quarta-feira, 25 de maio de 2016

12 Pinturas com vinho

Henri Fantin-Latour - Still Life with Roses, Fruit and a Glass of Wine, 1872 – óleo sobre tela


12 Pinturas com vinho


Edvard Munch - Self-Portrait with Wine Bottle, 1906 – óleo sobre tela - 110.5 x 120.5 cm - Munch Museum, Oslo


Juan Gris - Bottle, Wine Glass and Fruit Bowl – óleo sobre tela


Salvador Dali - Glass of Wine and Boat, 1956 – óleo sobre tela


Pieter de Hooch - Man Offering a Glass of Wine to a Woman, 1653 – óleo sobre tela - 71 x 59 cm - Hermitage, St. Petersburg, Russia


Amedeo Modigliani - Man with a Glass of Wine, 1918 – óleo sobre tela


 Sir Lawrence Alma-Tadema - The Roman Wine Tasters, 1861 – óleo sobre tela


John Singer Sargent - Two Wine Glasses, 1874 – óleo sobre tela - 36.8 x 45.7 cm


 Mark Chagall - Double Portrait With A Glass Of Wine, 1918 – óleo sobre tela - 136 x 233 cm - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France


John Singer Sargent - Venetian Wineshop, 1898 – óleo sobre tela - 69.85 x 53.34 cm


Johannes Vermeer - The glass of wine, 1658-1660 – óleo sobre tela - 76.5 x 66.3 cm


Henri Fantin-Latour - A Carafe of Wine and Plate of Fruit on a White Tablecloth, 1865 – óleo sobre tela


sábado, 21 de maio de 2016

Henri Rousseau, sua arte e sua história

Henri Rousseau - Tigre em uma Tempestade Tropical (Surpreendido!), 1891 – óleo sobre tela - 129.8 x 161.9 cm – National Gallery, London


Henri Rousseau, sua arte e sua história


Henri Rousseau, 1910 – fotógrafo: Pablo Picasso – Musée Picasso, Paris


Um pintor extremamente incomum, Henri Rousseau Henri-Julien-Félix Rousseau (Laval, 21 de maio de 1844 — Paris, 2 de setembro de 1910) - é uma figura única na história da arte europeia. Suas pinturas, como sua carreira artística, são altamente individuais. Nascido em uma família modesta, Rousseau era um artista autodidata, descrito como um "pintor amador" por seus primeiros biógrafos. Ele trabalhou por muitos anos no pedágio da cidade de Paris e foi, portanto, imprecisamente apelidado Le Douanier (empregado da alfândega) por seu amigo Alfred Jarry.


Henri Rousseau - A Carnival Evening, 1886 – óleo sobre tela - 117.3 × 89.5 cm - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA


Henri Rousseau – Autorretrato do Artista com uma Luminária, 1903 – óleo sobre tela - 23 × 19 cm – Musée Picasso


Rousseau começou a pintar com cerca de quarenta anos de idade. Ele dizia que seu único professor era a natureza, embora tenha admitido que havia recebido "alguns conselhos" de dois pintores acadêmicos estabelecidos, Félix Auguste Clément e Jean-Léon Gérôme. Essencialmente, ele era autodidata e é considerado um pintor naïve ou primitivo.


Henri Rousseau - Boy on the Rocks, 1895–97 – óleo sobre tela -  55.4 × 45.7 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Henri Rousseau - The Sleeping Gypsy, 1897 – óleo sobre tela - 129.5 x 200.7 cm - MoMA, New York


Em 1884, ele obteve uma licença de copista do Louvre. Ele também visitou o Musée du Luxembourg e Versailles. No entanto, Rousseau não seguia regras, além de suas próprias, transformando a pintura refinada de artistas acadêmicos em uma linguagem única, impregnada de elementos oníricos.


