terça-feira, 31 de março de 2015

Algumas pinturas, fotos e curiosidades da Torre Eiffel em Paris

Marc Chagall - Paris through the Window – 1913 – óleo sobre tela – 135,8 x 141,4 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA 

Algumas pinturas, fotos e curiosidades da Torre Eiffel em Paris


Marc Chagall - The Betrothed and Eiffel Tower – 1913 – óleo sobre tela - Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice, France


A Torre Eiffel é uma torre em treliça de ferro do século XIX, localizada no Champ de Mars em Paris, que se tornou um ícone mundial da França e uma das estruturas mais reconhecidas no mundo. A Torre Eiffel é o monumento pago mais visitado do mundo, milhões de pessoas sobem à torre cada ano. Nomeada em homenagem ao seu projetista, o engenheiro Gustave Eiffel, foi construída como o arco de entrada da Exposição Universal de 1889.


"Paris Exposition: Champ de Mars and Eiffel Tower, Paris, France, 1900", Lantern slide, 8.25 x 10,16 cm. Brooklyn Museum, Goodyear Archival Collection


"Paris Exposition: Eiffel Tower and Celestial Globe, Paris, France, 1900", Lantern slide, 8.25 x 10,16 cm. Brooklyn Museum, Goodyear Archival Collection


O governo da França planejou a Exposição Universal de 1889 e anunciou uma competição de design arquitetônico para um monumento que seria construído no Campo de Marte, no centro de Paris. Mais de cem designs foram submetidos ao concurso. O comitê do Centenário escolheu o projeto do engenheiro Gustave Eiffel (1832-1923), de quem herdaria o nome, a torre com uma estrutura metálica que se tornaria então, a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem. Com seus 324 metros de altura, possuía 7 300 toneladas quando foi construída. A Torre Eiffel foi aberta ao público em 31 de Março de 1889.


Construção da Torre Eiffel


Zazou, le peintre de la Tour Eiffel, 1953. Marc Riboud/Magnum Photos


A torre tornou-se o símbolo mais proeminente de Paris e da França, uma parte do cenário caracterizado em dezenas de filmes que se passam em Paris. Seu estatuto de ícone é tão determinado que ainda serve como um símbolo para todo o País.


George Roux - Fête de Nuit à l'Exposition Universelle de 1889, 1889 – óleo sobre tela – 65 x 95 cm - Musée Carnavalet, Paris


Raoul Dufy – Paris – 1934 – óleo sobre tela - 196.2 x 156.5 cm - Los Angeles County Museum of Art, Los Angeles, CA, USA


Georges Seurat - The Eiffel Tower – 1889 – óleo sobre madeira – 24 x 15 cm - Fine Arts Museums of San Francisco, San Francisco, CA, USA


 Marc Chagall – The Big Wheel - 60.5 x 89 cm


Henri Rousseau - Seine and Eiffel Tower in the Sunset – 1910

Henri Rousseau - The Eiffel Tower - c.1898 – óleo sobre tela - 77.2 x 52.4 cm - Museum of Fine Arts, Houston, TX, USA


Marc Chagall - Newlywedds with Eiffel Towel in the Background – 1983 – óleo sobre tela - 61 x 50 cm


Marc Chagall - Field of Mars - 1954-1955 – óleo sobre tela - 149.5 x 105 cm - Museum Folkwang, Essen, Germany


Robert Delaunay – Eiffel Tower


Clique sobre o link para o site da Torre Eiffel e faça uma visita virtual 360° 


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sexta-feira, 27 de março de 2015

Exposição – Arte do Brasil até 1900 - MASP – Museu de Arte de São Paulo – Assis Chateaubriand

Nicolau Fachinetti - Enseada do Botafogo – 1869 – óleo sobre tela – 51 x 87 cm


Exposição – Arte do Brasil até 1900 - MASP – Museu de Arte de São Paulo – Assis Chateaubriand


Arthur Timótheo da Costa – A Dama de Verde – 1908 – óleo sobre tela – 50 x 61 cm


Frans Post - Paisagem com Tamanduá – entre 1660 e 1680 – óleo sobre madeira – 56 x 79 cm


