quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Análise de “Beethoven” de Andy Warhol, 1987

Beethoven - Andy Warhol, 1987 - serigrafia


Análise de “Beethoven” de Andy Warhol, 1987


A gravura de "Beethoven" foi impressa pelo mestre Rupert Jason Smith para Warhol em 1987. Ludwig van Beethoven foi a última coleção produzida por Warhol antes de sua morte em 22 de fevereiro de 1987. É composta por quatro serigrafias (ou silkscreen) diferentes, mostrando uma imagem de Beethoven em diferentes variações de cor.


Beethoven - Andy Warhol, 1987 – serigrafia – as 4 variações de cor

Ludwig van Beethoven foi o tema ideal para Warhol pois os dois artistas revolucionaram e revigoraram seus gêneros, tornando-se lendas artísticas e uma inspiração para as futuras gerações.
A obra capta o brilho do compositor, com ênfase sobre as notas de sua partitura, e ao mesmo tempo mantendo as características do retrato, proeminentes. A melodia suave da encantadora Sonata No.14 de Beethoven (Sonata ao Luar) é capturada no rosto do compositor sob a forma de notas. As notas, como a melodia, são desenhadas graciosamente para não ofuscar Beethoven.


Andy Warhol e Jean-Michel Basquiat em 1985


Andy Warhol, nascido Andrej Varhola, Jr. (Pittsburgh, 6 de agosto de 1928 — Nova Iorque, 22 de fevereiro de 1987), foi uma figura maior do movimento Pop Art. Além das serigrafias, Warhol também utilizava outras técnicas, como a colagem e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.
As abordagens inovadoras do Illustrator, cineasta, fotógrafo, pintor, modelo e até produtor musical Andy Warhol para fazer arte ainda influenciam a arte contemporânea e a cultura. Ele desafiou as fronteiras tradicionais entre arte e vida, arte e negócios e em todos os tipos de mídia. No processo, ele transformou a vida cotidiana em arte e a arte em uma maneira de viver o cotidiano.


Andy Warhol - Marilyn Monroe. 1967 - Portfolio of 10 screenprints - 91.5 x 91.5 cm - The Museum of Modern Art


Obsecado com a celebridade e a cultura de consumo, Andy Warhol criou algumas das mais icônicas imagens do século 20. Ele também ficou famoso por suas frases, como: “No futuro, todos serão famosos por 15 minutos”. Algumas de suas obras mais célebres são: “32 Campbell´s Soup Can” de 1962 e retratos de Marilyn Monroe, usando a técnica de silkscreen. Ele também foi mentor dos artistas Keith Harring e Jean-Michel Basquiat. Seu estilo Pop-Art tem adeptos até os dias atuais, como Richard Prince, Takashi Murakami e Jeff Koons, entre outros.

Ludwig van Beethoven (Bonn, 16 de Dezembro de 1770 — Viena, 26 de março de 1827) foi um compositor alemão, do período de transição entre o Classicismo do século 18 e o Romantismo do século 19. É considerado um dos pilares da música ocidental, pelo incontestável desenvolvimento, tanto da linguagem como do conteúdo musical demonstrado nas suas obras, permanecendo como um dos compositores mais respeitados e mais influentes de todos os tempos.


Assista o vídeo: Daniel Barenboim interpreta a Sonata ao Luar de Ludwig van Beethoven





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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A história da pintura de Édouard Manet - Chéz le Père Lathuille

Édouard Manet - Chéz le Père Lathuille – 1879 – óleo sobre tela – 92 x 112 cm - Musée des beaux-arts de Tournai


A história da pintura de Édouard Manet - Chéz le Père Lathuille 


Essa tela foi pintada no restaurante Père Lathuille, um antigo estabelecimento perto da Avenue de Clichy, que Manet frequentava e que tinha um jardim além da sala de jantar. O local era famoso, localizado na entrada da Avenue de Clichy (a localização atual do cinema de 7 Avenue de Clichy), logo após a barreira de Clichy Paris (para escapar dos impostos sobre o vinho).

Nessa pintura um homem apresenta um interesse não correspondido por uma mulher que janta a seu lado. A modelo era Judith French, e o jovem dândi era o filho do proprietário do restaurante, Louis Gauthier-Lathuille. Judith French substituiu a modelo original, Ellen Andree, quando ela teve que interromper as sessões. Louis Gauthier-Lathuille depois transformou o antigo restaurante em um café-concerto, o Éden.


