quarta-feira, 15 de abril de 2015

Série Chagall: Música

Marc Chagall - Spring - 1938 – litogravura

Série Chagall: Música


    

Marc Chagall - Artist and His Bride - 1980 – óleo sobre tela - 116 x 89 cm



Marc Chagall - Musicians - 1979 – óleo sobre tela



Marc Chagall - Composition - 1976 - óleo sobre tela – 81 x 100 cm


Marc Chagall (Vitebsk 1887–1985 Saint-Paul-de-Vence) foi um artista prolífico, cuja carreira se estendeu por muitas décadas. Ele trabalhou em muitos tipos de mídias: desenho, pintura, mídia impressa e vitrais. Chagall participou dos movimentos modernos do pós-impressionismo incluindo surrealismo e expressionismo.


    

Marc Chagall - Fiddler with Ruster - 1982 - litogravura – 66 x 50 cm - Musée National Message Biblique Marc Chagall, Nice, France


Marc Chagall - Homage to Mozart - 1972 - litogravura – 58.5 x 79.5 cm - Musée National Message Biblique Marc Chagall, Nice, France

    

Marc Chagall - Liberation - 1937-1952 - óleo sobre tela – 168 x 88 cm - Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice, France
Marc Chagall - Miriam Dances - 1931 – óleo e guache sobre papel – 62 x 49 cm - Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice, France


Nascido perto da aldeia de Vitebsk, na atual Bielorrússia, Chagall mudou para Paris em 1910 permanescendo lá até 1914 para desenvolver seu estilo artístico, retornando à Russia por sentir saudades de sua noiva Bella, com quem se casou. Em 1923 mudaram novamente para a França, para escapar das dificuldades da vida soviética que se seguiram à I Guerra Mundial e à Revolução de Outubro. Em 1941, mudou para os Estados Unidos, escapando da Segunda Guerra Mundial e ali permaneceu até 1948, retornando para a França.


    

Marc Chagall - Music - 1963 – óleo sobre tela


Marc Chagall - Musicians - 1979 – óleo sobre tela


    

Marc Chagall - Musicians on a green background - 1964 – litogravura - 54.8 x 43.8 cm


Marc Chagall - Peasant with a Violin - 1968 - Galerie Iris Wazzau, Davos, Switzerland


O início da vida de Chagall deixou-o com uma memória visual poderosa e uma inteligência pictórica. Depois de viver na França e experimentar a atmosfera de liberdade artística, ele criou uma nova realidade, que se baseou em ambos os mundos internos e externos. Mas foram as imagens e memórias de seus primeiros anos em Belarus, na Russia, que sustentaram a sua arte por mais de 70 anos.


    

Marc Chagall - Newlyweds and Violinist - 1956 – óleo sobre tela – 100 x 81  cm



Marc Chagall - The Blue Fiddler - 1947
 



Marc Chagall - The Accordionist - 1957 – litogravura – 38 x 56 cm


Há certos elementos em sua arte que se mantiveram permanentes e são vistos ao longo de sua carreira. Um deles foi a sua escolha dos temas e a forma como eles foram retratados. O elemento mais constante, obviamente, é o seu dom para a felicidade e sua compaixão instintiva, que mesmo nos assuntos mais sérios o impediam de dramatizar. Músicos foram uma constante durante todas as fases de sua carreira.


    




Marc Chagall - The Circus Musicians - litogravura
Marc Chagall - The Clown Musician - 1957 – litogravura - 66 x 45.7 cm - Fondation Maeght, Paris, France


Marc Chagall - The Concert - 1957 – óleo sobre tela – 140 x 240 cm


Chagall era muito interessado em música e retratou o tema em pinturas, cenários, o teto da Paris Opera House, pinturas e cenários para a Metropolitan Opera House no Lincoln Center em New York, e em muitas obras de arte sobre papel. A fluidez de movimentos na dança e os próprios movimentos dentro da música evocavam em Chagall uma espécie de consciência de sua própria arte e algo da alegria.