A exposição apresenta um recorte da coleção de pintura brasileira do MASP, do século 17 ao 19, do período colonial à República. Reúne não apenas obras da coleção, mas também documentos do arquivo histórico e fotográfico do Museu, e apresenta não só um panorama do período mas também revela um pouco das histórias em torno da construção do acervo MASP. Assim, diversas histórias se entrelaçam: a do MASP, a trajetória das obras do Museu e a própria história da arte brasileira.
Arte do Brasil até 1900 é a primeira de uma série de exposições dedicadas ao acervo do MASP, foco da programação de 2015. A mostra reúne não apenas obras da coleção, mas também documentos do arquivo histórico e fotográfico do museu. A exposição apresenta um recorte da coleção de pintura brasileira do MASP, do século 17 ao 19, do período colonial à República. Como “arte do Brasil” compreende-se toda produção realizada no Brasil, sobre o Brasil, por brasileiros ou estrangeiros. Desta forma, estão incluídos tanto os artistas viajantes europeus, quanto os pintores acadêmicos brasileiros.


Victor Meirelles – Moema – 1866 – óleo sobre tela – 129 x 190 cm


Benedito Calixto - Rampa do Porto do Bispo em Santos - c. 1900 – óleo sobre tela - 39 x 84 cm


Embora o conjunto apresentado não tenha a pretensão de construir uma história da arte abrangente do período e inclua retratos e naturezas mortas, um forte fio condutor é a representação da paisagem - de Frans Post, com sua pintura de fundação da paisagem no Brasil no século 17, passando pelos viajantes do século 19, como Henry Chamberlain, E. F. Schute, Joseph Brüggermann, Nicolas Vinet e Félix-Émile Taunay, ao conjunto de pinturas de Benedito Calixto, o grande pintor das paisagens paulistas.


E. F. Schute - Cachoeira de Paulo Afonso – 1850


Frans Post – Cachoeira de Paulo Afonso - 1649 – óleo sobre tela - 58,5 x 46 cm


Destacam-se, ainda, retratos de Victor Meirelles, Almeida Júnior, Belmiro de Almeida, Henrique Bernardelli, Pedro Américo e Eliseu Visconti, figuras centrais da história da arte do período. Algumas obras do início do século 20 são apresentadas em razão do diálogo próximo que estabelecem com a tradição do século anterior - de Antonio Parreiras, João Baptista da Costa e Arthur Timótheo da Costa. Chama a atenção a ausência de mulheres entre os artistas; estas aparecem apenas como representações num período dominado por homens.


José Ferraz de Almeida Júnior - O Pintor Belmiro de Almeida – séc. XIX – óleo sobre madeira – 55 x 47 cm


João Batista Castagneto - Uma Salva em dia de grande Gala na Baía do Rio de Janeiro – 1887 – óleo sobre tela – 74 x 150 cm


Por outro lado, dois pintores negros encontram-se no grupo - Timótheo da Costa e Emmanuel Zamor. Se o mais conhecido e visível acervo do museu é o de obras, o mais extenso é o documental, que inclui correspondências sobre doações, aquisições, empréstimos e atribuições entre o MASP e outras instituições ou indivíduos, notas fiscais e recibos, fichas de registro de obras, convites e folders de exposições, recortes de jornais e revistas, fotografias de obras e de exposições, entre outros. Em museus, os documentos e fotografias do arquivo normalmente não são expostos. Ao trazê-los a público justapondo-os às suas respectivas obras, oferecemos uma nova camada de leitura sobre a coleção, revelando parte da história do museu.


Henrique Bernardelli - Interior com Menina que Lê - 1876-1886 – óleo sobre tela - 95 x 63 cm


José Ferraz de Almeida Júnior - Moça com Livro - óleo sobre tela - 50 x 61 cm

A expografia reconstrói o projeto de Lina Bo Bardi para o acervo do MASP na FAAP, Fundação Armando Alvares Penteado, em São Paulo. Entre 1957 e 1959 o MASP e a FAAP criaram em parceria o Instituto de Arte Contemporânea para sediar os cursos e a coleção do museu, embora não tenha perdurado. A coleção ficou exposta por cerca de um ano na FAAP, com visitação apenas para convidados, retornando para o a antiga sede do museu, na Rua 7 de abril. A reconstrução de expografias que marcaram a história do museu (no MASP FAAP, no 2º subsolo, e do MASP 7 de Abril, no 1º andar) é um prelúdio da retomada da radical expografia dos cavaletes de vidro de Lina Bo Bardi para a coleção permanente, planejada para o segundo semestre.


