quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Análise de “O Pensador” de Auguste Rodin

Auguste Rodin – O Pensador – Musée Rodin



Análise de “O Pensador” de Auguste Rodin






O Pensador é uma escultura em bronze de Auguste Rodin, geralmente colocada sobre um pedestal de pedra. O trabalho mostra uma figura masculina nua. maior do que o tamanho real de um homem, sentado em uma pedra com o queixo apoiado em uma mão, como se imerso em seus pensamentos, e é frequentemente utilizado como uma imagem para representar a filosofia. Originalmente chamado de O Poeta, a peça era parte de uma encomenda do Museu de Arte Decorativa em Paris para criar um portal monumental baseado na Divina Comédia, de Dante Alighieri. Cada uma das estátuas no portal representava um dos personagens principais do poema épico.




Quando concebido em 1880 em seu tamanho original (aprox. 70 cm) como o elemento culminante de “As Portas do Inf rno”, O Pensador representava Dante, autor da Divina Comédia, inclinando-se para observar os círculos do Inf rno, enquanto meditava em seu trabalho. O Pensador foi, portanto, inicialmente, tanto um ser com um corpo torturado, quase uma alma condenada, e um homem de pensamento livre, decidido a ultrapassar o seu sofrimento através da poesia. 


Michelangelo - Lorenzo de Medici (O Pensador) – Capela Medici, San Lorenzo, Florença

A pose dessa figura deve muito a Ugolino de Carpeaux (1861) e ao retrato de Lorenzo de Médici esculpido por Michelangelo (1526-1531). Rodin queria uma figura heróica na tradição de Michelangelo, para representar o intelecto, bem como poesia. 




O Pensador foi exibido individualmente em 1888 e tornou-se assim um trabalho independente. Ampliado em 1904, sua versão colossal provou ser ainda mais popular: a imagem de um homem perdido em seus pensamentos, mas cujo corpo poderoso sugere uma grande capacidade de ação, tornou-se uma das esculturas mais célebres já conhecidas. Numerosas tiragens (fundições) existem em todo o mundo, incluindo a que está agora nos jardins do Museu Rodin, um presente para a cidade de Paris instalado fora do Panthéon, em 1906, e outra nos jardins da casa de Rodin em Meudon, sobre o túmulo do escultor e sua esposa. Mais de vinte cópias da escultura estão em museus em todo o mundo.


Auguste Rodin em seu estúdio em 1904


Em uma carreira que durou do final do século XIX até o início do século XX, Auguste Rodin (francês, 1840-1917) foi profundamente inspirado pela tradição mas também se rebelou  contra suas formas idealizadas, introduzindo práticas inovadoras que pavimentaram o caminho para a escultura moderna. Ele acreditava que a arte deve ser fiel à natureza, uma filosofia que moldou suas atitudes com modelos e materiais. Seu gênio era expressar verdades interiores da psique humana, e seu olhar penetrou sob a aparência externa do mundo. Explorando este reino sob a superfície, Rodin desenvolveu uma técnica ágil para representar os estados físicos extremos que correspondem a expressões de turbulência interna ou esmagadora alegria. Ele esculpiu um universo de grande paixão e tragédia, um mundo de imaginação que excedeu a realidade mundana da existência cotidiana. Ele usou diversos materiais como bronze, mármore, gesso e argila. As marcas do estilo de Rodin, como a figura parcial, seu foco nas qualidades formais e relacionamentos ao invés da estrutura narrativa, e seu desejo de manter as marcas do processo escultural em suas obras, foram revolucionárias em seu tempo. A intensidade evocativa de seus trabalhos foi seguida por muitos artistas, incluindo os que trabalharam em seu estúdio, como Constantin Brancusi (francês, nascido na Roménia, 1876-1957) e Aristide Maillol (francês, 1861-1944).

