sexta-feira, 8 de abril de 2016

Queen Latifah - Quiet Nights of Quiet Stars (Jobim's Corcovado)



Queen Latifah - Quiet Nights of Quiet Stars (Jobim's Corcovado)

Queen Latifah gravou Quiet Nights of Quiet Stars de Tom Jobim no álbum Trav'lin' Light de 2007. Esse álbum contém versões de clássicos jazz standards.

"Corcovado" (conhecida em inglês como "Quiet Nights of Quiet Stars") é uma canção da Bossa Nova escrita por Antônio Carlos Jobim, em 1960. Uma lírica em inglês foi mais tarde escrita por Gene Lees. O título em português refere-se ao morro do Corcovado, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil. Já foi gravada por inúmeros artistas, entre eles: João Gilberto, Miles Davis, Stan Getz, Charlie Bird, Oscar Peterson, Sergio Mendes, Doris Day, Henry Mancini, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, Astrud Gilberto, Stacey Kent, Art Garfunkel, Diana Krall, Andrea Bocelli e muitos outros.

Queen Latifah (nome artístico de Dana Elaine Owens. Newark, 18 de março de 1970) é uma cantora, compositora, rapper, produtora e atriz norte-americana, vencedora de um prêmio Grammy e de um Globo de Ouro. Também foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Chicago.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

A história de "Echo and Narcissus" de John William Waterhouse

John William Waterhouse - Echo and Narcissus, 1903 – óleo sobre tela – 109 x 189 cm - Walker Art Gallery, Liverpool, Merseyside, UK


A história de "Echo and Narcissus" de John William Waterhouse


Eco e Narciso é uma pintura que ilustra o poema "Eco e Narciso" de "Metamorfoses" de Ovídio. Eco e Narciso pertence à mitologia clássica. Na versão de Ovídio do mito, Narciso era o filho do deus do rio Cephissus e da ninfa Liriope. Seus pais foram informados de que ele viveria até uma idade avançada, se ele não olhasse para si mesmo. Ele rejeitou todas as ninfas e as mulheres que se apaixonaram por ele. Uma delas foi a ninfa Eco. Punida por uma deusa por suas conversas constantes, Eco ficou limitada a repetir as palavras dos outros. Enamorada de Narciso, ela tentou ganhar o seu amor usando fragmentos de seu próprio discurso, mas ele rejeitou suas atenções. Passando por um riacho, o belo jovem teve um vislumbre de seu reflexo no córrego e tornou-se hipnotizado pela bela imagem. Acreditando ser a forma de uma ninfa, ele em vão cortejou a miragem e definhou através de um amor não correspondido. Ele foi transformado na flor que leva seu nome e Eco definhou até desaparecer, mas sua voz permaneceu.

“Sweet Echo, sweetest nymph, that liv'st unseen    “Doce Echo, a mais doce ninfa, que vive                                                                                                    invisível
Within thy airy shell                                                  Dentro de tua concha arerada
By slow Meander's margent green,                          Pela margem verde do lento meandro,
And in the violet-embroidered vale                           E no vale bordado de violeta
Where the lovelorn nightingale                                 Onde o rouxinol enamorado
Nightly to thee her sad song mourneth well:             Noturnamente a ti sua triste canção pranteia                                                                                             bem:
Canst thou not tell me of a gentle pair                      Você não pode me contar de um par gentil
That likest thy Narcissus are?”                                 Que parece como são os Narcisos?”
John Milton (1608-1674), 'Comus'      

