sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Sophia Loren – uma homenagem - com fotos e incríveis vídeos



Sophia Loren – uma homenagem


"As duas grandes vantagens que eu tive ao nascer foram ter nascido sábia e ter nascido na pobreza." - Sophia Loren



Assista o vídeo:




Sofia Villani Scicolone (Roma, 20 de setembro de 1934) nasceu numa pequena cidade perto de Nápoles, Itália, onde cresceu ao lado de sua mãe e irmã. Seu pai não quis se casar com sua mãe e elas viveram em situação econômica muito difícil até Sofia ser descoberta em 1952 no set do filme Africa sotto i mari pelo produtor de cinema Carlo Ponti (antes disso, aos 14 anos participava de concursos de beleza e em 1950 chegou a ser finalista no Miss itália), que posteriormente viria a se tornar seu marido, mesmo sendo 22 anos mais velho. Com seu marido teve dois filhos, Carlo Jr. e Edoardo. Foi também cunhada de Romano Mussolini, filho de Benito Mussolini. Sophia e Carlo permaneceram juntos por 50 anos até o falecimento dele em 2007.




"Sex appeal é cinquenta por cento o que você tem e cinqüenta por cento que as pessoas pensam que você tem." - Sophia Loren

Assista o vídeo:   




Seu talento como atriz foi reconhecido por seu papel como Cesira no filme “Duas Mulheres” de Vittorio de Sica, lhe rendendo um Oscar de Melhor Atriz em 1962, e fez dela a primeira artista a ganhar um Oscar por um filme em língua estrangeira. Assim como o Oscar, Sophia ganhou um Grammy, cinco Globos de Ouro especiais, um BAFTA, um prêmio Laurel, bem como o Academy Award Honorário em 1991 Em 1995, ela recebeu o prêmio Cecil B. DeMille por conquistas ao longo da vida. Trabalhou com grandes diretores como Vittorio De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman, Lina Wertmüller, entre outros. Sophia brilha como atriz dramática ou de comédia.





Assista o vídeo de Sophia Loren recebendo o Oscar:




Além de ser uma deusa sensual do cinema, Sophia Loren já publicou vários livros de receitas. Em 1971, ela lançou In Cucina Con Amore (Na cozinha com amor) e, em 1999, Receitas e Memórias, que está recheado de histórias pessoais e receitas da cozinha italiana tradicional. 







"Tudo que você vê eu devo ao espaguete." - Sophia Loren

Assista o vídeo de tributo a Sophia Loren:





Para comemorar seus 80 anos, Sophia lançou novo livro: “Ontem, hoje e amanhã – Minha vida”. Para isso ela foi ao que chamou de "baú de recordações" para pescar fotos velhas, cartas e anotações de nomes como Cary Grant, Frank Sinatra, Audrey Hepburn e Richard Burton , além do italiano Marcello Mastroianni, sua alma gêmea. O livro será lançado em um museu no México, em conjunto com uma exposição (chamada Sophia Loren: Ontem, Hoje e Amanhã) dos bens mais valiosos dela, incluindo figurinos, prêmios e livros, no Museu Soumaya, na Cidade do México. Ela disse à multidão na coletiva de imprensa: "Isto não é uma celebração do passado, mas o prólogo de uma bela vida que me tem dado muito ... Estou muito emocionada com isso, é uma bela exposição."




"Eu quero tudo. Isso tudo! "- Sophia Loren

Sophia Loren também gosta de cantar. Assista alguns vídeos:



Guarda la Luna: http://youtu.be/7MFgySHOxt0 


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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

História da obra de arte: "Portrait of Olga in the Armchair" - Pablo Picasso - 1917

"Portrait d'Olga dans un fauteuil (Olga in an Armchair)" - 1917-18 - Musée Picasso, Paris, France

História da obra de arte: "Portrait of Olga in the Armchair" - Pablo Picasso - 1917


                                                                    Olga Khohlova


No final da Primeira Guerra Mundial, Picasso fez uma série de relações importantes com figuras associadas ao Serge Diaghilev Ballets Russes. Entre seus amigos durante este período estavam Jean Cocteau, Jean Hugo, Juan Gris, e outros.

