terça-feira, 29 de novembro de 2016

João Gilberto - 'S Wonderful



João Gilberto - 'S Wonderful


" 'S Wonderful" é uma canção popular composta por George Gershwin, com letra escrita por Ira Gershwin. Foi introduzida no musical Broadway Funny Face (1927) de Adele Astaire e Allen Kearns. A canção é considerada um standard e foi gravada por muitos artistas, especialmente artistas de jazz, como Brian Wilson, Anita O'Day, Gene Kelly, Ella Fitzgerald, Judy Garland, John Pizzarelli, Sarah Vaughan, Diana Krall, João Gilberto e Engelbert Humperdinck. A canção foi incluída no filme An American in Paris, de 1951, onde foi cantada por Gene Kelly e Georges Guétary, bem como no filme musical Funny Face, de 1957, no qual foi interpretada por Audrey Hepburn e Fred Astaire. Doris Day também cantou em Starlift, de1951 e Dean Martin cantou durante os créditos de abertura do filme de 1964 Kiss Me, Stupid. Essa versão de João Gilberto foi adicionada numa cena com Julia Roberts e Javier Bardem, no filme Comer, Rezar, Amar de 2010.

Cena do filme "Comer, Rezar, Amar" com essa canção: 




João Gilberto Prado Pereira de Oliveira (Juazeiro, Bahia, 10 de junho de 1931), conhecido como João Gilberto, é um cantor, violonista e compositor brasileiro. Tido como o pioneiro criador da bossa nova, é considerado um gênio e uma lenda viva da música popular brasileira. Foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil a 13ª maior voz brasileira de todos os tempos. Desde o lançamento de Chega de Saudade, munido apenas da voz e do violão, começou uma revolução na música brasileira e na música mundial. Dono de uma sonoridade original e moderna, João Gilberto foi o artista que levou a música popular brasileira ao mundo, principalmente para os Estados Unidos, Europa e Japão. Tido como um dos maiores influentes do jazz americano no século XX, ganhou prêmios importantes nos Estados Unidos e na Europa, como o Grammy, em meio a beatlemania.


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sábado, 26 de novembro de 2016

Pinturas de homens com bigode

Hugo Simberg - Man with Red Moustache, 1903 – óleo sobre tela – 43 x 30,5 cm - Suomen Kansallisgalleria, Finland, Helsinki


Pinturas de homens com bigode


Vincent van Gogh - Seated Man with a Moustache and Cap, 1886 – Giz e carvão vegetal sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


 Gian Lorenzo Bernini - Portrait of a Man with a Moustache (supposed Self Portrait), 1630 – giz sobre papel - 27.5 x 21.5 cm - Ashmolean Museum, Oxford, UK


Gustave Caillebotte – The man on the Balcony, 1880 – óleo sobre tela - 97 x 116 cm – coleção particular


Gian Lorenzo Bernini - Self Portrait as a Young Man, 1623 – óleo sobre tela – 30 x 38 cm - Borghese Gallery, Rome, Italy


Gustave Courbet - The Desperate Man (Self-Portrait), 1845 – óleo sobre tela – 45 x 54 cm – coleção particular


Titian (Tiziano) - Portrait of a Man, 1508 – óleo sobre tela – 59,7 x 47 cm – Indianapolis Museum of Art, Indianapolis, USA


John Singer Sargent - Young Man in Reverie, 1876 – óleo sobre tela – 76,2 x 61 cm – coleção particular


Frans Hals - Man with Hand on Heart, 1632 – óleo sobre tela – 52 x 62 cm - Musée des Beaux-Arts de Bordeaux, Bordeaux, France


Fernando Botero - Reclining Man, 1978 – óleo sobre tela – 151 x 188 cm – coleção particular



quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Konstantin Korovin, sua arte e sua história

Konstantin Korovin – Parisian Café, c. 1898 – óleo sobre tela – 52 x 43 cm - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Konstantin Korovin, sua arte e sua história


Konstantin Korovin - Portrait of the Artist Tatiana Spiridonovna Lyubatovich, 1880 – óleo sobre tela – 63 x 33 cm - The State Russian Museum - Saint Petersburg


Konstantin Alekseyevich Korovin (23 de novembro de 1861 - 11 de setembro de 1939) foi um importante e influente pintor impressionista russo. Nascido em Moscou, estudou na Moscow School of Painting, Sculpture and Architecture, onde se tornou amigo dos colegas Valentin Serov e Isaac Levitan, antes de viajar para Paris, onde conheceu os Impressionistas.


