quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Elisabeth Vigée Le Brun – uma artista à frente de sua época – com vídeos de exposição

Elisabeth Vigée Le Brun - Yolande-Martine-Gabrielle de Polastron, duchesse de Polignac, 1782 - 92.2 × 73.3 cm - Château de Versailles



Elisabeth Vigée Le Brun – uma artista à frente de sua época – com vídeos de exposição



Elisabeth Vigée Le Brun - Hubert Robert, 1788 – 1.05 x 0.84 m – Musée Louvre, Paris


Élisabeth Vigée Le Brun, nascida Louise-Élisabeth Vigée (16 de Abril de 1755 – 30 de Março de 1842) veio de uma família relativamente modesta e fez seu caminho através da sociedade com forte determinação. Elisabeth Vigée Le Brun foi a retratista oficial da rainha Marie-Antoinette, e depois de fugir da corte francesa durante a Revolução, tornou-se conhecida pelas pinturas que fez em toda a Europa, para retratar a aristocracia e famílias reais. Ela era muito famosa em seu tempo e seu nome continua a ser bastante conhecido pelo público ao contrário de muitas outras pintoras. Ela teve uma carreira brilhante. Suas memórias publicadas em 1835 alcançaram grande sucesso.



Elisabeth Vigée Le Brun – Self Portrait, c. 1781 - 64.8 × 54 cm - Kimbell Art Museum


Vigée Le Brun usou autorretratos para fazer valer seu status, divulgar sua imagem e mostrar às pessoas a mãe que ela tinha se tornado, apesar das limitações de uma carreira. Nascida em Paris, ela veio de uma família relativamente modesta. Sua mãe era cabeleireira e seu pai um talentoso artista retratista e pintor de leques, que faleceu quando ela tinha 12 anos. Em 1776, ela casou com o negociante de arte mais importante de sua geração, Jean Baptiste Pierre Le Brun (1748-1813), mas isso a impediu de ser aceita na Academia Real de Pintura e Escultura, porque seus regulamentos proíbiam qualquer contato com profissões mercantis . No entanto, esta união teve um efeito benéfico sobre a sua carreira. Quando o preço de pinturas flamengas subiram, ela aprendeu a dominar a magia das cores e a habilidade fina de Rubens e Van Dyck. Sua clientela tinha sido principalmente a burguesia, mas, em 1777, ela começou a trabalhar para a aristocracia, descendentes de sangue real e finalmente a rainha Marie-Antoinette. No entanto, só em 1783 e com a intervenção do marido da rainha, o rei Louis XVI, a artista foi finalmente admitida na Academia Real de Pintura.



Elisabeth Vigée Le Brun – Marie-Antoinette de Lorraine-Habsbourg, reine de France et ses enfants, 1787 – 195 x 271 cm - Château de Versailles



 Elisabeth Vigée Le Brun - Rainha Marie Antoinette (Retrato em Musselina), 1783- 92.7 × 73.1 cm - National Gallery of Art, Washington, D.C.


Não haviam muitas mulheres pintoras na época. Só um número muito limitado de mulheres podiam entrar na Academia Real, fundada em 1648. Como uma mulher (charmosa e atraente), ela também teve que suportar uma série de boatos e ciúmes. Além disso, as mulheres eram excluídas de praticar as pinturas de maior prestígio, a pintura de genero e a histórica. Vigée Le Brun tinha que se concentrar em retratos, mas ela tentou romper com as limitações impostas aos retratos, através do desenvolvimento de novos critérios estéticos, improvisando uma grande variedade de posturas e trajes. Ela realçava a beleza feminina de forma espontânea e intimista. As mulheres pareciam mais livres e sensuais sob seu pincel, retratadas em frágeis camisas de chiffon, com cachos enrolados e lábios entreabertos, como nos retratos da duquesa de Polignac, a condessa Du Barry, ou Isabella Marini.


