quarta-feira, 13 de maio de 2015

Desafinado - by George Michael and Astrud Gilberto



Desafinado - by George Michael and Astrud Gilberto

Desafinado é uma canção da bossa nova composta por Tom Jobim e Newton Mendonça, lançada como um single por João Gilberto como em 1958 e incluída em seu álbum de estreia, Chega de Saudade, lançado em 1959. A canção é uma resposta à crítica da época, que considerava a bossa nova "música para cantores desafinados".  A canção foi posteriormente gravada por diversos artistas, incluindo Tom Jobim, Herb Alpert, Ella Fitzgerald e Stan Getz, que em 1963 ganhou o Grammy de Melhor Performance de Jazz por um Solista ou Grupo Pequeno pela canção. Duas adaptações da canção para a língua inglesa foram realizadas: "Slightly Out of Tune", por Jon Hendricks e "Off Key", por Gene Lees.


terça-feira, 12 de maio de 2015

Edgar Degas: “Músicos na Orquestra” e “A Orquestra da Ópera”


Edgar Degas: “Músicos na Orquestra” e “A Orquestra da Ópera”


 Edgar Degas – “Musicians in the Orchestra” (Músicos na Orquestra) - 1872 – óleo sobre tela – 69 x 49 cm – Städel Museum

Essa pintura já estava na posse de um amigo por dois anos, quando Degas pediu para tê-la de volta para poder realizar uma grande mudança. Ele aparou aproximadamente cinco centímetros de ambos os lados e em seguida adicionou uma tira de cerca de 20 centímetros na parte superior. O que ele conseguiu ao fazer isso? Essencialmente, uma pintura totalmente nova.
Degas aumentou o contraste entre os tons claros das bailarinas no palco e as costas escuras dos músicos da orquestra. Ao mesmo tempo, criou uma dupla perspectiva, quase como em uma colagem, e abriu a pintura para mais contrastes: primeiro e segundo plano, rostos e costas das cabeças, velhos e mulheres jovens. Os dois mundos também são diferenciados pelo estilo de pintura: o primeiro plano meticuloso, em contraste com os acontecimentos no cenário do palco, apenas esboçados. Em última análise, no entanto, é um mundo, o mundo dos artistas parisienses. O que é destaque aqui é o negócio do entretenimento em que, em nome do público e seu prazer, os dedicados esforços profissionais são realizados fora do palco também. Degas pintou cerca de duzentas telas sobre o tema do balé, das quais cerca de oitenta por cento são cenas dos bastidores. Este trabalho é um dos poucos em que ele une os dois: o que o público está habituado a ver no palco e o que geralmente permanece escondido da vista.


Edgar Degas - The Orchestra of the Opera (A Orquestra da Ópera) - 1868–69 – óleo sobre tela – 56.5 × 46 cm - Musée d’Orsay, Paris

Borrando a distinção entre o retrato e a pintura de gênero, Degas pintou seu amigo fagotista, Désiré Dihau, na tela “The Orchestra of the Opera” como um de quatorze músicos em um fosso de orquestra, como visto por um membro da audiência. Acima dos músicos podem ser vistas apenas as pernas e tutus das bailarinas no palco, suas figuras cortadas pela borda da pintura. O historiador de arte Charles Stuckey comparou esse ponto de vista com o de um espectador distraído em um balé, e diz que "é o fascínio de Degas com a descrição do movimento, incluindo o movimento dos olhos de um espectador como durante um relance aleatório, e isto é propriamente falando, "impressionista".

Edgar Hilaire Germain Degas (Paris, 19 de julho de 1834 — Paris, 27 de Setembro de 1917) foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo francês. É conhecido sobretudo por sua visão particular do mundo do balé. É ainda reconhecido como um dos fundadores do impressionismo. Muitos dos seus trabalhos conservam-se hoje no Museu d´Orsay, em Paris.


