segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Childe Hassam, um Impressionista americano: sua arte e sua história

Childe Hassam – Geraniums, 1888 – óleo sobre tela – 45,7 x 33 cm - The Hyde Collection in Glens Falls, New York – obra vencedora da Medalha de Bronze na Exposition Universale, Paris, 1889


Childe Hassam, um Impressionista americano: sua arte e sua história


Childe Hassam – Self Portrait, 1914 – óleo sobre tela – 83,5 x 52,7 cm - American Academy of Arts and Letters - New York


Frederick Childe Hassam (17 de Octubro de 1859 – 27 de Agosto de 1935), um dos pioneiros do impressionismo americano e talvez seu praticante mais devotado, prolífico e bem sucedido, nasceu em Dorchester, Massachusetts (agora parte de Boston), em uma família de descendentes de colonos da Massachusetts Bay Colony. Seu sobrenome foi corrompido ao longo do tempo do inicial Horsham de um antepassado inglês.


Childe Hassam - Rainy Day, Columbus Avenue, Boston, 1885 – 66,3 x 122 cm - Toledo Museum of Art, Ohio


Childe Hassam - The Sonata, 1893 – óleo sobre tela - 81,3 – 81,3 cm - The Nelson-Atkins Museum of Art, Kansas City, Missouri


Childe Hassam - The Victorian Chair, 1906 – óleo sobre madeira – 76,2 x 63,5 cm - Smithsonian American Art Museum, Washington, DC


Igualmente competente em capturar a emoção das cidades modernas e os encantos dos interiores do país, Hassam tornou-se o cronista mais importante de Nova York na virada do século. Em nossos dias, ele é talvez melhor conhecido por suas representações da Fifth Avenue coberta por bandeiras, durante a Primeira Guerra Mundial. Seus trabalhos mais importantes mostram sua manipulação brilhante de cor e luz e refletem seu lema (declarado em 1892) que "o homem que fica para a posteridade é o homem que pinta o seu próprio tempo e as cenas da vida quotidiana em torno dele".


Childe Hassam - Flags, Fifth Avenue, 1918 – aquarela sobre papel – 34,6 x 23,8 cm – Dallas Museum of Art, Dallas, Texas
Algumas obras mais marcantes e famosas de Hassam compõem o conjunto de cerca de trinta pinturas conhecidas como a série "Flag" (Bandeira). Ele a começou em 1916 quando foi inspirado por um "Desfile de preparação", para a participação americana na Primeira Guerra Mundial, que foi realizado na Quinta Avenida em Nova York (rebatizado de "Avenida dos Aliados" durante as movimentações de 1918). Milhares de pessoas participaram desses desfiles que muitas vezes duravam mais de 12 horas. Hassam mostra um caráter distintamente americano, mostrando as bandeiras exibidas na rua mais elegante de Nova York, com o seu próprio estilo composicional e visão artística. Na maioria das pinturas da série, as bandeiras dominam o primeiro plano, enquanto em outras as bandeiras são simplesmente parte do panorama festivo. Em algumas, as bandeiras americanas acenam sozinhas e em outras, as bandeiras dos Aliados vibram também.


Childe Hassam - Washington Arch, Spring, c. 1893 – óleo sobre tela – 68,9 x 57 cm - The Phillips Collection, Washington, DC


Childe Hassam – Carriage Parade, 1888 – óleo sobre tela – 16,2 x 12,8 cm - Haggin Museum - Stockton, CA


Depois de estabelecer sua reputação em Boston entre 1882 e 1886, Hassam estudou em Paris entre 1886 e 1889. Lá ele era incomum entre os seus contemporâneos norte-americanos por sua atração pelo Impressionismo francês, que estava apenas começando a agradar os colecionadores americanos. Hassam voltou para os Estados Unidos no final de 1889 e passou a residir permanentemente em Nova York.


Childe Hassam - Le Louvre et le Pont Royal, 1897 – óleo sobre tela – 62,2 x 72,4 cm - MSC Forsyth Center Galleries, College Station, Texas


Childe Hassam - The Terre-Cuite Tea Set (aka French Tea Garden), 1910 – óleo sobre tela – 88,9 x 102,2 cm - Hunter Museum of American Art, Chattanooga, Tennessee


Suas pinturas mais conhecidas incluem vistas de Boston, Paris e Nova York, três centros urbanos cujos lugares e prazeres ele capturou com carinho e originalidade, como “Winter in Union Square” e “Spring Morning in the Heart of the City”. Ambas registram partes animadas de Nova York, durante a primeira década de atividade de Hassam lá.


