. Então, para capitalizar sobre sua produção e obter alguma renda, ele se voltou para artes gráficas para reproduzir muitas de suas pinturas mais famosas, incluindo aqueles nesta série, em gravuras.


Edvard Munch – Separation, 1896 – óleo sobre tela – 96 x 127 cm – The Munch Museum


As vinte e duas obras que Munch produziu ampliaram sua exploração obsessiva da sexualidade e da mortalidade. O Friso da Vida inclui “O Grito”, a imagem icônica de Munch da angústia moderna. Como fez com muitos dos seus quadros, ele criou diversas versões dela. Na sequência de um colapso nervoso em 1908 e posterior reabilitação, Munch, em grande parte se afastou de imagens de desespero e angústia e criou pinturas mais coloridas, otimistas.


Edvard Munch – O Grito – 1893 – têmpera e pastel sobre madeira – 91 x 73,5 cm - National Gallery, Oslo, Noruega


Esse blog possui um artigo sobre a série de pinturas "O Grito" de Edvard Munch. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/10/analise-de-scream-o-grito-de-edvard.html


O segundo de cinco filhos, Edvard Munch (Løten, 12 de Dezembro de 1863 — Ekely, 23 de Janeiro de 1944) perdeu sua mãe e irmã favorita por tuberculose antes de seu décimo quarto aniversário. Tendo abandonado o estudo de engenharia devido a doenças freqüentes, Munch decidiu se tornar um artista. Seus primeiros trabalhos revelaram a influência dos pintores plein-ar, como Monet e Renoir. Em 1889, Munch começou a passar longos períodos em Paris. Exposto ao trabalho de Gauguin e outros simbolistas franceses, Munch desenvolveu uma linguagem simplificada de cores ousadas e linha sinuosa para expressar sua visão do sofrimento humano, como a doença e a morte, depressão e alienação.


Edvard Munch – Anxiety, 1894 – óleo sobre tela – 94 x 74 cm – The Munch Museum


Como muitos artistas que amadureceram na esteira do impressionismo, Edvard Munch começou sua carreira pintando cenas estreitamente observadas do mundo em torno dele. Mas a obra de Munch assumiu uma ênfase cada vez mais profunda na subjetividade e uma rejeição ativa da realidade visível. O estilo único e altamente pessoal que ele desenvolveu para transmitir humor, emoção, ou memória influenciou fortemente o curso da arte do século XX e, em particular, o desenvolvimento do Expressionismo. Sobre sua arte, dizia: "Minha arte é realmente uma confissão voluntária e uma tentativa de explicar a mim mesmo minha relação com a vida. É portanto, na verdade, uma espécie de egoísmo, mas eu constantemente espero que através desta, eu possa ajudar os outros a alcançar a clareza".


Edvard Munch – Kiss on the Shore by Moonlight, 1916 – óleo sobre tela – 77 x 100 cm - Munch Museet, Oslo, Norway


Veja mais pinturas, assistindo o vídeo abaixo:





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domingo, 10 de janeiro de 2016

Análise da obra de Edward Hopper – Two on the Aisle (Dois no Corredor)

Edward Hopper – Two on the Aisle (Dois no Corredor), 1927 – óleo sobre tela – 102 x 122,5 cm – Toledo Museum of Art, Toledo, Ohio, USA


Análise da obra de Edward Hopper – Two on the Aisle (Dois no Corredor)


Edward Hopper (Nyack, 22 de julho de 1882 — 15 de maio de 1967) foi um pintor, artista gráfico e ilustrador norte-americano conhecido por suas misteriosas pinturas de representações realistas da solidão na contemporaneidade. Em cenários urbanos e rurais, as suas representações refletem a sua visão pessoal da vida moderna americana.

