quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A história da pintura “The Painter´s Honeymoon” de Sir Frederic Leighton


Sir Frederic Leighton - “The Painter´s Honeymoon” (A Lua de Mel do Pintor), 1864 – óleo sobre tela - 83.8 x 76.8 cm - Museum of Fine Arts, Boston, USA


A história da pintura “The Painter´s Honeymoon” de Sir Frederic Leighton


Esta é uma composição interessante para Leighton, que costumava favorecer as imagens clássicas. O amor é equiparado à arte nesta imagem romântica que em sua evocação do passado e seu estilo preciso e controlado, simboliza a prática acadêmica oficialmente sancionada no final do século XIX. Leighton, que foi eleito presidente da Royal Academy de Londres, em 1879, passou muitos anos estudando na Alemanha, na França e na Itália. A composição e a cor incandescente da pintura refletem a influência de pintores venezianos do século XVI como Giorgione e Tiziano.

O modelo para o pintor recém-casado foi um italiano que frequentemente posava para Leighton, sendo aparentemente um dos modelos favoritos do artista. Nessa pintura, suas mãos foram retratadas com finos detalhes, enfatizando o quão crucial elas são para o trabalho dos pintores. Os tons suaves e a precisão com que Leighton pintou o casal contrastam com a rigidez da laranjeira atrás deles. Leighton parece ter tido dificuldade em pintá-la. As laranjas parecem estar esmaltadas.

Essa pintura foi exposta pela primeira vez na Royal Academy de Londres em 1866. Leighton evitou deliberadamente que ela fosse exposta publicamente nos anos seguintes após sua conclusão.  Como Leighton era conhecido por sua falta de confiança e timidez, muitos de seus contemporâneos acreditavam que ele sentia ter exposto demais sua própria emoção para se sentir confortável expondo a imagem.

Sir Frederic Leighton, 1.º Barão Leighton, (Scarborough, 3 de dezembro de 1830 - Londres, 25 de janeiro de 1896) foi pintor e escultor. Estudou na University College School em Londres, e foi buscar aperfeiçoamento na Europa. Passou alguns anos em Paris, com Ingres, Delacroix, Corot e Millet. Voltou a Londres em 1860, passando a fazer parte do grupo dos Pré-Rafaelitas. Em 1864 ingressou na Royal Academy, e desde então se tornou um artista celebrado. Seus temas eram históricos, bíblicos e clássicos. Sua casa é hoje um museu. Também foi membro do Institute de France e recebeu a Legião de Honra no grau de cavaleiro.

Esse blog possui mais um artigo sobre Sir Frederic Leighton. Clique sobre o link abaixo para ver:



Texto escrito e/ou traduzido e/ou adaptado ©Arteeblog - não copie esse artigo sem autorização desse blog, mas por favor o compartilhe, usando os ícones de compartilhamento para e-mail ou redes sociais. Obrigada.



Nenhum comentário:

Postar um comentário