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sábado, 9 de maio de 2015

10 Pinturas de Mães e Filhos

A studio idyll. The artist's wife with daughter Suzanne - Carl Larsson – aquarela sobre papel - Nationalmuseum, Stockholm, Sweden


10 Pinturas de Mães e Filhos


Woman with child on the seashore - Pablo Picasso - 1921 – óleo sobre tela - 143 x 162 cm - Art Institute of Chicago, IL, US


Breakfast in Bed - Mary Cassatt - 1897 – óleo sobre tela - Huntington Library and Art Gallery


Mother and Child (Cherries), 1865 - Frederic Leighton – óleo sobre tela - 82 x 48 cm - Blackburn Museum and Art Gallery, Lancashire, UK


Children Fortunes - Fernando Botero - 1968 - coleção particular


 Afternoon by the Sea (aka Gravesend Bay) - William Merritt Chase, 1888 – lápis pastel -  50.8 x 76.2 cm - coleção particular


Young Mother - Pierre-Auguste Renoir - 1898 – óleo sobre tela - coleção particular


Maternidade - Eliseu Visconti – 1906 - óleo sobre tela - 165 x 200 cm - Coleção Pinacoteca do Estado de São Paulo


Mother and Children - William-Adolphe Bouguereau, 1879 – óleo sobre tela - 107 x 164 cm - Cleveland Museum of Art, Cleveland, OH, USA


The Cradle - Berthe Morisot - 1872 – óleo sobre tela - 46 x 56 cm - Musée d´Orsay, Paris, França


sexta-feira, 8 de maio de 2015

As joias de Salvador Dali - com vídeos

Salvador Dalí i Domènech - Chalice of Life (O Cálice da Vida) – 1965 - 41,00 x 24,00 x 21,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes de cor extravagante (amarelo), corte de diamante (redondo), de 2 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente (na maçã do topo). Diamantes, corte de diamante (redondo) e 8/8 (o menor), de 1 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Rubis naturais (corindo), misto de corte (redondo), de 1,5 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Safiras naturais (corindo), misto de corte (redondo), de 1,5 a 3 mm de diâmetro, aproximadamente. Esmeraldas naturais (berilo), cortes de diversos tipos (redondos e em forma de pêra), de 1,5 a 6,5 milímetros, aproximadamente. Lápis-lazúli, blocos de formas irregulares, aplainado e polido, no pescoço e na base da peça. Com mecanismo de movimento e redutor que fazem as asas das borboletas moverem. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


As joias de Salvador Dali - com vídeos


Salvador Dali fez o design das peças sobre papel, detalhando as cores, materiais, etc. e enviou os desenhos para serem executados por um joalheiro em New York. Elas foram adquiridas por uma Fundação americana para serem emprestadas a várias organizações culturais e beneficientes, para angariarem fundos através de exposições. Depois a coleção foi adquirida por várias pessoas e entidades até serem vendidas para o museu Fundació Gala-Salvador Dali em Figueras, Espanha, onde se encontram hoje.
Os materiais nobres se combinam para formar lábios, corações, olhos, plantas, animais, símbolos religiosos e mitológicos, e formas antropomórficas. Salvador Dali, assim como Michelangelo e outros mestres da Renascença (que ele admirava) usou todos os idiomas da cultura moderna para desenvolver seu discurso artístico: pintura, escultura, arquitetura, teatro, cinema, literatura e joalheria.

Salvador Dalí disse destas joias: "Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam alcançar a função para a qual foram criadas. O espectador é, assim, o artista final. Seu olhar, o coração e a mente - com maior ou menor capacidade de entender a intenção do criador - imbuem as jóias com a vida".


