Desafinado - by George Michael and Astrud Gilberto
Desafinado é uma canção da bossa nova composta por Tom Jobim
e Newton Mendonça, lançada como um single por João Gilberto como em 1958 e
incluída em seu álbum de estreia, Chega de Saudade, lançado em 1959. A canção é
uma resposta à crítica da época, que considerava a bossa nova "música para
cantores desafinados". A canção foi
posteriormente gravada por diversos artistas, incluindo Tom Jobim, Herb Alpert,
Ella Fitzgerald e Stan Getz, que em 1963 ganhou o Grammy de Melhor Performance
de Jazz por um Solista ou Grupo Pequeno pela canção. Duas adaptações da canção
para a língua inglesa foram realizadas: "Slightly Out of Tune", por
Jon Hendricks e "Off Key", por Gene Lees.
Edgar Degas: “Músicos na Orquestra” e “A Orquestra da Ópera”
Edgar Degas – “Musicians in the Orchestra” (Músicos na
Orquestra) - 1872 – óleo sobre tela – 69 x 49 cm – Städel Museum
Essa pintura já estava na posse de um amigo por dois anos,
quando Degas pediu para tê-la de volta para poder realizar uma grande mudança.
Ele aparou aproximadamente cinco centímetros de ambos os lados e em seguida
adicionou uma tira de cerca de 20 centímetros na parte superior. O que ele
conseguiu ao fazer isso? Essencialmente, uma pintura totalmente nova.
Degas aumentou o contraste entre os tons claros das
bailarinas no palco e as costas escuras dos músicos da orquestra. Ao mesmo
tempo, criou uma dupla perspectiva, quase como em uma colagem, e abriu a pintura
para mais contrastes: primeiro e segundo plano, rostos e costas das cabeças,
velhos e mulheres jovens. Os dois mundos também são diferenciados pelo estilo
de pintura: o primeiro plano meticuloso, em contraste com os acontecimentos no
cenário do palco, apenas esboçados. Em última análise, no entanto, é um mundo,
o mundo dos artistas parisienses. O que é destaque aqui é o negócio do
entretenimento em que, em nome do público e seu prazer, os dedicados esforços
profissionais são realizados fora do palco também. Degas pintou cerca de
duzentas telas sobre o tema do balé, das quais cerca de oitenta por cento são
cenas dos bastidores. Este trabalho é um dos poucos em que ele une os dois: o
que o público está habituado a ver no palco e o que geralmente permanece
escondido da vista.
Edgar Degas
- The Orchestra of the Opera (A Orquestra da Ópera) - 1868–69 – óleo sobre tela
– 56.5 × 46 cm - Musée d’Orsay, Paris
Borrando a distinção entre o retrato e a pintura de gênero,
Degas pintou seu amigo fagotista, Désiré Dihau, na tela “The Orchestra of the
Opera” como um de quatorze músicos em um fosso de orquestra, como visto por um
membro da audiência. Acima dos músicos podem ser vistas apenas as pernas e
tutus das bailarinas no palco, suas figuras cortadas pela borda da pintura. O
historiador de arte Charles Stuckey comparou esse ponto de vista com o de um
espectador distraído em um balé, e diz que "é o fascínio de Degas com a
descrição do movimento, incluindo o movimento dos olhos de um espectador como
durante um relance aleatório, e isto é propriamente falando, "impressionista".
Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 —
Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo
francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. É
ainda reconhecido como um dos fundadores do
impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu d´Orsay,
em Paris.
Salvador Dali fez o design das peças sobre papel, detalhando
as cores, materiais, etc. e enviou os desenhos para serem executados por um
joalheiro em New York. Elas foram adquiridas por uma Fundação americana para
serem emprestadas a várias organizações culturais e beneficientes, para
angariarem fundos através de exposições. Depois a coleção foi adquirida por
várias pessoas e entidades até serem vendidas para o museu Fundació
Gala-Salvador Dali em Figueras, Espanha, onde se encontram hoje.