Childe Hassam - Winter in Union Square, 1889-90 – óleo sobre tela - 46.4 x 45.7 cm - The Metropolitan Museum of Art, New York


Childe Hassam - Spring Morning in the Heart of the City, 1890 e refeita em 1895-99 – óleo sobre tela - 46 x 52.7 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


Embora Hassam fosse incomum entre os impressionistas americanos por suas representações frequentes de cidades florescentes, ele passou longos períodos no campo. Lá ele encontrou refúgio da pressão urbana e inspiração para inúmeras obras de arte importantes. Muitos dos antigos jardins, a costa rochosa, e a luz solar radiante das ilhas das Isles of Shoals, Maine, retratados por Hassam, estão entre suas obras mais apreciadas.


Childe Hassam - Coast Scene, Isles of Shoals, Maine, 1901 - 63.2 x 76.5 cm - The Metropolitan Museum of Art, New York


Childe Hassam - Strawberry Tea Set, 1912 – óleo sobre tela – 93,2 x 96,3 cm - Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, California


Entre as obras campestres, estão Coast Scene, Isles of Shoals, de 1901, imagens de Newport, Portsmouth, Old Lyme, Gloucester, e outras localidades da Nova Inglaterra, que exemplificam a apreciação pela pitoresca região de assentamento americano e crescimento colonial no final do século XIX. Em 1919, Hassam e sua esposa compraram uma casa do período colonial em East Hampton, no sul de Long Island, Nova York, e a tornaram sua casa de verão.


Childe Hassam - Twenty-Six of June, Old Lyme, Connecticut, 1912 – óleo sobre tela – 81,2 x 63,5 cm – coleção particular
Nesta pintura Hassam comemorou em 26 de junho de 1912, o aniversário de cinquenta anos de sua esposa, Maud Hassam. O vaso de louros da montanha estabelece a configuração de Old Lyme. Flor oficial de Connecticut, o louro cresce em todo o estado, mas floresce em saliências rochosas de Old Lyme e se tornou um favorito dos artistas de lá.


Childe Hassam – Flower Girl, c. 1888 – óleo sobre tela – 36,2 x 21,9 cm – coleção particular


Hassam criou mais de 2.000 óleos, aquarelas, crayons e ilustrações, e depois 1912, mais de 400 gravuras. Com estas obras ele alcançou aclamação da crítica e sucesso comercial, aproveitando a grande onda de entusiasmo pelo Impressionismo americano.


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

“Em casa na Holanda: Vermeer e seus contemporâneos, da British Royal Collection”

Gerrit Dou (Leiden 1613-Leiden 1675) - The Grocer's Shop, 1672 – óleo sobre madeira – 41,5 x 32 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2015 – adquirida por George IV em 1817


“Em casa na Holanda: Vermeer e seus contemporâneos, da British Royal Collection”


A Família Real britânica possui uma das melhores coleções de pinturas dos velhos mestres, do mundo. A coleção foi reunida ao longo de muitos séculos por sucessivos monarcas. As pinturas normalmente ficam penduradas a portas fechadas no Palácio de Buckingham e em outras residências reais.


Nicolaes Maes (Dordrecht 1634-Amsterdam 1693) - The listening Housewife, 1655 – óleo sobre madeira – 74,9 x 60,4 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1811


A famosa Royal Collection, herdada por Sua Majestade a Rainha Elizabeth II, contém destaques das obras de pintores famosos, como Gerard ter Borch, Gerrit Dou, Pieter de Hooch, Gabriel Metsu e Jan Steen. As obras selecionadas para esta exposição são todas pinturas de gênero, de artistas holandeses da Idade de Ouro, que mostram a vida como ela foi vivida: camponeses lutando, damas e cavalheiros flertando, mães amorosas e lojistas comuns.


Johannes Vermeer - Lady at the Virginals with a Gentleman ('The Music Lesson'), c.1660-1662 – óleo sobre tela – 74,1 x 64,6 cm - Royal Collection Trust / © Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George III com a coleção do Consul Joseph Smith em 1762

O destaque da exposição é a “Dama no Virginals com um Cavalheiro (A lição de música)" por Johannes Vermeer, uma das 36 obras sobreviventes e muito raras de Johannes Vermeer. Esta pintura data de 1660-1662 e mostra uma dama e um cavalheiro ao lado de um virginal (Virginal é um instrumento musical de cordas, da família do cravo). Acima do instrumento está pendurado um espelho, em que vemos o reflexo do pé do cavalete de pintura de Vermeer. A música é, sem dúvida, um símbolo do amor nesta pintura. A pintura foi adquirida pelo rei George III da Inglaterra em 1762, mas foi atribuída a Frans van Mieris, o Velho, na época. Só mais tarde foi reconhecida como uma obra de Vermeer.