Metamorfoses é uma das obras mais famosas e considerada como a magnum opus do poeta latino Ovídio. Constitui-se de 15 livros com cerca de 250 narrativas em doze mil versos e que transcorrem poeticamente sobre a cosmologia e a história do mundo, confundido deliberadamente ficção e realidade, narrando a transfiguração dos homens e dos deuses mitológicos em animais, árvores, rios, pedras, representando o princípio dos tempos, chegando à apoteose de Júlio César e ao próprio tempo do poeta, ou seja, o Século de Augusto (43 a.C. - 14 d.C.). Este ciclo histórico apresenta a mitologia como uma etapa no desenvolvimento do mundo e do homem: Ovídio nos mostra as quatro idades cronológicas da mitologia clássica (conhecidas como a Idade do Ouro, a Idade de Prata, a Idade do Bronze, e a Idade do Ferro). Ovídio (Sulmona, 20 de março de 43 a.C. — Constança, Romênia, 17 ou 18 d.C.) uniu livremente os deuses aos mortais em histórias de amor, incesto, ciúme e crime.  


John William Waterhouse (6 de Abril de 1849 - 10 de Fevereiro de 1917) foi um pintor inglês, conhecido pelas suas obras no estilo Pré-Rafaelita. Trabalhou diversas décadas após o fim da Irmandade Pré-Rafaelita, que viu seu apogeu no meio do século XIX, o que fez com que ele fosse apelidado de “o pré-rafaelita moderno”. Recebendo influência não só do início do Pré-Rafaelismo como também de seus contemporâneos, os impressionistas, suas obras são conhecidas por suas representações de mulheres da mitologia grega e também da lenda do Rei Artur.


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terça-feira, 5 de abril de 2016

Análise de “Las Meninas” de Diego Velazquez

Diego Velazquez – Las Meninas, 1656 – óleo sobre tela – 276 x 318 cm - Museo del Prado, Madrid, Spain


Análise de “Las Meninas” de Diego Velazquez


A pintura Las Meninas (espanhol para Damas de Honra) de Diego Velazquez é uma composição complexa e enigmática que permite vários pontos de vista. É um retrato da Infanta Margarita, a filha do rei Filipe IV, e sua segunda esposa Mariana da Áustria. Vemos a Infanta Margarita veio ver Velazquez trabalhando. Ela parou ao lado dele, no centro do primeiro plano da pintura. A composição enigmática e complexa da obra levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas. Há espaços reais e virtuais que formam uma realidade fantástica. Velázquez nos apresenta nesta obra a intimidade do Alcázar de Madrid, e com a sua mestria nos faz penetrar numa terceira dimensão: o espaço. Muitos dizem que Velázquez "pintava o ar". Conheceu livros de óptica e observou o efeito que as distâncias, a luz e outros agentes exerciam sobre as formas e cores. Por essas e outras complexidades, As Meninas é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental.


Detalhe com ampliação idealizada


A pintura mostra um grande aposento no Real Alcázar de Madrid durante o reinado do rei Filipe IV da Espanha, mostrando várias figuras da corte espanhola. Algumas olham para fora do quadro em direção ao observador, enquanto outras interagem entre si. Os personagens pausaram suas ações pela chegada do rei e da rainha e tem seu olhar voltado a eles. A jovem infanta Margarida Teresa está cercada por um séquito de damas de companhia, chaperone, guarda-costas, dois anões e um cachorro.  No lado esquerdo da pintura está o próprio Velázquez, que se representa trabalhando em uma grande tela. O artista olha para longe, além do espaço pictórico onde o observador da pintura estaria. Ao fundo há um espelho que reflete o rei Filipe e a rainha Maria Ana. Eles parecem estar colocados fora do espaço da pintura em uma posição similar à do observador da obra (nós), com suas imagens refletidas no espelho. Também é possível que suas imagens sejam o reflexo da pintura em que Velázquez está trabalhando.


Detalhe: Infanta Margarida de Áustria


Detalhe: Espelho do fundo onde estão refletidos Filipe IV da Espanha e Mariana de Áustria


O rei Filipe IV cedeu a Velázquez a peça principal do Real Alcázar de Madrid no início da década de 1650, que na época servia como museu do palácio, para usar como estúdio. Esse é o cenário de As Meninas. Filipe frequentemente sentava para assistir o pintor trabalhar. Apesar de restrito pela rígida etiqueta, o rei amante das artes parece ter tido uma relação incomumente próxima a Velázquez.


