quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Monet e Impressionismo Americano

Richard Emile Miller – La Toilette – c. 1914 – óleo sobre tela – 101,6 x 82,6 cm - Columbus Museum


Monet e Impressionismo Americano


Richard E. Miller (22 de marco de 1875 - 23 de janeiro de 1943) foi um pintor impressionista americano e membro da Colônia Giverny de Impressionistas Americanos (que cresceu em torno de propriedade de Claude Monet por volta de 1.906 até a Primeira Guerra Mundial). Miller era principalmente um pintor figurativo, conhecido por suas pinturas de mulheres posando languidamente em interiores ou ambientes ao ar livre. Miller cresceu em St. Louis, estudou em Paris, e depois se estabeleceu em Giverny. Após seu retorno à América, ele se estabeleceu brevemente em Pasadena, Califórnia, e em seguida, na colônia de arte de Provincetown, Massachusetts, onde permaneceu durante o resto de sua vida. Miller era um membro da National Academy of Design, de Nova York e um premiado pintor em sua época, homenageado na França e na Itália, e um ganhador da Legião de Honra da França.


Claude Monet - Champ d'Avoine (Oat Field) – 1890 – óleo sobre tela - 91.4 × 121.9 – Harn Museum of Art


Willard Leroy Metcalf -  Giverny -  1887 – óleo sobre tela – 66 x 81,6 cm -  The Art Museum at the University of Kentucky


A exposição Monet e Impressionismo Americano destaca vinte e cinco artistas que lançaram uma nova forma de pintura em resposta à influência do Impressionismo francês. A exposição apresenta cerca de cinquenta pinturas e vinte gravuras datadas entre 1880 e 1920 por muitas das principais figuras no Impressionismo americano, como Mary Cassatt, William Merritt Chase, Childe Hassam, Willard Metcalf, Theodore Robinson, John Henry Twachtman, e J. Alden Weir. Estes artistas adaptaram as inovações do Impressionismo francês e abriram o caminho para um estilo americano de pintura no Século 19. A exposição inclui paisagens, retratos, retratos íntimos de mulheres e crianças, e imagens da vida moderna, tais como vistas urbanas e atividades de lazer populares. As obras foram emprestadas por vários museus.


Lilla Cabot Perry - Landscape in Normandy - 1890 – óleo sobre tela - Newark Museum


Gari Melchers - Unpretentious Garden - 1903–1909 - Telfair Museums, Savannah, Georgia


A exposição considera como os proponentes do impressionismo na América responderam às pinturas de Claude Monet, bem como os aspectos da vida social e cultural nos Estados Unidos durante o período. Por exemplo, a exposição explora questões relevantes da época, tais como o fascínio da América com a arte e a cultura francesas, o impacto do turismo no gosto artístico e na cultura de consumo, a mudança do papel das mulheres na sociedade americana, e as atitudes em relação à industrialização, exercício e saúde pública. Quatro pinturas de Monet estão em exposição ao lado das obras dos artistas norte-americanos. Estes agrupamentos geram um diálogo sobre as técnicas, composição e temas.


Mary Cassatt – “Woman Bathing” - 1890-1891 – ponta-seca e aquatinta sobre papel -  43.2 x 29.8 cm – National Gallery of Art, Washington, DC


William James Glackens - Miss Olga D. – 1910 – óleo sobre tela – 81,3 x 66 cm – Hunter Museum of American Art


Além dos principais pintores da época, a exposição inclui obras de figuras menos renomadas como John Leslie Breck, Gari Melchers, Richard Miller, Lilla Cabot Perry, e Guy Wiggins, entre outros. Os artistas que representam uma nova geração de pintores que fundiram Impressionismo com preocupações realistas incluem Maurice Prendergast, William Glackens, Ernest Lawson, e Jonas Lie.


Childe Hassam - Avenue of the Allies – 1917 – óleo sobre tela – Telfair Museums


Claude Monet - Waterloo Bridge – 1903 – óleo sobre tela - 66 x 81.3 cm - Lowe Art Museum, University of Miami


A exposição está organizada em cinco grupos temáticos: "O fascínio de Giverny" (The Allure of Giverny), "Um refúgio campestre" (A Country Retreat), "A vibração do urbanismo" (The Vibrance of Urbanism), "O conforto do lar" (The Comfort of Home) e "Um legado gráfico" (A Graphic Legacy).


