quarta-feira, 2 de julho de 2014

Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura

Abraham Palatnik – A Reinvenção da Pintura

Exposição de 97 obras, sendo 90 do artista, mais um pôster produzido pelo pintor e artista gráfico Almir Mavignier e uma série de seis obras do acervo do Museu de Imagens do Inconsciente, de dois internos do Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, em Engenho de Dentro (RJ), que influenciaram diretamente a carreira de Palatnik. 

Objetos Cinéticos

É a maior mostra já realizada do artista, consagrado pela criação de obras marcadas pela fusão entre o movimento, o tempo e a luz. Ao unir estética à tecnologia, Palatnik utiliza movimento, luz e tempo como instrumentos para a criação de obras com grande potencial visual e poético, lançando os fundamentos de uma corrente artística que ficou conhecida como arte cinética, na qual as fronteiras entre pintura e escultura se confundem e se ampliam.



Aos 86 anos, o artista residente no Rio de Janeiro é um dos pioneiros e a maior referência em arte cinética no Brasil, corrente que explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos e ilusão de ótica, utilizando pesquisa visual e rigor matemático em obras com instalações elétricas que criam movimentos e jogo de luzes. Do homenageado são expostas 90 obras, desde óleos sobre tela do início da carreira a trabalhos recentes como da série W, de acrílica sobre madeira. Estão presentes as séries mais célebres:Aparelhos CinecromáticosObjetos Cinéticos e Objetos Lúdicos, além de móveis dos anos 1950, Relevos Progressivos e asProgressões, em que o jacarandá é o meio e o tema para pintura. Em São Paulo, são exibidos exclusivamente obras do artista que pertencem ao acervo do MAM: Objeto Cinético (1986), Progressão K-40 (1986), Mobilidade IV (1959/99), Aparelho Cinecromático(1969/86) e o pôster produzido por Almir Mavignier, em 1964, para uma exposição do Palatnik na Alemanha.



Nascido em Natal (RN), filho de russos, Palatnik passou a infância em Tel-Aviv, Israel, onde fez curso de especialização em motores de explosão. Aos 20 anos, voltou permanentemente para o Brasil. O jovem artista mudou a forma de ver, fazer e entender arte quando conheceu o Hospital Psiquiátrico Dom Pedro II, coordenado pela Dra. Nise da Silveira, levado por Almir Mavignier, orientador do ateliê de pintura da instituição. Ao ver obras de pacientes esquizofrênicos, que apresentavam uma produção excepcional, mesmo sem estudos sobre arte, Palatnik percebeu que realizava algo inócuo frente àquela produção rica de artistas que na grande maioria desconhecia o significado da expressão “arte”. Assim, abandonou os pincéis e passou a ter uma relação mais livre entre forma e cor.



Aprofundando os estudos sobre psicologia da forma e usando os dotes como engenheiro, ele começou os experimentos com luz e movimento que deram origem aos Aparelhos Cinecromáticos - caixas com lâmpadas e telas coloridas que se movimentam acionadas por motores, um mecanismo que gera uma série de imagens de luzes e cores em movimento, que unem lirismo e jogo de percepção-, e aos Objetos Cinéticos – aparelhos constituídos por hastes ou fios metálicos que possuem nas extremidades discos de madeira pintados de várias cores, além de placas que se movimentam lentamente, acionado por motores ou eletroímãs, dando à mecânica uma dimensão estética que provoca encantamento com os movimentos rotativos.



Esse uso inusitado que Palatnik faz da tecnologia e sua originalidade fez com que a classe artística e os júris especializados focassem e admirassem seus trabalhos. Durante a I Bienal de São Paulo, em 1951, a comissão internacional não sabia como qualificar a obra Aparelho Cinecromático Azul e roxo em seu primeiro movimento. A obra não era uma escultura, tão pouco uma pintura. Era algo que não se enquadrava nas categorias da Bienal. A solução encontrada para garantir o reconhecimento pelo trabalho original e inovador foi lhe dar uma menção honrosa.