Salvador Dalí i Domènech - The Persistence of Memory – 1949 - 7,80 x 6,80 x 2,10 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes, corte de diamante (redondo), e 8/8 de 1,0 a 2,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Pequenos pedaços de esmalte preto. Relógio com mecanismo Jaeger LeCoultre 426 © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Honeycomb Heart (O Coração Colmeia) – 1949 - 7,00 x 6,00 x 2,00 cm - 8 quilates de ouro amarelo. No pino, 13-14 quilates de ouro amarelo. Diamantes (13), corte de diamante (redondo) e 8/8, de 1,5 a 3,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Rubis naturais (corindo), redondas e ovais de 2,0 a 4,5 milímetros aproximadamente. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Living Flower (A Flor Viva) – 1959 - 39,00 x 25,20 x 21,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes redondos e 8/8, de 1,0 a 4,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Bloco malaquita com mecanismo de movimento e redutor que faz as flores se moverem. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Corset Ring (Anel Corsete) – 1949 - 2,50 x 2,40 x 2,30 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes (17), 8/8 de corte, de 1,7-2,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Pérolas (14), de 2,5 mm de diâmetro © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech – Ruby Lips (Lábios de Rubi) – 1949 - 3,20 x 4,80 x 1,50 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Rubis naturais (corindo), corte misto (redondas e ovais), de 2,0 a 4,0 milímetros, aproximadamente. Pérolas (13), de 4,0 a 6,0 mm de diâmetro, aproximadamente. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Tree of Life Necklace (Colar A Árvore da Vida) – 1949 - 18 quilates de ouro amarelo. Diamantes (58), corte de diamante (redondo), de 2,5 a 3,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Estrela safira Natural (corindo) (2), corte cabochão oval (de 7,7-8,5 mm de largura) © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Eye of Time (O Olho do Tempo) – 1949 - 4,00 x 6,00 x 1,70 cm – Platina. Rubi Natural (corindo) (1), fragmentos arredondados de forma irregular, polidos. Diamantes, baguette corte (retangular), corte de diamante (redondo) e 8/8, de 0,5 a 3,5 mm de diâmetro, aproximadamente. Esmalte (no mostrador). Relógio com mecanismo Movado 50SP © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - Tristan and Isolde – 1953 - 4,10 x 4,40 x 1,20 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Platina; Diamantes (39), corte de diamante (redondo) e 8/8 (o menor), de 1,0 a 3,0 mm de diâmetro, aproximadamente. Almandine granada (1), cabochão triangular. © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014


Salvador Dalí i Domènech - The Royal Heart (O Coração Real) – 1953 - 13,20 x 7,80 x 2,70 cm - 18 quilates de ouro amarelo. Rubis naturais (corindo), corte misto (redondas e ovais), de 3,0 a 5,0 milímetros, aproximadamente. Pequenas pedras na coroa. Rubis naturais (corindo) (8). Safiras naturais (corindo) (4). Esmeraldas naturais (berilo) (4). Aquamarinhas (berilo) (4). Peridotos (2). Granadas hessonite (2). Ametista (quartzo) (1). Diamantes. Pérolas. Com mecanismo e redutor que faz o coração bater em movimento. Com motor Synchron, Modelo 610 110V 60 CY 3 W 75 RPM © Salvador Dalí, Fundació Gala-Salvador Dalí, Figueres, 2014

Assista o vídeo para ver o Coração Real pulsar:



Assista o vídeo para ver mais joias:



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quinta-feira, 7 de maio de 2015

A história de “The Stages of Life” (“As Fases da Vida”) de Caspar David Friedrich

The Stages of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum der Bildenden Künste, Leipzig, Germany


A história de “The Stages of Life” (“As Fases da Vida”) de Caspar David Friedrich


“As fases da vida” (em alemão: Die Lebensstufen) é uma pintura alegórica do paisagista romântico alemão Caspar David Friedrich. Pintada apenas cinco anos antes de sua morte, esta imagem, como muitos de seus trabalhos, forma uma meditação tanto sobre sua própria mortalidade, como sobre a transitoriedade da vida.
As figuras foram identificadas como Friedrich e sua família. O homem idoso é o próprio artista, o pequeno menino é seu filho Gustav Adolf, a menina é sua filha Agnes Adelheid, a garota mais velha é sua filha Emma, e o homem de cartola é seu sobrinho Johann Heinrich. Apesar de muitas pinturas de Friedrich serem ambientadas em paisagens imaginárias, “As Fases da Vida” é reconhecidamente localizada em Utkiek, próximo à cidade natal de Friedrich, Greifswald, no nordeste da Alemanha atual.
O cenário é uma praia e mostra em primeiro plano um homem idoso, de costas para o espectador, caminhando em direção a dois adultos e duas crianças. As figuras são ecoadas por cinco navios, cada um a uma distância diferente da costa, numa referência alegórica para as diferentes fases da vida humana. Os jovens e as crianças estão vestidos para o verão, enquanto o idoso veste um casaco e um chapéu de pele.