Childe Hassam - Northeast Gorge at Appledore – 1912 – Harn Museum of Art


Claude Monet - Bridge at Argenteuil on a Gray Day - c. 1876 – óleo sobre tela - 61 x 80.3 cm - National Gallery of Art


Monet e Impressionismo Americano é organizada pelo Harn Museum of Art em parceria com o Telfair Museums e o Hunter Museum of American Art e tem curadoria de Dulce Román, Curadora de Arte Moderna, do Harn Museum of Art.


Helen M. Turner - Lillies, Lanterns, and Sunshine – 1923 - Chrysler Museum of Art, Norfolk, VA


Frederick Carl Frieseke - The Garden Umbrella – c. 1910 – óleo sobre tela – 81,3 x 81,3 cm - Telfair Museums


Até 24 de Janeiro de 2016
Telfair Museums – Jepson Center - 207 W. York St. - Savannah, GA 31401
Informações: 912.790.8800


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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bebel Gilberto - Baby



Bebel Gilberto - Baby


A canção “Baby” foi composta por Caetano Veloso e originalmente cantada por Gal Costa. É uma meditação sonhadora sobre a cultura pop e a cultura de consumo no fim dos anos 60.

Isabel "Bebel" Gilberto de Oliveira (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora brasileira nascida nos Estados Unidos. Muitas vezes associada à bossa nova, Bebel Gilberto é filha de João Gilberto e da cantora Miúcha, e sobrinha de Chico Buarque. Bebel teve sua estreia na música precocemente. Aos 9 anos já havia se apresentado no Carnegie Hall com sua mãe e Stan Getz, e já tinha participado nos musicais Pirlimpimpim e Saltimbancos com sua mãe e seu tio, Chico Buarque.

Sua estreia como solo profissional veio em 1986 com um EP auto-intitulado, que incluiu "Preciso Dizer Que Te Amo", com parceria com Cazuza e Dé, quando ambos estavam na Banda Barão Vermelho. Em 1991, a filha de Gilberto e Miúcha trocou Ipanema, onde cresceu, por Manhattan, onde ela nasceu. Bebel continua vivendo em Nova Iorque, mas compartilha seu tempo entre os EUA e o Brasil.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Esquilos em Retratos de Arte

John Singleton Copley - A Boy with a Flying Squirrel (Henry Pelham) – 1765 – óleo sobre tela - 77.15 x 63.82 cm – Museum of Fine Arts, Boston


Esquilos em Retratos de Arte


John Singleton Copley cresceu em Boston quando ainda não havia formação artística formal na América. Em grande parte autodidata, em meados dos anos 1760 ele era o retratista mais procurado em New England. Ele aspirava, no entanto, mais do que o sucesso provincial e queria saber como seu trabalho seria aferido por padrões ingleses sofisticados. Para descobrir, em 1765, ele pintou um retrato de seu meio-irmão, Henry Pelham, não como uma encomenda, mas sim para expor em Londres. Essa pintura foi calculada para demonstrar tudo o que Copley poderia fazer. Ela recebeu muitos elogios, talvez o mais importante de Sir Joshua Reynolds, um dos principais artistas ingleses, que chamou a pintura, "um desempenho maravilhoso".


Attributed to Cosmo Alexander - Girl with a Squirrel – 1770


Francesco Montemezzano – Retrato de Mulher com Esquilo – 1565-75


 Esquilos foram mantidos como animais de estimação na Idade Média e no Renascimento, adornados com acessórios elaborados. O esquilo foi um animal de estimação popular medieval, quase sempre descrito e retratado como equipado com uma coleira e uma corrente, geralmente finamente trabalhada em prata. A prática de manter esquilos como animais de estimação ainda prevaleceu no século 16, continuando até o século 18.