Henri Rousseau - The Wedding Party, c. 1905 – óleo sobre tela – 163 x 114 cm - Musée de l'Orangerie, Paris


Henri Rousseau - The Football Players, 1908 – óleo sobre tela -  100.5 × 80.3 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York


Suas pinturas mais conhecidas retratam cenas da selva, embora ele nunca tenha saído da França ou visto uma selva. Sua inspiração vinha de ilustrações em livros infantis e dos jardins botânicos em Paris, bem como de quadros de taxidermia de animais selvagens. Além de suas cenas exóticas houveram também imagens menores topográficas da cidade e seus subúrbios. Ele dizia ter inventado um novo gênero de retrato de paisagem, iniciando uma pintura com uma visão específica, como uma parte favorita da cidade, e depois retratando uma pessoa em primeiro plano.


Henri Rousseau - Exotic Landscape, 1908 – óleo sobre tela - 116 × 89 cm – coleção particular


Henri Rousseau – Pescadores, 1909 – óleo sobre tela – 46 x 55 cm - Musée de l'Orangerie, Paris 


O estilo simples, aparentemente infantil de Rousseau foi desacreditado por muitos críticos. As pessoas ficavam chocadas com o seu trabalho ou o ridicularizavam. Sua ingenuidade era extrema, mas seu trabalho mostra sofisticação com a sua técnica particular. A partir de 1886, ele exibiu regularmente no Salon des Indépendants, e, embora seu trabalho não fosse colocado de forma destacada, ele foi sendo valorizado ao longo dos anos. A pintura “Tigre em uma Tempestade Tropical (Surpreendido!) ”, foi exibido em 1891, e Rousseau recebeu sua primeira avaliação séria.


Henri Rousseau – O Sonho, 1910 – óleo sobre tela - 2.04 m x 2.98 m – Museum of Modern Art, New York


Quando Pablo Picasso viu uma pintura de Rousseau sendo vendida na rua como uma tela de segunda mão para ser pintada, o artista mais jovem instantaneamente reconheceu o gênio de Rousseau e foi ao seu encontro. Em 1908, Picasso realizou um banquete meio sério, meio burlesco em seu estúdio em Le Bateau-Lavoir em honra de Rousseau. Os convidados do banquete Rousseau incluíam: Guillaume Apollinaire, Jean Metzinger, Juan Gris, Max Jacob, Leo Stein, e Gertrude Stein, entre outros. Picasso, Delaunay, Léger e artistas italianos e alemães avant-garde, inclusive Kandinsky, não só admiravam a obra de Rousseau, que inspirou os seus próprios trabalhos, mas também a colecionavam. 


Henri Rousseau – Autorretrato na Ile Saint-Louis, 1890 – óleo sobre tela – 146 x 130 cm - National Gallery, Prague


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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sanguínea, uma técnica de desenho

Antoine Watteau – Estudo de Cabeças, c. 1721 - sanguínea - Collection of Jean Bonna, Geneva


 Sanguínea, uma técnica de desenho



Leonardo da Vinci – Autorretrato presumido, c. 1512 – sanguínea – 33,3 x 21,3 cm – Biblioteca Reale, Turim



Sanguínea se refere a desenhos feitos com giz, também denominado sanguíneo, de uma cor marrom-avermelhada semelhante à terracota, mistura de caulim e hematita, e assim chamado porque se assemelha à cor de sangue seco. É popular há séculos para desenho sobre papel branco, já que o giz branco só funciona em papel colorido. A palavra vem do italiano “sanguigna” e originalmente do latim "sanguis". Também é disponível em vários outros tons como laranja, cobre, marrom e bege.


Michelangelo – Retrato com Turbante Oriental, c. 1522 – Ashmolean Museum, Oxford


O giz sanguíneo presta-se naturalmente para esboços, desenhos de modelo vivo, e cenas rústicas. Sob a forma de lápis de madeira e varas fabricadas, pode ser usado de forma semelhante ao carvão e pastel. Um fixador pode ser aplicado para preservar o estado acabado do desenho. Sanguínea é também uma família de pigmentos em tons de terra vermelha.


