Ferreira Gullar - Sem título - serigrafia - 40 x 50 cm
A arte do poeta Ferreira Gullar
Ferreira Gullar em seu atelier
Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São
Luís, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor,
memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo.
Ferreira Gullar - Sem título - serigrafia
Ainda criança, adorava pintar. Aos 10 anos aplicava tinta em
tecidos, criando paisagens e figuras. No fim da adolescência passou a se
dedicar às letras e lançou seu primeiro livro (“um Pouco Acima do Chão”) em
1949.
Ferreira Gullar - Sem título - serigrafia
Paralelamente à produção poética, Ferreira Gullar constrói
uma sólida obra teórica e crítica no campo das artes visuais. Em 1959, Ferreira
Gullar redigiu o Manifesto Neoconcreto sobre um dos momentos mais radicais da
arte brasileira, com o apoio de Amilcar de Castro, Lygia Pape, Franz Weissmann,
Lygia Clark, Theon Spanúdis e Reynaldo Jardim. Do interior do movimento
neoconcreto, Gullar definiu importantes conceitos, como o de
"não-objeto", e vivenciou a gênese de obras fundamentais como os
Contra-relevos de Hélio Oiticica e os Casulos e Bichos de Lygia Clark.
Ferreira Gullar - Gravura 4° - serigrafia
Do mesmo ano é a Teoria do Não-Objeto, que sistematiza e
sintetiza as propostas artísticas do movimento neoconcretista, como a negação
da representação, o abandono da moldura e da base, a inserção da obra
diretamente no espaço e o envolvimento do espectador no trabalho artístico.
Retomou a pintura na década de 1970.
Em 9 de Outubro de 2014 se tornou membro da Academia Brasileira de Letras.
“Composition Allégorique” - Jean Metzinger - 1929 - análise da obra
Com a simplificação de formas construídas e o uso de
componentes associados com o mundo industrializado em uma sociedade cada vez
mais mecanizada. o estilo pós-cubista de Metzinger não necessáriamente se
refere ao passado, mas ele optou por fazê-lo.
Foi a maneira do artista fundir o “transitório” com o “eterno”.
Era a sua maneira, ao fazê-lo, de prestar homenagem aos velhos mestres
(particularmente Ingres, mas também aos artistas do Renascimento).
As técnicas de representação de Metzinger foram efetivamente
transformadas pela industrialização, algo refletindo o brilho dinâmico de “Composição
Allegorique”, como parte de uma reorientação fundamental para um mundo dinâmico
e mutável. A vinculação de formas geométricas elementares com beleza inerente,
e a influência de uma produção industrial crescente foi pragmaticamente
codificada por Jean Metzinger.
A denominação de 'avant-garde' não foi dada apenas aos
fundadores do dadaísmo, purismo, De Stijl, neoplasticismo, Bauhaus, ou ao surrealismo.
Metzinger também foi um inovador.
Jean Metzinger - cerca de 1912
Jean Metzinger (Nantes, 24 de junho de 1883 - Paris, 3 de
novembro de 1956) foi um pintor francês. Iniciou seus estudos em pintura aos 15
anos. Nessa época, aproximou-se dos trabalhos de Ingres. Aos 17 anos mudou-se
para Paris, onde freqüentou diversas academias, abandonando todas,
insatisfeito. Foi influenciado pelas vanguardas históricas, assim como pelo
Pontilhismo de Seurat e pelo Fauvismo. Por volta de 1910, ao conhecer Picasso e
Braque, tornou-se um pintor cubista. Uma das obras que marcou o início de sua
participação no movimento é Nu Cubista , exposto no Salão de Outono de 1910.
Além de pintor, Metzinger foi um teórico do movimento, tendo publicado vários
artigos. O mais importante foi "Do Cubismo". A partir de 1918, inclinou-se para uma
espécie de classicismo, retornando às origens de sua formação.
Mostra de cinema: Robert Wise – diretor de “A Noviça rebelde”
e “Amor Sublime Amor”, entre outros - veja programação e vídeos ao final do artigo
Entre os dias 4 e 26 de outubro, o Centro Universitário
Maria Antonia, em parceria com o CINUSP Paulo Emílio, recebe a mostra Robert
Wise, em homenagem ao centenário do diretor norte americano. A entrada é franca
(70 lugares).