Joseph Highmore - The Family of Sir Eldred Lancelot Lee - 1736


Frederic Kerseboom - Lady with a Red Squirrel on a chain and a Spaniel – c. 1600


Frans Luycx - Charles Joseph (1649-1664) Archduke of Austria with Squirrel – 1650


Hans Holbein the Younger - A Lady with a Squirrel and a Starling (Anne Lovell?) – c. 1526-8 – óleo sobre madeira - 56 x 38.8 cm - The National Gallery, London

Esse retrato provavelmente foi pintado durante a primeira visita de Holbein à Inglaterra em 1526-8. É provavel que a modelo seja Anne Lovell. O pássaro ao fundo e o esquilo de estimação em uma corrente, podem ter tido a intenção de aludir a seu nome: a família Lovell tinha esquilos em seu brasão de armas. É possível que o retrato fez parte de um par, retratando marido e mulher. Esquilos eram animais de estimação populares na Inglaterra, desde o início do século 14. É improvável que a modelo tenha posado com o esquilo ou o pássaro. Holbein, provavelmente, fez estudos separados deles em desenhos.


Joseph Badger – Rebeca Orne (later Mrs. Joseph Cabot) with Squirrel – 1757


John Singleton Copley – Frances Deering Wentworth (Mrs. Theodore Atkinson, Jr.) with Squirrel – 1765


Johann Zoffany (1733 – 1810) – Three Daughters of John, 3rd Earl of Bute – c. 1763-4 – óleo sobre tela – 101,2 x 126,5 cm – Tate Collection, London


Três meninas brincam com esquilos de estimação no Parque Luton Hoo, Bedfordshire, ao norte de Londres, adquirido pelo Conde de Bute em 1763. O solar da família foi construído na mesma localidade em 1774. A menina mais nova, à esquerda, segura uma avelã para atrair um dos esquilos, que escapou de sua corda. Zoffany nasceu na Alemanha e se estabeleceu em Londresem 1760. Foi membro fundador da Royal Academy.

Bonus:

Albrecht Dürer – Dois Esquilos – 1492


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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Frank Sinatra & Tom Jobim - I Concentrate On You



Frank Sinatra & Tom Jobim - I Concentrate On You


Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum de estúdio do cantor norte-americano Frank Sinatra em parceria com o cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim, lançado em 1967. O álbum reúne canções conhecidas da Bossa nova, além de três canções do "Great American Songbook" também com o arranjo da Bossa nova. Conta ainda com a participação e condução de Claus Ogerman e sua orquestra.

Seguindo o sucesso comercial deste álbum, uma sequência intitulada Sinatra-Jobim chegou a ser lançada em 1970, porém foi retirada de mercado pouco tempo depois e teve suas canções reincorporadas em Sinatra & Company, de 1971. Em 1979, uma subsequência do projeto foi lançada, intitulada Sinatra-Jobim Sessions. Em 1968, Sinatra e Jobim foram indicados ao Grammy de Álbum do Ano, porém perderam para o também muito bem-sucedido Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.

Texto: Wiki


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Análise de duas telas curiosas de Francisco Goya y Lucientes


Análise de duas telas curiosas de Francisco Goya y Lucientes


Francisco Goya y Lucientes - The Family of Infante Don Luis de Bourbon (La Familia del Infante Don Luis) – 1798 – óelo sobre tela - 248 cm x 330 cm - Fondazione Magnani Rocca, Corte de Maminao, Parma Italy


A tela contém uma cena familiar de Don Luis, tio do rei de Espanha Carlos IV em seu banimento de Arenas de San Pedro, a que estava condenado pela sua renúncia à carreira eclesiástica e posterior casamento morganático com Maria Theresa de Vallabriga. 

Em meados de Agosto de 1783 Goya mudou para Arenas de San Pedro, a convite do Infante Don Luis, irmão mais novo de Carlos III, no exílio na cidade de Avila. O pintor manteve-se com a família até 19 de setembro para fazer inúmeros retratos individuais de membros da família. No ano seguinte, ele voltou para fazer esse retrato coletivo. Don Luis estava feliz na companhia do pintor e realmente feliz com as pinturas. O retrato de família é uma das primeiras obras-primas de Goya.

No centro da imagem estão Dona Maria Teresa de Vallabriga, esposa do Infante, sendo penteada por seu cabeleireiro. Ao lado, Don Luis de perfil, auto-absorvido com as cartas que são colocadas sobre a mesa. Atrás dele e também de perfil, seu filho, Dom Luis Maria de Borbón y Vallabriga, mais tarde cardeal e arcebispo de Toledo. Ao seu lado, a pequena Maria Teresa de Borbón y Vallabriga. Algumas senhoras da pequena côrte e o pintor em frente de seu cavalete completam este lado esquerdo da tela. O lado direito é ocupado por diferentes amigos e membros da corte de D. Luis ao lado de uma ama de leite segurando uma criança nos braços.

