sábado, 28 de novembro de 2015

Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)



Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)

Um dueto virtual entre o falecido rei do rock'n'roll e o crooner de smooth-jazz, foi gravado para o álbum “If I Can Dream: Elvis Presley with the Royal Philharmonic Orchestra”, numa colaboração póstuma. If I Can Dream centra-se na voz inconfundível do artista icônico. Gravado no Abbey Road Studios em Londres, o álbum apresenta performances originais de Elvis  acompanhadas com exuberantes novos arranjos da The Royal Philharmonic Orchestra. 

Michael Steven Bublé (Burnaby, 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ganhou vários prêmios, incluindo quatro Grammy e dez Juno Awards. No total, Bublé já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

16 Pinturas de Lojas

James Tissot - The Shop Girl - 1883-1885 – óleo sobre tela - 101.6 x 146.1 cm - Art Gallery of Ontario, Toronto, Canada


16 Pinturas de Lojas


Gerrit Dou - The Grocery Shop - 1672


Johannes Jelgerhuis - Pieter Meijer Warnars' Bookstore on the Vijgendam in Amsterdam – 1820 – óleo sobre tela - 48 cm x 58 cm - Rijksmuseum Amsterdam


Edgar Degas - At the Milliner's - 1882 – pastel - Metropolitan Museum of Art, New York City


Edgar Degas - At the Milliner's - 1883 – pastel - 76 x 85 cm - Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid, Spain


Vasily Sadovnikov - View of the Passazh Department Store in 1848 - 1848


Vladimir Makovsky - The Choice of Wedding Presents - 1898 – óleo sobre tela - 40.5 x 54 cm - Kharkiv Art Museum, Kharkiv, Ukraine


William James Glackens - The Shoppers - 1907 – óleo sobre tela - 152.4 x 152.4 cm


August Macke - In front of the hat shop (woman with red jacket and child) - 1913 – óleo sobre tela - 54.7 x 44.5 cm


 August Macke - The Hat Shop - 1913 - Leopold Hoesch Museum, Duren, Germany


August Macke - Fashion Store - 1914 – óleo sobre cartão – 60 x 50 cm


Ernst Ludwig Kirchner - Street Scene in front of a Barbershop - 1926 – 119 x 100 cm


Ernst Ludwig Kirchner - Store in the Rain - 1926-1927 – óleo sobre tela – 65 x 50 cm - Kirchner Museum, Davos, Switzerland


Norman Rockwell - April Fool Girl with Shopkeeper - 1948 – óleo sobre tela


James Tissot - Young Ladies Looking at Japanese Objects - 1869 – óleo sobre tela


James Tissot - Young Ladies Looking at Japanese Objects - 1869 – óleo sobre tela


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

The First Thanksgiving at Plymouth - Jennie Augusta Brownscombe – 1914 – óleo sobre tela - Pilgrim Hall Museum, Plymouth, Massachusetts


Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

Obrigada a todos os nossos seguidores por seus gentis comentários, curtidas e re-postagens!

Thanks to all our followers for your kind comments, likes and re-posts!


Thanksgiving, ou dia de Ação de Graças, é um feriado comemorado nos Estados Unidos na quarta quinta-feira de novembro. Tem sido celebrado como um feriado federal a cada ano desde 1863, quando, durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln proclamou um dia nacional de "Ação de Graças e de louvor ao nosso Pai beneficente que habita nos céus", a ser comemorado na última quinta-feira de Novembro. O Thanksgiving também é comemorado em outros países.

O evento que os americanos comumente chamam de "primeira ação de graças" foi comemorado pelos peregrinos em Plymouth, Massachusettsapós a sua primeira colheita no Novo Mundo em 1621. Esta festa durou três dias, e teve a participação de 90 nativos americanos (como contabilizados pelo participante Edward Winslow) e 53 peregrinos.