Robert Wise 1914 – 2005
Um dos diretores mais bem-sucedidos no cinema clássico de
Hollywood, Robert Wise teria completado cem anos de idade no último dia 10 de
setembro. Sua história de vida se mistura com o período áureo de Hollywood, e
seu trabalho inclui experiências em quase todos os gêneros cinematográficos.
A Noviça Rebelde (The Sound of Music)
Ao longo de mais de cinquenta anos de carreira como diretor,
Robert Wise dirigiu trinta e nove filmes e construiu uma expressiva trajetória
dentro do mundo do cinema. Além de ter sido indicado ao Oscar pela montagem de
Cidadão Kane e pela direção de Eu quero viver!, Wise conquistou duas vezes,
simultaneamente, os prêmios da academia de melhor diretor e melhor filme pelos
musicais Amor, Sublime Amor, em 1962 (com Natalie Wood e Richard Beymer), e A Noviça Rebelde, em 1966 (com Julie Andrews e Christopher Plummer).
Amor Sublime Amor (West Side Story)
A mostra é um tributo que reúne diversas obras de qualidade
de um mesmo diretor, e ao mesmo tempo, também convida aqueles que ainda não
conhecem o seu trabalho a apreciarem seus filmes, que ficaram imortalizados na
história do cinema clássico americano.
Amor Sublime Amor (West Side Story)
Centro Universitário Maria Antonia USP – Rua Maria Antonia, 258 e 294 (quase esquina da Avenida
Higienópolis), Vila Buarque, São Paulo
Tel.: (11) 3123-5200
Programação:
4/10, sábado
18h
Helena de Tróia (Estados Unidos/Itália, 1956, 118 min.)
20h30
Desafio do Além(Estados Unidos/Reino Unido, 1963, 112 min.)
5/10, domingo
18h
A maldição do Sangue da Pantera (Estados Unidos, 1944, 70
min.)
20h
O Enigma de Andrômeda (Estados Unidos, 1971, 131 min.)
12/10, domingo
16h30
A Noviça Rebelde (Estados Unidos, 1965, 174 min.)
20h
Dois na Gangorra (Estados Unidos, 1962, 119 min.)
17/10, sexta
20h30
Terrível Suspeita (Estados Unidos, 1951, 93 min.)
18/10, sábado
18h
O Dirigível de Hindenburg (Estados Unidos, 1975, 125 min.)
20h30
Um Homem e dez Destinos (Estados Unidos, 1954, 104 min.)
19/10, domingo
18h
Marcados pela Sarjeta (Estados Unidos, 1956, 113 min.)
20h30
Punhos de Campeão (Estados Unidos, 1949, 73 min.)
24/10, sexta
20h30
Ratos do Deserto (Estados Unidos, 1953, 88 min.)
25/10, sábado
16h30
O Canhoeiro do Yang-Tsé (Estados Unidos, 1966, 182 min.)
20h
O Mar é o nosso Túmulo (Estados Unidos, 1958, 93 min.)
26/10, domingo
18h
O Dia em que a Terra Parou (Estados Unidos, 1951, 92 min.)
20h
Jornada nas Estrelas: o Filme (Estados Unidos, 1979, 132
min.)
Marc
Chagall - Aleko and His Wife Zemphira From an Old Russian Tale - 1955
Ballet e Arte: Marc
Chagall - Aleko and His Wife Zemphira From an Old Russian Tale - 1955
Esta cena encantadora de luar retrata Aleko e sua esposa, Zemphira de um antigo conto russo de amor. Chagall, contratado para ilustrar e criar cenários para o balé de Aleko, usa a emoção, a paixão e a emoção da história para inspirar este trabalho. Nela, ele abraça sua mulher sob a luz de uma lua brilhante, as profundas, ricas tonalidades de azul da meia-noite são aumentadas pelo galo vermelho brilhante, usado para significar virilidade e re-nascimento. A história segue Aleko, um velho e cansado marido que é dedicado a sua jovem esposa, infeliz. Nós o seguimos através de uma viagem em que o amor verdadeiro é revelado e explicado a ele, seus valores desafiados, sua moral questionada. É um conto reminiscente de uma tragédia de Shakespeare que Chagall usa como uma base sobre a qual cria um trabalho igualmente rico e inspirador
Marc Chagall - figurinos de ciganos para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - figurino de Zemphira para o ballet Aleko e Zemphira
Esse Ballet é de 1942, produzido em Nova York (com estreia na Cidade do México) e com coreografia de Léonide Massine. Chagall deixou Paris para morar nos Estados Unidos em 1941, e no ano seguinte o coreógrafo Léonide Massine pediu ao artista para projetar um novo ballet baseado no poema "Os Ciganos" de Aleksandr Pushkin de 1824. Um admirador de Pushkin, Chagall estava ansioso para trabalhar neste balé russo-temático, que conta a história de Aleko, um jovem que se apaixona pela cigana Zemphira, mas a assassina no final.