Diego Velazquez - Rei Filipe IV, 1656 – óleo sobre tela – 47 x 37 cm – National Gallery, London


A infanta Margarida, a primogênita dos reis, é a figura principal. Tem cinco anos e é a alegria dos seus pais como única sobrevivente dos vários filhos que foram nascendo e falecendo. Dona Isabel de Velasco, está ao lado direito de Margarida, em pé, fazendo uma reverência. Dona Maria Agustina Sarmiento de Sotomayor, está ajoelhada ao lado esquerdo de Margarida, oferecendo água a ela. Mari-Bárbola é a anã à direita. Nicolasito Pertusato, outro anão, está ao seu lado, encostando o pé no cão. Dona Marcela de Ulloa está detrás de Dona Isabel. Era a Camareira-Mor (ou guarda-mor da princesa). O personagem que está ao seu lado, na penumbra, é um aio (e guarda-costas) dos Infantes da Espanha. Dom José Nieto Velázquez (talvez parente do pintor) é o personagem que se vê ao fundo do quadro, na parte luminosa, atravessando o corredor pelo vão da porta aberta. Não se sabe se ele estava saindo ou entrando no salão. À esquerda e diante duma grande tela, o autor da obra, Velázquez, está de pé e tem em suas mãos a paleta e o pincel, numa atitude pensativa. Filipe IV e a sua esposa Mariana da Áustria, estão refletidos num espelho atrás do pintor. Velázquez pinta os reis, que posam "fora do quadro", mais ou menos no lugar onde está o espectador. É um truque que nos integra na pintura, fundindo realidade e aparência. Acima do espelho estão dois quadros. São cópias realizadas por Juan Bautista del Mazo de Minerva e Aracné, de Peter Paul Rubens, e Apolo e Pan, de Jacob Jordaens. As duas pinturas estavam efetivamente no salão, segundo documentos da época.


Detalhe: María Agustina Sarmiento de Sotomayor


Velázquez foi pintor da corte e curador durante as décadas de 1640 e 1650 da cada vez maior coleção de arte do rei Filipe. Ele aparentemente recebeu um nível de liberdade incomum nessa função. Supervisionou a decoração e desenho interior dos aposentos que tinham as pinturas mais valiosas, adicionando espelhos, estátuas e tapeçarias. Velázquez também foi responsável pelo fornecimento, atribuição e inventário da maioria das pinturas do rei. Ele era amplamente respeitado na Espanha por volta da década de 1650 como um conhecedor de artes. Grande parte da coleção do Museu do Prado atual, incluindo obras de Ticiano, Rafael e Peter Paul Rubens, foram adquiridas e reunidas durante a curadoria de Velázquez.


Detalhe: José Nieto


Diego Rodríguez de Silva y Velázquez (06 de junho de 1599 - 06 de agosto de 1660) foi um pintor espanhol, o artista principal na corte do rei Filipe IV e um dos pintores mais importantes do Século de Ouro espanhol. Ele era um artista do período barroco, importante como retratista. Além de inúmeras interpretações de cenas de significado histórico e cultural, pintou dezenas de retratos da família real espanhola e de outras figuras notáveis, europeus e plebeus, culminando na produção de sua obra-prima Las Meninas (1656).


Detalhe: Diego Velazquez


Essa pintura inspirou muitos artistas, como: Pablo Picasso, Salvador Dali, John Singer Sargent, Edgar Degas, Francisco de Goya, Richard Hamilton, Vik Muniz, e muitos outros.


