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sábado, 27 de janeiro de 2018

Wolfgang Amadeus Mozart, sua infância em pinturas e texto

Michel-Barthélémy Olivier - Afternoon Tea at the Temple, 1766 – óleo sobre tela – 53 x 68 cm - Musée National du Château, Versailles, France

Título original da pintura acima: Le Thé à l’anglaise dans le salon des quatre glaces au Temple, avec toute la cour du prince de Conti, écoutant le jeune Mozart


Wolfgang Amadeus Mozart, sua infância em pinturas e texto


A casa de nascimento de Wolfgang Amadeus Mozart em Salzburg, Áustria


Wolfgang Amadeus Mozart (27 de janeiro de 1756 - 5 de dezembro de 1791), foi um compositor prolífico e influente da era clássica. Nascido em Salzburg, ele mostrou habilidade prodigiosa desde sua primeira infância. Já competente em teclado e violino, ele compôs a partir dos cinco anos de idade e atuou para a realeza europeia. Aos 17 anos, Mozart foi contratado como músico na corte de Salzburg. Ao visitar Viena em 1781, ele foi demitido de sua posição, escolhendo permanecer na capital, onde conseguiu fama, mas pouca segurança financeira. Durante os últimos anos em Viena, compôs muitas das suas mais conhecidas sinfonias, concertos e óperas, e porções do Réquiem, que ficou em grande parte inacabada no momento da sua morte precoce aos 35 anos. Mozart compôs mais de 600 obras, muitas reconhecidas como pináculos da música sinfônica, concertante, de câmara, operística e coral. Algumas das mais populares óperas de Mozart são: As Bodas de Fígaro (1786), Don Giovanni (1787), Così fan tutte (1790) e A Flauta Mágica (1791). Ele está entre os mais famosos dos compositores clássicos, e sua influência é profunda na música artística ocidental subsequente.


Artista anônimo, possivelmente Pietro Antonio Lorenzoni (1721-1782) – Mozart aos Seis Anos, 1763 – óleo sobre tela - Mozarteum, Salzburg, Austria


Mapa da turnê da família Mozart entre 1763 e 1766


A grande turnê da família Mozart foi uma jornada pelo oeste da Europa, realizada por Leopold Mozart, sua esposa Anna Maria e seus filhos musicalmente talentosos Maria Anna (Nannerl) e Wolfgang Amadeus, de 1763 a 1766. No início da turnê, as crianças tinham onze e sete anos, respectivamente. Suas habilidades extraordinárias foram demonstradas durante uma visita a Viena em 1762, quando eles tocaram para a Imperatriz Maria Theresa na Corte Imperial. Foi uma viagem prolongada, abarcando as capitais e os principais centros culturais da Europa, com grande sucesso.


Caderno de anotações musicais de Mozart


Assinatura de Wolfgang Amadeus Mozart


A primeira etapa do itinerário da turnê levou a família, via Munique e Frankfurt, para Bruxelas e depois para Paris, onde ficaram por cinco meses. Eles então partiram para Londres, onde, durante uma estadia de mais de um ano, Wolfgang conheceu alguns dos principais músicos da época, ouviu muita música e compôs suas primeiras sinfonias. A família então mudou-se para a Holanda, onde o cronograma das apresentações foi interrompido por doenças de ambas as crianças, embora Wolfgang continuasse a compor proliferamente. A fase de volta para casa incorporou uma segunda parada em Paris e uma viagem pela Suíça, antes do retorno da família a Salzburg em novembro de 1766. A viagem permitiu às crianças experimentarem ao máximo o mundo musical cosmopolita, e deu-lhes uma educação excelente.


Johann Nepomuk della Croce - Retrato de familia: Maria Anna ("Nannerl") Mozart, seu irmão Wolfgang, sua mãe Anna Maria (no medalhão) e seu pai, Leopold Mozart, c. 1780


Louis Carmontelle - Wolfgang Amadeus Mozart com seu pai Leopold e sua irmã Marie Anne - aquarela - Londres, 1777 (versão de um desenho de 1764)

Mozart, com oito anos, é mostrado na pintura acima no cravo, pronto para o desempenho. Sua irmã de doze anos de idade, Maria Anna ("Nannerl"), canta e seu pai Leopold toca violino. Esta é uma de uma série de cópias iniciais autografadas de uma aquarela (agora no arquivo principal da obra de Carmontelle em Chantilly), que foi feita em Paris, pouco antes da família Mozart chegar em Londres em abril de 1764. Londres era naquele tempo um mercado musical ativo e lucrativo, e Leopold foi agraciado com grandes recompensas artísticas e financeiras seguintes à turnê de grande sucesso da família na Europa continental. As performances incluíram concertos no Ranelagh Gardens e no Great Room em Spring Gardens, Charing Cross, e a família tocou pelo menos duas vezes perante George III. Os Mozarts também visitaram o novo British Museum, para o qual Wolfgang dedicou uma música coral, "D´us é o nosso refúgio", sua primeira composição religiosa, escrita em julho de 1765. Diz-se que Mozart compôs sua primeira Sinfonia lá, onde permaneceu até Julho de 1765.