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sábado, 21 de novembro de 2015

Séries Arteeblog: Grandes marchands e mecenas das artes – Peggy Guggenheim

Peggy Guggenheim Collection


Séries Arteeblog: Grandes marchands e mecenas das artes – Peggy Guggenheim (com vídeo)


Peggy Guggenheim Collection


Peggy Guggenheim 


Marguerite "Peggy" Guggenheim (26 de Agosto de 1898 – 23 de Dezembro de 1979) além de uma grande herdeira, foi mecenas de artistas e dona de uma das mais importantes coleções de arte moderna do século 20. Ela era filha de Benjamin Guggenheim, que faleceu no naufrágio do Titanic, em 1912, e sobrinha de Solomon R. Guggenheim, que estabeleceu a Fundação Solomon R. Guggenheim, com museus em vários países.


Jean Arp - Overturned Blue Shoe with Two Heels Under a Black Vault - c. 1925 – madeira pintada - 79.3 x 104.6 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Marc Chagall - Rain – 1911 – óleo e carvão sobre tela - 86.7 x 108 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


No início de seus 20 anos, Peggy trabalhou numa livraria avant-garde e se envolveu nos círculos intelectuais e artísticos de Nova York, onde conheceu seu primeiro marido, Laurence Vail, um escritor e escultor Dadaísta, com quem teve dois filhos. Peggy Guggenheim ficou conhecida por seu amor à arte e por sua vida pessoal, por ter tido inumeráveis “casos” com artistas e escritores.
Em 1921 Peggy Guggenheim viajou para a Europa, e logo se viu no centro da boemia parisiense e dos americanos expatriados e se tornou amiga de artistas, como Constantin Brancusi e Marcel Duchamp.

Peggy Guggenheim em sua cama, com a obra de Alexander Calder - Silver Bedhead 


Alexander Calder - Silver Bed Head - 1945–46 – prata – 160 x 131 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Em 1937 Peggy abriu uma galeria de arte em Londres. A abertura da galeria Guggenheim Jeune em Janeiro de 1938 marcou o início de uma carreira que afetaria significativamente o curso da arte do pós-guerra. Seu amigo Samuel Beckett pediu para ela dedicar-se à arte contemporânea que era "um ser vivo", e Marcel Duchamp a apresentou a artistas e a instruiu sobre arte contemporânea e artistas. A primeira exposição da galeria apresentou obras de Jean Cocteau e a segunda de Vasily Kandinsky, sua primeira exposição individual na Inglaterra. A galeria também expôs obras de Henry Moore, Alexander Calder, Raymond Duchamp-Villon, Constantin Brâncuși, Jean Arp, Max Ernst, Pablo Picasso, Georges Braque e Kurt Schwitters.


Vasily Kandinsky - Landscape with Red Spots, No. 2 - 1913 – óleo sobre tela - 117.5 x 140 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Giorgio de Chirico - The Red Tower – 1913 – óleo sobre tela - 73.5 x 100.5 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Em 1939, cansada de sua galeria, Peggy decidiu abrir um museu moderno, com seu amigo Herbert Read como seu diretor. Entre 1939 e 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, Peggy adquiriu obras para o futuro museu, mantendo sua palavra de "comprar uma pintura por dia". Algumas das obras-primas de sua coleção, como as de Pablo Picasso, Max Ernst, Francis Picabia, Joan Miró, Georges Braque, Magritte, Man Ray, Salvador Dalí, Piet Mondrian, Fernand Léger, Brancusi, Paul Klee e Marc Chagall foram compradas naquele momento. Então decidiu voltar para sua terra natal, Nova York. Em Julho de 1941, Peggy fugiu da França ocupada pelos nazistas junto com Max Ernst, que viria a ser seu segundo marido (eles se divorciaram em 1943).