 

Marc Chagall - The Dance - 1951 – óleo sobre tela - Musée National d'Art Moderne, Centre Georges Pompidou, Paris, France
   
Marc Chagall - The Dance of Myriam - 1966 – guache, pastel, lapis e aquarela sobre papel - 44.3 x 32 cm - Musée national Message Biblique Marc Chagall, Nice, France


   

Marc Chagall - The Fiddler - 1913 – óleo sobre tela - 188 x 158 cm - Stedelijk Museum, Amsterdam, Netherlands
Marc Chagall - The Green Violinist - 1923-1924 – óleo sobre tela – 198 x 108,6 cm - Solomon R. Guggenheim Museum, New York, USA


Marc Chagall - The Magic Flute - 1967 – litogravura - 99.7 x 64.1 cm

Voltaremos a abordar as obras abaixo em outro artigo nesse blog:


Marc Chagall – The Sources of Music - 1967 – mural - Metropolitan Opera House, New York


Marc Chagall - The Triumph of Music - 1967 – mural - Metropolitan Opera House, New York


Marc Chagall - o teto da Opera Garnier em Paris - 1963


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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nova página Arteeblog no Facebook



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sexta-feira, 10 de abril de 2015

A história da obra de Johannes Vermeer – “A Maid Asleep”

Johannes Vermeer – "A Maid Asleep" – 1657 – óleo sobre tela - 87.6 x 76.5 cm – The Metropolitan Museum of Art


A história da obra de Johannes Vermeer – "A Maid Asleep" ("A Serviçal Adormecida")




Esta é provavelmente a obra mais antiga em que Vermeer  aborda o seu tema favorito, uma jovem mulher, ocasionalmente com um companheiro do sexo masculino, em um interior doméstico. Uma empregada doméstica muito bem vestida cochilou e sonha com o amor, após entreter um visitante (dois copos, um cântaro e um jarro, uma tigela de frutas, a cadeira deixada de lado, e a porta aberta podem ser vistos na desordenada natureza morta). A pintura acima dela retrata Cupido desmascarado, uma explicação oblíqua de seu sorriso sonhador. Radiografias mostram que Vermeer originalmente pintou um homem ao fundo e um cão no canto inferior direito. Ao substituir estes motivos, fez o tema amoroso menos óbvio.
Essa obra e as telas “The Milkmaid” (onde um sinal discreto de Cupido também acompanha a empregada) e a aproximadamente contemporânea “Cavalier and Young Woman” foram aparentemente compradas pelo colecionador de arte Delft, Pieter van Ruijven que acabou possuindo cerca de vinte e uma obras de Vermeer .







Johannes Vermeer – “The Milkmaid” – c. 1658 – óleo sobre tela – 45,5 x 41 cm - Rijksmuseum Amsterdam 


Johannes Vermeer – “Officer and Laughing Girl” - ca. 1657 – óleo sobre tela - 50.5 x 46 cm – The Frick Collection 


Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.



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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Exposição: Picasso e a Modernidade Espanhola - veja fotos e vídeos

Pablo Ruiz Picasso – “Mulher sentada apoiada sobre os cotovelos” – 1939 - óleo sobre tela - 92 x 73 cm - Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid © Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2015


Exposição: Picasso e a Modernidade Espanhola - Obras da Coleção do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofía - Exposição realizada inicialmente na Fondazione Palazzo Strozzi, Florença


Pablo Ruiz Picasso – “Cabeça de cavalo. Esboço para Guernica” - 1937 - óleo sobre tela - 65 x 92 cm - Coleção do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid. Legado Picasso, 1981. © Succession Pablo Picasso / AUTVIS, Brasil, 2015


A exposição apresenta uma ampla seleção de trabalhos do grande mestre da arte moderna, Pablo Picasso (1881-1973) e de outros artistas, em um esforço para estimular uma reflexão sobre a sua influência e interação com artistas espanhóis como Joan Miró, Salvador Dalí, Juan Gris, Maria Blanchard e Julio González: a arte refletindo sobre a arte e sobre a relação entre o real e o surreal, o envolvimento sincero do artista na tragédia da história, o surgimento do monstro com face humana, e a metáfora do desejo erótico como a principal fonte de inspiração para a criatividade e visão de mundo do artista.