Goya criou uma atmosfera maravilhosa através da luz, ambiente descontraído como deveriam ser as noites de Don Luis. A composição é organizada através de duas diagonais que se cruzam no centro, lugar ocupado pela Dona Maria Teresa. As qualidades de tecidos e acabamentos foram representados soberbamente, abrindo as portas para Goya como o retratista mestre da Côrte.


Francisco Goya y Lucientes - Charles IV de Espanha e Sua Família (Charles IV of Spain and his family) – 1800 – óleo sobre tela - 280 cm x 336 cm – Museo Nacional del Prado, Madri


Esta é uma das pinturas mais famosas do artista. Em 1799, aos 54 anos, Goya foi nomeado Primeiro Pintor da Côrte. Foi nessa época que ele pintou “Charles IV de Espanha e Sua Família”, na primavera e verão de 1800, em Aranjuez e Madri. Goya completou esta pintura, inspirada no estilo casual da tela “Las Meninas” (1656) de Velázquez, para a família real da Espanha, cuja composição enigmática e complexa levanta questões sobre realidade e ilusão, criando uma relação incerta entre o observador e as figuras representadas e por mostrar o artista incluído na cena, pintando a tela, de frente para o espectador. Por essas complexidades, "Las Meninas" é uma das obras mais analisadas da pintura ocidental. Esse Blog fará uma postagem sobre a obra em breve.

Embora os personagens da pintura estejam em poses naturais e plausíveis, estão ostensivamente vestidos com suas melhores roupas e jóias. Os críticos modernos têm muitas interpretações sobre o estilo da pintura e colocação das figuras. A obra de Goya, e a aparência dos personagens pode ser seu comentário sobre o reinado do Rei Carlos IV. Além disso, a colocação da Rainha María Luisa de Parma (1751-1818) no centro da pintura pode ser uma indicação do seu poder real.

A família real, aparentemente, está visitando o estúdio do artista, e Goya pode ser visto à esquerda olhando para o espectador. Como em "Las Meninas", o artista é mostrado trabalhando em uma tela, da qual apenas a parte traseira é visível. No entanto, a atmosfera calorosa do interior do palácio da obra de Velázquez é substituída na de Goya por um sentido de desconforto disfarçado.

Ladeando os Reis estão os seus filhos: o infante Francisco de Paula (1794-1865) e a infanta María Isabel (1789-1848). À esquerda estão o Príncipe das Astúrias e futuro Fernando VII (1784-1833) vestindo azul, o infante Carlos María de Isidro (1788-1855), que foi o segundo na sucessão ao trono, a infanta María Josefa (1744-1801), que era irmã do rei e um jovem não identificado. À direita estão o infante Antonio Pascual (1755-1817) irmão do Rei, um prestação perfil de Carlota Joaquina (1775-1830), Rainha de Portugal e filha mais velha dos Reis e o príncipe e a princesa de Parma, a infanta María Luisa (1782-1824) segurando seu filho Carlos Luis (1799-1883) e seu marido, Luis de Bourbon, o futuro rei da Etruria.

Goya não apresenta seus modelos como ele os via. Ele os apresenta como eles viam a si mesmos. Ele registra a evidência incontestável fornecida pelos próprios modelos. Não temos nesta pintura uma imagem esteticamente condicionada para que o artista assuma total responsabilidade. O artista abdicou de sua prerrogativa tradicional, a de interpretar a realidade, reformulando-a de acordo com os ditames de seu estilo pessoal. Goya abandona a posição de um agente que transmite uma realidade idealmente transformada por meio de um ato inspirado da criação. Em vez disso, ele testemunha a existência de certos fenômenos, sem se dignar a envolver-se na interpretação significativa das verdades a que ele testemunha.