Elisabeth Vigée Le Brun – Auto-Retrato com sua filha (ternura materna), 1786 - Musée Louvre, Paris 


Após a prisão da família real durante a Revolução Francesa, Vigée Le Brun fugiu da França com sua filha Julie. Ela viveu e trabalhou por alguns anos na Itália, Áustria e Rússia, onde sua experiência em lidar com uma clientela aristocrática ainda era útil. Em Roma, suas pinturas tiveram uma grande aclamação da crítica e ela foi eleita para a Accademia Romana di San Luca. Na Rússia, ela foi recebida pela nobreza e pintou numerosos aristocratas, incluindo o último rei da Polónia Stanisław August Poniatowski e membros da família de Catarina, a Grande.Enquanto em São Petersburgo, Vigée Le Brun foi nomeada membro da Academia de Belas Artes de São Petersburgo. Estando muito em demanda pela elite da Europa, ela visitou a Inglaterra no início do século 19 e pintou o retrato de vários notáveis britânicos, incluindo Lord Byron. Em 1807, ela viajou para a Suíça e foi nomeada membro honorário da Société pour l'Avancement des Beaux-Arts de Genebra.


Elisabeth Vigée Le Brun - Varvara Ivanovna Ladomirskaïa, 1800 - 63.5 × 54.5 cm - Columbus Museum of Art


Elisabeth Vigée Le Brun - The Artist executing a portrait of Queen Marie Antoinette, 1791 – 100 x 81 cm - Galleria degli Uffizi, Florença


Elisabeth-Louise Vigée-Lebrun - Self-portrait in a Straw Hat, 1782 – óleo sobre tela – 98 x 70 cm - National Gallery, London


Ela teve a ideia de usar autorretratos para afirmar seu status, o que também é muito moderno (como selfies). Mas, ao mesmo tempo, ela permaneceu uma monarquista fervorosa por toda a sua vida, e não gostava do mundo que encontrou quando voltou da emigração. Ela costumava dizer: “Só na pintura encontrei felicidade”.







Uma exposição retrospectiva da artista pode ser vista em Paris, contendo cerca de 160 obras, com curadoria de José Baillio e Xavier Salmon, a exposição tem alguns empréstimos excepcionais de coleções particulares e públicas, incluindo o Chateau de Versailles.

Élisabeth Louise Vigée Le Brun (1755 – 1842)
Grand Palais Galleries Nationales
3, avenue du Général Eisenhower - 75008 Paris
Informações: 00 33 (0)1 44 13 17 17
Até 11 de Janeiro de 2016

Até 15 de Maio de 2016:
The Metropolitan Museum of Art, New York





Assista os vídeos da exposição:







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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Art Garfunkel (da dupla Simon and Garfunkel) - Waters of March (de Tom Jobim)




Art Garfunkel (da dupla Simon and Garfunkel) - Waters of March (de Tom Jobim)


Art Garfunkel gravou essa canção em seu álbum solo "Breakaway" (1975).

"Águas de Março" é uma famosa canção brasileira do compositor, músico, arranjador, cantor e maestro Tom Jobim, de 1972. Posteriormente, Tom Jobim compôs uma versão em língua inglesa, que manteve a estrutura e a metáfora central do significado da letra.

Sua letra é estruturada em um único verbo (ser), conjugado na terceira pessoa do singular no presente do indicativo em praticamente todos os versos, exceto no refrão, transformado em plural ("São as Águas de Março (...)". Há uma constante alternância entre versos considerados otimistas e pessimistas. A metáfora central das "Águas de março" é tomada como imagem da passagem da vida cotidiana, seu motocontínuo, sua inevitável progressão rumo à morte, como as chuvas do fim de março, que marcam o final do verão no sudeste do Brasil. A letra aproxima a imagem da "água" a uma "promessa de vida", símbolo da renovação.  A letra e a música operam progressões lentas e graduais, à maneira das enxurradas. Os efeitos de orquestração chegam a ser cinematográficos, a partir das relações que estabelecem entre elementos musicais e imagens do texto.




sábado, 5 de dezembro de 2015

Ilustrações do mês de Dezembro

Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – Décembre – 1896


Ilustrações do mês de Dezembro


O artista gráfico suiço Eugène Samuel Grasset (1845-1917) foi uma das principais figuras do movimento Art Nouveau em Paris. Mais conhecido por seus cartazes emblemáticos e suas contribuições para design gráfico - um itálico que ele criou, em 1898, ainda é usado por designers de todo o mundo - Grasset também criou móveis, cerâmicas, tapeçarias, e selos postais. Em 1894, Grasset recebeu uma  encomenda da loja de departamentos francesa La Belle Jardinière para criar doze obras de arte originais, a serem utilizadas como um calendário. Graciosas xilogravuras retratando belas moças em trajes de época e jardins que mudam com as estações do ano foram produzidas, com espaços vazios para as datas do calendário, em um portfolio de obras de arte chamado Les Mois (Os meses) pela editora Paris G. de Malherbe em 1896.