Fonte: Musée Auguste Rodin


Assista um vídeo raro de Auguste Rodin esculpindo em seu estúdio em Paris em 1915:





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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Análise de “À Beira Mar” (By The Seashore) de Pierre-Auguste Renoir

Pierre-Auguste Renoir – “À Beira Mar” (By The Seashore) – 1883 – óleo sobre tela – 92,1 x 72,4 cm - The Metropolitan Museum of Art, New York


Análise de “À Beira Mar” (By The Seashore) de Pierre-Auguste Renoir


Pierre-Auguste Renoir (Limoges, 25 de Fevereiro de 1841 – Cagnes-sur-Mer, 3 de Dezembro de 1919) provavelmente pintou este trabalho em seu estúdio, tendo como modelo a futura esposa, com quem se casou em 1890, Aline Charigot (1859-1915), em uma cadeira de vime. O arco das sobrancelhas escuras da modelo e o nariz arrebitado no rosto agradável de bochechas rosadas, são comuns na obras de Renoir. A praia atrás dela representa, provavelmente, a costa da Normandia perto de Dieppe.
Esta tela reflete o impacto da viagem de Renoir para a Itália em 1881-1882, o que o inspirou a unir a "grandeza e simplicidade" que ele admirava na arte renascentista com a luminosidade do impressionismo. Sua nova abordagem, que ele chamou de sua forma "seca", é evidente no rosto de Aline, com as suas características cuidadosamente desenhadas e manipulação suave da pintura. As pinceladas rápidas no fundo, no entanto, mostram a técnica mais livre de anos anteriores de Renoir. Após esta viagem, ele começou a explorar uma nova forma de pintura, diferente do Impressionismo. Ele começou a enfatizar contornos e modelagem, abandonando o princípio de que as cenas devem ser pintadas ao ar livre para capturar a luz e a atmosfera.


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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Antonio Carlos Jobim & Frank Sinatra - Drinking Water




Antonio Carlos Jobim & Frank Sinatra - Drinking Water

"Água de Beber" ("Drinking Water") é uma canção brasileira da bossa nova, composta por Antonio Carlos Jobim, com a letra escrita por Vinicius de Moraes. A versão em inglês foi escrita por Norman Gimbel. Sinatra/Jobim: The Complete Reprise Recordings é um álbum de compilação de 2010 de Frank Sinatra, composto por 20 faixas que ele gravou com o músico brasileiro Antônio Carlos Jobim.



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Giorgio de Chirico, arte metafísica

Giorgio de Chirico – Auto-retrato – 1922 – óleo sobre tela – 38,4 x 51 cm - Toledo Museum of Art


Giorgio de Chirico, arte metafísica




Giorgio de Chirico (Vólos, Grécia, 10 de julho de 1888 — Roma, 20 de novembro de 1978), também conhecido como Népoli, foi um pintor nascido na Grécia, filho de pais italianos, que nos anos anteriores à Primeira Guerra Mundial, fundou o movimento de arte Escola Metafísica, considerada uma precursora do Surrealismo.


Giorgio de Chirico - The Uncertainty of the Poet – 1913 – óleo sobre tela – Tate Gallery, London


Em 1913, ele exibiu pinturas no Salão dos Independentes de Paris e no Salon d'Automne. Seu trabalho foi notado por Pablo Picasso e Guillaume Apollinaire, e ele vendeu sua primeira pintura, a Torre Vermelha. Em 1914, através de Apollinaire, ele conheceu o negociante de arte Paul Guillaume, com quem assinou um contrato para sua produção artística.


Giorgio de Chirico - A Torre Vermelha (La tour rouge) - 1913 – óleo sobre tela - 73.5 x 100.5 cm - Peggy Guggenheim Collection


A pintura metafísica de Giorgio de Chirico antecipa elementos que depois aparecem na pintura surrealista: padrões arquitetônicos, grandes espaços nus, manequins anônimos e ambientes oníricos. Do dadaísmo, os pintores surrealistas e, com eles, De Chirico, herdam diretamente as atitudes destrutivas e niilistas. O que o próprio artista qualifica de “pintura metafísica” corresponde à necessidade de sonho, de mistério e de erotismo própria do surrealismo. E assim, desde o começo, a obra de De Chirico conhece um êxito considerável.