A exposição Arte do Brasil até 1900  Com obras da coleção e documentos do arquivo do MASP e remontagem de expografia de Lina Bo Bardi para o MASP na FAAP, da década de 1950, feita pelo Metro


Vista geral da exposição da coleção do MASP na FAAP em 1957


Ao justapor obras e documentos em uma mesma exposição, Arte do Brasil até 1900 apresenta não só um panorama do período, mas também revela um pouco das histórias em torno da construção do acervo. Assim, diversas histórias se entrelaçam: a do MASP, a trajetória das obras no museu e a própria história da arte brasileira.



Victor Meirelles – Dom Pedro II - 1864 – óleo sobre tela - 252 x 165 cm


De 26 de março a 6 de junho de 2015
MASP - Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand
Avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP
Informações: 3251-5644


Texto: MASP - Museu de Arte de São Paulo - Assis Chateaubriand




terça-feira, 24 de março de 2015

A história da obra de Claude Monet – "Claude Adolphe Monet Reading in a Garden"

Claude Monet – "Claude Adolphe Monet (1800–1871) Reading in a Garden" – 1867 – óleo sobre tela


A história da obra de Claude Monet – "Claude Adolphe Monet Reading in a Garden


A vista do jardim de Monet apresenta um vislumbre dos jardins bem cuidados de Le Coteau, propriedade de sua tia, na estância balnearia de Saint-Adresse, onde se refugiou "no seio da família" durante o verão de 1867. Além de alojamento e alimentação, o pobre jovem artista parece ter gostado do apoio familiar ("a ponto de admirarem cada traço do meu pincel"), até mesmo de seu pai severo, Claude Adolphe Monet (1800–1871), que posou como cavalheiro garboso lendo seu jornal, inteligentemente vestido com um chapéu panamá, sobrecasaca escura e calça cinza-claro. O patriarca da família, de sessenta e sete anos de idade, também aparece em outras cenas da vida moderna, em "Jardim em Sainte-Adresse" e "Regata em Sainte-Adresse", da mesma data.


Claude Monet - "A Regata em Sainte-Adresse (Régates à Sainte-Adresse)" – 1867 – óleo sobre tela – 75,2 x 101,6 cm - Metropolitan Museum of Art, New York


Esta pintura e "A praia em Sainte-Adresse" provavelmente foram concebidas como um par. Elas são idênticas em tamanho, e seu ponto de visão difere por apenas alguns metros.


Claude Monet - "A Praia em Sainte-Adresse" – 1867 – óleo sobre tela – 75,8 x 102,5 cm – Art Institute Chicago


Sainte-Adresse, subúrbio próspero de Le Havre, foi a casa do pai de Monet. Desprovido, Monet passou o verão de 1867 com seu pai e sua tia Sophie Lecadre ao custo de abandonar sua companheira, Camille Doncieux, e seu filho recém-nascido, Jean. Monet compareceu ao parto em Paris e voltou para a costa, alguns dias depois.
O par de pinturas justapõe esta regata ensolarada observada na maré alta por burgueses bem vestidos, com uma cena nublada na maré baixa, com barcos de pesca rebocados para a praia povoada de marinheiros e trabalhadores. Como Monet nunca expôs as pinturas lado a lado, o contraste entre elas, provavelmente, não foi concebido como um manifesto social, mas em vez disso reflete condições diferentes sob as quais o mesmo lugar poderia ser pintado.


