domingo, 28 de junho de 2015

A história de “A Painting Juri Session” de Henri Gervex

Henri Gervex ( 1852-1929) - A Painting Jury Session - 1885 – óleo sobre tela – 300 x 419 cm - Musée d'Orsay


A história de “A Painting Juri Session” de Henri Gervex


A pintura retrata a Sessão do Juri de Pintura no Salão de Artistas Franceses, em uma sala no primeiro andar do Palácio das Indústrias no Champs-Elysée, durante a Exposição Universal  de Paris em 1885.
Criado em 1699, o Salão foi, na segunda metade do século 19, a única exposição, tanto popular quanto institucional, que permitiu aos artistas divulgarem seus trabalhos. A “Sessão do Juri de Pintura” de Gervex mostra a importância do evento e a reação dos membros do júri na atribuição de prêmios, bem como a dos críticos de arte escrevendo para os jornais. Esta exposição refletia o gosto oficial, com várias pinturas adquiridas pelo Estado francês na sequência do Salão, para o Musée du Luxembourg, que foi dedicado à arte contemporânea do seu tempo.

Por muito tempo considerado como um lugar onde o Academismo foi promovido, o Salon de fato permitiu a confrontação de diversas experiências artísticas. Assim como alguns escolhiam temas da Antiguidade ou da Bíblia, outros artistas renovaram fórmulas tradicionais pelo seu estilo e composição, enquanto outros favoreciam eventos mais recentes ou contemporâneos.
Na verdade, o interesse pela vida moderna não se restringia ao pequeno círculo do avant-garde, como mostrado pelo sucesso obtido por retratos e cenas mundanas, o que constituia uma importante fonte de renda para os artistas famosos.

Personagens retratados:
Joseph Barrias Félix (1822-1907), Benjamin-Constant, né Jean Baptiste Benjamin Constant (1845-1901), Léon Bonnat (1833-1922), William Bouguereau (1825-1905), Charles Busson (1822-1908), Alexandre Cabanel (1823-1889), Carolus-Duran, né Charles Emile Auguste Durant (1837-1917), Jean-Charles Cazin (1841-1901), Fernand Cormon, né Ferdinand Anne Piestre (1845-1924), Edouard Detaille (1848-1912), Ernest Duez (1843-1896), Louis Français (1814-1897), Henri Gervex (1852-1929), Gustave Guillaumet (1840-1887), Antoine Guillemet (1841-1918), Henri Harpignies (1819-1916), Jean-Jacques Henner (1829-1905), Ferdinand Humbert (1842-1934), Jean-Paul Laurens (1838-1921), Eugène Lavieille (1820-1889), Jules Lefebvre (1836-1911), Hector Leroux (1829-1900), Evariste Vital Luminais (1822-1856), Albert Maignan (1845-1908), Alphonse de Neuville (1835-1885), Charles-Henri Pille (1844-1897), Alexandre Protais (1826-1890), Pierre Puvis de Chavannes (1824-1898), Alexandre Rapin (1839-1889), Tony Robert-Fleury (1837-1911), Alfred Roll (1846-1919), Antoine Vollon (1833-1900), Félix de Vuillefroy Cussini (1841-1916)
A identificação de Cabanel, Luminais Lavieille, Humbert e Cormon é incerta.

Henri Gervex (Paris 10 de dezembro de 1852 - 07 de junho de 1929) foi um pintor francês que estudou pintura com Alexandre Cabanel, Pierre-Nicolas Brisset e Eugène Fromentin. Seus primeiros trabalhos pertenciam quase exclusivamente ao gênero mitológico, que servia como desculpa para a pintura do nu, mas nem sempre de bom gosto. Gervex depois dedicou-se a representações da vida moderna. Ele foi encarregado de várias pinturas oficiais importantes e decoração de edifícios públicos, como o teto da Salle des Fêtes (salão de festas) no Hôtel de Ville, Paris, e os painéis decorativos pintados em conjunto com Emile-Henri Blanchon para a Mairie (prefeitura) do 19° Arrondissement, Paris.