Giorgio de Chirico – Ariadne – 1913 – óleo e grafite sobre tela - 135.3 × 180.3 cm – The Metropolitan Museum of Art, New York


Giorgio de Chirico - Piazza d'Italia – 1913 – óleo sobre tela - 35.2 x 25 cm - Art Gallery of Ontario, Toronto, Canada 


Menos que interpretar ou alterar a realidade, a pintura de De Chirico dirige-se a uma "outra realidade", metafísica, além da história. Os cenários projetados pelo pintor entre 1910 e 1915 permitem flagrar os contornos do novo estilo, que se consolidará entre 1917 e 1920. Os elementos arquitetônicos mobilizados nas composições (colunas, torres, praças, monumentos neoclássicos, chaminés de fábricas etc.) constroem, paradoxalmente, espaços vazios e misteriosos. As figuras humanas, quando presentes, carregam consigo forte sentimento de solidão e silêncio. São meio-homens, meio-estátuas, vistos de costas ou de muito longe. Quase não é possível entrever rostos, apenas silhuetas e sombras, projetadas pelos corpos e construções. As fontes das invenções metafísicas, da iconografia e da realidade deslocada de De Chirico são as filosofias de Nietzche, Schopenhauer e Weininger.


Giorgio de Chirico - Metaphysical Interior with Biscuits – 1916 – óleo sobre tela – 81,3 x 65,1 cm - The Menil Collection, Houston, Texas


Giorgio de Chirico - Hector and Andromache – 1912 – óleo sobre madeira -  Galleria Nazionale d'Arte Moderna e Contemporanea, Rome, Italy


Grande parte do impacto dos quadros de De Chirico é derivado da clareza contida de seu estilo. Ele a alcançou, rejeitando as inovações formais da arte moderna e optando por uma forma franca, realista, que lhe permitiu descrever objetos com simplicidade. O resultado foi um estilo que, um pouco como René Magritte, é rica em mistério evocativo apesar do caráter simples da representação.


Giorgio de Chirico – Mistério e Melancolia de uma Rua – 1914 – óleo sobre tela - 85 x 69 cm


Depois de 1919, ele ficou interessado em técnicas tradicionais de pintura, e trabalhou em um estilo neoclássico ou neo-barroco, enquanto frequentemente revisitava os temas metafísicos de seu trabalho anterior. Em 1939, ele adotou um estilo neo-barroco influenciado por Rubens. As pinturas posteriores de De Chirico nunca receberam o mesmo elogio crítico como as de seu período metafísico.


Giorgio de Chirico em seu estúdio em 1925

Frases de Giorgio de Chirico:

“O que devo amar senão o enigma?” Nesta, ele se assemelha ao norte-americano, seu contemporâneo, Edward Hopper: a luz solar de suas pinturas, suas sombras profundas, suas calçadas vazias e silêncios portentosos criando uma poesia visual enigmática.

"Para se tornar verdadeiramente imortal uma obra de arte deve escapar de todos os limites humanos. A lógica e o bom senso só irão interferir. Mas quando essas barreiras são quebradas, entra na região de visão da infância e do sonho." Em “Mistério e Criação”, Giorgio de Chirico, Paris 1913


Giorgio de Chirico - Self Portrait in the Studio – 1935 – óleo sobre tela


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terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades



A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades  


A Fontana di Trevi é a maior fonte barroca na cidade de Roma, Itália. Uma lenda tradicional afirma que se o visitante jogar uma moeda na fonte, ele retornará a Roma.




A Fonte de Trevi é uma fonte imponente que servia como uma terminação de um aqueduto romano antigo, de nome Virgo (Virgem), construído por Marcus Vipsanius Agripa cerca de 19 A. C. Agripa era genro e o general favorito do Imperador Otávio Augusto. O aqueduto tinha 21 km de comprimento, sendo 19 km no subsolo. O aqueduto foi construído por Agripa para abastecer os banhos termais que ele construiu no Campo de Marte, no Panteão. De acordo com o livro "De aquaductibus Romae commentarius", o aqueduto leva o nome de uma senhora virgem que os soldados romanos encontraram quando estavam com sede e cansados. Ela os levou a uma fonte de água. Essa fonte estava entre dois dos muitos caminhos que levam a Roma. E essa fonte ainda hoje alimenta o aqueduto, que foi danificado pela invasão dos ostrogodos em 537. Depois das invasões bárbaras a última parte do aqueduto foi abandonada.