Um mestre da narrativa tranquila, Edward Hopper imbuía momentos comuns com intensidade psicológica e complexidade. Os espectadores inevitavelmente encontram-se atraídos para suas cenas cuidadosamente compostas, identificando-se ou especulando sobre os personagens, freqüentemente isolados. Dois no Corredor é uma composição aparentemente simples: três figuras em um teatro vazio. Foi a primeira grande pintura de Hopper de uma cena de teatro, um tema ao qual ele retornou com freqüência. Ao invés de capturar a ação do palco ou da agitação de uma multidão de teatro, Hopper escolheu se concentrar no momento de tranquilidade antes da ação. Aqui o canto do palco com cortinas, as fileiras de assentos e a curva do camarote servem para enquadrar as três figuras solitárias. A pintura está repleta de detalhes que convidam o espectador para a narrativa, como se Hopper tivesse escolhido um único quadro de um rolo de filme.

Como é típico nas composições de Hopper, embora duas das figuras formem claramente um casal (eles são, de fato, o próprio Hopper e sua esposa Jo), os três estão sozinhos em seus próprios espaços psicológicos: a mulher no primeiro plano absorta na leitura do programa da peça, o homem tirando o casaco e momentaneamente distraído por algo na distância e sua companheira ocupada arrumando o xale verde na parte traseira de seu assento. O espectador é colocado diretamente na cena. Hopper coloca o espectador da pintura como um espectador adicional do teatro, de forma sucinta observando seu entorno, e talvez calmamente tomando um assento.

A representação da solidão é central na obra de Hopper. Em Dois no Corredor, ele nos lembra que quando você vai a um show, você está cercado por pessoas, talvez amigos e familiares, mas você está sozinho com suas emoções pessoais e experiência como um membro da audiência. Hopper não está pintando um mundo sem pessoas, ele está pintando pessoas isoladas em si mesmas.



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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A história da obra de Leonardo da Vinci – “Dama com Arminho” – com vídeo

Leonardo da Vinci – Dama com Arminho (Dama con l'ermellino), 1489-90 – óleo sobre madeira – 54 x 39 cm – Wawel Castle, Kraków, Polônia


A história da obra de Leonardo da Vinci – “Dama com Arminho” – com vídeo


O retrato foi pintado em um momento em que Cecilia Gallerani, a modelo da obra, era a amante de Ludovico Sforza, duque de Milão (conhecido como “Il Moro”), e nessa época Leonardo estava a serviço do Duque. A pintura é um dos (apenas) quatro retratos de mulheres pintados por Leonardo, sendo os outros: a Mona Lisa, o retrato de Ginevra de 'Benci, e La Belle Ferronnière. Atualmente está sendo exibido no Castelo Real Wawel, enquanto estão sendo realizadas reformas no Museu Czartoryski em Cracóvia, Polônia. No momento da sua pintura, o meio de tinta a óleo era relativamente novo na Itália, tendo sido introduzido na década de 1470.

Cecilia Gallerani era de uma família grande, que não era nem rica nem nobre. Seu pai serviu durante algum tempo na corte do Duque. Na época em que seu retrato foi pintado, ela tinha cerca de 16 anos de idade e era famosa por sua beleza, sua escolaridade, e sua poesia. Ela foi prometida aproximadamente aos 10 anos para um jovem nobre da Casa Visconti, mas o casamento foi cancelado. Cecilia tornou-se amante do duque e lhe deu um filho, mas ele preferiu casar com Beatrice d'Este, uma mulher de uma família nobre.

Há várias interpretações sobre o significado do arminho no retrato. O arminho era um símbolo tradicional da pureza, porque acreditava-se que um arminho preferia enfrentar a morte, para não sujar sua pelagem branca. Da Vinci escreveu: “Por  moderação, o arminho nunca come mais do que uma vez por dia, e ele prefere deixar-se capturar por caçadores, do que se refugiar em um covil sujo, para não manchar sua pureza”. Arminhos eram mantidos como animais de estimação pela aristocracia e suas peles brancas eram usadas para forrar ou guarnecer vestes aristocráticas. Para Ludovico il Moro, o arminho tinha mais um significado pessoal por ele ter recebido a Ordem do Arminho em 1488 e por usa-la como um emblema pessoal. A associação do arminho com Cecilia Gallerani poderia referir-se tanto à sua pureza, como para fazer uma associação com seu amante. Como Gallerani deu à luz um filho reconhecido por Lodovico em Maio de 1491, e havia uma associação entre doninhas e gravidez na cultura do Renascimento italiano, também é possível que o animal seja um símbolo da gravidez de Cecilia.