Marc Chagall - figurino de cigana para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - figurinos de banhistas e camponeses para o ballet Aleko e Zemphira
Estes projetos para quatro cenários cênicos do balé podem ser lidos como um léxico de motivos pictóricos de Chagall: amantes e animais pairam contra fundos ricamente saturados, com vestígios de aldeias muito abaixo. Enquanto muitos designers de teatro deixam a execução de seus planos para pintores profissionais de palco, Chagall foi envolvido na pintura à mão dos cenários finais.
Marc Chagall - figurino de Zemphira para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - cenário de carnaval para o ballet Aleko e Zemphira
Aparentemente esse bale foi baseado no poema "Os Ciganos" de Alexander Pushkin. A música original feita para ópera Aleko é a primeira das três óperas completas de Sergei Rachmaninoff. Mas a musica para o ballet foi composta por Pyotr Ilich Tchaikovsky
Marc Chagall - cenário de luar para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - figurino de Zemphira para o ballet Aleko e Zemphira
O resumo da história: Um grupo de ciganos armou suas tendas para passar a noite na margem de um rio. Debaixo de uma lua pálida, eles acendem fogueiras, preparam uma refeição e cantam a liberdade de sua existência nômade. Um velho cigano conta uma história. Há muito tempo, ele amou Mariula que o abandonou por outro homem, deixando para trás Zemfira, sua filha. Zemfira está agora crescida, tem o seu próprio filho, e vive com Aleko, um russo que abandonou a civilização para a vida cigana. Ouvindo essa história, Aleko está indignado que o pai de Zemfira não tomou vingança sobre Mariula. Mas Zemfira discorda. Para ela, como para a mãe, o amor é livre, e ela mesma já cansada da possessividade de Aleko, agora ama um cigano jovem, um do seu próprio povo. Depois de danças para as mulheres e os homens, os ciganos se preparam para dormir. Zemfira aparece com seu jovem amante, a quem ela beija apaixonadamente antes de desaparecer na sua própria tenda para cuidar de seu filho. Aleko entra e Zemfira zomba dele, cantando sobre seu selvagem amante. Sozinho, Aleko lamenta sobre a catástrofe de sua relação com Zemfira e o fracasso de sua tentativa de fugir do mundo comum. No amanhecer, ele surpreende Zemfira e seu amante juntos. Em um tormento de ciúme ele mata os dois. Todos os ciganos se reúnem, perturbados pelo ruído. Liderados pelo pai de Zemfira, eles poupam a vida de Aleko mas o expulsam do convívio deles para sempre.
Marc Chagall - figurino do pai de Zemphira para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - cenário da cena de vingança para o ballet Aleko e Zemphira
Marc Chagall - cenário da cena final para o ballet Aleko e Zemphira
A história da obra de arte: O Rapto de Proserpina de GianLorenzo Bernini (1621-1622)
O Rapto de Proserpina é uma escultura em mármore de
GianLorenzo Bernini (1598-1680), Bernini é considerado um dos maiores artistas do
século XVII, tendo seu trabalho quase todo centrado na cidade de Roma. A obra encontra-se na Galleria Borghese, em Roma.
O mito romano do rapto de Proserpina por Plutão é uma lenda que
também aparece na cultura grega, onde Plutão se chama Hades e Proserpina é Perséfone,
que encantou o obscuro deus com sua beleza, filha da deusa das colheitas
Deméter. Ela é então raptada e levada para as profundezas da Terra, deixando
sua mãe enfurecida. O rapto fez com que Deméter castigasse o mundo, arrasando
com as plantações, entregando o mundo ao caos e à fome. Conta-se que Perséfone
não podia comer nada que lhe fosse oferecido ou ela nunca mais voltaria para
casa. Enquanto Zeus tentava convencer Plutão a liberar a moça, Perséfone comeu
algumas sementes de romã, selando o seu destino. Assim, ela se viu obrigada a
casar com Plutão, o que deixou Deméter ainda mais furiosa.