A partir do começo do Renascimento, os Papas começaram a decorar o final dos aquedutos com grandes fontes ricamente decoradas. O Papa Pio IV encomendou a Jacopo Della Porta a construção de uma nova fonte e a restauração dos tubos até a fonte original antiga. O projeto foi concluído em 1570 por Pio V. A fonte estava na praça onde está hoje, mas tinha uma orientação diferente, de frente para o oeste. O Papa Urbano VIII decidiu alterar a orientação da fonte de modo que seria possível vê-la a partir do Palácio Papal no Monte Quirinal. O projeto foi desenhado por Bernini, mas nunca foi concluído devido à falta de fundos.




Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o período Barroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna (as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual o projeto de Nicola Salvi venceu. Este começou em 1732 e foi concluído em 1762, quando o Oceano de Pietro Bracci foi afixado no nicho central da fonte. Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas, representando Agrippa e Trívia, pelas belas esculturas de Oceano e seu séquito.




Este cartão postal de Roma passou pela maior reforma em 252 anos. A restauração da Fontana di Trevi foi concluída e ela foi reativada em 3 de Novembro de 2015 e é a primeira de uma série de restaurações financiadas pela indústria de moda Fendi e seu programa "Fendi for Fountains", que visa a conservação e valorização de algumas fontes históricas de Roma, através de constante suporte ao patrimônio histórico-artístico da capital italiana.




A fonte tem 26,30 m de altura, e 49,15 m de largura. Todos os dias ela derrama 80,000 metros cúbicos de água. O projeto da fonte de Trevi é baseado em três elementos arquitetônicos: uma fachada de travertino, estátuas de mármore carrara, e um recife de travertino. No meio, está a estátua de Oceano, com 5,8 m de altura, esculpida por Pietro Bracci, em sua carruagem levada por dois cavalos guiados por dois Tritões.  Na parte esquerda do arco está a estátua da Abundância. Acima dela há um relevo mostrando Agripa comandando seus generais para a construção do aqueduto. Na porção direita está a estátua da Saúde, com uma coroa de louros. Acima dela há um relevo mostrando a senhora Virgem indicando aos soldados a fonte de água. As quatro estátuas alegóricas localizados no sótão representam os bons efeitos da chuva sobre a fertilidade da terra e as quatro principais colheitas que dependem de fornecimento de água. A primeira estátua na esquerda segura o chifre da abundância e é símbolo da abundância das frutas. A segunda está segurando espigas de trigo e representa a fertilidade das colheitas. A terceira está segurando uma taça e cachos de uvas simbolizando as colheitas do outono. A última retrata a alegria das pradarias e jardins e está toda adornada com flores.




A explicação mais aceita para a palavra Trevi é que ela deriva da palavra latina Trivium que indica um cruzamento de três ruas. A principal estátua da fonte não representa Netuno, mas Oceano. Na verdade, Netuno tem um tritão em suas mãos e um golfinho a segui-lo. Em vez disso, como seu criador Nicola Salvi escreveu, a estátua é uma imagem do oceano, a personificação de um imenso rio que corre ao redor da Terra e do qual todas as correntes de água derivam.




O famoso ritual de jogar uma moeda na fonte tem duas explicações principais. Em primeiro lugar, os romanos antigos costumavam jogar moedas em fontes, rios ou lagos para fazer os deuses da água favorecem a sua viagem e ajudá-los a voltar para casa em segurança. Em segundo lugar, esta tradição foi inventada para arrecadar fundos para a manutenção da fonte.  A fonte edificada no século XVIII foi paga com o dinheiro arrecadado pela Igreja Católica após a reintrodução do jogo de loteria em Roma. Hoje em dia, as moedas lançadas por curiosos ou por apaixonados (três moedas para um bom casamento, segundo a tradição) totalizam todos os dias cerca de 3.000 euros. Um rendimento recolhido todos os dias e agora entregue à associação religiosa Caritas, cerca de 36 mil euros por ano.




