terça-feira, 3 de novembro de 2015

A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades



A Fontana di Trevi, suas esculturas, sua história e curiosidades  


A Fontana di Trevi é a maior fonte barroca na cidade de Roma, Itália. Uma lenda tradicional afirma que se o visitante jogar uma moeda na fonte, ele retornará a Roma.




A Fonte de Trevi é uma fonte imponente que servia como uma terminação de um aqueduto romano antigo, de nome Virgo (Virgem), construído por Marcus Vipsanius Agripa cerca de 19 A. C. Agripa era genro e o general favorito do Imperador Otávio Augusto. O aqueduto tinha 21 km de comprimento, sendo 19 km no subsolo. O aqueduto foi construído por Agripa para abastecer os banhos termais que ele construiu no Campo de Marte, no Panteão. De acordo com o livro "De aquaductibus Romae commentarius", o aqueduto leva o nome de uma senhora virgem que os soldados romanos encontraram quando estavam com sede e cansados. Ela os levou a uma fonte de água. Essa fonte estava entre dois dos muitos caminhos que levam a Roma. E essa fonte ainda hoje alimenta o aqueduto, que foi danificado pela invasão dos ostrogodos em 537. Depois das invasões bárbaras a última parte do aqueduto foi abandonada.




A partir do começo do Renascimento, os Papas começaram a decorar o final dos aquedutos com grandes fontes ricamente decoradas. O Papa Pio IV encomendou a Jacopo Della Porta a construção de uma nova fonte e a restauração dos tubos até a fonte original antiga. O projeto foi concluído em 1570 por Pio V. A fonte estava na praça onde está hoje, mas tinha uma orientação diferente, de frente para o oeste. O Papa Urbano VIII decidiu alterar a orientação da fonte de modo que seria possível vê-la a partir do Palácio Papal no Monte Quirinal. O projeto foi desenhado por Bernini, mas nunca foi concluído devido à falta de fundos.




Muitas competições entre artistas e arquitetos tiveram lugar durante o Renascimento e o período Barroco para se redesenhar os edifícios, as fontes, e até mesmo a Scalinata di Piazza di Spagna (as escadarias da Praça de Espanha). Em 1730, o papa Clemente XII organizou uma nova competição na qual o projeto de Nicola Salvi venceu. Este começou em 1732 e foi concluído em 1762, quando o Oceano de Pietro Bracci foi afixado no nicho central da fonte. Salvi morrera alguns anos antes, em 1751, com seu trabalho ainda pela metade. A fonte foi concluída por Giuseppe Pannini, que substituiu as alegorias insossas, representando Agrippa e Trívia, pelas belas esculturas de Oceano e seu séquito.




Este cartão postal de Roma passou pela maior reforma em 252 anos. A restauração da Fontana di Trevi foi concluída e ela foi reativada em 3 de Novembro de 2015 e é a primeira de uma série de restaurações financiadas pela indústria de moda Fendi e seu programa "Fendi for Fountains", que visa a conservação e valorização de algumas fontes históricas de Roma, através de constante suporte ao patrimônio histórico-artístico da capital italiana.




A fonte tem 26,30 m de altura, e 49,15 m de largura. Todos os dias ela derrama 80,000 metros cúbicos de água. O projeto da fonte de Trevi é baseado em três elementos arquitetônicos: uma fachada de travertino, estátuas de mármore carrara, e um recife de travertino. No meio, está a estátua de Oceano, com 5,8 m de altura, esculpida por Pietro Bracci, em sua carruagem levada por dois cavalos guiados por dois Tritões.  Na parte esquerda do arco está a estátua da Abundância. Acima dela há um relevo mostrando Agripa comandando seus generais para a construção do aqueduto. Na porção direita está a estátua da Saúde, com uma coroa de louros. Acima dela há um relevo mostrando a senhora Virgem indicando aos soldados a fonte de água. As quatro estátuas alegóricas localizados no sótão representam os bons efeitos da chuva sobre a fertilidade da terra e as quatro principais colheitas que dependem de fornecimento de água. A primeira estátua na esquerda segura o chifre da abundância e é símbolo da abundância das frutas. A segunda está segurando espigas de trigo e representa a fertilidade das colheitas. A terceira está segurando uma taça e cachos de uvas simbolizando as colheitas do outono. A última retrata a alegria das pradarias e jardins e está toda adornada com flores.




A explicação mais aceita para a palavra Trevi é que ela deriva da palavra latina Trivium que indica um cruzamento de três ruas. A principal estátua da fonte não representa Netuno, mas Oceano. Na verdade, Netuno tem um tritão em suas mãos e um golfinho a segui-lo. Em vez disso, como seu criador Nicola Salvi escreveu, a estátua é uma imagem do oceano, a personificação de um imenso rio que corre ao redor da Terra e do qual todas as correntes de água derivam.




O famoso ritual de jogar uma moeda na fonte tem duas explicações principais. Em primeiro lugar, os romanos antigos costumavam jogar moedas em fontes, rios ou lagos para fazer os deuses da água favorecem a sua viagem e ajudá-los a voltar para casa em segurança. Em segundo lugar, esta tradição foi inventada para arrecadar fundos para a manutenção da fonte.  A fonte edificada no século XVIII foi paga com o dinheiro arrecadado pela Igreja Católica após a reintrodução do jogo de loteria em Roma. Hoje em dia, as moedas lançadas por curiosos ou por apaixonados (três moedas para um bom casamento, segundo a tradição) totalizam todos os dias cerca de 3.000 euros. Um rendimento recolhido todos os dias e agora entregue à associação religiosa Caritas, cerca de 36 mil euros por ano.




A Fonte de Trevi aparece no filmes Three Coins in The Fountain (1954). O monumento também foi o cenário de uma das cenas mais famosas do cinema italiano: em La Dolce Vita de Federico Fellini (1960), Anita Ekberg entra na água e convida Marcello Mastroianni a fazer o mesmo.

Veja a Fontana di Trevi ao vivo, clicando sobre o link:



Assista o vídeo da inauguração da fonte:



Assista o vídeo da cena com a fonte, do filme La Dolce Vita:




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