Cabaret du Père Lathuille em Agosto de 1906


Louis Gauthier-Lathuille conheceu Manet no restaurante de seus pais quando era um voluntário em um regimento de dragões (infantaria montada) do exército francês. Ele deveria ter posado em seu uniforme com Ellen Andree, que ainda era muito jovem, charmosa, divertida e bem vestida. Depois de duas sessões a pintura estava progredindo muito bem, mas na terceira, Ellen não apareceu. Ela implorou para ser dispensada porque estava ensaiando uma peça. Dois dias mais tarde, ela teve uma recepção bastante fria de Manet, que lhe disse que se era assim que as coisas estavam, ele poderia fazer a pintura sem ela. No dia seguinte Gautluer-Lathuille viu Manet entrar com Judith French, uma parente de Offenbach. Ele assumiu sua pose novamente com ela, mas não era a mesma coisa. Manet estava inquieto. Ele disse ao jovem: “Tire o seu casaco e coloque o meu “, entregando sua própria jaqueta de seda tussor (e as mangas ficaram curtas no modelo). Ele então começou a raspar a tela, e, assim, foi decidido que Gautluer-Lathuille deveria posar com roupas civis com Judith French.

A história que a pintura parece contar seria assim: uma senhora elegante de uma certa idade está terminando um almoço solitário no terraço de um restaurante caro. Inesperadamente, um homem muito mais jovem veio até sua mesa. Ela não pediu para ele sentar, por isso ele se agacha a seus pés, olhando para ela com os olhos de um cãozinho a adorando, enquanto dedilha a haste de sua taça de champanhe e coloca um braço ao redor da parte de trás de sua cadeira. Com suas maneiras intrusivas, seu cabelo espetado, bigode, costeletas e colarinho aberto, ele pode ser um estudante ou, mais provavelmente, um gigolô, mas certamente não é um cavalheiro. Manet se diverte com a linguagem corporal. Como o jovem rudemente invade seu espaço pessoal, as costas da senhora respeitável enrijecem em desaprovação. E, no entanto ela baixou os olhos e apertou os lábios, envergonhada, mas também lisonjeada com suas atenções. Atrás deles, um velho garçom espera discretamente com o pote de café. Ele não irá interromper o par até que a mulher mande o garoto para longe, ou concorde com o encontro amoroso que ele está buscando.


O local atualmente


Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 — Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Manet era filho de pais ricos. Ele estudou com Thomas Couture. Sua obra foi fundada sobre a oposição de luz e sombra, uma paleta restrita em que o preto era muito importante, e em pintar diretamente do modelo. O trabalho do espanhol Velázquez influenciou diretamente a sua adoção deste estilo. Manet nunca participou nas exposições dos Impressionistas, mas continuou a competir nos Salões de Paris. Seus temas não convencionais tirados da vida moderna, e sua preocupação com a liberdade do artista em lidar com tinta fez dele um importante precursor do Impressionismo. A obra de Manet se tornou famosa no Salon des Refusés, a exposição de pinturas rejeitadas pelo Salon oficial. Em 1863 e 1867, ele realizou exposições individuais. Na década de 1870, sob a influência de Monet e Renoir, ele produziu paisagens e cenas de rua inspiradas diretamente pelo impressionismo. Ele permaneceu relutante em expor com os Impressionistas, e procurou a aprovação do Salão de toda a sua vida.


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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sergio Mendes & Brasil '66 - "Night and Day"




Sergio Mendes & Brasil '66 - "Night and Day"


"Night and Day" é uma canção escrita por Cole Porter em 1932 para o musical "The Gay Divorceè", que mais tarde foi adaptado em um filme homônimo estrelado por Fred Astaire e Ginger Rogers. A canção tornou-se ao longo dos anos um dos mais famosos standards de jazz, interpretado por Fred Astaire, Bill Evans, Art Tatum, Billie Holiday, Frank Sinatra, Dionne Warwick, Ella Fitzgerald, Shirley Bassey, Ringo Starr, Sondre Lerche, Doris Day, Charlie Parker, Deanna Durbin, Jamie Cullum, Etta James, entre outros.

Cole Albert Porter (9 de junho de 1891 — 15 de outubro de 1964) foi um músico e compositor americano. Seu trabalho inclui as comédias musicais Kiss Me, Kate (1948) baseada na peça de Shakespeare The Taming of the Shrew), Fifty Million Frenchmen e Anything Goes, bem como as músicas "Night and Day", "I Get a Kick Out of You" e "I've Got You Under My Skin". Ele é notório pelas letras sofisticadas (às vezes vulgares), ritmos inteligentes e formas complexas. É um dos maiores contribuidores do Great American Songbook.