Na pintura, o olhar da modelo está dirigido para além da moldura da imagem. Como em muitas pinturas de Leonardo, a composição compreende uma pirâmide espiral com a modelo capturada no movimento de virar para um lado, enquanto o arminho vira para o outro, refletindo uma preocupação ao longo da vida de Leonardo, com a dinâmica do movimento. O retrato em três quartos de perfil era uma de suas muitas inovações. Este trabalho mostra a experiência de Leonardo na pintura da forma humana, com grande detalhamento. Raios-X e o exame microscópico da imagem revelaram um desenho preparatório delineado em carvão, e uma janela originalmente no lado direito da imagem, mais tarde eliminada. Impressões digitais de Leonardo foram encontradas na superfície da pintura, o que indica que ele usou os dedos para misturar suas pinceladas delicadas.

A pintura foi adquirida na Itália pelo príncipe Adam Jerzy Czartoryski. A inscrição no canto superior esquerdo da pintura, LA BELE FERONIERE. LEONARD DAWINCI, provavelmente foi adicionada por um restaurador logo após a sua chegada à Polónia. A pintura Belle Ferronière é outro retrato de Da Vinci no Louvre, cuja modelo tem uma semelhança tão estreita com a dessa pintura, que Czartoryski considerou ser a mesma pessoa. A pintura viajou muito durante o século 19. A Princesa Czartoryska o resgatou antes da invasão do exército russo em 1830, escondeu-o, e em seguida o enviou para Dresden e dali para o lugar de exílio dos Czartoryski em Paris, o Hôtel Lambert, devolvendo-o para a Cracóvia em 1882. Em 1939, quase imediatamente depois a ocupação alemã da Polônia, ele foi apreendido pelas nazistas e enviado para o Museu Kaiser Friedrich em Berlim. Em 1940, Hans Frank, governador-geral da Polónia, solicitou sua devolução para a Cracóvia, onde ele ficou pendurado em seu escritório. No final da Segunda Guerra Mundial, foi descoberto por tropas aliadas na casa de campo de Frank na Baviera. Então foi devolvido para a Polônia, para o Museu Czartoryski da Cracóvia. A pintura também aparece no filme The Monuments Men de 2014, sobre as ações do Exército dos EUA na Segunda Guerra Mundial para recuperar obras de arte roubadas pela Alemanha nazista.


O Major Estericher, o oficial MFAA Lt. Frank P. Albright e dois generais americanos admiram a tela "Lady With an Ermine", de Leonardo da Vinci ( National Archives and Records Administration, College Park MD) 



Esse blog possui um artigo sobre Algumas fotos reais da história do filme "Caçadores de Obras primas" - fotos de fatos históricos com algumas obras de arte reencontradas.

Clique sobre o link para ver:



Esse blog também possui um artigo sobre outros retratos femininos de Leonardo da Vinci: Clique sobre os links abaixo para ver:


Assista um vídeo que mostra a pintura “Dama com Arminho” em detalhes:





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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Andy Williams & Antonio Carlos Jobim - The Girl From Ipanema



Andy Williams & Antonio Carlos Jobim – The Girl From Ipanema

"Garota de Ipanema" foi composta em 1962 por Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. Em 19 de março de 1963 foi lançada pela Verve Records e no ano seguinte, saiu no LP Getz/Gilberto, interpretada por Astrud Gilberto em conjunto com João Gilberto e Stan Getz, com a participação de Tom Jobim ao piano. A letra de Vinicius, foi inspirada em Helô Pinheiro, que passava frequentemente em frente ao Bar Veloso (hoje Garota de Ipanema), em Ipanema. Tom e Vinicius frequentavam assiduamente o bar, que dispunha de pequenas mesas na calçada. A Garota de Ipanema, Heloísa, morava perto e somente dois anos e meio depois, ficou sabendo que era a inspiração da canção. A versão em inglês desta canção é "The Girl from Ipanema", com letra escrita por Norman Gimbel em 1963. Já foi cantada por Frank Sinatra, Cher, Mariza, Madonna, Sepultura, Amy Winehouse e vários outros artistas.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.