Gerard ter Borch (Zwolle 1617-Deventer 1681) - A Gentleman pressing a Lady to drink, c. 1658-9 – óleo sobre tela – 41,5 x 32 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1812


Pieter de Hooch (Rotterdam 1629-Amsterdam 1684) - A Courtyard in Delft at Evening: a Woman spinning, 1657 – óleo sobre tela – 69,3 x 53,8 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2014 – adquirida por George IV em 1829


A exposição “At Home in Holland: Vermeer and his Contemporaries from the British Royal Collection” é uma colaboração entre a Royal Collection Trust e o Mauritshuis. A exposição foi realizada na Galeria da Rainha no Palácio de Buckingham, em Londres, e na Galeria da Rainha no Palácio de Holyroodhouse, em Edimburgo sob o título de “Masters of the Everyday: Dutch Artists in the Age of Vermeer”.


Jan Steen - A Woman at het Toilet, 1663 – óleo sobre madeira – 65,8 x 53 cm - Royal Collection Trust / © Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1821

Outro dos destaques da exposição é “Uma mulher em sua Toalete” por Jan Steen, de 1663. Nele, podemos ver uma jovem que, aparentemente, não está colocando a meia, mas a puxando fora, enquanto seus olhos encontram os do espectador. Aqui também, o contexto é visto como amoroso. Estas representações eram extremamente populares em sua época. Steen deixa claro que os prazeres físicos são transitórios, mostrando um crânio na abertura da porta, sob um alaúde com uma corda quebrada.


Jan Steen (Leiden 1626-Leiden 1679) - Interior of a Tavern, with Cardplayers and a Violin Player, c. 1665 – óleo sobre tela – 81,9 x 70,6 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1818


Gerrit Dou (Leiden 1613-Leiden 1675) - A Girl chopping Onions, 1646 – óleo sobre madeira – 20,8 x 16,9 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1814


Godfried Schalcken (Made 1643-The Hague 1706) - A Family Concert, 1660s – óleo sobre madeira – 57,9 x 47,3 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1810


Gabriel Metsu (Leiden 1629-Amsterdam 1667) - The Cello Player, c. 1658 – óleo sobre tela – 63,3 x 48,3 cm - Royal Collection Trust/© Her Majesty Queen Elizabeth II 2016 – adquirida por George IV em 1814


Até 8 de Janeiro de 2017
Plein 29, 2511 CS Den Haag, Holanda
Fonte: Mauritshuis


Sua Alteza Real a Duquesa de Cambridge visitando a exposição no Mauritshuis, com a diretora do museu, Emilie Gordenker, em 12 de Outubro de 2016


O Mauritshuis (Casa de Mauricio) é um museu de arte e também um edifício histórico em Haia, na Holanda. O museu abriga o Gabinete Real de Pinturas que consiste de 841 objetos, a maioria pinturas holandesas da Era de Ouro. Originalmente, o edifício do século 17 foi a residência de conde João Maurício de Nassau.

Esse blog possui um artigo sobre o Mauritshuis. Clique sobre o link abaixo para ver:


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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O compositor Giuseppe Verdi em pinturas de Giovanni Boldini – com vídeos

Giovanni Boldini - Portrait of Giuseppe Verdi, Abril de 1886 – crayon sobre cartão - Galleria d'Arte Moderna, Roma


O compositor Giuseppe Verdi em pinturas de Giovanni Boldini – com vídeos


Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (Roncole, 10 de outubro de 1813 — Milão, 27 de janeiro de 1901) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália. As obras-primas de Verdi dominam o repertório padrão um século e meio depois de suas composições. Foi um dos compositores mais influentes do século XIX. Suas obras são executadas com frequência em casas de ópera em todo o mundo e alguns de seus temas já estão há muito enraizados na cultura popular, como "La donna è mobile", de "Rigoletto", "Va, pensiero" (Coro dos Escravos Hebreus) de Nabucco, "Libiamo ne' lieti calici" (Valsa do Brinde) de La Traviata e a "Gloria al Egito e ad Iside" (Marcha Triunfal) de Aida. Após a Itália ser unificada, em 1861, muitas das óperas de Verdi foram reinterpretadas como Risorgimento. Começando em Nápoles, em 1859 e se espalhando por toda a Itália, o slogan "Viva VERDI" foi usado como um acróstico de Viva Vittorio Emanuele Re D'Italia (Vitor Emanuel, Rei da Itália), se referindo a Vítor Emanuel II da Itália, então rei da Sardenha. 