Goya é parte da pintura, em pé na parte de trás, onde ele não pode ver o tema, olhando diretamente para nós, é como se fossemos um espelho. Toda a família ali com Goya, olhando-se no espelho, enquanto Goya pinta o grupo a partir do reflexo. A composição de Goya, a maneira como ele organiza a pintura, praticamente diz: "Eu vos dou um reflexo da família de Carlos IV, e não uma interpretação idealizada". Ele está nos mostrando o que realmente está lá.


Diego Velazquez – Las Meninas – 1656 – óleo sobre tela - 318 x 276 cm - Museo del Prado, Madrid




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domingo, 18 de outubro de 2015

Ilustrações do mês de Outubro

Alphons Mucha - "Octobre"


Ilustrações do mês de Outubro


Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


"Alegoria del mes de Octubre" - Caspar Camps i Junyent – 1901


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


"La Belle Jardiniere – Octobre" - Eugène Grasset – 1896


O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma  encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfolio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


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sábado, 17 de outubro de 2015

A história do “Telefone Lagosta” de Salvador Dali

Salvador Dali – Telefone Lagosta – 1936 – telefone comum e lagosta em gesso - 15 × 30 × 17 cm


A história do “Telefone Lagosta” de Salvador Dali


O Telefone Lagosta (também conhecido como Telefone Afrodisíaco) é um objeto surrealista, criado por Salvador Dalí em 1936 para o poeta, marchand e mecenas de artes Inglês Edward James (1907-1984), um grande colecionador de arte surrealista. A ideia para o objeto estranho veio uma noite, quando Dali, Edward James e amigos jantavam. Eles estavam jogando suas conchas de lagosta quando uma caiu sobre um telefone. Pode-se imaginar Dali saltando por cima da mesa de jantar e exclamando: "Eureka”.

Em seu livro A Vida Secreta, Dalí escreveu provocativamente sobre sua procura por saber por que, quando ele pediu uma lagosta grelhada em um restaurante, ele nunca foi servido com um telefone fervido: “Eu não entendo por que razão, quando eu peço uma lagosta grelhada em um restaurante, eu nunca sou servido com um telefone cozido. Eu não entendo por que o champanhe é sempre gelado e por que os telefones, que são habitualmente tão terrivelmente quentes e desagradavelmente pegajosos ao toque, não são também colocados em baldes de prata com gelo picado em torno deles.”

Este é um exemplo clássico de um objeto surrealista, feito a partir de um conjunto de itens que normalmente não são associados uns com os outros, resultando em algo ao mesmo tempo brincalhão e ameaçador. Dalí acreditava que tais objetos poderiam revelar os desejos secretos do inconsciente. Lagostas e telefones tinham fortes conotações sexuais para Dalí. O telefone aparece em certos quadros do final dos anos 1930, e a lagosta aparece em desenhos e projetos, geralmente associadas ao prazer e dor erótica.

Este objeto surreal também pode ser visto como saudação de Dali a Vincent Van Gogh, o pintor do século 19, que simbolizava o artista "louco" por cortar parte de sua orelha. Dali gostava de pensar sobre si mesmo como o artista louco do século 20, proclamando: "A única diferença entre um louco e eu é que não sou louco!" Aqui, Dali criou um objeto que, como todos os objetos surrealistas, deve ser ativado no olho da mente. Imagine atender um telefone, colocando uma garra de lagosta contra seu ouvido: ela poderia facilmente cortar sua orelha fora. Desta forma, Dali produz uma homenagem moderna e surreal para Van Gogh e aos artistas "loucos" em geral.


Salvador Dali – Telefone Lagosta – 1936 – telefone comum e lagosta em gesso – versão off-white


Dalí produziu cinco exemplos da versão colorida do seu telefone. Um deles esteve na exposição itinerante Universo Dalí. Os demais estão no  Museum für Kommunikation Frankfurt, na Fundação Edward James, na Galeria Nacional da Austrália e na coleção da Tate Modern, em Londres. Dalí também produziu uma versão off-white de seu telefone. Os seis exemplos conhecidos estão no Minneapolis Institute of Arts, no Salvador Dalí Museum em St. Petersburg, Florida,  no Centro Cultural de Belém, em Portugal (e é propriedade do colecionador de arte Joe Berardo) e na Johannesburg Art Gallery (JAG) em Johannesburg, South Africa.