Sérgio Santos Mendes (Niterói, Rio de Janeiro, 1941) é um músico e compositor brasileiro de bossa nova. Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco "Dance Moderno" em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos, gravou vários álbuns, chegando a tocar no Carnegie Hall. Mudou para os EUA em 1964. Foi nos Estados Unidos que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso. As vocalistas do grupo eram Lani Hall e Bibi Vogel. Tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas.



sábado, 12 de dezembro de 2015

Um Café em Arles, retratado por Gauguin e Van Gogh, sua história e seus personagens



Um Café em Arles, retratado por Gauguin e Van Gogh, sua história e seus personagens



Em outubro de 1888, Gauguin foi para Arles a convite de Vincent van Gogh, para tentar construir uma comunidade de artistas que Van Gogh por muito tempo sonhou criar. Gauguin chegou em 20 de outubro e em 25 de dezembro, todas as esperanças haviam desaparecido, todos os planos foram anulados. Houve uma briga entre os dois seguida pela partida de Gauguin e a tragédia do ato em que Van Gogh cortou a própria orelha, o que o levou a se internar voluntariamente num asilo. Ele nunca mais viu Gauguin e sempre sentiu amargura sobre isso. Em Arles, Gauguin e Van Gogh trabalharam sobre os mesmos temas. Café em Arles (Madame Ginoux) é uma re-interpretação de duas pinturas de Van Gogh com a união da telas Café à Noite e o Retrato de Madame Ginoux (também conhecida como L'Arlésienne).


Vincent Van Gogh – Café à Noite, 1888 – óleo sobre tela – 72,4 x 92,1 cm - Yale University Art Gallery, New Haven
O título dessa pintura está inscrito no canto inferior direito, abaixo da assinatura. Van Gogh usou a pintura para liquidar suas dívidas com M. Ginoux, representado (em pé) na mesma.


No início de Novembro de 1888 Vincent van Gogh escreveu a seu irmão que Gauguin estava tentando também fazer uma pintura do Café à Noite que ele já tinha pintado. Madame Ginoux era a proprietária do Café de la Gare, em Arles, onde Van Gogh tinha se hospedado em sua chegada no Midi e o estabelecimento era frequentado por prostitutas, três das quais Gauguin retratou no fundo de sua versão. Depois Van Gogh mudou para a Casa Amarela em Arles, onde ele hospedou Gauguin. 


Paul Gauguin - Night Café at Arles (Madame Ginoux), 1888 – óleo sobre tela - 73 x 92 cm - Pushkin Museum, Moscow

Gauguin retrabalhou a tela, adicionando a figura à extrema esquerda e o homem que conversa com as prostitutas. Estas duas figuras, e a Madame Ginoux, já haviam sido retratados por Van Gogh em outras obras. A pintura é assinada em dois lugares: na mesa de mármore e na borda da mesa de bilhar.


Vincent Van Gogh - Retrato de Madame Ginoux (L'Arlésienne) com Luvas e Sombrinha  – 1888 – óleo sobre tela – 92,5 x 73,5 cm - Musée d'Orsay, Paris


Retrato de Madame Ginoux (também conhecida como L'Arlésienne). é o título dado a um grupo de seis pinturas similares de Vincent van Gogh, pintadas em Novembro de 1888 (ou posterior) em Arles, e em Fevereiro de 1890, em Saint-Rémy.  Marie Julien Ginoux tinha cerca de 40 anos, então. As relações de Van Gogh com M. e Mme. Ginoux eram comerciais, mas a chegada de Gauguin em Arles alterou a situação. Seu charme encantou a senhora, e nos primeiros dias de Novembro de 1888, a Madame Ginoux concordou em posar para Paul Gauguin, e seu amigo Van Gogh. Gauguin fez um desenho a carvão e Van Gogh fez essa pintura completa em apenas uma hora de trabalho.


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne: Madame Ginoux com Livros – óleo sobre tela – 91,5 x 73,7 cm - Metropolitan Museum of Art, New York
Nessa segunda versão, Van Gogh trocou as luvas e sombrinha por livros.