Os materiais nobres se combinam para formar lábios,
corações, olhos, plantas, animais, símbolos religiosos e mitológicos, e formas
antropomórficas. Salvador Dali, assim como Michelangelo e outros mestres da
Renascença (que ele admirava) usou todos os idiomas da cultura moderna para
desenvolver seu discurso artístico: pintura, escultura, arquitetura, teatro,
cinema, literatura e joalheria.
Salvador Dalí disse destas joias: "Sem uma audiência,
sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam alcançar a função para a
qual foram criadas. O espectador é, assim, o artista final. Seu olhar, o
coração e a mente - com maior ou menor capacidade de entender a intenção do
criador - imbuem as jóias com a vida".
The Stages
of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum
der Bildenden Künste, Leipzig, Germany
A história de “The Stages of Life” (“As Fases da Vida”) de
Caspar David Friedrich
“As fases da vida” (em alemão: Die Lebensstufen) é uma
pintura alegórica do paisagista romântico alemão Caspar David Friedrich.
Pintada apenas cinco anos antes de sua morte, esta imagem, como muitos de seus
trabalhos, forma uma meditação tanto sobre sua própria mortalidade, como sobre
a transitoriedade da vida.
As figuras foram identificadas como Friedrich e sua família.
O homem idoso é o próprio artista, o pequeno menino é seu filho Gustav Adolf, a
menina é sua filha Agnes Adelheid, a garota mais velha é sua filha Emma, e o
homem de cartola é seu sobrinho Johann Heinrich. Apesar de muitas pinturas de
Friedrich serem ambientadas em paisagens imaginárias, “As Fases da Vida” é
reconhecidamente localizada em Utkiek, próximo à cidade natal de Friedrich, Greifswald,
no nordeste da Alemanha atual.
O cenário é uma praia e mostra em primeiro plano um homem
idoso, de costas para o espectador, caminhando em direção a dois adultos e duas
crianças. As figuras são ecoadas por cinco navios, cada um a uma distância
diferente da costa, numa referência alegórica para as diferentes fases da vida
humana. Os jovens e as crianças estão vestidos para o verão, enquanto o idoso
veste um casaco e um chapéu de pele.
The Stages
of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum
der Bildenden Künste, Leipzig, Germany - detalhe
A pintura retrata um porto do Mar Báltico, no crepúsculo. O
grande navio no meio já começou a recolher suas velas. Dois veleiros menores já
quase alcançam a terra. Os cinco personagens correspondem aos cinco navios. Os
três agrupamentos de figuras (um homem envelhecido, dois adultos e duas
crianças) refletem o posicionamento dos navios em várias distâncias da costa
como uma alegoria das fases da vida. A nave central
provavelmente representa a mãe, enquanto mais perto da costa, dois pequenos barcos
são referência para as duas crianças que apenas começaram sua viagem e ainda
permanecem em águas rasas e claras. O navio mais distante desaparece no horizonte,
simbolizando a viagem do homem envelhecido, desta vida para o desconhecido.
O menino segura uma flâmula sueca. A cidade natal de
Friedrich, Greifswald, pertenceu ao Ducado da Pomerânia até 1630, quando a área
passou para a Suécia como Pomerânia Sueca. Em 1815 tornou-se parte da Província
Prussiana da Pomerânia. A pintura mostra a filha mais nova de Friedrich, Agnes
Adelheid e seu filho Gustav Adolf segurando uma flâmula sueca, 20 anos após a
cessão de Greifswald para a Prússia. A vista abrange a península em frente ao
mar Báltico em direção à Suécia. Friedrich batizou seu filho Gustav Adolf em
homenagem ao rei sueco Gustav Adolf IV. Friedrich era um Pomeraniano e se
considerava meio-sueco.
Para Friedrich, a natureza não era apenas um pano de fundo
para preencher o espaço atrás de retratos, para ele a própria natureza era o
centro do palco. Ele procurou a espiritualidade através da contemplação da
natureza, estendendo os limites de árvores, montanhas, colinas e ondas, além de
apenas uma bela vista. Eles tinham um significado espiritual significativo.
Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de
1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, grande
paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã.
Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das
características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de
sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Friedrich escreveu uma
coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da
Natureza. Neles, dizia:
"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua
pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na
escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros de fora para
dentro".