Barbara Krafft (1764-1825) – Retrato póstumo de Wolfgang Amadeus Mozart, 1819


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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O compositor Giuseppe Verdi em pinturas de Giovanni Boldini – com vídeos

Giovanni Boldini - Portrait of Giuseppe Verdi, Abril de 1886 – crayon sobre cartão - Galleria d'Arte Moderna, Roma


O compositor Giuseppe Verdi em pinturas de Giovanni Boldini – com vídeos


Giuseppe Fortunino Francesco Verdi (Roncole, 10 de outubro de 1813 — Milão, 27 de janeiro de 1901) foi um compositor de óperas do período romântico italiano, sendo na época considerado o maior compositor nacionalista da Itália. As obras-primas de Verdi dominam o repertório padrão um século e meio depois de suas composições. Foi um dos compositores mais influentes do século XIX. Suas obras são executadas com frequência em casas de ópera em todo o mundo e alguns de seus temas já estão há muito enraizados na cultura popular, como "La donna è mobile", de "Rigoletto", "Va, pensiero" (Coro dos Escravos Hebreus) de Nabucco, "Libiamo ne' lieti calici" (Valsa do Brinde) de La Traviata e a "Gloria al Egito e ad Iside" (Marcha Triunfal) de Aida. Após a Itália ser unificada, em 1861, muitas das óperas de Verdi foram reinterpretadas como Risorgimento. Começando em Nápoles, em 1859 e se espalhando por toda a Itália, o slogan "Viva VERDI" foi usado como um acróstico de Viva Vittorio Emanuele Re D'Italia (Vitor Emanuel, Rei da Itália), se referindo a Vítor Emanuel II da Itália, então rei da Sardenha. 


Giovanni Boldini - Portrait of Giuseppe Verdi, Março de 1886 – óleo sobre tela – Fondazione Giuseppe Verdi, Milano


Esse retrato foi pintado por Boldini em seu estúdio in Place Pigalle, depois de várias sessões, em que a esposa de Verdi, Giuseppina Strepponi, e o maestro Emanuele Muzio estavam presentes. Verdi estava em Paris na época, trabalhando em Otello, de um libreto de Arrigo Boito. Quando a ópera foi apresentada pela primeira vez no La Scala, em Milão, em 05 de fevereiro de 1887, o próprio Boldini estava presente. Em 1893, depois de grande sucesso de Verdi com Falstaff, o pintor doou o retrato ao retratado, que o expôs em seu luxuoso apartamento no Palazzo Doria em Gênova.

Giovanni Boldini (Ferrara, 31 de dezembro de 1842 - Paris, 11 de julho de 1931) foi um pintor acadêmico italiano. Boldini iniciou seus estudos de pintura com seu pai, restaurador e pintor. Depois foi estudar na Academia de Florença. Foi a Paris, para a Exposição Universal de 1867, onde conheceu Degas, Manet, Sisley, Caillebotte, admirando sobretudo as obras de Corot. Três anos mais tarde, faz uma estada em Londres, fundamental pelo estudo de grandes retratistas e caricaturistas ingleses do século XVIII, de Gainsborough a Hogarth. Com a derrota da Comuna em 1871, Boldini retornou a Paris. O marchand Goupil comprou suas obras no gênero anedótico de Meissonnier e Fortuny, onde se encontrou com Frans Hals, graças a uma viagem à Holanda em 1875, onde nasceu sua paixão pelas diversas tonalidades negras e pelos chumbos profundos. É desta década o célebre retrato a crayon de Verdi. Sua atividade como retratista o levou a New York, solicitado pelos Vanderbilt, pelos Whitney e outros.


Assista alguns vídeos com trechos de composições famosas de Verdi:


Giuseppe Verdi - Aida - Marcia Trionfale (Triumphal March)



Va, pensiero · Giuseppe Verdi: Nabucco



Giuseppe Verdi - La Donna e Mobile - Mario Lanza



Giuseppe Verdi - Il Trovatore - Anvil Chorus



Giuseppe Verdi - La Traviata - Libiamo ne´lieti Calici (Valsa do Brinde)




Brindis. La traviata. Giuseppe Verdi




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