Peggy Guggenheim e Max Ernst


Max Ernst - The Kiss - 1927 – óleo sobre tela - 129 x 161.2 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Peggy imediatamente começou a procurar um local para seu museu de arte moderna, enquanto continuava a adquirir obras para sua coleção. Em Outubro de 1942 ela abriu o museu / galeria Art of This Century (Arte deste Século). Projetada pelo arquiteto austríaco Frederick Kiesler, a galeria tinha salas de exposições extraordinariamente inovadoras e logo se tornou o local mais estimulante para a arte contemporânea em Nova York. Três das quatro galerias eram dedicadas à arte cubista e abstrata, ao surrealismo e à arte cinética, com apenas a quarta galeria, a sala da frente, sendo uma galeria comercial. Foi lá que Peggy exibiu sua coleção de arte cubista, abstrata e surrealista. Ela realizou exposições temporárias de grandes artistas europeus e de vários jovens artistas americanos então desconhecidos, como Jackson Pollock, a "estrela" da galeria, com sua primeira exposição no final de 1943. A partir de Julho de 1943, Peggy sustentou Pollock com uma mesada e ela ativamente promoveu e vendeu seus quadros. Peggy encorajou e apoiou a nascente avant-garde de Nova York.


Peggy Guggenheim e Jackson Pollock


Jackson Pollock - Alchemy – 1947 – óleo, alumínio, esmalte e barbante sobre tela - 114.6 x 221.3 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Em 1947 Peggy decidiu voltar para a Europa, onde sua coleção foi mostrada pela primeira vez na Bienal de Veneza de 1948, dando a artistas como Arshile Gorky, Jackson Pollock e Mark Rothko, a sua primeira exposição européia. Em 1948 Peggy comprou o Palazzo Venier dei Leoni sobre o Grande Canal de Veneza, onde passou a residir. Em 1949, ela realizou uma exposição de esculturas no jardim, e em 1951, abriu sua coleção para o público. Durante seus 30 anos em Veneza, Peggy Guggenheim continuou a colecionar obras de arte e a apoiar artistas americanos e europeus. Em 1962 Peggy Guggenheim recebeu o título de Cidadã Honorária de Veneza.


Alberto Giacometti - Woman Walking – 1932 – gesso e fio de ferro – 150 cm de altura incluindo a base - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Georges Braque - The Bowl of Grapes – 1926 – óleo com cascalho e areia sobre tela de linho – 100 x 80,8 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Giacomo Balla - Abstract Speed + Sound - 1913–14 – óleo sobre cartão sem verniz em moldura pintada pelo artista - 54.5 x 76.5 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Em 1969, o Museu Solomon R. Guggenheim, de Nova York convidou Peggy Guggenheim para mostrar sua coleção lá, e foi nessa ocasião que ela resolveu doar seu palácio e suas obras de arte para a Fundação Solomon R. Guggenheim. Peggy faleceu aos 81anos, em 23 de Dezembro de 1979. Suas cinzas foram colocadas em um canto do jardim do Palazzo Venier dei Leoni, ao lado do lugar onde ela enterrou seus 12 amados cães. Desde então o Peggy Guggenheim Collection cresceu e se tornou um dos melhores museus de arte moderna do mundo e é uma das atrações mais visitadas de Veneza, com mais de 300 obras de mais de 100 dos artistas mais influentes do século 20. 


Jean Metzinger - At the Cycle-Race Track – 1912 – óleo e colagem sobre tela - 130.4 x 97.1 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Joan Miró - Dutch Interior II - 1928 – óleo sobre tela – 92 x 73 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Pablo Picasso - On the Beach -  1937 – óleo, pastel e giz sobre tela - 129.1 x 194 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Henry Moore - Three Standing Figures - 1953 – bronze e patina – 71,7 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Paul Delvaux - The Break of Day - July 1937 – óleo sobre tela – 120 x 150,5 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


René Magritte - Empire of Light - 1953–54 – óleo sobre tela - 195.4 x 131.2 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Lucio Fontana - Concetto Spaziale - 1951 – óleo sobre tela - 85.1 x 66 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Willem de Kooning - Nude Figure–Woman on the Beach – 1963 – óleo sobre papel colado em tela - 81.3 x 67.3 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Mark Rothko - Red - 1968 – óleo sobre papel sobre tela - 83.8 x 65.4 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


Andy Warhol - Flowers - 1964 – óleo sobre tela – 61 x 61 cm - The Solomon R. Guggenheim Foundation Peggy Guggenheim Collection, Venice, 1976