John Singer Sargent - The Daughters Of Edward Darley Boit, 1882 – óleo sobre tela – 222,57 x 221,93 cm - Museum of Fine Arts, Boston, MA, USA

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura de John Singer Sargent. Clique no link para abrir:

http://www.arteeblog.com/2016/05/analise-da-pintura-de-john-singer.html 


Salvador Dali - Las Meninas (The Maids-in-Waiting), 1976-1977


Pablo Picasso - The Maids of Honor (Las Meninas, after Velázquez) (Les Ménines, vue d’ensemble, d’après Velázquez) - La Californie – 17 de Agosto de 1957 – óleo sobre tela - 194 x 260 cm - Museu Picasso, Barcelona

Las Meninas é uma série de 58 pinturas que Pablo Picasso realizou em 1957, fazendo uma análise abrangente, interpretando e recriando várias vezes Las Meninas de Diego Velázquez. O conjunto está totalmente preservado no Museu Picasso em Barcelona e é a única série completa do artista que permanece conjuntamente.


Esse blog possui mais um artigo sobre Diego Velázquez. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/06/analise-das-pinturas-de-diego-velazquez.html 


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quinta-feira, 31 de março de 2016

Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March - Águas de Março



Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March - Águas de Março

"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.


Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu moto contínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.


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terça-feira, 29 de março de 2016

Série museus: Mauritshuis



Série museus: Mauritshuis


Bartholomeus Johannes van Hove - Het Mauritshuis te Den Haag, 1825 – óleo sobre madeira – 62 x 72 cm - Rijksmuseum Amsterdam





O Mauritshuis (Casa de Mauricio) é um museu de arte e também um edifício histórico em Haia, na Holanda. O museu abriga o Gabinete Real de Pinturas que consiste de 841 objetos, a maioria pinturas holandesas da Era de Ouro. A coleção contém obras de Johannes Vermeer, Rembrandt van Rijn, Jan Steen, Paulus Potter, Frans Hals, Jacob van Ruisdael, Hans Holbein, e outros. Originalmente, o edifício do século 17 foi a residência de conde João Maurício de Nassau. Agora é propriedade do governo Holandês.







Em 1631, João Maurício de Nassau (Johan Maurits van Nassau-Siegen) comprou um lote onde o Mauritshuis foi construído entre 1636 e 1641, durante o período em que John Maurice governou o Brasil holandês. Ele foi nomeado governador das possessões holandesas no Brasil em 1636 pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.


Johannes Vermeer – Garota com Brinco de Pérola, c. 1665 – óleo sobre tela – 44,5 x 39 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


 Jacob van Ruisdael - View of Haarlem with Bleaching Grounds, c. 1670 -75 – óleo sobre tela -  55.5 x 62.0 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands



O edifício foi projetado pelos arquitetos holandeses Jacob van Campen e Pieter Pós. O palácio foi erguido em um dos bairros mais elegantes de Haia à época, e originalmente seus jardins ocupavam uma extensão maior. O salão do piso superior é o ponto alto da Mauritshuis, com um teto em cúpula com um mezanino, onde músicos animavam os banquetes e reuniões elegantes. Originalmente os ambientes internos eram decorados com as coleções de artefatos e naturalia reunidas pelo conde no Brasil, com tudo o que era considerado exótico pelos holandeses, como armas, utensílios e indumentária indígena, animais empalhados, pedras, corais e uma diversidade de objetos. Além desta miscelânea a mansão tinha afrescos nas paredes representando paisagens brasileiras e uma série de pinturas de cavalete realizadas por Albert Eckhout e Frans Post com temas do Brasil. Esse acervo foi aos poucos sendo doado por John Maurice em suas atividades diplomáticas.


Rembrandt van Rijn - Self-portrait, 1669 – óleo sobre tela – 65,4 x 60,2 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


Carel Fabritius - The Goldfinch, 1654 – óleo sobre madeira – 33,5 x 22,8 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


Após a morte do príncipe John Maurice em 1679, a casa se tornou propriedade da família Maes, que a alugou para o governo holandês. Em 1704, a maior parte do interior do Mauritshuis foi destruído pelo fogo. O prédio foi restaurado entre 1708 e 1718. Em 1820, o Mauritshuis foi comprado pelo Estado holandês para abrigar o Gabinete Real de Pinturas. Em 1822, o Mauritshuis foi aberto ao público, abrigando o Gabinete Real de Pinturas e o Real Gabinete de Antiguidades. Em 1875, o museu inteiro tornou-se dedicado às pinturas. O Mauritshuis foi privatizado em 1995. A fundação criada naquele tempo se encarregou do edifício e da coleção.