Sir Peter Paul Rubens - Nicolaas Rubens Wearing a Coral Neckless, c. 1619 – giz branco, preto e sanguíneo sobre papel – Albertina Museum, Viena


Jean-Honoré Fragonard - "Vista do Serapeum no Villa de Adriano", 1760 – sanguínea sobre desenho em giz preto, 35,1 x 48,3 cm - Fondation Custodia, coleção Frits Lug



A técnica foi usada por Leonardo da Vinci, Rafael, Rubens e Fragonard, que empregavam efeito de "sfumato". Nos séculos 17 e 18, o giz sanguíneo foi usado como parte da técnica de Três Gizes, que incluía giz sanguíneo, carvão vegetal e giz branco. Esta técnica era considerada como uma transição do desenho para a pintura.


Sir Peter Paul Rubens – cópia da figura de 'Prudence' do afresco de Rafael 'The Virtues' – sanguínea – National Galleries of Scotland


Mademoiselle de Mondran - Étude d'après un buste romain, 1786 – 50, 8 x 37,7 cm – Musée Paul-Dupuy


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domingo, 15 de maio de 2016

John Pizzarelli - One Note Samba




John Pizzarelli - One Note Samba - álbum “Bossa Nova” de 2007

Samba de Uma Nota Só é uma famosa canção com música de Tom Jobim e letra de Newton Mendonça. A letra em inglês, One Note Samba, foi escrita por Jobim. Seu título refere-se à linha principal da melodia, no qual primeiro consiste em uma longa série de notas tocadas em um mesmo tom, no ritmo da bossa nova. Depois seguem-se quatro compassos de melodia mais variada. A canção ficou bem conhecida depois de atingir uma vasta audiência através do LP de bossa nova Jazz Samba (Getz/Byrd/Jobim) de 1962, ganhador do Grammy, e que alcançou o primeiro lugar no Billboard 200 em 1963. Já foi gravada por Tom Jobim, Sergio Mendes, Frank Sinatra, Barbra Streisand, Sylvia Telles, StanGetz com Charlie Byrd, Quincy Jones, Ella Fitzgerald, Bossacucanova, Bebel Gilberto, Eumir Deodato, Al Jarreau, entre outros.

John Pizzarelli, Jr. (6 de Abril de 1960) é um guitarrista, vocalista e compositor norte-americano de jazz nascido em Paterson, Nova Jersey. Ele é casado com a cantora Jessica Molaskey e é filho de Bucky Pizzarelli, lendário guitarrista de jazz. As influências da música brasileira, principalmente da bossa nova, são flagrantes no trabalho de John Pizzarelli. O artista já gravou dois álbuns inteiramente dedicados à música brasileira: Brazil (na verdade, um álbum de Rosemary Clooney em que ele toca e canta 4 canções), em 2000 e Bossa Nova, em 2004. O artista teria tido seu primeiro contato com a música brasileira, em 1981, ao ouvir no rádio de seu carro a canção Besame Mucho interpretada por João Gilberto. A forma de tocar de Gilberto o teria impressionado tanto que ele teria comprado o LP Amoroso/Brasil e aprendido a tocar todas as canções nele contidas.




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quinta-feira, 12 de maio de 2016

Análise de “O Devaneio” de Dante Gabriel Rossetti


Dante Gabriel Rossetti - The Daydream (O Devaneio), 1880 – óleo sobre tela - 158.7 cm × 92.7 cm - Victoria and Albert Museum, London


Análise de “O Devaneio” de Dante Gabriel Rossetti


A pintura retrata Jane Morris posando sentada no galho de uma figueira. Uma pequena haste de madressilva está na sua mão, um símbolo de amor na era vitoriana, que pode ser uma indicação do caso secreto do artista com a modelo, na época. Ela é retratada em um vestido de seda verde, à sombra de um arabesco das folhas da figueira. Acima de sua cabeça e em torno dela os galhos das árvores quase a abraçam, ou é como se ela estivesse emergindo da própria árvore, como uma dríade, ou ninfa da árvore. Ela está imersa em seus devaneios, voltando seu olhar para baixo, para longe, em direção a algo invisível ou talvez apenas percebido por ela. A representação da mulher jovem, elegante em um abrigo rodeado pelos ramos, contribui para a sensação de segredo na pintura, talvez indicando a furtividade do caso ou um local de encontro clandestino. O abrigo é escuro, mas em torno de seus ombros há luz, sinalizando que é dia.