 É importante destacar que a exposição pensa a obra de Abraham Palatnik como um trabalho pictórico, e como a pintura – na concepção múltipla e ampliada – pode ser vista e estudada mesmo em objetos tridimensionais. “Seja nos Aparelhos Cinecromáticos, nos Objetos Cinéticos ou nas pinturas, o artista não abre mão da artesania e de certa gambiarra, que ao longo dos anos foi desaparecendo” explica Scovino. “Hoje os cortes feitos na madeira para a execução da série W são produzidos a laser e não mais na casa do artista por meio de uma máquina cuja precisão era infinitamente menor que a do laser,” afirma.



 Em 1954, Palatnik cria com o irmão Aminadav a fábrica de móveis Arte Viva, que funcionou até meados da década seguinte. A experimentação que guiava o trabalho no ateliê foi deslocada para a fábrica, onde foram produzidos vários tipos de mesa com tampos de vidro pintados pelo artista, além de poltronas, cadeiras e sofás. Na década de 1970, Palatnik e o irmão inauguram a Silon, produzindo em larga escala objetos de design, sempre em formato de animais. “A obra só adquiria sentido pleno se alcançasse a vida, a rotina e o uso mais comum do cidadão. Mais uma vez, percebemos a insatisfação com a estagnação, um desejo contínuo de pesquisa e de integração de distintas áreas como escultura, pintura, tecnologia, física, móveis e design”, explica o curador.



Nos Relevos Progressivos, realizados a partir dos anos 1960, o sequenciamento dos cortes na superfície do material – cartão, metal ou madeira – cria camadas que variam dependendo da profundidade e localização do corte, constituindo a própria dinâmica. Na década de 1970, Palatnik produziu a série Progressões, que são pinturas formadas por intervalos de jacarandá montados em sequências de lâminas finíssimas. Aproveitando a materialidade dos veios, nós e outras marcas naturais, percebe-se a estrutura de desenhos e gestos que demarcam um corpo vivo e dinâmico. Progressões também se desmembrou a partir dos anos 1990 na sérieW, em que sai o jacarandá e entra a tinta acrílica.
Texto: MAM
Curadoria: Pieter Tjabbes e Felipe Scovino
Até 15 de Agosto de 2014 - Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM)
Parque do Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral s/n° - Portão 3
Tel.: (11) 5085-1300

terça-feira, 1 de julho de 2014

Jogo de xadrez em cristal Baccarat, feito em comemoração do 250° aniversário da icônica marca de cristais


Jogo de xadrez em cristal, feito em comemoração do 250° aniversário da icônica marca de cristais Baccarat
Com 32 peças e tabuleiro em cristal incolor e azul, cortadas à mão, em edição limitada, com design Harcourt
Design: Nendo


Com a permissão do rei Luis XV, o bispo de Metz, monsenhor Louis De Montmorency-Laval, funda em 1764 a companhia de cristais Baccarat, na província de Lorraine, à leste da França. Estavam implantadas as raízes daquela que viria a ser uma das mais conceituadas cristalerias do mundo.
O primeiro cristal fabricado data de 15 de novembro de 1816. Foi transformada em primeira cristalerias da França em 1817. Desde então, a marca é sinônimo universal de lapidação precisa, manufatura delicada em objetos únicos e nas formas mais variadas. Vasos, cinzeiros, lustres, espelhos, candelabros e acessórios femininos. De reis a plebeus abastados, Baccarat é status e opulência, charme e sofisticação real. A fábrica sobreviveu às guerras e revoluções, sempre produzindo copos, garrafas, baldes (muitos encomendados com monogramas), seus tradicionais lustres em cascata, abajures, jóias, bijuterias, frascos de perfumes,esculturas, maçanetas, entre outros. As peças são lapidadas à mão como pedras preciosas, em processo artesanal com caprichos e requintes.
No começo do século XX, a Baccarat produziu frascos de cristal lapidado para perfumistas. como Guerlain, D'Orsay, Chanel, Dior e Jean Patou, entre outros.