Paul Gauguin - Portrait of Madame Ginoux, 1888 – desenho a carvão vegetal


Enquanto no asilo em Saint-Remy, Van Gogh pintou mais cinco retratos de Madame Ginoux, com base no desenho a carvão de Gauguin. Destes, um era para Gauguin, um para seu irmão Theo, um para ele e outro para Madame Ginoux. A versão destinada à Madame Ginoux foi perdida e não foi recuperada. Esta é a versão que Vincent estava entregando à Madame Ginoux em Arles, quando sofreu sua recaída em 22 de fevereiro de 1890. Em uma carta inacabada para Gauguin, que nunca foi enviada, Vincent comentou que trabalhar nesse retrato lhe custou mais um mês de doença . A versão de Gauguin era a única com um fundo rosa, atualmente no Museu de Arte de São Paulo, Brasil. A versão destinada a Theo, é a que tem o fundo estampado com flores e foi vendida em um leilão em 2006 por mais de US$ 40 milhões. 

Gauguin ficou entusiasmado com o retrato, e escreveu: "Eu vi a tela de Madame Ginoux. Muito fina e muito curiosa, eu gosto mais dela do que do meu desenho. Apesar de seu estado enfermo você nunca trabalhou com tanto equilíbrio, enquanto conserva as sensações e o calor interior necessários para uma obra de arte, precisamente numa época em que a arte é um negócio regulado com antecedência por cálculos frios.

Em uma carta à sua irmã Wil, de 05 de Junho de 1890, Vincent expôs a sua filosofia para fazer retratos: "Eu quero fazer retratos que aparecerão como revelações para as pessoas daqui a uma centena de anos. Em outras palavras, eu não estou tentando alcançar este objetivo por semelhança fotográfica, mas sim mostrando expressões apaixonadas, usando nosso conhecimento moderno e apreciação da cor como um meio de mostrar e exaltar personalidades.


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne, 1890 – óleo sobre tela – 63 x 47 cm - Kröller-Müller Museum, Otterlo


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne, 1890 – 60 x 50 cm - Galleria Nazionale d'Arte Moderna, Rome


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne, 1890 – coleção particular


Vincent Van Gogh - L'Arlésienne, 1890 – óleo sobre tela – 65 x 54 cm - Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp)


As pinturas extremamente originais de Gauguin (Eugène-Henri-Paul Gauguin, Paris 1848 – 1903 Atuona, Hiva Oa, French Polynesia) influenciaram profundamente a arte moderna do século XX. Descrito como um "pós-impressionista ', ele se inspirou em Pissarro para a pintura, mas desenvolveu um estilo simbólico, usando a cor para expressar significado. As tradições da arte ocidental e culturas fora da Europa influenciaram seu trabalho. O gosto de Gauguin por viagens e novas experiências começou quando, ainda criança, se mudou de Paris para o Peru. Em 1883 ele abandonou a corretagem de valores para se dedicar à pintura em tempo integral. Pintou na Bretanha, e em Provence com Van Gogh. Gauguin viajou para o Panamá e Martinica e se estabeleceu no Tahiti por vários anos. Ele faleceu nas remotas Ilhas Marquesas.


Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista holandês. Seu trabalho teve uma grande influência na arte do século 20. Sua produção inclui retratos, auto-retratos, paisagens e naturezas-mortas de ciprestes, campos de trigo e girassóis. Ele completou muitas de suas obras mais conhecidas durante os dois últimos anos de sua vida. Em pouco mais de uma década, produziu mais de 2.100 obras de arte, incluindo 860 pinturas a óleo e mais de 1.300 aquarelas, desenhos, esboços e gravuras.

Esse blog possui mais artigos sobre Vincent Van Gogh. Clique sobre os links abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2019/02/vincent-van-gogh-irises-1889-oleo-sobre.html

http://www.arteeblog.com/2018/10/a-historia-da-pintura-de-vincent-van.html

http://www.arteeblog.com/2018/02/a-historia-da-pintura-white-house-at.html

http://www.arteeblog.com/2018/01/analise-da-pintura-country-road-in.html

http://www.arteeblog.com/2017/06/analise-da-pintura-de-vincent-van-gogh.html

http://www.arteeblog.com/2017/03/serie-van-gogh-le-moulin-de-la-galette.html

http://www.arteeblog.com/2017/02/as-cadeiras-de-van-gogh.html

http://www.arteeblog.com/2016/08/a-historia-da-pintura-de-vincent-van.html

http://www.arteeblog.com/2015/09/serie-van-gogh-pinturas-e-desenhos-de.html

http://www.arteeblog.com/2015/02/os-amores-de-van-gogh.html

http://www.arteeblog.com/2015/01/serie-van-gogh-borboletas.html

http://www.arteeblog.com/2014/09/historia-da-obra-de-arte-vincent-van.html


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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Elisabeth Vigée Le Brun – uma artista à frente de sua época – com vídeos de exposição

Elisabeth Vigée Le Brun - Yolande-Martine-Gabrielle de Polastron, duchesse de Polignac, 1782 - 92.2 × 73.3 cm - Château de Versailles