The Stages of Life - Caspar David Friedrich – 1835 – óleo sobre tela – 72,5 x 94 cm - Museum der Bildenden Künste, Leipzig, Germany - detalhe


A pintura retrata um porto do Mar Báltico, no crepúsculo. O grande navio no meio já começou a recolher suas velas. Dois veleiros menores já quase alcançam a terra. Os cinco personagens correspondem aos cinco navios. Os três agrupamentos de figuras (um homem envelhecido, dois adultos e duas crianças) refletem o posicionamento dos navios em várias distâncias da costa como uma alegoria das fases da vida. A nave central provavelmente representa a mãe, enquanto mais perto da costa, dois pequenos barcos são referência para as duas crianças que apenas começaram sua viagem e ainda permanecem em águas rasas e claras. O navio mais distante desaparece no horizonte, simbolizando a viagem do homem envelhecido, desta vida para o desconhecido.

O menino segura uma flâmula sueca. A cidade natal de Friedrich, Greifswald, pertenceu ao Ducado da Pomerânia até 1630, quando a área passou para a Suécia como Pomerânia Sueca. Em 1815 tornou-se parte da Província Prussiana da Pomerânia. A pintura mostra a filha mais nova de Friedrich, Agnes Adelheid e seu filho Gustav Adolf segurando uma flâmula sueca, 20 anos após a cessão de Greifswald para a Prússia. A vista abrange a península em frente ao mar Báltico em direção à Suécia. Friedrich batizou seu filho Gustav Adolf em homenagem ao rei sueco Gustav Adolf IV. Friedrich era um Pomeraniano e se considerava meio-sueco.

Para Friedrich, a natureza não era apenas um pano de fundo para preencher o espaço atrás de retratos, para ele a própria natureza era o centro do palco. Ele procurou a espiritualidade através da contemplação da natureza, estendendo os limites de árvores, montanhas, colinas e ondas, além de apenas uma bela vista. Eles tinham um significado espiritual significativo.

Caspar David Friedrich (5 de setembro de 1774 - 7 de maio de 1840) foi um pintor, gravurista, desenhista e escultor romântico alemão, grande paisagista. Friedrich é o mais puro representante da pintura romântica alemã. Suas paisagens primam pelo simbolismo e idealismo que transmitem. Uma das características mais originais de sua obra é o uso da paisagem para evocação de sentimentos religiosos, e daí sua fama de místico. Friedrich escreveu uma coleção de aforismos sobre estética, onde deixou clara sua abordagem da Natureza. Neles, dizia:
"Fecha teu olho corpóreo para que possas antes ver tua pintura com o olho do espírito. Então traz para a luz do dia o que viste na escuridão, para que a obra possa repercutir nos outros de fora para dentro".



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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Séries Arteeblog: Grandes marchands e mecenas das artes – O homem que inventou o Impressionismo – com fotos, vídeo e exposição em 2015



Séries Arteeblog: Grandes marchands e mecenas das artes – O homem que inventou o Impressionismo – com fotos, vídeo e exposição em 2015


Paul Durand-Ruel (1831 - 1922) foi um negociante de arte francês, um dos primeiros negociantes de arte modernos que prestaram apoio aos seus pintores com estipêndios e exposições individuais. Seu pai era um comerciante de arte. Em 1865 o jovem Paul assumiu os negócios da família, que representavam artistas como Corot e os da escola de Barbizon, de pinturas de paisagem francesas. Em 1867 ele mudou sua galeria da Rue de la Paix 1, em Paris, para Rue Laffitte 16, com uma filial na Rue Le Peletier 111. Durante a década de 1860 e início dos anos 1870 Paul Durand-Ruel foi um defensor importante e bem sucedido comerciante de arte da Escola de Barbizon. No entanto Durand-Ruel logo estabeleceu uma relação com um grupo de pintores que se tornaria conhecido como os Impressionistas.


