terça-feira, 10 de março de 2015

A história da obra "Laura and Paul Jewill Hill" - Harold Harvey (com vídeo)

"Laura and Paul Jewill Hill" - Harold Harvey – 1915 – óleo sobre tela – 48 x 43 cm - © Penlee House Gallery and Gallery, Penzance, Cornwall, England


A história da obra "Laura and Paul Jewill Hill" - Harold Harvey (com vídeo)


Duas crianças em frente a uma mesa-console sob um espelho circular. A menina à esquerda apoiada na mesa, segurando um aquário e o menino à direita segurando uma bandeira italiana, comemorando a união da Itália aos aliados durante a Segunda Guerra Mundial, em Maio de 1915. Eles eram os filhos de James e Laura Hill de Penzance. James Jewill Hill era um sócio da firma de advogados Jewill Hill & Bennett, Penzance. Um auto-retrato de Harvey é refletido no espelho.


 Harold Harvey - "Newlyn Harbour, Mending the Nets"



Harold Harvey - "The Red Silk Shawl" - 1932


Harold Charles Francis Harvey (1874–1941) primeiro estudou com Norman Garstin e depois foi para Paris em 1890, onde continuou seus estudos na Académie Julian sob Benjamin Constant e Jean-Paul Laurens. Em 1911 ele casou com Gertrude Bodinnar, que também era uma artista, e se estabeleceram em Newlyn.


Harold Harvey - "Picking Chrysanthemums" – 1915 – óleo sobre tela - 54 x 46.5cm



Harold Harvey - "Portrait of the Artists Wife"  


De ascendência Cornish antiga, Harold Harvey passou grande parte do início de sua carreira  retratando a paisagem e a vida dos pescadores em torno de Penzance e Newlyn. Durante a Primeira Guerra Mundial, por razões de segurança, os artistas foram proibidos de retratar a costa e Harvey voltou sua atenção para sutis, sofisticadas vistas interiores. Ele freqüentemente pintava sua esposa, a pintora de flores Gertrude Bodinnar, em sua casa em Newlyn.



Harold Harvey - "Two Young Girls with a Butterfly" – 1929



Harold Harvey - "The Favourite Necklace"


Descendente de uma família que tinha se estabelecido em Cornwall no século XVI, Harold Harvey foi um dos poucos artistas de Newlyn a passar toda a sua vida naquele município, além de um breve período na França. Descrito como um dos mais verdadeiros e sinceros pintores britânicos. As suas obras foram consideradas verdadeiras interpretações do lugar e das pessoas e ele foi elogiado por seu sucesso em transmitir a genialidade peculiar e bastante melancólica deste canto da Inglaterra.

Assista o vídeo com obras de Harold Harvey:




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sábado, 7 de março de 2015

15 Pinturas e esculturas de mulheres artistas

Tarsila do Amaral - Abaporu – 1928 


15 Pinturas e esculturas de mulheres artistas (por ordem alfabética do sobrenome) 




Georgina de Albuquerque - Sessão do Conselho de Estado presidida pela Princesa Leopoldina – 1922 - óleo sobre tela


 Sofonisba Anguissola - Lucia, Minerva and Europa Anguissola Playing Chess – 1555


Mary Cassatt - Little Girl in a Blue Armchair – 1878 – óleo sobre tela - 89.5 x 129.8 cm - National Gallery of Art, Washington


Lygia-Clark-Bicho – 1960


Camille Claudel -  La Valse (The Waltz) - 1889-1905 – bronze


Frida Khalo - Self Portrait with Thorn Necklace and Hummingbird – 1940 – óleo sobre tela


Yayoi Kusama - Butterfly – 1988


Tamara de Lempicka – Autorretrato – 1925


Anita Malfatti - La rentrée (interior) - 1925-27 - óleo s/ tela - 88 x 115 cm - Col. Pedro Tassinari Filho, SP


 Berthe Morisot - The Cradle – 1872



Gabriele Münter - Self-Portrait – 1909


Tomie Ohtake - Monumento Tomie Ohtake em Santos, SP, Brasil


 Georgia O'Keeffe - Hibiscus with Plumeria – 1939



Mira Schendel - Objeto Gráfico - 1967-8 - Coleção Patrícia Phelps de Cisneros



terça-feira, 3 de março de 2015

A história da obra de Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat"

Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat" – c. 1665/1666 – óleo sobre madeira - 22.8 x 18 cm – National Gallery of Art


A história da obra de Johannes Vermeer – "Girl with the Red Hat" (Garota com o chapéu vermelho)

"Girl with the Red Hat" é uma das menores obras de Johannes Vermeer, e é pintada sobre madeira e não sobre suas habituais telas. A menina se virou na cadeira e interage com o espectador através de seu olhar direto. A obra transmite espontaneidade e informalidade incomuns. A modelo da obra não foi identificada, porém o Dr Benjamin Binstock que leciona História da Arte na Cooper Union em New York escreveu em um de seus livros que em seus estudos de 37 pinturas de Vermeer, concluiu que sua esposa Catharina Vermeer posou como modelo para 12 de suas pinturas, até 1666, quando grávida pela 11° vez, foi substituída por sua filha mais velha, Maria, então com 12 anos, que posou para a tela “Garota com Brinco de Pérola e também para “Garota com o Chapéu Vermelho”, além de outras telas até seus 16 anos, sendo depois substituída por uma de suas irmãs.  