Elisabeth Vigée Le Brun – uma artista à frente de sua época – com vídeos de exposição



Elisabeth Vigée Le Brun - Hubert Robert, 1788 – 1.05 x 0.84 m – Musée Louvre, Paris


Élisabeth Vigée Le Brun, nascida Louise-Élisabeth Vigée (16 de Abril de 1755 – 30 de Março de 1842) veio de uma família relativamente modesta e fez seu caminho através da sociedade com forte determinação. Elisabeth Vigée Le Brun foi a retratista oficial da rainha Marie-Antoinette, e depois de fugir da corte francesa durante a Revolução, tornou-se conhecida pelas pinturas que fez em toda a Europa, para retratar a aristocracia e famílias reais. Ela era muito famosa em seu tempo e seu nome continua a ser bastante conhecido pelo público ao contrário de muitas outras pintoras. Ela teve uma carreira brilhante. Suas memórias publicadas em 1835 alcançaram grande sucesso.



Elisabeth Vigée Le Brun – Self Portrait, c. 1781 - 64.8 × 54 cm - Kimbell Art Museum


Vigée Le Brun usou autorretratos para fazer valer seu status, divulgar sua imagem e mostrar às pessoas a mãe que ela tinha se tornado, apesar das limitações de uma carreira. Nascida em Paris, ela veio de uma família relativamente modesta. Sua mãe era cabeleireira e seu pai um talentoso artista retratista e pintor de leques, que faleceu quando ela tinha 12 anos. Em 1776, ela casou com o negociante de arte mais importante de sua geração, Jean Baptiste Pierre Le Brun (1748-1813), mas isso a impediu de ser aceita na Academia Real de Pintura e Escultura, porque seus regulamentos proíbiam qualquer contato com profissões mercantis . No entanto, esta união teve um efeito benéfico sobre a sua carreira. Quando o preço de pinturas flamengas subiram, ela aprendeu a dominar a magia das cores e a habilidade fina de Rubens e Van Dyck. Sua clientela tinha sido principalmente a burguesia, mas, em 1777, ela começou a trabalhar para a aristocracia, descendentes de sangue real e finalmente a rainha Marie-Antoinette. No entanto, só em 1783 e com a intervenção do marido da rainha, o rei Louis XVI, a artista foi finalmente admitida na Academia Real de Pintura.



Elisabeth Vigée Le Brun – Marie-Antoinette de Lorraine-Habsbourg, reine de France et ses enfants, 1787 – 195 x 271 cm - Château de Versailles



 Elisabeth Vigée Le Brun - Rainha Marie Antoinette (Retrato em Musselina), 1783- 92.7 × 73.1 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Não haviam muitas mulheres pintoras na época. Só um número muito limitado de mulheres podiam entrar na Academia Real, fundada em 1648. Como uma mulher (charmosa e atraente), ela também teve que suportar uma série de boatos e ciúmes. Além disso, as mulheres eram excluídas de praticar as pinturas de maior prestígio, a pintura de genero e a histórica. Vigée Le Brun tinha que se concentrar em retratos, mas ela tentou romper com as limitações impostas aos retratos, através do desenvolvimento de novos critérios estéticos, improvisando uma grande variedade de posturas e trajes. Ela realçava a beleza feminina de forma espontânea e intimista. As mulheres pareciam mais livres e sensuais sob seu pincel, retratadas em frágeis camisas de chiffon, com cachos enrolados e lábios entreabertos, como nos retratos da duquesa de Polignac, a condessa Du Barry, ou Isabella Marini.


Elisabeth Vigée Le Brun – Auto-Retrato com sua filha (ternura materna), 1786 - Musée Louvre, Paris 


Após a prisão da família real durante a Revolução Francesa, Vigée Le Brun fugiu da França com sua filha Julie. Ela viveu e trabalhou por alguns anos na Itália, Áustria e Rússia, onde sua experiência em lidar com uma clientela aristocrática ainda era útil. Em Roma, suas pinturas tiveram uma grande aclamação da crítica e ela foi eleita para a Accademia Romana di San Luca. Na Rússia, ela foi recebida pela nobreza e pintou numerosos aristocratas, incluindo o último rei da Polónia Stanisław August Poniatowski e membros da família de Catarina, a Grande.Enquanto em São Petersburgo, Vigée Le Brun foi nomeada membro da Academia de Belas Artes de São Petersburgo. Estando muito em demanda pela elite da Europa, ela visitou a Inglaterra no início do século 19 e pintou o retrato de vários notáveis britânicos, incluindo Lord Byron. Em 1807, ela viajou para a Suíça e foi nomeada membro honorário da Société pour l'Avancement des Beaux-Arts de Genebra.