Esse blog possui mais artigos sobre Caspar David Friedrich. Clique sobre os links para ver:
Séries Arteeblog: Grandes marchands e mecenas das artes – O
homem que inventou o Impressionismo – com fotos, vídeo e exposição em 2015
Paul Durand-Ruel (1831 - 1922) foi um negociante de arte
francês, um dos primeiros negociantes de arte modernos que prestaram apoio aos
seus pintores com estipêndios e exposições individuais. Seu pai era um
comerciante de arte. Em 1865 o jovem Paul assumiu os negócios da família, que
representavam artistas como Corot e os da escola de Barbizon, de pinturas de
paisagem francesas. Em 1867 ele mudou sua galeria da Rue de la Paix 1, em
Paris, para Rue Laffitte 16, com uma filial na Rue Le Peletier 111. Durante a
década de 1860 e início dos anos 1870 Paul Durand-Ruel foi um defensor
importante e bem sucedido comerciante de arte da Escola de Barbizon. No entanto
Durand-Ruel logo estabeleceu uma relação com um grupo de pintores que se
tornaria conhecido como os Impressionistas.
Claude
Monet - Lavacourt Under Snow – c. 1878-81 – óleo sobre tela – 59.7 x 80.6 cm - The
National Gallery, London
Os Impressionistas são tão universalmente populares hoje que
é difícil imaginar um momento em que eles não eram admirados. Mas no início dos
anos 1870 eles se esforçaram para serem aceitos. Evitados pelo establishment da
arte, foram até mesmo citados como 'lunáticos' por um crítico.
Um homem, no entanto, reconheceu o valor desse estilo de
arte desde o início. Paul Durand-Ruel, um negociante de arte de Paris,
descobriu este grupo de jovens artistas, incluindo Monet, Degas, Manet, Renoir,
Pissarro e Sisley, e apostou neles. O termo "impressionista" foi usado pela primeira
vez como um insulto, em resposta a uma exposição de pinturas novas em Paris em
1874. Esse grupo diverso de pintores, rejeitados pelo establishment da arte,
desafiadoramente criaram a sua própria exposição.
Camille
Pissarro - The Boulevard Montmartre at Night – 1897 – óleo sobre tela - 53.3 x
64.8 cm - The National Gallery, London
Percebendo o potencial elegante de suas ridicularizadas
“impressões” da vida urbana e suburbana, Durand-Ruel dedicou o resto de sua
vida a construir uma audiência para o seu trabalho, e também durante esse
processo, a criação do mercado de arte moderna. Tal era a sua perseverança, que Durand-Ruel quase faliu duas
vezes, antes de globalizar com sucesso sua operação, com postos avançados em
Londres, Bruxelas e Nova York, e estabelecendo o “one-man show” como a norma
internacional para exposições.
Pierre-Auguste
Renoir - Lakeside Landscape – c. 1889 – óleo sobre tela - 47 x 58.2 cm - The
National Gallery, London
Durante a Guerra Franco-Prussiana, de 1870-71, Paul
Durand-Ruel deixou Paris e fugiu para Londres, onde se encontrou com um grupo
de artistas franceses, incluindo Charles-François Daubigny, Claude Monet e
Camille Pissarro. Em dezembro de 1870 ele abriu a primeira de dez exposições
anuais da Sociedade de Artistas Franceses em sua nova galeria de Londres na New
Bond Street 168, com Charles Deschamps como gerente.
Claude Monet
- Bathers at La Grenouillère - 1869 – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - The National Gallery, London
Claude Monet
- Bathers at La Grenouillère - 1869 –
detalhe - – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - The National Gallery, London
Durand-Ruel fez exposições do Impressionismo e de outras
obras (incluindo o pintor americano expatriado James Abbott McNeill Whistler,
que morou em Londres) em suas galerias de Paris e Londres. Ele também trouxe trabalho
deles para Nova York, onde seus três filhos, Joseph, Charles e George
gerenciavam sua galeria, expondo artistas estabelecidos de Nova York com Impressionistas
franceses alternadamente, e fazendo muito para estabelecer a popularidade da
arte Impressionista nos Estados Unidos.