Pablo Ruiz Picasso – “Cabeça de Mulher (Fernande)" – 1910 - óleo sobre tela - 61 x 50 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Pablo Ruiz Picasso - "O Pintor e a Modelo" – 1963 - óleo sobre tela - 130 x 161 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Estão apresentadas noventa obras de Picasso e outros artistas, que vão da pintura à escultura, desenho, gravura e até mesmo filme. Algumas obras-primas célebres como a “Cabeça de Mulher” (1910), “Retrato de Dora Maar” (1939) e “O Pintor e a Modelo” (1963) de Picasso, “Ciurana”, “O Caminho” (1917) e “Figura e Pássaro na Noite” (1945) de Miró e “Arlequin” de Dalí (1927), juntamente com desenhos de Picasso, gravuras e pinturas preparatórias para a sua enorme obra “Guernica” (1937).


Pablo Ruiz Picasso - "Minotauro Cego Guiado por uma Menina na Noite" (Suíte Vollard 97) – 1934 - Água-forte sobre papel texturizado de Montval - 24,7 x 34,7 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Pablo Ruiz Picasso - "Busto e Paleta"  -1925 - óleo sobre tela - 54 x 65,5 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Roteiro da Exposição original:
A obra-prima desconhecida
Picasso: Variações
Ideia e Forma
Lirismo: Sinal e Superfície
Realidade e Super-realidade
Rumo a Guernica: o Monstro
Rumo a Guernica: a Tragédia
Natureza e Cultura
Rumo a uma nova modernidade


Pablo Ruiz Picasso - "Retrato de Dora Maar" – 1939 - óleo sobre madeira - 60 x 45 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Pablo Ruiz Picasso - Guernica - reprodução interativa - assista o último vídeo desse artigo

Artistas:
Alberto Sánchez, José Val Del Omar, Alfonso Ponce De León, Josep De Togores, Ángel Ferrant, Juan Gris, Antoni Tàpies, Julio González, Antonio López, Leandre Cristòfol, Antonio Saura, Manuel Ángeles, Aurelio Arteta, Manuel Millares, Benjamín Palencia, María Blanchard, Daniel Vázquez Díaz, Martín Chirino, Eduardo Chillida, Maruja Mallo, Equipo 57, Ortiz Jorge Oteiza, Esteban Vicente, Óscar Domínguez, Francisco Bores, Pablo Gargallo, Joan Miró, Pablo Palazuelo, Joaquim Sunyer, Pablo Picasso, Joaquín Torres-García, Pancho Cossío, José Guerrero, Rafael Barradas, José Gutiérrez Solana, Salvador Dalí


Salvador Dalí - "Arlequim" – 1926 - óleo sobre tela - 196,5 x 150 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Joan Miró - "Personagem e Pássaro na Noite" – 1945 - óleo sobre tela - 147 x 114 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Curadoria: Eugenio Carmona

Até 8 de Junho de 2015 - de quarta a segunda, das 9h às 21h
CCBBSP (Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo)
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro - São Paulo (SP)
(11) 3113-3651/3652

Até 7 de Setembro de 2015 - de quarta a segunda, das 9h às 21h
CCBBRJ (Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro)
R. Primeiro de Março, 66 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
(21) 3808-2020


Juan Gris - "O Violino"  - 1916 - óleo sobre madeira compensada - 79,5 x 53,5 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Juan Gris - "Arlequim com Violino" – 1919 - óleo sobre tela - 91,7 x 73 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Pablo Gargallo Catalán - "Mulher Oca em Repouso" – 1922 - Bronze patinado - 25,5 x 32,5 x 25 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri


Alberto Sánchez Pérez - "Maternidade" – 1965 - Bronze (fundição póstuma) - 80 x 22 x 14 cm - Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia, em Madri

Assista o vídeo da exposição na Fondazione Palazzo Strozzi, Florença:



Assista um vídeo da exposição:



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terça-feira, 7 de abril de 2015

Mudança do nome do blog


Mudança do nome do blog


ATENÇÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Nosso blog mudou de nome! Design & Muito Mais ARTE agora é Arteeblog! O novo endereço do blog é: www.arteeblog.com
É apenas uma mudança de nome, as postagens continuam aqui. 
Mais mudanças virão, para repaginar nossa presença nas redes sociais. Agradecemos sua compreensão durante esse processo e continuem aqui conosco. Muito obrigada!