Elisabeth Vigée Le Brun - Varvara Ivanovna Ladomirskaïa, 1800 - 63.5 × 54.5 cm - Columbus Museum of Art


Elisabeth Vigée Le Brun - The Artist executing a portrait of Queen Marie Antoinette, 1791 – 100 x 81 cm - Galleria degli Uffizi, Florença


Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun - Self-portrait in a Straw Hat, 1782 – óleo sobre tela – 98 x 70 cm - National Gallery, London


Ela teve a ideia de usar autorretratos para afirmar seu status, o que também é muito moderno (como selfies). Mas, ao mesmo tempo, ela permaneceu uma monarquista fervorosa por toda a sua vida, e não gostava do mundo que encontrou quando voltou da emigração. Ela costumava dizer: “Só na pintura encontrei felicidade”.







Uma exposição retrospectiva da artista pode ser vista em Paris, contendo cerca de 160 obras, com curadoria de José Baillio e Xavier Salmon, a exposição tem alguns empréstimos excepcionais de coleções particulares e públicas, incluindo o Chateau de Versailles.

Élisabeth Louise Vigée Le Brun (1755 – 1842)
Grand Palais Galleries Nationales
3, avenue du Général Eisenhower - 75008 Paris
Informações: 00 33 (0)1 44 13 17 17
Até 11 de Janeiro de 2016

Até 15 de Maio de 2016:
The Metropolitan Museum of Art, New York





Assista os vídeos da exposição:







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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Art Garfunkel (da dupla Simon and Garfunkel) - Waters of March (de Tom Jobim)




Art Garfunkel (da dupla Simon and Garfunkel) - Waters of March (de Tom Jobim)


Art Garfunkel gravou essa canção em seu álbum solo "Breakaway" (1975).

"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.

Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu motocontínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.




sábado, 5 de dezembro de 2015

Ilustrações do mês de Dezembro

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Décembre – 1896


Ilustrações do mês de Dezembro


O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma  encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfolio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del Mes de Diciembre – 1901


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alphonse Mucha – Décembre


Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot

Édouard Manet – Bouquet of Violets, 1872 – óleo sobre tela - 27 x 22 cm 
Manet ofereceu para Berthe essa requintada natureza morta de violetas em 1872. assinada e dedicada a ela. A composição inclui um leque, um símbolo que Berthe segura em várias pinturas anteriores dela. O outro objeto, uma carta parcialmente dobrada, revela caligrafia que diz: à Mlle Berthe e tem a assinatura, E. Manet. Alguns pesquisadores sugerem que a combinação destes símbolos vitorianos (violetas, leque e carta) cria uma mensagem de amor camuflada.


O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot


Édouard Manet - Manet, Berthe Morisot with a Muff, 1869


Édouard Manet - Young Woman with a Pink Shoe – óleo sobre tela - Hiroshima Museum of Art, Japan

Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 — Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Manet era filho de pais ricos. Ele estudou com Thomas Couture. Sua obra foi fundada sobre a oposição de luz e sombra, uma paleta restrita em que o preto era muito importante, e em pintar diretamente do modelo. O trabalho do espanhol Velázquez influenciou diretamente a sua adoção deste estilo. Manet nunca participou nas exposições dos Impressionistas, mas continuou a competir nos Salões de Paris. Seus temas não convencionais tirados da vida moderna, e sua preocupação com a liberdade do artista em lidar com tinta fez dele um importante precursor do Impressionismo. 


Édouard Manet 


Portrait of Édouard Manet, by Henri Fantin-Latour, 1867, Art Institute of Chicago


Manet era uma pessoa popular e um pintor de pessoas. A obra de Manet se tornou famosa no Salon des Refusés, a exposição de pinturas rejeitadas pelo Salon oficial. Em 1863 e 1867, ele realizou exposições individuais. Na década de 1870, sob a influência de Monet e Renoir, ele produziu paisagens e cenas de rua inspiradas diretamente pelo impressionismo. Ele permaneceu relutante em expor com os Impressionistas, e procurou a aprovação do Salão por toda a sua vida.