Edgar Degas
- Beach Scene – c. 1869-70 – óleo sobre papel sobre tela - 47.5 x 82.9 cm – The
National Gallery, London
Durante as últimas três décadas do século 19, Paul
Durand-Ruel tornou-se o negociante de arte mais conhecido e importante do Impressionismo
francês no mundo. Ele conseguiu estabelecer o mercado de Impressionismo nos
Estados Unidos, bem como na Europa. Edgar Degas, Édouard Manet, Claude Monet,
Berthe Morisot, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley, estão entre
os artistas importantes que Durand-Ruel
ajudou a estabelecer. No que diz respeito aos americanos em relação ao Impressionismo,
Durand-Ruel disse certa vez: "O público americano não ri. Ele compra! Sem a
América, eu estaria perdido, arruinado, depois de ter comprado tantos Monets e
Renoir. As duas exposições lá em 1886 me salvaram. o público americano comprou
moderadamente... mas graças a esse público, Monet e Renoir puderam viver e
depois o público francês seguiu o exemplo".
Pierre-Auguste
Renoir - At the Theatre (La Première Sortie) - 1876-7 – óleo sobre tela - 65 x
49.5 cm - The National Gallery, London
O que caracteriza o Impressionismo para a maioria das
pessoas hoje em dia, é ao mesmo tempo o tema e a técnica. Paisagens e cenas da
vida urbana e suburbana moderna pintadas em cores brilhantes e puras são típicas.
Os Impressionistas muitas vezes começavam (e às vezes concluíam) suas pinturas
ao ar livre em vez de em um estúdio. Suas pinceladas rapidamente aplicadas, são
visíveis. É preciso um salto da imaginação para percebermos quão radical o movimento
foi considerado em seu tempo.
A vida moderna e a maneira como as pessoas comuns passavam
seu tempo livre foram assuntos populares para muitos pintores impressionistas.
Monet, Renoir e Degas nos mostram os teatros, cafés e estâncias campestres
populares do final do século 19 em Paris.
Pierre-Auguste
Renoir - The Skiff (La Yole) – 1875 – óleo sobre tela - 71 x 92 cm - The
National Gallery, London
As descobertas científicas e invenções do século 19 tiveram
uma influência importante sobre a forma como os pintores trabalhavam. Novas
pesquisas encorajaram os artistas a experimentar com as cores complementares.
Por exemplo, na tela de Renoir “The Skiff (La Yole)”, ele coloca um barco cor de
laranja contra o azul cobalto da água. Laranja e azul eram entendidas como
opostas uma à outra no espectro de cor, e colocando-as lado a lado, cada uma
parece mais profunda e mais brilhante.
Ainda mais significativo para os impressionistas era um
interesse na forma como a mente humana processa o que vê. Quando olhamos para
uma paisagem ou uma multidão de pessoas, nós não vemos instantaneamente cada
rosto ou folha em foco detalhado, mas como uma massa de cor e luz. Os pintores
impressionistas tentaram expressar essa experiência.
Claude
Monet - The Water-Lily Pond – 1899 – óleo sobre tela - 88.3 x 93.1 cm - The
National Gallery, London
Em 1883 Monet mudou para Giverny, onde morou até sua morte.
Lá ele criou um jardim "com o objetivo de cultivar plantas
aquáticas", sobre o qual ele construiu uma ponte arqueada no estilo
japonês. Em 1899, quando o jardim tinha amadurecido, Monet pintou 17 vistas do
jardim sob condições de luz diferentes. Rodeada por vegetação luxuriante, a
ponte é vista aqui da própria lagoa, no meio de um arranjo de juncos e folhas
de salgueiro.
Outro fator que mudou a forma como os artistas pintavam foi
a inovação da tinta pronta em tubos. A moagem de pigmentos, a fim de formar a
tinta a óleo, era um processo trabalhoso. A disponibilidade de uma ampla gama
de cores prontas significava que os artistas podiam trabalhar ao ar livre, ao
invés de em um estúdio. Eles também podiam trabalhar em uma velocidade muito
maior, em alguns momentos aplicando a tinta diretamente do tubo, sem usar um
pincel.