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sábado, 27 de junho de 2015

Bebel Gilberto - Far From The Sea



Bebel Gilberto - Far From The Sea

Isabel "Bebel" Gilberto de Oliveira (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora brasileira nascida nos Estados Unidos. Muitas vezes associada à bossa nova, Bebel Gilberto é filha de João Gilberto e da cantora Miúcha, e sobrinha de Chico Buarque. Bebel teve sua estreia na música precocemente. Aos 9 anos já havia se apresentado no Carnegie Hall com sua mãe e Stan Getz, e já tinha participado nos musicais Pirlimpimpim e Saltimbancos com sua mãe e seu tio, Chico Buarque.


Sua estreia como solo profissional veio em 1986 com um EP auto-intitulado, que incluiu "Preciso Dizer Que Te Amo", com parceria com Cazuza e Dé, quando ambos estavam na Banda Barão Vermelho. Em 1991, a filha de Gilberto e Miúcha trocou Ipanema, onde cresceu, por Manhattan, onde ela nasceu. Bebel continua vivendo em Nova Iorque, mas compartilha seu tempo entre os EUA e o Brasil.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Henri Lebasque – sua arte e sua história

Henri Lebasque – Little White Dog – 1905 - óleo sobre tela – 65,6 x 54,6 cm

Henri Lebasque – sua arte e sua história


Henri Lebasque - Garden in Summer - óleo sobre tela

Lebasque nasceu em 25 de setembro 1865 em Champigné (Maine-et-Loire), França. Iniciou a sua formação artística na cidade de Angers, onde entrou na École des Beaux-Arts. Em 1885, decidiu continuar seus estudos em Paris no estúdio de Bonnat. Durante esses anos Lebasque conheceu Camille Pissarro e Auguste Renoir, que mais tarde teriam um grande impacto no seu trabalho e experimentou técnicas neo-impressionistas, que abandonou alguns anos mais tarde em favor de uma pincelada mais natural.


Henri Lebasque - Horse and Carriage on a Sunny Road – c. 1900 - óleo sobre tela – 73,7 x 60,4 cm


Henri Lebasque – On the Beach – c. 1920 - óleo sobre tela


Henri Lebasque - Woman in black gloves – 1930 - óleo sobre tela

Em 1890 ele participou do Salon des Indépendants e conheceu Maximilien Luce e Paul Signac, com quem manteve uma estreita amizade. A visão de Lebasque foi colorida por seu contato com pintores mais jovens, especialmente Édouard Vuillard e Pierre Bonnard, fundadores do Grupo dos Nabis, que eram os intimistas que favoreciam a calma e a quietude dos temas domésticos. De seu primeiro contato com Georges Seurat e Paul Signac, Lebasque aprendeu o significado de uma teoria da cor que salientava o uso de cores complementares em sombreamento.


Henri Lebasque – Afternoon in the Garden – 1923 – óleo sobre tela – 21,4 x 65,5 cm


Henri Lebasque - Nono in a pink hat – c. 1920-29 - óleo sobre tela – 55,6 x 46,3 cm


Henri Lebasque – The Bar at the Beach – 1923-25 - óleo sobre tela – 58,9 x 73 cm

No início do século 20, ele se estabeleceu por cinco anos em Lagny, onde pintou paisagens. Em 1906 o trabalho de Lebasque passou por uma transformação acentuada na maneira em que aplicava a cor em suas telas e interpretava a luz. Esta mudança foi motivada por sua visita ao Sul da França com seu amigo Manguin e pelo efeito que a luz do sul tinha sobre ele. Ao longo dos próximos anos, ele trabalhou na Normandia (Andelys em 1912, 1915 e 1921), Bretanha e Vendée, e também em Saint Tropez, São Maxime, Nice e Cannet, onde se estabeleceu em torno de 1924. Durante esses anos, os temas de suas pinturas eram os objetos e as pessoas ao seu redor: retratos de sua esposa e filhos, interiores e jardins, margens de rios, bem como vistas para o Provence e da Côte d'Azur, pomares e olivais.

Henri Lebasque – Boat on the Marne – 1905 - óleo sobre tela


Henri Lebasque- The Quay at St Pierre in Cannes (also known as Open Window in Antibes) - óleo sobre tela – 61 x 50,7 cm


Henri Lebasque - A Young Woman Seated with Hydrangeas – c. 1925 - óleo sobre tela – 54,7 x 65,4 cm

Por razões de saúde (ele sofria de reumatismo desde a sua juventude) Lebasque retirou-se para a costa, no final de sua vida. Durante este último período, ele pintou nus femininos, com as figuras repletas de luz e ternura. Lebasque morreu em Le Cannet de um ataque cardíaco em agosto de 1937. Lebasque teve algum sucesso comercial durante sua vida. Ele trabalhou nas decorações do teatro dos Champs-Elysées e no navio Transatlantique. Sua obra está representada em museus franceses, como Angers, Genebra (Petit Palais), Lille (Musée des Beaux-Arts), Nantes e Paris (Musée d'Orsay). 