Giovanni Boldini - Portrait of Giuseppe Verdi, Março de 1886 – óleo sobre tela – Fondazione Giuseppe Verdi, Milano


Esse retrato foi pintado por Boldini em seu estúdio in Place Pigalle, depois de várias sessões, em que a esposa de Verdi, Giuseppina Strepponi, e o maestro Emanuele Muzio estavam presentes. Verdi estava em Paris na época, trabalhando em Otello, de um libreto de Arrigo Boito. Quando a ópera foi apresentada pela primeira vez no La Scala, em Milão, em 05 de fevereiro de 1887, o próprio Boldini estava presente. Em 1893, depois de grande sucesso de Verdi com Falstaff, o pintor doou o retrato ao retratado, que o expôs em seu luxuoso apartamento no Palazzo Doria em Gênova.

Giovanni Boldini (Ferrara, 31 de dezembro de 1842 - Paris, 11 de julho de 1931) foi um pintor acadêmico italiano. Boldini iniciou seus estudos de pintura com seu pai, restaurador e pintor. Depois foi estudar na Academia de Florença. Foi a Paris, para a Exposição Universal de 1867, onde conheceu Degas, Manet, Sisley, Caillebotte, admirando sobretudo as obras de Corot. Três anos mais tarde, faz uma estada em Londres, fundamental pelo estudo de grandes retratistas e caricaturistas ingleses do século XVIII, de Gainsborough a Hogarth. Com a derrota da Comuna em 1871, Boldini retornou a Paris. O marchand Goupil comprou suas obras no gênero anedótico de Meissonnier e Fortuny, onde se encontrou com Frans Hals, graças a uma viagem à Holanda em 1875, onde nasceu sua paixão pelas diversas tonalidades negras e pelos chumbos profundos. É desta década o célebre retrato a crayon de Verdi. Sua atividade como retratista o levou a New York, solicitado pelos Vanderbilt, pelos Whitney e outros.


Assista alguns vídeos com trechos de composições famosas de Verdi:


Giuseppe Verdi - Aida - Marcia Trionfale (Triumphal March)



Va, pensiero · Giuseppe Verdi: Nabucco



Giuseppe Verdi - La Donna e Mobile - Mario Lanza



Giuseppe Verdi - Il Trovatore - Anvil Chorus



Giuseppe Verdi - La Traviata - Libiamo ne´lieti Calici (Valsa do Brinde)




Brindis. La traviata. Giuseppe Verdi




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domingo, 9 de outubro de 2016

Sergio Mendes + Brasil 66 - Mas Que Nada



Sergio Mendes + Brasil 66 - Mas Que Nada

"Mas que nada" é uma canção composta pelo cantor brasileiro Jorge Ben Jor, gravada em 1963, para seu primeiro álbum, Samba Esquema Novo. É uma das canções brasileiras mais conhecidas no exterior, particularmente em Estados Unidos, quando foi gravada pelo pianista e compositor brasileiro Sérgio Mendes, em seu álbum Herb Alpert Presents Sérgio Mendes & Brazil '66. Foi aí que se tornou grande sucesso nas paradas norte-americanas, alcançando a posição #4 na parada "Adult Contemporary" e #47 na parada "Pop Singles" - ambas da Billboard. A importância da versão de Sérgio Mendes é traduzida por inúmeras versões feitas por artistas como Ella Fitzgerald, Al Jarreau, Trini Lopez e José Feliciano. Em 2006, "Mas Que Nada" foi remixada e regravada pelo grupo Black Eyed Peas com o próprio Sérgio Mendes, chegando a posição de #13 na parada Hot Dance Music/Club Play da Billboard.

Sérgio Santos Mendes (Niterói, Rio de Janeiro, 1941) é um músico e compositor brasileiro de bossa nova. Sérgio Mendes começou com o Sexteto Bossa Rio, gravando o disco "Dance Moderno" em 1961. Viajando pela Europa e pelos Estados Unidos, gravou vários álbuns, chegando a tocar no Carnegie Hall. Mudou para os EUA em 1964. Foi nos Estados Unidos que começou o grupo Sérgio Mendes & Brasil 66, alcançando sucesso. As vocalistas do grupo eram Lani Hall e Bibi Vogel. Sergio Mendes tem mais de trinta discos lançados, e o mais recente deles conta com participações especiais de, entre outros, Stevie Wonder e Black Eyed Peas. Lani Hall (6 de novembro de 1945) é uma cantora, letrista, autora, e a esposa do consagrado músico Herb Alpert. De 1966 a 1971, foi vocalista do grupo Sérgio Mendes & Brasil '66. Ela é mais conhecida por sua interpretação da música-tema de James Bond no filme de 1983 Never Say Never Again. Em 1986, ela foi premiada com seu primeiro Grammy e recebeu seu segundo Grammy em 2013.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Raoul Dufy, sua arte e sua história

Raoul Dufy - Regatta at Cowes, 1934 – óleo sobre linho - 81.6 x 100.3 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.