"Eu me dediquei à minha coleção. Eu fiz dela o trabalho da minha vida. Eu não sou uma colecionadora de arte. Eu sou um museu." – Peggy Guggenheim



Assista o video abaixo, clicando sobre ele e faça uma visita virtual ao museu: 






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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A história de “Schubert ao Piano” de Gustav Klimt

Gustav Klimt - Schubert ao Piano (Schubert am Klavier) – 1899 – óleo sobre tela – 150 x 200 cm - Destruída por um incêndio provocado por forças alemãs em retirada em 1945 em Schloss Immendorf, Áustria


A história de “Schubert ao Piano” de Gustav Klimt


Em 1898, o industrial grego Nikolaus Dumba encomendou a Hans Makart, Franz Matsch e Gustav Klimt a decoração de três cômodos em seu apartamento de luxo, com pinturas e também móveis. Isto era bem diferente de qualquer coisa que Klimt tinha feito antes: produzir duas pinturas para os painéis acima das portas para um cliente particular, em uma escala doméstica. A Klimt foi dada a sala de música. Enquanto uma das telas, "Música II", é uma obra alegórica remontando a pinturas anteriores, a outra, "Schubert ao Piano", é altamente inovadora. Provavelmente Dumba solicitou que Schubert fosse o tema da pintura, pois ele era certamente popular na época e também era o compositor favorito de Klimt. O que é particularmente notável sobre esse retrato é como Klimt abandonou completamente a ideia de uma representação histórica exata, mostrando os personagens em trajes contemporâneos. A iluminação sutil emitida pela vela tende a dissolver os elementos na imagem. Não é possível determinar o espaço em que os personagens são mostrados e apenas o perfil de Schubert se destaca, nitidamente focado.


Gustav Klimt – Music II – 1898 – óleo sobre tela – 150 x 200 cm - Destruída por um incêndio provocado por forças alemãs em retirada em 1945 em Schloss Immendorf, Áustria


Na pintura de Schubert, a jovem ruiva é Mizzi Zimmerman, que estava esperando um filho do pintor. O vestido de seda que ela está usando foi emprestado por Serena Lederer, uma vienense rica , mecenas das artes e colecionadora de 14 obras de Klimt, incluindo um retrato da amante de Egon Schiele, Valerie Neuzil.
Mizzi tambem posou nua para outra obra de Klimt, The Naked Truth (Nuda Veritas), mas Klimt (que havia engravidado outra moça ao mesmo tempo) não queria se casar com ela, alegando que recebera uma importante encomenda: pintar Medicina, Filosofia e Jurisprudência no teto da Universidade de Viena.


Gustav Klimt - The Naked Truth (Nuda Veritas) - 1899 – óleo sobre tela - 252 x 56,2 cm - Austrian Theater Museum , Vienna

O texto do poeta alemão Schiller na parte superior da pintura diz: "Se você não pode agradar a todos com suas ações e sua arte, você deve satisfazer alguns. Agradar a muitos é perigoso". O tom um pouco agressivo desta inscrição, combinado com o espelho que a figura feminina estende para o espectador, nos convidando a examinar a nós mesmos, talvez possa estar relacionado com a rebeldia do movimento Secessão.

A pintura "Schubert ao Piano" não pode ser mais vista: Essa e outras telas da coleção de Serena Lederer foram destruídas pelos nazistas em 1945. Serena Lederer levou a coleção de 14 pinturas de Klimt para o museu de Schloss Immendorf, para ficarem mais seguras. mas os nazistas em retirada (1945) atearam fogo no museu. Muitas obras de Klimt foram destruídas, incluindo: Golden Apple Tree, Philosophy and Jurisprudence (que Lederer comprou quando a Universidade de Viena rejeitou a obra), Girl Friends e Music II. O número exato de pinturas queimadas em Schloss Immendorf é desconhecida.