Howard Andrew Williams, conhecido como Andy Williams (Wall Lake, 3 de dezembro de 1927 - Branson, Missouri, 25 de setembro de 2012) foi um cantor famoso por sucessos como "Moon River", a canção-tema do filme "Breakfast at Tiffany´s" (Bonequinha de Luxo). Foi um dos mais populares cantores dos Estados Unidos na década de 1960. Ganhou dezoito discos de ouro e três de platina, atrás apenas de Frank Sinatra, Elvis Presley e Johnny Mathis. Combinando bom gosto, técnica vocal e carisma, chegou várias vezes ao topo da lista da revista Billboard. Teve seu próprio show de televisão, o The Andy Williams Show , o mais popular da época e que venceu três prêmios Emmy, entre 1962 e 1971, tendo cantado ao lado de Julie Andrews, Ella Fitzgerald, Jerry Lewis, Bing Crosby, Judy Garland, Sammy Davis Jr., os irmãos Karen e Richard Carpenter, Tony Bennett, Dorival Caymmi (de quem gravou Roses, Roses, Roses) e Tom Jobim, que o considerava o melhor cantor americano de bossa nova. Gravou oito álbuns de músicas natalinas, o que lhe valeu o título de Mr. Christmas, e apresentou por sete anos seguidos a cerimônia do Grammy.


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domingo, 3 de janeiro de 2016

Ilustração do mês de Janeiro

Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del Mes de Enero – 1901


Ilustração do mês de Janeiro

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


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terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Feliz 2016 a todos!



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domingo, 27 de dezembro de 2015

Balé em Pinturas, com vídeos

Dame Laura Knight (Long Eaton, Derbyshire, England, 4 de Agosto de 1877 – London, 7 de Julho de 1970) - Ballet, 1936


Balé em Pinturas, com vídeos 



Henri Matisse - The Ballet Dancer, c. 1927 - Hermitage Museum, St. Petersburg, Russia


Henri de Toulouse-Lautrec - Ballet Dancers, 1885 – óleo sobre tela - Art Institute of Chicago, Chicago, IL, USA


Pablo Picasso – desenho para fantasia do ballet “Le Tricorne”, 1917


"El Sombrero de Tres Picos" (O Chapéu de Três Pontas ou Le Tricorne) é um balé em dois atos, coreografado por Léonide Massine, com música de Manuel de Falla e encomendado por Sergei Diaghilev. Estreou completo em 1919. Não só é um balé com cenário espanhol, mas também emprega as técnicas de dança espanhola (adaptadas e um tanto simplificadas) em vez de balé clássico. A história (um juiz apaixonado pela fiel esposa de um moleiro – dono ou operador de um moinho de vento - tenta seduzi-la) deriva de uma novela de Pedro Antonio de Alarcón (nascido em Granada). O balé foi encenado pela primeira vez em Londres, no Teatro Alhambra, em 22 de Julho de 1919. Os cenários e figurinos foram criados por Pablo Picasso.

Assista uma cena do balé:




Leia e veja mais sobre a relação de Picasso com balé, clicando sobre o link:


Édouard Manet - The Spanish Ballet, 1862 – óleo sobre tela - Philips Collection, Washington DC, USA

Willard Metcalf (Lowell, Massachusetts , 1 de Julho de 1858 – New York City, 9 de Março de1925) - The Ballet Dancers - The Dressing Room, 1885



Konstantin Somov (São Petersburgo, 30 de Novembro de 1869 — Paris, 6 de maio de 1939) – Russian Ballet, 1930



Marc Chagall - Finale of the Ballet "Aleko", 1942 – guache sobre papel - Museum of Modern Art, New York, USA

Leia sobre Marc Chagall e o balé Aleko e veja mais obras, clicando sobre o link:


Zinaida Serebriakova - Girls Sylphides (Ballet Chopiniana), 1924 - The State Tretyakov Gallery, Moscow