                                                                     
Olga Khohlova e Sergey Dyagilev - 1920s


No verão de 1918, Picasso casou-se com Olga Khokhlova, uma bailarina da trupe de Sergei Diaghilev, para quem Picasso estava projetando um balé, de Erik Satie,  “Parade”, em Roma.
Olga nasceu em 1891 na família de um coronel do Exército Imperial Russo. Ela foi estudar ballet, apesar de proibição dos pais. Diaghilev a conheceu amigávelmente. Ele gostava de estar na companhia das meninas de famílias nobres. A aparência de Olga era boa, no entanto, não apenas a beleza que contava, ela tinha belas maneiras e um "charme" especial russo, sempre apreciados na Europa.

Pablo Picasso - "Portrait d`Olga" - 1917


Picasso tinha uma reputação escandalosa em Paris naquela época, aos trinta e seis anos de idade. Ele estava justamente no "período russo", amando todas as coisas russas. Não é de admirar que Picasso se apaixonasse pela exótica bailarina russa Olga Khokhlova.


"Parade" - 1917 - cortina desenhada para o balé Parade. Essa é a maior pintura de Picasso - em exposição no Centre Pompidou-Metz - Metz, França - Maio de 2012


Olga Khokhlova e Pablo Picasso com o cartaz do balé Parade ao fundo


Em maio de 1917, em um teatro de Paris, "Chatelet", houve uma estreia do balé "Parade", desenhado por Picasso. A encenação não foi bem sucedida. A má recepção do público não constrangeu Diaghilev, e ele levou 'Parade' para Madrid e Barcelona. Picasso seguiu-os por causa de Olga, que não gostava das experiências estranhas de Picasso na pintura. Ela disse: "Eu quero reconhecer meu próprio rosto." Em Barcelona, Picasso introduziu Olga à sua futura sogra que disse para Olga: "Com o meu filho, que foi criado apenas para si e para mais ninguém, uma mulher não pode ser feliz".
Quando o "Ballets Russes" foi para a América Latina, Olga decidiu ficar. Ela fez a difícil escolha entre a vida de uma dançarina comum e o casamento com o pintor famoso e bem sucedido. Eles passaram sua lua de mel perto de Biarritz na casa de campo da glamurosa patrona chilena das artes, Eugenia Errázuriz.


Pablo Picasso - "Olga Kokhlova à la mantille" - 1917





Após o retorno da lua de mel, e precisando desesperadamente de dinheiro, Picasso começou a sua relação exclusiva com o negociante de arte francês Paul Rosenberg. Como parte de suas primeiras tarefas, Rosenberg concordou em alugar ao casal um apartamento em Paris, a expensas suas, e que ficava situado próximo a sua casa. Este foi o início de uma amizade fraterna profunda entre dois homens muito diferentes, que duraria até o início da Segunda Guerra Mundial.


Olga Khohlova e Paolo - 1920s


Olga Khohlova, Paolo e Pablo Picasso


Khokhlova introduziu Picasso a alta sociedade, jantares formais, e todas as sutilezas sociais inerentes à vida dos ricos na Paris de 1920. Os dois tiveram um filho, Paulo, que cresceria para ser um piloto de motos dissoluto e motorista de seu pai. A insistência de Khokhlova em convenções sociais entrou em confronto com as tendências boêmias de Picasso e os dois viveram em um estado de constante conflito. Durante o mesmo período em que Picasso colaborou com a trupe de Diaghilev, ele e Igor Stravinsky colaboraram em Pulcinella, em 1920. Picasso aproveitou a oportunidade para fazer vários desenhos do compositor.


Igor Stravinsky em desenho de Pablo Picasso (31 December 1920). Publicado na França em Maio de 1921 no programa da 14° temporada do Ballets Russes no Théâtre de la Gaîté-Lyrique em Paris


Pablo Picasso - Portrait de Igor Stravinky - c. 1920


Pablo Picasso - "Madame Olga Picasso" - 1923





Pablo Picasso - Portrait of Olga Picasso - 1922-1923



Em 1927, Picasso conheceu Marie-Thérèse Walter, de 17 anos de idade, e começou um caso secreto com ela. O casamento de Picasso com Khokhlova logo terminou em separação, em vez de divórcio, pois a lei francesa exigia uma divisão de bens total em caso de divórcio, e Picasso não quis dividir com Khokhlova a metade da sua riqueza. Os dois permaneceram casados ​​legalmente até a morte de Khokhlova em 1955.