Dante Gabriel Rossetti - The Daydream (O Devaneio), c. 1878 – desenho a giz - Ashmolean Museum, Oxford


Em 1878 Rossetti completou um esboço em giz de Morris, sua amante secreta, que ele havia conhecido no Theatre Royal, Drury Lane, em 1857. Ela foi a modelo para várias de suas pinturas mais conhecidas, incluindo Proserpine. Inicialmente, a pintura era para ter sido nomeada Monna Primavera, ou Vanna Primavera, possivelmente inspirada em La Vita Nuova, uma narrativa que cativou Rossetti e foi a base para suas obras de arte anteriores. Rossetti era também um poeta e escreveu sonetos para acompanhar várias de suas pinturas. A última composição de sua série intitulada Sonetos para Pinturas é associada com esta pintura.


Dante Gabriel Rossetti – Autorretrato, 1847 – desenho a lápis e giz branco -  20,7 x 16,8 cm - National Portrait Gallery, London


Dante Gabriel Rossetti (12 de maio de 1828 - 9 de abril 1882) foi um poeta Inglês, ilustrador, pintor e tradutor. Ele fundou a Irmandade Pré-Rafaelita em 1848 com William Holman Hunt e John Everett Millais. Rossetti foi mais tarde a principal fonte de inspiração para uma segunda geração de artistas e escritores influenciados pelo movimento, notadamente William Morris e Edward Burne-Jones. Sua obra também influenciou os simbolistas europeus e foi um importante precursor do Movimento Estético. Era filho de um imigrante italiano. Rossetti nasceu em Londres, e recebeu o nome Gabriel Charles Dante Rossetti. Sua família e amigos o chamavam de Gabriel, mas em publicações ele colocava o nome Dante primeiro (em honra de Dante Alighieri). A arte de Rossetti era caracterizada por sua sensualidade e seu revivalismo medieval. A vida pessoal de Rossetti foi intimamente ligada ao seu trabalho, especialmente suas relações com as seus modelos e musas Elizabeth Siddal, Fanny Cornforth e Jane Morris.

Esse blog possui mais um artigo sobre Dante Gabriel Rossetti. Clique sobre o link abaixo para ver:

http://www.arteeblog.com/2018/05/a-historia-da-pintura-veronica-veronese.html


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Análise da pintura de Peter Paul Rubens - Family of Jan Brueghel, The Elder

Peter Paul Rubens - Family of Jan Brueghel, The Elder, 1613-15 – óleo sobre madeira - 125.1 × 95.2 cm - Courtauld Institute of Art, London, UK


Análise da pintura de Peter Paul Rubens - Family of Jan Brueghel, The Elder


Este retrato terno celebra a família e a amizade. Nele, Rubens retrata seu querido amigo Jan Brueghel, o Velho, com sua esposa e filhos. Rubens e Brueghel produziram em conjunto muitas pinturas. Nestas Rubens pintava as figuras e Brueghel os animais. No início do século XVII, eles foram os dois pintores mais famosos de Antuérpia.


Peter Paul Rubens, Family of Jan Brueghel, The Elder - detalhe


Catharina, a segunda esposa de Jan, está no centro deste grupo íntimo. Ela atrai seus dois filhos, Pieter e Elisabeth, para perto dela. Uma das mãos de Catharina circunda o ombro de Pieter, enquanto a outra segura os pequenos dedos da filha. Pieter, elegantemente vestido, brinca com a pulseira de sua mãe, talvez um presente de noivado. A família está vestida com roupas caras, condizentes com sua condição de cidadãos ricos de Antuérpia. Nenhum sinal da profissão de Jan Brueghel é dado. Jan Brueghel está protetoramente atrás de sua família. O calor incomum deste agrupamento de família só é igualado por imagens da própria família de Rubens.