Les Sylphides é um balé baseado em obras do músico Frédéric Chopin, coreografado por Mikhail Fokine, com costumes de Alexandre Benois e com orquestração de Alexander Glazunov. Como "Chopiniana" a estréia se deu no dia 19 de fevereiro de 1909 no teatro Maryinsky em São Petersburgo. Os bailarinos desta apresentação foram Tamara Karsavina, Nijinsky, Anna Pavlova e Alexandra Baldina. Como "Les Sylphides" a estréia se deu em 2 de junho de 1909 no Teatro de Châtelet em Paris, produzida por Serguei Diaghilev para os Ballets Russes. Os bailarinos desta apresentação foram os mesmos da apresentação da Chopiniana. Os costumes e cenários foram também de Alexandre Benois. "Les Sylphides" alguma vezes é confundido com outro balé denominado "La Sylphide" . De nome parecido e com o mesmo tema que é a invocação das figuras mitológicas das sílfides, a semelhança para por aí. São balés bem distintos, com músicas, coreografias, cenário e criação realizadas por pessoas diferentes. Durante três anos, a artista Zinaida Serebriakova (1884-1967) assistiu aos ensaios do balé do Teatro Mariinsky.

Assista um trecho do balé:




As bailarinas de Degas:


Ópera e balé eram uma parte elegante da vida cultural parisiense, e Edgar Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro, 1917) era frequentador da platéia muito antes de começar a pintar as bailarinas. No balé, Degas encontrou um mundo que empolgava o seu gosto pela beleza clássica e seu olho para o realismo moderno. Ele ia para os bastidores e salas de aula do magnífico Palais Garnier, a casa da Ópera de Paris e seu Ballet, onde algumas das garotas mais pobres da cidade se esforçavam para se tornarem as fadas, ninfas e rainhas do palco. Quando ele passou a fazer parte desse mundo rosa e branco, tão cheio de tradição, ele inventou novas técnicas para desenhar e pintar. Ele cortava seus enquadramentos como um fotógrafo faria (e também se tornou um). Ele desafiava a composição tradicional, optando por assimetria e pontos de vista radicais, criando efeitos dramáticos. No entanto, ele sempre conseguiu manter um olho sobre os grandes mestres do passado. As bailarinas que Degas nos legou permanecem entre as imagens mais populares da arte do século 19.  



Edgar Degas – Bailarinas Subindo Escada, 1886-1890 – óleo sobre tela - Musée D´Orsay, Paris


Edgar Degas - Ballet Class, The Dance Hall, 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Edgar Degas – The Dance Class, 1873 – óleo sobre tela – Corcoran Gallery of Art, Washington, DC


Edgar Degas - The Ballet Class, 1871 – 1874 – óleo sobre tela - Musée d'Orsay, Paris, France


Edgar Degas – O Ensaio do Balé no Palco, c. 1874 – pastel sobre papel - Metropolitan Museum of Art, New York City


 Edgar Degas - Dancer with a Bouquet of Flowers (The Star of the Ballet), 1878 - 81 x 66 cm - pastel e gouache sobre papel - The Getty Center,Los Angeles, California


Edgar Degas - At the Ballet, c. 1880 – 81 – pastel sobre papel


Veja e leia sobre mais duas pinturas de Edgar Degas sobre balé, clicando sobre o link:

http://www.arteeblog.com/2015/05/edgar-degas-musicos-na-orquestra-e.html


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quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Feliz Natal! Paz para a humanidade!

Alphonse Mucha – Noël, 1903 – capa para o n° 7 da revista Paris Illustré



Feliz Natal! Paz para a humanidade!


Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930. 


terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Começou o verão! “Summer is Incumen In - Summer Has Come In”

“Summer is Incumen In - Summer Has Come In” - Herbert Arnould Olivier – 1902



Começou o verão! “Summer is Incumen In - Summer Has Come In”


"Sumer é Icumen In" (O verão chegou ), também chamado de Summer Canon e Cuckoo Song, é uma canção medieval Inglesa de meados do século 13.