Esse blog possui mais um artigo sobre essa pintura. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2017/06/analise-da-pintura-de-raoul-dufy.html


Raoul Dufy, sua arte e sua história


Raoul Dufy – Autorretrato, 1899 – óleo sobre tela – 41 x 33,7 cm - Musée d'art moderne André Malraux (MuMa), Le Havre, França


Raoul Dufy (03 de junho de 1877 - 23 de março de 1953) foi um pintor fauvista francês. Ele também era um desenhista, gravador, ilustrador de livros, designer cênico, designer de móveis, e planejador de espaços públicos. Raoul Dufy nasceu em uma grande família em Le Havre, na Normandia. Quando tinha 18 anos, ele começou a frequentar aulas de arte. Os pintores de paisagens impressionistas, como Claude Monet e Camille Pissarro, influenciaram Dufy profundamente. Sua primeira exposição (na Exposição de Artistas Franceses) ocorreu em 1901. Em seguida, ele exibiu novamente em 1903 no Salon des Indépendants.


Raoul Dufy - The Beach Of Sainte-Adresse, 1904 – óleo sobre tela – 81 x 65 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


Raoul Dufy - Yacht with Flags at Le Havre, 1904 – óleo sobre tela - 69 x 81 cm - Musée d'art moderne André Malraux (MuMa), Le Havre, França


A pintura de Henri Matisse Luxe, Calme et Volupté, que Dufy viu no Salon des Indépendants em 1905, foi uma revelação para o jovem artista, e direcionou seus interesses para o fauvismo. Ele entendeu que o Impressionismo era uma coisa do passado e que a pintura estava agora se voltando para uma transcrição de "a imaginação introduzida no desenho e cor". O grupo Les Fauves (os animais selvagens) enfatizava a cor brilhante e os contornos. A pintura de Dufy refletiu essa estética até cerca de 1909, quando o contato com a obra de Paul Cézanne o levou a adotar uma técnica um pouco mais sutil.


Esse blog possui um artigo sobre a pintura Luxe, Calme et Volupté de Henri Matisse. Clique sobre o link abaixo para ver:




Raoul Dufy - Posters At Trouville, 1906 – óleo sobre tela - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


Raoul Dufy - The Duke Of Reichstadt, 1915 – aquarela sobre papel - 59.5 x 39.4 cm - Musée des Beaux-Arts, Lyon, France


A partir de 1920, depois de ter flertado brevemente com o cubismo, Dufy desenvolveu sua própria abordagem distinta, com perspectivas encurtadas e a utilização de finas lavagens de cor aplicadas rapidamente, de uma maneira que ficou conhecida como estenográfica.


Raoul Dufy - Casino of Nice, 1927 – óleo sobre tela – coleção particular


Raoul Dufy – The Gate, 1930 – óleo sobre tela – 130,2 x 162,5 cm - Wallraf-Richartz-Museum & Fondation Corboud, Cologne, Germany


A cor era mais importante para Dufy, do que as formas. Ele concentrou-se em relações de cores, como a cor se relaciona com outras cores e na composição da arte como um todo. Em seu sistema de composição um artista deve escolher três cores: uma representando a cor principal, outra mais escura para a cor de sombra e a terceira cor como a cor de luz. O artista deve, então, sistematizar a proporção de luz, sombra e luz refletida, para o equilíbrio. A luz iguala três unidades, a sombra duas e a luz refletida, uma unidade. Este sistema permitiu a Dufy representar a essência de um espaço sem registrar a cor local. A pintura tradicional tenta criar espaço tridimensional em uma superfície plana, no entanto Dufy usou sua própria fórmula de composição para expressar ritmos visuais através de uma superfície plana bidimensional com profundidade limitada.


Raoul Dufy – Paris, 1934 – óleo sobre tela - 156.5 x 196.2 cm - Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, CA, USA


Raoul Dufy – Anemones, 1942 – guache sobre papel – 51,7 x 65,4 cm – coleção particular


Os óleos e aquarelas alegres de Dufy retratam acontecimentos da época, incluindo cenas de iates, vistas da Riviera Francesa, festas chiques e eventos musicais. A natureza otimista, da moda, decorativa e ilustrativa de grande parte de seu trabalho fez com que sua produção fosse menos valorizada do que as obras de artistas que abordaram criticamente uma ampla gama de preocupações sociais.