Konstantin Korovin – A Muse, 1887 – óleo sobre tela - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Konstantin Korovin - At the Tea-Table, 1888 – óleo sobre tela - 48.5 x 60.5 cm - Polenovo (Polenov Museum), Polenovo, Russia


Korovin passou a maior parte de sua carreira pintando no estilo Impressionista, e mais tarde mudou para o estilo Art Nouveau. Sua obra foi influenciada por suas viagens pela Europa, principalmente pela costa norte do continente.


Konstantin Korovin - In The Boat, 1888 – óleo sobre tela – 53 x 43 cm - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Konstantin Korovin - On the Balcony, Spanish Women Leonora and Ampara, 1897–1898 – óleo sobre tela


Sua obra foi bem recebida durante sua carreira. Ele foi escolhido para expor várias telas grandes na Exposição Russa de 1896, antes de suas pinturas serem transferidas para a Tretyakov Gallery. Sua arte foi mostrada por toda a Europa e em 1900, ele recebeu a Legião de Honra do governo francês, por ter projetado a sessão Ásia Central do Pavilhão do Império Russo, na Exposição Universal de Paris.


Konstantin Korovin - St. Triphon's Brook in Pechenga, 1894 - óleo sobre tela – Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Konstantin Korovin - Paper Lanterns, 1898 - óleo sobre tela – Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


No início do século 20, Korovin concentrou sua atenção no teatro. Mudou-se da ópera de Mamontov para o Teatro Mariinsky em São Petersburgo. Korovin projetou cenários para as produções dramáticas de Konstantin Stanislavsky, bem como as óperas e balés de Mariinsky e mais tarde, projetando cenários para Die Walküre e Siegfried, de Richard Wagner, bem como para O Quebra-Nozes de Piotr Ilyich Tchaikovsky (1918-1920). Nos últimos anos de sua vida ele produziu cenários para muitos dos grandes teatros da Europa, América, Ásia e Austrália.


Konstantin Korovin – Paris at Night, 1911 – óleo sobre tela - Astrakhan State Picture Gallery, Russian Federation, Astrakhan


Konstantin Korovin - Roses and Violets, 1912 - óleo sobre tela – 73 x 92 cm - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


Konstantin Korovin – Pier in Gurzuf, 1914 – óleo sobre tela - 121 x 89 cm - The State Russian Museum - Saint Petersburg


Assista um vídeo com mais obras de Konstantin Korovin:


 

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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Georgia O'Keeffe e sua arte florida

Georgia O'Keeffe - Two Calla Lillies on Pink, 1928 – óleo sobre tela – 101,6 x 76,2 cm - Philadelphia Museum of Art


Georgia O'Keeffe e sua arte florida


Georgia O'Keeffe - Blue and Green Music, 1919-21 – óleo sobre tela – 58,4 x 48,3 cm – The Art Institute of Chicago, USA


Georgia Totto O'Keeffe (Sun Prairie, Wisconsin, 15 de Novembro de 1887 - 6 de Março de 1986) foi uma artista americana conhecida por suas pinturas de flores ampliadas, crânios de animais, arranha-céus de Nova York e paisagens do deserto do Novo México. Fazendo sua estreia um século atrás, em 1916, O'Keeffe foi imediatamente reconhecida como uma artista pioneira, enquanto hoje seu legado como um ícone de arte americana e uma pioneira da arte do século XX é amplamente reconhecido. Foi apelidada como a "mãe do modernismo americano".


Georgia O'Keeffe - Canna Red and Orange, 1926 – óleo sobre tela - 50.8 x 40.6 cm – coleção particular


O'Keeffe estudou na School of the Art Institute of Chicago de 1905 a 1906. Em 1907, frequentou a Art Students League em New York City, onde estudou com o então professor William Merritt Chase. Em 1908, ela ganhou o prêmio William Merritt Chase, uma bolsa de estudos para participar da escola de verão da Liga em Lake George, Nova York. Enquanto estava na cidade em 1908, O'Keeffe foi a uma exposição de aquarelas de Rodin na galeria 291, de propriedade de seu futuro marido, o fotógrafo Alfred Stieglitz.