Herbert Arnould Olivier RI (9 de setembro de 1861 - 2 de março de 1952), era um artista britânico. Ele era um pintor de retratos e de paisagens. Participou de muitas exposições, incluindo a Academia Real e o Salon de Paris. Em 1917, Olivier foi nomeado artista oficial de guerra e, em 1924, ele apresentou à nação, para exibição no “novo Museu da Guerra em South Kensington ", uma série de pinturas incluindo "The Supreme War Council" (dado ao Governo francês e exibido no Palácio de Versailles) e vários retratos. As pinturas agora fazem parte das coleções do Imperial War Museum . Olivier foi eleito para a Royal Society of British Artists em 1887 e para o Instituto Real de Pintores de Aquarelas em 1929, onde uma grande exposição retrospectiva de sua obra foi realizada em 1935. Ele era tio dos atores Sir Laurence Olivier e Noël Olivier.

Ouça a música que inspirou a arte, clique sobre esse vídeo:






“Sumer is Icumen” de “Cânticos Medievais Ingleses”, composto provavelmente no século XII, este é uma das mais antigas letras sobreviventes da Inglaterra da Idade Média.

E aqui a letra da música:

Summer has come in,                                                       O verão chegou,
Loudly sing, Cuckoo!                                                        Cante alto, Cuco!
The seed grows and the meadow blooms                     A semente cresce e o prado floresce
And the wood springs anew,                                            E o bosque brota de novo,
Sing, Cuckoo!                                                                    Cante, Cuco!
The ewe bleats after the lamb                                          A ovelha bale atrás do carneiro
The cow lows after the calf.                                              A vaca se abaixa para o bezerro.
The bullock stirs, the stag farts,                                       O boi se agita, o veado peida.
Merrily sing, Cuckoo!                                                        Cante alegremente, Cuco!
Cuckoo, cuckoo, well you sing, cuckoo;                        Cuco, cuco, você canta bem, cuco;
Don't ever you stop now,                                                  Agora não pare mais,
Sing cuckoo now. Sing, Cuckoo.                                    Cante agora cuco. Cante, Cuco.
Sing Cuckoo. Sing cuckoo now!                                     Cante Cuco. Cante agora, cuco!


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domingo, 20 de dezembro de 2015

Flora Purim, Eliane Elias, & David Sanborn - Jobim Medley




Flora Purim, Eliane Elias, & David Sanborn - Jobim Medley


Jobim Medley com Flora Purim (vocal), Eliane Elias (vocal e piano), David Sanborn (sax), Oscar Castro Neves (guitarra e vocais), Lee Ritenour (guitarra), Paulinho Braga (bateria), Airto Moreira (percussão), e Nana Vasconcelos (barimbau), todos desempenham um medley em homenagem a Antonio Carlos Jobim. Originalmente exibida em 1997.

Flora Purim (Rio de Janeiro, 6 de março de 1942) é uma cantora brasileira de jazz. Em 1967 mudou-se para os Estados Unidos, para estudar música na Califórnia. Cinco anos mais tarde, casou-se com o percussionista Airto Moreira. Trabalhou ao lado de artistas como Stan Getz e Gil Evans. Nos anos 70 gravou ainda ao lado de Carlos Santana, Hermeto Pascoal, Chick Corea e muitos outros, encantados com sua extensão vocal e capacidade de improvisação.

Eliane Elias (São Paulo, 19 de março de 1960) é uma pianista, cantora, compositora e arranjadora brasileira. Começou a tocar piano aos 6 anos de idade. Em 1981, mudou para Nova York, onde estudou na Juilliard School of Music. Elias é conhecida por seu estilo musical distinto que mistura suas raízes brasileiras e sua voz com habilidades de jazz instrumental, e composição.

David Sanborn (David William Sanborn) (Tampa, Flórida, 30 de julho de 1945) é um saxofonista norte-americano. Ganhador de seis prêmios Grammy e um dos campeões mundiais de vendagem no gênero instrumental com cerca de sete milhões de cópias, David já acompanhou Albert King, David Bowie, James Brown, James Taylor, Stevie Wonder e o grupo The Eagles, entre outros.


Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.