Claude
Monet - The Beach at Trouville – 1870 – óleo sobre tela - 38 x 46.5 cm - The
National Gallery, London
Claude Monet - The Beach at Trouville – 1870 – detalhe com
areia na tinta à óleo, mostrando que essa obre foi pelo menos parcialmente,
pintada na praia
“The Beach at Trouville” é uma pequena tela pintada por
Monet, enquanto ele estava em lua de mel na costa. Ele e sua esposa Camille
estavam em seu caminho para Londres, para escapar da guerra franco-prussiana. A
tela foi pintada evidentemente na praia e não em um estúdio. Grãos de areia e
migalhas de conchas se misturaram na tinta a óleo. O imediatismo da pintura
também é evidente na tinta branca espessa representando a luz que incide sobre
a saia de Camille, e a sombra caindo em seu rosto. A imagem é quase comparável
a uma foto de família, uma gravação informal de um momento privado.
A National Gallery de Londres está com a exposição
temporária “Inventing Impressionism”, com 85 obras-primas do movimento, onde
com exceção de uma obra, todas passaram pelas mãos de Durand-Ruel.
Até 31 de Maio de 2015
The
National Gallery, Trafalgar Square, London WC2N 5DN
Em seguida a exposição estará no Philadelphia Museum of Art,
de 24 de Junho até 13 de Setembro de 2015
Philadelphia
Museum of Art - Dorrance Special Exhibition Galleries - 2600 Benjamin Franklin
Parkway, Philadelphia, PA 19130 - informações: 215-763-8100
A história do muguet,a
flor de Maio e da sorte, com pinturas e antiguidades
Essa florzinha singela e perfumada tornou-se um símbolo do
mês de maio, tempo de primavera na Europa. Contam que os Celtas festejavam o
muguet no primeiro dia do mês de maio. Na idade média ela era colhida para
festejar as noivas; na França do Renascimento, Charles IX recebeu um galhinho
de muguet no primeiro de maio e instituiu o costume de oferecer muguets, nessa
data, às damas da corte.
Em seguida, as costureiras, também na França, cultivavam a
tradição de oferecer muguets às crianças no dia primeiro de maio, como
porte-bonheur (símbolo de boa sorte) costume que foi incorporado pelos
trabalhadores, que transformaram a singela flor em símbolo da festa do
trabalho.
O muguet é uma planta das regiões temperadas ela cresce nos
bosques, em locais protegidos da luz intensa, na Ásia na Europa e nos Estados
Unidos e desabrocha no início da primavera. Ele simboliza a entrada da
primavera no hemisfério norte.
As flores, que têm a forma de pequenos sinos, também são
conhecidas como Lis de la Vallée (lírio do vale); elas exalam um perfume
delicioso e são consideradas como símbolos de felicidade e da boa sorte. O
Muguet é a flor símbolo da Finlândia. Na França e na Bélgica ele é oferecido
aos familiares e aos amigos no dia 1 de Maio, “Dia do Trabalho”, com votos de
felicidades e prosperidade, e simboliza também, na França, os 13 anos de
casamento, as Bodas de muguet. Também éuma flor muito usada em buquês de noivas (casamento de Kate Middleton com o Príncipe William da Inglaterra, e no casamento de Grace Kelly com o Príncipe Rainier de Monaco).
Bouquet De
Muguet Dans Un Vase - Suzanne Valadon - óleo sobre tela
“Muguet” -
Jeffrey T. Larson
"Lilies Of
The Valley" - Edouard Panov
Albert Dürer Lucas - Lily of the Valley, 1888 - óleo sobre madeira
Colar “Muguet” – René Lalique – c. 1925 – em vidro
opalescente verde e ouro
Broche "Muguet" - Peter Carl Fabergé - em ouro, esmalte e ametista - Moscou,
Russia 1899-1908
Floreira com base em majolica (um tipo de cerâmica) - George
Jones – Inglaterra, Século XIX
Prendedor de cabelo em chifre, ouro e esmalte - René Lalique
- 1900 - Cleveland Museum of Art
Ovo de Páscoa "Lillies of the Valley" - Peter Carl
Fabergé - 1898 – em ouro com diamantes, rubis, pérolas e esmalte
Ilustração
Art Nouveau “Lily of the Valley” - E.Docker para Penhaligons