Claude Monet - "O Jardim em Sainte-Adresse (Jardin à Sainte-Adresse)" – 1867 – óleo sobre tela – 98 x 130 cm – Metropolitan Museum of Art, New York

Monet passou o verão de 1867 no balneário de Sainte-Adresse no Canal Inglês, perto de Le Havre (França). Foi lá, em um jardim com vista para Honfleur no horizonte, que pintou esta imagem, que combina áreas suaves, tradicionalmente pintadas com passagens brilhantes de pinceladas rápidas e separadas e com manchas de cor pura.
Os modelos foram provavelmente: o pai de Monet, Adolphe, sentado em primeiro plano, a prima de Monet, Jeanne Marguérite Lecadre, Dr. Adolphe Lecadre (o pai dela) e talvez, outra filha de Lecadre, Sophie, a mulher sentada, de costas para o espectador.
 Embora a cena projete uma cena doméstica, não é um retrato de família. A relação de Monet com seu pai estava tensa naquele verão, devido à desaprovação familiar da ligação do jovem artista com sua companheira e noiva, Camille Doncieux.

Monet descreveu este trabalho em suas correspondências como "a pintura chinesa em que há bandeiras". Seu amigo Renoir se referiu a ele como "a pintura japonesa". Na década de 1860, as faixas horizontais planas da composição de cor lembravam a sofisticação das coloridas xilogravuras japonesas, que foram avidamente coletadas por Monet, Manet, Renoir, Whistler e outros em seu círculo. A gravura do artista japonês Hokusai que pode ter inspirado esta imagem, "Salão Turbante do Templo dos Quinhentos Rakan" (1830), continua hoje em na casa-museu de Monet em Giverny.

O vantajoso ponto de vista elevado e relativamente até mesmo o tamanho das áreas horizontais enfatizam a bidimensionalidade da pintura. As três zonas horizontais da composição parecem se elevar em paralelo ao plano de imagem em vez de recuar para o espaço. A tensão sutil resultante da combinação de ilusionismo e a bidimensionalidade da superfície manteve-se uma característica importante do estilo de Monet.


Katsushika Hokusai (1760-1849) - "Salão Turbante do Templo dos Quinhentos Rakan" – 1830-5 - xilogravura - National Gallery of Australia, Canberra  - parte da série: 36 Vistas do Monte Fuji


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segunda-feira, 23 de março de 2015

Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March - Águas de Março


Suzanne Vega & Stacey Kent, Waters of March - Águas de Março

Assista:



"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.

Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu motocontínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.


domingo, 22 de março de 2015

A arte de William McGregor Paxton (com vídeo)

William McGregor Paxton - Woman with Book - c. 1910 – óleo sobre tela colada em madeira  - New Britain Museum of American Art


A arte de William McGregor Paxton (assista o vídeo ao final do artigo)


William McGregor Paxton (1869 - 1941) foi um pintor e professor de arte americano, co-fundador do The Guild of Boston Artists, com Frank Weston Benson e Edmund Charles Tarbell. Paxton é conhecido por seus retratos, incluindo os de dois presidentes (Grover Cleveland e Calvin Coolidge) e cenas de interior com mulheres, incluindo sua esposa.
Paxton estudou na Cowles Art School e depois foi para Paris para estudar com Jean-Léon Gérôme na École des Beaux-Arts e na Académie Julian, em Paris. Ele voltou a Cowles e estudou com Joseph DeCamp, que também ensinou Elizabeth Vaughan Okie, que depois se tornou aluna de Paxton e, em seguida, sua esposa.
Paxton empregou uma técnica em que apenas uma área em suas composições estava totalmente em foco, enquanto o resto ficava um pouco turva, algo que ele chamou de "visão binocular" e creditou a Vermeer. Ele começou a empregar este sistema em seu próprio trabalho, incluindo The New Necklace, onde apenas as contas de ouro são bem definidas, enquanto o resto dos objetos na composição tem bordas mais suaves, borradas.


The New Necklace (O Colar Novo)  – 1910 – óleo sobre tela - 92 x 73 cm – Museum of Fine Arts Boston

Aqui ele acarretou uma narrativa, envolvendo a carta descartada e o colar. Mas Paxton permite que cada espectador forme a sua própria história. Ele não indica se a joia é um presente de um admirador ou uma compra, ou o que a garota de verde pode aconselhar a amiga. Desta forma, ele também emula Vermeer, cujos relatos são frequentemente ambíguos.