Peter Paul Rubens, Family of Jan Brueghel, The Elder


Jan Brueghel o Velho (Bruxelas, 1568 — Antuérpia, 1625) foi um dos mais notáveis pintores flamengos. Segundo filho de Pieter Brueghel o velho, irmão de Pieter Brueghel o jovem e pai de Jan Brueghel o jovem, Jan é muito conhecido pelas suas paisagens campestres ou pelos seus buquês de flores realistas. Apelidado de "Veludo" Brueghel (em referência ao brilho de veludo de suas cores), "Flor" Brueghel, e "Paraiso" Brueghel, (derivados de suas naturezas-mortas florais e paisagens paradisíacas).

Sir Peter Paul Rubens (28 de Junho de 1577 - 30 de Maio de 1640) foi um pintor barroco flamengo. Possuía um estilo barroco extravagante que enfatizava movimento, cor e sensualidade, Rubens é bem conhecido por seus altares Contrarreformistas, retratos, paisagens e pinturas históricas de temas mitológicos e alegóricos. Além de administrar um grande estúdio na Antuérpia, que produzia pinturas que eram populares com a nobreza e com colecionadores de arte em toda a Europa, Rubens era um estudioso humanista, classicamente educado e um diplomata, condecorado por Filipe IV da Espanha e por Charles I da Inglaterra.


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sexta-feira, 6 de maio de 2016

A Twist Of Jobim - Dindi



A Twist Of Jobim - Dindi

O álbum A Twist of Jobim é um tributo à música de Antonio Carlos Jobim (Tom Jobim), por vários artistas, com tratamento de jazz. Foi lançado em 1997. A Canção Dindi é interpretada por El DeBarge.

Dindi é uma canção composta por Antonio Carlos Jobim, com letra de Aloysio de Oliveira (em inglês por Ray Gilbert). É um famoso standard mundial da bossa nova. Antonio Carlos Jobim escreveu esta canção especialmente para a cantora brasileira Sylvia Telles, cujo apelido era Dindi. Porém, ao contrário do que pensam muitas pessoas, não foi uma homenagem para Sylvinha Telles, nem para pessoa alguma. Era o nome de um lugar próximo a Petrópolis, onde Tom e Vinícius de Moraes costumavam ir. Há uma fazenda que se chama "Dirindi", de onde veio esse nome em diminutivo. Essa história, que muitos já conheciam, foi confirmada por Helena Jobim, irmã do compositor, em seu livro.

Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 1927 — Nova Iorque, 8 de dezembro de 1994), mais conhecido pelo seu nome artístico Tom Jobim, foi um compositor, maestro, pianista, cantor, arranjador e violonista brasileiro. É considerado o maior expoente de todos os tempos da música popular brasileira pela revista Rolling Stone e um dos criadores e principais forças do movimento da bossa nova.


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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Pinturas e ilustrações de Maio

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Mai, 1896 – ilustração

O artista gráfico suíço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfólio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Pinturas e ilustrações de Maio


Alfred Sisley - May Afternoon On The Loing, 1888 – óleo sobre tela - 65.5 x 50 cm


Maurice Prendergast – May Day, Central Park, 1901 – lápis e aquarela sobre papel - 50.48 x 35.24 cm


 Gaspar Camps i Junyent – Mayo - ilustração

Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha, o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Thomas Eakins - A May Morning In The Park (The Fairman Robers Four In Hand), 1880 – óleo sobre tela - Philadelphia Museum of Art, Philadelphia, PA, USA


Victor Borisov-Musatov – May Flowers, 1894 – óleo sobre tela - Tretyakov Gallery, Moscow, Russia


 Arnold Böcklin - Children Carving May Flutes, 1877 – óleo sobre tela - Oskar Reinhart Foundation, Winterthur, Switzerland


William James Glackens - May Day In Central Park, 1905 – óleo sobre tela


Alphonse Mucha – Mai, 1899 - Litogravura

Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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segunda-feira, 2 de maio de 2016

Análise da Venus de Urbino, de Tiziano Vecelli e mais quatro pinturas

Tiziano Vecelli - The Venus of Urbino – 1538 – óleo sobre tela - 119 × 165 cm - Galleria degli Uffizi, Firenze


Análise da Venus de Urbino, de Tiziano Vecelli e mais quatro pinturas


Uma das mais importantes pinturas renascentistas de natureza mitológica, a Vênus de Urbino continua a ser a versão icônica do nu feminino reclinado, e um tesouro do Alto Renascimento Veneziano.