ATTENTION !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Our blog has changed its name! Design & Muito Mais ARTE is now Arteeblog! The new blog address is: www.arteeblog.com
It's just a name change, the posts are still here.
More changes will come to revamp our presence in social networks. We appreciate your understanding during this process and ask you to please remain with us. Thank you very much!



segunda-feira, 6 de abril de 2015

"April Love" e mais pinturas e ilustrações de Abril

"April Love" - Arthur Hughes - 1856 – óleo sobre tela – 89 x 49,5 cm - Tate Gallery, London, UK

"April Love" foi a primeira de uma série de composições em que Hughes representou amantes em uma paisagem. Esta é a obra mais conhecida de Hughes, e uma das mais populares pinturas pré-rafaelitas. O cenário é um caramanchão coberto de hera, com liláses fora da janela e pétalas de rosa no chão de pedra. Tal como acontece com muitas das obras do artista, a hera também é usada para decorar o quadro. Os pré-rafaelitas incluíam muitas vezes elementos simbólicos em seu trabalho. Hera significa vida eterna, rosas amor. As pétalas espalhados pelo chão podem sugerir que o caso de amor acabou. A pintura retrata um jovem casal em um momento de crise emocional. A figura masculina é pouco visível, com a cabeça inclinada sobre a mão esquerda da jovem. A obra mostra a influência de Millais, que Hughes admirava. Os ricos azuis, verdes e roxos empregados por Hughes rapidamente se tornaram sua marca. A modelo foi provavelmente Tryphena Foord, sua esposa.
Arthur Hughes (1832-1915), foi um pintor Inglês e ilustrador associado com a Irmandade Pré-Rafaelita. Em 1846, ele entrou para a escola de arte na Somerset House, seu primeiro mestre sendo Alfred Stevens, e mais tarde entrou na Royal Academy Schools. Aqui ele conheceu John Everett Millais e Holman Hunt, e tornaram-se um dos grupos pré-rafaelita de pintores.

"April Love" e mais pinturas e ilustrações de Abril


"April, Quai Voltaire, Paris" - Childe Hassam - 1897


 Months of the Year "Avril" © Alphonse Mucha Estate/Artists Rights Society (ARS), New York/ADAGP, Paris



"April Fool Girl with Shopkeeper" - Norman Rockwell - 1948 – óleo sobre tela


"April Showers, Champs Elysees Paris" - Childe Hassam - 1888


 "Cypress, April" - Henri-Edmond Cross - 1904 – óleo sobre tela


"La Belle Jardiniere – Avril" - Eugène Grasset, 1896


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quinta-feira, 2 de abril de 2015

A história do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé – veja fotos (uma especial) e leia:

Ovo “First Hen Egg” (Primeiro Ovo de Galinha) – 1885 – altura: 6,4 cm – propriedade de The Link of Times Foundation, Russia

A história do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé – veja fotos (uma especial) e leia:




O Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé - "Galinha" foi o primeiro dos ovos de páscoa criados pelo joalheiro russo Peter Carl Fabergé. Sua produção deve-se a uma encomenda feira pelo Czar Alexandre III para presentear sua esposa, Maria Feodorovna em 1885. O ovo é feito de ouro e esmaltado na parte externa a fim de lembrar um ovo de galinha. As duas metades se abrem para revelar uma gema de ouro, que dentro de si possui uma galinha. As duas surpresas - um pingente de rubi e uma réplica em diamantes da coroa imperial - encontram-se desaparecidos. 


