domingo, 22 de fevereiro de 2015

A história das 4 obras: “As Quatro Horas do Dia” - Jean-Baptiste-Camille Corot

"As Quatro Horas do Dia" - Jean-Baptiste-Camille Corot -  c. 1858 – óleo sobre madeira - The National Gallery 


Da esquerda para a direita:
Manhã - 142.2 x 72.3 cm
Meio-dia - 142.2 x 62,2 cm
Tarde - 142.2 x 72.3 cm
Noite - 142.2 x 64,7 cm

A história das 4 obras: “As Quatro Horas do Dia” - Jean-Baptiste-Camille Corot


Manhã  e Meio-dia                                               

As quatro pinturas, representando Manhã, Meio-dia, Tarde e Noite, foram adquiridas pelo artista Lord Frederic Leighton em 1865 e estavam entre os primeiros trabalhos de Corot adquiridos por um colecionador britânico. Lord Leighton as expôs como o ponto focal de sua casa em Londres, fornecendo inspiração para seus colegas artistas vitorianos.
Frederic Leighton, 1º Barão de Leighton (1830 - 1896), conhecido como Sir Frederic Leighton entre 1878 e 1896, foi um pintor e escultor Inglês. Seus trabalhos tinham temas históricos, bíblicos e clássicos.
Corot pintou os quatro grandes painéis, que traçam o aprofundamento da luz do céu, do nascer do sol à noite estrelada, para decorar o estúdio de seu amigo e companheiro pintor Alexandre-Gabriel Decamps em Fontainebleau. Ele completou o ciclo em uma única semana, levando Decamps a exclamar: "Não tão rápido, não se apresse, ainda há sopa suficiente para mais alguns dias". Decamps passou horas na contemplação dos painéis, desanimado com a sua qualidade, técnica e efeito, em relação ao seu próprio trabalho.
"As Quatro Horas do Dia" pertencem a uma década em que a obra de Corot foi mudando para uma percepção mais pessoal da natureza, na qual paisagens de estúdio compostas de memórias ou desenhos de paisagens reais desempenhavam um papel cada vez maior.

    
Tarde e Noite

Jean-Baptiste-Camille Corot (1796 - 1875) foi um pintor francês de paisagens e de retratos, assim como um gravurista. Ele é uma figura fundamental na história da pintura de paisagem e sua vasta produção faz referência tanto à tradição Neo-Clássica, como antecipa as inovações do plein-ar do impressionismo.
Em 1825-1828, Corot viajou para a Itália (o que era considerado essencial para a formação de um artista da paisagem), ficando durante um tempo em Roma e na Campagna, antes de viajar para Nápoles. Em 1827, ele enviou suas primeiras pinturas ao Salão de Paris. Corot viajou extensivamente pela Europa ao longo de sua vida, e durante essas viagens ele pintou ao ar livre, preenchendo inúmeros cadernos com desenhos. Durante os meses de inverno, ele trabalhava em estúdio, em ambiciosas paisagens e temas mitológicos e religiosos destinadas para o Salão de Paris.
Sua reputação foi estabelecida na década de 1850, que também foi o período em que seu estilo tornou-se mais suave e suas cores mais restritas. Em suas últimas paisagens de estúdio, que muitas vezes eram povoadas de banhistas, bacantes e figuras alegóricas, ele empregou uma pequena gama de cores, muitas vezes usando suaves tons de cinza e azul-esverdeado, com manchas de cor confinadas à roupa das figuras. Sua influência na posterior pintura de paisagem do século 19, incluindo os Impressionistas, foi imensa, particularmente em sua interpretação de luz sobre a paisagem.

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