Henri Lebasque – Interior with Harp - óleo sobre tela


Henri Lebasque - Nude on red carpet – 1920 - óleo sobre tela


Henri Lebasque - In Front of the Window, Ile d'Yeu – 1919 - óleo sobre tela – 46 x 38 cm


Henri Lebasque - Woman and Little Girl at the Window - óleo sobre tela sobre madeira


Henri Lebasque – Woman in a White Dress – c. 1923 - óleo sobre tela – 50 x 61 cm 


Henri Lebasque - Saint-Tropez, Marthe Asleep in a Chaise Lounge – c. 1910-15 - óleo sobre tela – 73 x 92 cm


Henri Lebasque – La Cigarette – c. 1921 – 54 x 65 cm


Henri Lebasque - The Snack, Aix-les-Bains – 1920 - óleo sobre tela – 80,3 x 65,4 cm


Henri Lebasque – The Blue Robe – 1920 – óleo sobre tela – 81 x 65 cm

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

15 Pinturas de Inverno – É Inverno no Hemisfério Sul!

Sunset on the Seine at Lavacourt, Winter Effect - Claude Monet – 1880


15 Pinturas de Inverno – É Inverno no Hemisfério Sul!


A village in winter - Marc Chagall – 1930 – guache sobre cartão - 62 x 50 cm – coleção particular


Boulevard Haussmann in the Snow - Gustave Caillebotte - c.1879-c.1881 – óleo sobre tela - 65 x 82 cm – coleção particular


Snow Falling in the Lane - Edvard Munch – 1906 – óleo sobre tela – 80 x 100 cm – The Munch Museum


Boulevard Montmartre Winter Morning - Camille Pissarro – 1897 – óleo sobre tela - 65 x 81 cm - Metropolitan Museum of Art, New York City


The Parsonage Garden at Nuenen in the Snow - Vincent van Gogh – 1885 – óleo sobre tela - Norton Simon Museum, Pasadena, CA, USA


Winter Landscape - Wassily Kandinsky – 1909 – óleo sobre cartão - 75.5 x 97.5 cm - The State Hermitage Museum, St.Petersburg, Russia


Roof under the Snow, Paris - Gustave Caillebotte – 1878 – óleo sobre tela - 60 x 72.5 cm


Children carrying the Wood in the Snow, Winter - Nikolay Bogdanov-Belsky – óleo sobre tela - 80.5 x 68.5 cm


 St.Denis, Winter - Edouard Cortes – óleo sobre tela


People Walking in Front of Snow-Covered Cottage (Saint-Rémy-de-Provence, France)  - Vincent van Gogh – 1890 – lápis sobre papel - Van Gogh Museum, Amsterdam, Netherlands


Moulin in Sannois Under Snow - Maurice Utrillo – pós-impressionismo


Winter Morning Veneux - Alfred Sisley – 1881 – óleo sobre tela - 50 x 81 cm


Winter, Central Park - Childe Hassam – 1901 – óleo sobre tela


Winter - Alphonse Mucha -  1896 – óleo sobre tela – coleção particular



sábado, 20 de junho de 2015

A história de Apollo e Daphne de Gian-Lorenzo Bernini

Apollo e Daphne - Gian-Lorenzo Bernini – 1622-25 - mármore de Carrara – 243 cm - Galleria Borghese, Roma, Itália

A história de Apollo e Daphne de Gian-Lorenzo Bernini




Gian Lorenzo Bernini criou uma obra-prima para o Cardeal Scipione Borghese que descreve a casta ninfa Daphne sendo transformada em uma árvore loureiro, perseguida em vão por Apolo deus da luz. A escultura foi a última de uma série de obras de arte encomendadas pelo Cardeal Scipione Borghese, no início da carreira de Bernini, que não executou a escultura sozinho, mas teve a ajuda significativa de um membro da sua oficina, Giuliano Finelli, que esculpiu os detalhes que mostram a conversão de Daphne de humana para árvore, como a casca e ramos, bem como os cabelos ao vento. Alguns historiadores, contudo, desconsideram a importância da contribuição de Finelli.