Georgia O`Keeffe - Abstraction White Rose, 1927 – óleo sobre tela – 76,2 x 76,2 cm - Georgia O'Keeffe Museum, Santa Fe, NM, USA


Depois de 1918, ela começou a trabalhar principalmente em óleo, uma mudança por ter trabalhado principalmente em aquarela no início de 1910. Em meados da década de 1920, O'Keeffe começou a fazer pinturas em grande escala de formas naturais a curta distância, como se vistas através de uma lente de aumento. Ela também completou um conjunto significativo de pinturas de edifícios de Nova York. O'Keeffe começou a trabalhar de maneira mais representacional na década de 1920, em um esforço para afastar seus críticos das interpretações freudianas.


Georgia O'Keeffe – Manhattan, 1932 – óleo sobre tela - 214.3 x 122.4 cm - Smithsonian American Art Museum


Começando em 1923, Stieglitz organizou exposições anuais do trabalho de O'Keeffe. Em meados da década de 1920, O'Keeffe tornou-se conhecida como uma das mais importantes artistas americanas. Seu trabalho alcançava preços altos.


Georgia O'Keeffe - Jimson Weed, 1936 – óleo sobre linho – 180 x 212 cm - Indianapolis Museum of Art, Indianapolis, USA


Em 1929, O'Keeffe sentiu uma crescente necessidade de encontrar uma nova fonte de inspiração para seu trabalho. Entre 1929 e 1949, O'Keeffe passou parte de quase todos os anos trabalhando no Novo México. Ela coletou pedras e ossos do chão do deserto e fez deles e das formas arquitetônicas e paisagísticas da área temas de seu trabalho. Conhecida como uma solitária, O'Keeffe explorou a terra que amava muitas vezes em seu Ford Modelo A, que ela comprou e aprendeu a dirigir em 1929.


Georgia O'Keeffe – Radiator Building, 1927 – óleo sobre tela - 121.9 x 76.2 cm - Crystal Bridges Museum of American Art, Bentonville, Arkansas, USA


A reputação e a popularidade de O'Keeffe continuaram a crescer. Seu trabalho foi incluído em exposições em museus importantes. Em 1976, ela escreveu um livro sobre sua arte e permitiu que um filme fosse feito sobre ela em 1977.


Georgia O'Keeffe - Oriental Poppies, 1928 - 80 x 105,4 cm – Weisman Art Museum, University of Minnesota, Minneapolis, USA


"Ninguém vê uma flor - realmente - é tão pequena que leva tempo - não temos tempo - e ver leva tempo, gostar de ter um amigo leva tempo". Geórgia O'Keeffe


Georgia O'Keeffe – Summer Days, 1936 – óleo sobre tela - 91.8 × 76.5 cm - Whitney Museum of American Art, New York


"Se você pegar uma flor em sua mão e realmente olhar para ela, é o seu mundo por um momento." Georgia O'Keeffe


Georgia O'Keeffe – Black Mesa Landscape, New Mexico, Out Back of Marie's II, 1930 – óleo sobre tela – 61,6 x 92,1 cm - Georgia O'Keeffe Museum, Santa Fe, NM, USA


"Eu descobri que eu poderia dizer coisas com cores e formas, que eu não poderia dizer de outra maneira ... coisas que eu não tinha palavras para descrever." Georgia O'Keeffe


Georgia O'Keeffe – Hibiscus with Plumeria, 1939 – óleo sobre tela – Smithsonian American Art Museum, Washington, DC, USA


Assista um vídeo sobre Georgia O´Keeffe:




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segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Série Claude Monet: O Almoço na Relva

Claude Monet - Le déjeuner sur l'herbe (Luncheon on the Grass), 1865-1866 – óleo sobre tela – 248 x 217 cm – Musée d´Orsay, Paris – painel central


Série Claude Monet: O Almoço na Relva





Este fragmento na primeira foto, é uma das partes restantes do monumental “O Almoço na Relva” de Monet. A obra foi iniciada na primavera de 1865 e media mais de quatro metros por seis. Pretendia ser um tributo e um desafio para Édouard Manet, cuja pintura do mesmo título tinha sido objeto de muito sarcasmo do público, bem como dos críticos, quando foi exibida no Salon des Refusés em 1863. Mas o projeto foi abandonado em 1866, pouco antes do Salon (onde Monet pretendia mostrá-lo), abrir.
Em 1920, o próprio pintor contou o que havia acontecido com o quadro: "Tive de pagar o aluguel, dei-o ao senhorio como garantia e ele o enrolou e colocou no porão. Quando finalmente tive dinheiro suficiente para obtê-lo de volta, ele estava mofado". Monet recuperou a pintura em 1884, a cortou e guardou apenas três fragmentos. O terceiro desapareceu.