Gaspar Camps i Junyent - Alegoria del Mes de Diciembre – 1901


Gaspar Camps i Junyent (Igualada, 1874 - Barcelona 1942) foi um pintor, desenhista e ilustrador que participou do movimento artístico em voga no final do século XIX, o Art Nouveau da França e sua implementação na Catalunha, o modernismo catalão. De origem espanhola, Gaspar Camps passou a maior parte de sua carreira na França. Ele foi influenciado por Alphons Mucha , o artista checo vivendo em Paris, então no auge de sua carreira. Dada a influência de Mucha, incluindo seus cartazes artísticos, Gaspar Camps foi chamado de Mucha Catalan.


Alphonse Mucha – Décembre


Os Meses (1899): esta série de medalhões foi usada ​​para ilustrar a capa da revista Le Mois Littéraire antes de eles serem reproduzidos como cartões postais. Cada medalhão apresenta uma figura feminina posando contra um fundo natural, característico do mês representado. Alfons Maria Mucha - (Ivančice, 24 de julho de 1860 — Praga, 14 de julho de 1939) foi um pintor, ilustrador e designer gráfico checo e um dos principais expoentes do movimento Art Nouveau. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os cartazes para os espetáculos de Sarah Bernhardt realizados na França, de 1894 a 1900, e uma série chamada Epopéia Eslava, elaborada entre 1912 e 1930.


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot

Édouard Manet – Bouquet of Violets, 1872 – óleo sobre tela - 27 x 22 cm 
Manet ofereceu para Berthe essa requintada natureza morta de violetas em 1872. assinada e dedicada a ela. A composição inclui um leque, um símbolo que Berthe segura em várias pinturas anteriores dela. O outro objeto, uma carta parcialmente dobrada, revela caligrafia que diz: à Mlle Berthe e tem a assinatura, E. Manet. Alguns pesquisadores sugerem que a combinação destes símbolos vitorianos (violetas, leque e carta) cria uma mensagem de amor camuflada.


O misterioso relacionamento dos impressionistas Édouard Manet e Berthe Morisot


Édouard Manet - Manet, Berthe Morisot with a Muff, 1869


Édouard Manet - Young Woman with a Pink Shoe – óleo sobre tela - Hiroshima Museum of Art, Japan

Édouard Manet (Paris, 23 de janeiro de 1832 — Paris, 30 de abril de 1883) foi um pintor e artista gráfico francês e uma das figuras mais importantes da arte do século XIX. Manet era filho de pais ricos. Ele estudou com Thomas Couture. Sua obra foi fundada sobre a oposição de luz e sombra, uma paleta restrita em que o preto era muito importante, e em pintar diretamente do modelo. O trabalho do espanhol Velázquez influenciou diretamente a sua adoção deste estilo. Manet nunca participou nas exposições dos Impressionistas, mas continuou a competir nos Salões de Paris. Seus temas não convencionais tirados da vida moderna, e sua preocupação com a liberdade do artista em lidar com tinta fez dele um importante precursor do Impressionismo. 


Édouard Manet 


Portrait of Édouard Manet, by Henri Fantin-Latour, 1867, Art Institute of Chicago


Manet era uma pessoa popular e um pintor de pessoas. A obra de Manet se tornou famosa no Salon des Refusés, a exposição de pinturas rejeitadas pelo Salon oficial. Em 1863 e 1867, ele realizou exposições individuais. Na década de 1870, sob a influência de Monet e Renoir, ele produziu paisagens e cenas de rua inspiradas diretamente pelo impressionismo. Ele permaneceu relutante em expor com os Impressionistas, e procurou a aprovação do Salão por toda a sua vida.