Raoul Dufy - Console With Two Windows, 1948 – óleo sobre tela - 65,5 x 81 cm – Musée des Beaux Arts de Nice, France


Raoul Dufy - Homage to Claude Debussy, 1952 – óleo sobre tela – 65 x 73 cm - Musée d'art moderne André Malraux, Le Havre, France


Dufy também ficou famoso como ilustrador e como artista comercial. Ele pintou murais para edifícios públicos e também produziu um grande número de tapeçarias e desenhos de cerâmica. Suas obras aparecem em livros de Guillaume Apollinaire, Stéphane Mallarmé, e André Gide.


Assista um vídeo com mais obras de Raoul Dufy:





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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Análise da pintura “Duas Mulheres na Janela” de Bartolomé Esteban Murillo

Bartolomé Esteban Murillo - Two Women at a Window, 1655 – 1660 – óleo sobre tela - 125.1 x 104.5 cm – National Gallery of Art, Washington, DC, USA


Análise da pintura “Duas Mulheres na Janela” de Bartolomé Esteban Murillo 

Bartolomé Esteban Murillo (Dezembro de 1617 - Abril de 1682) foi um pintor barroco espanhol. Era o pintor mais popular de Sevilha, no final do século XVII. Murillo é mais conhecido por obras com temas religiosos, porém ele também produziu uma série de pinturas de gênero, de figuras da vida contemporânea, envolvidas em atividades corriqueiras. “Duas Mulheres em uma Janela” é um exemplo notável. Uma mulher que está em pé, tenta esconder um sorriso com o xale enquanto espia atrás de uma persiana parcialmente aberta, enquanto uma mulher mais jovem se inclina no peitoril da janela, olhando para o espectador. A diferença de idade pode indicar uma dama de companhia, um duo comum nas famílias espanholas de classe alta. Cobrir um sorriso ou risada era considerado boa etiqueta entre a aristocracia. As figuras enquadradas dentro de uma janela ilusionisticamente pintada, derivam de pinturas holandesas que eram feitas para enganar o olho (técnica “trompe l´oeil”).

É uma cena de rua, embora a rua não apareça. Mostra duas mulheres em uma janela aberta, olhando para fora. A rua em frente delas está implícita. A janela é uma janela de casa, o quarto atrás delas está na escuridão, e a luz que incide sobre elas é a luz alta do dia. Esta cena interna baseia-se do mundo exterior em frente a ela. Os olhares das mulheres não podem ser entendidos sem imaginar o que elas estão olhando: a vida que passa na rua, em uma cidade espanhola.

A cena é uma interface direta com o espectador. As mulheres olham para fora de sua janela direto para o espaço do espectador, que é equiparado com a rua. Você é a vida de passagem da rua, que as mulheres vieram olhar. Você é a pessoa, o homem na rua, que está caminhando e atraindo a jovem. A jovem se apoia no peitoril, e seu olhar pode ser lido, não como o contato visual real, mas como algo prévio. Ela está olhando para fora, assistindo alguém que ainda não está olhando para ela. E quando você se aproxima, e encontra este olhar, você o vê como um olhar que está esperando por você, acompanhando e convidando o tempo todo, antes de você notar. E agora ele pegou você. Só que esse olhar nunca fica íntimo. De longe ele parecia oferecer um contato visual recíproco. Mas quando você chega perto e tenta fazer esses olhos encontram o seu, não consegue. De perto, você encontra um olhar distante, que parecia promissor. A moça está olhando através de você. Ela já perdeu o interesse e está aguardando o próximo rapaz. Ela nem vê você, enquanto ela olha para fora, com ar sonhador, para a rua.


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sábado, 1 de outubro de 2016

Pinturas e ilustrações de Outubro

James Tissot – “October” – 1877 – óleo sobre tela - 53.5 x 116.8 cm - Museum of Fine Arts Montreal, Canada

Esse blog possui um artigo sobre essa pintura. Para ver, clique sobre o link abaixo:




Pinturas e ilustrações de Outubro


Alphons Mucha - "Octobre", 1899 - ilustração

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopeia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


Alfred Sisley - (The Thames Hampton Court, First Week of October), 1874 – óleo sobre tela - 91.8 x 66.4 cm - Museo Nacional de Bellas Artes, Buenos Aires, Argentina


Carl Larsson - October (The Pumpkins), 1882-83 – aquarela - Göteborgs Konstmuseum, Goteborg, Sweden


 Eastman Johnson – October, 1873 – óleo sobre tela – 67,2 x 56,5 cm - Worcester Art Museum, Worcester, MA, USA


John Atkinson Grimshaw – October Gold, 1889 – óleo sobre tela – 59 x 44,5 cm – coleção particular


Willard Metcalf - Early October, 1906 – óleo sobre tela – 73,7 x 66 cm – coleção particular


Eugène Grasset - "La Belle Jardiniere – Octobre", 1896 – ilustração

O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


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terça-feira, 27 de setembro de 2016