Claude Monet - Lavacourt Under Snow – c. 1878-81 – óleo sobre tela – 59.7 x 80.6 cm - The National Gallery, London


Os Impressionistas são tão universalmente populares hoje que é difícil imaginar um momento em que eles não eram admirados. Mas no início dos anos 1870 eles se esforçaram para serem aceitos. Evitados pelo establishment da arte, foram até mesmo citados como 'lunáticos' por um crítico.
Um homem, no entanto, reconheceu o valor desse estilo de arte desde o início. Paul Durand-Ruel, um negociante de arte de Paris, descobriu este grupo de jovens artistas, incluindo Monet, Degas, Manet, Renoir, Pissarro e Sisley, e apostou neles. O termo "impressionista" foi usado pela primeira vez como um insulto, em resposta a uma exposição de pinturas novas em Paris em 1874. Esse grupo diverso de pintores, rejeitados pelo establishment da arte, desafiadoramente criaram a sua própria exposição. 


Camille Pissarro - The Boulevard Montmartre at Night – 1897 – óleo sobre tela - 53.3 x 64.8 cm - The National Gallery, London


Percebendo o potencial elegante de suas ridicularizadas “impressões” da vida urbana e suburbana, Durand-Ruel dedicou o resto de sua vida a construir uma audiência para o seu trabalho, e também durante esse processo, a criação do mercado de arte moderna. Tal era a sua perseverança, que Durand-Ruel quase faliu duas vezes, antes de globalizar com sucesso sua operação, com postos avançados em Londres, Bruxelas e Nova York, e estabelecendo o “one-man show” como a norma internacional para exposições.


Pierre-Auguste Renoir - Lakeside Landscape – c. 1889 – óleo sobre tela - 47 x 58.2 cm - The National Gallery, London


Durante a Guerra Franco-Prussiana, de 1870-71, Paul Durand-Ruel deixou Paris e fugiu para Londres, onde se encontrou com um grupo de artistas franceses, incluindo Charles-François Daubigny, Claude Monet e Camille Pissarro. Em dezembro de 1870 ele abriu a primeira de dez exposições anuais da Sociedade de Artistas Franceses em sua nova galeria de Londres na New Bond Street 168, com Charles Deschamps como gerente.


Claude Monet - Bathers at La Grenouillère -  1869 – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - The National Gallery, London

Claude Monet - Bathers at La Grenouillère -  1869 – detalhe - – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - The National Gallery, London


Durand-Ruel fez exposições do Impressionismo e de outras obras (incluindo o pintor americano expatriado James Abbott McNeill Whistler, que morou em Londres) em suas galerias de Paris e Londres. Ele também trouxe trabalho deles para Nova York, onde seus três filhos, Joseph, Charles e George gerenciavam sua galeria, expondo artistas estabelecidos de Nova York com Impressionistas franceses alternadamente, e fazendo muito para estabelecer a popularidade da arte Impressionista nos Estados Unidos.


Edgar Degas - Beach Scene – c. 1869-70 – óleo sobre papel sobre tela - 47.5 x 82.9 cm – The National Gallery, London


Durante as últimas três décadas do século 19, Paul Durand-Ruel tornou-se o negociante de arte mais conhecido e importante do Impressionismo francês no mundo. Ele conseguiu estabelecer o mercado de Impressionismo nos Estados Unidos, bem como na Europa. Edgar Degas, Édouard Manet, Claude Monet, Berthe Morisot, Camille Pissarro, Pierre-Auguste Renoir, Alfred Sisley, estão entre os artistas  importantes que Durand-Ruel ajudou a estabelecer. No que diz respeito aos americanos em relação ao Impressionismo, Durand-Ruel disse certa vez: "O público americano não ri. Ele compra! Sem a América, eu estaria perdido, arruinado, depois de ter comprado tantos Monets e Renoir. As duas exposições lá em 1886 me salvaram. o público americano comprou moderadamente... mas graças a esse público, Monet e Renoir puderam viver e depois o público francês seguiu o exemplo".