Anthony van Dyck - Portret van Peeter Stevens, 1627 – óleo sobre tela – 112,5 x 99,4 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands



Frans Hals - Laughing Boy, c. 1625 – óleo sobre madeira – 30,4 cm de diâmetro - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


A coleção de pinturas de William V, Príncipe de Orange foi doada ao Estado holandês por seu filho, o rei William I. Esta coleção formou a base do Real Gabinete de Pinturas, com cerca de 200 pinturas. A coleção é atualmente chamada de Galeria Real de Pinturas. A coleção atual consiste em quase 800 pinturas, com foco em artistas holandeses e flamengos, como Pieter Brueghel, Paulus Potter, Peter Paul Rubens, Rembrandt van Rijn, Jacob van Ruisdael, Johannes Vermeer, Rogier van der Weyden e Hans Holbein, além de 50 miniaturas, 20 esculturas e alguns desenhos e gravuras. O museu permaneceu fechado para reformas entre Abril de 2012 e Junho de 2014. 


Peter Paul Rubens – Old Woman and Boy with Candles, c. 1616-1617 – óleo sobre madeira – 79 x 64 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


Rembrandt van Rijn - The Anatomy Lesson of Dr. Nicolaes Tulp, c. 1632 – óleo sobre tela – 169,5 x 216,5 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


Paulus Potter - The Young Bull, 1647 – óleo sobre tela – 235,5 x 339 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


Hans Holbein the Younger – Portrait of Robert Cheseman, 1533 – óleo sobre madeira – 58,8 x 62,8 cm - Mauritshuis, The Hague, Netherlands


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sexta-feira, 25 de março de 2016

Pinturas e ilustrações de Páscoa e de coelhos

Maurice Denis – Easter Morning or Easter Mystery (Manhã de Páscoa ou Mistério da Páscoa), 1891 – óleo sobre tela – 104 x 102 cm - coleção particular


Pinturas e ilustrações de Páscoa e de coelhos



Henri Rousseau – Rabbit (Coelho), 1908 – óleo sobre tela - The Barnes Foundation, Merion, Pennsylvania, USA




Norman Rockwell - Bunny Boy – ilustração


John James Audubon - California Hare, 1847 – gravura


Andy Warhol - Bunny Multiple, c. 1985 – gravura


Claude Lorrain – Easter Morning (Manhã de Páscoa), 1681 – óleo sobre tela - 83 x 139 cm - Städelsches Kunstinstitut, Frankfurt am Main, Germany


Henry Raeburn - Boy and Rabbit, c. 1814 – óleo sobre tela - 101.6 x 78.8 cm - Royal Academy of Arts, London, UK


Beatrix Potter - Peter Rabbit - Benjamin and Flopsy Bunny – ilustração


Albrecht Durer - A Young Hare, 1502 – aquarela sobre papel - Albertina Museum, Viena, Austria


Vincent van Gogh - Field with Two Rabbits, 1889 – óleo sobre tela - 40.5 x 32.5 cm - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


Nikolay Bogdanov-Belsky – Easter Table (Mesa de Páscoa) – óleo sobre tela - 88.5 x 71.5 cm - coleção particular


quarta-feira, 23 de março de 2016

A história de “Cupido Testando uma de Suas Flechas” de Jacques Saly

Jacques Saly - "Cupido Testando uma de Suas Flechas" (L’Amour Essayant une de ses Flèches) – 1753 – mármore – 97 x 46 cm - base esculpida por Jacques Verbeckt – Musée du Louvre, Paris


A história de “Cupido Testando uma de Suas Flechas” de Jacques Saly


Em 1753, o escultor Jacques Saly assinou e datou sua obra-prima, a estátua de mármore “Cupido Testando Uma de Suas Flechas”. A peça tinha sido encomendada um ano antes por Madame de Pompadour, amante do Rei Louis XV, e foi apresentada ao Rei em pessoa, em 11 de Agosto de 1753, antes de ser instalada no Salon de l'Académie no Louvre, para ser mostrada ao público durante um mês.