William McGregor Paxton  - In the studio - 1905 – óleo sobre tela – 76,2 x 63,5 cm


 William McGregor Paxton - Girl combing her hair or Young girl with a mirror - 1909


William McGregor Paxton - The Figurine (A Estatueta) – 1921 - Smithsonian American Art Museum

A tela ilustra a moda de artigos decorativos asiáticos que embasavam o gosto do colecionismo americano no final do século XIX e início do século XX. Aqui, um frasco azul-e-branco chinês é mostrado ao lado de uma estatueta chinesa. Uma empregada delicadamente limpa o vidro que encerra a estatueta. As composições de Paxton muitas vezes retratam mulheres em belos interiores. A fonte de luz vinda da esquerda destaca a tez rosada da mulher, combinado com a atenção sensível aos detalhes, lembrando as obras do mestre holandês do século XVII, Johannes Vermeer.


William McGregor Paxton - Oriental Vase - 1913 – óleo sobre tela – 76,5 x 63,8 cm


 William McGregor Paxton - The Breakfast – 1911 – óleo sobre tela - 71.8 x 89.5 cm - The Metropolitan Museum of Art

Nessa tela, o marido enterra a cabeça no jornal e na esfera de assuntos externos, em que sua esposa abatida não participa.


William McGregor Paxton - Girl Arranging Flowers – c. 1921 – óleo sobre tela - 76.6 × 63.6 cm - Brooklyn Museum


William McGregor Paxton - Marjorie Merriweather Post and her daughter Nedenia Post Hutton-Dina Merrill (com broche Cartier de esmeraldas)

Marjorie Merriweather Garbacchio Post (1887 - 1973 em Springfield, Illinois) foi uma socialite americana e fundadora da General Foods, Inc. Ela era filha de C. W. Post e Ella Letitia Merriweather. Aos 27 anos, quando seu pai morreu, ela tornou-se a proprietária da empresa Postum Cereal, fundada em 1895. Ela foi posteriormente a mulher mais rica nos Estados Unidos, com uma fortuna no valor de cerca US $ 250 milhões, o que para a época era um assombro.


William McGregor Paxton – The White Veranda – 1902 - óleo sobre tela - 76,2 x 64 cm (a modelo é a esposa de Paxton, Elizabeth Vaughan Okie Paxton)


William McGregor Paxton - The House Maid (A Serviçal) - 1910


William McGregor Paxton – The String of Pearls - 1908


William McGregor Paxton – Tea Leaves – 1909 - óleo sobre tela - 91.6 x 71.9 cm – The Metropolitan Museum of Art


William McGregor Paxton – Tea Leaves – 1909 - óleo sobre tela - 91.6 x 71.9 cm – The Metropolitan Museum of Art - detalhe


William McGregor Paxton – Tea Leaves – 1909 - óleo sobre tela - 91.6 x 71.9 cm – The Metropolitan Museum of Art - detalhe

Em um salão sem janelas permeado por uma luz suave, uma atmosfera de sonho, e os sons do silêncio, duas mulheres elegantes passam o tempo fazendo muito pouco ou nada. Paxton aponta para uma narrativa, mas ele pede que o espectador a invente, recapitulando a ambigüidade das pinturas de Vermeer, que ele admirava. Paxton frequentemente retratava mulheres refinadas, esposas e de seus clientes e suas filhas, em interiores bonitos em Boston, do tipo que elas, como guardiães da cultura, teriam decorado e ocupado. Ao equiparar as mulheres com os objetos estéticos preciosos que as cercam, Paxton ecoa o espírito do romancista Henry James, que retratou mulheres como objetos colecionáveis em The American (1877) e Retrato de uma Senhora (1881). As obras de Paxton também concordam com os pronunciamentos do sociólogo Thorstein Veblen, que observou em sua Teoria da Classe Ociosa (1899) que "lazer conspícuo" de uma mulher sinaliza a riqueza de seu pai ou marido.

Assista o vídeo:




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