A Fonte de Trevi aparece no filmes Three Coins in The Fountain (1954). O monumento também foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema italiano: em La Dolce Vita de Federico Fellini (1960), Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.

Veja a Fontana di Trevi ao vivo, clicando sobre o link:



Assista o vídeo da inauguração da fonte:



Assista o vídeo da cena com a fonte, do filme La Dolce Vita:




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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Ilustrações do mês de Novembro

Alphons Mucha - "Novembre"


Ilustrações do mês de Novembro


Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado.
Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


"La Belle Jardiniere – Novembre" - Eugène Grasset – 1896


O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma  encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfolio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Monet e Impressionismo Americano

Richard Emile Miller – La Toilette – c. 1914 – óleo sobre tela – 101,6 x 82,6 cm - Columbus Museum


Monet e Impressionismo Americano


Richard E. Miller (22 de marco de 1875 - 23 de janeiro de 1943) foi um pintor impressionista americano e membro da Colônia Giverny de Impressionistas Americanos (que cresceu em torno de propriedade de Claude Monet por volta de 1.906 até a Primeira Guerra Mundial). Miller era principalmente um pintor figurativo, conhecido por suas pinturas de mulheres posando languidamente em interiores ou ambientes ao ar livre. Miller cresceu em St. Louis, estudou em Paris, e depois se estabeleceu em Giverny. Após seu retorno à América, ele se estabeleceu brevemente em Pasadena, Califórnia, e em seguida, na colônia de arte de Provincetown, Massachusetts, onde permaneceu durante o resto de sua vida. Miller era um membro da National Academy of Design, de Nova York e um premiado pintor em sua época, homenageado na França e na Itália, e um ganhador da Legião de Honra da França.


Claude Monet - Champ d'Avoine (Oat Field) – 1890 – óleo sobre tela - 91.4 × 121.9 – Harn Museum of Art


Willard Leroy Metcalf -  Giverny -  1887 – óleo sobre tela – 66 x 81,6 cm -  The Art Museum at the University of Kentucky


A exposição Monet e Impressionismo Americano destaca vinte e cinco artistas que lançaram uma nova forma de pintura em resposta à influência do Impressionismo francês. A exposição apresenta cerca de cinquenta pinturas e vinte gravuras datadas entre 1880 e 1920 por muitas das principais figuras no Impressionismo americano, como Mary Cassatt, William Merritt Chase, Childe Hassam, Willard Metcalf, Theodore Robinson, John Henry Twachtman, e J. Alden Weir. Estes artistas adaptaram as inovações do Impressionismo francês e abriram o caminho para um estilo americano de pintura no Século 19. A exposição inclui paisagens, retratos, retratos íntimos de mulheres e crianças, e imagens da vida moderna, tais como vistas urbanas e atividades de lazer populares. As obras foram emprestadas por vários museus.


Lilla Cabot Perry - Landscape in Normandy - 1890 – óleo sobre tela - Newark Museum


Gari Melchers - Unpretentious Garden - 1903–1909 - Telfair Museums, Savannah, Georgia


A exposição considera como os proponentes do impressionismo na América responderam às pinturas de Claude Monet, bem como os aspectos da vida social e cultural nos Estados Unidos durante o período. Por exemplo, a exposição explora questões relevantes da época, tais como o fascínio da América com a arte e a cultura francesas, o impacto do turismo no gosto artístico e na cultura de consumo, a mudança do papel das mulheres na sociedade americana, e as atitudes em relação à industrialização, exercício e saúde pública. Quatro pinturas de Monet estão em exposição ao lado das obras dos artistas norte-americanos. Estes agrupamentos geram um diálogo sobre as técnicas, composição e temas.