O Cupido segura uma flecha em sua mão direita e, com o dedo mínimo da mão esquerda na ponta desta arma cruel, ele imagina o mal que ele vai fazer. O próprio escultor comentou sobre o trabalho: "O Cupido que prende e mostra com um sorriso duas setas que ele pensa em disparar. As setas estão amarradas com uma fita em que está inscrito: “Duo tela unus amor”. Esta citação tirada de “As Metamorfoses” de Ovídio significa "duas setas, um amor". O poeta Ovídio descreve o Cupido tirando de sua aljava duas setas com efeitos opostos: uma flecha com uma ponta arrendondada para inspirar o ódio, e outra flecha com uma ponta afiada para inspirar amor. O Cupido de Saly testa a ponta afiada da única flecha que importa para a Marquesa de Pompadour: aquela que acendeu o fogo do amor.





Jacques Saly se tornou Escultor Real em 1750, quando se tornou um membro da Academia Real de Pintura e Escultura. Recomendado pelo renomado escultor Edme Bouchardon, Saly foi chamado para a Dinamarca em 1753, para trabalhar na estátua equestre de Frederick V e ajudar a estabelecer a Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes de Copenhague. Ele não voltou para a França até 1774, dois anos antes de sua morte. Apesar de sua curta carreira artística na França, Saly recebeu uma série de encomendas de prestígio. Sua obra-prima permanece sendo Cupido Testando uma de Suas Flechas, que Madame de Pompadour apresentou em suas três residências favoritas: no Château de Crécy e no Château de Bellevue, nos arredores de Paris, e no Hôtel d'Evreux, futuro local do Palais de l'Elysée. Escondida da vista em coleções privadas por mais de dois séculos, a escultura de Cupido de Saly foi revelada ao público em 2002 para a exposição Madame de Pompadour e as Artes do Château de Versailles. Ela foi considerada como um "tesouro nacional" pelo Estado francês em 2006. Depois de 1794, a obra foi adquirida por um comerciante de grãos e ficou em uma família aliada de seus descendentes. As obras de Jacques Saly, são raras. O Musée du Louvre lançou uma campanha para aquisição da obra e esta vai entrar na coleção permanente do museu em 2016.




Uma obra-prima da arte francesa pela sua delicadeza de composição e virtuosismo dos mármores, a estátua também é excelente pelo pedestal que permaneceu com ela desde o início. Ele foi executado pelo grande escultor e ornamentalista Jacques Verberckt, que produziu suntuosos painéis de madeira para o Château de Versailles e o Château de Fontainebleau, e que também era amigo de Saly. Na verdade, é bastante notável que os dois Escultores Reais trabalharam juntos na mesma encomenda.




Para executar este trabalho de arte espetacular, Saly aplicou toda a sua perícia. Seu reaparecimento na França é uma oportunidade inesperada para fazer brilhar luz sobre o artista, um escultor altamente qualificado que era sensível à arte de seu tempo.




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domingo, 20 de março de 2016

Análise de "Autumn Leaves" de Sir John Everett Millais

"Autumn Leaves" - Sir John Everett Millais - 1855-1856 - óleo sobre tela - 73,7 x 104 cm - City of Manchester Art Galleries, Manchester, UK


Análise de "Autumn Leaves" (Folhas de Outono) de Sir John Everett Millais



A imagem acima retrata quatro meninas no crepúsculo, recolhendo e varrendo folhas caídas em um jardim. Elas estão fazendo uma fogueira, mas o fogo em si é invisível a não ser por fumo emergindo das folhas. As duas meninas à esquerda foram baseadas nas cunhadas de Millais, Alice e Sophy Gray, retratadas em roupas de classe média da época. As duas no lado direito da tela estão em roupas mais simples da classe trabalhadora.