Suzanne Leenhoff 

Manet certamente retratou Berthe com mais entusiasmo e estilo do que muitos outros retratos, incluindo os de sua esposa e de Eva Gonzales, uma estudante de 20 anos que veio estudar com Manet. Outra modelo frequente foi   Victorine Meurent que posou em Olympia, O Almoço na Relva, The Railway e mais tarde se tornou uma pintora profissional. Victorine tinha maior liberdade do que Berthe, inclusive posando nua, ao contrário de Berthe Morisot de quem se esperava um comportamento de acordo com sua posição social.


Victorine Meurent retratada por Édouard Manet – Olympia – 1863 – óleo sobre tela - 130.5 cm × 190 cm - Musée d'Orsay, Paris


Léon Koella Leenhoff retratado por Édouard Manet - Les Bulles de Savon, 1867 – óleo sobre tela - 100.5 × 81.4 cm – Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa


Após a morte de seu pai em 1862, Manet casou com Suzanne Leenhoff em 1863, talvez para proteger a reputação de seu pai, um juiz. Ela era uma professora de piano holandesa, da mesma idade de Manet, com quem ele tinha se envolvido romanticamente por aproximadamente dez anos. Leenhoff inicialmente tinha sido contratada pelo pai de Manet, Auguste, para ensinar piano a Édouard Manet e seu irmão mais novo. Ela também pode ter sido amante de Auguste. Em 1852, Leenhoff deu à luz, antes do casamento, um filho, Léon Koella Leenhoff. Léon sempre se referia a Manet como seu padrinho, mas foi, provavelmente, um meio-irmão, ou filho ilegítimo. O casamento de Manet não era fácil e ele tinha outras ligações. No entanto, ele sempre foi protetor de seu nome de família. Como seu pai, Manet recebeu a maior honraria da França, o prestigiado Légion d'honneur antes de morrer.
Suzanne foi retratada em muitos quadros de Manet. Léon também posaria para vários quadros entre sua infância e adolescência.


Berthe Morisot 

Édouard Manet - Berthe Morisot with a Bouquet of Violets, 1872 – óleo sobre tela – 55 x 38 cm – Musée d`Orsay, Paris
Berthe Morisot com Violetas, para muitos observadores parece expressar o amor crescente entre Manet e Morisot. Essa é a pintura em que Berthe parece estar mais confiante. O olhar de Berthe era geralmente bastante intenso, característica também encontrada em poucas fotografias que existem dela.


Édouard Manet - The Repose, 1870 – óleo sobre tela – 150,2 x 114 cm - Rhode Island School of Design  
Berthe Morisot está em repouso, mas a paisagem marinha atrás dela poderia simbolizar uma inquietação interior atrás de seu comportamento calmo.


Berthe Morisot (Bourges, Cher, 14 de janeiro de 1841 — Paris, 2 de março de 1895) foi uma pintora impressionista francesa. Ela era uma jovem pintora que ao conhecer Manet no Louvre tornou-se sua grande amiga e foi retratada por ele em vários de seus quadros. Ele era 9 anos mais velho que ela e já era casado. Berthe casou posteriormente com o irmão de Manet, Eugène. Ela era linda (com seus olhos escuros e suas feições marcantes), elegante e refinada. No entanto, ela rompeu com as convenções em busca de uma carreira na arte e na busca de um estilo de arte fora da tradição. Apesar de não ser comum as mulheres serem pintoras na época, os pais Morisot encorajaram as filhas, que estudaram com um artista famoso, Camille Corot. Berthe foi a mais séria, a única a continuar essa carreira durante o casamento e a maternidade.


Édouard Manet - Berthe Morisot with a Fan, 1872 – óleo sobre tela – 60 x 45 cm - Musée d`Orsay, Paris
Ela cobre o rosto, dando a entender que uma real intimidade com o artista era socialmente proibida.


Édouard Manet - Berthe Morisot with a Veil , 1874
Essa pintura também transmite o bloqueio social no relacionamento. Enquanto trabalhava com Berthe, Manet começou a obter mais rapidez impressionista em suas pinceladas. Há mais espontaneidade com o passar do tempo e Manet adiciona mais cores claras em suas telas.


Édouard Manet - Berthe Morisot in a Mourning Hat, 1874
Esse retrato foi pintado após o falecimento do pai de Berthe.