Édouard Manet - Le Déjeuner sur L'herbe, 1863 – óleo sobre tela – 208 x 264,5 cm – Musée d´Orsay, Paris

Em 1863, o júri do Salon de Paris rejeitou “O Almoço na Relva” (Le déjeuner sur l'herbe) de Manet, principalmente porque mostrava uma mulher nua com dois homens vestidos em um piquenique. Apesar de o júri do Salon rotineiramente aceitar nus em pinturas históricas e alegóricas, condenaram Manet pela colocação de um nu realista em um ambiente contemporâneo. A esposa de Manet, e modelo favorita, Victorine Meurent, posaram para amulher nua, que tem o rosto de Meurent, mas o corpo de Leenhoff. Os dois homens são o irmão de Manet (Gustave Manet) e seu cunhado, Ferdinand Leenhoff.


Monet começou produzindo uma série de pequenos estudos ao ar livre, em seguida, fez um esboço mais acabado e trabalhado no estúdio (Museu Pushkin, Moscou). A diferença mais notável entre o esboço e a pintura é a substituição do jovem homem sem barba sentado na toalha de mesa, por um homem barbudo que tem uma semelhança impressionante com o pintor Gustave Courbet. Monet estava perfeitamente consciente das dificuldades em transpor o esboço para uma pintura monumental. Ele acentuou os contrastes de luz e sombra e as cores e, além disso, manteve o brilho e a espontaneidade dos estudos. Em abril de 1866, ao ver que não seria capaz de terminar a imensa pintura para o Salon, Monet anunciou sua decisão de "deixar de lado, por um tempo, todos os meus atuais grandes projetos que só utilizam meu dinheiro e me deixam em dificuldades".


Claude Monet - Le déjeuner sur l'herbe (Luncheon on the Grass), 1865-1866 – óleo sobre tela – 418 x 150 cm – Musée d´Orsay, Paris – painel esquerdo


Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 — Giverny, 5 de dezembro de 1926) foi em quase todos os sentidos o fundador da pintura impressionista francesa, o próprio termo vindo de uma de suas pinturas, “Impressão, Sol Nascente”. Aos 11 anos, ele entrou na escola secundária das artes Le Havre. Cinco anos mais tarde, ele conheceu o artista Eugene Bouldin, que lhe ensinou as técnicas de pintura "plein air" e tornou-se seu mentor. Aos 16 anos, Monet deixou a escola, indo para Paris, onde em vez de estudar as obras de arte dos grandes mestres, sentava-se à janela e pintava o que via fora. Aos 28 anos, depois de sair do exército e da guerra na Algéria, de volta em Paris, estudou os métodos "en plein air", juntamente com Pierre-Auguste Renoir, Frederic Bazille e Alfred Sisley, e desenvolveu o estilo de pintura que logo seria conhecido como Impressionismo. Ele exibiu muitas de suas obras em 1874, na primeira exposição impressionista. A ambição de Monet de documentar a paisagem francesa o levou a adotar um método de pintar a mesma cena muitas vezes para capturar a mudança de luz e o passar das estações.

Após a morte de sua esposa Camille por tuberculose depois do nascimento de seu segundo filho, Monet resolveu nunca mais viver na pobreza novamente, e estava determinado a criar algumas das melhores obras de arte do século XIX. Em 1890, ele estava próspero o suficiente para comprar uma casa grande com jardim em Giverny, onde começou um vasto projeto de paisagismo que incluiu lagoas com lírios, e que se tornariam o tema de suas obras mais conhecidas. Em 1899 ele começou a pintar os nenúfares, primeiro em vistas verticais com uma ponte japonesa como um elemento central, e mais tarde numa série de pinturas em larga escala que iria ocupá-lo continuamente pelos próximos 20 anos de sua vida.


Claude Monet – Esboço para Le déjeuner sur l'herbe (Luncheon on the Grass), 1865-1866 – óleo sobre tela – 130 x 181 cm - Pushkin Museum of Fine Arts, Moscou


Esse blog possui mais artigos sobre Claude Monet. Clique sobre os links para ver:





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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A história de três pinturas de dança de Pierre-Auguste Renoir

Pierre-Auguste Renoir - Dance at Bougival, City Dance e Country Dance


A história de três pinturas de dança de Pierre-Auguste Renoir


Renoir gostava de cenas de dança. City Dance e Country Dance foram concebidas como um par: o formato é idêntico e as figuras de quase tamanho natural representam dois aspectos diferentes, mesmo opostos, da dança. A elegante restrição dos dançarinos da cidade e o belo salão de baile ao seu redor contrastam com a alegria da dança ao ar livre.