O uso requintado da cor pelo artista é a característica mais marcante deste pintura, tanto por sua composição como por seus efeitos psicológicos. Vermeer concentrou as duas principais cores em duas áreas distintas: um vermelho vibrante para o chapéu e um azul suntuoso e quente para o manto. Ele também utilizou a intensidade do branco no lenço para unificar tudo. Esse uso extraordinário das cores por Vermeer estabelece um diálogo entre o espectador e a garota e ressalta o senso poético que flui por sua pintura.

Na visão da autora desse blog, essa pintura é uma pequena jóia, nada menos do que poesia óptica.

A acuidade visual surpreendente nesta pequena pintura foi atribuída ao uso da câmera escura por Vermeer, que era amigo do cientista Antony van Leeuwenhoek (1632-1723), famoso por seu trabalho com instrumentos ópticos, e pode muito bem ter sido um interesse em óptica que os uniu. Van Leeuwenhoek mais tarde se tornou executor do espólio de Vermeer.
A maioria dos estudiosos concorda que Vermeer utilizou uma câmera escura na composição e execução de The Girl with a Red Hat. É possível que ele escolheu um suporte de painel de madeira para replicar o brilho de uma imagem da câmera escura, que normalmente era projetada em vidro. Em particular, os realces difusos nos florões de cabeça de leão da cadeira assemelham-se ao efeito desfocado de uma imagem vista em uma câmera escura. O especialista em Vermeer, Arthur Wheelock, aponta no entanto, que Vermeer não se limitou a pintar em cima de uma imagem projetada por uma câmera escura. Embora os efeitos dessa estejam aparentes em porções da pintura, em outros lugares, os efeitos esperados não são vistos.

Câmera escura é um tipo de aparelho óptico baseado no princípio de mesmo nome, o qual esteve na base da invenção da fotografia no início do século XIX. Ela consiste numa caixa (ou também sala) com um buraco no canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície interna, onde é reproduzida a imagem invertida. É possível que se originou a partir do século V A.C. na China, e teve princípios também vistos por Aristóteles na Grécia no século 4 A.C. A primeira câmera escura foi construída em meados do século VI, em experimentos de Antêmio de Tales. No século XI, durante a Dinastia Song, foi usado para aplicar atributos geométricos e quantitativos. Por volta do século XVIII, os desenvolvimentos seguintes por Robert Boyle e o criador do microscópio Robert Hooke, mais facilmente modelos portáteis se tornaram disponíveis, estes foram amplamente utilizados por artistas amadores e também por profissionais, como, por exemplo, o famoso pintor holandês Johannes Vermeer.

Johannes Vermeer (Delft, 31 de Outubro de 1632 - Delft, 15 de Dezembro de 1675), também conhecido como Vermeer de Delft ou Johannes van der Meer, é o segundo pintor holandês mais famoso e importante do século XVII (um período que é conhecido por Idade de Ouro Holandesa, devido às espantosas conquistas culturais e artísticas do país nessa época), depois de Rembrandt. Os seus quadros são admirados por suas cores, composições inteligentes e brilhante uso da luz. Era filho de um comerciante de artes. Casou-se em 1653 com Catharina Bolenes e teve 15 filhos, dos quais morreram 4 em tenra idade. No mesmo ano juntou-se à guilda de pintores de Saint Lucas. Mais tarde, em 1662 e 1669, foi escolhido para presidir a guilda. Sabe-se que vivia com magros rendimentos como comerciante de arte, e não pela venda dos seus quadros. Só alcançou fama póstuma no século XIX. Conhecem-se hoje muito poucos quadros de Vermeer. Só sobrevivem 35 a 40 trabalhos atribuídos ao pintor.

Assista o vídeo que mostra a adição de cores e tons à pintura e uma comparação visual com algumas das pinturas de Vermeer ao final:



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segunda-feira, 2 de março de 2015

Pinturas do mês de Março

Edward Burne-Jones - The March Marigold – c. 1870 – óleo sobre tela - The Piccadilly Gallery

Pinturas do mês de Março


Camille Pissarro - The Louvre, March Mist – 1903 – óleo sobre tela – 54 x 65 cm - Ny Carlsberg Glyptotek, Copenhagen, Denmark


Alphonse Mucha – Mars – 1899


Maxime Maufra - March Sunlight, Port-Marly – 1902 - 60.3 x 73 cm


Camille Pissarro - March Sun, Pontoise – 1875 – óleo sobre tela - Kunsthalle, Bremen, Germany