A pintura tem sido interpretada como uma representação da transitoriedade da juventude e da beleza, um tema comum na arte de Millais. Malcolm Warner argumenta que Millais foi influenciado pela poesia de Tennyson, em cuja casa ele havia ajudado a recolher folhas de outono. A maçã que a menina mais nova à direita está segurando pode aludir à perda da inocência da infância, implícita por referência ao pecado original e à expulsão do Jardim do Éden. Millais disse que ele tinha a intenção de fazer com que a solenidade da imagem despertasse as pessoas para a mais profunda reflexão religiosa, escolhendo o tema de folhas queimando como o mais calculado para produzir este sentimento.

Alfred Tennyson, 1o Baron Tennyson, FRS (06 de Agosto de 1809 - 06 de Outubro de 1892) foi um poeta laureado da Grã-Bretanha e Irlanda durante a maior parte do reinado da rainha Victoria e continua a ser um dos poetas britânicos mais populares. Estudou no Trinity College, em Cambridge. Viveu longos anos com sua esposa na ilha de Wight por seu amor à vida sossegada do campo. Muita da sua poesia baseou-se em temas clássicos mitológicos. Uma das obras mais famosas de Tennyson é Idylls of the King (1885), um conjunto de poemas narrativos baseados nas aventuras do Rei Artur e dos seus Cavaleiros da Távola Redonda, inspirados nas lendas antigas de Thomas Malory. A obra foi dedicada ao Príncipe Alberto, o consorte da Rainha Vitória. Tennyson fez também algumas incursões pelo teatro, mas as suas peças tiveram pouco sucesso durante a sua vida.

Sir John Everett Millais, 1º Baronete (Southampton, 8 de Junho de 1829 — Londres, 13 de Agosto de 1896) foi um pintor e ilustrador inglês e um dos fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita. Uma criança prodígio, aos 11 anos tornou-se o estudante mais jovem a ingressar na Academia Real Inglesa. A Irmandade Pré-Rafaelita foi fundada na casa de seus pais em Londres. Millais tornou-se já em sua época o expoente mais famoso dessa corrente. No final da década de 1850 Millais começou a abandonar o estilo pré-rafaelita. Suas obras tardias ganharam grande sucesso, transformando Millais em um dos artistas mais bem-pagos em vida naquela época. Apesar disso, elas foram vistas pela maior parte dos críticos do século XX como erros. Essa perspectiva mudou nas últimas décadas, já que suas obras tardias passaram a ser vistas como elementos de uma mudança maior que estava ocorrendo no mundo da arte.


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sábado, 19 de março de 2016

Eliane Elias: Some Enchanted Place



Eliane Elias: Some Enchanted Place

O álbum Made in Brazil venceu o prêmio Grammy de melhor álbum de jazz latino americano. Elias atuou neste projeto como produtora, compositora, letrista, arranjadora, pianista e vocalista. Junto com os co-produtores Steve Rodby e Marc Johnson, Elias recrutou um esplêndido elenco de músicos brasileiros que incluem o baixista elétrico Marcelo Mariano, os guitarristas Marcus Teixeira e Roberto Menescal, os bateristas Edu Ribeiro e Rafael Barata e os percussionistas Mauro Refosco e Marivaldo dos Santos. O álbum conta com deliciosas performances de convidados especiais como Mark Kibble, o multi GRAMMY®-premiado grupo vocal de gospel Take 6, sua filha cantora / compositora Amanda Brecker, Ed Motta, uma das mais célebres estrelas de R & B do Brasil e o aclamado compositor de bossa nova, Roberto Menescal.