Suzanne Leenhoff 

Manet certamente retratou Berthe com mais entusiasmo e estilo do que muitos outros retratos, incluindo os de sua esposa e de Eva Gonzales, uma estudante de 20 anos que veio estudar com Manet. Outra modelo frequente foi   Victorine Meurent que posou em Olympia, O Almoço na Relva, The Railway e mais tarde se tornou uma pintora profissional. Victorine tinha maior liberdade do que Berthe, inclusive posando nua, ao contrário de Berthe Morisot de quem se esperava um comportamento de acordo com sua posição social.


Victorine Meurent retratada por Édouard Manet – Olympia – 1863 – óleo sobre tela - 130.5 cm × 190 cm - Musée d'Orsay, Paris


Léon Koella Leenhoff retratado por Édouard Manet - Les Bulles de Savon, 1867 – óleo sobre tela - 100.5 × 81.4 cm – Museu Calouste Gulbenkian, Lisboa


Após a morte de seu pai em 1862, Manet casou com Suzanne Leenhoff em 1863, talvez para proteger a reputação de seu pai, um juiz. Ela era uma professora de piano holandesa, da mesma idade de Manet, com quem ele tinha se envolvido romanticamente por aproximadamente dez anos. Leenhoff inicialmente tinha sido contratada pelo pai de Manet, Auguste, para ensinar piano a Édouard Manet e seu irmão mais novo. Ela também pode ter sido amante de Auguste. Em 1852, Leenhoff deu à luz, antes do casamento, um filho, Léon Koella Leenhoff. Léon sempre se referia a Manet como seu padrinho, mas foi, provavelmente, um meio-irmão, ou filho ilegítimo. O casamento de Manet não era fácil e ele tinha outras ligações. No entanto, ele sempre foi protetor de seu nome de família. Como seu pai, Manet recebeu a maior honraria da França, o prestigiado Légion d'honneur antes de morrer.
Suzanne foi retratada em muitos quadros de Manet. Léon também posaria para vários quadros entre sua infância e adolescência.


Berthe Morisot 

Édouard Manet - Berthe Morisot with a Bouquet of Violets, 1872 – óleo sobre tela – 55 x 38 cm – Musée d`Orsay, Paris
Berthe Morisot com Violetas, para muitos observadores parece expressar o amor crescente entre Manet e Morisot. Essa é a pintura em que Berthe parece estar mais confiante. O olhar de Berthe era geralmente bastante intenso, característica também encontrada em poucas fotografias que existem dela.


Édouard Manet - The Repose, 1870 – óleo sobre tela – 150,2 x 114 cm - Rhode Island School of Design  
Berthe Morisot está em repouso, mas a paisagem marinha atrás dela poderia simbolizar uma inquietação interior atrás de seu comportamento calmo.


Berthe Morisot (Bourges, Cher, 14 de janeiro de 1841 — Paris, 2 de março de 1895) foi uma pintora impressionista francesa. Ela era uma jovem pintora que ao conhecer Manet no Louvre tornou-se sua grande amiga e foi retratada por ele em vários de seus quadros. Ele era 9 anos mais velho que ela e já era casado. Berthe casou posteriormente com o irmão de Manet, Eugène. Ela era linda (com seus olhos escuros e suas feições marcantes), elegante e refinada. No entanto, ela rompeu com as convenções em busca de uma carreira na arte e na busca de um estilo de arte fora da tradição. Apesar de não ser comum as mulheres serem pintoras na época, os pais Morisot encorajaram as filhas, que estudaram com um artista famoso, Camille Corot. Berthe foi a mais séria, a única a continuar essa carreira durante o casamento e a maternidade.


Édouard Manet - Berthe Morisot with a Fan, 1872 – óleo sobre tela – 60 x 45 cm - Musée d`Orsay, Paris
Ela cobre o rosto, dando a entender que uma real intimidade com o artista era socialmente proibida.


Édouard Manet - Berthe Morisot with a Veil , 1874
Essa pintura também transmite o bloqueio social no relacionamento. Enquanto trabalhava com Berthe, Manet começou a obter mais rapidez impressionista em suas pinceladas. Há mais espontaneidade com o passar do tempo e Manet adiciona mais cores claras em suas telas.


Édouard Manet - Berthe Morisot in a Mourning Hat, 1874
Esse retrato foi pintado após o falecimento do pai de Berthe.