Mary Cassatt – “Woman Bathing” - 1890-1891 – ponta-seca e aquatinta sobre papel -  43.2 x 29.8 cm – National Gallery of Art, Washington, DC


William James Glackens - Miss Olga D. – 1910 – óleo sobre tela – 81,3 x 66 cm – Hunter Museum of American Art


Além dos principais pintores da época, a exposição inclui obras de figuras menos renomadas como John Leslie Breck, Gari Melchers, Richard Miller, Lilla Cabot Perry, e Guy Wiggins, entre outros. Os artistas que representam uma nova geração de pintores que fundiram Impressionismo com preocupações realistas incluem Maurice Prendergast, William Glackens, Ernest Lawson, e Jonas Lie.


Childe Hassam - Avenue of the Allies – 1917 – óleo sobre tela – Telfair Museums


Claude Monet - Waterloo Bridge – 1903 – óleo sobre tela - 66 x 81.3 cm - Lowe Art Museum, University of Miami


A exposição está organizada em cinco grupos temáticos: "O fascínio de Giverny" (The Allure of Giverny), "Um refúgio campestre" (A Country Retreat), "A vibração do urbanismo" (The Vibrance of Urbanism), "O conforto do lar" (The Comfort of Home) e "Um legado gráfico" (A Graphic Legacy).


Childe Hassam - Northeast Gorge at Appledore – 1912 – Harn Museum of Art


Claude Monet - Bridge at Argenteuil on a Gray Day - c. 1876 – óleo sobre tela - 61 x 80.3 cm - National Gallery of Art


Monet e Impressionismo Americano é organizada pelo Harn Museum of Art em parceria com o Telfair Museums e o Hunter Museum of American Art e tem curadoria de Dulce Román, Curadora de Arte Moderna, do Harn Museum of Art.


Helen M. Turner - Lillies, Lanterns, and Sunshine – 1923 - Chrysler Museum of Art, Norfolk, VA


Frederick Carl Frieseke - The Garden Umbrella – c. 1910 – óleo sobre tela – 81,3 x 81,3 cm - Telfair Museums


Até 24 de Janeiro de 2016
Telfair Museums – Jepson Center - 207 W. York St. - Savannah, GA 31401
Informações: 912.790.8800


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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bebel Gilberto - Baby



Bebel Gilberto - Baby


A canção “Baby” foi composta por Caetano Veloso e originalmente cantada por Gal Costa. É uma meditação sonhadora sobre a cultura pop e a cultura de consumo no fim dos anos 60.

Isabel "Bebel" Gilberto de Oliveira (Nova Iorque, 12 de maio de 1966) é uma cantora brasileira nascida nos Estados Unidos. Muitas vezes associada à bossa nova, Bebel Gilberto é filha de João Gilberto e da cantora Miúcha, e sobrinha de Chico Buarque. Bebel teve sua estreia na música precocemente. Aos 9 anos já havia se apresentado no Carnegie Hall com sua mãe e Stan Getz, e já tinha participado nos musicais Pirlimpimpim e Saltimbancos com sua mãe e seu tio, Chico Buarque.

Sua estreia como solo profissional veio em 1986 com um EP auto-intitulado, que incluiu "Preciso Dizer Que Te Amo", com parceria com Cazuza e Dé, quando ambos estavam na Banda Barão Vermelho. Em 1991, a filha de Gilberto e Miúcha trocou Ipanema, onde cresceu, por Manhattan, onde ela nasceu. Bebel continua vivendo em Nova Iorque, mas compartilha seu tempo entre os EUA e o Brasil.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Esquilos em Retratos de Arte

John Singleton Copley - A Boy with a Flying Squirrel (Henry Pelham) – 1765 – óleo sobre tela - 77.15 x 63.82 cm – Museum of Fine Arts, Boston


Esquilos em Retratos de Arte


John Singleton Copley cresceu em Boston quando ainda não havia formação artística formal na América. Em grande parte autodidata, em meados dos anos 1760 ele era o retratista mais procurado em New England. Ele aspirava, no entanto, mais do que o sucesso provincial e queria saber como seu trabalho seria aferido por padrões ingleses sofisticados. Para descobrir, em 1765, ele pintou um retrato de seu meio-irmão, Henry Pelham, não como uma encomenda, mas sim para expor em Londres. Essa pintura foi calculada para demonstrar tudo o que Copley poderia fazer. Ela recebeu muitos elogios, talvez o mais importante de Sir Joshua Reynolds, um dos principais artistas ingleses, que chamou a pintura, "um desempenho maravilhoso".