Pierre-Auguste Renoir - At the Theatre (La Première Sortie) - 1876-7 – óleo sobre tela - 65 x 49.5 cm - The National Gallery, London

O que caracteriza o Impressionismo para a maioria das pessoas hoje em dia, é ao mesmo tempo o tema e a técnica. Paisagens e cenas da vida urbana e suburbana moderna pintadas em cores brilhantes e puras são típicas. Os Impressionistas muitas vezes começavam (e às vezes concluíam) suas pinturas ao ar livre em vez de em um estúdio. Suas pinceladas rapidamente aplicadas, são visíveis. É preciso um salto da imaginação para percebermos quão radical o movimento foi considerado em seu tempo.
A vida moderna e a maneira como as pessoas comuns passavam seu tempo livre foram assuntos populares para muitos pintores impressionistas. Monet, Renoir e Degas nos mostram os teatros, cafés e estâncias campestres populares do final do século 19 em Paris.


Pierre-Auguste Renoir - The Skiff (La Yole) – 1875 – óleo sobre tela - 71 x 92 cm - The National Gallery, London 

As descobertas científicas e invenções do século 19 tiveram uma influência importante sobre a forma como os pintores trabalhavam. Novas pesquisas encorajaram os artistas a experimentar com as cores complementares. Por exemplo, na tela de Renoir “The Skiff (La Yole)”, ele coloca um barco cor de laranja contra o azul cobalto da água. Laranja e azul eram entendidas como opostas uma à outra no espectro de cor, e colocando-as lado a lado, cada uma parece mais profunda e mais brilhante.
Ainda mais significativo para os impressionistas era um interesse na forma como a mente humana processa o que vê. Quando olhamos para uma paisagem ou uma multidão de pessoas, nós não vemos instantaneamente cada rosto ou folha em foco detalhado, mas como uma massa de cor e luz. Os pintores impressionistas tentaram expressar essa experiência.


Claude Monet - The Water-Lily Pond – 1899 – óleo sobre tela - 88.3 x 93.1 cm - The National Gallery, London

Em 1883 Monet mudou para Giverny, onde morou até sua morte. Lá ele criou um jardim "com o objetivo de cultivar plantas aquáticas", sobre o qual ele construiu uma ponte arqueada no estilo japonês. Em 1899, quando o jardim tinha amadurecido, Monet pintou 17 vistas do jardim sob condições de luz diferentes. Rodeada por vegetação luxuriante, a ponte é vista aqui da própria lagoa, no meio de um arranjo de juncos e folhas de salgueiro.


Etienne Clémentel, vista Stereoscópica de Monet em seu jardim em Giverny - Foto © Musée d'Orsay, Dist RMN/Patrice Schmidt


Outro fator que mudou a forma como os artistas pintavam foi a inovação da tinta pronta em tubos. A moagem de pigmentos, a fim de formar a tinta a óleo, era um processo trabalhoso. A disponibilidade de uma ampla gama de cores prontas significava que os artistas podiam trabalhar ao ar livre, ao invés de em um estúdio. Eles também podiam trabalhar em uma velocidade muito maior, em alguns momentos aplicando a tinta diretamente do tubo, sem usar um pincel.


Claude Monet - The Beach at Trouville – 1870 – óleo sobre tela - 38 x 46.5 cm - The National Gallery, London

Claude Monet - The Beach at Trouville – 1870 – detalhe com areia na tinta à óleo, mostrando que essa obre foi pelo menos parcialmente, pintada na praia

“The Beach at Trouville” é uma pequena tela pintada por Monet, enquanto ele estava em lua de mel na costa. Ele e sua esposa Camille estavam em seu caminho para Londres, para escapar da guerra franco-prussiana. A tela foi pintada evidentemente na praia e não em um estúdio. Grãos de areia e migalhas de conchas se misturaram na tinta a óleo. O imediatismo da pintura também é evidente na tinta branca espessa representando a luz que incide sobre a saia de Camille, e a sombra caindo em seu rosto. A imagem é quase comparável a uma foto de família, uma gravação informal de um momento privado.