Tiziano Vecelli - The Venus of Urbino - detalhe

Nessa pintura, Tiziano retrata uma jovem nua, identificada como a deusa Venus, reclinada num sofá ou cama, num suntuoso Palácio Renascentista. A pose foi inspirada pela Venus Adormecida de Giorgione, c. 1510, que está no Gemäldegalerie Alte Meister, em Dresden. Nessa versão da representação da deusa Venus, Tiziano a domesticou, colocando-a num ambiente fechado, e envolventemente sensual, sem conotações clássicasou alegóricas. A jovem olha diretamente para o espectador, sem se preocupar com sua nudez. Em sua mão direita ela segura um ramalhete de rosas, símbolo de amor. Aos seus pés está um cão, um dos símbolos de fidelidade.

Tiziano Vecelli - The Venus of Urbino - detalhe

O que faz a pintura de Ticiano única e excepcionalmente erótica, é a expressão ilegível nos olhos levemente esfumaçados da modelo. Por um lado, Venus está se expondo a nós de uma forma praticada, profissional. Por outro, há algo de confiança, quase inocente na franqueza de seu olhar.

Tiziano Vecelli - The Venus of Urbino - detalhe

A pintura foi encomendada por Guidobaldo II della Rovere, o duque de Urbino, possivelmente para celebrar seu casamento. Originalmente deveria ter decorado um cassone, um baú tradicionalmente dado como presente de casamento na Itália. As empregadas domésticas ao fundo estão vasculhando um baú semelhante, aparentemente em busca das roupas de Vênus. Curiosamente, dado o seu conteúdo abertamente erótico, a pintura foi concebida como um "modelo" instrutivo para Giulia Varano, a extremamente jovem noiva do Duque. A modelo da pintura foi identificada como Angela del Moro, uma cortesã muito bem paga de Veneza e uma conhecida companheira de jantar de Tiziano.

 Tiziano Vecelli - The Venus of Urbino - detalhe

O talento excepcional de Tiziano, sua representação corajosa da sensualidade feminina, e seu status como o principal pintor veneziano do cinquecento, faz esta pintura ser frequentemente citada como a origem de muitas das imagens mais polêmicas da arte ocidental, como a Maja Desnuda (c.1797) de Goya, bem como Olympia de Edouard Manet de 1863, (em que a modelo foi Victorine Meurent) e é considerada a precursora original para a pin-up.

Tiziano Vecelli (Pieve di Cadore, c. 1473-1490 — Veneza, 27 de agosto de 1576) foi um dos principais representantes da escola veneziana no Renascimento antecipando diversas características do Barroco e até do Modernismo. Ele também é conhecido como Titian.



Francisco Goya – La Maja Desnuda – c. 1797-1800 – óleo sobre tela – Museo Nacional Del Prado

La Maja Desnuda retrata uma mulher nua reclinada em uma cama de almofadas, e provavelmente foi encomendada pelo Primeiro Ministro na época, Manuel de Godoy, para pendurar em sua coleção particular em um ambiente reservado para pinturas de nus. Goya criou um par da mesma mulher em pose idêntica, mas vestida, conhecida hoje como La Maja Vestida. A pintura é famosa pelo olhar direto e desavergonhado da modelo para o espectador.
Godoy manteve a imagem por seis anos antes de ser descoberto pelos investigadores da Inquisição Espanhola em 1808, junto com suas outras "questionáveis imagens". Godoy foi levado perante um tribunal e forçado a revelar os artistas por trás das obras de arte confiscadas que eram "tão indecentes e prejudiciais para o bem público".  Goya escapou do julgamento quando o tribunal aceitou que ele estava seguindo uma tradição, e copiando uma pintura, a Venus de Velázquez, que era favorecida por Filipe IV de Espanha. Supõe-se que a mulher retratada era Pepita Tudó, a jovem amante de Godoy. Ou que a mulher era a Duquesa de Alba, com quem Goya pode ter se envolvido romanticamente e cujo retrato que ele pintou duas vezes (em 1795 e 1797).