Foto especial: o  pingente de rubi e uma réplica em diamantes da coroa imperial, as surpresas desaparecidas do Primeiro Ovo de Pascoa Fabergé 

Os ovos Fabergé são obras-primas da joalharia produzidas por Peter Carl Fabergé e seus assistentes no período de 1885 a 1917 para os czares da Rússia. Os ovos, cuidadosamente elaborados com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas encomendados e oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial. Disputados por colecionadores em todo o mundo, os famosos ovos de Páscoa criados pelo joalheiro russo são admirados pela perfeição e considerados expoentes da arte joalheira.

O primeiro Ovo Fabergé é feito de ouro, esmalte opaco branco, rubis e ouro em vários tons. O primeiro Ovo de Páscoa de 1885 marca o vigésimo aniversário de casamento do czar Alexander III com a Czarina Maria Feodorovna. O Czar precisava de um presente especial para sua esposa e ele encomendou um Ovo muito especial ao jovem joalheiro Peter Karl Fabergé, cujas lindas criações tinham atraído o olho de Maria. A imperatriz Maria ficou tão impressionada com o presente, que Alexandre acabou por nomear Fabergé como o "fornecedor da corte" e passou a encomendar um ovo por ano, sob a determinação de que este fosse único e contivesse uma surpresa. Seu filho, Nicolau II, deu sequência à tradição e anualmente presenteava sua esposa, Alexandra Feodorovna.




Cinqüenta ovos imperiais foram produzidos para os czares Alexandre III e Nicolau II.
Assim que um tema era escolhido, uma equipe de artesãos - dentre os quais Michael Perkhin, Henrik Wigström e Erik August Kollin - começava a trabalhar no projeto. Dezenas de clientes particulares apareceram, com a fama despertada pelos ovos imperiais.


Esse Ovo é uma variação de outro Ovo da Danish Royal Collection, que Fabergé provavelmente viu em suas viagens pela Europa. Maria (originalmente Princesa Dagmar da Dinamarca) ficou profundamente tocada e uma tradição começou e durou por 30 anos, até a Revolução Russa de 1917.


O Ovo de Páscoa da Royal Danish Collection – feito na primeira metade do Século XVIII – dentro da galinha com olhos de diamante, uma coroa de diamantes, dentro da coroa um anel, também de diamantes.


Portrait of Maria Fyodorovna – Ivan Nikolaevich Kramskoi – 1881 – óleo sobre tela – 109 x 74 cm – Hermitage Museum 


Maria Feodorovna (Princesa Dagmar da Dinamarca, 1847-1928) foi uma imperatriz-consorte da Rússia. Foi a segunda filha do rei Cristiano IX da Dinamarca e da sua esposa Luísa de Hesse-Cassel e, por isso, irmã mais nova da futura rainha da Inglaterra, a princesa Alexandra da Dinamarca, esposa do rei Eduardo VII. Depois do seu casamento com o futuro Imperador Alexandre III da Rússia, tornou-se Imperatriz-consorte e mudou o nome para Maria Feodorovna Romanova. Entre os seus filhos encontrava-se o último czar da Rússia, Nicolau II que acabou por ser assassinado dez anos antes de Maria morrer.


Csar Alexander III e Csarina Maria Feodorovna com seus cinco filhos

Peter Carl Fabergé (1846- 1920) foi um joalheiro russo de origem franco-dinamarquesa. Seu pai era o joalheiro Gustav Fabergé e sua mãe era a dinamarquesa Charlotte Jungstedt. Embora a Casa Fabergé seja famosa por seus ovos de Páscoa Imperiais, fez uma variedade muito maior de objetos que vão desde utensílios de mesa em prata até jóias finas. A empresa de Fabergé se tornou o maior negócio de jóias na Rússia, na época. Além de sua sede em Saint Petersburg, teve filiais em Moscou, Odessa, Kiev e Londres. Produziu cerca de 150.000 a 200.000 objetos, de 1882 até 1917. Produziu coroas reais e joias para pessoas famosas, e é uma das mais importantes joalherias até os dias de hoje. 

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