Veja também o artigo “Grandes Marchands e Mecenas das Artes: Edward James (René Magritte e Salvador Dali)” nesse Blog, clicando sobre:



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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Cris Delanno e Roberto Menescal - Ela é Carioca




Cris Delanno e Roberto Menescal - Ela é Carioca 
           
Cris Delanno é compositora, intérprete, cantora e musicista.  Considerada por Andy Summers (The Police) “A Maior Cantora do Mundo”, é a voz principal do grupo BossaCucaNova. Começou a cantar no Coral Infantil do Theatro Municipal do Rio de Janeiro aos 5 anos de idade, participando de óperas como La Boheme, Carmen e Tosca. Carioca, nascida no Texas, absorveu muito do estilo da música americana, integrando, como solista, um coral tipicamente negro, o African American Unity Choir. Aos 17 anos estava à frente do grupo do lendário Luiz Carlos Vinhas e já aos 18 anos conheceu Roberto Menescal, que logo viu a excelente intérprete que ela iria se tornar.Já dividiu o palco com Carlos Lyra, Roberto Menescal, Luiz Carlos Vinhas, Marcos Valle, Andy Summers (The Police), Oscar Castro Neves, BossaCucaNova, Ed Motta, Simoninha, Ivan Lins, entre outros.


Roberto Menescal nasceu em Vitória (ES), em 1937. Aos 18 anos, estreou na música profissionalmente acompanhando artistas como Silvinha Telles, Maysa, Elis Regina e outros. Já em 1958, estourou com uma brilhante carreira de compositor criando ao lado de nomes como Carlos Lyra, Tom Jobim e Ronaldo Bôscoli, a Bossa Nova. A partir daí, a “batida diferente” do seu violão afinado tornou-se mundialmente conhecida. Autor de canções como “O Barquinho”, “Você”, “Nós e o Mar”, “Bye, bye Brasil”, “Telefone” e outros clássicos, Menescal ajudou a levantar a bandeira do Brasil em todo o mundo. Enquanto nos EUA se produzia jazz, o Brasil exportava o swing da Bossa Nova. Em 1962, Menescal participou do famoso Concerto de Bossa Nova no Carnegie Hall, em New York, ao lado de nomes como Tom Jobim, Carlos Lyra, João Gilberto, dentre outros. Este Concerto significou a entrada oficial da bossa nova no exterior. Nesses mais de 50 anos de carreira, Menescal vem apresentando trabalhos de altíssima qualidade. Além de gravar com importantes nomes como Paul Winter, Toots Thielemans e Herbie Mann, e orquestrar discos de inúmeros artistas, como Maysa, Silvinha Telles, Lúcio Alves, Caetano Veloso, João Bosco e Alcione, desenvolveu trabalhos como produtor de discos com Elis Regina, com quem trabalhou também como músico e arranjador, Leila Pinheiro, Emílio Santiago, Nara Leão, Joana, Ivan Lins e outros artistas.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

10 Pinturas sobre Professores

Pierre-Auguste Renoir - The Piano Lesson – 1889 – óleo sobre tela


10 Pinturas sobre Professores


Jan Steen (1626-1679) - Drawing Lesson – óleo sobre tela


Johannes Vermeer - The Music Lesson - c. 1662-c.1665 – óleo sobre tela -  64.5 x 73.3 cm - Royal Collection, Windsor Castle, London, UK


Carl Larsson - The First Lesson – 1903 – óleo sobre tela


Nikolay Bogdanov-Belsky - Children in a Class – 1918 – óleo sobre tela


Gustave Caillebotte - The Piano Lesson – 1881 – óleo sobre tela - Musée Marmottan, Paris, France


Jan Steen - School Teacher - c. 1668 – óleo sobre tela


Norman Rockwell - Teacher's Birthday – 1956 – óleo sobre tela


Albert Anker - The School Exam – 1862 – óleo sobre tela


Edgar Degas - Ballet School – 1873 – óleo sobre tela


Bonus:


 Rembrandt - A Scholar - 1631 – óleo sobre tela - 104.5 x 92 cm – coleção particular


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

5 Pinturas de Bares por Édouard Manet

Édouard Manet - A Bar at the Folies-Bergère – 1882 – óleo sobre tela - 96 x 130 cm - Courtauld Institute of Art, London, UK