Pablo Picasso - Portrait de femme au col d`hermine (Olga) - 1923

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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Street Art - a delicada e poética arte de Pejac

Pejac - "Formigas" - Vitry-sur-Seine - París, 2014

Street Art - a delicada e poética arte de Pejac

Silvestre Santiago, conhecido como Pejac, nasceu em Santander, Espanha, em 1977, estudou Belas Artes em Salamanca e, posteriormente, em Barcelona. Em 2001, ele continuou seus estudos na Accademia di Belle Arti di Milano. Pejac usualmente pinta em preto e branco. Suas pinturas sempre tocam em temas econômico-sociais e lidam com temas como a paz, a liberdade e a política.


Pejac - "Vandal-ism" - Rue Edouard Manet, 13eme arrondissement - Paris


Pejac - "Vandal-ism" - Rue Edouard Manet, 13eme arrondissement - Paris


Ao longo dos últimos dois anos Pejac vem recebendo reconhecimento por sua inteligente arte pública e de galeria. Usando pincéis, lápis, tinta acrílica e papel, ele cria obras que se misturam em seus arredores, usando elementos pré-existentes e texturas. Socialmente e politicamente engajado, suas obras variam de pequenas intervenções sobre vidro, até grandes murais.

Sua arte delicada e poética está encantando as ruas da Espanha e de Paris.



Pejac - arte sobre vidro






Pejac - "Poeira" - em Santander, Espanha


Pejac - "Esparcepajaros" - em Salamanca, Espanha


Pejac - "Phiedra" - em Madri, Espanha







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terça-feira, 16 de setembro de 2014

Arte do dia: Sixteenth of September - Rene Magritte - 1956

Sixteenth of September - Rene Magritte - 1956

As árvores são um tema recorrente na obra de Magritte que afirmou:
"Crescendo a partir da Terra para o Sol, uma árvore é imagem de uma certa felicidade. Para perceber esta imagem, devemos ficar imóveis como a árvore. Quando estamos em movimento, é a árvore que se torna o espectador. É testemunha, igualmente, na forma de cadeiras, mesas e portas, do espetáculo de nossa vida. A árvore, tendo se tornado um caixão, desaparece na terra. E quando ela se transforma em fogo, desaparece no ar.”

Aqui Magritte sobrepõe uma lua crescente na frente da árvore. O artista se referiu à sua justaposição intencional de objetos incongruentes como "estímulo objetivo." Em referência a esta imagem, Magritte observou: "Eu só pintei a lua em uma árvore nas cores cinza-azulados da noite." Normalmente, os títulos das pinturas de Magritte eram determinados após terem sido concluídos. Neste caso, o título foi ideia do amigo de Magritte, o poeta surrealista Louis Scutenaire. O artista tenta subverter as leis da física, bem como questionar a percepção do espectador de uma imagem tão profundamente enraizada na cultura comum.

René François Ghislain Magritte (Lessines, 21 de Novembro de 1898 ― Bruxelas, 15 de Agosto de 1967) foi um dos principais artistas surrealistas belgas. Em 1912 sua mãe, Régina, cometeu suicídio por afogamento no rio Sambre. Magritte estava presente quando o corpo de sua mãe foi retirado das águas do rio. Em 1916, ingressou na Académie Royale des Beaux-Arts, em Bruxelas, onde estudou por dois anos. Foi durante esse período que ele conheceu Georgette Berger, com quem se casou em 1922. René Magritte praticava o surrealismo realista, ou “realismo mágico”. Começou imitando a vanguarda, mas precisava realmente de uma linguagem mais poética e viu-se influenciado pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico.


Sua arte caracteriza o amor surrealista aos paradoxos visuais: embora as coisas possam dar a impressão de serem normais, existem anomalias por toda a parte, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena. Pintor de imagens insólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros, porém de um modo impossível de ser encontrado na vida real.

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Frank Sinatra - Yesterday (Sinatra canta Beatles)



Frank Sinatra - Yesterday (Sinatra canta Beatles)

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A história da obra de arte: Pierre-Auguste Renoir - "Nini in the Garden (Nini Lopez)" - 1876

Pierre-Auguste Renoir - "Nini in the Garden (Nini Lopez)" - 1876 - óleo sobre tela - 61,9 x 50,8 cm The Metropolitan Museum of Art, New York, US


A história da obra de arte: Pierre-Auguste Renoir - "Nini in the Garden (Nini Lopez)" - 1876 





O modelo de Renoir, Nini Lopez, senta-se no grande jardim adjacente ao estúdio do artista na Rue Cortot 12, em Montmartre. A mesma técnica - pinceladas variadas de cores misturadas com branco - e interesse em luz salpicada e sombras violeta são encontrados na obra-prima de Renoir desse período, "Moulin de la Galette", 1876 (Musée d'Orsay, Paris).