Veja mais pinturas de Serena Lederer e leia a história dela no artigo desse Blog: "Grandes marchands e mecenas da arte: Serena Lederer (Gustav Klimt)" – clicando no link abaixo:



Franz Peter Schubert ( 31 de Janeiro de  1797, 19 de Novembro de 1828) foi um compositor austríaco. Embora falecido aos 31 anos, Schubert foi um compositor prolífico, tendo escrito cerca de 600 Lieder (canções executadas por piano e cantor), nove sinfonias (incluindo a famosa "Symphony No. 8 (Unfinished Symphony)”, música litúrgica, óperas, músicas incidentais e um grande corpo de música de câmara e música solo de piano. A apreciação da música de Schubert durante sua vida foi limitada, mas o interesse por seu trabalho aumentou significativamente nas décadas após a sua morte. Franz Liszt, Robert Schumann, Johannes Brahms e Felix Mendelssohn, entre outros, descobriram e divulgaram suas obras no século 19. Hoje, Schubert é visto como um dos principais expoentes do início da música romântica (era romântica)e continua sendo um dos compositores mais executados.


Gustav Klimt (Baumgarten, Viena, 14 de julho de 1862 — Viena, 6 de fevereiro de 1918) foi um pintor simbolista austríaco. Associado ao simbolismo, destacou-se dentro do movimento Art Nouveau austríaco e foi um dos fundadores do movimento da Secessão de Viena, que recusava a tradição acadêmica nas artes, e do seu jornal, Ver Sacrum. Klimt foi também membro honorário das universidades de Munique e Viena. Os seus maiores trabalhos incluem pinturas, murais, esboços e outros objetos de arte, muitos dos quais estão em exposição na Galeria da Secessão de Viena.


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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Antonio Parreiras, sua arte e sua história

Antonio Parreiras – A Tarde – 1887 – óleo sobre tela – 200 x 130 cm


Antonio Parreiras, sua arte e sua história – com vídeos


Antonio Parreiras 



Antonio Parreiras – Panorama de Niterói – 1892 – óleo sobre tela - 243.5 x 338.3 cm


Antonio Diogo da Silva Parreiras (Niterói, RJ, 1860-1937) é um dos principais paisagistas brasileiros do período entre o final do século 19 e as primeiras décadas do século 20. Em seus 78 anos de vida, teve uma produção grande e importante. Vivenciou momentos importantes da história do Brasil: a monarquia, a república e o início do Estado Novo , e retratou esse período.


Antonio Parreiras – Escola ao Ar Livre – c. 1892 – óleo sobre tela - 100 x 148.5 cm

Em 1883 iniciou seus estudos na Academia Imperial de Belas Artes, onde frequentou as aulas do professor de paisagem Georg Grimm. Após dois anos, junto a França Júnior, Castagneto, Hipólito Caron e Domingos Garcia y Vasquez, abandonou a Academia quando esta proíbiu que o mestre desse aulas de pintura ao ar livre. Ainda sob a orientação de Grimm, o grupo pintou paisagens da praia da Boa Viagem, em Niterói. Em janeiro de 1885, em seu ateliê naquela cidade, Parreiras realizou a primeira exposição de sua produção. Esses quadros e mais alguns foram expostos no mesmo ano no Rio de Janeiro. Assim, iniciou uma carreira permeada de exposições individuais, não só no Rio de Janeiro, mas, posteriormente, em diversos Estados do Brasil, como São Paulo, Pará, Amazonas e Rio Grande do Sul. Realizou uma série de excursões e viagens de estudo por diversas partes do País.


Antonio Parreiras – Vencido – 1905 – óleo sobre tela – 60 x 83 cm


Antonio Parreiras – Ventania – 1888 – óleo sobre tela – 150 x 100 cm – Pinacoteca do Estado de São Paulo


A imprensa do período observou a falta de prática do artista no desenho de figura e, em diversas ocasiões, incitou o jovem a ir aperfeiçoar-se na Europa. Parreiras executou então a pintura “A Tarde”, para submissão à compra pelo Governo Imperial. Com o dinheiro da venda, viajou pela primeira vez à Europa, desembarcando em Gênova, de onde seguiu para Roma. Por fim, se estabeleceu em Veneza. Tornou-se aluno livre da Academia de Belas Artes local, onde estudou com Filippo Carcano.