5 Pinturas de Bares por Édouard Manet


Um Bar em Folies-Bergère (Un bar aux Folies-Bergère) retrata uma cena do café-concerto Folies-Bèrgere, em Paris. Este é um retrato incomum porque é de alguém no trabalho, e alguém que aos nossos olhos é definida por seu trabalho e é profundamente infeliz com ele. Ela é alienada de seu entorno, como se houvesse um painel de vidro entre ela e todos os outros no salão: os bebedores, tagarelas, amantes, mentirosos, ladrões e empresários. A modelo da moça da pintura era Suzon, de acordo com as recordações de amigos de Manet: uma jovem que trabalhava no Folies-Bergère, um dos grandes cafés-concertos parisienses,  uma espécie de salão de cerveja com música, atos de circo e outros entretenimentos.
Esta não é uma pintura realista do Folies-Bergère. Suzon trabalhava lá, mas ela posou para a pintura no ateliê de Manet, atrás de uma mesa cheia de garrafas. Ele fundiu esta imagem com esboços pintados rapidamente no Folies-Bergère. Não há nenhuma tentativa de tornar a imagem coerente: existe, como críticos contemporâneos apontaram, uma inconsistência na relação entre os reflexos no espelho e as coisas reais. O homem de cartola se aproximando de Suzon de um modo sinistro, no canto superior direito do espelho teria de estar em pé, de costas para nós na frente do bar, e Suzon deveria estar refletida em um lugar totalmente diferente. Esta pintura é cheia de mistério, ambiguidade, dúvida. Porque o que está no espelho não pode ser um reflexo do que vemos na frente dele. As coisas estão deslocadas, o reflexo da garçonete está muito longe para a direita, quando podemos ver que o espelho é paralelo ao plano da imagem em si, há um homem na frente de seu reflexo no espelho, e não há um na "realidade" na frente dele.
O que significa a expressão da garçonete? Tristeza? Arrependimento? Mal-estar? Alienação? Ela parece inocente e ao mesmo tempo, nós não ficaríamos surpresos ao saber que a conversa no espelho entre seu reflexo e o homem de cartola diz respeito a sua disponibilidade para uma outra finalidade completamente diferente do que servir copos de vinho e vender laranjas. Ao incluir um prato de laranjas em primeiro plano, Manet identifica a garçonete como uma prostituta, de acordo com o historiador de arte Larry L. Ligo, que diz que Manet habitualmente associava laranjas com a prostituição em suas pinturas. Os numerosos elementos presentes sobre o balcão do bar, garrafas de bebidas, flores, frutas, formam uma evolução piramidal, encontrando o cume, não por acaso, nas flores que ornam o colo da servente.
Essa pintura é sobre como as coisas em um espelho são diferentes das coisas na frente dos nossos olhos, é sobre a sensação de visão e os mistérios da representação e sobre a própria pintura. Um bar no Folies-Bergère é uma versão moderna de “Las Meninas” de Velázquez (1656-7). Velazquez inclui o rei e a rainha refletidos em um espelho na parte de trás de um salão do palácio. Manet adorava Velazquez, e transferiu essa estética de reflexão para os tempos modernos, para criar um mundo que só existe em espelhos. Isso transforma o espectador em uma presença espectral, perturbadora, parte da multidão que Suzon olha com tanta desilusão.
O quadro possui a assinatura de Manet no rótulo da garrafa vermelha, no canto inferior esquerdo da tela.


Édouard Manet - At The Cafe – 1878 – óleo sobre tela - Oskar Reinhart Foundation, Winterthur, Switzerland


Muitas vezes Manet visitou o Reichshoffen Brasserie no Boulevard de Rochechourt, sobre o qual ele baseou No Café em 1878. Várias pessoas estão no bar, e uma mulher confronta o espectador, enquanto outros esperam para serem servidos. O cenário é o cabaret Reichshoffen na avenida Rochechouart. A imagem é uma de uma série de cenas semelhantes pintadas seja aqui ou na Nouvelle-Athenes. O homem de cartola é um dos modelos regulares de Manet; ele também posou para a aquarela intitulada Punchinello.