 Pierre-Auguste Renoir - Moulin de la Galette, 1876 (Musée d'Orsay, Paris)


Nini Lopez era uma jovem de Montmartre que aparece em pelo menos quatorze pinturas de Renoir, entre 1874 e 1878.
Nini Lopez apareceu pela primeira vez na obra de Auguste Renoir (1841-1919) em La Loge (The Box Theatre), pintado em 1874. A jovem de Montmartre, cruelmente apelidada de Nini-Gueule-de-Raie, ou "cara de peixe", é mostrada ao lado do irmão do artista. Embora a obra tenha sido imediatamente comprada pelo negociante de arte "le Père Martin", Renoir, como muitos de seus amigos impressionistas, estava passando por sérias dificuldades financeiras no momento. 


 Pierre-Auguste Renoir - La Loge (The Box Theatre) - 1874

Na primavera de 1875, ele mudou para um novo estúdio na Rue Cortot 12, em Montmartre. O pintor gostou da qualidade quase selvagem do jardim, onde Nini posou para ele regularmente. Conhecido por ser séria e pontual, a jovem se tornou a modelo favorita do artista entre 1875 e 1879, aparecendo em pelo menos catorze pinturas.


                                    Pierre-Auguste Renoir - "Portrait of Nini Lopez" - 1876


"Portrait of Nini Lopez" de 1876, coloca grande ênfase no estudo da luz por trás do modelo e foi, sem dúvida, executado perto de uma das janelas que davam para o jardim do estúdio na Rue Cortot.
Renoir estava se esforçando para transmitir as mudanças dos reflexos de luz sobre a figura humana.
Um estudo conduzido pelo C2RMF, o centro de pesquisa e restauração de museus franceses, revelou que em "Portrait of Nini Lopez", Renoir usou uma tela já pintada com uma paisagem horizontal e a girou verticalmente antes de ampliá-la com duas faixas. A obra de arte mostra traços dessa história -  pinceladas grossas sob o rosto da mulher, um tratamento quase de esboço nas laterais - e a consequente liberdade de execução empresta uma qualidade moderna extraordinária para o trabalho como um todo.
"Portrait of Nini Lopez" foi pintado em 1876, ano em que o artista suplantou-se em composições de tirar o fôlego, como “The Swing”  ou “Dance at Le Moulin de la Galette”. Mas, na época, Renoir também pintava inúmeras cenas íntimas e retratos menores para fins comerciais. A tela comprada pelo colecionador Olivier Senn de Le Havre é muito semelhante a uma obra menor, "Retrato de Nini Lopez (Blond Profile)", no qual a jovem está vestida com a mesma roupa: corpete preto e branco, lenço verde e uma fita preta prendendo o cabelo para trás. O modelo tem as mesmas características suaves que dão a Nini seu charme sonhador.


 Pierre-Auguste Renoir - "Retrato de Nini Lopez (Blond Profile)"


Em 1877, com o talento de Renoir como retratista lhe rendendo encomendas de prestígio com a burguesia, Nini desapareceu de sua pintura após seu casamento com um ator de terceira categoria do teatro Montmartre, para o desgosto de sua mãe e do artista que tinha se tornado seu protetor, pois ambos sonhavam com um casamento burguês para ela. Mas, durante os seis anos em que ela posou para o artista, a jovem Nini encarnou o ideal feminino de Renoir, cheio de felicidade e alegria de viver.


A casa na Rue Corot 12 em Montmartre onde hoje está o Musée de Montmartre




Outra pintura feita no mesmo jardim:


Pierre-Auguste Renoir - “The Swing” - 1876
Os dois homens são o irmão de Renoir, Edmond e um amigo pintor, Norbert Goeneutte e garota Jeanne 


O balanço retratado na tela "The Swing" hoje




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sábado, 13 de setembro de 2014

Late Turner – Painting Set Free - assista os vídeos


Late Turner – Painting Set Free - assista os vídeos ao final do artigo


É a primeira exposição dedicada ao trabalho extraordinário de JMW Turner entre 1835 e sua morte, em 1851 (dos 60 aos 75 anos de idade). Com 180 obras espetaculares do Reino Unido e do exterior, esta exposição celebra o surpreendente florescimento criativo de Turner nestes últimos anos, quando ele produziu muitas de suas melhores pinturas, mas quando também foi controverso e injustamente incompreendido.