Pierre-Auguste Renoir - City Dance, 1883 – óleo sobre tela – 180 x 90 cm – Musée d´Orsay, Paris


 Em Country Dance, o casal impregnado pela música parece ter deixado uma mesa desordenada, um descuido acentuado pelo chapéu caído no primeiro plano. Há muitos contrastes entre os dois painéis, mesmo nas cores, frio para o vestido de Suzanne Valadon em City Dance, quente para Aline Charigot, a futura esposa de Renoir, que empresta seu sorriso ao dançarino em Country Dance. Apesar de suas diferenças, os dois casais parecem estar ligados pelo mesmo movimento, como se eles encarnassem uma sequência da mesma dança.


Pierre-Auguste Renoir - Country Dance, 1883 – óleo sobre tela – 180 x 90 cm – Musée d´Orsay, Paris


Exibidos pelo marchand Durand-Ruel (Esse blog possui um artigo sobre Durand-Ruel, o descobridor do Impressionismo. No final desse artigo há um link para a história dele) em sua galeria, onde as possuiu por muitos anos, as duas pinturas marcam uma mudança na técnica de Renoir no início dos anos 1880. O desenho é mais preciso e a simplificação da paleta contrasta fortemente com as vibrantes pinceladas de seus trabalhos anteriores. O próprio Renoir admitiu que uma maior atenção ao desenho era o resultado de uma necessidade de mudança que sentia depois de ver as obras de Rafael em Itália.


Pierre-Auguste Renoir – Dance at Bougival, 1883 – óleo sobre tela – 181,9 x 98,1 cm – Museum of Fine Arts, Boston, USA


Os cafés ao ar livre do subúrbio Bougival, à beira do rio Sena, nos arredores de Paris, eram locais de recreação populares para os moradores da cidade, incluindo os pintores impressionistas. Renoir, que era essencialmente um pintor de figuras, usa a cor intensa e a pincelada luxuriante para realçar a sensação de prazer transportada pelo par girando, que domina a composição. O rosto da mulher, emoldurado por seu chapéu vermelho, é o foco da atenção, tanto a nossa quanto a de seu companheiro. A obra retrata dois amigos de Renoir, Suzanne Valadon e Paul Auguste Llhote. A pintura foi descrita como uma das primeiras reversões de Renoir a um estilo de pintura mais clássico, que ele aprendeu copiando pinturas no Louvre, porém mantendo a paleta brilhante de seus colegas impressionistas.


Esse blog possui um artigo sobre Paul Durand-Ruel, o inventor do Impressionismo. Clique sobre esse link para ver:



Esse blog possui mais artigos sobre Pierre-Auguste Renoir. Clique sobre os links abaixo para ver:







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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

John Pizzarelli - The Girl From Ipanema



John Pizzarelli - The Girl from Ipanema

"Garota de Ipanema" foi composta em 1962 por Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. Em 19 de março de 1963 foi lançada pela Verve Records e no ano seguinte, saiu no LP Getz/Gilberto, interpretada por Astrud Gilberto em conjunto com João Gilberto e Stan Getz, com a participação de Tom Jobim ao piano. A letra de Vinicius, foi inspirada em Helô Pinheiro, que passava frequentemente em frente ao Bar Veloso (hoje Garota de Ipanema), em Ipanema. Tom e Vinicius frequentavam assiduamente o bar, que dispunha de pequenas mesas na calçada. A Garota de Ipanema, Heloísa, morava perto e somente dois anos e meio depois, ficou sabendo que era a inspiração da canção. A versão em inglês desta canção é "The Girl from Ipanema", com letra escrita por Norman Gimbel em 1963. Já foi cantada por Frank Sinatra, Cher, Mariza, Madonna, Sepultura, Amy Winehouse e vários outros artistas.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.