A mãe de Berthe era sua acompanhante sempre que ela ia ao estúdio de Manet, como convinha a sua classe social. As cartas de Berthe Morisot, foram publicadas por um neto que as editou, talvez deixando de fora as coisas que deveriam permanecer privativas. Em cartas a sua mãe e irmãs, ela confessava fortes sentimentos por Manet, repletos de ciúmes, frustrações e dor. Berthe era incapaz de ficar longe dele, e ele parece ter sido muito ligado nela também. Como amigos, eles compartilhavam uma afinidade intelectual e artística. É possível acompanhar a história e rastrear muito do amor e dos sentimento de Manet nos 12 retratos que ele fez de Berthe.
Ele a retratou mais vezes do que qualquer outra pessoa. Manet teve muitas musas femininas mas Berthe foi diferente. Esses retratos são misteriosos e nos fazem querer adivinhar a extensão de seu relacionamento. Tendo sido almas gêmeas incapazes de viver juntos em amor, Manet e Morisot respeitaram um ao outro até o fim. 


Édouard Manet - Portait of Berthe Morisot in Profile, 1872
Aqui Berthe está em movimento, com gestos espontâneos. Seus dedos expressivos e sua mão longa adicionam uma sensação de elegância e ela parece menos séria do que nas pinturas anteriores.


Édouard Manet - The Balcony, 1869 – óleo sobre tela - 170 x 124.5 cm - Musée d'Orsay, Paris, France

Quando Manet pintou esta tela, cenas da vida burguesa estavam em voga. Todos os personagens eram pessoas próximas do artista, especialmente Berthe Morisot que aqui, na pintura, sentada em primeiro plano, faz sua primeira aparição na obra de Manet, e se tornou um de seus modelos preferidos. A pintura não conta uma história. Os protagonistas estão congelados, como se isolados em um sonho interior, evidência que Manet estava se libertando das restrições acadêmicas, apesar da óbvia referência à Majas de Goya na Varanda.


The Majas at the Balcony - Francisco de Goya y Lucientes – c. 1835 – Metropolitan Museum of Art, New York

A pintura de Manet retrata quatro figuras. À esquerda está Berthe Morisot, que se tornou em 1874 a esposa do irmão de Manet, Eugène. No centro está o pintor Jean Baptiste Antoine Guillemet. À direita está Fanny Claus, uma violinista, amiga de Suzanne Leenhoff, esposa de Manet . A quarta figura, parcialmente obscurecida no fundo do interior, é, possivelmente, Leon Leenhoff, filho de Suzanne Leenhoff, e possivelmente do pai do artista. A pintura foi vendida por Gustave Caillebotte em 1884 e atualmente está no Musée d'Orsay, em Paris. O rosto de Berthe é o único que revela alguma emoção. Os outros personagens parecem vagos, apenas gesticulando com as mãos. Os vestidos brancos das mulheres à luz do dia, contrastam vividamente com a escuridão atrás, um cão e um vaso de porcelana sob os pés de Berthe adicionam riqueza textural à pintura. Ele está focada, com seu ar de beleza atraente, seu mistério e uma luta interior complexa, refletida em seu rosto. Quando Manet apresentou essa pintura no Salon de Paris em 1869, ela foi duramente criticada e mal interpretada, pois a vivacidade das cores, assim como o contraste brutal entre os vestidos brancos e a escuridão ao fundo, foram vistos como provocação. A hierarquia geralmente atribuída a figuras humanas e objetos foi ignorada, já que as flores receberam mais detalhes do que alguns dos rostos, numa pintura que tomou liberdade da tradição, convenção e realismo, chocando seu público inicial.




Berthe Morisot - Eugène Manet and His Daughter in the Garden, 1883 


Berthe e Eugène Manet (o irmão de Édouard) se casaram e tiveram uma única filha, Julie Manet. Berthe Morisot fez muitos retratos de sua filha e de seu marido que sugerem carinho e felicidade doméstica. Em todos os aspectos, Eugène Manet era gentil e grande apoiador da carreira de sua esposa, além de dar muito apoio administrativo para os Impressionistas em geral. Ele deve ter percebido o carinho extremo e provável preferência de Berthe por Édouard, mas depois que casaram, Édouard parou de retrata-la.