Joseph Mallord William Turner – “Ancient Rome:  Agrippina Landing with the Ashes of Germanicus” – 1839 – óleo sobre tela – 91,4 x 121,9 cm


Joseph Mallord William Turner – “The Departure of the Fleet” – 1850 – óleo sobre tela – 89,9 x 120,3 cm


"O mito é que a mente e a mão de Turner falharam cada vez mais, especialmente depois de 1845, que o seu trabalho declinou e ele deliberadamente se retirou do engajamento ativo com o público e os críticos", disse Sam Smiles, o curador da mostra. "Esta exposição vai demonstrar que isso está muito longe da verdade. Algumas das obras mais audaciosas e admiráveis ​​de Turner foram produzidos em seus últimos 15 anos".


Joseph Mallord William Turner – “Returning from the Ball (St Martha)” – 1846 – óleo sobre tela – 61,6 x 92,4 cm


Joseph Mallord William Turner – “The Visit to the Tomb” – 1850 – óleo sobre tela – 91,4 x 121,9 cm


Ao assumir um novo olhar sobre as obras tardias de Turner, a exposição lança nova luz sobre sua vida e arte. Desafiando os mitos, hipóteses e interpretações que têm crescido em torno de sua obra tardia, revela um pintor que se distingue tanto pelo amplo alcance do seu conhecimento e da sua imaginação como por suas técnicas radicais e exploratórias, processos e utilização de materiais. 


Joseph Mallord William Turner – “Goldau, with the Lake of Zug in the Distance: Sample Study” - circa 1842-3 – lapis, aquarela e caneta sobre papel – 22,8 x 29 cm


Joseph Mallord William Turner – “The Blue Rigi, Sunrise” – 1842 – aquarela sobre papel – 29,7 x 45 cm


Mesmo trazendo uma energia renovada para a exploração dos desenvolvimentos sociais, tecnológicos e científicos da vida moderna, ele manteve-se profundamente envolvido com temas religiosos, históricos ou mitológicos que o vinculavam às tradições culturais de sua época.


Joseph Mallord William Turner – “Fishermen on the Lagoon, Moonlight” – 1840 – aquarela sobre papel – 19,2 x 28 cm


Joseph Mallord William Turner – “Snow Storm - Steam-Boat off a Harbour's Mouth” – 1842 – óleo sobre tela – 91,4 x 121,9 cm


A mostra também reúne grandes séries de obras, incluindo um grupo de 9 incomuns pinturas quadradas, lançando uma luz sobre as técnicas inovadoras de Turner.





Joseph Mallord William Turner – “Peace - Burial at Sea” – 1842 – óleo sobre tela – 87 x 86,7 cm


Joseph Mallord William Turner (1775-1851) nasceu em Londres, filho de um barbeiro. Ele entrou na Royal Academy Schools em 1789 aos 14 anos, antes de se tornar um membro da Royal Academy em 1802 e professor de Perspectiva em 1807. Seu trabalho foi prolífico e variado, incluindo desenhos, gravuras, aquarelas e óleos. Ao longo de seus últimos anos, ele continuou a viajar pela Europa, sua última viagem em 1845. Expôs suas últimas quatro obras na Royal Academy em 1850 e morreu em 1851. Seu corpo foi sepultado na cripta da Catedral de St Paul.


Joseph Mallord William Turner – “Regulus” – 1828 refeito em 1837 – óleo sobre tela – 89,5 x 123,8 cm


Joseph Mallord William Turner – “The Scarlet Sunset” - circa 1830-40 – aquarela e guache sobre papel – 13,4 x 18,9 cm


Até 25 de Janeiro de 2015
Tate Britain – Millbank
London SW1P 4RG
Tel.: +44 (0)20 7887 8888



Assista os vídeos:


Aqui o crítico analisa uma das obras da mostra e diz que a arte de Turner é livre e solta e embora muitos o considerem como um dos pais da arte moderna, do impressionismo e abstracionismo, sua obra pode apenas ter sido inacabada e experimental. E diz que o artista americano (expressionista abstrato) Mark Rothko disse essa frase sobre ele: "...esse Turner aprendeu muito comigo".



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