John Pizzarelli, Jr. (6 de Abril de 1960) é um guitarrista, vocalista e compositor norte-americano de jazz nascido em Paterson, Nova Jersey. Ele é casado com a cantora Jessica Molaskey e é filho de Bucky Pizzarelli, lendário guitarrista de jazz. As influências da música brasileira, principalmente da bossa nova, são flagrantes no trabalho de John Pizzarelli. O artista já gravou dois álbuns inteiramente dedicados à música brasileira: Brazil (na verdade, um álbum de Rosemary Clooney em que ele toca e canta 4 canções), em 2000 e Bossa Nova, em 2004. O artista teria tido seu primeiro contato com a música brasileira, em 1981, ao ouvir no rádio de seu carro a canção Besame Mucho interpretada por João Gilberto. A forma de tocar de Gilberto o teria impressionado tanto que ele teria comprado o LP Amoroso/Brasil e aprendido a tocar todas as canções nele contidas.


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domingo, 6 de novembro de 2016

Frans Post e suas pinturas do Brasil

Frans Post – Vista de Olinda, Brasil, 1662 – óleo sobre tela - Rijksmuseum


Frans Post e suas pinturas do Brasil


Logo após a criação da Companhia das Índias Ocidentais (1621), a República Holandesa tentou conquistar porções do Brasil dos portugueses. O Brasil foi a maior região produtora de açúcar do mundo. Centenas de plantações de açúcar operavam ali usando escravos de Angola. Eventualmente os holandeses derrotaram os portugueses em 1630. A chegada de Johan Maurits de Nassau-Siegen em 1637 como o regulador da colônia destinou-se estabilizar a situação e expandir os territórios holandeses.


Frans Post - Vista da Ilha de Itamaracá, Brasil, 1637 - óleo sobre tela - 63,5 × 89,5 cm - Rijksmuseum

Esta é a primeira pintura conhecida de Post, feita em 3 de novembro de 1637. Inicialmente Johan Maurits queria construir a nova capital na ilha de Itamaracá. Os dois homens e seus escravos em primeiro plano provavelmente estão explorando a ilha. Na colina sobre a água está Schoppestad, e à direita, Fort Oranje, que ainda pode ser visitado hoje.


Johan Maurits pensou grande. Seu lema era "Até onde o mundo se estende", uma ambição ilustrada pelos projetos realizados durante sua estada de sete anos. Fortes, pontes, casas e palácios foram construídos. Mauritsstad tornou-se a nova capital. Os holandeses tomaram o controle do comércio de escravos africanos. A seu pedido, cientistas e artistas como Frans Post registraram as maravilhas da natureza da nova colônia. Eles documentaram rapidamente a flora, fauna e habitantes nativos. A arte produzida indiretamente prestou homenagem a Johan Maurits.


Frans Post - Vista do Rio São Francisco Brasil com Fort Maurits e uma capivara, 1639 - Musée du Louvre, Paris


Em 1636, o artista de Haarlem Frans Post (1612-1680) viajou para a colônia holandesa do Brasil na comitiva do governador Johan Maurits de Nassau-Siegen, que tinha sido encarregado de assegurar a nova colônia e torná-la ainda mais lucrativa, aumentando o número de plantações de açúcar. O governador levou consigo um grupo de artistas e cientistas, entre eles Frans Post, para registrar a paisagem, os habitantes e a flora e fauna. Durante sete anos a flora e fauna brasileira inspiraram muitas de suas obras de arte. O país continuou a inspirar Post quando voltou aos Países Baixos em 1644, e continuou a pintar paisagens brasileiras, que se venderam muito bem.


Frans Post - Vila Brasileira, 1675-1680 - óleo sobre madeira - 20,5 × 26,5 cm - Rijksmuseum

A província de Pernambuco, que os holandeses capturaram dos portugueses, era o lar de muitos grupos étnicos diferentes. Em primeiro plano está uma família índia. Mais atrás um casal holandês passeia em direção à varanda. E de pé no parapeito da varanda está uma mulher portuguesa com véu e um escravo com uma cesta na cabeça.


O Rijksmuseum, em Amsterdam, Holanda, está expondo as paisagens brasileiras e seus esboços preliminares dessas obras de Frans Post, além de dúzias de bichos empalhados, em empréstimo especial do Naturalis Biodiversity Center, em Leiden. De 7 de Outubro de 2016 a 8 de Janeiro de 2017. Além disso, trinta e quatro desenhos de animais feitos por Post fazem sua primeira aparição pública. Estes estudos completamente desconhecidos foram recentemente descobertos no Noord-Hollands Archief em Haarlem. Com uma retrospectiva de seis pinturas, esboços preliminares, um mapa de parede e animais reais (empalhados), o Rijksmuseum mostra como Frans Post encontrou e imortalizou este novo mundo fascinante. Há empréstimos do Louvre, Paris, Museu Boijmans Van Beuningen, Roterdã, e da Fundação Estudar, São Paulo.