Édouard Manet - The Cafe Concert - 1878 – óleo sobre tela – 47,3 x 39,1 cm - The Walters Art Museum


Em O Café-Concerto, Manet apresenta três figuras centrais que formam um triângulo, mas estão envolvidas em direções opostas. A cena de um café-concerto deve ser casual, mas Manet sugere separação. A garçonete aprecia uma cerveja, a mulher no bar fuma um cigarro, o homem aparece à vontade e observa o desempenho do cantor conhecido como "La Belle Polonaise", refletido no espelho no fundo da pintura. Note-se que o homem evoca confiança, porque ao contrário das mulheres, os homens podiam frequentar cafés sem insegurança. As mulheres retratadas nessas cenas estavam correndo determinados riscos com relação à moralidade. A pintura foi feita e concluída em um estúdio, mas dá a aparência de ser recém-observada. A cena está situada no Cabaret de Reichshoffen no Boulevard Rochechouart, onde as mulheres à margem da sociedade estão misturadas livremente com senhores endinheirados.


Édouard Manet - Corner of a Cafe Concert - 1878-1880 – óleo sobre tela – 97,1 x 77,5 cm – National Gallery, London

Este trabalho foi originalmente a metade direita de uma pintura da Brasserie de Reichshoffen, iniciada cerca de 1878 e cortada em dois por Manet, antes de a completar. Esta metade foi então ampliada no lado direito e um fundo novo foi acrescentado. A Brasserie de Reichshoffen era no Boulevard Rochechouart, Paris. Na época, brasseries com garçonetes eram relativamente novas na cidade.


Édouard Manet - Le Bon Bock – 1873 – óleo sobre tela - 94.6 x 83.3 cm – Philadelphia Museum of Art

Nessa pintura, um homem alegre, grande e barbudo senta-se com um cachimbo na mão e um copo de cerveja na outra, olhando diretamente para o espectador. Em 1872 Edouard Manet viajou para a Holanda, e a viagem revigorou sua apreciação de longa data da pintura de gênero holandesa do século XVII. No Salão de Paris no ano seguinte, ele mostrou esta imagem de um homem que aprecia sua cerveja preta forte, cerveja de primavera. As tonalidades quentes e a manipulação viva de tinta particularmente lembram a obra de Frans Hals. A pintura foi bem recebida no Salão, onde a evocação do estilo de pintura do antigo mestre foi muito apreciada. O modelo de Manet, que suportou mais de sessenta sessões, foi um vizinho do artista chamado Bellot.


As pinturas de cenas de café de Manet são observações da vida social em Paris do século 19. As pessoas estão bebendo cerveja, escutando música, flertando, lendo, ou esperando. Muitas destas pinturas foram baseadas em esboços executados no local. Tais representações constituem a vida de um flâneur. Elas são pintadas em um estilo solto, fazendo referência a Hals e Velázquez, e ao mesmo tempo capturando o humor e sensação de vida noturna parisiense. Elas são instantâneos de boemia, trabalhadores urbanos, bem como da burguesia. Manet gostava da atmosfera de cafés e brasseries e muitas vezes ia neles para relaxar após o trabalho. Ele se encontrava com seus amigos lá, e a maior parte do conhecimento que temos de sua vida e hábitos vem das pessoas que costumavam falar com ele ou sentar-se perto dele no Café Guerbois, Tortoni de, ou no Nouvelle-Athenes.

Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 — Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Manet era filho de pais ricos. Ele estudou com Thomas Couture. Sua obra foi fundada sobre a oposição de luz e sombra, uma paleta restrita em que o preto era muito importante, e em pintar diretamente do modelo. O trabalho do espanhol Velázquez influenciou diretamente a sua adoção deste estilo. Manet nunca participou nas exposições dos Impressionistas, mas continuou a competir nos Salões de Paris. Seus temas não convencionais tirados da vida moderna, e sua preocupação com a liberdade do artista em lidar com tinta fez dele um importante precursor do Impressionismo. A obra de Manet se tornou famosa no Salon des Refusés, a exposição de pinturas rejeitadas pelo Salon oficial. Em 1863 e 1867, ele realizou exposições individuais. Na década de 1870, sob a influência de Monet e Renoir, ele produziu paisagens e cenas de rua inspiradas diretamente pelo impressionismo. Ele permaneceu relutante em expor com os Impressionistas, e procurou a aprovação do Salão de toda a sua vida.


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