Sandália masculina - tendência de moda nos últimos desfiles primavera-verão 2015


Sandália masculina - tendência de moda nos últimos desfiles primavera-verão 2015
Designers: Moschino e Nicholas Kirkwood

Cadeira "Gladsaxe Arm Chair"


Cadeira "Gladsaxe Arm Chair" - inspirada no design modernista, em madeira e couro
Design: Modern Midcentury

Móveis "Flow"


Móveis "Flow" - mesa e cadeiras giratórias em aço cor de cobre, com conchas em poliuretano e tecido  
Designers: Luca Scacchetti e Antonio Pio Saracino para Contempo

Residência "Tree House"


Residência "Tree House" - construída ao redor de uma árvore, na Inglaterra
Arquitetura: 6a-Architects


segunda-feira, 30 de junho de 2014

Desfile Dior Homme primavera-verão 2015 - com vídeo


Desfile Dior Homme primavera-verão 2015


    


    

Assista o desfile:



Desfile Hermès primavera-verão 2015



Desfile Hermès primavera-verão 2015

    


    

Revestimento de parede "Capolavori Dell'Arte"


Revestimento de parede "Capolavori Dell'Arte" - em PVC
Design: Barrisol Normalu

Banco para bar "Ink"


Banco para bar "Ink" - em aço inoxidável forrado em couro
Designer: Rita Rijillo para Crjos Design

Moscou lança concurso para o design de duas novas estações de metrô

Foto: Slavyanskij Bulvar Metro Station. Image © Flickr CC User Sergey Yeliseev

Moscou lança concurso para o design de duas novas estações de metrô:
A rede de metrô em Moscou (Moscow Metropolitan) é a segunda linha de metrô mais movimentada do mundo, transportando 2,4 bilhões de passageiros por ano, mas não é uma das mais extensas. Agora foi lançado um plano de expansão para adicionar mais de 150 km de trilhos e 70 novas estações com entrega prevista para 2020. Foi lançado também um concurso para o design de 2 estações, nos distritos de Solntsevo e Novo-Peredelkino. O metrô de Moscou é considerado um dos mais belos do mundo.

                                                      © Flickr CC User Martin Deutsch

As duas novas estações do concurso devem ter soluções minimalistas, contemporâneas, com projetos de design brilhantes e memoráveis​​. A ênfase tem de ser colocada sobre os aspectos de luz e de cor, e a combinação de materiais.
Veja o site da competição: http://metro-competition.ru/en/ 

domingo, 29 de junho de 2014

Lighthouse Family - Life's a dream



Lighthouse Family - Life's a dream

Desfile Ralph Lauren - Resort 2015


Desfile Ralph Lauren - Resort 2015


    


    

Desfile Calvin Klein - Resort 2015



Desfile Calvin Klein - Resort 2015


    


    



Cadeira "Frame"


Cadeira "Frame" - uma moldura acolchoada que absorve o som e que pode ser usada como cadeira ou banco, sozinha ou acoplada a mais uma delas, ou encostada a uma parede
Designer: Ola Giertz

"A Ópera da Lua" - exposição da dupla OsGêmeos em São Paulo


"A Ópera da Lua" - exposição da dupla OsGêmeos em São Paulo
Com obras inéditas, a exposição tem cerca de 30 pinturas, 3 esculturas, uma instalação musical e uma vídeo-instalação 3D. Uma das esculturas é a maior já realizada pelos artistas, que dizem: “Em tudo o que fazemos há algo de novo. Sempre trabalhamos com a música em nossas obras, mas nesta mostra em especial a colocamos de forma mais intensa – daí o título - A Ópera da Lua".