Esta escultura de mármore em tamanho natural, iniciada por Bernini aos vinte e quatro anos e executada entre 1622 e 1625, sempre esteve abrigada no mesmo local, mas ficava originalmente em uma base mais baixa e mais estreita contra a parede perto da escada. Apesar de a escultura poder ser apreciada a partir de vários ângulos, Bernini planejou para que ela seja vista de lado, permitindo que o observador veja as reações de Apollo e Daphne simultaneamente e assim compreendendo a narrativa da história em um único instante, sem a necessidade de mudar de posição. Assim, quem entra no salão vê primeiro Apollo por trás, em seguida, a ninfa em fuga aparecendo no processo de metamorfose: casca de árvore cobre a maior parte de seu corpo, mas de acordo com Ovídio, a mão de Apollo ainda pode sentir seu coração batendo por baixo. Assim, a cena termina por Daphne sendo transformada em uma árvore de louro para fugir do divino agressor dela.




Quando Phoebus (Apollo), atingido pela “seta do amor” de Cupido, vê a filha solteira de Peneus um deus do rio, ele fica admirado com sua beleza e consumido pelo desejo. Apolo, o mais belo deus do Olimpo, autoconfiante com seu arco de prata, irritou Cupido com sua arrogância. Assim, o Cupido lançou duas flechas, uma de amor em Apolo e outra de chumbo na ninfa Dafne, que afastava o amor. Como Daphne foi atingida pela “seta repelente do amor” de Cupido e nega o amor dos homens, a ninfa foge, e ele implacavelmente a persegue, implorando e prometendo tudo. Quando suas forças estão no final, ela reza para seu pai Peneus:  "Destrua a beleza que tem me ferido, ou mude o corpo que destrói minha vida”. Antes de sua oração terminar, um torpor se apossa de todo o seu corpo, e uma casca fina surge em torno de seu peito, seu cabelo torna-se como folhas em movimento, seus braços se alteram para ramos ondulantes e seus pés antes ativos para raízes agarradas ao chão. Seu rosto ficou escondido por folhas. Phoebus amou a árvore graciosa, agarrou-se a ela e beijou a madeira e disse: "Mas desde que tu não podes ser minha esposa certamente serás minha árvore”. E afirmou que os ramos do loureiro sempre o acompanharão em sua coroa verde e vistosa, participando de seus triunfos eternamente. Dessa maneira, os ramos de loureiro ficaram associados a Apolo, tanto que nos Jogos Olímpicos ele ainda constitui parte do prêmio.




A presença deste mito pagão na villa do Cardeal foi justificada por um dito moral composto em latim pelo Cardeal Maffeo Barberini (mais tarde o Papa Urbano VIII) e gravado na base, que diz: “Aqueles que gostam de perseguir formas fugazes de prazer , no final encontram apenas folhas e frutos amargos em suas mãos”. Em 1785, quando Marcantonio Borghese IV decidiu colocar a escultura no centro do salão, Vincenzo Pacetti projetou a base atual, usando as peças originais, acrescentando gesso no pedestal e outra placa que ostenta a águia Borghese, esculpida por Lorenzo Cardelli.
Gian Lorenzo Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 – Roma, 28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano, trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e arquiteto, além de pintor, desenhista, cenógrafo e criador de espectáculos de pirotecnia. Esculpiu numerosas obras de arte presentes até os dias atuais em Roma e no Vaticano.

Gian Lorenzo Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 – Roma, 28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano, trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e arquiteto, além de pintor, desenhista e cenógrafo. Esculpiu numerosas obras de arte presentes até os dias atuais em Roma e no Vaticano. Gian Lorenzo Bernini nasceu em Nápoles, filho de Pietro Bernini, escultor maneirista. Acompanhou seu pai a Roma, onde suas precoces habilidades de prodígio logo foram notadas pelo pintor Annibale Carracci e pelo Papa Paulo V. Seus primeiros trabalhos foram inspirados em esculturas helenistas e romanas, que estudou em detalhe. Virtuosismo e imitação do mundo eram os dotes do escultor, mas foi o gênero de retratos ou bustos que fez sua fortuna. Por toda sua vida retratou papas, reis, nobres, personagens mais importantes e influentes de seu tempo. 