Attributed to Cosmo Alexander - Girl with a Squirrel – 1770


Francesco Montemezzano – Retrato de Mulher com Esquilo – 1565-75


 Esquilos foram mantidos como animais de estimação na Idade Média e no Renascimento, adornados com acessórios elaborados. O esquilo foi um animal de estimação popular medieval, quase sempre descrito e retratado como equipado com uma coleira e uma corrente, geralmente finamente trabalhada em prata. A prática de manter esquilos como animais de estimação ainda prevaleceu no século 16, continuando até o século 18.


Joseph Highmore - The Family of Sir Eldred Lancelot Lee - 1736


Frederic Kerseboom - Lady with a Red Squirrel on a chain and a Spaniel – c. 1600


Frans Luycx - Charles Joseph (1649-1664) Archduke of Austria with Squirrel – 1650


Hans Holbein the Younger - A Lady with a Squirrel and a Starling (Anne Lovell?) – c. 1526-8 – óleo sobre madeira - 56 x 38.8 cm - The National Gallery, London

Esse retrato provavelmente foi pintado durante a primeira visita de Holbein à Inglaterra em 1526-8. É provavel que a modelo seja Anne Lovell. O pássaro ao fundo e o esquilo de estimação em uma corrente, podem ter tido a intenção de aludir a seu nome: a família Lovell tinha esquilos em seu brasão de armas. É possível que o retrato fez parte de um par, retratando marido e mulher. Esquilos eram animais de estimação populares na Inglaterra, desde o início do século 14. É improvável que a modelo tenha posado com o esquilo ou o pássaro. Holbein, provavelmente, fez estudos separados deles em desenhos.


Joseph Badger – Rebeca Orne (later Mrs. Joseph Cabot) with Squirrel – 1757


John Singleton Copley – Frances Deering Wentworth (Mrs. Theodore Atkinson, Jr.) with Squirrel – 1765


Johann Zoffany (1733 – 1810) – Three Daughters of John, 3rd Earl of Bute – c. 1763-4 – óleo sobre tela – 101,2 x 126,5 cm – Tate Collection, London


Três meninas brincam com esquilos de estimação no Parque Luton Hoo, Bedfordshire, ao norte de Londres, adquirido pelo Conde de Bute em 1763. O solar da família foi construído na mesma localidade em 1774. A menina mais nova, à esquerda, segura uma avelã para atrair um dos esquilos, que escapou de sua corda. Zoffany nasceu na Alemanha e se estabeleceu em Londresem 1760. Foi membro fundador da Royal Academy.

Bonus:

Albrecht Dürer – Dois Esquilos – 1492


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quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Frank Sinatra & Tom Jobim - I Concentrate On You



Frank Sinatra & Tom Jobim - I Concentrate On You


Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim é um álbum de estúdio do cantor norte-americano Frank Sinatra em parceria com o cantor e compositor brasileiro Antônio Carlos Jobim, lançado em 1967. O álbum reúne canções conhecidas da Bossa nova, além de três canções do "Great American Songbook" também com o arranjo da Bossa nova. Conta ainda com a participação e condução de Claus Ogerman e sua orquestra.

Seguindo o sucesso comercial deste álbum, uma sequência intitulada Sinatra-Jobim chegou a ser lançada em 1970, porém foi retirada de mercado pouco tempo depois e teve suas canções reincorporadas em Sinatra & Company, de 1971. Em 1979, uma subsequência do projeto foi lançada, intitulada Sinatra-Jobim Sessions. Em 1968, Sinatra e Jobim foram indicados ao Grammy de Álbum do Ano, porém perderam para o também muito bem-sucedido Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band dos Beatles.

Texto: Wiki