Pierre-Auguste Renoir - Paul Durand-Ruel – 1910 – óleo sobre tela – 65,5 x 54,5 cm - Archives Durand-Ruel © Durand-Ruel & Cie



Paul Durand-Ruel em sua galeria em Paris, c. 1910

 A National Gallery de Londres está com a exposição temporária “Inventing Impressionism”, com 85 obras-primas do movimento, onde com exceção de uma obra, todas passaram pelas mãos de Durand-Ruel.
Até 31 de Maio de 2015
The National Gallery, Trafalgar Square, London WC2N 5DN


Em seguida a exposição estará no Philadelphia Museum of Art, de 24 de Junho até 13 de Setembro de 2015
Philadelphia Museum of Art - Dorrance Special Exhibition Galleries - 2600 Benjamin Franklin Parkway, Philadelphia, PA 19130 - informações: 215-763-8100

Assista o vídeo da exposição:



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sexta-feira, 1 de maio de 2015

A história do muguet, a flor de Maio e da sorte, com pinturas e antiguidades


A história do muguet, a flor de Maio e da sorte, com pinturas e antiguidades

Essa florzinha singela e perfumada tornou-se um símbolo do mês de maio, tempo de primavera na Europa. Contam que os Celtas festejavam o muguet no primeiro dia do mês de maio. Na idade média ela era colhida para festejar as noivas; na França do Renascimento, Charles IX recebeu um galhinho de muguet no primeiro de maio e instituiu o costume de oferecer muguets, nessa data, às damas da corte.

Em seguida, as costureiras, também na França, cultivavam a tradição de oferecer muguets às crianças no dia primeiro de maio, como porte-bonheur (símbolo de boa sorte) costume que foi incorporado pelos trabalhadores, que transformaram a singela flor em símbolo da festa do trabalho.

O muguet é uma planta das regiões temperadas ela cresce nos bosques, em locais protegidos da luz intensa, na Ásia na Europa e nos Estados Unidos e desabrocha no início da primavera. Ele simboliza a entrada da primavera no hemisfério norte.


As flores, que têm a forma de pequenos sinos, também são conhecidas como Lis de la Vallée (lírio do vale); elas exalam um perfume delicioso e são consideradas como símbolos de felicidade e da boa sorte. O Muguet é a flor símbolo da Finlândia. Na França e na Bélgica ele é oferecido aos familiares e aos amigos no dia 1 de Maio, “Dia do Trabalho”, com votos de felicidades e prosperidade, e simboliza também, na França, os 13 anos de casamento, as Bodas de muguet. Também é uma flor muito usada em buquês de noivas (casamento de Kate Middleton com o Príncipe William da Inglaterra, e no casamento de Grace Kelly com o Príncipe Rainier de Monaco).


Bouquet De Muguet Dans Un Vase - Suzanne Valadon - óleo sobre tela


“Muguet” - Jeffrey T. Larson



"Lilies Of The Valley" -  Edouard Panov


Albert Dürer Lucas - Lily of the Valley, 1888 - óleo sobre madeira


    

Colar “Muguet” – René Lalique – c. 1925 – em vidro opalescente verde e ouro

Broche "Muguet" - Peter Carl Fabergé - em ouro, esmalte e ametista Moscou, Russia 1899-1908





    

















Floreira com base em majolica (um tipo de cerâmica) - George Jones – Inglaterra, Século XIX

Prendedor de cabelo em chifre, ouro e esmalte - René Lalique - 1900 - Cleveland Museum of Art



Ovo de Páscoa "Lillies of the Valley" - Peter Carl Fabergé - 1898 – em ouro com diamantes, rubis, pérolas e esmalte



    

Ilustração Art Nouveau “Lily of the Valley” - E.Docker para Penhaligons

Cartão postal Art Nouveau


Cartão postal francês - 1904


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