Zeus teria então interferido. Perséfone passaria metade do ano
com o marido e a outra metade com a mãe. Dessa maneira, Deméter aceitou e assim
os gregos explicavam as épocas do ano. Quando era verão e primavera, sua filha
estava ao seu lado. No inverno e no outono, épocas frias, sem colheitas, Perséfone
estava com o marido.
Gian Lorenzo Bernini (Nápoles, 7 de dezembro de 1598 – Roma,
28 de novembro de 1680) foi um eminente artista do barroco italiano,
trabalhando principalmente na cidade de Roma. Distinguiu-se como escultor e
arquiteto, além de pintor, desenhista e cenógrafo. Esculpiu numerosas obras de
arte presentes até os dias atuais em Roma e no Vaticano. Gian Lorenzo Bernini
nasceu em Nápoles, filho de Pietro Bernini, escultor maneirista. Acompanhou seu
pai a Roma, onde suas precoces habilidades de prodígio logo foram notadas pelo
pintor Annibale Carracci e pelo Papa Paulo V. Seus primeiros trabalhos foram
inspirados em esculturas helenistas e romanas, que estudou em detalhe. Virtuosismo
e imitação do mundo eram os dotes do escultor, mas foi o gênero de retratos ou
bustos que fez sua fortuna. Por toda sua vida retratou papas, reis, nobres,
personagens mais importantes e influentes de seu tempo.
Caçadores da Arca Perdida, 1981 - reprodução 20th Century Fox
Hollywood Costume - exposição de figurinos de filmes - em Los Angeles
Mary Poppins, 1964 - reprodução 20th Century Fox
A exposição multimídia Hollywood Costume, (no histórico
Edifício Wilshire May Company, a futura sede do Academy of Motion Pictures
Museum no Wilshire Boulevard e Fairfax Avenue, em Los Angeles), foi organizada
pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e o Victoria and Albert Museum
de Londres, (onde foi exposta em 2012)
Moulin Rouge - reprodução 20th Century Fox
Shakespeare Apaixonado, 1998 - reprodução 20th Century Fox
Com mais de 150 figurinos e entre eles, 58 levaram algum
Oscar, sendo 25 pelo figurino. As roupas são combinadas com citações e
entrevistas em vídeo com designers, atores e diretores como Alfred Hitchcock,
Martin Scorsese, Tim Burton e Quentin Tarantino.
Star Wars, Episode VI, Return of the Jedi - Kill Bill, Vol. 1 - Dick Tracy - Bonnie and Clyde
Titanic, 1997 - reprodução 20th Century Fox
Esta exposição explora o papel central dos Figurinos, do
glamouroso ao muito sutil, como uma ferramenta essencial de narrativa
cinematográfica. A exposição reúne os figurinos mais icônicos do mundo do
cinema, da Era de Ouro até o presente.
Marie Antoinette, Dangerous Liasons, Shakespeare In Love, Elizabeth 1 - foto Richard Harbaugh, AMPAS
Avatar - reprodução 20th Century Fox
Esta exposição inovadora leva os visitantes a uma viagem
não-cronológica por quatro galerias que contam a história de figurino desde
Charlie Chaplin (The Tramp, 1912) até Man of Steel (James Acheson e Michael
Wilkinson, 2013). Hollywood Costume inclui montagens, animação, clipes de filmes
e projeções, apoiadas por uma música especialmente composta para o evento, pelo
compositor britânico Julian Scott.
Charles Chaplin - The Tramp
Kill Bill, Vol. 1 - reprodução Miramax
Hollywood Costume tem curadoria de Deborah Nadoolman Landis,
figurinista indicada ao Oscar®. A exposição é acompanhada por uma completa gama
de programas relacionados com a exposição, incluindo projeções, debates com os
estilistas, e programas educacionais.
The Wizard of Oz - reprodução Warner Bros.
Até 2 de
Março de 2015
The Wilshire
May Company Building - 6067 Wilshire Boulevard, esquina das Avenidas Wilshire e Fairfax, Los Angeles 90036
Ilustração do mês de Outubro: "La Belle Jardinière – Octobre" - Eugène Grasset - 1896
O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917)
foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais
conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design
gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de
todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos
postais. Em 1894, Grasset recebeu uma encomenda da loja de departamentos francesa La
Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas
como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de
época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços
vazios para as datas do calendário, em um portfolio de obras de arte chamado
Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.