Édouard Manet – Olympia – 1863 – óleo sobre tela – 130 x 190 cm - Musée d'Orsay

Olympia foi exibida pela primeira vez no Salão de Arte de Paris de 1865. Victorine Meurent foi a modelo da pintura. O olhar de confronto de Olympia causou choque e espanto quando a pintura foi exibida pela primeira vez, porque uma série de detalhes na imagem a identifica como uma prostituta, como a orquídea em seu cabelo, sua pulseira, brincos de pérola e o xale oriental, símbolos de riqueza e sensualidade. A fita preta em volta do pescoço, em forte contraste com sua pele pálida, e seu chinelo sublinham a atmosfera voluptuosa. Olympia era um nome associado a prostitutas, na Paris de 1860. A pintura é inspirada na Venus de Urbino de Tiziano (1538), em que a mão esquerda da Vénus está curvada e parece seduzir, enquanto a mão esquerda de Olympia parece bloquear, o que foi interpretado como um símbolo de sua independência sexual dos homens e seu papel como prostituta, concedendo ou restringindo o acesso a seu corpo em troca de pagamento. Manet substituiu o pequeno cão (símbolo da fidelidade) na pintura de Tiziano por um gato preto, que tradicionalmente simboliza a prostituição. Olympia desdenhosamente ignora as flores apresentadas a ela por sua serva, provavelmente um presente de um cliente.


 Diego Velazquez - The Toilet of Venus (The Rokeby Venus) – 1647-51 – óleo sobre tela – 122 x 177 cm - National Gallery, London

A pintura retrata a deusa romana do amor, beleza e fertilidade, Venus, em uma pose sensual, deitada em uma cama e olhando para um espelho, segurado pelo deus romano do amor físico, seu filho Cupido. Venus está reclinada languidamente na sua cama, com as costas para o espectador (na Antiguidade, o retrato de Vênus de costas foi um símbolo erótico e literário comum) e com os seus joelhos dobrados. Assim, Vênus é apresentada sem a parafernália mitológica que normalmente é incluída em representações da cena. Estão ausentes as joias, as rosas e a murta. Ao contrário da maior parte dos retratos prévios da deusa, que a mostram com cabeleira loura, a Vênus de Velázquez é morena. Ela é frequentemente descrita como se olhando no espelho, embora isso seja fisicamente impossível, já que os espectadores podem ver seu rosto refletido em sua direção. Este fenómeno é conhecido como Efeito de Vénus. A identidade da modelo é desconhecida, supondo-se que pode ter sido uma amante romana do artista. O elemento mais original da composição é o espelho segurado por Cupido, no qual a deusa olha para fora, e através da sua imagem refletida, interage com o espectador da obra. O fato de Vênus estar vendo o espectador através do espelho representa a ideia da consciência da representação, muito característica de Velázquez. 


Jean Auguste Dominique-Ingres - La Grande Odalisque – 1814 – óleo sobre tela – 88,9 x 162,5 cm – Louvre, Paris

Grande Odalisque, também conhecida como Une Odalisque ou La Grande Odalisque, descreve uma odalisca, ou concubina. Os contemporâneos de Ingres consideram que a obra significou para Ingres uma pausa do neoclassicismo, indicando uma mudança na direção de um romantismo exótico. A Grande Odalisque atraiu grande crítica quando foi exibido pela primeira vez, especialmente pelas proporções exageradamente alongadas e falta de realismo anatómico. A pintura foi encomendada pela irmã de Napoleão, a rainha Caroline Murat de Nápoles. Ingres inspirou-se em obras como a Venus de Giorgione, e a Vênus de Urbino de Ticiano, embora a pose real de uma figura reclinada olhando para trás por cima do ombro está diretamente relacionada com o Retrato de Madame Récamier por Jacques Louis David.

Esse blog possui um artigo sobre o Retrato de Madame Récamier por Jacques Louis David. Clique sobre o link abaixo para visualizar:



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