A mãe de Berthe era sua acompanhante sempre que ela ia ao estúdio de Manet, como convinha a sua classe social. As cartas de Berthe Morisot, foram publicadas por um neto que as editou, talvez deixando de fora as coisas que deveriam permanecer privativas. Em cartas a sua mãe e irmãs, ela confessava fortes sentimentos por Manet, repletos de ciúmes, frustrações e dor. Berthe era incapaz de ficar longe dele, e ele parece ter sido muito ligado nela também. Como amigos, eles compartilhavam uma afinidade intelectual e artística. É possível acompanhar a história e rastrear muito do amor e dos sentimento de Manet nos 12 retratos que ele fez de Berthe.
Ele a retratou mais vezes do que qualquer outra pessoa. Manet teve muitas musas femininas mas Berthe foi diferente. Esses retratos são misteriosos e nos fazem querer adivinhar a extensão de seu relacionamento. Tendo sido almas gêmeas incapazes de viver juntos em amor, Manet e Morisot respeitaram um ao outro até o fim. 


Édouard Manet - Portait of Berthe Morisot in Profile, 1872
Aqui Berthe está em movimento, com gestos espontâneos. Seus dedos expressivos e sua mão longa adicionam uma sensação de elegância e ela parece menos séria do que nas pinturas anteriores.


Édouard Manet - The Balcony, 1869 – óleo sobre tela - 170 x 124.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France

Quando Manet pintou esta tela, cenas da vida burguesa estavam em voga. Todos os personagens eram pessoas próximas do artista, especialmente Berthe Morisot que aqui, na pintura, sentada em primeiro plano, faz sua primeira aparição na obra de Manet, e se tornou um de seus modelos preferidos. A pintura não conta uma história. Os protagonistas estão congelados, como se isolados em um sonho interior, evidência que Manet estava se libertando das restrições acadêmicas, apesar da óbvia referência à Majas de Goya na Varanda.


The Majas at the Balcony - Francisco de Goya y Lucientes – c. 1835 – Metropolitan Museum of Art, New York

A pintura de Manet retrata quatro figuras. À esquerda está Berthe Morisot, que se tornou em 1874 a esposa do irmão de Manet, Eugène. No centro está o pintor Jean Baptiste Antoine Guillemet. À direita está Fanny Claus, uma violinista, amiga de Suzanne Leenhoff, esposa de Manet . A quarta figura, parcialmente obscurecida no fundo do interior, é, possivelmente, Leon Leenhoff, filho de Suzanne Leenhoff, e possivelmente do pai do artista. A pintura foi vendida por Gustave Caillebotte em 1884 e atualmente está no Musée d'Orsay, em Paris. O rosto de Berthe é o único que revela alguma emoção. Os outros personagens parecem vagos, apenas gesticulando com as mãos. Os vestidos brancos das mulheres à luz do dia, contrastam vividamente com a escuridão atrás, um cão e um vaso de porcelana sob os pés de Berthe adicionam riqueza textural à pintura. Ele está focada, com seu ar de beleza atraente, seu mistério e uma luta interior complexa, refletida em seu rosto. Quando Manet apresentou essa pintura no Salon de Paris em 1869, ela foi duramente criticada e mal interpretada, pois a vivacidade das cores, assim como o contraste brutal entre os vestidos brancos e a escuridão ao fundo, foram vistos como provocação. A hierarquia geralmente atribuída a figuras humanas e objetos foi ignorada, já que as flores receberam mais detalhes do que alguns dos rostos, numa pintura que tomou liberdade da tradição, convenção e realismo, chocando seu público inicial.




Berthe Morisot - Eugène Manet and His Daughter in the Garden, 1883 


Berthe e Eugène Manet (o irmão de Édouard) se casaram e tiveram uma única filha, Julie Manet. Berthe Morisot fez muitos retratos de sua filha e de seu marido que sugerem carinho e felicidade doméstica. Em todos os aspectos, Eugène Manet era gentil e grande apoiador da carreira de sua esposa, além de dar muito apoio administrativo para os Impressionistas em geral. Ele deve ter percebido o carinho extremo e provável preferência de Berthe por Édouard, mas depois que casaram, Édouard parou de retrata-la.


Berthe Morisot - Julie Manet and her Greyhound Laerte, 1893 – óleo sobre tela – 80 x 73 cm - Musée Marmottan, Paris, France


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sábado, 28 de novembro de 2015

Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)



Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)

Um dueto virtual entre o falecido rei do rock'n'roll e o crooner de smooth-jazz, foi gravado para o álbum “If I Can Dream: Elvis Presley with the Royal Philharmonic Orchestra”, numa colaboração póstuma. If I Can Dream centra-se na voz inconfundível do artista icônico. Gravado no Abbey Road Studios em Londres, o álbum apresenta performances originais de Elvis  acompanhadas com exuberantes novos arranjos da The Royal Philharmonic Orchestra. 

Michael Steven Bublé (Burnaby, 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ganhou vários prêmios, incluindo quatro Grammy e dez Juno Awards. No total, Bublé já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo.

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