Meus Pés Estão Flutuando - 2013 - Técnica Mista sobre madeira - 204 x 164 x 14 cm


A trajetória artística d'OSGEMEOS abarca uma multiplicidade de técnicas e suportes que convivem simultânea ou alternadamente: do desenho para o grafitti e os murais, da pintura para as imagens cinéticas, esculturas e instalações. Sua obra tem uma natureza fantástica, um caleidoscópio onde imagens de origens diversas, com elementos surreais, se sobrepõem e se rebatem em uma paleta multicolorida.

    
Casou Pra Ver Como É – 2013 -Técnica mista sobre portas de madeira - 180 x 150 cm
Retrato – 2013 - Técnica mista sobre porta de madeira - 215 x 95 x 5 cm

O estilo da dupla, imediatamente reconhecível, caracteriza-se por seus personagens singulares, que habitam um mundo onírico em contraponto com a cidade que lhes serve de suporte e estímulo. Em narrativas que podem ser poéticas, irônicas ou críticas os artistas trabalham com muitos detalhes em uma minuciosa construção das imagens.


Os excessos são elemento fundamental na transcendência do real para o imaginário. Nesse aspecto a obra d’OSGEMEOS se relaciona com outros artistas como Yayoi Kusama, por seu uso obsessivo de padronagens, e Takashi Murakami pela ênfase no detalhamento dos personagens. As suas esculturas cinéticas, tão repletas de detalhes quanto as pinturas, remetem aos experimentos de Tinguely e suas máquinas non-sense. Seus grandes painéis e murais ecoam os muralistas mexicanos com suas cores vibrantes e personagens da cultura popular.

De Lá Para Cá - 2013 - Técnica Mista sobre madeira - 190 x 220 cm
Em A ópera da lua, os artistas dão enfoque especial às esculturas, levando a experiência da pintura para o tridimensional. Portas e janelas conectam as obras construindo um grande ambiente imersivo. As pinturas tomam formas e dimensões inesperadas, exploram novos contextos para os personagens, novas histórias, texturas e padrões em profusão.


A dupla OSGEMEOS é formada pelos irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo, nascidos em 1974 em São Paulo, onde vivem e trabalham. Já participaram de diversas exposições importantes dentre as quais se pode destacar: ICA – The Institute of Contemporary Art, Boston, USA (2012); Fermata, Museu Vale, Espírito Santo, Brasil (2011); Museu Colecção Berardo, Lisboa, Portugal (2010); When Lives Become Form: Creative Power from Brazil, Hiroshima City Museum of Contemporary Art, Hiroshima, Japan (2009); Vertigem, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro; Vertigem, Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil (2008). Entre projetos especiais destacam-se: Wholetrain, São Luís do Maranhão, Brasil (2012) e Street Art, Tate Modern, London, UK (2008). Suas obras estão presentes em grandes coleções como: Museu de Arte Moderna de São Paulo, São Paulo, Brasil; Museum of Contemporary Art, Tokyo Art Museum, Tokyo, Japan; The Franks-Suss Collection, London, UK, entre outras.
Fermata- escultura musical misto de vagão de trem e orquestra


Até 16 de Agosto de 2014 - Galpão Fortes Vilaça - São Paulo, Brasil


quinta-feira, 26 de junho de 2014

I Charleston SP by Blubell - reconhecem os locais das cenas em São Paulo?



I Charleston SP by Blubell - reconhecem os locais das cenas em São Paulo?

I Charleston SP by Blubell é uma homenagem à cidade e também o videoclipe da canção Música, da cantora Blubell.

O projeto é inspirado no I Charleston the World, movimento que resgata o ritmo dos anos 20 e que já foi feito em diversas cidades do mundo, mas nunca antes em um país da América Latina.

Produzido de forma colaborativa, o clipe foi viabilizado através de crowdfundig e da dedicação de muitas pessoas. As gravações aconteceram entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013.

Desfile Emilio Pucci - Resort 2015


Desfile Emilio Pucci - Resort 2015