Berthe Morisot - Julie Manet and her Greyhound Laerte, 1893 – óleo sobre tela – 80 x 73 cm - Musée Marmottan, Paris, France


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sábado, 28 de novembro de 2015

Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)



Elvis Presley duet Michael Bublé – “Fever” (With the Royal Philharmonic Orchestra)

Um dueto virtual entre o falecido rei do rock'n'roll e o crooner de smooth-jazz, foi gravado para o álbum “If I Can Dream: Elvis Presley with the Royal Philharmonic Orchestra”, numa colaboração póstuma. If I Can Dream centra-se na voz inconfundível do artista icônico. Gravado no Abbey Road Studios em Londres, o álbum apresenta performances originais de Elvis  acompanhadas com exuberantes novos arranjos da The Royal Philharmonic Orchestra. 

Michael Steven Bublé (Burnaby, 9 de setembro de 1975) é um cantor, compositor e ator canadense. Ganhou vários prêmios, incluindo quatro Grammy e dez Juno Awards. No total, Bublé já vendeu cerca de 50 milhões de álbuns ao redor do mundo.

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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

16 Pinturas de Lojas

James Tissot - The Shop Girl - 1883-1885 – óleo sobre tela - 101.6 x 146.1 cm - Art Gallery of Ontario, Toronto, Canada


16 Pinturas de Lojas


Gerrit Dou - The Grocery Shop - 1672


Johannes Jelgerhuis - Pieter Meijer Warnars' Bookstore on the Vijgendam in Amsterdam – 1820 – óleo sobre tela - 48 cm x 58 cm - Rijksmuseum Amsterdam


Edgar Degas - At the Milliner's - 1882 – pastel - Metropolitan Museum of Art, New York City


Edgar Degas - At the Milliner's - 1883 – pastel - 76 x 85 cm - Thyssen-Bornemisza Museum, Madrid, Spain


Vasily Sadovnikov - View of the Passazh Department Store in 1848 - 1848


Vladimir Makovsky - The Choice of Wedding Presents - 1898 – óleo sobre tela - 40.5 x 54 cm - Kharkiv Art Museum, Kharkiv, Ukraine


William James Glackens - The Shoppers - 1907 – óleo sobre tela - 152.4 x 152.4 cm


August Macke - In front of the hat shop (woman with red jacket and child) - 1913 – óleo sobre tela - 54.7 x 44.5 cm


 August Macke - The Hat Shop - 1913 - Leopold Hoesch Museum, Duren, Germany


August Macke - Fashion Store - 1914 – óleo sobre cartão – 60 x 50 cm


Ernst Ludwig Kirchner - Street Scene in front of a Barbershop - 1926 – 119 x 100 cm


Ernst Ludwig Kirchner - Store in the Rain - 1926-1927 – óleo sobre tela – 65 x 50 cm - Kirchner Museum, Davos, Switzerland


Norman Rockwell - April Fool Girl with Shopkeeper - 1948 – óleo sobre tela


James Tissot - Young Ladies Looking at Japanese Objects - 1869 – óleo sobre tela


James Tissot - Young Ladies Looking at Japanese Objects - 1869 – óleo sobre tela


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

The First Thanksgiving at Plymouth - Jennie Augusta Brownscombe – 1914 – óleo sobre tela - Pilgrim Hall Museum, Plymouth, Massachusetts


Feliz Dia de Ação de Graças (Happy Thanksgiving)!

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Thanksgiving, ou dia de Ação de Graças, é um feriado comemorado nos Estados Unidos na quarta quinta-feira de novembro. Tem sido celebrado como um feriado federal a cada ano desde 1863, quando, durante a Guerra Civil, o presidente Abraham Lincoln proclamou um dia nacional de "Ação de Graças e de louvor ao nosso Pai beneficente que habita nos céus", a ser comemorado na última quinta-feira de Novembro. O Thanksgiving também é comemorado em outros países.

O evento que os americanos comumente chamam de "primeira ação de graças" foi comemorado pelos peregrinos em Plymouth, Massachusettsapós a sua primeira colheita no Novo Mundo em 1621. Esta festa durou três dias, e teve a participação de 90 nativos americanos (como contabilizados pelo participante Edward Winslow) e 53 peregrinos.


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