Eugène Grasset - La Belle Jardiniere – March - 1896


domingo, 1 de março de 2015

15 Pinturas do Rio de Janeiro


J. Sebastien Auguste Youds - Entrada do Jardim Botânico


15 Pinturas do Rio de Janeiro


Nicolas-Antoine Taunay (Paris, França, 1755 - 1830) – Morro da Glória


Nicolau Facchinetti (Treviso, Itála, 1824 - Rio de Janeiro, RJ, 1900) - Parte Ocidental da Lagoa Rodrigo de Freitas


Nicolau Facchinetti (Treviso, Itála, 1824 - Rio de Janeiro, RJ, 1900) - Praia de Botafogo, 1868


Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 1768 - 1848) – Os Refrescos do Largo do Palácio


Jean-Baptiste Debret (Paris, França, 1768 - 1848) - Aves


Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha 1802 - Weilheim, Alemanha 1858) - Rua Direita


Benedito Calixto (1853, Conceição de Itanhaém, SP - 1927, São Paulo, SP) - Lagoa Rodrigo de Freitas - 1924


Francisco Coculilo (Rio de Janeiro, RJ, 1895 - 1945) - Enseada de Botafogo Vista do Morro da Urca – c. 1941

Gastão Formenti (1894, Guaratinguetá, SP - 1974, Rio de Janeiro, RJ) – Iate Clube do Rio de Janeiro - 1951


Georgina de Albuquerque (Taubaté, SP, 1885 - Rio de Janeiro, RJ, 1962) – Canto do Rio - 1926

Heitor dos Prazeres (1898, Rio de Janeiro, RJ - 1966) - Sambistas - 1965

Anita Malfatti (São Paulo, SP, 1889 - 1964) – Gruta da Imprensa


Anita Malfatti (São Paulo, SP, 1889 - 1964) - Corcovado


Tarsila do Amaral (1886, Capivari, SP - 1973, São Paulo, SP) – Cartão Postal


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A história da obra "In The Conservatory – Madame Bartholomé" - Albert Bartholomé

Albert Bartholomé - "In The Conservatory - Madame Bartholomé" - 1881 - óleo sobre tela - 233 x 142 cm - Musée d'Orsay, Paris


A história da obra "In The Conservatory – Madame Bartholomé" (Na Estufa – Senhora Bartholomé) - Albert Bartholomé


Albert Bartholomé - "The Artist's Wife - Périe - Reading" - 1883


O pintor Paul-Albert Bartholomé (1848-1928) e sua esposa Prospérie (1849-1887), conhecida como Périe, filha do Marquês de Fleury, faziam um par elegante. Eles eram amigos das artes e inclinados a ser um pouco arrogantes. Périe era descrita como "uma bela mulher de saúde frágil, culta e de suprema distinção". O pintor Jacques-Emile Blanche (1861-1942) descreveu as recepções onde Périe "era tão acolhedora com plebeus, boêmios, intelectuais e convidados para jantar, que as noites gastas discutindo música, pintura e livros, e especialmente política (onde Degas, um nacionalista ferrenho , dava o tom com uma autoridade aceita por todos, exceto Mary Cassatt, artista americana de espírito livre) pareciam ter lugar em um mundo à parte".


    


Bartholomé apresentou o retrato de sua esposa no Salon de Paris de 1881, intitulado “In The Greenhouse” (Na Estufa). Esta pintura foi oferecida ao Musée d'Orsay em 1990 pela Société des Amis du Musée d'Orsay. No ano seguinte, a Galeria Bailly deu ao museu o vestido de algodão branco estampado com bolinhas e listras violeta usados pelo modelo.


Albert Bartholomé - escultura sobre o túmulo de Périe em Bouillant, Crépy-en-Valois


Albert Bartholomé com maquete para o monumento para os mortos no cemitério Père-Lachaise

Com a morte de sua amada esposa, em 1887, o artista abandonou a pintura e seguindo o conselho de Degas, tornou-se escultor. O monumento que ele fez para a tumba de Périe (Bouillant Cemetery, Crépy-en-Valois) marcou o início de uma carreira bem sucedida como escultor, trabalhando em metal e pedra, atingindo a fama com seu famoso monumento para os mortos no cemitério Père-Lachaise, inaugurado no dia 01 de novembro de 1899.


Albert Bartholomé - La Baigneuse


Albert Bartholomé em seu estúdio

Paul-Albert Bartholomé foi um pintor e escultor francês. Nasceu em 1848 em Thiverval-Grignon, Yvelines, França, e morreu em 1928 em Paris. Estudou Direito e lutou na guerra Franco-Prussiana. Freqüentou a École des Beaux-Arts, em Genebra, onde estudou pintura com Barthélemy Menn. Depois estabeleceu um estúdio em Paris e se tornou um amigo próximo de Edgar Degas.


Albert Bartholomé - "Jeune Fille à sa Toilette"

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