Eliane Elias (São Paulo, 19 de março de 1960) é uma pianista, cantora, compositora e arranjadora brasileira. Começou a tocar piano aos 6 anos de idade. Em 1981, mudou para Nova York, onde estudou na Juilliard School of Music, e onde mora ainda. Elias é conhecida por seu estilo musical distinto que mistura suas raízes brasileiras e sua voz com habilidades de jazz instrumental, e composição. Em 2016 venceu o Grammy Awards na categoria de Melhor álbum de jazz latino, com Made In Brazil, o primeiro álbum que gravou no Brasil e para o qual atuou como produtora, compositora, arranjadora, pianista e vocalista.



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quinta-feira, 17 de março de 2016

Série Cézanne: Banhistas

Paul Cézanne – The Bathers, 1898-1905 – óleo sobre tela – 210,5 x 250,8 cm - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, United States

"As Banhistas" (em francês: Les Grandes Baigneuses) foi exibida pela primeira vez em 1906. A pintura é considerada uma das obras-primas da arte moderna, e é muitas vezes considerada como o melhor trabalho de Cézanne. Ele trabalhou na pintura por sete anos, e esta permaneceu inacabada até a sua morte em 1906. 


Série Cézanne: Banhistas


O projeto mais ambicioso de Cézanne em seus últimos anos foi a série de cenas monumentais de banhistas em uma paisagem, que ele executou em Les Lauves. Ele abordou o tema de banhistas durante muitos anos, não só em pinturas a óleo, mas também em muitos estudos em aquarela. O tema tinha associações pessoais para Cézanne, pois evocava sua juventude idílica, nadando no rio Arc com seus amigos.


Paul Cézanne - Banhistas (Les Grandes Baigneuses) (1894–1905) – óleo sobre tela - 127.2 × 196.1 cm - National Gallery, London


A cada versão das banhistas, Cézanne se afastou da tradicional apresentação de pinturas, criando intencionalmente obras que não apelariam ao espectador iniciante. Ele fez isso para evitar modismos fugazes e dar uma qualidade atemporal ao seu trabalho, e ao fazer isso abriu o caminho para os futuros artistas ignorarem as tendências atuais e pintarem obras que iriam apelar igualmente a todas as gerações.


Paul Cezanne - Banhistas, 1895-1906 – óleo sobre tela - 132,4 x 219 cm -  Barnes Foundation, Philadelphia


O tema de figuras nuas em uma paisagem tem uma longa tradição na história da pintura europeia. Ao abordar o assunto em pinturas monumentais, Cézanne se reivindicou como um sucessor dos velhos mestres. Ao mesmo tempo, todas as versões das Banhistas grandes são radicalmente pinturas modernas. Cézanne dispensou ideias convencionais de desenho e perspectiva, deixando passagens que estão aparentemente sem solução, em camadas grossas de tinta.


Paul Cézanne - Banhistas, 1900–1905 – óleo sobre tela – 59 x 80 cm - Chicago Art Institute


As Grandes Banhistas é uma imagem não menos importante por causa da violação deliberada do artista com a anatomia humana e noções clássicas de beleza. A crueza da sua estética alarmou muitos espectadores contemporâneos do artista. Mas também é uma imagem extremamente serena, construída com cores radiantes, e cheia de luz. As grandes telas Banhistas ficam como a última grande prova artística de Cézanne.


Paul Cézanne – Banhistas, 1874–1875 – óleo sobre tela – 38,1 x 46 cm - Metropolitan Museum of Art, New York City


Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 - Aix-en-Provence, 22 de outubro de 1906) foi um artista francês e pintor pós-impressionista cujo trabalho lançou as bases da transição da concepção artística do século XIX para um mundo da arte novo e radicalmente diferente da arte no século XX. As pinceladas exploratórias frequentemente repetitivas de Cézanne são altamente características e claramente reconhecíveis. Ele usou planos de cor e pinceladas pequenas que se acumulam para formar campos complexos. As pinturas transmitem como Cézanne estudava intensamente seus temas. Cézanne formou a ponte entre o impressionismo tardio do século XIX e a nova linha de investigação artística do início do século XX, o Cubismo. Tanto Matisse quanto Picasso diziam que Cézanne "é o pai de todos nós".

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