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quinta-feira, 18 de junho de 2015

Você gosta de arte, romance, drama, comédia, aventura?



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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Carlos Lyra & Marcos Valle - "Até O Fim"




Carlos Lyra & Marcos Valle - "Até O Fim"

Carlos Eduardo Lyra Barbosa (Rio de Janeiro, 11 de maio de 1936) é um cantor, compositor e violonista brasileiro. Junto com Roberto Menescal, era uma das figuras jovens da bossa nova. Fez parte de uma bossa nova mais ativista, propondo o retorno do ritmo às suas raízes no samba. Dentre suas canções mais famosas estão "Maria Ninguém", "Minha Namorada", "Ciúme", "Lobo bobo", "Menina", "Maria moita" e "Se é tarde me perdoa".

Marcos Kostenbader Valle (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1943) é um compositor, cantor, instrumentista e arranjador brasileiro. Considerado como um dos integrantes da segunda geração da bossa nova, iniciou sua carreira artística em 1961 integrando um trio, juntamente com Edu Lobo e Dori Caymmi. Nessa época, começou a compor suas primeiras músicas em parceria com o irmão Paulo Sérgio Valle. Em 1964, sua canção Samba de Verão atingiu o segundo lugar nas paradas de sucesso americanas, e teve pelo menos 80 versões gravadas nos EUA.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Série Arteeblog: Arte e Cinema - Norman Rockwell, George Lucas e Steven Spielberg

Steven Spielberg

Série Arteeblog: Arte e Cinema - Norman Rockwell, George Lucas e Steven Spielberg



Como o trabalho de um amado artista americano ajudou a moldar o trabalho de dois dos maiores diretores de cinema de Hollywood: o trabalho de Norman Rockwell teve uma profunda influência sobre Steven Spielberg e George Lucas, começando quando eram meninos, inspirados por suas ilustrações das capas do jornal Saturday Evening Post. Rockwell era o artista americano por excelência de sua geração, criando cenas que capturavam momentos decisivos na vida. . . e sonhos do que está à frente. Eles são os cineastas americanos por excelência de sua geração, criando cenas que capturam momentos decisivos na vida. . . e sonhos do que está à frente. As coleções somam juntas mais de 50 obras.

George Lucas

Foi Lucas quem começou a colecionar Rockwell , que segundo ele, foi capaz de resumir uma história e fazer você querer ler a história, e realmente compreender quem eram as pessoas, quais os seus motivos, tudo em um pequeno quadro. Steven Spielberg, disse que não podia acreditar que alguém que ele conhecia tinha uma pintura a óleo pela mão deste grande ícone americano. Ele disse que então saiu e comprou um Rockwell maior!


Norman Rockwell – Shadow Artist – 1920 – óleo sobre tela – coleção George Lucas

"Shadow Artist" (Artista da Sombra) geralmente está pendurado no escritório de Lucas: "É o anfitrião, utilizando luz e movimento", disse ele, "que é onde começou a nossa indústria".


Norman Rockwell - Boy on High Dive - The Saturday Evening Post, August 16, 1947 – óleo sobre tela - 89 x 68,5 cm – coleção de Steven Spielberg

"Boy on a High Dive" (Garoto no Trampolim) geralmente está no escritório de Spielberg, que disse: “Este é o Rockwell que, cada vez que eu estou pronto para fazer um filme, para comprometer-me a dirigir um filme, sou eu, é o sentimento em meu estômago, antes de dizer "sim" a um filme. Porque cada filme é como olhar do alto de um trampolim de três metros".


Norman Rockwell - "Gary Cooper as the Texan" – 1930 – da coleção de Steven Spielberg

O próprio Rockwell era fascinado com filmes, passando um tempo em Hollywood, onde ele retratou Gary Cooper no local, para a tela "The Texan". E Rockwell, famoso por seu senso de humor, se deliciaria ao ver que um dos machões que ele pintou em 1935 tem uma notável semelhança com o personagem Indiana Jones, da colaboração Lucas-Spielberg de 1981, "Os Caçadores da Arca Perdida".


Norman Rockwell - The Flirts - The Saturday Evening Post, July 26, 1941- óleo sobre tela – 86,5 x 68,5 cm – coleção de Steven Spielberg

A pintura "The Flirts" de 1941 poderia ser um prelúdio para o filme '"American Graffiti" de Lucas, lançado 32 anos depois.