Frans Post – Jaguar, c. 1638-43 - aquarela e guache, com caneta e tinta preta, sobre grafite - Noord-Hollands Archief, Haarlem


Um empréstimo especial veio do Noord-Hollands Archief, uma coleção pública em Haarlem. No decurso de um projeto de digitalização, o curador da coleção de imagens, Alexander de Bruin, encontrou trinta e quatro desenhos completamente desconhecidos de Frans Post. Sempre se suspeitou que a flora e fauna nativa retratada nas pinturas de Post tenham sido baseadas em desenhos originais feitos no Brasil. Até agora, entretanto, não se conhecia um único estudo de animal ou planta feito por ele. Os estudos de animais fornecem o elo perdido entre a aventura brasileira de sete anos de Post e as pinturas que ele produziu em seu retorno a Haarlem.


Frans Post - Moustached Guenon, c. 1638-1644 - aquarela e guache, com caneta e tinta preta, sobre grafite - inscrição traduzida: Um macaco de nariz azul de Angola, um metro e meio de grande porte, está muito irritado e malicioso - Noord-Hollands Archief, Haarlem


Invasões holandesas é o nome normalmente dado ao projeto de ocupação da Região Nordeste do Brasil pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais (W.I.C.) durante o século XVII. As invasões holandesas foram o maior conflito político-militar da colônia. Embora concentradas no atual Nordeste, não se resumiram a um episódio regional. As invasões holandesas do Brasil aconteceram entre 1624 e 1654 (quando ocorreu a Insurreição Pernambucana), sendo a Administração de Maurício de Nassau entre 1637-1644.


Frans Post – Paisagem no Rio Senhor de Engenho, Brazil, 1670-1680 – óleo sobre madeira- 22.5 × 28 cm - Rijksmuseum

Esta pintura é parte de uma série de paisagens que Frans Post pintou em seu retorno à Holanda em 1644. A figura em primeiro plano que carrega uma cesta em sua cabeça recorre regularmente em seu trabalho.


João Maurício de Nassau-Siegen (Johan Maurits van Nassau-Siegen - Dillenburg, 17 de Junho de 1604 – Cleves, 20 de Dezembro de 1679), cognominado "o Brasileiro", foi conde e (após 1674) príncipe de Nassau-Siegen, um Estado do Sacro Império Romano-Germânico e mais tarde da Confederação Germânica, localizado nas cercanias das cidades de Wiesbaden e Coblença.

Frans Post (Leyden, 1612 — Haarlem, 1680), foi um gravador, pintor e desenhista. Ele era filho de Jan Jansz Post, um pintor de vidros de Leiden e irmão mais novo de Pieter Post, pintor e arquiteto. Ele trabalhou no estúdio de seu irmão Pieter antes de 1636, quando este o recomendou a Johan Maurits van Nassau, governador geral da colônia holandesa de curta duração no Brasil. Frans Post acompanhou Van Nassau ao Brasil, onde permaneceu por sete anos. De volta à Holanda, ele se instalou em Haarlem, onde se juntou à guilda de St Luke. Suas exóticas paisagens brasileiras se tornaram famosas e bem vendidas.


Frans Post - Paisagem no Brasil, 1652 - óleo sobre tela - 282,5 × 210,5 cm - Rijksmuseum

Esta é a maior pintura de Post. Caracteriza uma paisagem larga de rio com uma plantação distante de açúcar, vislumbrada como se vista através de uma "janela". Um pássaro de costas manchadas está ilusionisticamente pintado como se empoleirado na moldura, e o artista igualmente retratou um gafanhoto e uma iguana escondidos entre as plantas e os frutos exóticos brasileiros.


Esse blog possui um artigo sobre o Museu Mauritshuis, a Casa de Mauricio de Nassau. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2016/03/serie-museus-mauritshuis.html 


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Ilustrações do mês de Novembro

Eugène Grasset - "La Belle Jardiniere – Novembre", 1896 – ilustração


Ilustrações do mês de Novembro


O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Alphons Mucha - "Novembre", 1899 - ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.

Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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