A Rã (The Frog) - Eliane Elias live in Marseille e mais duas versões



A Rã (The Frog) - Eliane Elias live in Marseille e mais duas versões


A canção A rã foi composta por João Donato (Rio Branco, 17 de Agosto de 1934), um pianista, acordeonista, arranjador, cantor e compositor brasileiro. Donato promove fusões musicais, de jazz e música latina. Na década de 1950, João Donato se mudou para os Estados Unidos onde permaneceu durante treze anos e realizou o que nunca tinha conseguido no Brasil: reincorporar a musicalidade afro-cubana ao jazz. Lá gravou o disco A Bad Donato e compôs músicas como "Amazonas", "A Rã" e "Cadê Jodel". Como arranjador participou de discos de grandes nomes da MPB.

Eliane Elias (São Paulo, 19 de março de 1960) é uma pianista, cantora, compositora e arranjadora brasileira. Começou a tocar piano aos 6 anos de idade. Em 1981, mudou para Nova York, onde estudou na Juilliard School of Music, e onde mora ainda. Elias é conhecida por seu estilo musical distinto que mistura suas raízes brasileiras e sua voz com habilidades de jazz instrumental, e composição. Em 2016 venceu o Grammy Awards na categoria de Melhor álbum de jazz latino, com Made In Brazil, o primeiro álbum que gravou no Brasil e para o qual atuou como produtora, compositora, arranjadora, pianista e vocalista.

Veja a mesma canção interpretada por Tim Maia e por João Donato:







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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Análise da pintura “La Clairvoyance” de René Magritte

René Magritte – La Clairvoyance (A Clarividência), 1936 – óleo sobre tela - 54.5 x 65.5 cm – coleção particular


Análise da pintura “La Clairvoyance” de René Magritte


Na pintura “A Clarividência” René Magritte está pintando um autorretrato de si mesmo pintando um pássaro, usando um ovo como modelo. Magritte está pintando mais do que está bem na frente dele: ele está pintando uma possibilidade, o potencial, o futuro. Daí o nome desta pintura: Clarividência. Magritte pintou-se, pintando sua percepção do futuro.

Retratando-se nessa pintura e a nomeando "clarividência", Magritte entregou uma mensagem sobre si mesmo como pintor: ele é clarividente, ele transmite o futuro através de sua arte. Por isso, essa pintura é tanto sobre ele como um pintor, como sobre a obra de arte resultante. Magritte está compartilhando sua filosofia, assim como muitos de seus contemporâneos surrealistas fizeram (como Joan Miro e Salvador Dali). Magritte foi ousado o suficiente para usar sua pintura para se engajar em um diálogo com seus espectadores.


Foto de René Magritte pintando La Clairvoyance (A Clarividência)


René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 ― Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio. Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.

Sua arte caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu coco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

Magritte fez pinturas de objetos comuns em contextos incomuns, e assim criou sua própria forma de poesia para expressar seu inconsciente, de uma forma filosófica e conceitual. O artista, ao contrário dos outros surrealistas, era uma pessoa perturbadoramente comum, sempre vestindo um sobretudo, terno e gravata. Para Magritte suas pinturas não tinham qualquer significado, porque o mistério não tem significado. Ficamos apenas com o mistério e a incerteza, o que torna o trabalho dele mais misterioso e mais atraente.



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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A história da pintura “Spring (Jeanne Demarsy)” de Édouard Manet

Édouard Manet - Spring (Jeanne Demarsy), 1881 – óleo sobre tela - 74 × 51.5 cm – The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA


A história da pintura “Spring (Jeanne Demarsy)” de Édouard Manet


A pintura Spring (Primavera) retrata a jovem atriz Jeanne Demarsy, nascida Anne Darlaud (1865-1937), como a incorporação da moda de Primavera. Foi sua esmagadora estreia pública quando a pintura foi exibida em 1882 no Paris Salon, cerca de cinco anos antes de ela atingir um momento de fama no palco parisiense, em seu papel como Vênus, em uma produção de Orphée de Offenbach em 1887.


Jeanne Demarsy (ou Jeanne de Marsy), nascida Anne Darlaud 


Ao compor Spring, Manet levou em consideração tanto as últimas tendências da moda quanto as tradições artísticas. Um conhecedor ávido da alta costura feminina, ele compôs o conjunto de Jeanne, vasculhando costureiras e chapeleiras. Posando sua modelo no estúdio, no entanto, ele se referiu às convenções dos retratos do início do Renascimento italiano, apresentando a modelo em meio comprimento, de perfil, e contra uma grande quantidade de vegetação densa, luxuriante de rododendros, que oferecem um vislumbre do céu azul cobalto. A Primavera de Manet foi concebida como uma imagem que resume a sua época moderna através da figura de uma bela Parisienne. Ela olha para a frente e parece plenamente consciente do olhar de admiração do espectador.
Este retrato estreou na última grande exposição pública da vida de Manet, o Salon de Paris de 1882. Por mais de duas décadas, os quadros de Manet foram rejeitados pelo Salon ou foram tema de controvérsia. Primavera foi o maior sucesso da carreira do artista nos Salons de Paris.