Norman Rockwell - Charwomen in Theater - The Saturday Evening Post, April 6, 1946 - carvão vegetal sobre papel -  101,6 x 79 cm – coleção de George Lucas

“Charwomen in Theater” mostra um momento de intimidade compartilhado entre duas mulheres mais velhas que trabalham de madrugada em um lugar que elas não podem freqüentar. George Lucas observou: "Para elas é mais do que apenas um trabalho. Elas estão interessadas no lugar onde elas trabalham. Você pode imaginá-las espiando e assistindo shows, observando os ensaios. Você pode imaginá-las se sentindo orgulhosas de trabalharem no teatro".
Rockwell compunha seus trabalhos da mesma maneira como um diretor de cinema configura uma filmagem, escolhendo os adereços, organizando a iluminação, até fazendo um teste com seus modelos, para se certificar de que eles iriam atuar nos papéis que deviam desempenhar em seus quadros".


Norman Rockwell - Movie Starlet and Reporters - The Saturday Evening Post, March 7, 1936 - óleo sobre tela - 89 x 81 cm - coleção de Steven Spielberg

“Movie Starlet and Reporters” já foi descrito como um retrato de Jean Harlow sendo entrevistada, mas a modelo foi provavelmente Mardee Hoff, a filha de outro artista das capas do Post. Hoff esperava entrar no cinema, e seu rosto era familiar, das revistas e anúncios de jornal. No dia em que a capa de Rockwell chegou às bancas, três empresas de cinema a procuraram, e dentro de duas semanas ela estava na Califórnia sob contrato com a Twentieth Century-Fox.


Norman Rockwelll - Boy Reading Adventure Story - The Saturday Evening Post, November 10, 1923 – óleo sobre tela - 76 x 61 cm – coleção de George Lucas

“Boy Reading Adventure Story” é sobre o poder  que a palavra escrita tem, para transportar uma criança para uma terra e tempo distantes. George Lucas comentou: "É uma pintura que celebra a literatura, a magia que acontece quando você lê uma história, e a história ganha vida para você". Ao trabalhar em Star Wars, ele disse, "Eu percebi que você ainda pode sentar e sonhar com terras exóticas e estranhas criaturas."

"Eu acho que ele deixou um legado que nunca será esquecido", disse Lucas. "Você sabe, muitos artistas têm uma tendência a pintar sem emoção, sem qualquer conexão com o público. E tanto Steve quanto eu somos emocionais e nós amamos nos conectar com o público".

Steven Allan Spielberg (Cincinnati, 18 de dezembro de 19461 ) é o diretor que mais tem filmes na lista dos 100 Melhores Filmes de Todos os Tempos, feita pelo American Film Institute. Ele é considerado um dos cineastas mais populares e influentes da história do cinema. Spielberg venceu o Oscar de Melhor Diretor duas vezes por Schindler's List e Saving Private Ryan, também venceu o Oscar de Melhor Filme por Schindler's List. Suas obras mais conhecidas são Jaws, Raiders of the Lost Ark, Indiana Jones and the Temple of Doom, Indiana Jones and the Last Crusade, E.T. the Extra-Terrestrial, Jurassic Park, Schindler's List, Saving Private Ryan, Catch Me If You Can, War of the Worlds e Lincoln. George Walton Lucas Jr., (Modesto, 14 de Maio de 1944) é um produtor cinematográfico, roteirista e cineasta, norte-americano. Lucas é mundialmente famoso pelas franquias Guerra nas Estrelas e Indiana Jones. Está entre as pessoas mais ricas e influentes do mundo.

Norman Rockwell (Nova Iorque, 3 de fevereiro de 1894 — Stockbridge, Massachusetts, 8 de novembro de 1978) era muito popular nos Estados Unidos, especialmente em razão das 323 capas da revista The Saturday Evening Post que realizou durante mais de quatro décadas, e das ilustrações de cenas da vida americana nas pequenas cidades. Pintou os retratos dos presidentes Eisenhower, John Kennedy, Lyndon Johnson e Richard Nixon, assim como de outras importantes figuras mundiais. Um de seus últimos trabalhos foi o retrato da cantora Judy Garland, em 1969.

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