Antonio Parreiras – Fantasia – 1909 – óleo sobre tela – 89 x 146 cm - Pinacoteca do Estado de São Paulo


Em 1890 retornou ao Brasil e inscreveu trabalhos na Exposição Geral de Belas Artes daquele ano, a primeira organizada no período republicano, obtendo Pequena Medalha de Ouro. Pela primeira vez, fez uma pintura histórica, sob encomenda. Embrenhou-se nas florestas tropicais, reproduzindo nas telas o clima e o mistério que existem na flora e na fauna locais, com verdes intensos e cores fortes. Marinhas e cenas campestres completam a sua produção artística, que o coloca entre os principais paisagistas do Brasil.


Antonio Parreiras – O Caçador de Esmeraldas – 1910 – óleo sobre tela - 97.5 x 195 cm


Entre o fim do Século XIX e o início do Século XX, Parreiras tornou-se um artista consagrado. Ele ampliou o leque de temas e deixou de dedicar-se exclusivamente às paisagens. A partir de 1899, recebeu encomendas de execução de painéis em alguns palácios e prédios públicos. Incentivado por Victor Meirelles (1832 - 1903), executou pinturas de cenas históricas para o poder público. Entre elas se destacam “Proclamação da República”, “Morte de Estácio de Sá” e “Prisão de Tiradentes”, trabalhos que aumentaram sua notoriedade no Brasil. O sucesso lhe proporcionou uma vida mais confortável. A partir de 1906, Parreiras viveu entre Paris e Niterói. Manteve ateliê na França, onde trabalhou e expôs com regularidade.


Antonio Parreiras – Fim de Romance – 1912 – óleo sobre tela – 97 x 185 cm - Pinacoteca do Estado de São Paulo


 Antonio Parreiras – Nonchalance – 1914 – óleo sobre tela – 100 x 200 cm


Retornou ao Brasil em 1907, e em 1908 seguiu para Belém, de onde se transferiu novamente para Paris, levando consigo o filho Dakir, para iniciá-lo na pintura. Em 1909, mostrou seu trabalho, o nu feminino “Fantasia”, no Salon de la Societé National des Beaux Arts. A repercussão foi muito positiva, e esse gênero de pintura se tornou um dos principais filões de sua produção. Em 1910 inscreveu no Salon a pintura “Frinéia”, aceita por unanimidade pelo júri. Passa então a ser conhecido na Europa como pintor de nus. Apresenta posteriormente “Dolorida” em 1910, “Flor Brasileira” em 1913, “Nonchalance” em 1914 e “Modelo em Repouso” em 1920. Parreiras foi eleito, pelos leitores da Revista Fon Fon, o maior pintor brasileiro vivo em 1925.


Antonio Parreiras – Frinéia – 1909 - óleo sobre tela - 89,5 x 145,5 cm


Foram poucas as paisagens realizadas na década de 1920. Contudo, prosseguiu na realização de pinturas históricas. Depois, pelas dificuldades em obter novas encomendas de pinturas históricas, Parreiras voltou-se novamente para a pintura de paisagens. Adoeceu progressivamente a partir de 1932, e, ao falecer, deixou prontos os originais da segunda parte de seu livro de memórias, “História de um Pintor”, contada por ele mesmo, cuja primeira edição data de 1926. Segundo ele próprio, realizou ao longo de aproximadamente 55 anos, mais de 850 pinturas, das quais 720 em solo brasileiro, tendo feito 39 exposições no Rio de Janeiro e em vários outros estados do Brasil.


Antonio Parreiras – Fundação da Cidade de São Paulo – 1913 – óleo sobre tela – 200 x 300 cm


Antonio Parreiras – Pintando do Natural – 1937 – óleo sobre tela - 77,5 x 96 cm – Museu Antonio Parreiras, Niteroi, RJ


Assista o vídeo abaixo e faça uma visita guiada virtual ao Museu Antonio Parreiras, em Niteroi, Rio de Janeiro:





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