Édouard Manet - Spring (Jeanne Demarsy), 1881 – em exibição no The J. Paul Getty Museum, Los Angeles, CA – com modelo personificando a pintura


Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 — Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Manet era filho de pais ricos. Ele estudou com Thomas Couture. Sua obra foi fundada sobre a oposição de luz e sombra, uma paleta restrita em que o preto era muito importante, e em pintar diretamente do modelo. O trabalho do espanhol Velázquez influenciou diretamente a sua adoção deste estilo. Manet nunca participou nas exposições dos Impressionistas, mas continuou a competir nos Salões de Paris. Seus temas não convencionais tirados da vida moderna, e sua preocupação com a liberdade do artista em lidar com tinta fez dele um importante precursor do Impressionismo. A obra de Manet se tornou famosa no Salon des Refusés, a exposição de pinturas rejeitadas pelo Salon oficial. Em 1863 e 1867, ele realizou exposições individuais. Na década de 1870, sob a influência de Monet e Renoir, ele produziu paisagens e cenas de rua inspiradas diretamente pelo impressionismo. Ele permaneceu relutante em expor com os Impressionistas, e procurou a aprovação do Salão de toda a sua vida.

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segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Análise da pintura de Claude Monet - The Lunch (Monet's Garden at Argenteuil)

Claude Monet - The Lunch (Monet's Garden at Argenteuil), 1873 – óleo sobre tela - 160 x 201 cm - Musée d'Orsay, Paris


Análise da pintura de Claude Monet - The Lunch (Monet's Garden at Argenteuil)

A pintura “O almoço, Jardim de Monet em Argenteuil” mostra a informalidade confortável da vida de Monet na primeira casa em que a família de Monet morou em Argenteuil, durante os meses de alto verão. Em primeiro plano estão um banco, uma mesa lateral e a mesa de refeições. O jardim, cercado por três lados, é um símbolo de um mundo seguro. Com a refeição concluída, Camille (a esposa de Monet), leva uma visita para um passeio pelo jardim, enquanto Jean, seu filho, brinca com seus blocos de madeira na sombra projetada pela mesa.

Essa pintura foi exibida na segunda exposição impressionista de 1876 como um "painel decorativo". O charme do tema reside sobretudo na impressão de espontaneidade, na simples evocação de uma vida familiar. A mesa não foi limpa no final de uma refeição. Um chapéu, pendurado no galho de uma árvore, uma bolsa e um guarda-sol deixados no banco, parecem ter sido esquecidos lá. Monet recriou as sensações mais agradáveis de uma tarde ensolarada (como as flores vivas, as manchas frescas de sombra, os tecidos arejados dos vestidos de verão), com pinceladas de cor levemente aplicadas.

Camille-Leonix Doncieux (1847-1879) ainda estava na adolescência, quando Monet a conheceu por volta de 1865. Ela era de origem humilde e trabalhou como modelo. Uma garota atraente, inteligente, com cabelos escuros e olhos maravilhosos. Claude Monet era um pintor pobre naquela época. Camille se tornou sua amiga, amante e modelo. O casal vivia em situação de pobreza deprimente. Em 1867 Camille Doncieux deu à luz o primeiro filho do casal, Jean. O pai de Claude recusou-se a levá-la para a família por causa de suas origens modestas. Mas em 28 de junho de 1870 Claude Monet e Camille Doncieux se casaram em uma cerimônia civil. Em 1877 Camille deu à luz seu segundo filho, Michel. Logo a saúde de Camille foi se deteriorando. Em 5 de Setembro de 1879, Camille morreu aos 32 anos. Monet nem sempre a tratou bem e provavelmente tinha começado um relacionamento com outra mulher, Alice Hoschede, enquanto ainda estava casado com Camille. Mas ele ficou profundamente chocado com a morte de Camille. Claude pintou-a uma última vez, em seu leito de morte. O retrato pertence à coleção do Musée d'Orsay em Paris. Ela foi o tema de uma série de pinturas de Monet, bem como de Pierre-Auguste Renoir e Édouard Manet.


Esse blog possui outro artigo sobre Camille Monet. Clique sobre esse link para ver:

http://www.arteeblog.com/2015/06/a-historia-de-la-japonaise-camille.html

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